quarta-feira, 9 de julho de 2014

Pode ter faltado bola, mas sobrou patriotismo!

Flávio Azevedo 
No futebol, um dos termos muito utilizados é “regularidade”. Contudo, tem outro termo que também fica evidente, sobretudo nos momentos de frustração e derrota: a “ridicularidade”, que se baseia na falta de equilíbrio, educação, espírito desportivo e senso crítico; e no excesso de futilidade e egoísmo. Estou falando sobre um personagem que exige respeito, mas que não se dá o respeito: o torcedor.

Sempre que um atleta brasileiro se naturaliza em outro país, ele é vítima de críticas por falta de patriotismo. Nessa Copa do Mundo, por exemplo, brasileiros que por conta da naturalidade defenderam outras seleções, acabaram sendo muito hostilizados. Se os atletas não cantam o Hino Nacional ou não levam a mão sobre o coração antes de uma partida de futebol da seleção, uma enxurrada de críticas é despejada sobre eles.

Nessa Copa do Mundo, porém, o negócio foi diferente. Jogando em seu país de origem, sofrendo uma pressão desmedida e com um grupo que não é lá essas coisas, os nossos atletas foram constantemente criticados pelas lágrimas, pela vibração ao cantar o Hino Nacional, pela emoção estampada em cada fisionomia e pela postura apaixonada pelo Brasil.

A entrevista do zagueiro David Luiz, porém, me enche de orgulho, sobretudo pelo puxão de orelha em todos nós. Terminada a partida em que o Brasil caiu de maneira vexatória diante da Alemanha (eles venceram por 7x1), o atleta concedeu significativa entrevista ao repórter Eric Faria:
– Eu só queria poder dar uma alegria ao meu povo... A minha gente que sofre tanto, sofre com inúmeras coisas... Infelizmente não, não conseguimos... Pedir desculpa a todo mundo... Desculpa a todos os brasileiros... Eu só queria ver o meu povo sorrir... Todos sabem o quanto era mais importante pra mim... Ver... O Brasil inteiro feliz pelo menos por causa do futebol! Eles foram melhores, se prepararam melhor, fizeram um melhor jogo, tomamos quatro gols em seis minutos... É um dia pra... De muita tristeza, mas de muito aprendizado também... Na vida... Nunca vou desistir e um dia eu vou alegrar esse povo de alguma forma – disse o cabeludo.

Momentos depois, com os nervos mais controlados, o zagueiro voltou a falar sobre a derrota e as lições que devem ser tiradas da forma como ela aconteceu. “... Assim como a Copa do Mundo uniu o nosso país através do futebol, que a gente possa também estar unidos para melhorar... O nosso dia-a-dia, ajudar a tudo e a todos, porque o meu sonho mesmo é isso... Ver o Brasil... Campeão dentro, mas principalmente, fora de campo, porque a gente pode ser melhor, a gente quer essa melhoria...”. 
Bem, David Luiz, você tenha certeza que a sua fala é a mensagem da Copa! Ainda bem que as nossas frustrações sociais, os ranços políticos e, sobretudo as picuinhas de ordem pessoal não foram levadas por vocês para dentro do campo. A declaração do cabeludo é um “soco” com luva de pelica em todos que aproveitam os momentos de congraçamento para se drogar, se embebedar e se recusam a perceber as lições que as vitórias e derrotas nos oferecem.

Estamos falando de um David Luiz que teve um gesto belíssimo no último dia 4 de julho, quando Brasil eliminou a Colômbia. Ao ver o atleta James Rodrigues chorando por conta da eliminação colombiana, generosamente o zagueiro abraçou o jogador e chamou os demais atletas brasileiros para dar uma levantada na moral do colombiano. Generosidade, uma palavra que parece não ter significado para maior parte dos brasileiros.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Walter Terra retorna a Liga Riobonitense de Desportos

Flávio Azevedo

Se tudo correr como o previsto, o desportista Walter Terra será o novo presidente da Liga Riobonitense de Desportos (LRD). A decisão é das agremiações esportivas do município. O objetivo é o renascimento do futebol de Rio Bonito, que, sobretudo por questões de vaidade e, em alguns casos, mal caratismo, está abandonado. Na última quinta-feira (03/07), representantes de Castelo, Cruzeiro e Rio Bonito Atlético Clube estiveram na entidade tratando do assunto. O nome de Walter, que já presidiu a LRD nos tempos de ouro do futebol riobonitense, pode ser a unanimidade que faltava entre, atletas, dirigentes e desportistas.

