Deflagramos nessa segunda-feira (13/04), no Programa Flávio Azevedo; o quadro “Eleições 2026”. A ideia é receber pré-candidatos que participarão do pleito e políticos locais (prefeitos e vereadores) que não estarão diretamente na disputa, mas participam diretamente com seu apoio e militância. Já quero avisar que as entrevistas não abordarão as fofocas políticas que despertam tanto interesse e dão enorme audiência! Desculpe decepcionar! As abordagens tratarão, sobretudo, das questões estruturais do nosso estado e Região Leste Fluminense. Não perderei tempo e energia com essa coisa de esquerda e direita.
Para ajudar as assessorias a preparem seus contratantes, eu já adianto aqui algumas pautas que abordaremos com todos os candidatos e/ou seus representantes que participarão do programa até as eleições. Vamos falar de mobilidade, sobretudo o que fazer para acabar com aquele maldito gargalo do trevo de Manilha. Vamos aproveitar para dialogar a respeito de modais de transporte coletivo que não seja ônibus. Barcas, trem, metrô, VLT, são serviços subutilizados, porque a classe politica tem compromissos inconfessáveis com empresários do segmento rodoviário.
Outro assunto que será tratado é a questão da energia. A má prestação de serviço da Enel, os apagões e questões afins, também serão pauta; assim como a questão hídrica precisa ser pensada e abordada. No início de 2026 uma estiagem mostrou que esse tema precisa ser tratado. Muita gente ficou sem água e nada foi feito pensando na estiagem do próximo verão.
As incertezas em relação a Segurança Pública formam o quarteto, junto com mobilidade, energia e água, que sustenta o desemprego e o aniquilamento do desenvolvimento da Região Leste Fluminense. Grandes indústrias não se instalam aqui por conta da falta de investimentos e plano diretor regional. Os empresários não sentem confiança em investir milhões por conta da insegurança, os apagões, a mobilidade horrorosa, a falta d’água e o principal: a falta de mão de obra qualificada.
Esse cenário faz desaparecer os investidores. A consequência disso é que não há desenvolvimento econômico e tecnológico pleno na Região. Significa dizer que os esforços públicos nessa direção acabam sendo em vão, porque sem investimento privado não há desenvolvimento e o crescimento acontece de modo desordenado. Nunca é de mais lembrar que a empresa é quem gera riqueza. Aliás, o serviço público só se sustenta por causa dos impostos pagos pelo empresário.
Por último e não menos importante, existe ainda uma questão de mentalidade, talvez, o principal elemento a ser transformado, sobretudo na classe politica. Se a corrupção sistêmica assusta e atrasa, a nossa mentalidade é pautada no negativismo, no derrotismo, no vitimismo e na reclamação sem ação, atitude e mobilização.
No estado de São Paulo, por exemplo, território considerado “a locomotiva do Brasil”, também rola corrupção e bandalheiras políticas! Por lá também encontramos maus brasileiros e consequentemente maus políticos. Apesar disso, São Paulo é mais desenvolvido, por quê? A mentalidade é a única explicação. A pobreza de espírito inibe o espírito empreendedor, impede a ambição. A inveja em quem prospera achata a vontade de conquistar, vencer e superar desafios.
Essas serão as nossas pautas principais na conversa com os postulantes aos cargos eletivos disponíveis em 2026. Se você é pré candidato e ainda não pensou essas questões, tampouco planejou nada nessa direção, por favor, desista enquanto há tempo! Porque se é para fazer igual quem está lá tu nem precisa entrar. A troca que nós queremos é para arejar o ambiente político e dar lugar a novas ideias. Mas se você é mais do mesmo esquece!
Vamos em frente! #flavioazevedo






