sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Câmara de Vereadores de Rio Bonito tem novo presidente para o biênio 2011/2012

Por Flávio Azevedo

O vereador Humberto Belgues (PSDB) foi eleito, na sessão da última terça-feira (14), presidente da Câmara de Vereadores de Rio Bonito para o biênio 2011. Além da presidência da Casa, assunto que se arrastava desde o último dia 30 de novembro, quando a eleição deveria ter acontecido, também foi aprovado o orçamento de 2011 – com 50% para o prefeito José Luiz Antunes (DEM) trabalhar sem consultar a Câmara – o abono natalino, considerado o 13º dos funcionários; a construção do novo Centro Odontológico e outras mensagens do Executivo que estavam na Casa.

Como já vinha acontecendo nas sessões anteriores, a reunião foi marcada pela apreensão de parlamentares e correligionários que diariamente acompanhavam as reuniões. Iniciados os trabalhos, após a leitura da ata – da sessão anterior (segunda-feira, 13) – e do expediente recebido, o presidente Fernando Soares (PMN), passou para a ordem do dia. Ele pediu que fosse feita a recontagem dos parlamentares presentes, que eram cinco vereadores (Fernando Soares, Humberto Belgues, Saulo Borges, Aliézio Mendonça e Neném de Boa Esperança), o que impedia a deliberação dos assuntos em pauta.

Tendo em vista o número insuficiente de parlamentares, o presidente convocou o primeiro suplente, o funcionário púbico Damião Ferreira da Costa, o Damião do Basílio (DEM), que estava presente, para a complementação do quorum. Segundo o presidente, a sua decisão atende o principio constitucional da “supremacia do interesse público, porque existem, na Casa, matérias que estavam esperando apreciação dos parlamentares”, justificou.

Polêmica

Ao ver o suplente no plenário, o vereador Aliézio Mendonça (PP) perguntou ao presidente, na vaga de qual vereador o suplente estava sendo convocado. O presidente respondeu que na vaga do vereador Maninho, que apresentou atestado médico superior a 15 dias. Aliézio questionou se o vereador Maninho estava cassado, o presidente disse que “não está cassado, o suplente vai apenas complementar o quorum, em nome da supremacia do interesse público”.

O vereador Aliézio discordou e insistiu com o presidente para que o vereador Maninho fosse cassado. “Declare cassado, o vereador Maninho, e eu fico aqui... Do contrário... Eu não concordo com isso! Se não cassar o vereador Maninho eu não posso concordar com o que está acontecendo. Eu não tenho nada contra cassar o vereador, por mim pode meter a ripa! Agora, se não cassar não tem como concordar com isso!”, disse o vereador.

Diante da negativa de cassar o mandato do vereador Maninho, Aliézio afirmou que estava se ausentando da sessão por discordar da decisão. Também se ausentou da reunião, o vereador Neném de Boa Esperança. Pouco a vontade, durante o diálogo entre o presidente e o vereador Aliézio, Neném, pelo telefone celular, parecia receber orientações de alguém que coordenava as suas ações.

Nesse ínterim também foi convocado o segundo suplente, o médico Jorge Luis da Silva Brandão (PMDB), que junto com Damião foi empossado pelo presidente da Casa, que deu prosseguimento a sessão.

Na sequência (foto), foi feita a eleição do novo presidente (Humberto Belgues), eleito com cinco votos e duas abstenções (os vereadores que se ausentaram tiveram as presenças contabilizadas por terem respondido a chamada e participado do início da sessão). “Sete vereadores participaram da reunião, o que representa maioria absoluta e dá total legitimidade ao processo”, afirmou o presidente.

Explicações pessoais

A participação dos suplentes na sessão foi o assunto que dominou as explicações pessoais. O vereador Saulo Borges (PTB) classificou Damião e Jorge Brandão como heróis do servidor municipal. “Vocês são heróis porque garantiram, aos servidores, o 13º salário e o pagamento de dezembro, que será feito em janeiro”.

O suplente Jorge Brandão (foto), que foi vereador na legislatura passada (2005/2008), destacou que estava honrado em cumprir com a sua obrigação. “Não podemos pensar apenas no benefício próprio, mas no povo”. O ex-vereador também fez um alerta: “Rio Bonito precisa sair do marasmo político em que se encontra!”.

Ao se despedir, Brandão pediu ao presidente da Casa, as cópias da ata e dos atestados apresentados pelos parlamentares ausentes e confirmou que vai lutar pelo seu mandato. “Nós iremos pleitear aquilo que nos é de direito, porque o direito de cada um termina quando começa o direito do outro”.

Já o suplente Damião da Costa (foto) destacou que além da preocupação com os colegas servidores municipais, o compromisso que tem com o 943 votos alcançou nas eleições de 2008 fez com que ele atendesse a convocação do presidente. Ele lembrou que por um voto não chegou a Câmara, “mas apesar disso, hoje, eu estou aqui fazendo a minha parte e honrando os votos que me foram confiados”.

Já falando como novo presidente, o vereador Humberto Belgues rebateu as acusações de fraude na confecção do projeto de resolução, elogiou a postura do presidente Fernando Soares e disse que em alguns momentos não ficou satisfeito com a postura do chefe do Legislativo, por ele ter colocado a resolução em pauta, “mas depois percebi que ele estava correto e a resolução acabou favorecendo a minha candidatura”.

