segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Empossados os novos conselheiros do Conselho Comunitário de Segurança de Rio Bonito

Flávio Azevedo

Foram empossados na manhã desta segunda-feira (5/12/2011), na Câmara de Vereadores de Rio Bonito, os novos conselheiros do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) da cidade. O novo presidente é o empresário Bruno Soares, que terá como vice, o contador José Balbino, que ocupava a presidência da antiga gestão. As Secretarias do CCS (1ª e 2ª) serão ocupadas por Guilherme Cordeiro e Murilo Romero, respectivamente. A direção de Assuntos Comunitários fica ao encargo do jornalista Flávio Azevedo. O mandato é de um ano.

A posse contou com a presença da coordenadora dos CCS e Membro do Instituto de Segurança Pública (ISP), delegada Edna Pinto de Araújo, que cobrou maior participação da população no conselho. “Hoje, infelizmente, nós estamos tendo uma eleição por aclamação, porque apenas uma chapa se registrou. Mas é muito interessante quando nós temos várias chapas disputando a presidência do CCS. Isso nos dá a sensação de que a sociedade está mais participativa”, comentou.

Para a representante do ISP, um dos desafios dos novos conselheiros é estimular a participação no CCS. Também é interessante, de acordo com ela, que novas pessoas sejam alçadas ao Conselho.
– É comum vermos apenas a “dança das cadeiras, que acontece, exatamente, porque as pessoas não participam do CCS. Com isso, o presidente vira secretário, o vice-presidente vira presidente etc. As mudanças até acontecem, mas o grupo permanece, o que impede a oxigenação do processo – alertou Edna, destacando a importância de se envolver os jovens nesse no CCS.

Novo comando

Quem foi a reunião conheceu o novo comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar de Rio Bonito, o tenente Diego Macedo, que também está comandando a 2ª Companhia de Polícia Militar de Tanguá. Ele representava o Tenente-Coronel, Wagner Nunes, comandante do 35º Batalhão de Polícia Militar (Itaboraí, Tanguá, Cachoeira de Macacu, Rio Bonito e Silva Jardim), que não compareceu por estar recepcionando as novas viaturas que foram mandadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro para o 35º BPM.

Novo presidente

No momento da posse, o presidente Bruno Soares apresentou as propostas dos novos conselheiros, que estão baseadas na aproximação do CCS com a população.
– Precisamos estar mais próximos dos munícipes e para isso estamos pensando em realizar reuniões itinerantes, visitando cada bairro, cada localidade, inclusive, o interior do município. É nosso plano mudar o horário das reuniões, para que ela seja mais acessível ao trabalhador; e pretendemos dialogar com o diretor da Guarda Municipal (GM), Márcio Soares, para que nós tenhamos uma guarnição da GM patrulhando constantemente a Zona Rural – anunciou.

O novo presidente disse também que a criação dos cargos de Agente de Trânsito ou a efetivação de Guardas Municipais com poder de multa, o que certamente dará maior ordenamento ao trânsito da cidade “é outra luta, que nós sabemos ser árdua, mas estamos dispostos a travar”. O estímulo ao registro de ocorrência e a cobrança ao bom atendimento, por parte dos policiais, a quem procurar a 119ª DP e a 3ª CIA da PM também são objetos de atenção da nova diretoria do CCS.
– Hoje estamos sendo empossados, tudo está muito bonito, mas vai chegar o momento em que seremos cobrados. Vamos avisar as pessoas que as cobranças não devem ser feitas ao Conselho, mas através do Conselho – frisou Soares.

O jornalista Flávio Azevedo disse que o riobonitense deve confiar no Conselho Comunitário de Segurança e buscar entender o seu funcionamento para não repetir comentário equivocados e ressaltou o aspecto apartidário do órgão. “Não vamos permitir que pessoas mal intencionadas desqualifiquem o CCS e suas funções, que são preventivas e não ostensivas. Aqui ninguém é candidato a nada, mas vale lembrar que 2012, por ser um ano de eleições municipais, será uma época difícil de trabalhar... Mas estamos aqui, voluntariamente, porque nos preocupamos com a nossa cidade”, ponderou.

Para ilustrar a questão da visão equivocada das pessoas em relação ao CCS, o ex-presidente José Balbino, contou que “dias atrás, ao convidar um vereador para participar do Conselho, ele me disse não concordar com o Conselho, porque ele tem um aspecto de X-9, porque denuncia as pessoas. Vejam como tem gente que não entende a função do CCS”, lamentou.

Participaram da reunião de hoje, o prefeito José Luiz Antunes (DEM), o vice-prefeito Matheus Neto (PSB), a secretaria de Educação e Cultura, Ana Maria Figueiredo; o vereador Márcio Mendonça (DEM); o diretor da Guarda Municipal, Márcio Soares; e o presidente do diretório municipal do PT, Wallace Bretas. Entre os pré-candidatos a cargos eletivos em 2012, percebemos apenas a presença de André Alvarez (Pijama) e Vencerlau Machado. Onde estão os outros?

sábado, 3 de dezembro de 2011

Viúva da Mega-Sena quer retomada das investigações sobre o assassinato do milionário

Flávio Azevedo

A juíza Roberta dos Santos Braga Costa anuncia a sentença de absolvição.

