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| O ex-diretor do Niaid Anthony Fauci, em depoimento ao Senado dos EUA no fim de julho. |
Algumas das minhas fotos entre os anos de 2020 e 2022 estão prejudicadas por conta das tais máscaras que nos obrigaram a usar naquele período. Eram os anos pandêmicos. Época que a sociedade sofreu perdas irreparáveis com destaque para milhares de vidas. O pânico se instalou no planeta. Quem ousava discordar ou não se importar com os “protocolos sanitários” era olhado por parte da sociedade como “criminoso”. Era o “negacionista”.
Cerca de cinco anos depois desses acontecimentos o “negacionismo” parece estar mudando de mãos. Olhando os últimos noticiários honestos a respeito do tema, a razão parece estar ao lado de quem não deu atenção aos tais “protocolos sanitários” (máscara, isolamento e outras bobagens) que só trouxeram atraso e terror para muitas pessoas.
O que era rotulado, à época, como “desinformação”, nome técnico dado a opiniões contrárias aos tais “protocolos sanitários”, está sendo confirmado, ponto por ponto, por dois documentos inacreditáveis: os diários privados do infectologista, Anthony Fauci; que estão sendo revelados pelo senador americano, Rand Paul; e o relatório final do Select Subcommittee on the Coronavirus Pandemic da Câmara americana.
O relatório documenta que a “hipótese” do vazamento laboratorial era, desde o início, muito mais que plausível – e que o próprio artigo “The Proximal Origin of SARS-CoV-2”, usado para descartá-la publicamente, nasceu de uma ligação telefônica de Anthony Fauci a cientistas que, em mensagens privadas, escreviam frases reveladoras ao descobrir, no material genético do vírus, um sítio de clivagem de furina que a natureza jamais produzira em nenhum de seus 871 parentes virais conhecidos (segundo relata Holmes, seu colega Andersen lhe teria escrito, tomado de pânico: “Eddie, podemos conversar? Preciso que me tirem dessa beira do abismo”).
Além disso, a leitura do diário de Anthony Fauci comprova que o “distanciamento” entre pessoas (“seis pés”) era um número inventado. Aponta que as máscaras que estragaram as minhas fotografias foram, na melhor das hipóteses, uma grande bobagem; e que os lockdowns, o tal “fique em casa”, causaram mais dano do que benefício. Vale ressaltar que esse entendimento já é uma conclusão de janeiro de 2022, através de uma meta-análise de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nona colocada no ranking mundial, que varreu 18.590 estudos e concluiu, sem meias palavras, que “os bloqueios tiveram pouco ou nenhum efeito na mortalidade por Covid-19”, ainda que tenham “imposto enormes custos econômicos e sociais”. Será que a Johns Hopkins também é “negacionista”?
Para concluir essa conversa vale ressaltar dois fatos interessantes ocorridos nos Estados Unidos: o “perdão presidencial preventivo” que o ex-presidente, Joe Biden (2021-2025); concedeu a Anthony Fauci; e o silêncio dele na audiência, realizada no último dia (29/07), no Senado Norte Americano. Fauci invocou a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Ele não respondeu mais de cem perguntas sobre a Covid-19, a origem e disseminação do vírus; os protocolos de combate a doença defendidos por ele e se algum tratamento alternativo foi ignorado por interesses políticos e/ou corporativos.
Para todas as perguntas que lhe foram feitas na audiência, Fauci deu a mesma resposta: “por aconselhamento do meu advogado, eu respeitosamente declino de responder com base nos meus direitos sob a Quinta Emenda da Constituição”. Respondeu isso 111 vezes. A Quinta Emenda é a que estabelece o direito de não se autoincriminar – dispositivo similar ao que temos no Brasil, com a lógica de que “ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo”.
O horror propagado pela mídia e por “especialistas” como Anthony Fauci tiveram desdobramentos políticos, ideológicos e interferiu na decisão das pessoas nas eleições ocorridas a partir de 2020 no Brasil e no mundo.
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| O professor da USP Jorge Kalil (à dir.) teria pedido ajuda ao médico americano Anthony Fauci (à esq.) durante a pandemia. |
Numa época que a mídia fala tanto em “defesa da soberania”, um sujeito claramente pede interferência externa no que era pensado pelo governante brasileiro. Não é curioso isso? Fauci escreveu no tal diário que naquele dia havia participado de uma reunião por videoconferência com o recém-empossado ministro da Saúde Marcelo Queiroga. Segundo ele, os brasileiros precisavam da ajuda dos Estados Unidos diante do “terrível problema” enfrentado pelo país e queriam principalmente vacinas americanas.
Diante do pedido, Fauci afirmou que ofereceu cooperação em pesquisas e estratégias, mas explicou que o governo dos Estados Unidos só pretendia doar doses excedentes depois de vacinar sua própria população.
É claro que, agora, diante dessas revelações o “negacionismo” vai mudar de mãos. Os novos “negacionistas” irão classificar as informações contidas nos diários de Anthony Fauci como “desinformação”, “narrativa”, “anotações de um velho cenil” que até então era especialista. Os novos “negacionistas” não irão se aprofundar no assunto e farão cara de paisagem. Aliás, penso que quando tratarem do tema, certamente passarão pano e criarão narrativas favoráveis aos protocolos “faucistas” e constrangimentos que nos foram impostos no período pandêmico supostamente em nome da “Saúde”. Vamos em frente! #flavioazevedo



