terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ricardo Eletro de Rio Bonito fechada por falta de Alvará

Flávio Azevedo

Os riobonitenses ainda estão estupefatos com o fechamento da loja Ricardo Eletro da cidade. A determinação foi da Secretaria de Fazenda da Prefeitura de Rio Bonito. O caso aconteceu ontem (segunda-feira/12 de dezembro). A loja, que havia sido inaugurada no último dia cinco, estaria funcionando sem Alvará, e os prazos que teriam sido dados pelo município para a regularização do referido documento teriam sido ignorados pela empresa, segundo explicou um funcionário do setor de fiscalização da Prefeitura.

Em conversa informal com o secretário de Fazenda em exercício, João Balbino, tomo conhecimento que não foi apenas a falta do Alvará que motivou o fechamento do estabelecimento. De acordo com ele, existe pendência de outros documentos importantes, por exemplo, a liberação do Corpo de Bombeiros. Tudo indica que a pressa em inaugurar, por conta do Natal, foi um dos motivadores da abertura da loja sem a devida documentação.

Além da repercussão nas ruas, o caso também repercutiu nas mídias sociais, com destaque para o Facebook, que tem definido posicionamento de políticos importantes da cidade. Não foram poucas as pessoas que defendiam a ideia de que por conta do período natalino, a Prefeitura deveria rever o fechamento da loja.

Entretanto, outros diziam que caso isso acontecesse, os críticos de plantão iriam dizer que houve favorecimento; diriam que os fiscais levaram dinheiro para fingir que não viram a irregularidade, entre outros comentários já conhecidos em assuntos dessa natureza. Nós na verdade, estranhamos o fato de o prefeito não ter sido favorável ao empreendimento e não interfiriu na ação dos fiscais.

Reflexão

Concordamos que se deixarem os fiscais da Prefeitura trabalhar como manda o figurino, mais da metade das lojas da Cidade fechariam as portas. Essa permissividade das autoridades, porém, é antiga (seja em período eleitoral ou fora dele!); assim como a cara de pau do cidadão, que sempre aproveita o famoso “jeitinho brasileiro” para andar na irregularidade. Juntando tudo isso, nós chegamos a esse cenário: “as pessoas, inclusive eu, sem acreditar que a lei foi cumprida!”.

Caso existisse algum tipo de consideração com a irregularidade, certamente o debate seria outro. Por exemplo: “isso pode?”, “isso na é renúncia fiscal?”... Aliás, se alguém desconfia que o “Papai Noel da Ricardo Eletro” não passou pela Prefeitura de Rio Bonito; caso houvesse omissão do município, a crítica seria que o “Papai Noel da empresa deve ter passado pela Prefeitura com um saco bem pesado”! Alguém duvida disso?

Concluindo, também é vergonhoso que uma empresa do porte da Ricardo Eletro esteja funcionando sem Alvará ou outro qualquer documento. A chegada da empresa não foi surpresa, o aviso esteve disponível no site da empresa por vários dias (inclusive, pedindo o envio de currículo); e eles não deram entrada no Alvará?

Bom, ontem, na porta da loja, cartazes prometiam ao consumidor, que quando a loja for reaberta, as promoções serão imbatíveis!

Empresários do setor gastronômico em apuros com falta de qualificação profissional dos riobonitenses

Flávio Azevedo - Reflexões

Diante das muitas reclamações dos riobonitenses em relação ao atendimento nos bares e restaurantes da cidade, eu decidi fazer algumas reflexões que julgo serem pertinentes sobre o temível ATENDIMENTO RUIM, que atinge empresários, consumidores e os profissionais que trabalham no setor!

Eu começo destacando que a contratação de garçons eficientes já minimizaria em 80%, a reclamação direcionada ao ATENDIMENTO, que é a alma de qualquer negócio, sobretudo se estivermos falando de bares e restaurantes.

Se o profissional é caro, que o custo seja repassado no valor cobrado ao cliente. Eu, particularmente, prefiro pagar mais caro e ser bem atendido; do que pagar uma ninharia e sair insatisfeito. Aliás, os amigos que preferem pagar mais barato, que procurem as lanchonetes dos chineses. Por lá, o atendimento é mais rápido e o pedido não leva um minuto para ser entregue.

O problema é que nós riobonitenses somos tremendos caras de pau. Queremos comer e beber do bom e do melhor, mas não queremos pagar por isso. Também me incomoda outro fato: o sujeito sai de Rio Bonito para comer em Niterói ou no Rio de Janeiro, paga um absurdo, mas volta tirando onda e feliz (comportamento provinciano). Porém, quando vai aos estabelecimentos de Rio Bonito, reclama de tudo e de todos!

Sinceramente, eu tenho observado que com o intuito de economizar, a maior parte dos empresários do setor gastronômico está empregando pessoas sem qualificação. Por outro lado, as pessoas sem a tal qualificação, não demonstra o mínimo interesse em melhorar, por um único motivo: em Rio Bonito, a função de garçom é encarada como “bico” e não como uma “profissão”.

Resultado: nós (consumidores) ficamos no prejuízo; o estabelecimento, mal falado na boca do povo (por conta do mau atendimento); e o tal garçom, permanece sempre insatisfeito, por não estar fazendo aquilo que ele gosta!

Falta qualificação? Pode ser! Falta o empresário meter a mão no bolso e contratar profissionais que sejam realmente qualificados? Também pode ser, porque em várias oportunidades o empresário veio até a minha mesa (isso acontece muito nos sábados), com o seguinte argumento: “Desculpa a demora, mas é que, logo hoje, três garçons faltaram. Eles foram trabalhar num casamento, aí estamos com poucos garçons para atender!”.

Ao ouvir essa desculpa, eu concluo que esse empresário está no rol daqueles que não pagam bem o serviço do garçom! Porque se ele desse uma remuneração digna aos seus funcionários, ele não seria deixado na mão. Ninguém abandona um emprego em busca de outro que ofereça remuneração inferior!

Por outro lado...

