... É editor do jornal "O TEMPO", um dos veículos de Comunicação que circulam no município de Rio Bonito/RJ. No estúdio PodVoar Telecom, de segunda a sexta-feira, entre 16h e 18h, o jornalista é âncora do "Programa Flávio Azevedo". Fale comigo: flaviojornalista@yahoo.com.br
Minha amiga Nelma Sá prepara cajuzinhos deliciosos.
Nessa quinta-feira (22/11), durante o programa Flávio Azevedo, num momento que eu falava de gostosuras como rabanada, canjica e outras coisas do tipo, a minha amiga Nelma Sá disse que estava preparando cajuzinhos, coincidentemente, o meu docinho preferido. Disse, inclusive, para eu passar na casa dela para experimentar uma dessas delícias.
A correria do dia-a-dia não permitiu que eu passasse por lá para experimentar os tais docinhos. No fim da tarde eu fiquei surpreso quando recebi uma foto do também ouvinte do meu programa, Julio Albernaz Crespo; recebendo uma dúzia de cajuzinhos da minha amiga Nelma. Ou seja, o cara ouviu a história do docinho no meu programa e acabou experimentando as delícias antes de mim.
Na noite dessa sexta-feira (23), porém, eu corrigi essa injustiça e saí na vantagem porque ganhei um docinho a mais que o nosso Julio. Aproveito para cumprimentar minha amiga Nelma pelos docinhos, simplesmente fantásticos! Obrigado minha amiga! Que Papai do Céu abençoe você e sua família!
A Câmara Municipal de Rio Bonito aprovou, em sessão extraordinária, nessa quinta-feira (22/11), a sessão de um espaço de 2,5 mil m² para o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), no Condomínio Industrial. O espaço deve receber nos próximos meses uma clínica de radioterapia, que será coordenada pela empresa que presta serviço oncológico ao hospital. Inicialmente a unidade seria implantada no próprio terreno do HRDV (a parte dos fundos da unidade), mas essa ideia não foi aprovada pelo Ministério da Saúde, que vai destinar R$ 8,3 milhões para o novo projeto.
Antes da aprovação os vereadores ouviram os esclarecimentos do médico oncologista, Edmar Lopes da Silva Neto; que está capitaneando o projeto junto com o HRDV. Comandante da clínica que atualmente presta serviço oncológico ao hospital (quimioterapia), o médico acrescentou que não existe nenhum risco ambiental para o município, explicou a segurança do bunker de radiologia que é implantado, garantiu que tudo ocorre dentro de estritas exigências e protocolos do Ministério da Saúde e discorreu sobre a urgência de aprovar a cessão do terreno, “porque o Ministério da Saúde nos deu até o próximo dia 27/11 para o HRDV apresentar os documentos que confirmem a posse da área que vai abrigar a clínica”.
Diante das explicações e esclarecimentos do oncologista, o vereador Humberto Belgues (PSL); que no último dia 13/11 pediu Vistas da matéria alegando falta de informações, acabou devolvendo a Mensagem à Mesa Diretora. O presidente da Câmara, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (MDB); convocou de imediato uma sessão extraordinária e a matéria foi aprovada por unanimidade.
– Esperamos, agora, que o município publique a cessão do espaço com a mesma celeridade que nós aprovamos, porque outras matérias aprovadas por essa Casa com pedido de urgência e muita gente pressionando, depois de aprovadas caíram no esquecimento e ninguém toca mais no assunto – disse o vereador Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PSC), durante a discussão sobre a Mensagem.
Os vereadores, Marlene Carvalho (PPS) e Cláudio Fonseca de Moraes, o Claudinho do Bumbum Lanches (PR); da base do governo; elogiaram a celeridade da Mesa Diretora da Câmara para aprovar a matéria. A vereadora Marlene destacou que a Mensagem realmente havia chegado sem informações e que o projeto que estava na Casa naquele momento chegou ao poder Legislativo por esforço pessoal do vereador Humberto Belgues, “que não esperou o prazo regimental para receber a resposta do poder Executivo e foi buscar na Secretaria de desenvolvimento Econômico”.
