sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Patrulha Maria da Penha de olho em quem agride mulheres

Em 31 de julho de 2011, eu recebia no meu programa dominical, na extinta Rádio Sambê, o delegado titular da Delegacia de Rio Bonito (119ª DP), Paulo Henrique da Silva Pinto. Entre os temas abordados, o delegado fez uma revelação que há época não era tão presente no noticiário: a quantidade de mulheres agredidas por seus parceiros, maridos, noivos, namorados, ficantes e afins. “É uma realidade do país que não é diferente em Rio Bonito”, disse o delegado.

Durante a entrevista Dr. Paulo Henrique fez dois apelos: para as mulheres, que continuassem denunciando as agressões. Para os homens, que fossem homens de verdade, parassem de agredir as companheiras e se necessário que buscassem algum tratamento ou terapia, “porque não é possível a quantidade de ocorrências dessa natureza que chegam diariamente à delegacia”, afirmou.

Cerca de 15 anos depois o cenário não mudou. Pelo contrário. A impressão que se tem, através dos noticiários e dos testemunhos de pessoas que atuam nos órgãos de Segurança Pública, é que as agressões aumentaram. Especialistas no assunto dizem que não houve aumento de agressão, o que aumentou foi o número de denúncias, porque as mulheres gradativamente foram tendo coragem de denunciar as agressões de que sempre foram vítimas.

A violência doméstica, ao contrário do que muitos pensam, não existe somente nas periferias e nos bairros e localidades vulneráveis. Ela também está presente entre as famílias abastadas. Aliás, não são poucos os homens de posição social e/ou econômica de destaque, que agridem suas esposas e usam sua influência e posição para silenciar a mulher, por vezes dependente financeira do agressor.

A partir desses cenários as forças de Segurança criaram as “Patrulhas Maria da Penha”. No município de Rio Bonito a Guarda Municipal também está equipada com a “Patrulha Maria da Penha” e seus integrantes têm trabalhado bastante, uma vez que aquele cenário de 2011, apresentado pelo delegado, Paulo Henrique da Silva Pinto; segue igual.

Para falar com a “Patrulha Maria da Penha” o telefone exclusivo para ligações e atendimentos emergenciais: (21) 97175 – 2358, que atende tanto ligações quanto mensagens via WhatsApp. O canal também pode ser utilizado para denunciar o descumprimento de medida protetiva e atendimentos as mulheres que possuem Medida Protetiva de Urgência (MPU).

O pedido de MPU normalmente está vinculado à Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), por entender que violência doméstica e familiar contra a mulher é uma violação dos direitos humanos e que exige respostas imediatas e protetivas, sem necessidade de um processo criminal longo, garantindo não só a segurança física, mas também a autonomia e dignidade da vítima.

Canais de denúncia (Geral):
Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
Ligue 190 (Polícia Militar)
Procure a Delegacia da Mulher (DEAM) ou o CREAS da sua cidade.

Vamos em frente! #flavioazevedo

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