... Conversando com empresários do setor, eles reclamam que não conseguem encontrar profissionais qualificados, que na cidade não existe cursos de qualificação para esse serviço e que quando aparece alguém oferecendo os tais cursos, as pessoas não têm interesse em se matricular.

O empresário Gustavo Miranda, sócio do Botequim Mirasauer (foto), comenta que para qualificar os empregados, a empresa tem que custear a passagem de funcionários para outros centros, porque em Rio Bonito não se encontra cursos dessa natureza. “Acaba ficando muito caro e inviável para a empresa custear esse serviço”, analisou.

A empresária Lilian Ximenes, da Padaria Nosso Pão, recentemente se queixou da falta de padeiros profissionais na cidade. De acordo com ela, “a padaria está precisando de profissionais qualificados (padeiro e confeiteiro), mas não encontramos ninguém com qualificação para contratar. Estamos procurando, mas não encontramos”, reclamou.

O empresário Carlos Alberto Gerhardt, proprietário do restaurante Ponto de Encontro, comentou que não vê essa escassez de profissionais para o setor como culpa da Prefeitura ou de outro qualquer órgão. Para ele as pessoas precisam buscar essa qualificação.
– Existe uma acomodação das pessoas naturais de Rio Bonito. Isso é tremendamente problemático para nós. Elas não buscam se qualificar por conta própria... Não correm atrás... O que nos força buscar funcionários de fora da cidade – comentou o empresário.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fechamento do Hospital Colônia Rio Bonito é cinismo e falta de compromisso político com a Saúde Mental

Flávio Azevedo

Em agosto de 2010, os Ministérios Públicos, Federal (MPF) e Estadual (MPE); União, Estado e a prefeitura de Rio Bonito firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) contendo plano de ação para a desinternação de todos os pacientes do Hospital Colônia de Rio Bonito (HCRB) no prazo máximo de até um ano. O TAC resulta de uma investigação conjunta do MPF e do MPE conduzida pelo procurador da República Lauro Coelho Junior e pela promotora de Justiça Luciana Martinho, onde se verificou o abandono do manicômio e a falta de tratamento eficaz aos pacientes com transtornos mentais (isso não é de hoje!).

No último dia 9 de dezembro, nova notícia sobre a instituição. A Justiça Federal determinou que a União, o governo do Estado do Rio e a prefeitura de Rio Bonito, na região das baixadas litorâneas, assumam a gestão do HCRB. As três partes terão de elaborar um plano que viabilize a retirada de todos os pacientes da unidade. A ordem judicial partiu de um pedido dos Ministérios Públicos, Federal e Estadual, do Rio.

A investigação foi iniciada assim que promotores tomaram conhecimento de que o hospital estava abandonado e não cuidava de maneira adequada dos cerca de 300 pacientes lá internados. Uma liminar expedida pela 1ª Vara Federal de Itaboraí determinou que o município de Rio Bonito reforme as duas enfermarias da unidade em um prazo máximo de 30 dias. Além disso, terá de realizar reparos nas máquinas, comprar, lençóis, cobertores e colchões novos.

A prefeitura ainda precisará prestar contas dos valores repassados pelo governo federal para a manutenção do hospital e fornecer diretamente os insumos necessários ao funcionamento do hospital e concluir em até 120 dias a construção de duas residências terapêuticas para abrigar os pacientes que serão removidos.

Já a União deverá repassar à prefeitura de Rio Bonito a verba referente a 400 autorizações para internação hospitalar. A Justiça determinou também o bloqueio dos bens do hospital e de seus sócios administradores. Após o julgamento definitivo do processo, o MPF pede que o hospital seja descredenciado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e encerre suas atividades. O hospital também deverá restituir ao poder público o montante recebido nos últimos cinco anos de convênio com o SUS e ainda pagar multa no valor a ser estipulado pela justiça por danos morais coletivos.

O TAC tem como objetivo implementar a política prevista na Lei 10.216/2001, que visa acabar com o modelo de internação em manicômios, substituindo-o por um modelo que prevê o atendimento em família, mediante assistência dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), ou em residências terapêuticas, para os que não têm família. Uma comissão com representantes da União, Estado e Município deve gerenciar o deslocamento dos pacientes do hospital em Rio Bonito para locais adequados.

Caos eminente

Em agosto de 2010, segundo uma vistoria técnica do MPE realizada no hospital, em outubro do ano passado, o local possuía 432 pacientes internados, que ficavam deitados ou vagando pelas enfermarias e pátios sem qualquer atividade terapêutica ou recreativa. Nas enfermarias foi verificado a existência de infiltrações e umidades nas paredes e tetos e os prontuários médicos não estavam atualizados. As camas, muitas delas quebradas, não tinham lençóis, travesseiro, nem cobertor. Nos banheiros, além da deficiência na limpeza, muitos dos chuveiros elétricos e vasos sanitários não funcionavam (só descobriram isso, agora?). Por todo o ambiente do hospital, era possível sentir mau cheiro.

Explicações e emoção

Em 2009, o jornalista Flávio Azevedo visitou o HCRB e conversou com a diretora da instituição Maria Luisa Cid Loureiro. A época, ela disse que com as mudanças na forma de tratar a doença mental – desospitalização e a criação dos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS) –, o HCRB está enfrentando uma profunda crise financeira. “O caso é desesperador, porque estamos em setembro (2009), mas ainda não recebi o mês de julho”.

Com um discurso emocionado, ela disse que se sente abandonada. “Você é a terceira pessoa que procura saber o que aconteceu comigo, porque das autoridades de Rio Bonito, eu não recebi sequer um telefonema. Nós fomos invadidos, desrespeitados, não nos deixaram falar, e ninguém, com exceção da coordenadora de Saúde Mental do município, Luciana Albuquerque, se mostrou solidário com a nossa situação”, lamentou.

