Na Colômbia, o advogado, Abelardo de la Espriella; foi o vencedor das eleições presidenciais, realizadas nesse domingo (21/06). Ele venceu Iván Cepeda, aliado do atual presidente, Gustavo Petro. Qualquer veículo de Comunicação honesto entregaria a notícia do resultado das eleições colombianas exatamente como escrevi.
Mas não foi assim. A informação foi entregue rotulando, induzindo e dando ao vencedor das eleições colombianas, roupagem ideológica de interesse da maioria dos habitantes da bolha midiática. Aliás, os conservadores sempre são apresentados como “candidato super-ultra-mega-extrema-direita”.
Ao tratar dessa questão nunca ninguém conseguiu me explicar de modo decente e convincente, porque é preciso explicitar na notícia e/ou na manchete que determinado candidato é de esquerda, direita ou “super-mega-blastar-ultra direita”. É importante ressaltar que esse tipo de informação não pertence a mídia comercial.
Quem vai se encarregar de criar narrativas, detalhes opinativos, críticas e/ou bajulação, construção e/ou desconstrução; são os veículos noticiosos alinhados aos interesses desse e daquele candidato. Jornal do sindicato, informe do partido, jornal do próprio político e/ou dessa ou daquela entidade; podem criar nomenclaturas tipo “super-mega-blastar-ultra direita” e está tudo bem. Assim como o contrário também é democrático e faz parte do jogo.
A mídia comercial, porém, que se apresenta para nós como “isenta”, não deveria ter perfil panfletário. O tempo todo arrota palavras como “imparcialidade” e “compromisso”, mas não é nada disso. É claro que não é proibido tomar um lado. Nos Estados Unidos os veículos anunciam apoio a candidaturas e está tudo bem. Mas esse posicionamento deve ser informado com clareza e sem ‘migué’ e/ou cerca Lourenço.
Depois, os grandes conglomerados de Comunicação, outrora inatingíveis, querem competir e/ou demonizar as mídias alternativas. Saiba que o apoio de muita gente boa a tal “regulação de redes” está longe de ser preocupação com a integridade dos vulneráveis. É apenas estratégia para frear a concorrência dos veículos de Comunicação alternativos.
Explico e dou exemplo:
Aproveite a Copa do Mundo para ver o quanto a CazéTv, por exemplo; abocanhou de audiência e publicidade da mídia tradicional. Saiba que tal regulação, cantada em prosa e versos por vários setores da sociedade; é tão somente uma estratégia para frear a ascensão da concorrência. A realidade é que enquanto meus colegas jornalistas e veículos de Comunicação seguirem brigando com os fatos – e contra fatos não há argumentos – mais crescem as opções alternativas e mais aumenta a desconfiança do consumidor nos veículos tradicionais.
Vamos em frente! #flavioazevedo


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