Desdobramentos

De acordo com fontes ligadas ao grupo de seis vereadores que fazem oposição ao presidente, a sessão do dia 14 de dezembro e a eleição do vereador Humberto não serão reconhecidas pelos seis vereadores e o caso será levado a Justiça.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Atleta paraolímpico de Rio Bonito é exemplo de superação

Por Lívia Louzada

Superação e conquista. Essas palavras fazem parte da história da vida do atleta paraolímpico Josiel Muniz Silva, o Jô, de 27 anos, morador do Sambê, em Rio Bonito. Além de atleta, ele é fiscal de caixa, do Supermercados Tinoco, e ainda integra o time de vôlei paraolímpico, da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (ANDEF). Em outubro deste ano, pela segunda vez consecutiva, seu time ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro Paraolímpico do esporte, que aconteceu na cidade de Barueri, em são Paulo. Mas segundo Josiel, sua intenção é fazer parte da seleção brasileira paraolímpica e quem sabe, “disputar uma olimpíada”.

Apesar das conquistas, Josiel precisou de ajuda para chegar ao lugar que está. E nem sempre as coisas foram fáceis. Em 2002 ele se envolveu em um acidente entre um carro, e a moto em que ele estava. Para não bater de frente com a motocicleta, o motorista do carro tentou desviar, mas bateu na lateral da moto, atingindo uma das pernas de Josiel. Ele ficou internado por alguns dias, e precisou amputar quase toda a perna.

O atleta conta que para se adaptar as novas limitações, precisou do apoio de amigos e da família, além de ajuda psicológica. “No início foi muito complicado, porque eu era muito ativo, fazia esportes, estava sempre jogando futebol. Minha família e amigos foram muito importantes. Eles me apoiaram e começaram a me mostrar exemplos de pessoas deficientes que apesar dos problemas, seguiram em frente na vida. E isso me deu motivação”, diz Josiel.

Depois da injeção de ânimo, Josiel recomeçou sua vida com o esporte que mais gostava, o futebol. E como não conseguia jogar, montou um time para comandar. Foi quando conheceu o atleta paraolímpico Carlos Augusto, mais conhecido como Guto, morador do Green Valley, que na época jogava na ANDEF. Guto então o chamou para conhecer o trabalho da Associação e ingressar no time de vôlei, e há quase dois anos, Josiel faz parte da equipe.

O atleta explica que todos os jogadores do time tem uma deficiência, mas nem por isso as regras do jogo são diferentes. “As regras são as mesmas de uma partida normal, as únicas diferenças, são a altura da rede, que tem 1,10m, o espaço em que jogamos, que é menor, e que jogamos sentados”, explica.

Ele conta ainda que ficou muito feliz com a conquista no brasileiro deste ano, e que já esperava o resultado. “Eu acreditava no time, pois o nível dos atletas é alto. (Na equipe de Josiel, jogam dois atletas que também atuam na seleção brasileira). Agora eu quero alcançar mais coisas. Ficou um gostinho de quero mais. Minha meta é chegar a seleção, me manter nela, e disputar uma paraolimpíada”.

Apesar do time ser patrocinado pelo Governo do Estado, e pela Loterj, por enquanto Josiel recebe apenas uma ajuda de custo para os treinos, que acontecem três vezes por semana, na sede da ANDEF. Ele conta que não consegue viver apenas do esporte, já que é casado e tem dois filhos, e por isso tem outro trabalho. Mas nem por isso reclama da função que exerce no supermercado. “Quero continuar jogando, ganhando títulos, e trabalhando aqui (no Supermercado Tinoco), pois eles (a direção do estabelecimento) me dão total apoio e motivação para prosseguir.

Zelão faz balanço do governo e anuncia mais obras em Silva Jardim

Por Flávio Azevedo

Com o objetivo de fazer um balanço dos dois anos a frente da Prefeitura de Silva Jardim e anunciar as prioridades da administração até 2012, quando termina o seu mandato, o prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão (PT), recebeu em seu gabinete, na manhã da última terça-feira (7), a imprensa que cobre o dia-a-dia do município. Durante a entrevista, o prefeito deixou claro que a Educação é a grande prioridade do seu governo. “Nós classificamos como investimento os recursos que destinamos a Educação”, disse o prefeito.

Investimentos em infraestrutura (calçamento de Aldeia Velha, Bananeiras e Gaviões); Turismo, que pode gerar renda e emprego; transporte público gratuito, que inicialmente vai atender os bairros de Aldeia Velha, Bananeiras, Gaviões, Pirineus e Cesário Alvim; a construção e ampliação de escolas em cinco localidades (Coqueiro, Caxito, Varginha, Fazenda Brasil e Gaviões), a drenagem e o fornecimento de água para o bairro Varginha e a criação da moeda social Capivari foram alguns dos projetos apresentados pelo prefeito.

O chefe do Executivo silvajardinense, também falou sobre a implantação da internet banda larga que vai cobrir todo município gratuitamente; a ampliação da rede básica de Saúde; a aplicação de recursos federais e estaduais como, ICMS Verde e royalties do petróleo (que se for diminuído pode prejudicar o município) e as polêmicas que envolvem temas ambientais como o financiamento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e a remediação dos antigos lixões dos bairros Cidade Nova e Goiabal.