O advogado Jackson Costa, que defende Adriana Almeida, viúva de Renné Sena, assassinado em 2007, afirmou que, após ser absolvida pelo Tribunal do Júri, quer que as investigações sobre a morte do marido sejam retomadas. Ela era acusada de planejar a morte de René, mas após o julgamento, Adriana está mais “tranquila e feliz”, segundo o advogado.
– Adriana quer reabrir as investigações e exigir que as autoridades descubram o mandante do assassinato de Renné. Quando o homicídio aconteceu, a polícia levantou outros suspeitos. Como ela foi inocentada, ela quer que a investigação continue – disse o advogado.

MP recorre da decisão

O Ministério Público entrou com recurso contra a absolvição de Adriana, logo após a absolvição. Neste sábado (3/12), o advogado Marcus Rangoni, que defende Renata Sena, filha de Renné Sena, disse que ela está indignada com a decisão da Justiça e espera que o julgamento seja anulado. “Vamos aguardar a decisão sobre a apelação do Ministério Público e esperamos a anulação do julgamento. A decisão foi absurda. Renata está revoltada, mataram o pai dela. Nós entendemos que os jurados foram induzidos a erro e levados a uma confusão mental com as argumentações do advogado da ré”.

Vídeo produzido por equipe do jornal O Dia.

Crime da Mega-Sena: A culpa é de quem?

Flávio Azevedo - Reflexões

Diante de casos como a absolvição da viúva da Mega-Sena é comum encontrarmos muita crítica a Justiça brasileira. Eu, que sou um eterno crítico, sobretudo da morosidade da Justiça, nessa questão do “Crime da Mega-Sena”, e diante de outros casos de cunho criminal penso um pouco diferente.

Acredito que a Justiça nem sempre funciona, pelo simples fato da polícia investigativa estar mal aparelhada. No caso do “Crime da Mega-Sena”, o serviço de investigação é quem deveria oferecer as provas para que o Ministério Público pudesse convencer os jurados de que a viúva era culpada.

Porém, a Polícia Civil – não por culpa dela – não tem aquele laboratório da série CSI para fazer as suas investigações. E porque não tem? Porque o governo (que é eleito com o nosso voto), não compra os equipamentos. E porque ele não compra? Porque não existe interesse. E por que não existe interesse? Por que não convém a eles (políticos). E por que não convém a eles? Para que o povo (quem vota) continue refém desses crápulas. E por que o povo vota nesses crápulas? Por que lhes convém. E por que convém ao povo manter esses sacanas no poder? Por que são orientados pela lógica do farinha pouca meu pirão primeiro...

Bom... Acho que já está bom até aqui.

O interessante é que basta esticamos um pouco a nossa conversa para chegarmos a questão do voto. Isso deixa claro que a impunidade está diretamente ligada as nossas escolhas.

Por outro lado...

... Diante de tanta indignação com a absolvição da viúva, será que não passa pela cabeça de ninguém que a filha do milionário, Renata Senna, também teria interesse na morte? Os demais familiares, os irmãos de Renné Sena, no caso; também não teriam interesse semelhante? Em termos de probabilidade baseadas no “eu acho” (como todos estão fazendo), a culpa não deveria ser dividida por igual entre os supostos suspeitos?

Entretanto, o fato de Adriana ser muito mais nova que Renné; e carregar a história de que teria sido garota de programa não se sabe onde, fez com que a sociedade – geralmente orientada pelo bom e velho falso moralismo – culpasse a viúva pelo crime e esquecesse as outras possibilidades.

Os membros do Júri, sete ao todo, podem até ter chegado ao Fórum, no último dia 28 de novembro, quando começou o julgamento de Adriana Almeida, loucos para condená-la. Ao perceber, porém, o terreno que estavam pisando, e a fragilidade das provas... Penso que eles se preocuparam em não fazer mais uma injustiça, que seria condenar alguém sem provas suficientes.

Absolvição da viúva da Mega-Sena divide opniões e trás lições importantes

Flávio Azevedo - Reflexões

Diante de tanta indignação por conta da absolvição de Adriana Almeida (viúva da Mega-Sena), na madrugada deste sábado (3/12) no Fórum de Rio Bonito, algumas reflexões são importantes:

1º) Como eu disse no início do meu texto anterior (quando eu noticío a absolvição dela), a sociedade condenou Adriana no momento que a morte de Renné Sena foi anunciada. E, sinceramente, não é bem assim que a banda toca (pelo menos não no mundo moderno e democrático). A Justiça não é passional como nós seres humanos;

2º) Vale lembrar que Adriana foi julgada por um JÚRI POPULAR formado por vizinhos nossos (poderia ser eu ou você sentados ali). A Justiça apenas referendou a decisão do Júri, que não decidiu pelo que ouviram e leram nos jornais. Eles tomaram a decisão de acordo com as provas, depoimentos de testemunhas e envolvidos no crime; e também de acordo com a desenvoltura da acusação e da defesa;

3º) E, por último e não menos importante, eu não vejo a Justiça corrompida nesse caso. Tanto não está que o Ministério Público já teria entrado com recurso contra a sentença.

4º) Esqueci de citar uma impressão que tive. Boa parte da “condenação popular” de Adriana está baseada em conceitos machistas e discriminatórios. Mas não é exatamente isso que me incomoda. O que eu acho estranho é ver tantas mulheres reproduzindo valores nitidamente machistas e carregados de preconceitos.

