sexta-feira, 3 de junho de 2011

Prefeitura de Rio Bonito quer ampliar o monitoramento de câmeras da cidade

Flávio Azeevedo

Preocupado com a onda crescente de assaltos em Rio Bonito nos últimos meses, o prefeito José Luiz Antunes (DEM), disse durante a reunião do Conselho Comunitário de Segurança, na última segunda-feira (30), que não vai medir esforços para devolver aos cidadãos riobonitenses, a tranquilidade de outrora. Para alcançar esse objetivo, o prefeito anunciou que vai fazer investimentos na ampliação do monitoramento da cidade, por entender que essa é uma importante medida preventiva de combate a violência.

O prefeito revelou que o vice-prefeito Matheus Neto, junto com o diretor da Guarda Municipal, Márcio Soares; e o secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class; estiveram em São Paulo, no dia 24 de maio, numa feira de Segurança. O objetivo foi conhecer e buscar novidades que podem ser utilizadas em Rio Bonito.
– Nós estamos fazendo a nossa parte e aproveitamos a ocasião para pedir que a população nos ajude a combater a violência, através de denúncias e registrando as ocorrências – apelou o chefe do Executivo.

Novidades e investimentos

Sobre a visita a 14ª edição da Exposec (Feira Internacional de Segurança), realizada em São Paulo, entre os dias 24 e 26 de maio, o vice-prefeito comentou que teve a oportunidade de conhecer todas as novidades que estão surgindo para as áreas, pública e privada. “Algumas coisas em especial nos chamaram a atenção, principalmente aquelas que representam prevenção. Por exemplo, vimos lá vários tipos de rádio de comunicação, que podem dar mais agilidade aos nossos guardas municipais. Também estamos estudando a possibilidade de equipar os nossos guardas com armas não letais, como o spray de pimenta”, disse Matheus.

A ampliação do monitoramento da cidade, que hoje conta com 15 câmeras foi outro ponto abordado pelo vice-prefeito, que está estudando a criação de uma Central de Inteligência (CI). O setor deve funcionar no prédio da Defesa Civil e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
– Esse local receberá todos os telefonemas referentes a socorro, seja para a Defesa Civil, para o SAMU ou direcionados a Segurança. Os atendentes farão a triagem e encaminharão ao setor correspondente, o que vai dar muita agilidade no atendimento, sem contar que nessa central, nós também teremos contato direto com os guardas municipais, com a Delegacia e com a Polícia Militar – comentou.

Crescimento

Para o vice-prefeito Matheus Neto, o município precisa fazer investimentos para tornar a cidade mais segura, “mas isso já tem acontecido durante a administração do prefeito José Luiz Antunes”. Segundo ele, além do monitoramento implantado na atual administração, em 2005, quando o prefeito assumiu, “ele encontrou a Guarda Municipal com um efetivo de apenas 13 homens. Hoje, nós temos 49 guardas”, ponderou.
A estrutura da Guarda Municipal, segundo Matheus é outro ponto importante para quem duvida dos investimentos da atual administração em Segurança.

– Em janeiro de 2005, a Guarda Municipal dispunha apenas de uma Kombi. Hoje, nos atuamos com oito veículos, sendo quatro carros e quatro motos. Reconhecemos que precisamos investir ainda mais, porém, ao longo dos últimos anos, foi dada a Guarda, uma estrutura que não havia – comentou.

Ainda segundo o vice-prefeito, nos próximos dias será enviada à Câmara Municipal de Vereadores, a mensagem da criação dos Agentes de Trânsito, que terão a função de ordenar o sistema viário do município, “outra cobrança da sociedade que o poder público municipal tem que responder e atender”.

Conleste preocupado

O vice-prefeito Matheus Neto afirmou que a fragilidade da Segurança Pública já foi percebida pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Coleste), que conta com uma Câmara Temática para discutir o assunto.
– Conversamos com o prefeito Carlos Pereira sobre isso. Segundo ele, o Conleste já percebeu esse aumento de violência nos municípios localizados no entorno do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). A Petrobras, segundo o presidente do Conleste, também percebeu esse problema e já está cobrando dos governos, estadual e federal, os investimentos necessários – concluiu.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tenho orgulho de ser riobonitense

Texto: Flávio Azevedo
Fotos: Rafael Xavier

Eu não sei se o amigo leitor vai gostar, mas os meus tradicionais textos, sempre carregados de críticas e ironias, dessa vez dará lugar a uma narrativa ufanista... Apaixonada... Piegas... Bom, chame do que você quiser, mas ele será diferente! Na verdade, há seis anos, quando eu comecei transitar no jornalismo, eu sempre cobrei que a sociedade, sobretudo os formadores de opinião, se posicionasse na busca por uma cidade melhor.

Até que no dia 30 de maio de 2011, nós conseguimos contemplar o despertar de um gigante adormecido. Aliás, o gigante já havia dado sinais de vida uma semana antes, na tarde-noite do dia 23, quando perdemos o empresário Carlos Américo Azevedo Branco, que foi assassinado no Centro da cidade, em plena Rua Castelo Branco (rua dos bancos), o coração financeiro de Rio Bonito.