“Educação é prioridade”

O prefeito destacou que quando assumiu a prefeitura em dezembro de 2009, o seu principal compromisso era melhorar a auto-estima da população. “A nossa ideia é mostrar ao silvajardinense que é bom viver aqui, frase que se tornou um dos nossos slogans! Mas o silvajardinense não acreditava mais na cidade e mudar esse quadro não foi fácil, porque o município conviveu com sérios problemas políticos”, analisou.
Para o chefe do Executivo, uma das formas de mudar esse cenário foi investir em Educação e mostrar ao próprio munícipe, que Silva Jardim é um município viável.

– Os eventos e as festas que nós realizamos até aqui têm dado um retorno muito positivo. O nosso Carnaval, por exemplo, tem sido elogiado e as pessoas que tinham o hábito de, nessa época, viajar, não estão deixando a cidade, porque a programação que escolhemos para o Carnaval agradou. Isso está se repetindo em outras festas e eventos. Quem esteve fora da cidade, quando retorna diz que a cidade mudou – frisou o prefeito.

Valorização do homem

A implantação de projetos que tem como objetivo, beneficiar as pessoas menos favorecidas, também são apontadas por Zelão como prioritárias para melhorar a auto-estima do cidadão silvajardinense. “Incentivamos ações que favoreceram a população mais pobre, mas sem fazer assistencialismo, porque nós fomentamos programas como Pró-Jovem Trabalhador e Pró-Jovem Urbano, que dão cidadania, qualificação e prepara a pessoa para o mercado de trabalho”.

De acordo com o prefeito, o município tem uma dívida social importante com o silvajardinense, “porque ao longo dos últimos anos, pouco foi feito para que o cidadão pudesse caminhar com as próprias pernas em busca dos seus horizontes”. Ainda segundo o prefeito, o momento mais emocionante da sua administração foi a formatura dos 180 alunos do programa Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova Brasil).
– Ninguém é analfabeto porque quer. Eu vi pessoas de 70 anos de idade sendo alfabetizadas. Isso é inclusão social! Em Silva Jardim, nós tínhamos pessoas que não podiam viajar, porque como eram analfabetas, não sabiam em qual ônibus embarcar. Mudar esta realidade é uma das prioridades da nossa administração – frisou Zelão.

O chefe do Executivo ressaltou que para manter esses investimentos é importante que o estado do Rio de Janeiro não perca os royalties do petróleo, que representaria uma perda de 40% do orçamento municipal. “Se perdermos os royalties Silva Jardim quebra, porque todos esses investimentos que estamos planejando serão custeados com recurso próprio. O município perderia cerca de R$ 2 milhões”, comentou Zelão, revelando que o orçamento previsto para 2011 é de R$ 69 milhões.

Outras ações

Qualificar o profissional de Educação, realizar Concurso Público “para atender principalmente a Educação” – será realizado já no próximo ano –, criar o plano de cargos e salários, aumentar a Regência do professor de R$ 30,00 para R$ 200,00, são projetos que na opinião do prefeito podem valorizar o profissional de Educação. “A nossa Prefeitura tem o melhor salário entre as prefeituras da região, mas queremos melhorar ainda mais essa condição”.

O prefeito também falou sobre a moeda social Capivari, que segundo ele, teve aceitação acima das expectativas. “Inicialmente colocamos R$ 50 mil e nos próximos dias vamos colocar outros R$ 70 mil para atender a população com o Capivari”. Ele ressaltou a parceria do comércio que em alguns lugares chega a oferecer 20% de desconto. Para o prefeito, os ganhos com a moeda social são muitos. “O Capivari gera emprego, aumenta o poder de compra do cidadão, oferece microcrédito e gera renda e cidadania”, lembrou.

O Turismo é outro setor que o prefeito pretende alavancar, através de projetos como a revitalização do entorno da Lagoa de Juturnaíba, obra que ainda será iniciada. Zelão também anunciou mais investimentos para o cultivo do palmito pupunha. “Inicialmente distribuímos 50 mil mudas, mas o produtor tinha dificuldades no cultivo. A nossa ideia é financiar o produtor através do Banco Comunitário, para que Silva jardim seja a capital da pupunha. Nós iremos disponibilizar 250 mil mudas de pupunha para os nossos produtores”, destacou Zelão, lembrando que para fortalecer o Turismo, “a iniciativa privada tem que participar”.

Lei Rosinha

Aprovada em abril de 2005, durante o mandato da ex-governadora Rosinha Garotinho, a Lei Rosonha estabelecia, inicialmente, alíquota de 2% de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Sobre Serviços (ICMS), durante 25 anos, para as empresas que se instalassem em municípios da região Noroeste, uma das regiões mais pobres do estado. Mas a inclusão de novas cidades, como Campos, Três Rios, Paraíba do Sul e Valença, acabou gerando distorções, com significativos prejuízos para os municípios que ficaram de fora.

Expandir os benefícios da lei para os municípios da região é um dos objetivos do prefeito Marcelo Zelão. “A minha política é voltada para crescermos juntos com toda região. Esse benefício, por exemplo, não pode acontecer isoladamente, mas de forma regional. Não adianta a nossa cidade ser o primo rico da região, porque os vizinhos vão migrar para Silva Jardim, assim é importante crescermos de forma uniforme”, pontuou.