Quando o jornalista Pimenta Neves assassinou, a também jornalista, Sandra Gomide em agosto de 2000 (a diferença de idade entre eles também era grande), não me lembro de ter visto tanta comoção. Porém, naquele caso, o crime foi cometido pelo homem.

Eu fico me perguntando: “e se no caso da Mega-Sena, tivesse acontecido o contrário? Diante da traição, cego de ciúmes, Renné deu (ou mandou dar) uns tiros em Adriana. Qual seria a nossa reação? Achar normal? Entender que "ele tem lá as suas razões"?

Concluindo, diante de coisas que eu ouço, vejo e leio nos noticiários e nas redes sociais, fica muito nítido que a sociedade brasileira ainda tem muito que avançar para chegar ao estágio que todos nós almejamos.

Digo isso, em referência as nossas instituições (a falta de provas foi determinante e quem teria que oferecer essas provas é a polícia investigativa (Polícia Civil/Divisão de Homicídios), mas esses policiais têm condições de trabalho?), e diretamente em relação a nossa sociedade...

Gente, nós temos uma sede de sangue... De vingança... E, geralmente, nós não pensamos com a razão. Permitimos que a passionalidade tome conta de nossas decisões, valores e atitudes.

Penso que nós precisamos ter muito cuidado ao julgar os outros! O que é a Lei para nós? E se nós fossemos acusados injustamente de alguma coisa? Penso que os meus irmãos riobonitenses gostariam de fazer com a viúva da Mega-Sena, o que é comum nos filmes de bang-bang: pegar uma corda e enforcar no galho de uma árvore, o suposto culpado de um crime. Mesmo que essa culpa seja imputada através do “EU ACHO”!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Viúva do “Caso da Mega-Sena” é absolvida

Flávio Azevedo

Apesar de já ter sido condenada pela sociedade, a ex-cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida, que ficou nacionalmente conhecida como “viúva Mega-Sena”, foi absolvida, pela maioria do júri, da acusação de ser a mandante da morte de Renné Senna. Os outros três acusados também foram absolvidos. O TJ julgou improcedente a acusação contra os quatro réus. A sentença, anunciada por volta das 2h da madrugada deste sábado (3/12), causou indignação entre os presentes.

O Ministério Público informou que vai recorrer da absolvição, mas apenas no caso de Adriana. De acordo com a promotora Priscilla Naegelli, trata-se de uma decisão majoritariamente contrária às provas reunidas nos autos. A viúva era acusada de planejar a morte do marido, o ex-lavrador René Sena, que ficou milionário após ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena, em 2005. Ele foi assassinado em janeiro de 2007.

Com a absolvição, Adriana Almeida, que por várias vezes se emocionou durante a leitura da sentença, será beneficiada com 50% da herança de Renné Senna. A fortuna está estimada, hoje, segundo o MP em cerca de 100 milhões. Por conta da suspeita sobre ela, a ex-cabeleireira chegou a ficar presa por um ano e meio. Ela deixou o Fórum por volta das 2h45miin, no carro de seu advogado e sob a escolta de policiais militares.

Outros acusados comemoram

Um dos acusados, Ronaldo Oliveira, depois de saber oficialmente da absolvição, disse que vai se reunir com seus advogados e afirmou que pensa em processar o Estado. “Eu sofri muito com essa acusação. Vou exigir meus direitos à mesma justiça que me inocentou”, declarou. Quem também alega estar sofrendo muito durante esse período (cinco anos) foi a professora de Educação Física, Janaína Oliveira. “Quando eu ouvi a sentença foi como se um peso saísse de cima de mim”.

A Juíza Roberta dos Santos Braga Costa, responsável pelo caso, disse que “o crime e o julgamento foram históricos, não apenas para Rio Bonito, mas para todo o Estado”. Em termos de repercussão, a magistrada comparou ao julgamento do caso Nardoni.

Defesa foi determinante

Por cerca de três horas, o advogado de Adriana, Jackson Costa (foto) defendeu a sua cliente da acusação de ser a mandante do crime que tirou a vida de Renné Senna. De acordo com ele, “a acusação é covarde, infantil, preconceituosa e sem provas. A história do Ministério Público é fantasiosa e triste”, contestou o advogado. A defesa da viúva também tentou incriminar Renata Senna, filha do milionário.

O advogado ressaltou que Adriana lhe contou que no dia seguinte ao Natal de 2006, René teria falado à filha que gostaria de realizar um teste de DNA. Ainda de acordo com o advogado de defesa da viúva, o milionário teria contratado uma empresa para agilizar o exame, pagando cerca de R$ 380 mil. A defesa, porém, alegou que Renata nunca recebeu nenhuma intimação por parte do pai solicitando o exame.

Após a morte de René, Adriana entrou com uma ação na Justiça pedindo o teste de DNA de Renata. A filha negou judicialmente o teste, mas procurou um laboratório da UFRJ para realizar o exame. Na ocasião foi usado material genético das irmãs de Renné e o resultado comprovou a paternidade do milionário.
– Adriana não tinha interesse na morte. Se ela quisesse matar, ela matava o Renné, que era diabético, com doses altas de insulina. A promotora pediu a absolvição dos três réus para mostrar ares de boa samaritana”.