Mas na manhã do dia 30, eu cheguei a Praça Fonseca Portela, por volta das 9h40min. Encontrei o local repleto de pessoas. Não se tratava de um feriado, nem data cívica... Não era o show de uma banda famosa. Tão pouco existia ali, algum tipo de sorteio, bingo ou distribuição de prêmios. Subi no trio elétrico, para lá do alto, ver melhor a multidão. Como diria aquela política famosa: “estava lindo!”. Eu, que há seis anos cobrava mobilização e atitude de todos nós, realizava a primeira parte do meu sonho.

A massa lá embaixo era composta por empresários, políticos, artistas, ateus, evangélicos, católicos, espíritas, estudantes, professores, comerciantes, empregados, patrões, profissionais liberais, gente mais jovem e gente mais experiente. Mas o grande show era o trio elétrico. Estavam ali, pessoas que nunca vi demonstrar preocupação com Rio Bonito. Dessa vez, porém, a urgência do problema obrigou o sujeito sair da inércia.

Alguém comentou: “estamos aqui hoje, por conta do que aconteceu com Américo”. Não sei... Não sei se era exatamente isso! Eu, e muitos outros, não estávamos ali somente pelo Américo. Eu, por exemplo, estava lá por causa do Américo, mas também por conta da empregada doméstica, Marivanda Oliveira, que no dia 24 de julho de 2008, levou um tiro na cabeça, numa “saidinha de banco”. Estava lá pelo cidadão José Luiz Antunes, que no dia 1º de agosto, de 2006, sofreu um atentado enquanto almoçava num restaurante da cidade. Estava lá por Rio Bonito.

Estava lá, como muitos outros, porque nos cansamos de ouvir conversas demagógicas, promessas não cumpridas, mentiras... Cansamos de ouvir, de braços cruzados, notícias sobre corrupção, impunidade, egoísmo, mesquinhez... Cansamos de fazer de conta que estamos acreditando em palavras evasivas, enfim... Acredito que todos que se dirigiram a Praça Fonseca Portela, naquele dia 30 de maio, ali estavam por estarem cansados. A Manifestação Pró-Segurança de Rio Bonito foi um basta, não só a insegurança, mas a todas as irresponsabilidades que temos notícia, inclusive, aquelas que são praticadas pela própria sociedade.

Estávamos lá porque o “não é comigo” e o “deixa isso pra lá” deram lugar ao “ainda há tempo”. Estávamos lá porque “nós temos um sonho”. Estávamos lá, porque indiretamente somos culpados pela morte do Américo, pelas saidinhas de banco, pelos assaltos diários, pela insegurança social que assola a nossa cidade, pelas notícias de corrupção política e policial que nos chega como fofoca etc., etc., etc.

Torcemos... Pedimos... Imploramos... Que tenhamos mais consciência ao transitarmos pelos tortuosos caminhos da vida. Na verdade, alimentamos a esperança em um futuro melhor, mais digno, mais igual, muito mais fraterno, livre, e, sobretudo, responsável, para alimentarmos esse orgulho de ser riobonitense.

Concluo por aqui, com uma frase muito proferida entre os estadunidenses: “DEUS SALVE RIO BONITO”!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

I Have a Dream

Por Flávio Azevedo - Reflexões

No dia de hoje, eu não poderia deixar de parafrasear o ativista Martin Luther King Jr. Acredito que o meu sentimento é similar ao dele quando proferiu o famoso discurso “I Have a Dream”, que significa: “Eu Tenho um Sonho”. Para quem não sabe, King era pastor protestante e seguidor da ideia de desobediência civil não violenta pensada e defendida pelo líder político indiano Mahatma Gandhi. Ele aplicava essas ideias nos protestos organizados pelos negros norte americanos que lutavam contra a segregação racial, nos Estados Unidos da América.

Para lutar contra esse sistema, Martin Luther King organizou e liderou marchas e manifestações. O que me leva e escrever essas reflexões é perceber que esse dia 30 de maio de 2011 pode ser o divisor de águas na vida sócio-política de Rio Bonito. A partir das 9h, da manhã, na Praça Fonseca Portela nós iremos participar da maior demonstração de luta pela liberdade da história do nosso município. Eu não dúvida que esse dia que entrará para a história.

Há 165 anos, Rio Bonito era elevado à condição de município. Se em seu discurso histórico, Martin Luther King fez referência a “Abolição da Escravidão”, lei que 100 anos depois de sancionada, não havia sido instituída de fato, eu destaco que Rio Bonito, 165 anos depois da sua emancipação político-administrativa ainda não é um município de fato.

Penso que nos anos 50, e início da década de 60, a sociedade civil organizada estava trabalhando para transformar Rio Bonito num município de fato. Mas o Golpe Militar de 64 arrefeceu esse, e outros movimentos sociais e culturais que floresciam naquela época.

Eu me refiro a criação de entidades assistenciais – e não assistencialistas – como o Hospital Regional Darcy Vargas; os asilos Lar Maria de Nazareth e Casa São Vicente de Paulo; a creche Nossa Senhora da Conceição; os Alcoólicos Anônimos; e entidades esportivas da envergadura de Motorista, Cruzeiro, Proletário (hoje, Rio Bonito Atlético Clube), Esporte Clube Fluminense, entre outros.