Colégio Cenecista Monsenhor Gens conquista Copa Hand Riba 2010

Por Flávio Azevedo

O Colégio Cenecista Monsenhor Antonio de Souza Gens (CCMASG) conquistou três das quatro categorias da 5ª Copa Hand Riba de Handebol 2010. A Copa foi realizada no Ginásio Antonio Figueiredo, no Rio Bonito Atlético Clube (RBAC), no último fim de semana. “É realmente uma grande conquista chegar ao 5º ano consecutivo da Copa Hand Riba de Handebol. Só nós que trabalhamos com o esporte sabemos das dificuldades que é fazer esse trabalho em uma modalidade que ainda não caiu na cultura desportiva do país”, disse Luiz Gustavo Machado, o Popó, que organizou o evento.

Em 2010, participaram da Copa Hand Riba de Handebol representantes do Rio de Janeiro, Seropédica, Paty dos Alferes, Itaboraí e Rio Bonito, que realizaram grandes jogos e trouxeram atletas de excelente nível. Destaque da competição para as atletas do CCMASG, Maria Paula Senna Santos e Anna Caroline Arruda que ficaram com a artilharia do torneio nas categorias Cadete e Infantil, respectivamente.

A Copa Hand Riba de handebol 2010 foi uma realização do Rio Bonito A.C. e contou com a organização dos Professores Luiz Gustavo Machado, Everton Cândido e Gustavo Abraão Flores.

Resultados:

Cadete Feminino

1º C.E. Alfredo Prado (Seropédica/RJ);
2º C.C. Alberto Torres (Itaboraí/RJ);
3º CCMASG (Rio Bonito/RJ);
4º P.M. de Paty dos Alferes (Paty dos Alferes/RJ).

Melhor Goleira: Thayane (C.E. Alfredo Prado);
Artilheira: Maria Paula Santos – 18 gols (CCMASG);
Melhor Atleta: Anna Carolina Arruda (C.E. Alfredo Prado).

Cadete Masculino:

1º CCMASG (Rio Bonito/RJ);
2º C.E. Alfredo Prado (Seropédica/RJ);
3º P.M. de Paty dos Alferes (Paty dos Alferes/RJ).

Melhor Goleiro: Alysson (C.E. Alfredo Prado)
Artilheiro: Paulo Bento – 15 gols (C.E. Alfredo Prado)
Melhor Atleta: Lorran Corrêa (C.E. Alfredo Prado)

Infantil Feminino:

1º CCMASG (Rio Bonito/RJ);
2º E.M. Odilon Braga (Rio de Janeiro/RJ);
3º E.M. Pedro Aleixo (Rio de Janeiro/RJ).

Melhor Goleira: Amanda (E.M. Odilon Braga)
Artilheira: Anna Carolina Arruda – 13 gols (CCMASG);
Melhor Atleta: Raquel Silva (E.M. Pedro Aleixo)

Infantil Masculino:

1º CCMASG (Rio Bonito/RJ);
2º E.M. Odilon Braga (Rio de Janeiro/RJ);
3º E.M. Joaquim Ribeiro (Rio de Janeiro/RJ);
4º E.M. Pedro Aleixo (Rio de Janeiro/RJ).

Melhor Goleiro: Paulo Roberto Jr. (E.M. Joaquim Ribeiro);
Artilheiro: Wallace Bonfim – 18 gols (E.M. Odilon Braga);
Melhor Atleta: Wallace Bonfim (E.M. Odilon Braga).

Indústria e Comércio têm final na próxima sexta-feira

Por Flávio Azevedo

Na próxima sexta-feira (17), o torcedor riobonitense conhecerá os campeões do 5º Circuito da Indústria e Comércio de Futsal de Rio Bonito. Na categoria feminino, o título será decidido por Cerâmica Marajó x Passo Fácil, que eliminaram Ki Laje e Supermercado Tinoco. Já no masculino, a equipe da Iluminare, que eliminou a Shekinah, e a Drogaria Alexandre, que na semifinal venceu o Arteferro, fazem a final. Os jogos acontecem no Ginásio Antonio Figueiredo, no Rio Bonito Atlético Clube.

Na última quarta-feira (8), aconteceu a rodada que havia sido suspensa na última semana. A equipe da Cerâmica Marajó venceu a Kilaje pelo placar de 5x1, categoria feminino; e a Drogaria Alexandre fez 7x4, na equipe da Arteferro.

No último dia 3 (sexta-feira), com gols de Tuca (contra) e Jaqueline (2), a Passo Fácil eliminou a equipe do Supermercado Tinoco pelo placar de 3x2. Com jogadas de efeito e muita categoria, a jogadora Verônica, da Passo Fácil fez uma exibição de gala e foi a dona do jogo ao dar dois gols para a colega Jaqueline.

A Passo Fácil Jogou com Daniele, Maria Tereza, Raiana, Verônica, Carolina, Natane, Fernanda, Moniele, Jaqueline e Daiane. Técnico: Wellington. Já o Supermercado Tinoco contou com Lorinha, Tuca, Keila, Dayse, Genifer, Lorrana, Regina, Larissa, Karina, Maiara e Patrícia. O treinador é Everaldo.