A defesa argumentou que a Justiça já liberou a favor de Renata cerca de R$ 2 milhões da fortuna bloqueada de Rene. Segundo Jackson Costa, não houve prestação de contas do dinheiro, que deveria ter sido utilizado para a manutenção e o pagamento de funcionários da fazenda deixada pelo milionário.

MP vai recorrer

A promotora Priscilla Naegele (foto) informou que vai requisitar à Justiça a condenação do policial militar Alexandre Cipriani, pelo crime de falso testemunho. Para ela, o ex-segurança mentiu durante o depoimento que ele ofereceu na última quarta-feira (30). Ele afirmou que no dia do crime, a viúva recebeu telefonemas do seu pai, que teria ligado de telefones públicos pedindo que a filha o buscasse na rodoviária de Rio Bonito. A versão do PM foi confirmada por Adriana, que contou ainda que, entre 11h e meio-dia, do domingo, sete de janeiro (dia do crime), o seu pai teria chegado.

No entanto, segundo o MP, as ligações dos orelhões para o telefone de Adriana teriam sido feitas pelo ex-PM Anderson Souza (condenado pela execução de René em julgamento realizado em 2009). A promotoria argumentou que interceptações telefônicas comprovaram diversas ligações realizadas poucas horas antes e logo após o assassinato.

Durante o debate, o MP informou que segundo informações do juiz Marcelo Espindola, da Vara Civel de Rio Bonito, os bens de Renné, hoje, chegariam a R$ 100 milhões. Entre os bens do milionário que estão em nome de Adriana consta um carro, metade da fazenda onde morava com Renné – avaliada em R$ 9 milhões – e a cobertura em Arraial do Cabo.

Foto: G1

CEDAE pode ganhar água de Rio Bonito como presente de Natal nos próximos dias

Flávio Azevedo

O clima de Natal não está presente apenas nas ruas de Rio Bonito. Parece que os políticos, de oposição e situação, também foram sensibilizados pelo espírito do bom velhinho. Embora seja comum a troca de farpas, sobretudo entre Legislativo e Executivo, em alguns pontos a rivalidade desaparece. O problema é que isso acontece geralmente sob o manjado e batido argumento de que “estamos pensando apenas no interesse da municipalidade”.

Os vereadores de Rio Bonito aprovaram ontem (quinta-feira), por unanimidade, permissão para que a Prefeitura Municipal celebre concessão com a Companhia de Águas e Esgotos (CEDAE) por prazo de 20 anos. Faltaram a essa sessão tão importante e emblemática, os vereadores, Carlos Cordeiro Neto (PR) e Aliézio Mendonça (PP), que seriam contrários a mensagem. Esse seria o motivo das ausências.

Já há alguns dias estamos vendo alguns membros da oposição fazendo barulho por conta de um suposto R$ 1 milhão que está sendo investido pela Prefeitura nos festejos natalinos na cidade. Ontem, porém, (logo nesse tema), governistas e posição, de mãos dadas, permitiram que a Prefeitura Municipal, caso queira, entregue ao estado, o bem mais precioso do nosso território: “A nossa água”. Apesar da emendas e palavras modificativas ao texto, a mensagem está aprovada pelos parlamentares.

Aos políticos de Rio Bonito, os nossos parabéns! Ouvi vereadores como Saulo Borges (PTB), Humberto Belgues (PSDB) e Fernando Soares (PMN), que eram contrários a mensagem, dizendo que por terem recebido telefonemas da ex-prefeita Solange Almeida (PMDB) e do deputado Paulo Melo (PMDB), decidiram ser favoráveis a mensagem. Já o presidente da Casa, o vereador Marcus Botelho (PR), disse estar aliviado com a votação, deixando muito nítido que estava sendo pressionado.

O interessante é que os políticos de “grife”, não telefonam para os vereadores e/ou para o prefeito, para saber por que as casas dos desabrigados que foram vítimas dos temporais de 2008 e 2009, ainda não foram entregues. Eles também não buscam saber o que aconteceu na Câmara Municipal, que no primeiro trimestre de 2011, esteve sob o comando de quatro presidentes. Também não estão interessados em buscar informações sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do funcionalismo municipal, que ainda não teria sido enviado ao parlamento para ser apreciado pelos edis. Já sobre o Estatuto do Servidor Municipal, que continua indefinido... Eles não se interessam.

Seria salutar que os políticos de “grife” buscassem saber o motivo pelo qual o Condomínio Industrial não recebeu os investimentos que julgamos ser necessários para atrair empresas e gerar empregos para os riobonitenses. No caso do deputado Paulo Melo, por exemplo, ele poderia tentar saber o porque da lentidão das obras da Via Verde, que liga o Green Valley ao 3º Distrito (Basílio). Ele também poderia utilizar a sua influência como presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para saber por que motivo um ato classificado pelo Ministério Público como improbidade administrativa, ocorrido em 2002, só agora recebeu a sentença da Justiça, em primeira instância...

Também seria interessante buscar informações junto ao poder público municipal, sobre porque a prometida Central de Monitoramento, que contribuiria com a Segurança dos riobonitenses, ainda não está funcionando. O Meio Ambiente, que tem na sua pasta, um lixão horroroso (aquele da localidade de Mato Frio), também poderia ser objeto de telefonemas para o prefeito e vereadores. Mas isso não acontece. Aliás, a Agricultura e o Turismo, setores importantes para a economia da cidade, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, são pastas fictícias e carentes de ações. E nada de telefonema!