Segundo Maria Luisa, “apesar de nós termos representantes no governo federal e estadual, O HCRB não tem nenhum suporte político. Parece que somos leprosos. Somos 700 pessoas, sendo 440 pacientes e cerca de 300 funcionários, mas estamos abandonados”, disse. Ainda de acordo com Maria Luisa, a diária de cada paciente é de R$ 31,00. “Desse valor nós temos que dar alimento, medicação, vestimenta, a equipe médica e técnica que cuida da saúde desse doente, entre outras coisas”. A forma que foi conduzida a fiscalização no HCRB, deixa Maria Luisa à vontade para acreditar que “tudo não passou de uma coisa orquestrada, porque filmaram, inclusive, locais que estão desativados. Tudo isso com a única intenção de nos desmoralizar”.

Sobre desospitalização, a diretora do HCRB acredita que essa ideia é apenas para o pobre, “porque quem tem dinheiro consegue internação em clínicas que cobram mil reais diariamente”. Sobre a fiscalização, Maria Luisa ironiza: “estiveram no Hospital, viram os pacientes maltratados e foram embora sem resolver o problema. Eles não poderiam sair e deixar os pacientes recebendo maus tratos!”. A diretora voltou a alfinetar as autoridades, dizendo que “nós não somos nada nesse município. Aliás, as pessoas discutem a saúde da região e deixam fora do debate os maiores hospitais da cidade, o Hospital Colônia Rio Bonito e o Hospital Regional Darcy Vargas. Eles tratam dos temas sem saber efetivamente o que está acontecendo nessas instituições”, concluiu.

Conclusão e reflexão

Antes de ser jornalista, eu sou técnico de enfermagem, área em que eu atuei por mais de 10 anos. Trabalhei, inclusive, no Hospital Colônia Rio Bonito e na Clínica de Repouso Ego, em Tanguá. As minhas passagens por essas instituições psiquiátricas, mais os anos de jornalismo e contato com disciplinas como Sociologia e Antropologia, me deram conhecimento suficiente para falar da realidade desses lugares, das pessoas envolvidas (pacientes, administradores e profissionais) e do interesse do governo para com esses lugares.

Concordo que os manicômios e hospitais psiquiátricos de toda e qualquer natureza devem ser desativados. Aliás, eu apoio a reforma psiquiátrica! Em 1995, quando eu, recém-formado, comecei trabalhar no HCRB, eu sempre defendi que os doentes mentais deveriam ser tratados com muito mais respeito e humanidade por todos nós. Mas, geralmente, aqueles que estavam acima de mim hierarquicamente, me chamavam de “louco”.

Por outro lado, acho muito cínica e intempestiva essa mudança, porque não estamos vendo seriedade por parte do governo na condução desse assunto, que envolve uma série de fatores extremamente importantes. Ao governo, eu faço apenas algumas perguntas: “E as fábricas de malucos, elas também estão sendo desativadas? O governo está atento a essa indústria perversa?”. Eu explico! Eu estou falando das drogas lícitas e ilícitas, que começam a ser utilizadas cada vez mais cedo; dos emagrecedores e moderadores de apetite; da eterna desigualdade social; da incorrigível falta de Educação; tudo isso coisas corriqueiras em nosso país. Isso também está sendo atacado? Eu não estou vendo. Será que alguém pensa ser o programa Bolsa Família a solução para os problemas do nosso país?

Outra questão: segundo informações dos organismos do Ministério da Saúde, os pacientes psiquiátricos estão sendo preparados para o convívio em sociedade. Acho isso louvável e muito bom! Eu defendo isso! Mas a sociedade está sendo preparada para o convívio com essas pessoas? As famílias desses doentes, quase sempre gente desajustada em todos os sentidos da vida... Elas estão preparadas para receber essas pessoas?

Eu gostaria de ver debates, também nessa direção, mas ainda não começaram. Tenho visto reuniões, mas como diria o ex-prefeito de Rio Bonito, Alcebíades Moraes Filho, o Bidinho, “quando você não quer resolver uma questão, marque uma reunião”. É o que, a meu ver, está acontecendo!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Homenagens e escolha da rainha marcam a solenidade de encerramento dos Jogos Estudantis de Rio Bonito

Flávio Azevedo

A estudante Bárbara Baêta, 16 anos, aluna do Colégio Rio Bonito, é a Rainha dos Jogos Estudantis de Rio Bonito (JERBs), edição 2011 (XIII). A escolha aconteceu durante a solenidade de encerramento dos JERBs que aconteceu na manhã do último sábado (10), no Ginásio Professor Maurício Hanna Badr, no Colégio Rio Bonito. A primeira princesa foi Ketine Correa, da Escola Municipal Castro Alves. Já Beatriz Borges, aluna do Colégio Cenecista Monsenhor Antonio de Souza Gens, foi escolhida como segunda princesa. Segundo a organização dos jogos, 14 meninas participaram da disputa. A escolha foi feita por cinco jurados.

Além da entrega das medalhas de 1º, 2º e 3º lugares, que foi dominadas pelas escolas públicas, a solenidade foi marcada por surpresas, homenagens e muita emoção. O secretário municipal de Esporte e Lazer, Ronen Antunes, anunciou a criação da “Medalha do Mérito Esportivo Maurício Badr”, em homenagem a um dos grandes incentivadores do esporte na cidade. Falecido no último dia 23 de julho, o homenageado era um amante do Esporte e construiu um dos maiores complexo esportivo do município.

Diretor do Colégio Rio Bonito por cerca de 30 anos, Dr. Maurício, como era mais conhecido, sempre investiu no esporte. Durante a sua gestão, o Colégio Rio Bonito sempre foi uma das unidades escolares mais vencedoras dos JERBs. Convidado para receber a honraria, representando a sua mãe, a professora Eunice Porto Badr, o empresário Marcelo Badr, filho do homenageado estava visivelmente emocionado.
– Nós sempre nos preparamos para esse momento, sabemos que a emoção sempre nos cerca, mas, hoje, eu confesso que desabei diante de tanta emoção. Eu fui informado que haveria uma homenagem, mas eu não sabia que seria algo tão significativo – comentou Marcelo que na oportunidade destacou os objetivos do saudoso Maurício Badr a frente do Colégio Rio Bonito. “Papai sempre comentou que a Educação tinha que ultrapassar a sala de aula. Por isso, ele sempre investiu e acreditou no Esporte e na Cultura”, analisou.

