terça-feira, 15 de novembro de 2011

Favela da Rocinha... O que mudou?

Flávio Azevedo - Reflexões

Não temos notícias de que os bandidos da favela da Rocinha tenham trocado os fuzis por uma colher de pedreiro, por uma carteira escolar, por uma bandeja de doces ou isopor de picolé e/ou refrigerante, para vender na praia...

Muito se diz que esses senhores estão migrando para o interior do estado. Sinceramente, eu já fui mais adepto dessa teoria. Depois, porém, que prenderam na Praça Cruzeiro, oito pessoas que aterrorizavam o pedaço, mas descobri que todos eram nascidos e criados no bairro, eu desisti de defender essa ideia.

Outro exemplo: há alguns meses prenderam um sujeito depois dele ter assaltado uma pessoa que acabava de sair do banco (saidinha de banco). Ele se identificou como morador de Parada de Luca, mas quando a polícia levantou a fixa do malandro, tratava-se de um ladrão de galinhas de Silva Jardim.

Percebo três coisas. Primeiro: os vagabundos não estão migrando com a força que nós imaginamos para a nossa cidade. Segundo: em nossa cidade, o volume de vagabundos “domésticos” é muito maior do que nós imaginamos. Terceiro: o nosso bairrismo, e, às vezes, cinismo, não nos deixa enxergar que um vizinho, um conhecido e até um parente, integra a vagabundagem e o submundo que nos assombra!

Retornando a Favela da Rocinha, vale destacar que o morro foi ocupado pela polícia. Entretanto, caso o governo do estado e a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, não ocupem a localidade também com Saúde, Cultura, Transporte, Lazer, Esporte, Emprego, Educação e, sobretudo, dignidade, de nada vai adiantar esse show de pirotecnia que estamos vendo através da grande mídia.

domingo, 13 de novembro de 2011

Excesso de peso barra Zagueiro riobonitense Welinton

Flávio Azevedo

Bancado no time titular do Flamengo pelo treinador Vanderlei Luxemburgo durante toda a temporada, apesar das críticas incisivas da torcida rubro negra e de setores da imprensa, o zagueiro riobonitense Welinton, um dos favoritos do técnico para o setor defensivo, está fora da equipe. Na partida que o Flamengo foi derrotado pelo Coritiba (2x0), ele ficou fora até do banco de reservas.

Segundo o treinador, um dos motivos da barração de Welinton é peso do atleta que estaria um quilo acima do ideal. Sobre a ausência do zagueiro, Luxemburgo disse que “foi em função do treinamento e das coisas que eu percebi. Welinton não trabalhou como a gente imaginava. Ele tinha aumentado o peso na semana passada e aumentou ainda mais nessa semana. Então a decisão foi normal”, disse o técnico nesse domingo (13/11), antes da partida no Couto Pereira.

Durante a semana, Welinton correu ao redor do gramado, fez polichinelos, e o clube chegou a divulgar que ele estava com dores musculares na coxa direita. O próprio Luxemburgo deu declarações dizendo que o zagueiro era dúvida por questões médicas.

Na quinta-feira, porém, ele participou normalmente do coletivo, mas entre os reservas. Depois, o zagueiro teve uma longa conversa com Deivid. Ao saber da barração, o jogador acatou a decisão, mas ficou contrariado. Nos bastidores, também houve questionamento ao treinador. As alegações dão conta que o técnico estaria punindo mais ao time do que ao jogador.

A decisão de Luxa foi contestada por alguns dirigentes, mas o técnico deixa claro que ele é o responsável pelo futebol. O treinador não tolerou o peso de Weliton, e entregou o jogador para o preparador físico Antonio Mello.

Monsenhor Gens vence etapa masculina de Handebol dos JERBs

Flávio Azevedo

A equipe de Handebol do Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens não encontrou dificuldades para vencer a etapa masculina da modalidade, nos XIII Jogos Estudantis de Rio Bonito (JERB). A competição aconteceu ontem (12/11), no Ginásio Antonio Figueiredo, no Rio Bonito Atlético Clube (RBAC). Novamente a torcida arco-íris (união de torcedores) jogou contra o Monsenhor, mas não adiantou. No fim do jogo o placar marcava 14x4 para o Monsenhor Gens, que venceu, na final, o Colégio Estadual José Matoso Maia Forte, da Praça Cruzeiro.