Empreendedores!

Flávio Azevedo 
Os amigos Yago, Wilker e Pedro Iago são os detentores da marca Morada.
É como podemos classificar os amigos Pedro Iago Guimaraes, Wilker Nascimento Silva e Yago Zaniboni Belgues, que estão promovendo a marca própria “Morada”. O início do trabalho do trio é vendendo camisas com estampas que destacam esportes radicais.

Depois de um ano trabalhando na promoção da marca, com distribuição, inclusive, no Rio de Janeiro, eles abriram nesse sábado (05/07), em espaço próprio, uma loja para a comercialização dos seus produtos. A “Morada” da marca fica no Green Valley, nas imediações da praça do bairro.

De acordo com os jovens empreendedores, a loja vai funcionar nos fins de semana, sempre entre 13h e 18h. Contatos com os meninos pelos endereços eletrônicos @moradarj (instagran) ou www.moradarj.com.br

Escritora Elis Franco lança livro e promove noite de autógrafos

Paula Brito 
Escritora atende leitores durante a noite de autógrafos
No último sábado a escritora riobonitense Elisangela Franco Cantalício lançou o seu primeiro romance. O evento de lançamento aconteceu no novo prédio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), onde Elis Franco, como é popularmente conhecida, organizou uma noite de autógrafos de seu livro ‘Menina Mulher’.

 Cerca de 60 pessoas, entre familiares e convidados, estiveram no local para prestigiar a escritora. Num ambiente leve e descontraído Elis recebeu uma homenagem de sua prima Flavia Loyola, que falou sobre a infância das duas e destacou a perseverança da amiga. “Guerreira, uma mãe incrível, mulher, amiga e companheira que nunca desistiu de seus sonhos. Elis é um verdadeiro exemplo de luta e perseverança”, discursou.

Aos 40 anos, formada em Administração de empresas e mãe de dois adolescentes, a autora conta que sempre gostou muito de literatura e que durante suas leituras pontuava necessidades em cada narrativa. Com o tempo, o desejo de escrever algo mais completo se tornou uma necessidade, daí surgiu o livro ‘Menina Mulher’. “Eu sempre tive o costume de fazer anotações sobre os livros que lia, com o tempo comecei a fazer rascunhos e resenhas sobre o que eu achava que faltava nos roteiros. Decidi então escrever meu próprio romance, mas achava que não conseguiria. Às vezes o teclado era lento demais para o meu raciocínio, os personagens ganhavam vida própria. Mas no final, deu certo”, contou a escritora, cheia de animação.

Sobre as dificuldades na produção do livro, Elis destaca a importância da família. Separada há dois anos, ela afirma que a presença do novo esposo, Roberto Silva, foi essencial para a concretização do trabalho. “As crianças e o Roberto são uma benção na minha vida. Havia dias em que eu ia dormir às 4h da manhã e graças à compreensão deles eu consegui terminar. Eles sempre me deram total apoio, passei muito mal nessa semana de lançamento, mas eles resolveram absolutamente tudo pra mim. ‘Menina Mulher’ foi um sonho, eu nem tinha a pretensão de publicar, mas o Roberto me encorajou a correr atrás. Ele acreditou primeiro que eu. Devo tudo isso a ele, que me fez acreditar que era possível. Em menos de dois meses o livro foi aprovado em quatro editoras”, contou.

Sobre a proposta de realizar a noite de autógrafos em um evento restrito, a autora é incisiva. “Normalmente os lançamentos são feitos em livrarias, mas infelizmente aqui em Rio Bonito não existe nenhuma. A proposta da editora era fazer no Rio de Janeiro, mas eu não quis. Não lançaria fora da minha cidade, meus amigos e minha família estão aqui, minha terra é aqui e é nela que eu quero estar. Por isso decidimos fazer um coquetel para os mais chegados”, afirmou.