Outras homenagens

O atleta Rodrigo Souza, de 17 anos, que tem conquistado inúmeras medalhas em competições nacionais e internacionais de Taekwon-Do ITF, também foi homenageado com a medalha Maurício Hanna Badr. A sua última conquista foram duas medalhas de prata, nas categorias de luta e forma, por equipe, no 3º Campeonato Centro Sul-Americano de Taekwon-Do ITF, que aconteceu entre os últimos dias 5 e 6 de novembro, em Santiago, no Chile.

O Colégio Municipal Dr. Kingston de Souza Mota, no Parque Andréa; e o Colégio Rio Bonito, anfitrião do evento, também foram contemplados com a Medalha do Mérito Esportivo, por conta do destaque que alcançaram no XIII JERBs.

Outro homenageado foi o desportista e funcionário de carreira da Prefeitura Municipal de Rio Bonito, Ossian Silva, que recebeu das mãos do secretário, um certificado pelos serviços prestados ao Esporte da cidade desde 1988, quando se tornou funcionário da Prefeitura.
– Desde que aqui cheguei, eu sempre trabalhei na Secretaria de Esporte Lazer. No governo de Ayres Abdalla, por exemplo, a Secretaria de Esporte foi extinta, virou um departamento da Secretaria de Educação, e eu fui junto. Ou seja, sempre estive ligado a esse setor, onde pretendo permanecer até o momento de parar – comentou Ossian, ressaltando que para se qualificar melhor para o serviço que desempenha iniciou a faculdade de Educação Física.

Reflexão

Convidado para fazer uso da palavra durante a solenidade, o jornalista Flávio Azevedo, que fez parte do corpo de jurados que escolheu a rainha e as princesas dos jogos, citou o estudo da Organização das Nações Unidades (ONU) que sinalizou a importância do investimento na prevenção. “Para cada US$ 1,00 (um dólar) investido em prevenção, a administração pública economiza cerca de US$ 5,00 (cinco dólares) que poderiam ser empregados para remediar situações referentes a Saúde, Segurança, entre outras áreas”.

Ainda segundo o jornalista, muito se reclama dos poucos investimentos em Saúde, Educação, Segurança, Esporte, Cultura, Transporte, “mas não vejo as pessoas fazendo barulho para cobrar investimentos em prevenção”. Uma declaração polêmica, que em algumas ocasiões já criou polêmica, foi repetida pelo jornalista: “o mercado que mais cresce na nossa cidade e região é o tráfico de drogas... Penso que os investimentos direcionados ao Esporte e a Cultura é a única maneira de competir com essa indústria que está em franca expansão”, destacou.

Fleches da solenidade

As rainhas de cada escola


A equipe da Secretaria de Esporte e Lazer que realizou o evento


Pablo Roboredo, o Dj do evento

Doze de dezembro... O dia de Flávio Azevedo, o homem "dO TEMPO”!


No dia 12 de dezembro de 1974, às 12h20min, no Hospital Regional Darcy Vargas, em Rio Bonito nascia Flávio Azevedo Ribeiro. Filho do escritor, poeta e músico, Francisco Azevedo; e da dona de casa, Selma Braga Ribeiro. Desde cedo, Flávio sempre se mostrou inconformado com as coisas erradas da vida. Esse pensamento sempre marcou a sua formação física, mental, espiritual. Ávido por organização e defensor do “cada coisa em seu lugar”, Flávio nasceu e cresceu na Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde exerceu vários cargos de liderança, sobretudo junto aos jovens.

Iniciou sua vida estudantil em 1982, no Colégio Estadual Barão do Rio Branco; onde estudou até a 3ª série. Em 1985, os seus pais o transferiram para o Colégio Rio Bonito, onde ficou até 1990, quando passou a estudar no Centro Educacional de Ensino Navega Creton (Colégio Municipal). Terminou o segundo grau em 1994, com a formação de Técnico de Enfermagem. Exerceu a profissão de 1995 há 2009. Ele trabalhou nessa função no Hospital Colônia Rio Bonito, Clínica Ego (Tanguá), Hospital Regional Darcy Vargas e Prefeitura Municipal de Rio Bonito (Secretaria de Saúde/Postos de Saúde e SAMU).

Em 20 de janeiro de 2000, casou-se com a biomédica, Melissa de Souza Moraes. Da união nasceu Lorena Moraes Ribeiro (24/11/2006). Em novembro de 2012 o casal se separou. Em março de 2013, o jornalista inicia um namoro com a professora e psicopedagoga, Wanduza Vasconcellos, com quem tem grandes planos para o futuro. A família, a namorada e o jornalismo são as grandes paixões da vida de Flávio, que acabou se tornando referência entre os jornalistas da cidade pelo seu jeito mais “ativista” de comunicar.
– Eu discordo inteiramente da ideia de que o jornalista não pode opinar. Isso me cheira a castração e uma forma velada de frear a liberdade de expressão. É extremamente frustrante não poder escrever uma matéria reflexiva, por isso virei dono do meu jornal, onde quem define as regras sou eu – afirma.

O sonho de infância de Flávio era ser apresentador do Jornal Nacional da TV Globo, sonho que ele, hoje, acha impossível ser realizado, apesar de exercer a função de jornalista, graduação adquirida na Universidade Estácio de Sá, campus Niterói. “O meu jeito ativista me desqualifica para trabalhar na grande mídia, geralmente comprometida e preocupada em preservar aquilo que eu geralmente critico e tento mudar”, diz Flávio Azevedo, que se notabilizou pelo viés firme, político e polêmico.