O setor Cultural do município, o Trânsito, o Ordenamento Urbano, a Saúde, temas tão importantes para que o riobonitense tenha mais qualidade de vida, carecem de investimentos e atenção, mas não temos notícias de que o prefeito e os vereadores tenham sido cobrados por políticos importantes, a olharem com mais carinho sobre esses setores. Enfim, será que os políticos do alto escalão estão sabendo a luta que as famílias riobonitenses estão travando contra as drogas, que estão assediando os meninos e meninas da nossa cidade, cada vez mais cedo? Eles estão preocupados com isso?

Ninguém acha estranho que esse assunto tenha sido debatido apenas uma meia dúzia? Não seria mais prudente realizar algumas audiências públicas com moradores do Centro, do 2º Distrito (Boa Esperança e adjacências), do 3º Distrito (Basílio e entorno)... Não seria interessante convidar as entidades representativas de classe para conversar sobre o tema? Por que os políticos de grife não telefonaram para pedir que Prefeitura e Câmara de Vereadores realizassem as audiências públicas?

Tudo isso prova que em Rio Bonito, a oposição, assim como em todo Brasil, é estrábica... Sem propósito... Sem discurso... E, comumente legisla em causa própria, talvez pensando até, em interesses individuais e pessoais. Sepultaram a ideologia e enterraram o bom senso. Em nome de que? A nossa água pode ser dada a CEDAE a troco de que? Vale à pena? Pois é... Vai ser caro... E muito caro...

Fazemos essa crítica baseados na emblemática, irônica e venenosa colocação do vereador Carlos André Barreto de Pina, o Maninho (PPS), para o vereador Humberto Belgues (PSDB), no fim da sessão de ontem. Ele disse: “vereador, eu estava aqui ouvindo as discussões plenárias e fiquei em duvida se estava ouvindo Ruth ou Raquel (personagens da novela Mulheres de Areia)? Acho que o senhor está se perdendo na Câmara. O senhor tem vaga garantida na TV Globo”, concluiu Maninho, mostrando que de Tonho da Lua (outro personagem da referida novela), ele não tem nada.

Uma equipe de funcionários da Cedae e o coordenador da sede local, Miguel Ângelo Rinaldi, acompanharam a sessão e ficaram satisfeitos com a votação favorável. Se os funcionários da empresa estavam presentes acompanhando os trabalhos, o mesmo não aconteceu com a população. Aliás, fica muito nítido que a ausência do povo nas reuniões plenárias da Câmara de Vereadores é determinante para que inúmeras decisões sejam tomadas a revelia dos munícipes. Ou seja, nós somos coniventes!

Sentença do caso Mega-Sena pode sair hoje

Flávio Azevedo

A principal acusada da morte de Renné Senna, a cabeleireira Adriana Almeida, viúva do milionário, confirmou nesta quinta-feira durante julgamento no Fórum de Rio Bonito que traía o marido. Ela disse que mantinha relacionamento com o motorista Robson Andrade, porque “sentia desejo sexual e não era correspondida por Renné, que tinha disfunção erétil”.
– Eu o traí com o Robson no fim de 2006, pois Renné estava com problemas em manter a ereção. Traí por carência, apenas por satisfação sexual. Renné era ciumento, mas não desconfiava do caso extraconjugal – contou Adriana, reiterando, porém, que era apaixonada pelo marido. Ela também alegou que o milionário a assediava desde 2002, mas que na época não quis namorá-lo porque estava recém-separada

Em outro momento, a viúva negou que pensasse em deixar Renné para viver com Robson, contrariando o depoimento do motorista, na última terça-feira. Ela também não esclareceu o motivo de, no mês anterior ao assassinato de Renné (dezembro de 2006), terem sido registradas oito ligações entre seu celular e o do ex-PM Anderson Souza.

Após nove horas de depoimentos, o julgamento foi suspenso por volta das 22h10 de ontem (quinta-feira/1º). O julgamento será reiniciado no início da tarde de hoje (sexta-feira/2). De acordo com a juíza, a sessão será retomada com debate entre a acusação e a defesa, que pode durar até seis horas. Em seguida, os sete membros do júri popular darão o veredicto e a juíza a sentença.

O depoimento de Janaína


Antes do depoimento de Adriana, por volta das 13h10min, a juíza ouviu a personal trainer Janaína de Oliveira. A magistrada pediu que a viúva se retirasse da sessão durante o interrogatório de Janaína. Na época do crime, a personal trainer era casada com o ex-PM Anderson Silva de Sousa, também acusado de envolvimento no crime. Ela chorou três vezes durante o seu interrogatório.

A primeira vez que Janaína chorou foi quando contou que descobriu que estava sendo acusada de envolvimento na morte de Renné ao ver sua foto estampada nos jornais, em janeiro de 2007. Ela contou que passava férias com seus filhos, em Petrópolis, quando numa manhã, foi comprar pão na padaria e viu sua foto numa banca de jornais.

A segunda vez em que caiu em lágrimas foi ao responder a uma pergunta feita pela promotora Priscila Naegeli Vaz, a respeito da acusação que pesa sobre ela de ter feito a ligação entre a viúva Adriana e o ex-PM Anderson Souza (acusado de ter feito os disparos que mataram Renné), seu ex-marido. “Eu jamais intermediaria um crime, ainda mais a morte de alguém”.

