segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Atos que resultaram na prisão de Anderson Alexandre tem nomes de Rio Bonito

Investigações com foco em Silva Jardim começaram a partir da operação do MP em São Gonçalo.
Preso na última sexta-feira (30/11) sob acusação de fraude em licitação e corrupção, o ex-prefeito de Silva Jardim e deputado estadual eleito, Anderson Alexandre (Solidariedade); teria sido apresentado ao representante da Compillar Entretenimento Prestadora de Serviço – empresa citada como envolvida em fraudes em São Gonçalo e possivelmente em outros municípios, além de Silva Jardim – pelo então secretário de Saúde de Rio Bonito, e servidor concursado da Prefeitura de Silva Jardim, Matheus Neto, em março do ano passado. Nessa época a empresa já estava atuando – sem licitação – no município governado por José Luiz Antunes.

Informação neste sentido consta em parte de depoimento em colaboração premiada que ajudou o Ministério Público desvendar um esquema criminoso que, pelo que conta em denúncia à Justiça, teria sido montado para obtenção de vantagens ilícitas, “a partir da solicitação de valores espúrios a empresários, em troca da celebração de contratos com o município, por meio de fraudes em processos de licitação”.

Segundo foi apurado até agora, Anderson teria pedido R$ 150 mil ao representante da empresa e mais 10% do valor de cada nota emitida pela cobrança do serviço de manutenção do sistema de iluminação de Silva Jardim pela Compillar, que chegou a vencer um processo licitatório, mas o contrato não foi adiante por conta da Operação Apagão realizada pelo MP em São Gonçalo, no caso de fraude num contrato de R$ 15,5 milhões.

A empresa iniciou os trabalhos na cidade no fim de julho de 2017, mas retirou seus caminhões e funcionários do município logo no início do mês seguinte, depois da Operação Apagão realizada no dia 10/08/2017, quando foram presos o ex-prefeito Neilton Mulim e mais nove pessoas, ente elas Paulo Roberto de Souza Cruz, operador da Compillar em São Gonçalo, Rio Bonito, Silva Jardim e outros municípios.

A Compillar começou atuar na manutenção do sistema de Iluminação Pública de Rio Bonito, logo no início da gestão Mandiocão. Foi feito um contrato sem licitação, com o município aderindo uma ata de registro de preços da Prefeitura de Iguaba Grande. Em favor da empresa foi emitida uma nota de empenho no valor de R$ 511.385,81. Do total foi pago a soma de R$ 428.080,37 até setembro de 2017, mas restava para os meses seguintes uma segunda previsão de gastos fixada em R$ 574.231,70.

Fonte: Agora Jornal

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