segunda-feira, 9 de maio de 2011

Um outro olhar sobre a união homossexual

Por Flávio Azevedo

Se muitos comemoram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a união homoafetiva, há dia atrás, outros segmentos, sobretudo os religiosos, ainda se mostram resistentes em relação a novidade. Sobre ese tema, que sempre vai gerar polêmica, anteriormente eu escrevi um texto racional, a luz da democracia e da liberdade de pensamento.

Entretanto, como o assunto mostra que esse é um tema que ainda não foi superado, nos decidimos escrever uma crônica sob novo olhar. Vale lembrar que muitos dos contrários a decisão do STF pensam dessa maneira por preconceito, homofobia, e até, intolerância. Por outro lado, também podemos afirmar que as raízes das opiniões contrárias a suprema corte também podem estar sendo norteada à luz da Bíblia, livro que ara o bom entendedor pde ser utilizado

Penso ser interessante a leitura do primeiro capítulo do livro de Romanos. A parte mais significativa, a partir do verso 24, diz assim:

24 – Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;

25 – Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.

26 – Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.

27 – E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.

28 – E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;

29 – Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;

30 – Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;

31 – Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;

32 – Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

Ou seja, o assunto é polêmico, provoca debates acalorados, mas não pode ser dominado pela intransigência e/ou pela intolerância.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A união homoafetiva está regulamentada

Flávio Azevedo

Analisando a História, nós percebemos que no século XVI, o mundo se dividiu em dois paradigmas, o moderno e o tradicional. Os países que optaram pela modernidade cresceram e se desenvolveram. Nessas nações, as indústrias proliferaram e os conceitos de Ética, Política, Direito e Religião se modificaram. Podemos citar, por exemplo, a Inglaterra.

Entretanto, nos territórios onde prevaleceu o paradigma tradicional, as ideias iluministas e renascentistas não foram aceitas e chegaram a ser excomungadas. Nesses países, onde está inserido Portugal, o homem era regido por conceitos baseados na filosofia da igreja – leia-se catolicismo.

Resultado: na América do Norte, o EUA se torna independente através da luta dos pioneiros (todos ingleses), que assumiram a nação mantendo a modernidade do país de origem: Inglaterra. Já na América do Sul, o Brasil se torna independente através de pioneiros (todos portugueses) que assumiram o país mantendo a tradição e defendendo valores anacrônicos.

Hoje, cerca de 200 anos depois, a potência do Norte (EUA) é o que conhecemos. Uma nação consolidada e dona da maior economia do planeta. Já a potência do Sul (BRASIL), nós também conhecemos. Uma nação que só muito recentemente está se conscientizando da sua patente desigualdade. Enquanto o EUA é reconhecido como potência pela cabeça (inteligência), o BRA é reconhecido como potência pela bunda (samba) e pelos pés (futebol). Mas isso está mudando!

No último dia 5 de maio, por exemplo, finalmente vimos o Supremo Tribunal Federal (STF) tomar uma decisão fora do paradigma tradicional. Isso nos faz acreditar num estado laico, mas que – como acontece nas repúblicas mais importantes do mundo – defende o direito a liberdade religiosa e de expressão! Decisões dessa natureza nos fazem ter esperança num Brasil realmente democrático e num estado verdadeiramente de direito.

Supremo Tribunal Federal reconhece união homoafetiva

Minha Opinião:

Finalmente o STF toma uma decisão fora do paradigma tradicional. Isso nos faz acreditar num estado laico, mas que – como acontece nas repúblicas mais importantes do mundo – defende o direito a liberdade religiosa e de expressão! Decisões como essa nos faz ter esperança num Brasil verdadeiramente democrático.


O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, no último dia 5 de maio, a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Na prática, as regras que valem para relações estáveis entre homens e mulheres serão aplicadas aos casais gays. Com a mudança, o Supremo cria um precedente que pode ser seguido pelas outras instâncias da Justiça e pela administração pública.

O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, concluiu a votação pedindo ao Congresso Nacional que regulamente as consequência da decisão do STF por meio de uma lei. “O Poder Legislativo, a partir de hoje, tem que se expor e regulamentar as situações em que a aplicação da decisão da Corte seja justificada. Há, portanto, uma convocação que a decisão da Corte implica em relação ao Poder Legislativo para que assuma essa tarefa para a qual parece que até agora não se sentiu muito propensa a exercer”, afirmou Peluso.

