Fomos surpreendidos na tarde dessa quarta-feira (20/05), com uma live do ex-prefeito de Tanguá, Rodrigo Medeiros; que denuncia uma nova “filhadaputagem” em nossa Região: a suposta instalação de uma praça de pedágio “provavelmente entre os municípios de Tanguá e Rio Bonito” (SIC). No conteúdo feito em sua rede social, Rodrigo Medeiros diz acreditar que o equipamento seja instalado no espaço onde funciona a balança de pesagem da Arteris Fluminense. No km 272 da BR – 101, próximo a Clínica Ego.
De acordo com Rodrigo Medeiros, nessa quinta-feira (21), às 14h, no Espaço Shamá, no bairro Pinhão, em Tanguá; uma reunião, convocada pela concessionária que gerencia a Rodovia BR – 101, promete trazer informações a respeito do assunto. O ex-prefeito convoca a população da Região a comparecer em massa para tomar conhecimento do tema e também para se organizar no sentido de impedir a instalação desse pedágio entre Rio Bonito e Tanguá.
Há décadas essa farra de pedágio aniquila o progresso e o desenvolvimento da nossa Região, sendo Rio Bonito sempre o mais prejudicado. O pedágio mais caro do Brasil, instalado na RJ – 124 (ViaLagos), trouxe atrasos econômicos importantes para Rio Bonito. Anteriormente, moradores de Saquarema e Araruama recorriam a Rio Bonito para compras, serviços e buscar repartições públicas. Depois de 1996, quando começou o pedágio da ViaLagos, esse trânsito ficou muito caro e Rio Bonito perdeu essa clientela. Para você entender a gravidade da situação, em 02/12/1999, direção da ViaLagos e Prefeitura de Rio Bonito, cretinamente fecharam o acesso que ligava as localidades de Jacundá e Mineiros. O objetivo? Impedir que as pessoas usassem a referida via para fugir do “pedágio mais caro do Brasil”.
O impacto na Economia de Rio Bonito também pode ser percebido com a instalação do pedágio na entrada da localidade do Sambê. Os moradores de Silva Jardim sempre recorreram a Rio Bonito para fazer suas compras, buscar serviços e repartições, igualmente acontecia com os moradores de Araruama e Saquarema. A partir do pedágio na entrada do Sambê, o silvajardinense diminuiu sua frequência a Rio Bonito.
Nesse caso, além do impacto econômico para Rio Bonito, ainda tem a questão ambiental. É que para construir a praça de pedágio uma série de crimes ambientais ocorreu. Todavia, tudo o que aconteceu acabou sendo solenemente ignorado. À época, por conta das irregularidades ambientais, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rio Bonito embargou as obras da praça do pedágio. O embargo, porém, não durou muito tempo. Uma canetada federal também solenemente ignorou as razões da Prefeitura de Rio Bonito e autorizou o prosseguimento das obras.
Vale aproveitar o ensejo para visitar também a história da RJ – 116, estrada que liga Itaboraí a Cachoeiras de Macacu, que também recebeu suas praças de pedágio, o que tornou bem mais caro transitar entre esses municípios. Esse caso também conta com coincidências. Assim que o pedágio começou a operar a estrada que liga Tanguá a Itaboraí pela localidade de Engenho D’Água, com saída Sambaetiba, foi abandonada.
Nesse caso o descaso é tamanho, que a ponte sobre o Rio Caceribu, nos limites do território de Tanguá e Itaboraí, caiu (dizem que foi derrubada). Todavia, o equipamento nunca foi recuperado. Sem ponte e com a estrada em péssimas condições, os motoristas deixaram de usar o caminho que poderia ser uma forma de fugir do primeiro pedágio da RJ – 116. Não é uma grande coincidência?
Na última década, com o crescimento de Tanguá e Rio Bonito, os municípios praticamente se encontraram e não fosse o Rio Tanguá e as terras de Florentino, esses territórios já seriam um só como acontece com Itaboraí, São Gonçalo e Niterói. Vale ressaltar também que parte da Economia de Rio Bonito também gira a partir do consumidor de Tanguá, que vem a Rio Bonito fazer compras, consumir serviços etc. É claro que um pedágio entre as duas cidades vai encarecer esse trânsito e fazer Rio Bonito perder também essa clientela.
Afinal de contas, porque essa gente que transita em Brasília não gosta de Rio Bonito? De tempos em tempos eles inventam alguma coisa para aniquilar o já combalido território riobonitense. O governo federal pouco contribui com Rio Bonito e quando faz algum movimento o impacto é sempre negativo para o desenvolvimento e o crescimento do município. Que desgraçados! Vamos em frente! #flavioazevedo