– Ele mesmo se encarregou de correr atrás das informações e, hoje, nós estamos aprovando esse benefício para a população de Rio Bonito e Região. Vamos torcer para o projeto ser aprovado no Ministério da Saúde e que esse sonho se torne realidade – destacou a Marlene.
O vereador Humberto Belgues frisou que a Mensagem nunca seria rejeitada, “mas esclareceu que um bem do povo não pode ser dado com base numa Mensagem escrita em três folhas”. O parlamentar mostrou a diferença do volume de páginas da Mensagem que foi lida no dia 13/11 para a Mensagem que estava sendo aprovada, agradeceu a compreensão dos colegas vereadores e destacou a importância de todos na aprovação da matéria.
Para trazer esclarecimentos sobre a clínica de radioterapia – unidade que trata pacientes que lutam contra o câncer – que Rio Bonito pode receber do Ministério da Saúde, através do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), nos próximos meses, o médico oncologista, Edmar Lopes da Silva Neto; esteve na Câmara Municipal de Rio Bonito, nessa quinta-feira (22/11). O objetivo era detalhar para os vereadores, o funcionamento da clínica e a urgência de aprovar a mensagem de cessão de um espaço de 2.5 mil m², no Condomínio Industrial, para o HRDV.
Na oportunidade, o médico discorreu sobre a importância da aprovação da Mensagem do poder Executivo, que pedia autorização legislativa para liberar o espaço para abrigar a unidade oncológica. Projetada para atender diariamente 100 pacientes de Rio Bonito e Região, a clínica de radioterapia, segundo Edmar Lopes, vai receber cerca de R$ 8,3 milhões do Ministério da Saúde.
A Mensagem foi lida no expediente da Câmara no último dia 13/11 e o vereador, Humberto Belgues (PSL) pediu Vistas, que foi aprovada por todos os colegas, com exceção do vereador, Cláudio Fonseca de Moraes, o Claudinho do Bumbum Lanches (PR). De acordo com o parlamentar, a razão do pedido de Vistas foi precariedade de informações na Mensagem.
A preocupação do médico Edmar Lopes, porém, principal entusiasta do projeto, era a aprovação da Mensagem acontecer depois do prazo estipulado pelo Ministério da Saúde, que deu até o próximo dia 27/11 para o HRDV enviar a certeza de que conta com um espaço adequado para a implantação da clínica de radioterapia. A unidade inicialmente seria no terreno do HRDV, mas esse projeto não foi aceito.
Após ouvir as explicações e apontamentos do médico, que descartou qualquer possibilidade de contaminação do Meio Ambiente e respondeu questionamentos dos vereadores, o vereador Humberto Belgues devolveu a Mensagem a Casa, que foi aprovada em sessão extraordinária, uma vez que a sessão ordinária já havia sido encerrada.
A juíza substituta Gabriela Hardt poderá sentenciar as duas ações em andamento na 13ª Vara de Curitiba que tem como réu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – o caso do sítio de Atibaia e do prédio comprado pela Odebrecht para o Instituto Lula. Em despacho publicado nesta quarta-feira, a juíza informou que foi designada para responder pela titularidade plena da 13ª Vara desde a data de exoneração do futuro ministro Sergio Moro, no último dia 19, até 30 de abril de 2019.
Gabriela anexou ao processo sobre o sítio de Atibaia o e-mail que recebeu do Corregedor Regional da Justiça Federal da 4ª Região, Ricardo Teixeira do Valle Pereira. No e-mail, Valle confirma a permanência de Gabriela no cargo, depois que a defesa de Lula pediu que oficiasse o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para que fosse informado qual juiz ficaria com os processos da Lava-Jato após a saída de Moro.
O processo que envolve a compra do prédio e de um apartamento em São Bernardo do Campo, pela Odebrecht, já está em sua etapa final. A alegação final de Lula foi apresentada no dia 1 de novembro.