Tudo isso surgia como um grande farol de esperança para milhares de riobonitenses que tinham sido marcados a ferro nas chamas da falta de oportunidade. O jornal “O Estado”, da cidade de Niterói, publicado no dia sete de maio de 1946, trazia a seguinte manchete: “Centenário de Rio Bonito, a Canaã Fluminense”. Segundo aquela reportagem, o crescimento econômico alcançaria a cidade em pouco tempo.

Cerca de 60 anos depois, porém, ainda não somos livres. Estamos todos tristemente algemados pelo “não é comigo” e acorrentados pelo “deixa isso pra lá”. Vivemos numa ilha de pobreza sócio-política, porque a cidade só entra na rota dos políticos na época das eleições. Vivemos exilados em nossa própria terra. Na verdade, a Manifestação Pró-Segurança vem expor e dramatizar essa vergonhosa condição.

Hoje, nós exigimos que as palavras, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, base de toda e qualquer democracia, e alicerce da nossa Constituição, nos alcance. Nesta manhã (30/05), riobonitenses, pobres, ricos, jovens, adultos, velhos, crianças, homem e mulher... Querem ver garantidos os seus direitos inalienáveis. Nós nos recusamos a acreditar que o estado do Rio de Janeiro não tenha condições prover Segurança Pública para o riobonitense.

Hoje é o tempo de subir do vale escuro e desolado do comportamento provinciano, para o iluminado caminho da Justiça social, política e administrativa. É chegada a hora de erguer a nossa cidade das areias movediças da desigualdade para a pedra sólida da fraternidade, uma realidade que desejamos para os nossos filhos.

Depois da morte do nosso amigo Américo e dos incontáveis crimes que têm atingido a nossa indefesa população, seria fatal negligenciarmos a urgência desse momento. Este descontentamento não passará a até que haja entre nós a sensação de liberdade e igualdade. Não haverá tranquilidade nem descanso em Rio Bonito, até termos garantida a nossa cidadania.

Devo advertir ao meu povo, porém, que nesse processo não devemos ser culpados por atos errados. Não podemos satisfazer nossa sede de Justiça bebendo da xícara da amargura e do ódio. Precisamos conduzir a nossa luta num alto nível de dignidade. Não devemos permitir que o nosso protesto se degenere em violência. Aliás, aqueles que zelam pela Segurança têm o destino atrelado ao nosso. Eles sabem que atuarão de maneira muito mais digna se as nossas reivindicações forem atendidas.

Amigo riobonitense, não podemos parar essa caminhada, precisamos marchar sempre à frente e não podemos voltar atrás.

Eu tenho esse sonho, hoje!

domingo, 29 de maio de 2011

José Mariano Beltrame fala sobre UPPs e cobra investimentos sociais' nas localidades pacificadas

Fonte: O Globo

Quase como um ritual de batismo, ao assumir a Secretaria de Segurança do Rio, em 1º de janeiro de 2007, o delegado José Mariano Beltrame ouviu de empresários e de representantes de órgãos públicos de todas as esferas de governo um conhecido discurso: o de que a falta de segurança e a presença de grupos armados impediam investimentos sociais nas favelas cariocas.

Hoje, 17 UPPs depois e diante da expectativa de 300 mil moradores das favelas pacificadas, ávidos por dignidade, é a vez de Beltrame reclamar. Mostrando uma angústia incomum para um homem normalmente fechado e se dizendo chateado com a demora na chegada de investimentos sociais e de infraestrutura às comunidades, o secretário falou ao GLOBO sobre os objetivos do programa das Unidades de Polícia Pacificadora, anunciou novas metas para o próximo triênio e alertou para o problema da falta de participação da sociedade na inclusão das favelas:
– Nada sobrevive só com segurança. Não será um policial com um fuzil na entrada de uma favela que vai segurar, se lá dentro das comunidades as coisas não funcionarem. É hora de investimentos sociais.

OPINE: Em que a sociedade pode contribuir para o sucesso das UPPs? Que balanço o senhor faz hoje das UPPs?

JOSÉ MARIANO BELTRAME: Embora as UPPs estejam agradando, eu tenho meus temores em relação ao pós-UPP. Aquilo a que efetivamente a UPP se presta nada mais é que proporcionar, viabilizar a chegada da dignidade ao cidadão. Essa é a razão da existência da UPP: criar um terreno fértil para a geração de dignidade. É isso que vai garantir o projeto, e não apenas a presença da polícia.

O senhor não acredita então que as UPPs estejam garantidas?

BELTRAME: Se não houver investimentos maciços na dignidade dos cidadãos, na geração de perspectivas para aquelas pessoas, não digo que o programa vá dar errado, mas não é a polícia que vai garantir o sucesso de tudo isso. A UPP criou um ambiente para a sociedade começar a pagar a dívida que todos temos com essas áreas até então excluídas.

O senhor está sempre percorrendo as UPPs. Sente-se o administrador do programa?

BELTRAME: A gente cuida do projeto como se fosse um filho. O melhor feedback é ouvir os moradores dessas comunidades. As reportagens sobre UPPs são ótimas, mas é ainda melhor ouvir das pessoas frases assim: “Secretário, meu netinho vai fazer 2 anos. O senhor acredita que até agora ele nunca ouviu um só tiro?”

O que o senhor vê que o angustia?