De acordo com o Censo Demográfico 2010, o país tem mais de 60 mil casais homossexuais, que podem ter assegurados direitos como herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, licença médica, inclusão do companheiro como dependente em planos de saúde, entre outros benefícios.

Em mais de dez horas de sessão, os ministros se revezaram na defesa do direito dos homossexuais à igualdade no tratamento dado pelo estado aos seus relacionamentos afetivos. O julgamento foi iniciado na quarta-feira (4) para analisar duas ações sobre o tema propostas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

Em seu voto, o ministro Ayres Britto (foto), relator do caso, foi além dos pedidos feitos nas ações que pretendiam reconhecer a união estável homoafetiva. Baseada nesse voto, a decisão do Supremo sobre o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo pode viabilizar inclusive o casamento civil entre gays, que é direito garantido a casais em união estável.

A diferença é que a união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal, e o casamento civil é um contrato jurídico formal estabelecido entre suas pessoas.

A lei, que estabelece normas para as uniões estáveis entre homens e mulheres, destaca entre os direitos e deveres do casal o respeito e a consideração mútuos, além da assistência moral e material recíproca.

Efeitos da decisão

A extensão dos efeitos da união estável aos casais gays, no entanto, não foi delimitada pelo tribunal. Durante o julgamento, o ministro Ricardo Lewandowski foi o único a fazer uma ressalva, ao afirmar que os direitos da união estável entre homem e mulher não devem ser os mesmos destinados aos homoafetivos. Um exemplo é o casamento civil.

“Entendo que uniões de pessoas do mesmo sexo, que se projetam no tempo e ostentam a marca da publicidade, devem ser reconhecidas pelo direito, pois dos fatos nasce o direito. Creio que se está diante de outra unidade familiar distinta das que caracterizam uniões estáveis heterossexuais”, disse Lewandowski.

“Não temos a capacidade de prever todas as relações concretas que demandam a aplicabilidade da nossa decisão. Vamos deixar isso para o caso a caso, nas instâncias comuns. A nossa decisão vale por si, sem precisar de legislação ou de adendos. Mas isso não é um fechar de portas para o Poder Legislativo, que é livre para dispor sobre tudo isso”, afirmou o relator do caso, ministro Ayres Britto.

"Esse julgamento marcará a vida deste país e imprimirá novos rumos à causa da homossexualidade. O julgamento de hoje representa um marco histórico na caminhada da comunidade homossexual. Eu diria um ponto de partida para outras conquistas", afirmou o ministro Celso de Mello.

Julgamento

No primeiro dia de sessão (quarta-feira, 4), nove advogados de entidades participaram do julgamento. Sete delas defenderam o reconhecimento da união estável entre gays e outras duas argumentaram contra a legitimação.

A sessão foi retomada, na quinta (5), com o voto do ministro Luiz Fux. Para ele, não há razões que permitam impedir a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele argumentou que a união estável foi criada para reconhecer “famílias espontâneas”, independente da necessidade de aprovação por um juiz ou padre.
“Onde há sociedade há o direito. Se a sociedade evolui, o direito evolui. Os homoafetivos vieram aqui pleitear uma equiparação, que fossem reconhecidos à luz da comunhão que tem e acima de tudo porque querem erigir um projeto de vida. A Suprema Corte concederá aos homoafetivos mais que um projeto de vida, um projeto de felicidade”, afirmou Fux.

“Aqueles que fazem a opção pela união homoafetiva não podem ser desigualados da maioria. As escolhas pessoais livres e legítimas são plurais na sociedade e assim terão de ser entendidas como válidas. (...) O direito existe para a vida não é a vida que existe para o direito. Contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Preconceito

O repúdio ao preconceito e os argumentos de direito à igualdade, do princípio da dignidade humana e da garantia de liberdade fizeram parte das falas de todos os ministros do STF.

“O reconhecimento hoje pelo tribunal desses direitos responde a grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida. As sociedades se aperfeiçoam através de inúmeros mecanismos e um deles é a atuação do Poder Judiciário”, disse a ministra Ellen Gracie.

“Estamos aqui diante de uma situação de descompasso em que o Direito não foi capaz de acompanhar as profundas mudanças sociais. Essas uniões sempre existiram e sempre existirão. O que muda é a forma como as sociedades as enxergam e vão enxergar em cada parte do mundo. Houve uma significativa mudança de paradigmas nas últimas duas décadas”, ponderou Joaquim Barbosa.