Elis Franco autografa um livro
Durante entrevista Uéliton Cantalício Guimarães destacou a força de vontade e a superação da filha. “Estou muito orgulhoso de ver Elisangela realizando esse sonho. Eu não esperava, foi uma surpresa para todos nós, uma surpresa muito feliz”, disse. Já a tia paterna, Célia Cantalício, de 66 anos, lembrou de talentos que se seguiram na família e que podem indiretamente ter influenciado Elis. “Lembro que mamãe gostava muito de ler, vivia citando poemas a todo o momento. Elis é a primeira escritora da família e estamos muito felizes, foi uma surpresa pra todos nós quando soubemos que ela estava indo por esse caminho. A avó dela certamente estaria muito encantada”, lembrou.

Muito emocionada, a avó Ivetti Soares de Souza se lembrou de quando a neta estava na escola e tinha preguiça de estudar. “Estou muito feliz, creio que todos da nossa família também estejam, Elisangela merece isso e muito mais. Eu me lembro de quando ela era pequenininha e tinha tanta preguiça de estudar e hoje vemos essa mulher guerreira, que nos presenteou com essa surpresa e espero que escreva muitos outros livros”, afirmou.

Elis aproveitou para anunciar o novo livro, ‘Amor e Coragem’, que está produzindo. “A procura do livro está muito maior que o esperado e já estou escrevendo outro. Se Deus quiser vou transitar por várias áreas da literatura”, finalizou.

Livro


Menina mulher é um romance contemporâneo que conta a estória de Lina, uma jovem do interior que vai estudar medicina em New York, e agarra com unhas e dentes a chance de realizar o seu sonho. Acostumada com a pacata vida de faculdade e residência, Lina vê sua vida mudar dramaticamente de um dia para outro, quando passa por situações de extremo perigo nas mãos de um psicopata. É no meio de toda essa trama que Lina se apaixona pelo charmoso detetive Braian, por quem seria capaz de sacrificar a sua própria vida.

Polêmicas relacionadas ao custeio da Marcha Para Jesus não tira brilho do evento

Paula Brito 
Apesar das polêmicas em torno da verba de R$60 mil, aprovada pela Câmara de Vereadores, para a realização da Marcha pra Jesus. O evento aconteceu no último dia 21 e contou com cerca de cinco mil pessoas no Centro de Rio Bonito. A marcha teve o apoio de 20 pastores evangélicos do município e contou com os shows dos cantores Alex e Alex, Fabi, Perlla, Gisele Nascimento e PG. A Marcha teve início às 18h na Avenida Sete de Maio, de onde os participantes saíram em direção a Praça Fonseca Portela. Acompanhados de um trio elétrico e um trenzinho que trazia personagens bíblicos em formato de bonecos, os evangélicos cantaram e dançaram pelas ruas da cidade.

O show teve um atraso de 1h30, e nem a chuva foi capaz de desanimar os evangélicos que aguardavam. Os problemas na aparelhagem de som fizeram com que o show da cantora Fabi fosse interrompido algumas vezes, mas o público presente continuou prestigiando a artista. Os cantores Alex e Alex levaram canções de adoração e testemunhos de vida. A ex-funkeira Perlla animou a todos e ainda convidou uma riobonitense para subir ao palco e cantar junto dela. Gisele Nascimento, em parceria com Perlla, fez uma homenagem aos esposos que as acompanhavam. O momento de carinho foi seguido de canções clássicas das igrejas.

A cantora Perlla.
Apesar do tempo ruim, o show do cantor PG, ex vocalista da banda Oficina G3, foi a grande atração. Mesmo debaixo de forte chuva, todos participaram do lançamento do novo CD do cantor "Foi lindo, eu estou muito feliz! É sempre bom voltar a Rio Bonito, pretendo voltar em breve. Uma pena que começou a chover e nós tivemos que encurtar o show, mas tenho certeza que Deus operou poderosamente no coração de todos que aqui estiveram", afirmou o cantor.