No jogo de fundo, um dos mais espetaculares da competição, Iluminare e Shekinah fizeram um jogo parelho. Destaque para Murilo, autor de dois gols que ajudaram o Iluminare chegar a grande final. Maxandro, autor dos três gols da Shekinah também encantou o torcedor que compareceu ao Ginásio. Além dos dois gols de Murilo, Ítalo, Xeroquinha e Jorge também marcaram para a Iluminare, que venceu por 5x3.

A Shekinah jogou com Willian, Michel, Maxandro, Georgeles, Carlos Alberto, Boqui, Lindomar, Pupu, Victor, Felipe e Sandro. Treinador Rafael. Já a equipe da Iluminare formou com Matheus, Lucas, Erivelton, Fred, Renan, Guilherme, Xeroca, Murilo, Jorge, Ítalo e Xeroquinha. Técnicos: Rogério Martinez e Guerreiro.

Tapetão

Na última quinta-feira (9), o assessor especial da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Ossian Silva, informou que na terça-feira (7), a Procuradoria Geral do Município, indeferiu recurso da Boareto, questionando a escalação do jogador Luan da Drogaria Alexandre.
– A decisão saiu por volta das 18h30min, quando não havia tempo hábil para informar a direção da Boareto. A orientação era que nós realizássemos a rodada que havia sido suspensa, porque no dia seguinte a Boareto seria informada. Mas como foi feriado no dia seguinte, a rodada aconteceu e continuamos aguardando a documentação da Procuradoria para entregar a Boareto – disse.

O advogado Felipe Nogueira Boareto, diretor da equipe, por telefone, comentou que a Procuradoria não tem competência para tomar essa decisão, porque deveria haver na Semel, uma Junta para julgar esses recursos e demais irregularidades que podem acontecer em qualquer competição.

– Hoje, já é quinta-feira (dia 9), o jogo que estava suspenso aconteceu ontem (quarta-feira, 8) e nós ainda não fomos notificados a respeito da decisão, que foi tomada as escuras. A decisão foi arbitrária, aconteceu debaixo dos panos e nós estamos nos sentindo traídos. Tomamos uma facada pelas costas – disparou Boareto, que pode recorrer a Justiça comum em busca dos seus direitos. “Nós somos da paz, esse problema não me agrada, mas as decisões não são tomadas somente por mim, porque somos um time”, concluiu.

Relembre o caso

A rodada do dia 1º de dezembro, quando aconteceriam os confrontos entre Marajó x Ki Laje (feminino) e Arte Ferro x Drogaria Alexandre foram suspensas porque a direção do Boareto, equipe que ficou em terceiro lugar na Chave B, entrou com recurso questionando a escalação do atleta Luan, da Drogaria Alexandre. Segundo fontes, o jogador não residiria em Rio Bonito e não seria funcionário da empresa, condição imposta pelo artigo 10 do regulamento do Circuito para que os jogadores participem da competição.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bate Boca e agressões marcam a semana da Câmara Municipal de Rio Bonito

Por Flávio Azevedo

Continua indefinida a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Rio Bonito. Esta semana aconteceram reuniões diárias, com exceção do dia 8 de dezembro, que foi feriado municipal (Dia da Padroeira da cidade). Como não houve quorum na sessão de ontem (sexta-feira, 10), o presidente da Casa, vereador Fernando Soares (PMN) marcou outra para a próxima segunda-feira (13).

Na última quinta-feira e ontem, além da eleição para a renovação da Mesa Diretora, estavam na ordem do dia outras 12 mensagens, entre elas a aprovação das contas da administração financeira do prefeito José Luiz Antunes, referentes ao exercício de 2008; o orçamento de 2011; a criação do Centro de Especialização Odontológica do município e a mensagem que pede autorização para a concessão da gratificação natalina para os servidores contratados.

Na sessão de segunda-feira (6), do grupo que faz oposição a presidência, apenas o vereador Abner Alvernaz Júnior, o Neném de Boa Esperança (PMN), compareceu. No dia seguinte, terça-feira, quem só o vereador Carlos Cordeiro Neto, o Caneco (PR). Na quinta, quem representou o grupo foi a vereadora Rita de Cássia (PP). Já na sessão de ontem, o grupo foi representado pelo vereador Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão (DEM). Já o grupo da situação estava desfalcado do vereador Saulo Borges (PTB).

Clima quente

De todas as sessões do ano, inclusive, entre aquelas que aconteceram embates e agressões, como o entrevero entre os vereadores Humberto Belgues (PSDB) e Maninho (PPS), que se agrediram na sala de reuniões da Casa, em abril deste ano, a reunião da última terça-feira foi a que teve mais tensão. O clima esquentou entre os vereadores Caneco e Fernando Soares. Houve bate boca, gritaria e Caneco classificando o processo de escolha da nova presidência como “fraude e armação”.

A polêmica

Durante a sua fala, o vereador Caneco (foto 2) falou sobre a sua trajetória política de quatro mandatos, destacou que sempre houve embates entre vereadores, mas sempre de forma democrática, assim como as eleições sempre foram realizadas com democracia. “Hoje a cidade inteira já sabe o que está acontecendo. Alguns de forma diferente, porque a imprensa local não tem falado a verdade sobre o que está se passando aqui, porque ninguém seria louco de votar uma lei que impedisse o registro da chapa que disputaria a eleição”, disse o vereador, que continuou fazendo as suas acusações.