Carreira no Jornalimo

O ingresso de Flávio Azevedo no Jornalismo é curioso. Iniciou a carreira por conta do período que ficou desempregado. O começo foi no Informativo da Associação Comercial e Industrial de Rio Bonito (Ascirb), veículo para o qual ele vendia publicidade. Ficou por lá cerca de seis meses e saiu para exercer a mesma função no jornal Folha da Terra, onde virou jornalista. Como vendia muitas matérias corporativas, mas os jornalistas não reuniam tempo para escrever os textos, Flávio começou a rascunhar as matérias. O editor do jornal, Alfonso Martinez, notou o bom português e decidiu integrá-lo à redação.

A primeira matéria foi um acidente com um caminhão de telhas na entrada da ViaLagos (RJ-124), em Rio Bonito, para onde foi escalado por não haver outro profissional disponível. O editor criou a coluna “Ronda Policial”, onde Flávio narrava acontecimentos policiais registrados na delegacia de Rio Bonito (119ª DP). Nesse tempo ele ainda não estava na faculdade, que iniciou em 2006.

Em abril de 2008, Flávio Azevedo lançou, na rádio Sambê FM (98,7), o programa “O TEMPO EM RIO BONITO”. Por se tratar de um ano eleitoral, o programa logo caiu no gosto do ouvinte, se consolidou e, hoje, é referência de notícia da cidade. Ele ingressou no rádio, mas continuava atuando no jornal Folha da Terra e ainda mantinha a vida de profissional de enfermagem. Em 2009, porém, ele foi convidado pelo então presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Soares (PMN) para fazer a sua assessoria de imprensa.

No mesmo ano, Flávio Azevedo se desligou do jornal Folha da Terra, da enfermagem e para assumir a direção do jornal Gazeta Rio Bonito, que tinha como foco fazer oposição ao prefeito José Luiz Antunes (DEM). A ideia era criar um veículo que apontasse os pontos fracos da administração municipal e indicasse alguém que pudesse assumir a Prefeitura de Rio Bonito em 2013.

Entretanto, desavenças entre vereadores, que não concordavam com a postura independente do jornalista, que não aceita interferência, sobretudo política, nos seus textos (isso sempre foi respeitado pelo vereador Fernando Soares), fez com que o projeto naufragasse depois de 12 meses.

Já conhecido, respeitado e com a carreira consolidada, em Rio Bonito e região, Flávio Azevedo, decidiu encerrar a sua participação no jornal Gazeta Rio Bonito. Retornou ao jornal Folha da Terra, e lançou em abril de 2010, junto com o seu irmão, James Azevedo Ribeiro, o jornal “O TEMPO EM RIO BONITO”, que nasceu independente, sem financiamento público e sem bandeira política. Era uma extensão e resumo do programa “O TEMPO EM RIO BONITO”, que vai ao ar todos os domingos a partir das 9h.

Mostrando que estava inserido na Comunicação Social do município, em novembro de 2009, ele começou a apresentar na Super Rádio Tupi 1340 AM (Rio Bonito), o programa “Bate Bola Tupi”, que vai ao ar todas às segundas-feiras das 20h às 22h. Além do diretor do programa (Flávio Azevedo), a mesa do Bate Bola é composta pelos radialistas Cidinho Dumas, Lauro Aranha e Antonio José Vasconcellos, o Antonio Cabeça Branca.

Esse ano (2011), através das mídias sociais (Blog e Orkut e Facebook), Flávio passou a chamar todos os veículos que controlava, de “Grupo de Mídias O TEMPO EM RIO BONITO”. Os canais de comunicação têm milhares de seguidores, ouvintes, leitores e tem interferido de forma significativa na vida de Rio Bonito e cidades vizinhas. Com matérias inteligentes, reflexivas e quase sempre alguma polêmica, o jornal “O TEMPO EM RIO BONITO”, tem um corpo de colunistas ecléticos, colaboradores variados e os anunciantes crescem a cada edição. Tudo isso capitaneado por Flávio Azevedo, que é torcedor do Fluminense, tradicional clube de Laranjeiras .

A boa dicção e postura deram ao jornalista outra oportunidade: cerimonialista e apresentador de eventos públicos e particulares.
Por ocasião da posse do Conselho Comunitário de Segurança, no dia 5 de dezembro, onde passou ocupar a função de Diretor de Assuntos Comunitários, o presidente Bruno Soares definiu a importância dele (Flávio) para Rio Bonito. “Acredito que o nosso amigo Flávio Azevedo ainda não percebeu a importância dele para Rio Bonito. Talvez ele ainda não tenha notado que as suas colocações, as cobranças, a sua postura, a forma como conduz o noticiário local tem influência e define o rumo e o futuro da nossa cidade em vários aspectos – analisou Soares.

Como escreveu o advogado Luis Gustavo Siqueira Martins, presidente do HRDV e amigo particular do jornalista: “Flávio Azevedo, um homem aquém ao seu tempo”.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Matheus Neto visita programa “O Tempo em Rio Bonito” e responde perguntas sobre o projeto "Natal Bonito"

Flávio Azevedo

Em entrevista ao programa “O Tempo em Rio Bonito”, da rádio Sambê FM (98,7), no último domingo (4/12), o vice-prefeito Matheus Neto (PSB) disse que o projeto “Natal Bonito” foi uma resposta da Prefeitura Municipal aos apelos e solicitações dos comerciantes da nossa cidade, “para que nós buscássemos estratégias para fomentar o comércio local”. Segundo o vice-prefeito, que estava acompanhado do secretário de Desenvolvimento Urbano e presidente do projeto “Natal Bonito”, Isaías Class, a programação acontecerá até o dia 6 de janeiro.
– O nosso objetivo é, além de manter a nossa população na cidade, atrair os moradores dos municípios vizinhos, como já aconteceu no lançamento do projeto, no último dia 1º de dezembro, quando recebemos as Meninas Cantoras de Petrópolis. A estratégia é fomentar a nossa economia e oferecer oportunidades culturais para que as pessoas não busquem esses atrativos fora da cidade – comentou o vice-prefeito.