BELTRAME: Na Cidade de Deus, por exemplo, vi lixão a céu aberto, porco e criança vivendo no mesmo ambiente, que parece Bangladesh. Há muita sujeira, muita desordem na questão habitacional. Fizeram uns conjuntinhos de qualidade muito baixa e entregaram aquilo à população, que hoje começa a fazer puxadinhos. Parece que ali não há ninguém fiscalizando. Aí o que acontece? Nesses lugares, a PM, através do capitão (comandante da UPP), se torna a presença física do Estado, 24 horas por dia. As pessoas vão lá no capitão reclamar do puxadinho, da van clandestina, do piloto de moto que faz transporte e não tem capacete. Isso desgasta o capitão, porque eles vão lá cobrar coisas que não são da competência da polícia.

Que critérios têm de ser definidos para garantir o sucesso do projeto?

BELTRAME: Talvez a garantia de que essas comunidades vão passar a contar com luz, sistema de esgoto e água, além de coleta de lixo. O sucesso do projeto depende de investimentos maciços, e estes não estão sendo feitos na velocidade necessária.

O senhor se sente responsável pelas 300 mil pessoas beneficiadas diretamente pela pacificação. Isso lhe tira o sono?

BELTRAME: Isso me preocupa. A UPP mexe com o que há de mais valioso nas pessoas, que é a esperança. E a gente precisa ter senso de responsabilidade. Essas pessoas, com a chegada da polícia, podem começar a pensar que agora o Estado está presente ali. E esse Estado tem que se apresentar de forma mais palpável, de um jeito forte. É algo que me preocupa porque a gente está mexendo com o imaginário das pessoas. Isso não é brincadeira.

O senhor vive a angústia dessas pessoas que esperam por melhorias?

BELTRAME: Vivo. Eu vivo essa angústia. Vou lá nas comunidades e saio mal com certas coisas que vejo. Mas também saio muito gratificado por outras coisas, como o depoimento daquela avó a que me referi antes.

Essa falta de perspectivas prejudica o seu trabalho?

BELTRAME: Eu acho que sim, porque as pessoas passam a ver na construção da esperança aquele homem fardado. E só. É nele que as pessoas vão. Então começam a perguntar ao capitão por serviços que são da Cedae, da Light, da CET-Rio. Hoje, por exemplo, eu tenho policiais que, mesmo estando de serviço, dão aula de esportes. Eu apoio essa iniciativa, porque não vou deixar as crianças sem esporte. Mas gostaria que o responsável por esse setor assumisse essa tarefa, me liberando dois ou três policiais para exercerem a sua função.

Mas o senhor não conta com a parceria de empresários?

BELTRAME: Tenho grandes parceiros, como a OGX, do Eike Batista. Tenho a Firjan e a Light. As suas ações são visíveis nessas comunidades. Eu posso estar cometendo uma injustiça, mas agora tudo é o Complexo do Alemão, onde não há UPP. Eu gostaria que tudo que está acontecendo no Alemão ocorresse nas comunidades com UPPs na Tijuca e em outros bairros. Mas foi tudo para o Alemão. Até banco já abriram lá. Poderiam abrir no Morro dos Macacos, no Salgueiro.

O senhor pede ajuda ao governador Sérgio Cabral, reclama com ele?

BELTRAME: Peço, reclamo. O governador liga para essas pessoas, para os secretários, é um parceiro meu.

Na UPP Social, o que o senhor considera mais urgente?

BELTRAME: Eu não gosto do nome UPP Social. UPP é UPP. Falaram em alguma entrevista e colou, mas sou contra, porque a UPP não é social, ela proporciona o social, permite que o social aconteça. Além disso, se a UPP Social começar a não acontecer, pode me levar junto. E eu não quero isso.

O senhor teme pela sobrevivência do projeto se não houver a participação de outros setores?

BELTRAME: Eu acho que nada sobrevive só com segurança. Não será um policial com um fuzil na entrada de uma favela que vai segurar, se lá dentro das comunidades as coisas não funcionarem. É hora de investimentos sociais. Quando me perguntam o que podem fazer, eu digo: vá lá e veja. Pode entrar, pode visitar. Uma pessoa sozinha talvez não consiga fazer muito, mas se houver outras... Posso estar enganado, mas acho que o ambiente que nós temos hoje permite que a gente pense grande.

Em algum momento o senhor pensou em abandonar o cargo?

BELTRAME: Nunca pensei, a gente tem proposta. Eu achava que no fim do ano era o momento em que poderíamos sair. Digo poderíamos porque não estou sozinho. Isso talvez fosse bom para mim, José Mariano. Mas temos projetos. Sair seria uma coisa egoísta. Não vou jogar a toalha. Eu brigo muito, mas isso desgasta.

O estado não poderia dar incentivos a empresas que quisessem investir maciçamente nas comunidades?

BELTRAME: Eu acho que você precisa perguntar isso ao Villela (o secretário estadual de Fazenda, Renato Villela). Acho que já viram o resultado da política de segurança na saúde pública. Na medida em que as pessoas dão menos tiros, há menos mortos e menos feridos (atendidos nas emergências dos hospitais). A rede hoteleira às vezes me acena, dizendo que o resultado é fantástico.

O senhor acha então que, se a prefeitura ou os empresários não colaborarem, o projeto das UPPs ficará capenga?