Perguntada por sua advogada se no futuro pretendia contar à sua filha, de apenas 1 ano, sobre a sua prisão, Janaína voltou a chorar e disse: “Quero contar para a minha filha o quanto a mãe dela foi forte. Quero que ela também seja uma mulher forte. Já são cinco anos de injustiça. Estou sendo acusada por algo que não fiz”.

Assim como outras pessoas ouvidas até agora, Janaína criticou a forma de atuação de policiais da Delegacia de Homicídios que investigaram a morte de Renné Senna. “Eles estiveram na casa da minha mãe e a obrigaram a depor sem permitir que ela chamasse um advogado. Eles também levaram o celular da casa dela, que nunca foi devolvido. Além disso, os policiais não possuíam qualquer mandado de busca e apreensão para levar o celular”.

Adriana faz acusações

Durante o depoimento, a viúva revelou que Renné e seu então segurança Davi Vilhena tramaram o assassinato de Anderson, que estaria fazendo ameaças à família após ser demitido. “Eu vi quando o Renné deu envelope com R$ 30 mil ao Davi, prometendo pagar mais R$ 40 mil após o ‘serviço’. Questionei-o e ele revelou o plano, do qual o convenci a desistir. Ele então pegou o dinheiro de volta”.

De acordo com a viúva, após demitir o segurança, houve boatos de que ele tentaria invadir a fazenda onde moravam Renné e Adriana para sequestrar a filha dela. Ela contou também que o homem contratado para matar o ex-segurança morreu cinco dias depois, durante uma falsa blitz, na Ilha do Governador.

A viúva voltou a acusar Renata Sena, única filha de René, em ter interesse na morte do milionário. “De início, eu cheguei a desconfiar que o Anderson pudesse ter matado o René. Mas depois, até mesmo pelo comportamento da filha, eu logo passei a desconfiar dela”, justificou. Ela contou que um irmão de René chegou a clonar o cartão de débito do milionário, e retirou indevidamente da conta R$ 30 mil.

Ela disse que as brigas com Renné ocorriam quando ele saía para beber, ou ia para a casa de parentes sem avisá-la. Adriana também contou que sabia que René tinha feito um novo testamento, mas não sabia de quanto seria a sua herança. Adriana também negou a versão de Angela Sena, irmã de René, onde ela disse que a viúva se ofereceu para trabalhar como empregada de René, após descobrir que ele ganhou na loteria.

Fonte: Jornal Extra e O Dia

Luzes e emoção marcam abertura do Natal em RB

Flávio Azevedo “Foi emocionante... Lindo... E acho que apesar do muito que está se falando sobre a ornamentação de Natal em nossa cidade, valeu o investimento. Eu era contrária a ideia de se gastar uma soma maior de dinheiro para esse fim, mas confesso que depois de tudo que eu vi, hoje, aqui, inclusive, a lindeza que ficou a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, toda iluminada, acho que o investimento foi válido e quero vir todos os dias acompanhar a programação”. As palavras da advogada Dilma Castro da Silva, de 31 anos, moradora do Centro de Rio Bonito, definem o sentimento que tomou conta de quem acompanhou na noite da última quinta-feira (1º), no Centro da cidade, a abertura do projeto “Natal Bonito”, a programação de Natal preparada pela Prefeitura Municipal de Rio Bonito, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Na ocasião, além de inaugurar a iluminação dos enfeites e arcos colocados nas Ruas, Getúlio Vargas e XV de Novembro; e na Praça Fonseca Portela, onde foi montado o tradicional presépio, também foi anunciado que todas as noites haverá uma programação especial no palco que foi armado na Av. Castelo Branco (Rua dos Bancos), que recebeu grande público para acompanhar a solenidade de abertura do “Natal Bonito”. A grande atração da noite da última quinta-feira foi o coral “As Meninas Cantoras de Petrópolis”, que por cerca de uma hora apresentou um repertório variado. Além de melodias natalinas como “Noite Feliz”, “Anoiteceu”, “Sinos de Belém”, “Então é Natal”, “Hino Vangelis”; o coral, composto por 42 meninas com idade entre sete e 15 anos, embalou o público com “Satisfaction”, “O Mio Babbino”, “Lascia Ch’io Pianga”, “Granada” e “Whatever”, clássicos mundialmente conhecidos. O público também foi surpreendido com apresentação de músicas populares como “Tico Tico” e “Trem das Onze”. A emoção maior veio com a interpretação de “La Bamba”, “Staying Alive”, “Como é Grande” e “Oh Happy Day”, que o público curtiu de pé. No fim da apresentação, o maestro Marco Aurélio Xavier, fundador do coral, que tem 35 anos de existência, agradeceu a energia e vibração do público, que mesmo debaixo de chuva não arredou o pé. “Roubou cena” Presente ao evento, o atleta para-olímpico Carlos Barbosa, morador de Rio Bonito, que conquistou uma medalha de ouro na modalidade vôlei sentado, nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no México, no último dia 19 de novembro, roubou a cena. Ao ter o seu nome anunciado pelo locutor oficial do evento, Guto, como é mais conhecido, foi ovacionado pelo público. Inúmeras crianças foram até o para-atleta cumprimentá-lo, tirar fotografias e ver de perto a medalha conquistada na partida contra os Estados Unidos, quando a Seleção Brasileira venceu pelo placar de 3 sets a 1 de virada.
– Hoje está sendo uma noite mágica. Nós reclamamos muito da nossa cidade, eu concordo que ela tem muito que melhorar, mas nós temos coisas positivas em nosso meio que acabam ficando esquecidos por que só temos olho para o que está ruim. Esse rapaz roubou a cena. Esse é mais um que poderia estar por aí reclamando da vida, mas ele fez o contrário: correu atrás e nos dá, hoje, uma lição de vida. Olhando para ele, eu chego a conclusão de que para 2012 ser um ano melhor só depende de nós – analisou o analista de sistemas Tenório Felipe Freitas, de 47 anos, morador do Centro.
Agradecimento
O prefeito José Luiz Antunes (DEM) enfatizou durante a sua fala a importância do evento para o fortalecimento do comércio local, agradeceu o empenho da sua equipe de trabalho, ressaltou o comprometimento do secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, presidente do projeto “Natal Bonito” e destacou que “a realização de um evento dessa natureza é a prova de que a Prefeitura Municipal está tentando fazer o melhor possível para a cidade e pelo seu povo. Nosso agradecimento também a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Comercial e Industrial de Rio Bonito (Ascirb), nossos parceiros nesse projeto”, ponderou.