Na equipe do Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens, destaque para o conjunto, o espírito de grupo e a categoria do armador Eduardo Moreira, de 15 anos. O atleta também é jogador do Mauá/São Gonçalo e já disputou, inclusive, o Campeonato Brasileiro de Seleções de Handebol, defendendo o estado do Rio de Janeiro. No Colégio Matoso, destaque para Cláudio, um jogador de boa estatura, voluntarioso, habilidoso, que, se trabalhado, pode se destacar na prática do esporte.

Futuro promissor

A nossa reportagem conversou com Eduardo Moreira, que pretende ser profissional de Handebol e disse já estar se preparando para buscar melhores treinamentos em São Paulo. Sobre o resultado positivo nos JERBs, o atleta disse que a vitória do Monsenhor foi alcançada por conta do trabalho forte que é feito pelo professor Luis Gustavo Machado, o Popó, que treina regularmente a modalidade.
– Nós fazemos um trabalho muito forte. Não é o meu objetivo menosprezar ninguém, mas enquanto outras equipes se juntam para disputar os JERBs, nós treinamos desde o início do ano, duas vezes por semana e o resultado é esse – diz Eduardo.

Praticante de Handebol há quatro anos, antes de começar a praticar essa modalidade, Eduardo jogou Futsal, Basquete, mas diz que se encontrou realmente na prática do Handebol, modalidade que ele conheceu a convite de um amigo. “Fui jogando, participando de competições e pretendo seguir carreira. Sei que para evoluir mais, adiante terei que ir para São Paulo, porque o Rio de Janeiro não tem tradição na prática desse esporte”, comenta o atleta, que é fã do alemão Pascual Renzi (HSV Hamburg) e da húngara, Anita Gorbicz (Gyory).
– Esses atletas são referência para mim. No caso do Renzi, ele chuta muito bem de fora, é alto e muito preciso. Já a Anita Gorbicz é uma atleta extremamente inteligente. Eu me espelho muito nela, jogo com a camisa 13 igual a ela, e se eu chegar ao nível desses atletas, também chegarei a Seleção Brasileira, à Europa e quem sabe até consigo ajudar o Brasil conquistar a Olimpíada de 2016? – sonha acordado o handbolista.

“É possível”

O professor de Educação Cívica, Luis Gustavo Machado, o Popó, concorda que é possível Eduardo Moreira se tornar profissional, porque “é um atleta obstinado, que sabe o que quer. Acredito que ele pode sim sonhar com uma carreira, mas ele terá que sair do Rio de Janeiro, porque o Handebol aqui está muito distante do que é praticado em São Paulo e no Paraná, estados que oferecem melhor estrutura para os treinamentos desse esporte”, comenta Popó, que assegura ser o apoio da família fator determinante para o sucesso na carreira.

Ainda segundo Popó, não se pode praticar esporte pensando apenas em ganhar dinheiro. “Mas esse é um problemas que encontramos em muitos pais, que sempre estão pensando nessa questão. Eles esquecem que também é preciso pensar no desporto. Deixo, inclusive, um apelo aos políticos, porque ao contrário do que eles pensam, o investimento em esporte dá retorno e investir nessa direção é importante para alcançarmos uma sociedade que pensa no social e no cidadão, porque hoje, o objetivo é o voto”, alfinetou.

Artistas do Espetáculo

Para garantir o título masculino de Handebol, o Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens entrou em quadra com Matheus Cunha, Mateus Freitas, Gabriel Alves, Luiz Felipe, Victor, Bernard e Eduardo. Na suplência o Colégio Cenecista contou com Ramon, João Gabriel, Rafael, João Pedro e Pedro. Treinador: Luis Gustavo Machado (Popó).

Já o Colégio Estadual José Matoso Maia Forte formou com Mateus Guimarães, Gabriel, Sanderson, Cláudio, Pedro, Marcos Vinícius e João Paulo. Na suplência, Hugo, Rodrigo, Mateus Siqueira, Yago e Antonio Carlos. Treinador: Humberto Corrêa.

A terceira colocada, a Escola CRIAR, contou com Matheus, Gabriel, Lucas, Tiago, Rômulo, Rodrigo, Yago. Na suplência, Yan. A equipe também é orientada por Humberto Corrêa.

A arbitragem é da equipe de profissionais de Educação Física da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, organizadora dos jogos.

Favela da Rocinha... O que tem por trás do espetáculo?

