segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Rodovias congestionadas e fluxo caótico retratam desinteresse de governo e sociedade na infraestrutura

Foram cerca de 72h de caos nas rodovias que ligam a Capital Fluminense às regiões Leste Fluminense, Lagos e Norte do estado. De acordo com motoristas que penaram cerca de 6h nos congestionamento na BR – 101 e RJ – 124 (ViaLagos), o ponto mais crítico se estendeu da entrada de Rio das Ostras até a Ponte Rio/Niterói.

Diante do cenário caótico em nossas rodovias, sobretudo no trecho que corta a Região Leste Fluminense, há quem choramingue; há quem culpe unicamente os governantes e há quem reclame daqueles que procuram descanso e lazer na Região dos Lagos. Acontece que se a ida é aos poucos, todos retornam ao mesmo tempo, o que gera descomunal congestionamento.

Nessa hora fica nítido que a sociedade não percebe ser refém de um único modal de deslocamento, o Rodoviário. Essa situação se repete há décadas e a fuga de pessoas da Capital e Baixada Fluminense para Região dos Lagos e Região Norte é uma tendência que seguirá crescendo. Por sua vez a sociedade só enxerga a situação quando está igual sardinha, encalacrada seis ou oito horas no engarrafamento.

É impressão minha ou aqueles que governam o nosso estado e nos representam em Brasília (Senado e Câmara Federal), têm preguiça de usar a conhecida engenhosidade política quando o propósito é beneficiar a população? É nítido que para burlar as leis, a fiscalização e os instrumentos que controlam a corrupção; os caminhos são sempre encontrados. Todavia, para superar dificuldades protocolares que atravancam o avanço da modernidade, por exemplo, a Infraestrutura, essa engenhosidade inexiste.

Quando será que o modal ferroviário e hidroviário será percebido como alternativa real para acabar com esses congestionamentos crescentes que duravam 24 horas e hoje tem duração de 72 horas?

Quantas pessoas e veículos seriam retirados das rodovias se os trens transitassem pelo interior Fluminense levando cargas e passageiros? Mas isso interessa aos que lucram com a queima do diesel e a produção de massa asfáltica?

Quantas pessoas e veículos seriam retirados das rodovias se embarcações navegassem pelo litoral Fluminense levando cargas e desembarcando passageiros em Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios, Rio das Ostras e Macaé? Mas isso interessa aos que lucram com a queima do diesel e a produção de massa asfáltica?

Quanto mais se pensa a respeito dessas questões fica muito nítido que o egoísmo e o desinteresse são propositais, porque o caos enriquece os pobres de espirito.

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