O ministro Gilmar Mendes ponderou, no entanto, que não caberia, neste momento, delimitar os direitos que seriam consequências de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. “As escolhas aqui são de fato dramáticas, difíceis. Me limito a reconhecer a existência dessa união, sem me pronunciar sobre outros desdobramentos”, afirmou.
Para Mendes, não reconhecer o direitos dos casais homossexuais estimula a discriminação. “O limbo jurídico inequivocamente contribui para que haja um quadro de maior discriminação, talvez contribua até mesmo para as práticas violentas de que temos noticia. É dever do estado de proteção e é dever da Corte Constitucional dar essa proteção se, de alguma forma, ela não foi engendrada ou concedida pelo órgão competente”, ponderou.

Duas ações

O plenário do STF concedeu, nesta quinta, pedidos feitos em duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

A primeira, de caráter mais amplo, pediu o reconhecimento dos direitos civis de pessoas do mesmo sexo. Na segunda, o governo do Rio queria que o regime jurídico das uniões estáveis fosse aplicado aos casais homossexuais, para que servidores do governo estadual tivessem assegurados benefícios, como previdência e auxílio saúde.

O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento das ações. Ele se declarou impedido de votar porque, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.

Fonte: G1

Homem é preso com meio quilo de maconha em Rio Bonito

Flávio Azevedo

Policiais militares da 3ª Companhia de Polícia Militar de Rio Bonito (35º BPM) prenderam por volta das 19h45min desta quinta-feira (5), na Rua Antonio Mansur, no Centro da cidade, Augusto Ferreira Correa, de 25 anos, morador do Centro. Com ele a polícia encontrou cerca de ½ quilo de maconha, uma mini-balança digital, um revolver de ar comprimido, dois celulares e R$ 50,00.

Augusto estava acompanhado de Juliana Grativol Boher, de 18 anos, que na 119ª DP, onde o caso foi registrado, se apresentou como sua esposa. O acusado isentou a companheira de qualquer tipo de envolvimento com as drogas e afirmou que o entorpecente era para o seu consumo pessoal.

No momento da abordagem o casal estava na moto Honda, placa KMW 6317 (Rio Bonito), que foi apreendida para averiguação, embora, segundo os policiais, o veículo estivesse com a documentação regularizada.

De acordo com o cabo Ferreira, baseados em informações de outros usuários de drogas, a polícia, já há algum tempo, observava os passos de Augusto. “Hoje, nós decidimos fazer a abordagem. Durante a revista nós encontramos a droga. Depois de anunciarmos a prisão, ele nos levou a sua casa, onde encontramos mais entorpecentes”, contou o policial.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Rio Bonito ganha Delegacia Legal

Flávio Azevedo

Sete anos depois de ser iniciada, na Mangueirinha, a Delegacia Legal (DL) de Rio Bonito finalmente foi inaugurada. O prédio, porém, mudou de lugar. A DL foi construída na esquina da rua Rua Liane Kleinsorgen Bernardo Soares com a Via Verde, estrada que liga o Green Valley ao Terceiro Distrito. O governador Sérgio Cabral, acompanhado do prefeito José Luiz Antunes inaugurou o prédio por volta das 11h30min, de hoje (terça-feira/4 de maio).

De acordo com Cabral, as delegacias são importantes para dar dignidade à população e ao policial. “A nossa preocupação é sempre com a qualidade do serviço público. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, pudemos adquirir um empréstimo para a construção de equipamentos na área da segurança. Vamos investir R$ 10 milhões em diversos setores nas cidades que serão beneficiadas com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o Arco Metropolitano” disse o governador.

O prefeito José Luiz Antunes ressaltou que a nova unidade policial beneficiou duplamente a população de Rio Bonito. “A 119ª Delegacia de Polícia seria construída no segundo andar do Complexo de Saúde de Rio Bonito, que agora vai receber o Centro de Tratamento do Coração”, comentou.

Vereador e assessor são mortos em pizzaria de Cabo Frio


O vereador Aires Bessa (foto), de 70 anos, e um assessor foram mortos a tiros no fim da noite desta terça-feira (3 de maio), em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. As informações foram confirmadas pela Polícia Militar. Segundo o comandante do 25º BPM (Cabo Frio), tenente-coronel Samir Vaz Lima, as vítimas foram baleadas por dois homens numa moto.

O crime aconteceu por volta das 23h, no distrito de Unamar. De acordo com o comandante Samir Vaz Lima, testemunhas contaram que o vereador e o assessor jantavam com outros dois homens, quando foram abordados por dois suspeitos numa moto, que usavam uma toca e capacete.