Sobre a montagem do projeto, o secretário Isaías Class agradeceu a confiança depositada nele pelo prefeito José Luiz Antunes (DEM) e pelo vice-prefeito Matheus Neto (PSB) e contou que para ele (Isaías) e a sua equipe, os últimos dias foram curtos, porque a correria foi grande para que tudo estivesse pronto na solenidade de abertura.
– Agradeço a nossa equipe de trabalho, ela foi incansável; as secretarias que estão conosco desenvolvendo inúmeras atividades; as igrejas, os participantes; e todos que estão trabalhando conosco nesse projeto. Somando os envolvidos no evento, que vai se estender até janeiro, concluímos que cerca de mil pessoas estão envolvidas na realização no projeto “Natal Bonito” – comentou o secretário.

Os custos do evento

Sobre os comentários “maldosos” relacionados aos custos do evento, que seria da ordem de R$ 1 milhão, o vice-prefeito Matheus Neto comentou que a administração municipal está tranquila quanto a isso e destacou que tem muita gente comentando aquilo não sabe. “Se engana quem está trabalhando com esse valor. A verdade é que isso parte de pessoas que não tem compromisso com o comércio local. São pessoas que não fazem nada para ajudar e ainda torcem para que dê errado. Criam mentiras para distorcer a opinião daqueles que não tem a informação na íntegra”.

Sobre a contratação do serviço, o vice-prefeito explicou que o processo depois de licitado (Registro de Preços), só poderia chegar a R$ 838 mil. Ele disse também que depois da solicitação e antes da execução, já foram suprimidas algumas ações, “porque existia uma meta de patrocínios que não foi alcançada. Conseguimos bons parceiros, mas não o suficiente para executar o projeto na íntegra”.
– A nossa expectativa é que a despesa total da Prefeitura com o projeto todo fique em torno de R$ 550 mil. As pessoas que estão fazendo afirmações mentirosas sobre o projeto “Natal Bonito”, não têm compromisso com o sucesso do evento e querem apenas contribuir para o seu fracasso. Olhe bem quem está fazendo essas afirmações e você vai entender porque estão criando esses factóides sobre pelas ruas da cidade a respeito desse assunto – disse.

Quanto ao retorno do projeto “Natal Bonito”, o secretário Isaías Class comentou que “o ganho não é apenas econômico”. Para o secretário, além do aspecto financeiro, (“porque com o comércio aquecido certamente a geração de emprego e renda existirá”), tem a alto-estima do munícipe que tem orgulho de dizer que na sua cidade tem uma ornamentação natalina de porte. Ele também apontou o viés espiritual da data que sensibiliza as pessoas, promove a fraternidade e empolga a todos, sobretudo as crianças.

Abono de Natal

De acordo com a oposição, a Prefeitura daria um “Abono de Natal” aos servidores efetivos, mas o recurso que seria destinado a esse fim foi direcionado a programação natalina. O assunto acabou se estendendo as conversas de rua e papos de botequim. Segundo Matheus Neto, “todo o ano existe a ornamentação de Natal. Em 2011, ela está apenas mais ousada e com custos m torno de R$ 550 mil”.

– Houve um estudo sobre isso e descobrimos que um abono de R$ 500,00 para o funcionalismo custaria cerca de R$ 2,5 milhões aos cofres municipais, então, não foi a ornamentação de Natal que inviabilizou o abono – revelou Matheus, destacando que os municípios que utilizam esse expediente são aqueles que recebem consideráveis quantias com os Royalties do petróleo, “o que não é o caso de Rio Bonito”.

Para o secretário Isaías Class, o projeto “Natal Bonito”, assim como acontece com outros eventos país afora, ao longo dos anos poderá ser custeado diretamente pela iniciativa privada e pode se tornar referência na nossa região e no estado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A ditadura da magreza

Flávio Azevedo - Reflexões

A ditadura da magreza é algo que me incomoda! Gente, eu, simplesmente, acho esse “mal” gosto por magreza inexplicável e absurdo. É lógico que não estamos aqui defendendo a obesidade, porque ela não faz bem a saúde. Aliás, o excesso de magreza também não é saudável. Entretanto, existe uma forçação de barra para que as mulheres “normais”, ou seja, aquelas que não são estrelas de TV, tenham silhueta de modelos e atrizes.

Essa exigência parte da moda, uma entidade abstrata que eu classifico como fundamentalista. Ela (a moda) não leva em conta que a maior parte das mulheres “normais” não tem tempo e dinheiro suficientes para ficar o dia inteiro em academias. Vale lembrar que elas (as mulheres) em sua maioria, também não reúnem condições financeiras para fazer, anualmente, cirurgias reparadoras e “acrescentadoras”.
O curioso é que as mulheres que ganham a vida explorando o corpo e se exibindo na mídia, geralmente vivem nas academias, mas ainda assim, a cada 12 meses precisam recorrer aos bisturis dos cirurgiões plásticos para manter a “forma”. É claro que a mulher gosta de se sentir bonita, desejada, mas sem exageros.

Mas por que isso acontece? Uma caminhada pela Antropologia e pela Sociologia explica esses conceitos. No Brasil, por exemplo, um país formado por uma sociedade extremamente imagética e alienada, a moda dita tendências, comportamento, valores e define quem é “exemplo a ser seguido”.

É possível provar isso fazendo uma rápida reflexão sobre a história de Geyse Arruda, a jovem que foi expulsa da faculdade por estar em sala de aula em trajes mínimos – certamente para se mostrar. Ela acabou despertando interesse da mídia, da população em geral e hoje é contratada de um canal de TV.

Coisas semelhantes acontecem com as famosas “Panicats”, que segundo informações do mundo televisivo não ganham salário para se exporem, ás vezes ridiculamente, no programa “Panico na TV”, mas faturam milhões em contratos publicitários, cachês para participar de eventos e revistas masculinas.

Numa sociedade onde o exterior é mais importante do que o interior, onde a embalagem é mais celebrada do que o presente, discrepâncias como essa são consideradas normais e toleráveis. Vergonhoso!