Desabafo

Presidente da Unipas, Rodrigo Salazar
Durante o culto, o presidente da União de Pastores (UNIPAS), afirmou ter dispensado a verba liberada pela Câmara por conta das polêmicas e decidiu organizar o evento apenas com patrocínios de empresários locais. Rodrigo Salazar aproveitou o espaço para fazer um discurso sobre o uso do dinheiro público e a necessidade do retorno de impostos como iniciativas socioculturais. Falou sobre as críticas ao evento nas redes sociais e o uso do dinheiro público em eventos como o carnaval. Criticou ideologias de partidos políticos como o PPS e o PT e afirmou ter apresentado um projeto de lei para que a Marcha também se torne um evento cultural.
– Quem tem coragem de criticar um evento abençoado como esse, pra mim, não serve nem pra ser síndico. Fulaninho fica postando versículo em rede social, falando mal do povo de Deus, mas no fim de semana está no bar. Os cantores evangélicos também precisam receber para estarem aqui. Os valores são determinados a partir dos níveis, assim como o salário de um político ou de um secretário. Mas nós não iremos à rede social, ou em lugar nenhum para nos defender. Nós, pastores aqui presentes, temos um papel social muito importante, nos nossos altares ensinamos as pessoas a cumprirem seus deveres com Deus e com o estado. Nenhum pastor aqui precisa de dinheiro de governo, nós estamos apenas lutando por um direito que é nosso, o de ter o retorno dos impostos que pagamos todos os dias. Nós não somos cidadãos de quinta categoria. Nos últimos três meses meteram o pau nesse evento, devido a isso achamos mais prudente não receber a verba da Câmara, mesmo assim conseguimos trazer artistas maravilhosos para o nosso culto. Hoje eu venho aqui afirmar que já apresentei um projeto de Lei que visa transformar a Marcha pra Jesus num evento cultural, espero que esse evento aconteça por muitos anos em nossa cidade. Independente das pessoas que criticam uma festa tão linda como essa – discursou.
PG, ex-vocalista da banda Oficina G3 foi uma das atrações do evento.
O evento recebeu apoio da prefeitura, com relação a Som, Iluminação e Trio Elétrico. Rodrigo aproveitou para agradecer aos patrocinadores e ao apoio da Prefeitura. “Apesar de todas as dificuldades, foi um culto de grande sucesso. Conseguimos reunir todo o povo de Deus aqui nessa praça, para anunciar as boas novas e falar do amor de Cristo. Quero agradecer aos pastores que estiveram sempre juntos, a prefeitura que nos ajudou com toda a estrutura do evento, e principalmente aos servos de Deus que mesmo com o atraso e a chuva, estavam aqui firmes e fortes adorando àquele que é digno. Esse sempre foi o nosso objetivo, a unidade dos filhos de Deus em detrimento do mal. Esse evento só nos trouxe benefícios, independente de qualquer coisa”, finalizou.

Polêmica

A polêmica sobre o evento surgiu logo após a publicação do texto “Marcha pra Quem?” na última edição do jornal “O TEMPO” (Edição 49) e no Facebook pessoal do editor do jornal. Segundo informações o texto teria sido causador do afastamento do jornalista Flávio Azevedo da Secretaria de Comunicação Social, pasta que era de sua responsabilidade. Em trechos de seu texto, Flávio critica diretamente a subvenção de R$ 60 mil aprovada para o evento, faz reflexões sobre o foco da Marcha e comenta a questão das celebridades do mundo gospel.
“(...) Somos frontalmente contrários a liberação de recursos públicos para qualquer denominação, pelo simples fato de que o louvor é uma oferta voluntária que oferecemos a Deus para retribuir o que Ele fez e faz por nós. Também somos contrários a esse negócio de o sujeito, famoso ou não, só aceitar visitar a igreja que comprar os seus CDs ou DVDs. Também discordamos dos espetáculos promovidos por “cantores e líderes religiosos” que só acontecem quando eles são bem pagos. O problema não é exatamente o dinheiro, mas a forma como ele está sendo arrecadado e empregado. Da maneira que tem sido feito, o louvor fica ofuscado, a adoração fica mascarada e nitidamente a fé esta virando um comércio e bem lucrativo.

O município vai dar R$ 60 mil? Beleza! As igrejas evangélicas – e em Rio Bonito não são poucas – darão quanto? E a comunidade de crentes dará quanto? E o louvor através das ofertas? Não tem? O vereador Marcinho Bocão disse que é preciso trazer um cantor famoso, “que não é barato”, para atrair as pessoas para o evento, “porque senão não vai ninguém”. Mas espera aí... O negócio é “Marcha para Jesus” ou “Marcha para Thales Roberto”? É “Marcha para Jesus” ou “Marcha para Aline Barros”? (...)