Um dos criminosos se aproximou da mesa onde estava o vereador e atirou contra o assessor. Ainda segundo o comandante, um dos tiros atingiu o ombro de Aires Bessa, que morreu na hora. Houve correria. Os criminosos fugiram em seguida na moto. O assessor chegou a ser levado para um hospital, mas já estava morto.

Peritos estiveram no local do crime. O corpo do vereador foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Cabo Frio. As duas pessoas que faziam companhia às vítimas prestaram depoimento na 126ª DP (Cabo Frio), onde o caso foi registrado. A polícia ainda investiga as causas do crime.

Sétimo mandato

Segundo o site da Câmara dos Vereadores de Cabo Frio, o vereador Aires Bessa pertencia ao PSDB e estava no sétimo mandato. Nas últimas eleições, ele foi eleito com mais de 3,3 mil votos. Aires nasceu no município da Região dos Lagos e era casado.

Fonte: G1

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sérgio Cabral inaugura delegacia legal de Rio Bonito e outros dois municípios amanhã


O governador Sérgio Cabral (PMDB) inaugura na nesta quarta-feira (4/05), a 67ª Delegacia Legal de Guapimirim (às 9h), a 70ª DP de Tanguá (às 10h) e a 119ª DP de Rio Bonito (às 11h). Com investimento de R$ 5.107.216,97 nestas três unidades o Programa Delegacia Legal completará 125 unidades implantadas em todo o Estado do Rio de Janeiro.

A 67ª Delegacia Legal de Guapimirim (Estrada do Bananal, 1.919, Centro) é uma unidade de médio porte, com uma área total de 307,72 m² e construída de 307,72m², distribuída em dois pavimentos. As obras da nova unidade e os equipamentos tiveram um custo de R$ 1.633.232,74.

A 70ª Delegacia Legal de Tanguá (Rua Firmino Francisco Leite s/nº, Centro) é uma unidade de pequeno porte, com uma área total de 1.384m² e construída de 238,73m², distribuída em dois pavimentos. As obras da nova unidade e os equipamentos tiveram um custo de R$ 1.593.581,49.

A 119ª Delegacia Legal de Rio Bonito (Rua Liane Kleinsorges Bernardo Soares com Estrada Municipal de Cachoeira dos Bagres) é uma unidade de pequeno porte, com uma área total de 872m² e construída de 293,93m², distribuída em dois pavimentos. As obras da nova unidade e os equipamentos tiveram um custo de R$ 1.880.402,74.

Nas três unidades, foram usadas técnicas modernas de construção civil, através da substituição das vigas de concreto armado por estruturas metálicas, e também foi usada laje do tipo steel-deck (lâminas de aço tratadas com materiais químicos para evitar a corrosão). O novo padrão, além da velocidade, reduz o custo das obras.

As três novas delegacias legais terão computadores conectados a central de dados do Programa Delegacia Legal, além de impressoras, switch, roteador, scanner e câmera. As unidades terão atendentes universitários da área de serviço social e psicologia com experiência em atendimento ao público, além do síndico, que é um técnico não policial que cuida da manutenção predial, do estoque de materiais e de funcionamento de equipamentos. As delegacias serão compostas por setor de investigação, além de sala de escuta, duas salas de custódia, copa, sala de repouso e sanitários para o público, como também adaptações para portadores de deficiências.

EMES foi destaque no prêmio "Construindo a Nação"

Flávio Azevedo

O Espaço Municipal de Ensino Supletivo (EMES) de Rio Bonito conquistou a segunda colocação do Prêmio Construindo a Nação de 2011, que é oferecido pelo Instituto da Cidadania Brasil. O evento aconteceu na tarde do último dia 12 de abril, no auditório da FIRJAN e SESI, na Tijuca, no Rio de Janeiro. A premiação do EMES foi referente à categoria “Melhores Projetos de Cidadania 2010”, desenvolvido com alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos), matriculados na unidade. A diretora do EMES, Suely de Paula recebeu a premiação.

As representantes do EMES receberam um totem, um relógio de parede e uma placa de homenagem e agradecimento pelo trabalho social e educativo que a unidade desenvolveu em conjunto com seus alunos e colaboradores, o que, segundo os organizadores do prêmio, contribuiu para o Desenvolvimento da Cidadania no Brasil.
A coordenadora do projeto, Teresa Falcão valorizou a conquista do EMES, destacando que a unidade concorreu com várias escolas privadas da Zona Sul do Rio de Janeiro e aconselhou que a diretoria do EMES continue participando.