Outro problema que não podemos deixar de abordar, já que estamos falando sobre esse tema, é o desaparecimento das vovós. Onde elas estão? Por onde andam? Não sabemos... Amigo, eu não sei se você observou, mas não existem mais aquelas vovós com cheiro de alfazema e colo macio. Se você tem idade inferior a 20 anos, certamente não vai se lembrar daquelas senhoras doceiras (que delícia!), que sentavam em cadeiras de balanço, faziam crochê, tricô e/ou concertavam os nossos brinquedos quebrados.

Tudo mudou e a meu ver para pior! A vovó de hoje tem que ser marombada... Tem que sair para a balada! Aliás, para estar na moda, ela tem que aparentar 18 anos. É exigido dela um bumbum durinho, peitos de plástico e abdome tanquinho, prerrogativa (essa última), que era prioridade dos fortões vendidos por Hollywood.

Concluo com uma simples pergunta: “até quando vamos achar isso normal e/ou vamos dar cobertura a esse tipo de absurdo?”. Ninguém merece!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Caso de polícia na Delegacia de Rio Bonito

Flávio Azevedo - Reflexões

Já há algum tempo, através do grupo de mídias “O Tempo em Rio Bonito”, nós estamos empenhados em conscientizar as pessoas quanto a importância do Registro de Ocorrência quando se sofre algum tipo de violência. Entretanto, já há algum tempo nós estamos tendo como resposta a essa campanha, a informação de que os munícipes estão encontrando dificuldades para fazer os tais registros na delegacia de Rio Bonito (119ª DP). Rispidez na hora do registro, policiais que tentam convencer o cidadão a não fazer o registro e descaso às vítimas que buscam a delegacia por conta de crimes variados.

Na noite da última terça-feira (6/12), na Mangueirinha, em Rio Bonito, um cidadão estaciona o seu carro em frente a sua residência e entra em casa. Depois de algum tempo, ele retorna para guardar o veículo, mas descobre que o carro havia sido roubado. Indignado, ele se dirige a 119ª DP para registrar o roubo. Entretanto, ao chegar à delegacia, ele foi orientado a retornar no dia seguinte para fazer o registro!

Como o meu forte é ironia, eu comparo essa história ao seguinte caso: o sujeito sofre um Acidente Vascular Cerebral (AVC), é levado ao hospital, mas quando chega lá, os seus socorristas são orientados a retornar no dia seguinte. Outra ilustração: a pessoa sai de casa para almoçar num restaurante. Ao chegar, porém, no referido local, ao setar-se à mesa, o garçom dá a seguinte orientação: “o senhor (a), por favor, deixe para almolçar amanhã, porque o cozinheiro não veio e estamos sem comida”.

Bom, de tanto ver essas reclamações, na reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), na última segunda-feira (5/12), eu externei essa queixa ao representante do delegado Paulo Henrique da Silva Pinto (titular da delegacia da cidade), narrando, inclusive, um fato que eu presenciei. Visivelmente incomodado com a narrativa, o policial explicou que “quando a 119ª DP foi transformada em Delegacia Legal, alguns profissionais, que não sabiam transitar no novo ambiente – a má vontade de alguns é conhecida desde a época do registro datilografado – acabaram continuando lotados na 119ª DP.

Ainda segundo o policial Jardes (foto 2), que representava o delegado no CCS, muitos policiais se esforçaram e se adequaram as mudanças (delegacia tradicional/delegacia legal). Outros, porém, segundo o seu relato, não fizeram a mínima questão. Ou seja, quando um personagem desses está de plantão, registrar uma ocorrência é um martírio. O delegado já teria, inclusive, pedido a transferência desses profissionais. Alguns já foram, mas ainda existe os remanescentes. Aliás, para o azar da vítima e do tal profissional que precisa de reciclagem, a impressão que temos é que as ocorrências acontecem, justamente, nos dias que os policiais inabilitados estão no plantão!

De acordo com o novo presidente do CCS, Brunos Soares (foto 3), na Delegacia Legal, a ocorrência é feita on-line, situação que estaria dificultando a vida de alguns policiais, sobretudo os mais antigos. Para ele, “alguns não tem boa vontade de aprender ou querem que continue assim”. Soares destaca que “esse comportamento dos policiais estimula as vítimas a desistirem de fazer os registros, permite que os indices de criminalidade da cidade continuem baixos, ninguém é cobrado e quem paga o preço é a população”, disparou.

Para Bruno, que participou da reunião da sociedade civil organizada, com o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, em junho, quando se reivindica maior efetivo policial para Rio Bonito, as estatisticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), não refletem a realidade do município, situação que precisa mudar. Ele também afirma que os conselheiros estão de olho, vão exigir mudanças e o tema voltará a ser assunto na próxima reunião do CCS.
– Gostaria de ressaltar que assumi, na última segunda (05/12), a presidência do CCS, um canal que existe para levarmos, às autoridades, as nossas reivindicações. Com certeza esta vai ser uma das pautas da próxima reunião. Por tanto, vamos ficar atentos, participar das reuniões do CCS, porque a única coisa que eles (as autoridades) respeitam é a mobilização popular”, concluiu.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mídias Sociais podem derrubar as “ditaduras” de Rio Bonito

Flávio Azevedo - Reflexões

Diante de um debate que surgiu no meu Facebook, sobre o atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), eu decidi produzir um texto com algumas reflexões que considero serem importantes para os administradores e operadores da Saúde, sobretudo, para os usuários do setor, que percebo em vários momentos não terem ideia – não exatamente nesse caso – de como deve funcionar o serviço público, que ao contrário do que é comum, não é uma extensão do nosso quintal.

Senhores e senhoras! Volto aqui para dizer que discordamos da teoria de que as mídias sociais não teriam a função de cobrar determinadas ações do poder público e não seria o espaço legal para essas discussões! Somos totalmente contrários a esse raciocínio! Concordamos que as redes sociais foram criadas para o entretenimento, mas talvez nós sejamos o único veículo de comunicação que tem aversão a esse negócio de entretenimento, por achar que ele contribui apenas para ‘emburrecer’ e anular o pensamento crítico (aliás, é por isso que tem tanta gente nesses espaços!).

