As eleições desse domingo (04/10) mostraram que atualmente “Bolsonaro” é uma das marcas mais poderosas do Brasil. A avalanche de nomes eleitos pelo Partido Liberal (PL) simplesmente por abraçar a marca “Bolsonaro”, impressionou até os chamados “bolsonaristas”. O “bolsonarismo” se consolida em 2018, quando um deputado federal pouco conhecido, mas sem papas na língua conseguiu se tornar presidente da República. Jair Messias Bolsonaro acabou se tornando o 38º presidente do Brasil de forma inexplicável.
Políticos de espectros ideológicos divergentes, intelectuais, artistas e, sobretudo, os meus colegas jornalistas, o tempo todo apontavam para o “bolsonarismo” e para o dono da marca “Bolsonaro” como fogo de palha. Além disso, diuturnamente usaram narrativas, informações distorcidas e até mentiras, para desacreditar Jair Messias Bolsonaro. Não deu certo.
Em 2022 Jair Bolsonaro foi derrotado. Perdeu a eleição, mas o “bolsonarismo” venceu, porque conseguiu eleger vários governadores, senadores e deputados Brasil a fora. Quase todos os ministros do governo Bolsonaro que concorreram a algum cargo acabou eleito.
Algum tempo depois de deixar o governo, Bolsonaro foi preso. Um dos maiores líderes políticos da história do Brasil, ele não foi apenas preso. Foi isolado, execrado, silenciado. A família se queixa que a pena imposta ao Jair Bolsonaro dificulta o acesso até dos familiares. Esse desconforto e às sequelas da facada que ele tomou na campanha de 2018 fragilizaram muito sua saúde. O plano dos seus algozes foi lança-lo no ostracismo. Fazê-lo desaparecer. Ser esquecido. Mas os inimigos da franquia “Bolsonaro” se esqueceram de combinar com o povo brasileiro.
Diante de mais uma eleição nacional (2026), o pacato senador, Flávio Bolsonaro; talvez o filho menos falante e carismático do Jair, recebeu do pai a missão de ser o nome do “Bolsonarismo” na corrida presidencial. Novamente, políticos adversários, artistas, intelectuais e a maior parte da imprensa; ridicularizaram a marca Bolsonaro. Nos bastidores palacianos era dito que “vencer o Flávio Bolsonaro seria uma barbada”.
Quando as urnas se abriram às 17h desse domingo (04/10), ao longo da apuração o Brasil acompanhou meio que sem acreditar uma onda “bolsonarista” varrendo o Senado Federal. O “bolsonarismo” impôs dura derrota aos adversários. O tal “filho mais fácil de vencer”, por muito pouco não liquidou a fatura já no primeiro turno. E não parou por aí. A onda “bolsonarista” elegeu governadores em primeiro turno e formou para 2027, uma ampla bancada conservadora no Congresso Nacional.
Você não precisa gostar do Jair, tampouco ser “bolsonarista”. Mas é desonesto não concordar que a marca “Bolsonaro” em cerca de 10 anos acabou se consolidando como uma das mais fortes do país e da América do Sul. Diante dos resultados desse domingo de eleições, mesmo que Flávio Bolsonaro perca o segundo turno no próximo dia 25/10, é nítido que o “bolsonarismo” segue se fortalecendo e ampliando seu alcance.
Vamos em frente! #flavioazevedo

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