Já o vice-prefeito Matheus Neto enfatizou a representação religiosa do evento, que é uma celebração ao sentimento cristão que fica mais aflorado nessa época do ano.
– Não há quem não fique mais sensível nesse período, onde prevalece a fraternidade, os abraços, as felicitações, os espíritos desarmados... Tudo isso por conta do que representa, para nós cristãos, o menino Jesus, o nosso Salvador, um grande presente dado por Deus a humanidade – concluiu.


Participaram da solenidade de abertura todo o staff da Prefeitura Municipal, p prefeito de Tanguá, Carlos Pereira; os presidentes da CDL e Ascirb, André Goettert e Tarquínio Freire, respectivamente; representantes das agências bancárias da cidade e empresários e representantes das empresas patrocinadoras do “Natal Bonito”.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quase tudo pronto para o início do "Natal Bonito"

Flávio Azevedo

A noite dessa quarta-feira (30/11) foi marcada pelos testes da ornamentação de Natal (iluminação) que a Prefeitura Municipal de Rio Bonito está preparando para celebrar a ocasião. O prefeito José Luiz Antunes (DEM); o vice-prefeito, Matheus Neto (PSB); o secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class; e integrantes do staff do poder Executivo acompanharam, até depois de meia-noite, a movimentação dos operários das empresas responsáveis pela montagem do evento.

Operários trabalharam durante toda madrugada na Av. Castelo Branco (Rua dos Bancos), para que o palco e os assentos estejam prontos, hoje, às 18h, para a solenidade de abertura do “Natal Bonito”, nome dado ao projeto que está orçado em R$ 550 mil e acontece, segundo o vice-prefeito Matheus Neto, em parceria com a iniciativa privada.
– Nós readequamos o projeto, porque não conseguimos levantar junto à iniciativa privada, os recursos planejados. Mesmo assim o evento vai acontecer a altura do que a população de Rio Bonito merece. Esse Natal vai entrar para a história da cidade. Fazer um evento desse porte só foi possível por conta da parceria com instituições como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Comercial de Rio Bonito (Ascirb) – comentou o vice-prefeito, destacando que “durante todo o mês de dezembro haverá uma atração especial aqui na Rua dos Bancos para a família riobonitense”.

O evento recebe no seu primeiro dia (hoje), “As Meninas Cantoras de Petrópolis”, um coral feminino com crianças e adolescentes com idade entre sete e 15 anos que cantam músicas clássicas e natalinas. O evento está marcado para ter início às 18h. A atração da noite sobe ao palco às 20h. De acordo com os organizadores do evento, durante todo mês de dezembro, a partir das 17h, o trânsito de veículos a partir da Casas Bahia (Rua Getúlio Vargas) será interrompido para o trânsito de veículos. A Guarda Municipal ficará responsável pelo ordenamento do setor.

As principais atrações ficarão concentradas na Praça Fonseca Portela e nas Ruas Dr. Getúlio Vargas e XV de Novembro. Além da iluminação, a Praça Fonseca Portela também terá o tradicional Presépio e enfeites já vistos em anos anteriores. Já Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição ganhou contornos de luz, embelezando ainda mais um dos prédios mais antigos e representativos da cidade.

As Ruas Dr. Getúlio Vargas e XV de Novembro, as principais do Centro da cidade, ganharam iluminação de arcos que acendem em cores multicoloridas. Em frente a Praça Fonseca Portela dois portais iluminados sustentam canhões de luz que darão um brilho especial as noites do mês do Natal.

Na Praça da Bandeira (Mercado Municipal) foi construída uma Casa de Papai de Noel. Erguida em tamanho de uma casa normal, o interior já está preparado e arrumado para receber os visitantes. A praça recebeu iluminação em todas as árvores e de acordo com a Prefeitura Municipal, a casa será aberta a visitação no próximo sábado (3/11).