O projeto

A premiação é destinada a escolas públicas e privadas de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), legalmente constituídas. O prêmio objetiva desenvolver projetos de ação que contemplem temas que estejam voltados à cidadania e tenha a participação efetiva dos estudantes em todas as suas etapas. Ao apresentar o projeto, a escola deverá relacionar todas as suas fases – estudo, concepção, diagnóstico, planos de ação e avaliação documentadas (relatórios, pesquisas, documentação fotográfica, etc).

Projeto Cidade Digital é apresentado na Câmara de Rio Bonito

Por Flávio Azevedo

Um projeto que pode revolucionar o acesso a internet em Rio Bonito, e que, certamente, dará agilidade e rapidez aos serviços que dependem dessa ferramenta, é a proposta do Projeto Cidade Digital, que foi apresentado aos vereadores riobonitenses depois da sessão da última terça-feira (26). Acompanhado do secretário municipal de Fazenda, Marcelo Lessa, o Dr. Igor Oliveira, responsável pela implantação da novidade, apresentou o projeto aos edis e pediu a sua aprovação, quando ele for enviado pelo poder Executivo ao parlamento municipal.

Inicialmente, o Projeto Cidade Digital já havia sido apresentado a empresários e gestores municipais de Rio Bonito e Tanguá, no dia 30 de junho de 2010, num evento que aconteceu no Esporte Clube Fluminense. Na ocasião, uma equipe da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), trouxe esclarecimentos sobre o projeto, que tem como principal proposta, auxiliar a construção de um modelo de gestão digital para a Prefeitura do município.

Professor e coordenador do Núcleo de Engenharia da UFF, o Dr. Igor Oliveira iniciou a palestra destacando que o Projeto Cidade Digital não é apenas levar a internet a casa das pessoas. Segundo ele, a partir da implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, Rio Bonito está dentro de um eixo importante do desenvolvimento do estado.

– Se a nossa região não desenvolver o conhecimento, nós vamos criar bolsões de miséria. Na primeira Revolução Industrial, nós tínhamos a terra, o trabalho e o capital. Agora, com a tecnologia, nós temos, além da terra, do trabalho e do capital, o conhecimento. É importante saber que os investimentos precisam seguir essa direção – alertou o Oliveira.

O professor esclareceu que não é só o poder Legislativo está convidado a analisar, debater, criticar e participar do processo de implantação da “Cidade Digital”. “O munícipe tem que participar. Não adianta modernizar apenas a máquina pública. O cidadão também precisa acompanhar esse processo”, ponderou Oliveira, destacando que esses investimentos estão sendo estimulados por fontes importantes como, por exemplo, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Rio Bonito, segundo o professor, receberá investimentos iniciais, para a implantação do projeto, da ordem de R$ 1,5 milhão que deverão ser empregados na modernização da máquina pública.

– Mas esse recurso adicional está condicionado a uma receita extra-orçamentária de R$ 15 milhões. A Prefeitura tem 24 meses para alcançar essa receita. Mas como isso pode acontecer? Trabalhando desempenho, que pode ser alcançado através de gestão, transparência e democratização; e desenvolvimento, onde se trabalha com planejamento e estratégia – orientou.

Sobre o ganho da UFF no fomento a esse projeto, o professor revelou que o ganho da instituição é o Índice de Desenvolvimento da Gestão Municipal (IDGM), que será criado em 2013, para caminhar junto com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Enquanto o IDH observa o desenvolvimento da Saúde Pública, por exemplo, o IDGM vai observar o desempenho da Secretaria de Saúde. Ou seja, esses instrumentos vão analisar os níveis de atividade, efetividade, excelência e execução, que serão percebidos através da utilização da ciência e da tecnologia”, concluiu.

José Luiz visita Unacon e projeta Rio Bonito como referência em Saúde

Por Flávio Azevedo

Acompanhado do vice-prefeito Matheus Neto (DEM) e da secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra, o prefeito José Luiz Antunes (DEM), visitou no último dia 19 (terça-feira), as instalações da Unidade de Assistência de Alta Complexidade Oncológica (Unacon), que vai funcionar no Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), no antigo ambulatório Romário Muniz. A obra, que está em fase de acabamento, foi apresentada ao prefeito pelo diretor médico da unidade, o médico Marcelo Pereló. A Unacon de Rio Bonito será referência da região em atendimento de pacientes com câncer e começa funcionar nas próximas semanas.