BELTRAME: O que eu quero é fomentar o programa, para que ele decole definitivamente. Acho que, quanto menos dignidade tiver o cidadão, mais difícil será. Você pode fazer um cinturão de policiais para manter a ordem, mas também não é isso que a sociedade quer.

E a vida pessoal, como fica?

BELTRAME: Eu não tenho tempo para eles (mulher e filhos). Hoje, o meu programa preferido, que já é difícil, é ficar em casa dormindo. Mas fico muito feliz de ir à rua e as pessoas me cumprimentarem. Eu sou muito agradecido.

Quais as próximas metas?

BELTRAME: Trabalhar firme em cima do desvio de conduta, da corrupção. Investir ainda em tecnologia, educação e capacitação, que são tão difíceis. Estudar como realizar ocupações como a do Alemão, como fazer UPPs. É abrir os currículos, ver quem são os professores, rever com eles disciplina por disciplina. Vamos rever tudo, os cursos de formação de praças, de oficiais, de delegados, de inspetores.

Até alguns anos atrás, a polícia pagava a informantes com materiais apreendidos em operações. Essa polícia está mudando?

BELTRAME: Talvez esse não seja um trabalho para um secretário. Mas nesse sentido as UPPs também me empolgam. Durante mais de 40 anos, nossa política era de entrar e sair das comunidades, com três facções criminosas brigando entre si e com a polícia. E o que aconteceu? Acabamos tendo, ao longo de décadas, uma polícia para fazer guerra, e não para prestar serviços. Agora nós já temos uma polícia prestadora de serviços.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quem será o próximo?

Por Flávio Azevedo

Quer saber? Danem-se as regras do jornalismo, que dizem que o jornalista não pode fazer uma matéria opinativa. Pensando assim, formulamos algumas perguntas para a nossa reflexão:

Até quando nós continuaremos expostos a violência em Rio Bonito?

Até quando a nossa cidade, que teria cerca de 55 mil habitantes, continuará contando
com um efetivo de seis policiais militares?

Até quando vamos ficar pensando que a criação do cargo de Agente de Trânsito resolverá os nossos problemas?

Até quando nos conformaremos com a inércia do poder público em todas as suas esferas de poder?

Até quando a prerrogativa do mandato continuará sendo utilizada para “aliviar” a barra de veículos irregulares?

Até quando vamos achar natural, pequenas ilegalidades, só porque nos convém?


Uma rápida retrospectiva no noticiário riobonitense mostra que, além das diárias ‘saidinhas de banco’, crimes importantes não foram esclarecidos nos últimos anos.

Em 2006, por exemplo, no dia 1º de agosto, o prefeito José Luiz Antunes sofreu um atentado enquanto almoçava num restaurante da cidade, e... Nada foi feito! Prenderam uns ladrões de galinha. Mas... E o mandante?

Em 2008, num dia 24 de julho, a empregada doméstica Marivanda Oliveira levou um tiro na cabeça, também por conta de uma “saidinha de banco”. Ela havia acabado de sacar R$ 4,6 mil numa agência bancária, e... Nada foi feito.

Na última segunda-feira (23), o empresário Carlos Américo de Azevedo Branco, de 45 anos, foi assassinado quando saia de uma agência bancária, por volta das 13h. A suspeita é que ele tenha sido vítima do crime da moda: a “saidinha de banco”.

Diante desse quadro, parte da sociedade civil organizada reagiu e organizou uma manifestação que contou com a participação de 400 pessoas. O objetivo do movimento foi cobrar das autoridades mais segurança e aumento do efetivo policial. A passeata partiu do Posto Luanda, às 18h, percorreu as principais ruas da cidade e encerrou em frente a academia do saudoso Américo, que foi aplaudido pelos manifestantes em vários momentos durante a passeata.

Concluída a manifestação, acompanhado do comandante da 3ª CIA da PM, Cap. Odair Vianna, o comandante do 35º BPM, Ten. Cel. César Augusto Tanner de Lima Alves, teve um rápido encontro com os idealizadores da passeata. Em suas explicações, até muito razoáveis, o coronel tentou justificar o injustificável, e trouxe à tona, conceitos e reflexões que já são sabidos, já foram exaustivamente abordados em inúmeras reuniões, mas a alta cúpula da polícia e, sobretudo da Justiça Fluminense, não quer assumir, aceitar e/ou tentar resolver.

Vale ressaltar que a solução desses problemas transcende ao 35º BPM, que atende a população na medida do possível – em alguns momentos são heróis. Entretanto, acreditamos que a falta de vontade política em nossa cidade seja mais grave que a falta de policiais militares.

Sugestão às autoridades: que tal transformar aquele teatro político, apresentado por ocasião da inauguração da Delegacia Legal, em realidade? Rio Bonito agradeceria!

domingo, 22 de maio de 2011

Rio Bonito/Marajó se reabilita no Carioca de Futsal Feminino e vence o Vasco por 6x3

Flávio Azevedo

Em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Carioca de Futsal Feminino, o Rio Bonito/Marajó (foto 1) venceu o Vasco da Gama, pelo placar de 6x3. Estela (3), Karen (2) e Samara, marcaram os gols do Rio Bonito/Marajó. Cristiane (2) e Kerolin descontaram para o Vasco. A partida aconteceu na noite da última sexta-feira (20), no Ginásio Antonio Figueiredo, no Rio Bonito Atlético Clube. O Rio Bonito/Marajó volta à quadra no próximo sábado (28), às 18h, para enfrentar o Fluminense Atlético Clube, em Niterói.

