Everton Marins se apaixonou pelo teatro ainda criança, encontrou nas oficinas um espaço para superar a timidez e hoje inspira outras pessoas com sua história.
O encantamento de uma criança diante de um palco iluminado foi o primeiro capítulo de uma história que, anos depois, ganharia novos cenários, personagens e descobertas. Hoje, aluno da unidade de Tanguá, Everton Marins encontrou na arte a oportunidade de realizar um sonho que começou quando ainda assistia aos espetáculos na plateia. “Eu e alguns amigos da escola fomos ao Lona acompanhar uma apresentação em Rio Bonito. Quando eu olhei para aquele palco todo iluminado, com personagens entrando em cena, eu falei que um dia também queria estar ali”, relembra Everton.
O desejo ganhou força em 2021, quando o Lona na Lua chegou a Tanguá. Everton pediu à mãe, Manuela da Silva, para participar das atividades e, desde então, foi descobrindo no teatro muito mais do que a possibilidade de subir ao palco. A experiência também o ajudou a lidar com a ansiedade, superar a timidez e desenvolver confiança para se apresentar diante do público.
O processo aconteceu no tempo do próprio aluno, com preparação e acompanhamento até que ele se sentisse pronto para entrar em cena. A experiência foi inesquecível. Na montagem de O Mágico de Oz, Everton interpretou o Leão, personagem que marcou sua trajetória no projeto. “Quando eu já me senti pronto, foi maravilhoso. Na peça passada, interpretei o Leão de O Mágico de Oz. Foi inesquecível”, conta.
Para Everton, o aprendizado ultrapassa os ensaios e as apresentações. Ele destaca a importância do incentivo recebido no Lona na Lua, especialmente das orientações que o ajudam a enfrentar situações difíceis do dia a dia. Uma frase dita pelo diretor do projeto, Zeca Novais, durante reuniões e ensaios tornou-se uma inspiração que o estudante leva para a vida: “Eu quero mais é falar de amores, de cores e de flores. Eu não tenho tempo para reclamar. Eu sou artista, um bobo”.
A transformação também é percebida dentro de casa. Manuela da Silva acompanha de perto o envolvimento do filho com as atividades e destaca as mudanças em seu comportamento, além das oportunidades oferecidas gratuitamente pelo projeto.
Segundo ela, o Lona na Lua abriu portas para que Everton conhecesse diferentes linguagens artísticas e participasse de atividades que, de outra forma, poderiam não estar ao alcance da família. Manuela também observa o vínculo que o filho construiu com o espaço. As oficinas passaram a fazer parte da rotina do estudante, e os períodos de férias, quando as atividades são interrompidas, chegam a provocar saudade.
O relato da família revela uma dimensão importante do trabalho desenvolvido pelo Lona na Lua: ampliar o acesso à cultura e criar oportunidades para crianças e adolescentes que nem sempre têm condições de frequentar cursos e atividades artísticas. A proposta do projeto é aproximar crianças e adolescentes do universo artístico, oferecendo oportunidades de participar de oficinas, integrar espetáculos e vivenciar experiências que ampliam seus horizontes.
O projeto Lona na Lua: Energia para Cultura – Territórios Criativos tem patrocínio da Enel e apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
Fonte: Ascom/Lona na Lua
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