Programa Rota Brasil completa 18 anos de sucesso

Flávio Azevedo 
Sonoras, efeitos, comédia, originalidade, muito forró, sertanejo e música de raiz. Tudo isso os ouvintes do programa Rota Brasil da Rádio Sambê FM (98,7) acompanham todos os sábados a partir das 14h. Para celebrar os 18 anos do programa, atualmente, detentor dos maiores índices de audiência entre todas as rádios da Região, o Forró do Arrocha recebeu, no último dia 8 de junho, uma programação especial promovida pelo radialista Nildo Oliveira, apresentador do programa.

Os 27 anos de experiência do apresentador certamente é uma das razões para o sucesso do Rota Brasil, que contou, na comemoração pelo seu 18º aniversário, com a presença de músicos e bandas de forró muito queridas do público. “Gauchinhos do Forró”, “Magno Furacão”, “Românticos do Forró”, “Forrozão Eclipse”, Nélio Silva, Andrezinho, estiveram no palco do evento. 

O comunicador, Nildo Oliveira.
Cerca de 300 CDs foram sorteados com os ouvintes que lotaram o salão do Forró do Arrocha, casa de shows voltada a esse estilo musical, na localidade da Jacuba. No programa do dia 7 de junho, o apresentador Nildo Oliveira recebeu a nossa reportagem, contou fatos inusitados ocorridos durante esses 18 anos e com uma oração de agradecimento concluiu a programação. 

Vereadores repudiam texto crítico sobre a “Marcha para Jesus”

Flávio Azevedo 
O vereador Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão, faz parte da bancada evangélica.
Na sessão Legislativa do último dia 12 de junho, um dos temas abordados foi a “Marcha para Jesus”, evento realizado no último dia 21 de junho. Os vereadores Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão; e Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança, integrantes da bancada evangélica da Câmara, criticaram o texto “Marcha para Quem?”, publicado pela última edição do jornal “O TEMPO” (Edição 49) e no Facebook pessoal do editor do jornal. O texto critica a subvenção de R$ 60 mil aprovada para o evento, faz reflexões sobre o foco da Marcha e comenta a questão das celebridades do mundo gospel.

Em suas falas, os vereadores, Dilon e Marcinho Bocão, defenderam o evento; criticaram o texto e afirmaram que os evangélicos e organizadores da “Marcha Para Jesus” ficaram indignados com a publicação. Enquanto Dilon disse que levou o caso a prefeita Solange Almeida e pediu providências; Marcinho Bocão revelou que o recurso de R$ 60 mil, apesar de aprovado pela Câmara, não seria mais liberado pela Prefeitura.

O vereador Dilon de Boa Esperança confirmou a tristeza de vários pastores e reclamou das críticas direcionadas ao poder Legislativo. “O assunto repercutiu nas mídias sociais, nos jornais, mas eu queria que as mídias sociais colocassem como esta Casa tem trabalhado, tem reclamado, que coloquem isso também!”.
– Os pastores da Unipas, pessoas sérias, pediram para agradecer o apoio dos vereadores e querem um direito de resposta, porque da maneira que se coloca, parece que os pastores que estão organizando o evento são incompetentes, não tem boa índole... Eu não gostei, eu não fiquei satisfeito, conversei com a prefeita, disse que não gostei, fiquei indignado e deixo aqui o meu repúdio a essa matéria, que não foi feita de boa fé. E estou falando aqui o que muitos evangélicos e, até alguns católicos, gostariam de estar falando – desabafou Dilon.

“Perseguição” 
O vereador Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança, repudiou o texto e disse que cobrou, da prefeita Solange Almeida, providências. 
De acordo com os vereadores, os pastores e evangélicos de Rio Bonito estão indignados com o conteúdo do texto. No entendimento dos evangélicos, segundo os vereadores, a intenção da publicação é levantar suspeitas e interrogar a intenção dos pastores. O vereador Marcinho Bocão lembra que o colega Aissar Elias explicou que como a “Marcha Para Jesus” é um evento que faz parte do calendário cultural do município, a subvenção é legal.
– É um evento cultural e a União dos Pastores (Unipas) de Rio Bonito está tentando fazer um evento que arrasta multidões em todos os lugares. As críticas dizem que a marcha não é para Jesus, mas isso aí a pessoa é que vai dar conta com Jesus, porque os pastores que estão fazendo são pessoas de bem, de respeito, que pretendem alcançar almas. Estão tentando deturpar dizendo que a marcha não é para Jesus, mas para homens – disparou Bocão.