Ainda de acordo com a Prefeitura Municipal, as ornamentações natalinas serão estendidas às principais praças do município (Fonseca Portela, Bela Vista, Boa Esperança e Green Valley), podendo acontecer alguma alteração.

Julgamento do crime da Mega-Sena entra no seu 4º dia

Flávio Azevedo

Dois dos quatro réus acusados de participar da morte do ganhador da Mega-Sena, René Senna, foram ouvidos entre a noite de ontem (quarta-feira/30) e início da madrugada desta quinta-feira (1º/12) no Tribunal do Júri de Rio Bonito. O primeiro a ser ouvido foi o policial militar Ronaldo Amaral (China), que trabalhou por dois meses na segurança do milionário. Ele chegou a ficar preso por 1 ano e 8 meses. Num depoimento de cerca de 30 minutos, Ronaldo, que é acusado de fornecer a moto que foi usada no crime, disse que na época do assassinato ele não trabalhava mais com o milionário.

Durante o interrogatório Ronaldo Amaral negou a acusação de ter emprestado a moto que foi usada na execução do crime. Segundo ele, o seu filho realmente possui uma moto, mas o veículo foi pintado em dezembro de 2006, antes do crime (janeiro de 2007). Ele disse também que o veículo nunca foi emprestado a Anderson. Segundo ele, a moto foi apreendida pela polícia duas vezes.

O também policial militar Marco Antônio Vicente, que ficou preso 1 ano e 11 meses, acusado de ajudar a planejar o crime, foi o segundo a ser interrogado. No depoimento ele disse que trabalhou na segurança de René Sena pelo período de 30 dias, no ano de 2006 também e negou participação no caso.

Ao ser questionado pela promotora Priscila Naegeli Vaz sobre uma informação anônima repassada à Delegacia de Homicídios a respeito da sua participação no crime, Marco Antônio Vicente disse achar que a denúncia anônima foi forjada pelos próprios policiais da DH. “Não foi um Disque-Denúncia. Além disso, essa denúncia chegou à delegacia mais de um mês depois de eu ter prestado depoimento na DH dando detalhes do que eu havia feito no dia da morte de Renné”, declarou.

O interrogatório foi interrompido por volta de meia noite e meia. A expectativa é que os trabalhos sejam retomados hoje (quinta-feira), ao meio-dia, quando devem ser ouvidas, Janaína Oliveira e Adriana Almeida. O depoimento da viúva é o mais esperado e, certamente, o mais longo.

Depoimentos

No terceiro dia de julgamento (quarta-feira), seis testemunhas prestaram depoimento. O júri ouviu Valéria Almeida, irmã de Adriana; Marcelo Braga, cunhado da viúva (ele trabalhou como administrador da fazenda onde René morava); um enfermeiro que cuidou do milionário; o policial militar, Alexandre da Fonseca Cipriano, ex-segurança de René; a mãe de Adriana Almeida, Creusa Almeida; e Otávio dos Santos, namorado de Renata Senna (filha da vítima).

A mãe da viúva da Mega-Sena foi a última a ser ouvida. Ela chorou em vários momentos e disse que em seu primeiro depoimento, colhido pela Divisão de Homicídios (DH), ela foi maltratada.
– Eles me arrasaram, fui muito mal-tratada. Os policiais queriam que eu incriminasse a minha filha. Eu dizia para eles que ela era inocente e que quem fez isso, fez para prejudicá-la, para acabar com sua vida – contou emocionada. Ao final do depoimento, nas perguntas dos jurados, Cleusa foi questionada sobre quem seria a pessoa que queria incriminar Adriana. Chorando muito ela não conseguiu responder. “Não sei, não sei... Alguém quer incriminá-la”.

O depoimento que Creusa prestou aos policiais, segundo ela, foi dado aos agentes da DH na fazenda onde morava René. Ela contou que na tentativa de intimidá-la, os policiais davam socos na mesa, considerando que ela não sabe ler nem escrever.

No fim do depoimento, que durou cerca de duas horas, ela disse que no dia da morte de René, Adriana se encontrou com o seu pai (Valcir), na rodoviária de Rio Bonito. Após a declaração, o advogado de defesa, Jackson Costa, tentou informalmente suspender o julgamento, alegando que precisava do testemunho do pai. No entanto, a juíza explicou que a fase de escolha de testemunhas já tinha terminado.

“Renné tinha problemas com a família”

O cunhado da viúva, Marcelo Cardoso, em depoimento também na tarde de ontem (quarta-feira), negou que a ex-cabeleireira impedisse Renné Senna de receber visitas. Ele afirmou que era Renné que preferia manter distância dos familiares. O milionário teria dito que não queria saber dos parentes, “porque eles só vêm aqui para me pedir dinheiro”.

Ao relembrar supostas conversas com o ex-lavrador, o depoente disse que Renné Senna teria comentado que quando perdeu uma das pernas – amputada por causa de complicações do diabetes – ele teve que ficar na casa de uma irmã. Ela pediu ajuda a filha de Renné (Renata Sena), mas a filha teria reclamado e falado que não abandonaria o trabalho “para cuidar de velho”.

O milionário ainda teria confidenciado a ele que tinha dúvidas quanto à paternidade de Renata. “Ele me disse que se descobrisse que ela não era sua filha a excluiria do testamento”.

Fotos: Jornal Extra e O Dia