domingo, 4 de outubro de 2026

Imbróglio na contagem de votos no RJ pode confirmar Douglas Ruas eleito no 1º Turno

Douglas Ruas PL 49,27% 4.271.199 votos
Eduardo Paes PSD 42,76% 3.706.984 votos

Garotinho REPUBLICANOS 3,17% 274.411 votos
William Siri PSOL 2,71% 235.347 votos
Coronel Busnello 14 MISSÃO 0,98% 84.889 votos
André Marinho NOVO 0,52% 45.359 votos
Juliete UP 0,39% 33.430 votos
Cyro Garcia PSTU 0,17% 14.642 votos
Luan Monteiro PCO 0,03% 2.777 votos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesse domingo (04/10) de eleições, que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL); e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD); disputarão o 2º turno da eleição para o governo do estado do Rio de Janeiro.

O resultado, no entanto, ainda será ratificado pelo próprio TSE. Se o colegiado decidir por invalidar os votos de Garotinho, muda o percentual de votos válidos e Douglas Ruas vence no 1º turno. Em seu pronunciamento, também na noite desse domingo, falando a respeito da disputa eleitoral, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE/RJ), desembargador, Claudio de Mello Tavares; explicou que “a palavra final sobre Garotinho é do TSE”.

É a Justiça Eleitoral embolando o processo eleitoral e irritando o eleitor com sua peculiar lentidão, para muitos uma estratégica imposição de dificuldade para vender facilidade.

Outro fator que merece registro é a arrancada do deputado, Douglas Ruas. Nas últimas semanas ele apresentou desempenho que nitidamente não foi percebido pelas pesquisas. Elas sempre apontavam o ex-prefeito, Eduardo Paes; como “favorito”, em alguns momentos, sobretudo no início da disputa, apontado o ex-prefeito como vitorioso já no primeiro turno.

Extremamente popular na cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes parece não ter convencido o eleitor interiorano, em sua maioria de perfil conservador e disposto a votar sempre em direção oposta ao PT e ao presidente Lula. Analistas e especialistas ignoraram esse fato, que não é novo, porque já aconteceu em 2018, 2022 e se repetiu nessas eleições.

Imbróglio desagradável e irritante

O TSE incluiu Garotinho na totalização: os nove candidatos somaram 8,66 milhões de votos. Desse montante, Douglas Ruas levou 4,26 milhões, quase a metade. Se o tribunal indeferir a candidatura de Garotinho, seus 274 mil votos serão excluídos do total válido, que cairá de 8,66 milhões para 8,39 milhões.

Nesse universo, os 4,26 milhões de Ruas passam a equivaler 50,89% do total válido, o suficiente para definir o pleito já no 1º turno.

Garotinho chegou ao dia da eleição com o registro de candidatura indeferido, mas com recurso pendente de julgamento. Por isso, os votos recebidos por ele aparecem como anulados sub judice.

A regra está prevista no Artigo 18 da Resolução 23.677/2021 do TSE. Ela estabelece que votos dados a uma chapa cujo registro esteja indeferido, cancelado ou não conhecido, mas cuja decisão ainda seja objeto de recurso, sejam computados dessa forma. É o tipo de situação normalíssima para o mundo jurídico, mas enxergado pela sociedade como “mutreta” para favorecer alguém.

Vamos em frente! #flavioazevedo

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