– Tem alguma coisa errada aí. Podem ter certeza! Sujeirada! E a culpa é de quem? É do presidente da Casa. Porque quando ele é eleito, é para ele ser um democrata que interceda junto aos pares para manter a Casa em ordem. Hoje, inala no ar um odor fedorento desse presidente! Não condeno nenhum colega aqui, só o senhor poderoso presidente, que não apresenta nenhuma das atas e o projeto de resolução inicial que foi adulterado. Por que ele não apresenta? Ele não pode amedrontar os vereadores dizendo que vai cassar o mandato! Não é assim que se consegue nada na vida! – disparou.

Na sequência, o vereador Humberto Belgues disse que não poderia ficar calado, por ser o presidente da Comissão de Constituição e Justiça. “Eu garanto que ninguém adulterou o projeto. Quero lembrar que a vereadora Rita de Cássia deu entrada, por escrito, pedindo cópias do processo, estamos providenciando e vamos entregar o documento inteiro para ela. Erros e acertos acontecem e que todos nós possamos tirar lições do que aconteceu. Eu não agi de má fé e tenho certeza que qualquer outro que estivesse em meu lugar agiria da mesma forma.

O vereador Caneco retomou a palavra, disse que respeita o vereador Humberto, mas voltou a dizer que “hoje, está acontecendo um golpe na Câmara de Rio Bonito, porque nunca na história, a minoria ganhou da maioria. Teve armação sim senhor! Eu não sou doido! E coitado do vereador Marcus Botelho (PR), que foi inocente nessa história! O povo está sabendo como o presidente está conduzindo esta Casa!”.

Diante destas palavras, o presidente da casa assumiu a tribuna, disse que não estava se envolvendo no processo eleitoral da Câmara, lembrou que não é candidato a reeleição – assim determina o Regimento Interno da Casa –, quando foi interrompido pelo vereador Caneco que aos berros de “vossa excelência não vai cassar ninguém!”, não deixou o presidente falar.

O presidente em exercício, Humberto Belgues, que assumiu a presidência para que Fernando Soares usasse a tribuna, pediu que Caneco deixasse o colega falar (foto 3), mas não foi atendido. Belgues pediu que o microfone de Caneco fosse desligado, mas como ele tem a voz potente, não resolveu. Transtornado, o vereador Caneco, aos gritos, jogou o microfone no chão (foto 1) e continuou falando junto com Fernando, que pediu ao colega, “educação” e oportunidade para se pronunciar: “eu te deixei falar, agora respeite a minha vez! A Procuradoria está trabalhando dentro da Lei! O problema é que ele (Caneco) é o culpado pelo erro que foi cometido pelo grupo de seis vereadores” (foto 4).

Enquanto isso, o vereador Caneco ironizava e dizia: “que vergonha! Cadê a resolução?”. Nesse clima a sessão foi encerrada, com o vereador Caneco saindo chamando o presidente de “safado!”, frente a um plenário quase lotado de munícipes estupefatos com a cena que presenciaram.


Relembre o caso

De acordo com a Procuradoria da Câmara, o projeto de resolução, inicialmente, marcava a eleição da nova mesa diretora para o dia 16 de novembro. As chapas dos candidatos a presidência também deveriam ser apresentadas na mesma data. O vereador Carlos Cordeiro Neto, o Caneco, fez uma emenda mudando a data da eleição para o dia 30 de novembro, mas não citou a data da apresentação das chapas.

No dia 16 de novembro, apenas o vereador Humberto Belgues registrou a candidatura. O vereador Marcus Botelho, candidato da oposição, não registrou sua chapa no dia 16, perdeu o prazo e os problemas começaram.

O grupo de seis vereadores questiona este entendimento, acusa a mesa diretora de interferir no processo de maneira “fraudulenta” e tenta na Justiça a anulação do processo.

Quando fechávamos esta matéria, por volta das 20h50min, de sexta-feira (10 de dezembro), nós recebemos a informação do procurador geral da Câmara Municipal, François Ranieri, informando que o juiz da Comarca de Rio Bonito, Marcelo Espíndola, indeferiu o recurso que os seis vereadores impetraram no Fórum da cidade, mas cabe recurso.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Trinta anos sem John Lennon!

Por Flávio Azevedo - Reflexões

Foi na noite fria de um dia oito de dezembro... O ano era 1980... O inglês John Lennon era assassinado. Trinta anos depois da sua morte, ele seja, talvez, o músico mais famoso de todos os tempos, e o político de ideias mais geniais da história mundial. O crime aconteceu em frente a sua residência, o edifício Dakota, em Nova York. O autor do assassinato, um jovem chamado Mark Chapman, se dizia fã de Lennon, mas atirou cinco vezes contra ele.

Não foram apenas os fãs do Beatles que ficaram órfãos com a morte de John Lennon, mas todos aqueles que acreditavam nos ideais de paz e amor pregados por ele durante os últimos anos de sua carreira.

O ex-beatle desapareceu ainda jovem. Tinha apenas 40 anos. Segundo a história, há anos Lennon havia deixado para trás a rebeldia e o título de Beatle. O seu objetivo era dar vazão ao seu lado político, através do seu incomparável talento para compor e de suas fantásticas ideias contestadoras.

O rompimento com os Beatles havia acontecido 10 anos antes da sua morte, quando ele passou a dedicar-se a trabalhos solos. Nesse tempo, aconteceu o casamento com a artista plástica japonesa, Yoko Ono, suposta causadora do fim dos Beatles. Se ela realmente contribuiu para acabar com a banda dos “garotos de Liverpool”, a japonesa teria sido a grande incentivadora do lado político de Lennon.