O parlamentar também comentou que os jornais não se mostram contrários aos recursos destinados aos blocos carnavalescos, “apesar da indecência do Carnaval”.
– Eu sou evangélico, não vou ao Carnaval, quem gosta vai, não tenho nada contra, mas é uma festa indecente e recebe verba da Prefeitura. Homens vestidos de mulher, levantando a roupa no meio da rua, mulheres que não usam sutiã, só colam aquele monte de tinta no peito, ficam expostas em lugares públicos e ninguém publica uma matéria sobre isso. Aliás, os blocos também poderiam se juntar para arrecadar recursos para fazer o Carnaval como o texto sugere que as igrejas façam – analisa.

“Cada um tem o seu valor”

Ainda segundo Marcinho Bocão, o evento está sendo organizado pela Unipas e não por uma igreja. “Os pastores têm me procurado, eles estão muito tristes com essa situação, porque estão tentando tirar o brilho da Marcha Para Jesus”. O parlamentar revelou também, que o recurso aprovado pela Câmara, da ordem de R$ 60 mil, que seria destinado ao custeio do evento, não vai mais sair. Quanto a crítica direcionada aos cantores “celebridades”, o vereador argumenta que “todo mundo quer o melhor e Jesus também quer o melhor”.
– Se Jesus deu o dom e o talento para uma pessoa é porque ela tem o seu valor. Nós somos vereadores. Será que aquele que está capinando e roçando tem o mesmo valor que um vereador? Todos são iguais, mas para o presidente dessa Casa chegar onde está ele teve que ter 1.890 votos. Eu, para estar onde estou, precisei ter 841 votos. Se fosse fácil todo mundo tinha voto e todos seriam vereadores – destacou Bocão, lembrando que “se tanta gente vive da música, por que um evangélico não pode viver da música?”.

O vereador lembra que a Unipas pediu R$ 60 mil, mas poderia ter pedido R$ 10 mil. “Tem gente que não ganhou porque não pediu”. A própria Bíblia diz que “às vezes, você não recebe, porque pedistes mal”. O vereador estranha o fato da cantora Aline Barros, uma das atrações dos festejos de 168 anos de Rio Bonito, não ter sido alvo de críticas.
– Eu não sei nem o valor que foi pago a Aline Barros, mas poderiam convidar uma pessoa de uma igreja do interior. Por que na Festa da cidade pode contratar Aline Barros e para a “Marcha Para Jesus” não pode? No meio evangélico, as pessoas também têm a sua preferência como em qualquer outro setor. E que as indecências do Carnaval sejam mostradas pelos jornais, assim como também deveriam apontar o clima de harmonia da “Marcha Para Jesus” – concluiu Bocão.

SEPE realiza Audiência Pública para discutir melhorias para os profissionais de Educação de RB

Flávio Azevedo 
Representantes da categoria reunidos no plenário da Câmara de Vereadores no último dia 06/06.
A Câmara de Vereadores de Rio Bonito recebeu na tarde do último dia seis de junho, uma Audiência Pública que foi solicitada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) com o poder Legislativo. Os vereadores, Aissar Elias de Moraes; Marcos Fernando da Fonseca, o Marquinhos da Luanda Car (membros da Comissão de Educação); e Marlene Carvalho, marcaram presença no evento. Os parlamentares alegaram que não foram convidados oficialmente para a reunião e estavam presentes por informações obtidas através das mídias sociais.

Além da discussão sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), os presentes, que falaram após prévia inscrição, denunciaram a precariedade das escolas municipais, desde a estrutura física até o material didático. Os profissionais também reclamaram dos baixos salários e entendem que essa é a principal razão para a falta de profissionais de Educação nas escolas e para a fuga de profissionais. Os profissionais também comentaram que em algumas unidades escolares o volume de profissionais contratados é superior ao de concursados, o que seria ilegal.

PCCR

A direção do SEPE, através da professora, Sirley Antunes Silva, informou que dois ofícios foram encaminhados a Câmara (Of. nº 11/2014, de 29 de abril de 2014; e Of. Nº 15/2014, de 21 de maio de 2014) solicitando a referida reunião. Os vereadores também comentaram que “até a presente data eles não tiveram acesso ao PCCR que está sendo elaborado para atender a categoria”.