Os advogados de Lula e do réu Paulo Ricardo Baqueiro de Melo pediram que fossem interrogados novamente, com base num princípio de que eles não poderiam ser julgados por um juiz que não conduziu o interrogatório – a chamada identidade física do juiz. Gabriela negou o pedido e pediu que os autos sejam devolvidos para sentença. A defesa de Lula recorreu ao TRF-4, que também negou o pedido.
A ação sobre as obras feitas no sítio de Atibaia pode ficar pronta para sentença em janeiro próximo. Lula foi ouvido no dia 14 deste mês e disse que pensou em comprar o sítio.
O Programa Flávio Azevedo dessa quinta-feira (22/11) já está no ar. Em nossa pauta o aviso da Polícia Militar do Rio de Janeiro que alerta sobre a aquisição de eletroeletrônicos sem Nota Fiscal, o que sugere produto roubado. O comunicado destaca que é crime a receptação de produtos roubados.
Também está em nossa pauta o salário do profissional de Educação da rede municipal de Rio Bonito, os meandros políticos que envolvem esse cenário e o Piso Nacional que não é pago pela Prefeitura, apesar da decisão judicial que determina a referida remuneração à categoria.
A 1ª Festa do Agronegócio de Rio Bonito, que começa, hoje, e se estende até o próximo domingo (25/11). Energia solar e a legislação que tramita no Senado Federal sobre a obrigatoriedade de reaproveitamento da água de chuva em prédios públicos; também estão em nossa pauta.
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (20/11) o PLS 191/2013, que torna obrigatória a instalação de sistemas de aproveitamento de água da chuva na construção de prédios públicos de propriedade da União. Pelo projeto, a água captada das chuvas vai para descargas em vasos sanitários, irrigação de gramados e plantas ornamentais, limpeza de pisos e pavimentos, além de espelhos d’água.
O autor é o senador, Wilder Morais (DEM-GO). O texto também impõe a instalação de telhados ambientalmente corretos como os chamados “telhados verdes”, que contam com a aplicação de vegetação sobre a laje.
É impressionante! No Brasil o obvio precisa se tornar lei. O reaproveitamento da água da chuva deveria ser uma exigência das Prefeituras para toda e qualquer construção. Aliás, os prédios públicos deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Apesar da obviedade do tema é preciso que alguém, no Senado Federal, crie uma legislação sobre o assunto.
O ex-prefeito paulistano e candidato derrotado à Presidência Fernando Haddad (PT) se tornou réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em decorrência da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. O juiz Leonardo Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Barra Funda, na capital paulista, instaurou uma ação penal ao aceitar denúncia do Ministério Público de suposto pedido de R$ 3 milhões para quitar dívidas de campanha. Haddad nega irregularidades e diz que acionará a Justiça para se defender.
É a primeira vez que o petista se torna réu em ação criminal. Ele já responde por ação de improbidade administrativa, por supostas irregularidades na construção de trechos de ciclovias em São Paulo. Haddad foi denunciado em setembro pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. A imputação de crime de formação de quadrilha não foi aceita pela Justiça.
Segundo o promotor Marcelo Mendroni, ele recebeu R$ 2,6 milhões em propina da UTC para pagamento de dívidas da campanha de 2012. A denúncia tem como base as delações de Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro, da UTC, e do doleiro Alberto Youssef, além de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e caixa dois na primeira campanha de Haddad à prefeitura.
Haddad foi denunciado em setembro pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. A imputação de crime de formação de quadrilha não foi aceita pela Justiça. Segundo o promotor Marcelo Mendroni, ele recebeu R$ 2,6 milhões em propina da UTC para pagamento de dívidas da campanha de 2012. A denúncia tem como base as delações de Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro, da UTC, e do doleiro Alberto Youssef, além de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e caixa dois na primeira campanha de Haddad à prefeitura.