Flávio Azevedo - Reflexões

Todas as vezes que eu vejo, no noticiário, as armas que são apreendidas nas favelas, eu fico me perguntando por que as autoridades não encerram as atividades da indústria de armas que abriram nessas comunidades. Depois eu me lembro que na favela não tem fábrica nenhuma, muito menos de armas. Aliás, segundo informações, o Brasil não fabrica armamento. Mas elas vêm de onde? Nascem nas árvores dos morros cariocas? Brotam do chão? Sobem os morros para fazer turismo?

Tudo bem que o crime e o tráfico devem ser combatidos... Mas como a demagogia impera nessas ocupações midiáticas e policiais! Quanto espetáculo por nada! Mas eu insisto! Essas armas chegam de que maneira às favelas? Alguém já perguntou isso às autoridades? E quem tem coragem de fazer essa pergunta, sobretudo ao governador, consegue espaço para isso?

Existe fiscalização eficiente da Guarda Costeira (Marinha) na Baia de Guanabara e nos portos Brasil a fora? A quantas anda a fiscalização do que entra e do que sai do nosso país, em nossos milhares de quilômetros de fronteiras terrestres? Por que será, que o número de policiais para isso é diminuto. Por que será que esses homens atuam sem a mínima condição de trabalho?

Na verdade, muitas perguntas não têm a resposta das autoridades. Por exemplo: quem lucra com o tráfico? Será que é realmente esse tal de Nem? É Fernandinho Beira Mar? (Tem certeza?) É Elias Maluco? Será que esses e outros personagens apresentados como inimigos públicos “número 1”... São, de verdade, “os caras” do tráfico? Desculpa a franqueza, mas eu entendo esses homens como garotos pobres da favela que não gostam de pegar no pesado (são preguiçosos) e resolvem trabalhar no tráfico, e para o tráfico, por perceberem que ganham mole nesse setor.

Mas eu insisto: será que os verdadeiros tubarões do tráfico e do crime organizado estão nas favelas? Eles moram nas favelas? Será que esses senhores que estão presos nos ditos presídios de segurança máxima (meninos que nem foram a escola)... Eles são realmente os donos desse negócio que movimento bilhões de dólares? Por que e para que existem as favelas? Por que nos forçam a acreditar que o pobre e o negro são os culpados? Quem está lucrando com essa profilaxia social?

Penso que alguém quer (e nos induz, através da mídia, a pensarmos assim) eu e você entendendo que a culpa dos males é do negro e do pobre! Esse alguém também trabalha para marginalizar as comunidades menos favorecidas. Mas espere um momento! Será que nas favelas só existem marginais, vagabundos, desocupados, ladrões e aproveitadores? A mídia informa que num universo de R$ 1 milhão de pessoas, nós encontramos meia dúzia de vagabundos? É justo rotular uma comunidade, por conta de quem nasceu socialmente deformado?

Eu também pergunto: Existe diferença entre o traficante Nem, e esses prefeitos da Região Serrana, que estão sendo cassados por que se apropriaram indevidamente do recurso que deveria reconstruir cidades como Teresópolis e Nova Friburgo? O fato de esses gestores públicos serem homens brancos, terem relações, serem gente importante, em cargos mais importantes ainda, os torna imunes aos efeitos da Justiça? Ou só é crime o tráfico de drogas, e quando é liderado por pessoas de origem pobre?

Nesse texto não pretendo sugerir, apenas indagar, questionar e fazer você pensar!

Imagens: G1

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Perfil falso nas redes sociais

Flávio Azevedo - Reflexões

Acho que o espírito frouxo das pessoas é muito maior que a "safadeza" e a corrupção delas. Percebe-se que as pessoas escondidas atrás de um perfil falso nas redes sócias estão indignadas com alguma coisa geralmente relacionada à política ou aos políticos. Muitos até tem lá as suas razões, mas usam um perfil onde não se identificam!

Sem querer ofender ninguém (aliás, geralmente só escrevem verdades), eu penso que essas pessoas iriam contribuir muito mais caso se apresentassem sem uma “máscara” (o perfil falso)! Aliás, tem um monte de gente recorrendo a esse expediente, o que eu acho que apenas contribui para a permanência de tudo que dizem precisar ser mudado.

A maior parte das pessoas que agem assim são funcionários públicos que sabem de várias coisas que precisa mudar, mas tem medo de falar e perder horas extras, diárias (às vezes, não trabalhadas)... Ou algum tipo de benefício, geralmente, irregular, mas acariciado!