Na última sexta-feira, no confronto com o Vasco, o jogo foi emocionante do início ao fim. Embora a equipe cruzmaltina tenha vindo para a partida apenas com cinco atletas, não foi uma presa fácil para o Rio Bonito/Marajó, que contou com Estela em noite inspirada. Autora de três dos seis gols da vitória, a ala esquerda não havia apresentado um bom futebol na primeira rodada, deixou a torcida desconfiada, mas contra o Vasco fez uma exibição de gala e conquistou o coração do torcedor alvianil.

De acordo com Estela (foto 2 - com a bola), o Rio Bonito/Marajó entrou muito confiante pelo fato do Vasco estar apenas com cinco atletas. Ela ressaltou a necessidade de continuar jogando para ganhar entrosamento e afirmou que somar pontos nas partidas disputadas dentro de casa é importante para conseguir classificar para a próxima fase.

Questionada sobre a atuação abaixo da crítica, da primeira rodada, ela reconheceu que não esteve bem, disse que na partida de hoje ela já havia conseguido jogar melhor e afirmou que “ao longo da competição nós vamos continuar evoluindo, porque haverá mais entrosamento e os resultados positivos irão aparecer”.

Outro destaque da partida com o Vasco foi Teka (foto 3), que também não havia feito uma boa estreia. Uma atleta completa, que atua na ala direita, consegue aliar velocidade, habilidade e arranque. Segundo ela, a partida de estreia deve ser esquecida.
– Nós estamos nos conhecendo agora, ganhando entrosamento e sabemos que podemos render um pouco mais. Acho, porém, que a troca de experiências entre as jogadoras de Rio Bonito e àquelas que vieram reforçar o grupo será importante para melhorar o nível do futsal dessas atletas e também do futsal da cidade – analisou.

Vasco desfalcado

De acordo com a jogadora Fabiane, goleira do Vasco, os desfalques da nau cruzmaltina aconteceram porque muitas atletas não saíram do trabalho a tempo de embarcar para Rio Bonito ou tinham aula na faculdade nesse horário. Ela revelou que joga como pivô, “mas como eu estou com o tornozelo machucado, o técnico decidiu botar a goleira na linha e me trazer para o gol. Apesar da derrota, a nossa equipe está de parabéns pela luta”, disse.

O Rio Bonito/Marajó começou a partida jogando com Natália, Estela, Mary, Karen e Samara. As suplentes foram: Teka, Kerla, Salsicha, Verônica, Camila, Jaqueline e Lorinha. Treinador: Cabeça. Já o Vasco jogou com Fabiane, Cristiane, Joyce, Lya e Kerolin, que são treinadas por Moisés Matos.

A arbitragem foi de Arnaldo Luis de Oliveira Loureiro, que atuou auxiliado por Alexandre Limeira. A anotadora foi Gabriela Irsa Rech de Aguiar e a cronometrista Patrícia Machado Saldanha.

A rodada

Nos outros jogos válidos pela segunda rodada, o Fluminense venceu o Bradesco pelo placar de 4x3; e o Mackenzie derrotou a equipe da Faculdade Paraíso por 7x3. No próximo fim de semana, além de Rio Bonito/Marajó x Fluminense, o Bradesco enfrenta a Faculdade Paraíso e o Vasco tenta se reabilitar contra o Mackenzie.

Encerrada a segunda rodada, o Mackenzie lidera com seis pontos. O vice-líder é o Fluminense, com quatro. Na terceira colocação está o Rio Bonito/Marajó, que tem três pontos. O quarto colocado é o Bradesco, com um ponto; o quinto é o Vasco também com um ponto. Segurando a lanterna, aparece a Faculdade Paraíso, que até agora somou apenas um ponto na competição.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Primeira Copa Gladiador de Jiu-Jitsu é sucesso

Flávio Azevedo

Cerca de mil pessoas, entre competidores, praticantes de artes marciais e admiradores de atrações do gênero prestigiaram a primeira Copa Gladiador de Jiu-Jitsu. O evento, que entrou para o cenário esportivo de Rio Bonito, foi realizado no último dia 17 de abril, no Motorista Futebol Clube e teve a organização dos desportistas Uanderson Brito e Ricardo Abrahão. Uma das novidades da competição foi a utilização de dois placares digitais, algo inédito na região.

A Copa foi realizada na categoria Absoluto, onde não existe limite de peso para competir. A premiação, em dinheiro, atraiu atletas de todo o estado do Rio de Janeiro e de outros centros, como Rio Grande do Sul.

A competição ainda contou com a presença do tricampeão mundial e pentacampeão brasileiro José Carlos Souza da Silva, da Equipe GFTeam, que venceu a categoria Absoluto Marrom/Preta, após vencer três lutas.

Contabilizando os pontos conquistados por todos os atletas, a Gracie Humaitá conquistou o troféu de campeã por equipes. A segunda colocação ficou com a Carlson Gracie, seguindo da Nova União.

O campeão Absoluto Faixa Roxa foi o lutador Misael Miranda, da Equipe Luiz Paulo.