Segundo as investigações, o então tesoureiro do PT, João Vaccari, se reuniu com Pessoa em abril ou maio de 2013 e pediu R$ 3 milhões em nome do prefeito para sanar as dívidas da campanha. A UTC negociou o pagamento de R$ 2,6 milhões. O dinheiro, então, teria sido pago por meio de um esquema que envolvia a prática de lavagem de dinheiro em gráficas controladas pelo ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, conhecido como Chicão.
O Programa Flávio Azevedo dessa quarta-feira (21/11) começa noticiando dois outros roubos a residência no bairro Jacuba e a polêmica da Clínica de Radioterapia que tomou corpo nos últimos dias.
Diante da possibilidade de Rio Bonito ganhar uma clínica de radioterapia para atender pacientes que fazem tratamento de câncer, o que representa um avanço importante para o setor social e econômico, acaba sendo mais do que necessário refletir sobre os riscos que esses equipamentos oferecem. Aos que insistem em minimizar a preocupação com a radiação e os impactos disso ao Meio Ambiente, eu acredito ser importante destacar o “Acidente Radiológico de Goiânia”, com césio-137, em 13/09/1987.
O caso ganhou as manchetes nacionais e internacionais e se tornou o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares. Foram quatro mortos, 151 contaminados graves, 1.143 pessoas afetadas e uma cidade que 31 anos depois ainda é traumatizada com a história do "Acidente Radiológico de Goiânia".
Tudo começou quando os catadores de ferro-velho, Roberto Santos e Wagner Mota encontraram um aparelho utilizado em radioterapias numa clínica abandonada, na Avenida Paranaíba, no centro de Goiânia, em Goiás. Os catadores entenderam tratar-se de sucata, desmontaram o equipamento e venderam as peças, o que gerou um rastro de contaminação que afetou centenas de pessoas.
O Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) era uma instituição privada e funcionou naquele endereço entre os anos de 1971 e 1985. Com a mudança de localização, um dos equipamentos foi abandonado no antigo endereço. A clínica foi demolida, mas algumas salas, entre elas a que estava esse aparelho permaneceram de pé.
A cápsula de césio foi aberta no ferro-velho de Devair Ferreira, que comprou o material de Roberto e Wagner. A ideia era reaproveitar o chumbo. O ambiente foi exposto a 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), um produto muito parecido com o sal de cozinha, mas que emite um brilho azulado em ambiente escuro. O dono do ferro-velho ficou encantado com o pó, porque ele brilhava no escuro. Devair mostrou a descoberta para sua esposa e distribuiu um pouco do produto para familiares e amigos. O irmão de Devair, Ivo Ferreira, levou um pouco de césio para sua filha, Leide das Neves, de seis anos. A criança tocou na substância e acabou engolindo partículas do césio durante o lanche.
Como as pessoas da família estavam ficando doentes com sintomas parecidos, Maria Gabriela, esposa de Devair, desconfiou que o causador da doença era o pó encontrado pelo marido. Ela e um empregado do ferro-velho levaram a cápsula de césio para a Vigilância Sanitária. Por lá o equipamento ainda permaneceu por dois dias sem ser examinado. Durante uma anamnese com médicos, Maria Gabriela revelou que os vômitos e diarreia da família se iniciaram depois que seu marido desmontou um aparelho estranho que foi encontrado na antiga clínica. Só então, no dia 29 de setembro, uma semana depois do primeiro contato com o césio-137, o alerta de contaminação foi dado.
No dia 23 de outubro, 40 dias depois do ocorrido, morreram Leide e a esposa de Devair. Dias depois, 27/10, morreu, Israel dos Santos, de 22 anos, empregado de Devair que trabalhou na fonte radioativa para extrair o chumbo. No dia seguinte, 28/10, faleceu Admilson de Souza, de 18 anos; outro funcionário de Devair Ferreira, que também trabalhou na fonte radioativa.
À época, o governo de Goiás tentou minimizar o acidente e esconder dados da população. Uma das razões para esse comportamento era a realização do GP Internacional de Motovelocidade que Goiânia recebia naquele fim de semana. O governador Henrique Santillo argumentou que não queria causar pânico aos visitantes e trazer prejuízos ao evento.