Na oportunidade, os representantes do SEPE também apresentaram um relatório que contou a trajetória do PCCR. “Em 13 de novembro de 2013, o SEPE convocou uma assembleia para estudar o plano, já que o que foi apresentado pelo poder Executivo prejudicava a categoria como um todo”. Ainda segundo os líderes sindicais; em 14 de dezembro de 2013, em assembleia realizada no Colégio Municipal Maurício Kopke, no Centro, a categoria tomou conhecimento das alterações propostas pelo SEPE.

No dia seguinte, os resultados da assembleia foram encaminhados a Secretaria Municipal de Educação (SME). De acordo com os líderes sindicais, no dia 29 de janeiro, desse ano, a SME não reconheceu as alterações feitas pela assembleia do dia 14 de dezembro e solicitou uma apreciação técnica, que foi providenciada pelo SEPE no dia 14 de abril de 2014.

Ao receber o parecer técnico, a SME solicitou a cópia da Ata da Assembleia que deliberou as referidas alterações feitas pelo parecer técnico. De acordo com os representantes do SEPE, “por exigência da SME, as notas técnicas que alteram o documento estavam anexadas ao final do PCCR, para que não se alterasse o documento original”.

Em seu perfil no Facebook, a direção do SEPE agradece os profissionais que compareceram a Audiência Pública; desafia aqueles que não estiveram presentes a participar; e informa que novos movimentos em defesa dos direitos da categoria irão acontecer nos próximos meses.

Vereadores criticam postura da categoria

Na sessão Legislativa seguinte, os vereadores criticaram a postura da categoria. De acordo com o presidente da Casa, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, comentou que ele recebeu um ofício pedindo a seção do plenário da Câmara para uma reunião. “Depois que eu fui saber que era uma audiência pública sobre Educação”, disse Reis, destacando que se o ofício protocolado na Casa fosse mais completo ele estaria presente, “inclusive, iriamos chamar a prefeita Solange Almeida e a secretária de Educação, Lucy Teixeira para participar do encontro, o que tornaria a Audiência Pública mais completa”.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Manifestações forçam siglas partidárias a renovar quadro político e buscar e formar novas lideranças

Flávio Azevedo 
O vereador Marcos Fernando da Fonseca, durante um dos seus discursos na Câmara de Vereadores de Rio Bonito.
O vereador riobonitense, Marcos Fernando da Fonseca, o Marquinhos da Luanda Car, será candidatado a deputado federal pelo PMDB, nas eleições do próximo dia cinco de outubro. O nome do vereador foi escolhido por lideranças estaduais do partido, com ação direta do presidente estadual sigla, Jorge Picciani, que aponta o parlamentar riobonitense como um nome que representa novos tempos, novas práticas e novos pensamentos na região.

O nome de Marquinhos Luanda, que está no primeiro mandato de vereador, e é filho de família tradicional de Rio Bonito, se destacou entre centenas de nomes que desejavam concorrer a uma das vagas do partido, que segue a lógica da renovação, que está sendo perseguida pelas demais siglas partidárias do país. Se em cidades pequenas quem concorre a cargos públicos de maior destaque é olhado com desconfiança e algum despeito, esses desconfiados críticos não se encorajam a colocar o nome para a apreciação do eleitor.

Marquinhos Luanda é um empresário bem sucedido de Rio Bonito, é um dos campeões de requerimentos e proposições da Câmara Municipal e destaca que sempre pautou a sua vida pela seriedade e comprometimento, características que ele afirma pautar também a sua vida pública.

A renovação que o PMDB pretende com o lançamento do nome de Marquinhos da Luanda Car e outros é um debate que tem sido pauta das conversas onde o tema é política. As manifestações populares tiraram os partidos da zona de conforto e as siglas partidárias perceberam que a reformulação exigida pelo eleitor não pode mais esperar.

Acompanhando essa tendência, uma declaração recente do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, deve ser assimilada pela população. De acordo com ele, o brasileiro precisa perceber que a escolha do político é feita pelo eleitor. O ministro destaca que “o verdadeiro protesto deve ser feito na urna eletrônica”. Até o ex-presidente Lula, nas últimas entrevistas tem dado declarações nessa direção, inclusive, afirmando que o PT (o seu partido) deve se organizar, se renovar e produzir discursos voltados aos interesses da juventude.