Exatamente por esse perfil inibidor, nós usamos as mídias sociais com propósito diferente. Na verdade, aproveitamos que esse é um espaço de ociosidade e conversa fiada, para alcançar muita gente. A nossa participação nesses espaços não é para ostentar uma vida feliz que só é possível no mundo virtual. A nossa participação aqui é interferir e temos conseguido algum sucesso nessa empreitada.

Fazemos questão de não PARTIDARIZAR o debate, embora isso aconteça entre as pessoas que posteriormente comentam os links. Mas, eu em particular, confesso que quando vejo a manifestação de todos eu me sinto satisfeito e com a sensação de estar cumprindo o meu papel.

Se por um lado ficamos satisfeitos em conseguir despertar a confiança do cidadão, que acredita no nosso trabalho e busca socorro em nossas mídias sociais, também nos empolgamos quando os representantes da coisa pública se manifestam. Isso demonstra respeito ao usuário, ao nosso grupo de mídias (que trouxe o assunto à tona) e, sobretudo preocupação com o funcionamento da máquina pública.

Defendemos a ideia de que Rio Bonito é capital mundial do “vamos botar panos quentes”, fruto de um fisiologismo praticado durante anos pelos administradores públicos da nossa cidade e seus apaniguados. Porém, assim como existiu no Oriente Médio, a “Primavera Árabe”, que derrubou ditaduras importantes através de movimentos que nasceram nas mídias sociais, acreditamos que essa ferramenta também será fundamental para derrubarmos duas ditaduras extremamente opressoras que existem em nossa cidade. São elas:

1ª A DITADURA DO ASSISTENCIALISMO, elemento perverso que é defendido por usuários do serviço público e por administradores desse serviço. Não é o caso das pessoas envolvidas especificamente neste caso (Mel Cardozo e a secretária de Saúde, Maria Juraci). Aliás, a secretária sempre deixa transparecer um viés técnico (postura que em se tratando de Saúde, principal ferramenta de estímulo ao favorzinho, Rio Bonito não conhecia);

2ª A DITADURA DA “VASELINA”, que tem como principal argumento evitar que “você se indisponha com alguém, porque não ganhará nada com isso e ainda ficará mal com aquele alguém”. As mídias sociais, porém, estão, aos poucos, permitindo que o riobonitense – mesmo que timidamente – se liberte dessa escravidão imposta pelas classes dominantes locais, porque essa é a forma de não terem a sua hegemonia ameaçada. Com o advento das mídias sociais, as pessoas estão falando mais, se manifestando mais, participando mais, e principalmente se posicionando mais.

Concluindo, viva as redes sociais! E vamos usá-las de forma inteligente, crítica e equilibrada. Sim, é possível mudar!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rio Vermelho é campeão da Copa Ollé 2011

Flávio Azevedo

O Rio Vermelho saiu da fila. Depois de empatar no tempo regulamentar em 1x1 com o Flamix, gols de Leandro (Rio Vermelho) e Mônaco (Flamix), o título foi decidido nos pênaltis. O Flamix desperdiçou duas cobranças e o Rio Vermelho, que acertou todas, ficou com o título da Copa Ollé de 2011. Diante dos seus apaixonados torcedores, o “Vermelhão”, como é chamado pela sua galera, conquistou essa competição pela primeira vez. A partida aconteceu no Estádio José Alves Ventura, no Rio Bonito Atlético Clube, na manhã deste domingo (4/12).

A equipe, que havia sido vice-campeã, em 2010, superou, também nos pênaltis, o tradicional Castelo nas semifinais da competição. As duas partidas semifinais terminaram com o placar de 2x2. Já o Flamix, equipe que tem sua base no bairro do Boqueirão, eliminou o Cruzeiro. A vaga na finalíssima também foi conquistada nos pênaltis.

Os artistas do espetáculo

O Rio Vermelho conquistou a Copa Ollé 2011 jogando com Cacal, Fifil (Tiko), Bruno, Ramon e Willian Campos (Adãozinho); Guilherme, Lu (Elson Jr.), Rodolfo (Formiga) e Leandro; Rua e Régis. A equipe é orientada por Meio Kilo.
O Flamix formou com Bruno Zóio, Rafa (Coquinho), Rogério, Chico e Jorge (Preguinho); Pio (Maurício/Buti), Murilo, Xeroca (China) e Maxandro; Rodrigo e Mônaco. O treinador é Sérgio Borges.
A arbitragem ficou por conta de Adalto Jesus, que atuou auxiliado por Claudinei Francisco de Azevedo (Jarrão) e Walnei Pereira.

No fim da competição, além do troféu Almir Pintas, nome que a organização da Copa deu em homenagem para um dos dirigentes mais apaixonados do futebol de Rio Bonito, também recebeu prêmio o artilheiro da competição, o atacante Elson Jr (Rio Vermelho); a revelação da Copa, o atacante Rodolfo (Rio Vermelho); e o melhor goleiro, Bruno Zóio (Flamix), que foi o menos vazado.

Cobrança

Antes de entregar o troféu ao campeão, o presidente do Castelo, Almir Pintas fez algumas considerações. Além de parabenizar as equipes finalistas; a organização da competição, na figura do desportista Bruno Farias (Bruno da Ollé); a imprensa local pela cobertura da Copa; ele se queixou da falta de apoio da Prefeitura Municipal aos clubes locais. “Estamos abandonados. Ninguém olha para nós, o que é lamentável. Para sobreviver, os clubes da cidade estão dependendo exclusivamente dos seus próprios esforços e isso não é barato”, disparou o dirigente.

O melhor goleiro: Bruno Balbino (Zóio).


Revelação da Copa Ollé: Rodolfo.


Artilheiro da competição: Elson Jr.