
Já ouviram isso? Quem não ouviu ou nunca falou essa frase num momento de raiva diante da crueldade de um crime? Mas devemos ter cuidado com esse pensamento, porque corremos o risco de estarmos torcendo para vermos "mortos" 50% dos brasileiros – entre eles muitos dos nossos parentes e nossos amigos. Digo isso, baseado na premissa de que não podemos classificar como bandidos somente aqueles que roubam, estupram, sequestram, traficam e matam.
Em número maior estão aqueles que compram os produtos que são produzidos nessas ações criminosas. Também são bandidos desclassificados e mereceriam morrer, aqueles que fraudam licitações; que superfaturam obras; que desviam recursos de remédio, merenda e material escolar.
Também mereceriam a morte:
*aqueles que vendem sentença e estimulam a impunidade;
*aqueles que utilizam os seus gabinetes e o foro privilegiado dos seus mandatos para comandar o tráfico de drogas e armas;
*aqueles que posam de santo, mas usam o lugar de destaque que ocupam para fomentar a miséria e a desigualdade.
Se olharmos por esse prisma, certamente concordaremos que poucos brasileiros sobrarão para contar os que foram mortos. Portanto, esqueçam esse pensamento de que “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”, porque isso demonstra a nossa incapacidade de lidar com as deformidades humanas, a nossa intransigência e, principalmente, a nossa intolerância.
Nenhum comentário:
Postar um comentário