A Comunicação está cheia de gente desprovida de desconfiômetro, fenômeno que diziam ser uma marca exclusiva das redes sociais. O fenômeno acontece porque muita gente tem preguiça para apurar, investigar e checar os fatos. Aliás, mesmo que os fatos pareçam óbvios sempre vale a pena averiguar.
A última confusão por falta de checagem nasceu a partir do gesto da jogadora de Basquete, Sophie Cunningham; que aponta o dedo para uma atleta do time adversário. Foi numa partida disputada em junho desse ano. Estavam em quadra Indiana Fever (time de Sophie) e Phoenix Mercury. A jogadora apontada pela loira é DeWanna Bonner, que é uma mulher biológica. O motivo do dedo em riste é puramente provocação esportiva.
Apesar disso, muita gente e até veículos de Comunicação, publicou a imagem, criticando ou elogiando a jogadora, e associando o gesto a uma recusa de jogar com mulher trans. A verdade é que essa é mais uma narrativa mentirosa.
No Futebol é comum um jogador “jurar” o outro por conta de alguma disputa mais ríspida entre eles. É o que parece ter acontecido nesse caso. O dedo da Sophie Cunningham apontado para DeWanna Bonner; significa apenas um “te pego na curva” e uma forma de irritar e desestabilizar a adversária.
O gesto nada tem haver com resistência conservadora contra a Cultura Woke, contra mulheres trans em competições femininas e/ou apoio a Donald Trump. Aliás, na referida competição não há nenhuma mulher trans inscrita.
Vale ressaltar que Sophie Cunningham já deu várias declarações dizendo ser contrária a presença de mulheres trans em competições femininas. Mas o imbróglio contra DeWanna Bonner nada tem haver com isso, tratando-se unicamente de uma insatisfação com uma adversária e com uma decisão da arbitragem durante a partida.
Vamos em frente! #flavioazevedo