Mas voltando ao crime, o músico foi abordado por um suposto fã, exatamente 30 dias depois do lançamento do álbum, “Double Fantasy”. O homem pediu um autógrafo no novo LP e foi gentilmente atendido. Porém, cerca de 5 horas depois, John Lennon era friamente assassinado por esse fã.

Há quem diga que o assassino era obcecado por John. Ele imitava o estilo do ex-beatle. Para se tornar ainda mais parecido com John Lennon, o assassino teria se casado com uma japonesa. A idolatria, porém, afetou a saúde mental do jovem Mark Chapman – embora eu acredite que esse tipo de comportamento é de quem, há muito tempo, não tem a cabeça no lugar.

Depois de preso e interrogado pela polícia, Chapman teria revelado que matou John Lennon por ter descoberto que o ex-beatle era uma farsa. Ele colocou na cabeça que o músico não merecia mais viver e tirou-lhe a vida.

Eu confesso ao amigo leitor que eu nunca consegui qualificar ou classificar o assassinato e assassino de John Lennon. Na época do crime eu tinha apenas cinco anos de idade.

Completaria seis anos, quatro dias depois. Entretanto, quando conheci, ainda na minha pré-adolescência (11 anos), o artista e filósofo John Lennon, ao saber a condição do seu assassinato – morto por um fã – eu fiquei estupefato. Não foram poucas as vezes que tive vontade de castrar o tal Mark Chapman.

Mas quando cheguei a maturidade, eu descobri que John Lennon continuava vivo através das letras inigualáveis de suas músicas, através das melodias incomparáveis que produziu e, principalmente, por conta das suas ideias transformadoras que deveriam nortear a todos nós.

Acredito que se o mundo colocasse em prática, parte da letra da melodia “Imagine”, a primeira dele que eu conheci – traduzindo o texto durante uma aula de inglês – tragédias como a que vitimou Lennon e, diariamente, vitima outros anônimos mundo a fora, certamente seriam minimizadas! A violência dos poderosos, que julgam serem donos do poder, não existiria. A intolerância comportamento freqüente entre em todas as classes sociais, não seria possível. Veja o que diz a melodia “IMAGINE”:

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo, então, será como um só

Recurso e tapetão: atrações do Circuito da Indústria e Comércio de Futsal de RB em 2010

Por Flávio Azevedo

Quando o torcedor riobonitense pensou que estavam definidas as semifinais do 5º Circuito da Indústria e Comércio de Futsal de Rio Bonito, as atenções se voltaram para os bastidores da competição, porque a rodada da última quarta-feira (1º), quando aconteceriam os confrontos entre Marajó x Ki Laje (feminino) e Arte Ferro x Drogaria Alexandre foi suspensa.
O motivo da suspensão, anunciada no último dia 30 de novembro, foi o recurso que a direção do Boareto Imóveis, equipe que ficou em terceiro lugar na Chave B, entrou questionando a escalação do atleta Luan, da Drogaria Alexandre. Segundo fontes, o jogador não residiria em Rio Bonito e não seria funcionário da empresa, condição imposta pelo artigo 10 do regulamento do Circuito para que os jogadores participem da competição.
De acordo com o assessor especial da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Ossian Silva, a organização da competição estranhou o pedido, porque os documentos que comprovam o vínculo empregatício do atleta foram anexados ao recurso. “Se existe documento que confirmam o atleta como funcionário da empresa, não existe nenhum problema com o atleta!”.
Quanto aos boatos que questionam a autenticidade dos documentos apresentados pelo atleta, Ossian não quis polemizar e ressaltou que a Semel não tem condições fazer esse tipo de análise. Segundo ele, o recurso está sendo analisado pela Procuradoria Geral do Município. Ossiam também informou que a rodada adiada será realizada na próxima quarta-feira (8), quando o recurso já terá sido analisado.
Ontem (sexta-feira), jogaram Passo Fácil x Tinoco (feminino) e Iluminare x Shekinah, mas até o fechamento desta edição a organização ainda não havia informado os resultados desses jogos.

Barão do Rio Branco promove projeto ‘MPB nas Escolas’

Por Flávio Azevedo

Com o objetivo de encontrar talentos e estimular os dotes artísticos dos alunos, o Colégio Estadual Barão do Rio Branco, realizou no último dia 12 de novembro, o projeto “MPB nas Escolas”, uma das propostas de ensino da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). O projeto foi direcionado a turma do 1º ano do ensino médio, turno da manhã e foi orientado pelo professor Wanderlei Valadares.

Entre outras iniciativas, os alunos produziram um vídeo onde documentaram a evolução do ritmo sertanejo. O entendimento das músicas trabalhadas no projeto também foi apresentado no vídeo, feito no laboratório de informática do colégio. Outro grupo mostrou uma versão remix de duas músicas de Tim Maia. Os alunos também apresentaram a música “Velha Infância”, dos Tribalistas e outras músicas.

O ambiente da escola foi preparado para o evento com cartazes feitos por alunos de várias turmas do ensino fundamental. Os trabalhos abordaram a origem de alguns ritmos brasileiros como Pagode, Funk, Sertanejo, entre outros.