É o exemplo clássico do indivíduo que exige a mudança nos outros, menos nele. O cara vê corrupção em tudo e em todos, mas não olha para o próprio umbigo. Sendo assim, não percebe que está contribuindo para manter aquilo que ele diz detestar. A mudança tem que começar aí, porque do contrário, nós estaremos enxugando gelo!

Dialogando com um deles, descubro que alguns não estão preocupados com P* nenhuma! Querem é catimbar, tumultar e arranjar confusão! Conheço esse tipo de gente! O objetivo não é pedagógico. Ou seja, não estão pensando em construir, querem apenas destruir!

Lamentavelmente esse é um direito que o Facebook assiste, mas eu dialogava com alguns, por pensar que assim como os demais, eram pessoas preocupadas com Rio Bonito, com os nossos filhos e com os nossos netos. Como não estão pensando nisso, eu encerrei a discussão. Diante da afirmativa de que o tal perfil falso não comentaria mais os meus posts (que coisa!), eu disse que não faria diferença, porque eu me enganei sobre ele!

Confesso que eu até respeitava alguns, porque julgava serem pessoas OPRIMIDAS, mas pela fala, eu vejo que, na verdade, elas são OPRESSORAS, apenas ainda não tiveram a oportunidade para OPRIMIR alguém! Ou seja, se forem colocadas no lugar de quem está criticando, certamente fará igual!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Prisão do traficante Nem da Rocinha sucita o debate do bom e do mau policial

Flávio Azevedo - Reflexões

Eu quero aproveitar o alcance do Facebook para parabenizar os policiais civis Carlos Daniel Ferreira Dias (Delegacia de Combate aos crimes contra a Saúde Pública); Carlos Renato Rodrigues Tenório e Wagner de Souza Neves (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas); e o policial militar reformado José Faustino Silva, que foram presos na Favela da Rocinha fazendo a segurança do traficante Nem, capturado no último dia 10/11.

Com esses homens, os policiais militares do Batalhão de Choque encontraram R$ 121 mil, €$155 mil, em espécie, além de jóias. Esses policiais presos seguiam a função de proteger o cidadão e mostram que são pessoas livres de qualquer preconceito, porque estavam na favela, dando segurança a um dos seus mais ilustres cidadãos, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

As minhas congratulações também, aos dois advogados e ao suposto cônsul honorário do Congo (não era cônsul nada, eram apenas fanfarrões), que deram uma carteirada nos PMs com as suas imunidades diplomáticas, na verdade, com o único objetivo de tentar tirar o cliente (Nem) do país. Mas nesse dia não valia arrego! O negócio era à vera!

O traficante estava escondido no porta-malas do carro desses personagens. Nem levava consigo uma bolsa com €$ 50 mil, em espécie, uma grana provida dos drogados Brasil afora, a quem nós agradecemos o benefício de custear o tráfico e tudo que tem por trás dessa organização que é mundial e globalizada!

Aliás, eu estou curioso para saber o que tanto os bandidos queriam fazer na 15ª DP (Gávea). Através do noticiário, nós descobrimos dois policiais civis de Maricá queriam levar o traficante para a referida delegacia (15ª), e não à Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá.

Tem carne embaixo desse angu!

Policiais do bem

O tenente Disraeli Gomes (E), de 32 anos, está há dez na Polícia Militar. Na quarta à noite, ele comandava a operação de cerco à Rocinha. Ao reconhecerem nele a mesma farda usada, no passado, por dois ex-PMs presos horas antes daquele dia escoltando bandidos na Gávea, três pessoas num Corolla arriscaram a sorte. “Temos ali no porta-malas R$ 1 milhão, mas é dinheiro de evasão de divisas. Podemos conversar”, disse um dos suspeitos, tentando persuadir o tenente a não abrir o compartimento onde o traficante Nem se mexia.

Disraeli ganha R$ 3,5 mil líquidos por mês e não vive num mar de rosas. Na mesma equipe, havia outros policiais em situação financeira ainda menos favorável. O cabo André Souza, de 39 anos, está há nove anos na corporação. Recebe R$ 1,7 mil líquidos, tem um filho de 15 anos que estuda em escola pública, não tem carro nem casa própria. “Vamos para a Polícia Federal”, disse Disraeli, que estava com a equipe na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea. Os policiais não abriram o porta-malas porque o motorista se dizia cônsul.