No fim da visita, o chefe do Executivo estava impressionado com a estrutura da unidade. Ele ressaltou os benefícios que a Unacon vai proporcionar aos munícipes e comemorou a implantação de mais um equipamento importante para a Saúde do município. O prefeito também agradeceu a direção da Onko Sol, empresa que viabilizou a implantação da Unacom, dizendo que “eles acreditam em Rio Bonito e estão investindo na nossa cidade”.

– Dias atrás nós inauguramos a Sala de Amamentação e Posto de Coleta de Leite Humano, no Ambulatório Municipal Manoel Loyola Silva Júnior. Nos próximos dias, nós vamos realizar um sonho antigo, que é ter em Rio Bonito, uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). E quase ao mesmo tempo, nós vamos ganhar esse Unacon, que vai permitir um tratamento mais digno e humano aos riobonitenses que lutam contra o câncer – analisou José Luiz que também destacou a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em setembro de 2010.

Para o prefeito, o HRDV tem participação importante nessa nova dinâmica que a secretária Maria Juraci e o vice-prefeito Matheus Neto estão dando a área de Saúde do município. “A partir do funcionamento da UTI, que contou com recursos da Prefeitura, o HRDV vai chegar a um patamar de excelência, e isso, certamente, vai alavancar o setor”. Ainda segundo José Luiz, a boa gestão do HRDV se reflete no seu fortalecimento. “O hospital conta com uma diretoria competente, dedicada e isso permitirá importantes ganhos para o cidadão riobonitense”.

– Rio Bonito está comemorando nesse mês de maio, 165 anos de emancipação político-administrativa. Para comemorar essa data, nós preparamos uma vasta programação. Eu, porém, acho que esses são os grandes presentes que a cidade está ganhando. A partir de agora, o riobonitense vai poder cuidar da sua saúde de forma digna e sem depender do costumeiro favorzinho – disparou.

Já o vice-prefeito Matheus Neto ressaltou a qualidade da Saúde que está sendo oferecida aos riobonitenses. “Independente de classe social, todas as pessoas são contribuintes e tem direito a um atendimento digno. Eu destaco que as pessoas serão atendidas no mesmo lugar, entrarão e sairão pela mesma porta e terão um tratamento igual”. Matheus voltou a dizer que o grande desafio da administração municipal é estender essa excelência a rede básica de Saúde.

– Estamos fazendo um trabalho que nos enche de satisfação. A UPA, o HRDV e em breve, a UTI, e a Unacon. Eu tenho certeza que a partir dessas conquistas nós conseguiremos estender essa dinâmica ao Ambulatório Municipal (Loyola) e a toda rede básica de Saúde, o que é um grande desafio, mas estamos no caminho certo – pondera.

“Projeto audacioso”

Um projeto audacioso, que tem como perspectiva, atender, em curto prazo, cerca de 2,5 mil pacientes por mês, fazer cerca de 200 cirurgias oncológicas mensais e injetar um valor da ordem de R$ 5 milhões por mês na economia do município. Construído numa área de 350m², a Unacon será gerenciada pela Onko Sol, empresa privada que terceirizou o antigo ambulatório Romário Muniz, onde vai funcionar a unidade oncológica. O setor conta com 20 ambientes, sendo que o maior deles tem cerca de 60 m². Nesse local, que inicialmente vai contar com nove cadeiras, os pacientes acometidos de câncer receberão tratamento quimioterápico. A expectativa é que a Unacon gere cerca de 100 novos empregos diretos no município.

Demonstrando possuir uma visão administrativa moderna e objetiva, o administrador da Onko Sol e da Unacon (Marcelo Pereló/foto), que também é médico cirurgião especializado em intervenções oncológicas, afirma que “a iniciativa privada e o poder público devem sempre caminhar juntos”. Ainda segundo ele, dentro da engrenagem Pública, sobretudo na área de Saúde, existe o quadro técnico e o quadro político, que precisam atuar em parceria e respeitando o papel de cada um.

– Estamos acreditando em Rio Bonito, porque a Secretária de Saúde nos transmitiu segurança e uma grande capacidade técnica; o prefeito e o seu vice demonstraram estar empenhados em fazer o melhor pela cidade e, também porque encontramos um hospital saneado, com uma administração comprometida e disposta a buscar novos horizontes (HRDV). Nós encontramos pessoas que nos transmitiram credibilidade. É difícil encontrar essa realidade, mas quando ela acontece os resultados são muito positivos – analisou Pereló.