– Podemos concluir que o grande segredo para o sucesso de projetos como este é a integração, a colaboração e cada um assumindo seu papel no processo de aprendizado. Na educação, pensar pequeno é crime! É limitar o grande potencial que o ser humano possui de criar e recriar, de acordo com o ambiente educacional, porque ambiente deve propiciar o aprendizado – disse o professor.

O professor também destacou a importância da educação familiar. Ele destacou que os seus pais desenvolveram entre ele e os seus irmãos, o gosto pela organização, a começar pelo ambiente familiar. “A limpeza era algo que minha mãe valorizava muito. O diálogo era exercitado constantemente. Os conflitos eram comuns, porque somos pessoas diferentes, mas a reconciliação era celebrada constantemente”.

– Depois que participei do projeto “MPB nas Escolas”, eu cheguei à conclusão que ainda é possível! Aproveito para pedir aos que detém o poder que não usem a educação, mas usem de educação e sejam coerentes nessa área – frisou Wanderlei, que deixou uma mensagem aos alunos: “queridos alunos, creiam que, realmente, vocês são diamantes a serem lapidados. Mostrem o seu valor!”.

A Justiça não protege quem dorme!

Por Flávio Azevedo - Reflexões

Eu não sei quantos lembram que no dia 29 de novembro de 2007, a Câmara de Vereadores, acompanhando a decisão do Tribunal de contas do Estado (TCE), rejeitou as contas do prefeito José Luiz Antunes (DEM). O chefe do Executivo não teria investido o mínimo exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal na Educação, no ano de 2006. Naquela oportunidade, o prefeito fez a sua defesa, mas reconheceu que o seu grand e erro foi perder o prazo para se justificar perante o TCE. Ele até conseguiu mostrar que houve erro de cálculo dos técnicos do município, mas o fato repercutiu e trouxe desgaste.

Naquela ocasião, aprendemos com o grande Leir Moraes, experimentado advogado e profundo conhecedor das nuances que envolvem o setor público, a seguinte frase: “A Justiça não protege quem dorme”. Aliás, esse foi o título que Leir – um amigo que eu chamo de professor – deu ao artigo que ele escreveu sobre o fato.

Passados dois anos, nos deparamos com um problema semelhante na Câmara Municipal. O vereador Marcus Botelho (PR), que estava praticamente eleito para a presidência da Casa, viu a sua, até então, sólida candidatura, escapar por entre os dedos. O vereador, segundo a Procuradoria Geral da Câmara, juntamente com o seu grupo, não inscreveu a sua chapa na ocasião correta, e perdeu a condição de disputar a chefia do poder Legislativo riobonitense.

Além disso, eles teriam preparado o Projeto de Resolução – que marcava a data das eleições e o dia da apresentação das chapas que concorreriam à presidência – com falhas. O problema é que ao tentar corrigir os equívocos, como diria o meu pai, “a emenda ficou pior que o soneto”. Dizemos isso, porque o cochilo permitiu que o vereador Humberto Belgues (PSDB), que já estava conformado com a derrota, voltasse para o jogo com a possibilidade de se tornar o próximo presidente da Câmara.

Antes de tudo, quero deixar claro aos leitores que não é o meu objetivo, neste momento, dizer quem teria razão neste impasse. Pelo contrário, eu pretendo mostrar aos senhores, como os vereadores e parlamentares, com raríssima exceção, agem equivocadamente. Aliás, apesar dos vários mandatos, alguns ainda não aprenderam o que é ser vereador. Vale ressaltar, que como eles não atuam como verdadeiros parlamentares, o povo não aprende qual é a real função do legislador, e continua achando que eles têm que fazer o pernicioso e perverso assistencialismo.

Na verdade, os políticos inteligentes e modernos, sabem que até para cometer ilegalidades é preciso estar bem assessorado. Eu costumo dizer que, principalmente, quem gosta de praticar ilícitos, deveria, além de ser competente, estar bem orientado.

Nesse episódio envolvendo a disputa da presidência da Câmara, está muito nítido que faltou assessoria jurídica aos vereadores. Contudo, poucos parlamentares utilizam o assessor conforme realmente deveriam utilizar. Vale lembrar que o parlamento é composto por pessoas de várias classes sociais. Gente que devido a sua atividade, não conhece – e não teria nenhuma obrigação de conhecer – as nuances do Direito.

Para corrigir essa situação, foi criada a figura do assessor, alguém que dá ao assessorado, condições de entender assuntos que ele desconhece. Acredito que assessoria jurídica e de imprensa, seriam as duas principais ferramentas para qualquer político que pretende chegar a algum lugar. Entretanto, estamos cansados de ver esposas, amantes, sobrinhos, filhos e outras pessoas que não acrescentam em nada, sendo nomeados como ‘assessores’.

Ainda tem o político que nomeia alguém, mas antes, combina com o suposto assessor, que o salário será dividido entre eles, ou até mesmo devolvido. Ninguém precisa ficar escandalizado com estas narrativas, porque elas existem em todas as esferas de poder – lembram do senador José Sarney?

Para concluir, eu vou destacar que esse triste cenário é negado apenas por hipócritas e falsos moralistas que querem ser mais reais que a realeza. Pessoas que se recusam a acreditar nas coisas feias que acontecem na política, mas esquecem que a Justiça não protege quem dorme!