A esses senhores o nosso respeito. Eles nos motivam a ter esperança. Por conta de pessoas dessa natureza é que eu continuo acreditando que a luz que vejo no fim do túnel não é um trem que se aproxima a toda velocidade!

A banda podre

Até ser preso no final da tarde de quarta-feira escoltando traficantes da Rocinha, o policial civil Carlos Daniel Ferreira Dias, lotado desde agosto na Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública, era uma referência na polícia em assuntos ligados à investigações da quadrilha de Nem. Em 2006, quando era inspetor da 15ª DP (Gávea) — ele ficou cinco anos na distrital —, Daniel foi responsável por dezenas de investigações que resultaram em mandados de prisão de traficantes da Rocinha. Ninguém imaginava, no entanto, que ele também estava na folha de pagamento do bandido.

Em um inquérito instaurado pela 15ª DP, em janeiro de 2006, e que tramita na 33ª Vara Criminal, o inspetor Daniel é responsável pelo relatório de investigação que resultou em mandados de prisão para bandidos da quadrilha. No documento, Nem é citado como chefe do tráfico da favela, ao lado de João Rafael da Silva, o Joca, que está preso. Além deles, são citados ainda vários seguranças dos pontos de venda de drogas. Ainda há menções a seguranças, gerentes e abastecedores da Rocinha.

"O primeiro contato, em geral, é estabelecido com o traficante Antônio Lopes, o qual tem a função de receber visitantes (traficantes) de outras comunidades, determinar diretamente aos seus subordinados que realize estes ou aqueles atos direcionados a atividade de tráfico de entorpecentes", diz Daniel, em seu relatório sobre a Rocinha.

Tolerância zero para álcool e direção

Flávio Azevedo - Reflexões


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou na última quarta-feira (9/11), em caráter terminativo (sem necessidade de ir a plenário), um projeto de lei que torna mais rigoroso o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) contra os motoristas que dirigirem alcoolizados. O projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. A justificativa do projeto, de autoria do senador capixaba, Ricardo Ferraço, diz que o texto é inspirado em proposta do Detran-ES, que prevê “tolerância zero” de álcool para condutores de veículos.

O texto aprovado na comissão do Senado torna crime conduzir veículos “sob influência de álcool ou substância psicoativa”. Atualmente, é permitido dirigir com até seis decigramas de álcool por litro de sangue.

O texto original previa punição no caso de “qualquer concentração de álcool ou substância psicoativa” no sangue. Emenda de redação apresentada pelo senador goiano Demóstenes Torres retirou do texto a expressão “qualquer concentração” (como tem bebum no alto escalão!). O senador disse que apresentou a emenda para “facilitar a aprovação do projeto”. Aliás, como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa, sempre aparece um ILUMINADO para estragar o projeto inicial (o espertíssimo Francisco Dornelles salvou os fichas sujas!).

Mesmo assim, segundo a interpretação de Torres, o texto mantém a proibição de álcool no sangue para motoristas. Segundo ele, como o texto não determina um nível específico de álcool no sangue, nenhum teor é permitido (já vi esse filme!).

Para o senador remendão, a expressão “qualquer concentração” era “só um capricho” e foi removida depois que a senadora Marta Suplicy (aquela do “relaxa e goza”!) questionou se um bombom com recheio de licor poderia prejudicar um motorista. “A palavra 'qualquer' era um capricho, mas fica a mesma coisa", declarou o senador. O autor do projeto não quis polemizar o remendo e declarou que a mudança não altera a intenção do projeto, que é de proibir qualquer quantidade de álcool.

Outra novidade no texto aprovado no Senado diz respeito às punições aplicadas aos condutores alcoolizados. Agora, a partir de nova emenda do senador Demóstenes Torres – também aprovada pela Comissão –, no caso do condutor causar morte de terceiros, a pena subirá para 16 anos, com prescrição em 20 anos.

Atualmente, o Código de Trânsito prevê que praticar homicídio culposo (quando não dá intenção de matar) na direção de veículo automotor pode causar “detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor”.

O bafômetro é outra coisa polêmica, mas de acordo com o projeto aprovado no Senado, caso o motorista se recuse a fazer o teste, a prova pode ser obtida por testemunho, imagens ou outros documentos admitidos na legislação brasileira. “Está lá o sujeito trocando as pernas e não quer fazer teste do bafômetro. Então essa prova (testemunhal, de ver o motorista bêbado) substitui a prova que ele se negou a fazer”, disse o senador Demóstenes Torres, que nessa confesso que ele mandou muito bem.