Bandeiras políticas como o “combate a corrupção”, a “ficha limpa”, a “valorização do trabalhador”, o “apoio a movimentos sociais e conselhos populares”, o “combate a exclusão”; bandeiras defendidas por siglas partidárias de esquerda, hoje, estão na pauta de todos os partidos brasileiros e os seus efeitos já começaram a ser percebidos. Falta, agora, o cidadão fazer a sua parte diante da urna eletrônica.

Antiga cadeia pública abriga 3ª CIA da Polícia Militar de Rio Bonito

Flávio Azevedo 
Depois de alguns meses sendo recuperado, o histórico prédio da cadeia pública de Rio Bonito, onde funcionava, até o dia 4 de maio de 2011, a 119ª DP, está abrigando a 3ª CIA de Polícia Militar do município. A solenidade de entrega do novo espaço ocorreu na tarde do último dia 3 de julho. Estiveram presentes, a prefeita Solange Almeida, vereadores, parte do staff do poder Executivo e populares. A PM ficava localizada na Rua Antônio Mansur, antiga sede do Senac. Também está funcionando no histórico prédio, que segundo o pesquisador Dawson Nascimento, foi construído por volta de 1860, o Departamento Geral de Trânsito do município, que funciona nas salas que abrigava a antiga sala do delegado, arquivo e equipe de investigação.

A prefeita Solange Almeida agradeceu a parceria das polícias em prol da segurança do município e destacou o apoio dos empresários e comerciantes que ajudaram custear a reforma do prédio. Ela também citou a importância da boa relação com os vereadores, “que estão sempre aprovando as mensagens de interesse do município, criticando os problemas e fiscalizando as nossas ações”, comentou a chefe do poder Executivo, dizendo que “a crítica é importante para que os problemas sejam percebidos solucionados”.

O comandante do 35º Batalhão de Polícia Militar, Fernando Salema, também destacou a parceria entre as forças de Segurança do município, agradeceu a atitude dos comerciantes locais que contribuíram com a reforma do prédio; frisou que algumas questões burocráticas contribuíram para que a mudança fosse mais demorada; e disse que a população precisa confiar na polícia, procurar os seus serviços, “porque nós somos servidores públicos e estamos sempre a disposição de todos os senhores”.

Repercussão 
O Departamento Municipal de Trânsito (Degetran) também está funcionando no local.
Nas mídias sociais o assunto está repercutindo desde que foi anunciada a troca de endereço. As opiniões são variadas, as preocupações também, mas a maior parte da população entende que a presença da Polícia Militar num local mais visível e de fácil acesso é um fator positivo. O advogado José Rodrigues Peixoto Filho, porém, tem uma preocupação que também está sendo comentada por outros internautas. “A minha preocupação é se a(s) viatura(s) não estacionarão em fila dupla em frente a “nova casa” atrapalhando ainda mais o caótico trânsito no local. Espero que os responsáveis pelo trânsito atuem com a mesma eficácia para coibir com o abuso”, pondera Peixoto.

A internauta Simone Lopes, por exemplo, cobra um funcionamento eficiente do serviço de emergência 190 e afirma que não teve sucesso quando fez uso desse canal de comunicação com a PM. “Eu, por exemplo, quando precisei desse serviço não consegui, mas encontrei um bom policial na Delegacia, no Green Valley, que me deu o número. Foi assim que eu consegui, mas nem todos tem o número fixo de lá. Para mim o 190 nunca funcionou. Achei até que não existia por aqui. Ontem mesmo, na minha rua, um vizinho precisou, ligou muito e nada. Espero que realmente esse serviço funcione bem assim como a reforma do prédio”.

Já a internauta Bruna Teixeira elogia a mudança e os policiais. “Excelente mudança, porque o DPO era muito escondido. As pessoas de fora nem sabiam que existia um DPO na cidade. Será ótima essa mudança, pois dará mais visibilidade, e os nossos meninos (policiais) estão de parabéns pelo trabalho”.

Integrante da mesa diretora do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) do município, Daniele Souza deixa uma reflexão sobre a mudança de endereço da 3ª CIA da PM de Rio Bonito. “Ainda não sei em que vai mudar a segurança da população com o DPO no centro. Até onde sei muda só para os comerciantes próximos. O restante vai continuar igual”, encerra.