Eu não sou amante de Carnaval... Mas sou jornalista, gosto de história, as origens da Cultura Brasileira sempre chamam minha atenção, assim como tudo que está na essência das nossas raízes. O Carnaval de 2026 veio com uma polemica especial. Essa polêmica não é o fato de que pouca gente tinha ouvido falar da Acadêmicos de Niterói (eu não conhecia) até aqui. Aliás, essa agremiação carnavalesca é a que trouxe enredo que alguns entendem como provocação política. Eu enxergo mais que isso. Eu vi mais um capitulo do nosso grande conflito contra principados, potestades e hostes espirituais da maldade.
Na condição de um observador da sociedade e seus setores, eu classifico como "natural" as críticas e provocações do enredo "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil" a determinados grupos, por exemplo, aos conservadores e cristãos. Inclusive, eu enxergo o esperneio das pessoas que se identificam com esses grupos como perda de tempo e energia.
A única observação que eu faria é de que eu gostaria de ver, por parte dos que pensam diferente de mim, a tolerância que eu exerço com o pensamento deles. Ou seja, quando os conservadores desfiam suas análises e críticas ao que está, por exemplo, representado nos carnavais, nas suas personagens e representações; seria educado se, mesmo discordando, o discordante não rotulasse como "preconceituoso" o pensamento divergente ao dele.
Desse trecho em diante eu saio da esfera sociopolítica para produzir uma reflexão especial aos meus irmãos cristãos: não percam de vista as palavras de Jesus de Nazaré num dos seus mais icônicos sermões, o “Sermão da Montanha”. A partir do verso 10 do capitulo 05 do evangelho de Mateus, Jesus diz que é “bem-aventurado”, palavra que significa feliz, “os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. O verso 11 diz que “bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa”. Para esses existe, inclusive, uma recompensa. Está escrito no verso 12: “exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.
Outra reflexão eu gostaria de deixar, sobretudo para quem se sentiu retratado na alegoria das “latinhas com conserva” durante o desfile da Acadêmicos de Niterói. No verso 13, segundo Mateus, Jesus disse: “vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens”. Não precisa ser pesquisador da história antiga para saber que nos tempos bíblicos não existia geladeira. Naquele tempo muitas coisas eram “salgadas” para que se mantivessem “conservadas”. Jesus não está falando do sal como tempero, mas como “conservante”. Logo, se você se sentiu representado naquelas alegorias de “lata com conservante” saiba que, segundo Jesus, você está no caminho certo.
E além de não se importar com o que alguns pensam, Jesus sugere que você ostente com orgulho o seu “conservadorismo”, que Ele chama, no verso 14, de “luz”. Veja o que Ele diz: “vós sois a luz do mundo”. Perceba que somos chamados a “conservar e iluminar”.
Finalizo essa pequena reflexão revisitando as significativas palavras de Jesus, segundo o evangelho de Marcos (16.15): “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. A palavra evangelho significa “boa notícia” ou “boa mensagem”. Pensando nisso, é que eu entendo como “natural” quando determinados segmentos trabalham para destruir os “conservantes”, que eu entendo como “valores”.
Isso fica nítido quando pessoas e instituições buscam descontruir a devoção ao Criador e ridicularizar a família, projeto desenvolvido por Deus, mas que em pleno Jardim do Éden já foi alvo de clara tentativa de sabotagem. Vocês conhecem a história. Uma serpente foi possuída pelo líder dos anjos caídos para fazer Eva duvidar, desconfiar e desobedecer ao Criador. A possessão do Jardim do Eden segue acontecendo. Ao longo da história milenar da humanidade o líder dos anjos caídos segue se apossando de pessoas, coisas e instituições para fazer a humanidade, duvidar, desconfiar e desobedecer ao Criador. Se você leu até aqui, gratidão, bênçãos na sua vida e vamos em frente! #flavioazevedo