A foto acima é de um BMW que bateu em um poste na madrugada do último dia 10 de novembro na Avenida Paulo Faccini, em Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, apenas o veículo se envolveu no acidente, e não houve feridos. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ele passou por um exame clínico, que não constatou embriaguez. O condutor foi liberado e o caso registrado como acidente de trânsito no 1º Distrito Policial de Guarulhos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fluminense de luto! Morre Ézio “o super herói tricolor!

Flávio Azevedo

Faleceu na noite desta quarta-feira o ex-atacante Ézio Leal Moraes Filho, o Super Ézio, ídolo do Fluminense na década de 90 e nono maior artilheiro da história do clube, por onde marcou 118 gols em 238 jogos. O ex-artilheiro estava internado em um hospital de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, por causa de um câncer no pâncreas. O velório será realizado nesta amanhã (10/11) nas Laranjeiras, entre 9h e 15h.

Jogador do Fluminense entre 1991 e 1995, e também com passagens por clubes como Atlético-MG, Bangu, Olaria e Americano, Ézio descobriu a doença em outubro de 2010, mas só deu publicidade a ela no início de setembro. Apesar dos diversos tratamentos, o câncer avançou e se tornou incontrolável. À época, o atacante Fred lembrou o ídolo da torcida entrando em campo com uma camisa com o nome de Ézio. O jogo foi no último dia 11 de setembro contra o Corinthians. O FLU venceu a partida, coincidentemente com gol de Fred.

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, decretou três dias de luto pelo falecimento do ídolo.

Carrasco do FLA

Contratado no tempo do “Bom, Bonito e Barato”, o ex-atacante logo caiu nas graças da torcida com seus os seus gols e ganhou o apelido de Super Ézio do então radialista Januário de Oliveira (aquele que narrava falando: “tá lá um corpo estendido no chão”). Sua marca registrada eram os gols sobre o rival rubro-negro. Ao todo ele marcou 12, número que faz dele o terceiro maior artilheiro da história do clássico, atrás apenas de Zico (Fla, anos 70 e 80, 19 gols) e Hércules (Flu, anos 30, 15 gols). Ele encerrou a carreira em 1998, após uma série de lesões.

No fim de agosto, o ex-zagueiro Pinheiro, de 79 anos, segundo jogador que mais vestiu a camisa do Fluminense, com 605 jogos entre 1949 e 1963, também faleceu vítima de um câncer.

“Música, Cultura e Arte” recebe violonista Bruno Reis

Flávio Azevedo

O evento cultural “Música, Cultura e Arte”, que é promovido pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura de Rio Bonito, na Pinacoteca Municipal Antonio Benevides Filho, no Centro, recebeu ontem o violonista Bruno Reis. O evento acontece sempre às terças-feiras, a partir das 20h30min. A entrada é franca.

De acordo com o organizador Dawson Nascimento, a cada semana o local recebe um músico diferente, que além das apresentações, conta um pouco da sua história e interage com o público. É a Cultura ainda respirando em nossa cidade!

PM deflagrou nova operação ontem em Rio Bonito

Flávio Azevedo

Cumprindo a determinação do tenente-coronel Wagner Nunes, do 35º BPM, policiais militares deflagraram, ontem (8/11), nova blitz nas ruas de Rio Bonito. A operação havia sido anunciada na reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), da última segunda-feira (7/11). Segundo um dos policiais que estava na operação, o que contribuiu para que a operação fosse desencadeada foram os muitos assaltos que estão acontecendo nas noites riobonitenses.

Além das motos da PM, dois carros da polícia foram posicionados nas entradas da cidade em Praça Cruzeiro e Boqueirão. A operação começou às 14h e terminou à meia-noite. Flagramos o veículo que conduz as motos irregulares para o depósito da PM em São Gonçalo, na Av. Castelo Branco, por volta das 21h30min, com 12 motos que foram apreendidas.

Durante a reunião do CCS, o tenente-coronel disse que haverá rigor no combate a criminalidade, os veículos que estiverem irregular serão fiscalizados e a polícia dará uma atenção especial às noite riobonitense. “Principalmente a noite, nós estaremos em alerta permanente. Estamos sabendo da ação criminosa de marginais, que estão assaltando pessoas para roubarem os seus carros e vamos nos empenhar nisso. Essa é minha determinação para o capitão Castro, comandante da 3ª CIA da PM de Rio Bonito”, disse.