Fotos: Revista Cidade em Foco, Ivan Stein

Pe. Fábio de Melo e Zezé di Camargo e Luciano são as principais atrações dos 178 anos de Itaboraí

Flávio Azevedo

A última semana de comemorações pelo aniversário dos 178 anos de emancipação político administrativa de Itaboraí será fechada com grandes shows. Além dos desfiles cívicos escolares, que ocorrerão nos bairros de Venda das Pedras e no centro da cidade, a Secretaria de Esporte e Lazer preparou a seguinte programação:

Dia 19/05 (quinta-feira) – Pe. Fábio de Melo;
Dia 20/05 (sexta-feira) – Cantor evangélico André Valadão;
Dia 21/05 (sábado) – Banda Restart;
Dia 22/05 (domingo) – Zezé di Camargo e Luciano.

Todos os shows são gratuitos e acontecerão a partir das 20h no Centro de Apresentações, na Avenida 22 de maio, Rio Várzea!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Professor rouba a cena na Sessão Solene da Câmara de Vereadores

Flávio Azevedo

O professor Gelson Gomes Carneiro de Souza, do Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça (atua como auxiliar de secretaria), roubou a cena na Sessão Solene da Câmara Municipal de Vereadores de Rio Bonito, do dia 7 de maio – data do aniversário da cidade. O professor foi homenageado pela vereadora Rita de Cássia (PP) com a medalha Carlos Cordeiro, honraria oferecida àquelas pessoas que de alguma forma tenham se destacado no município.

Embora seja professor, Gelson é auxiliar de secretaria no Colégio Municipal, mas vem realizando eventos importantes, como o simpósio de Educação em 2009 e o seminário de Educação, em 2010, ambos sempre lincados a unidade escolar que atua.


Convidado para fazer uso da palavra, o professor fez um discurso firme e contundente. Em sua fala, ele criticou “os baixos salários dos professores; a perseguição desenfreada a imprensa e jornais locais; a falta de incentivos a novas iniciativas culturais, como a que temos acompanhado com o Projeto Lona na Lua; o aluno que foi pego com uma arma em sala de aula; os embates pela presidência da Câmara”, entre outros assuntos.

Confira o discurso do professor Gelson:

Senhor presidente Marcus Botelho, senhor prefeito José Luiz Alves Antunes, senhora vereadora, senhores vereadores, demais autoridades presentes, senhoras e senhores. A todos uma boa noite.

Diante da emoção que me envolve neste momento, e ciente do nervosismo que me tomaria, resolvi escrever umas poucas palavras.

Muitas coisas passaram pela minha cabeça para este momento. Poderia falar de tantas coisas... Como esse não é o momento, apenas sinalizo alguns começos possíveis e que poderiam ser tranquilamente usadas para iniciar essas palavras, assim:

Poderia falar do grande problema salarial que os governos têm dedicado aos profissionais da Educação;

Da violência que os nossos alunos e professores tem sofrido mutuamente;

Do “massacre” que ocorreu na escola em Realengo, que coisa horrível, não?

Poderia iniciar essa fala referindo-me aos avanços alcançados na política nacional e nos desafios do governo para a Educação;

Poderia iniciar referindo-me a satisfação e orgulho de ter uma mulher como presidenta da República do Brasil;

Poderia iniciar falando da morte de Bin Laden e as políticas externas dos Estados Unidos da América;

Nossa... muitos começos possíveis.

A nível local...

Poderia falar desse dia tão importante para o nosso município – 7 de maio;

Das homenagens e homenageados desta noite;

Poderia falar da tristeza da não prorrogação do concurso público de Rio Bonito, visto que eu era praticamente o próximo a ser chamado;

Poderia falar dos projetos que venho desenvolvendo no Colégio Municipal, como o Seminário e o Simpósio de Educação;

Poderia iniciar essa fala referindo-me a perseguição desenfreada a imprensa e jornais locais. Ao bom e velho direito da livre expressão;

Poderia falar da falta de incentivos a novas iniciativas culturais, como a que temos acompanhado com o Projeto Lona na Lua;

Poderia falar da falta de oportunidades para os nossos jovens e os possíveis reflexos disso para nossa sociedade... Há pouco tempo um aluno da rede municipal foi pego com uma arma em punho numa de nossas escolas;

Poderia falar da crise econômica mundial de 2009, onde a “marolinha” não parece ter ido embora de Rio Bonito;

Poderia falar dos embates pela presidência da Câmara Municipal de Rio Bonito. O que muitos classificam como uma vergonha prefiro, apenas, ver como uma possibilidade do regime democrático;

E para terminar as tantas possibilidades de começo para esse momento, poderia falar da tristeza que temos compartilhado com muitos, com o fechamento do único Colégio de ensino médio municipal do nosso município e da região, o Colégio de Ensino Médio Dr. Márcio Duílio Pinto, que tanto contribuiu para a minha formação e de tantos outros de nossa cidade. Colégio premiado tantas vezes pelo ótimo desempenho e aprovações em vestibulares e concursos.

Bom, como esse não é o momento e nem temos tempo para tratar sobre todos esses assuntos, me limitarei aos agradecimentos.

Agradeço a Deus pelo presente mais precioso que tenho... A minha família (minha mãe, a Solange; meu pai Edson, corredor a tanto tempo de nossa cidade; os meus irmãos; a minha noiva Simone e seu filho Lucas; a todos os meus familiares). Uma família com os seus problemas, como todas as famílias, mas com uma virtude, a mais preciosa de todas as virtudes... O amor! Sou fruto de uma família que soube e sabe amar! E é por conta, simplesmente do amor, que hoje recebo essa homenagem tão importante para a minha vida.

Quero dizer que essa homenagem tem um sabor ainda mais agradável porque foi iniciativa de uma pessoa que respeito e admiro muito, a vereadora Rita de Cássia A. B. Martins Gomes. Ter o trabalho reconhecido pela senhora já é uma homenagem sem tamanho. Não tenho palavras para lhe agradecer o reconhecimento e o carinho que tem por mim. Contenho-me no “muito obrigado”.

Faço questão de registrar nesse momento a amizade e, sobretudo a generosidade de Romilda e Hingsley (diretoras do Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça) que acreditaram a todo o momento, nos projetos que por mim foram apresentados. Agradeço também aos meus amigos de trabalho pelo apoio e palavras de conforto nos momentos de dificuldades.

Finalizo essa fala, feliz pela homenagem que me é prestada e declarando a todas as autoridades presentes, amigos e amigas, senhoras e senhores...
Eu, Gelson Gomes Carneiro de Souza acredito na educação de Rio Bonito! A nossa educação pode e merece mais, mas muito mais!

No mais, desejo emocionado a minha mãe, a vereadora Rita de Cássia e, as demais mães presentes... Um Feliz Dia das Mães.

Obrigado!

Trilha Carioca: Etapa de Rio Bonito bate recorde de equipes

Texto: Flávio Azevedo/Fotos: Humberto Souza

Rio Bonito sediou no último domingo (15), a 3ª etapa do Circuito Trilha Carioca de Trekking, que bateu recorde de equipes participantes. Divididos em 55 grupos, os 250 trilheiros curtiram as belezas naturais do Parque Vale Verde, no Green Valley, onde o circuito começou. O evento contou com o apoio da Prefeitura de Rio Bonito, através da Secretaria de Esporte e Lazer (Semel).

O clima e o verde das trilhas riobonitenses fizeram bem aos novos competidores. Todos os vencedores, de todas as categorias – Rota Verde (Elite), Matoceiros (Graduados), Trilhas D’Água (Trekkers) e Rally Sem Car (Novatos) – foram vitoriosos pela primeira vez.

De acordo com os organizadores do circuito, a lama encontrada na trilha deu emoção, provocou escorregões e tornou a prova um verdadeiro “enduro a pé”. O percurso teve trechos de subidas e algumas paradas para recuperação do trilheiro, o que aliviou o esforço físico da maioria das equipes.

O diferencial da etapa Rio Bonito, segundo os organizadores, foi o contexto social, porque a competição contou com a participação de três jovens da comunidade Vital Brasil, em Niterói, que fazem parte de projetos da Superintendência – Centro Leste Fluminense. Destaque também para os alunos de Educação Física da Universidade Gama Filho, que vieram com 60 alunos e formaram 13 equipes.

Sempre com o lema, “caminhar é com agente”, a próxima e última etapa, do primeiro semestre, acontece dia 19 de junho, no Floresta Country Clube, entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. As inscrições, com desconto, estão abertas até o dia 10 de junho. Os organizadores estão esperando número recorde de participantes nessa etapa.

Além do prazeroso contato com a natureza, no fim do circuito os competidores participaram de um sorteio de brindes. Produtos como Curtlo, Deuter, entre outros, todos oferecidos pelos patrocinadores, foram distribuídos entre os participantes.

O que é?

Implantado no Rio de Janeiro há cerca de 10 anos, pelo jornalista Cadu Freitas, o Trekking de Regularidade tem como objetivo estimular a saúde, a consciência ambiental e explorar a privilegiada geografia (relevo e belas trilhas) fluminense. Nesse período já foram organizadas cerca de 120 etapas, que reuniram mais de cinco mil atletas que passaram a conhecer uma nova maneira de caminhar. A Trilha Carioca tem como marca, a realização de atividades com segurança e respeito o meio ambiente.

O Trekking de Regularidade é praticado com equipamentos como calculadora, bússola, cronômetro e um contador de passo. Algumas equipes utilizam equipamentos sofisticados para navegação, como o TOTEM, WINNER e PALM TOP. Baseadas em planilhas de orientação, as equipes calculam a distância e o tempo que são necessários para o cumprimento de cada trecho da prova. Existe um pequeno intervalo entre a largada das equipes, justamente porque o objetivo não é chegar primeiro, mas manter a ‘regularidade’ durante o percurso.


Classificação dos três primeiros colocados de cada categoria

Elite

1º - Rota Verde (478 pontos);
2º - Amigos do Zé (530 pontos);
3º - Discovery (609 pontos).

Graduados

1º - Matoceiros (445 pontos);
2º - Atitude (972 pontos);
3º - Sempre em frente Rexam (1.119 pontos).

Trekkers

1º - Trilhas D’Água (2.674 pontos);
2º - Sequelados (4.318 pontos);
3º - Bike & Lazer (4.386 pontos).

Novatos

1º - Rally Sem Car (1.125 pontos);
2º - Full Time (2.233 pontos);
3º - Native Roots (2.515 pontos).

Fonte: http://www.trilhacarioca.com.br