sábado, 17 de março de 2012

Prefeitura de Rio Bonito inaugura Colégio Municipal Maurício Kopke de forma oficial

Flávio Azevedo

A Prefeitura Municipal de Rio Bonito inaugurou de forma oficial, na tarde do último dia 15 de março, o Colégio Municipal Maurício Kopke. A unidade está localizada na entrada do bairro Caixa D’ Água, no Centro e recebeu investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão. A solenidade contou com autoridades municipais e a presença do prefeito silvajardinense Marcello Zelão (PT). Também participou da solenidade a professora Yacy de Matos Kopke, viúva do homenageado, que durante a sua fala ressaltou as qualidades e comportamento do saudoso professor.

Em entrevista a nossa reportagem, o diretor da Faculdade Cenecista de Rio Bonito (Facerb) e do Colégio Cenecista Monsenhor Antonio de Souza Gens, Carlos Alberto de Moura Machado, o professor Betinho, que foi aluno de Kopke, disse que o saudoso professor era uma pessoa que tinha o carinho dos alunos por ser mestre, mas também amigo.
– Ele sempre se comportava como amigo dos seus alunos. Não são poucas as experiências e histórias pitorescas que podemos contar do professor Maurício Kopke, que tinha talento para várias outras áreas. Lembro bem da mesa que ainda existe na casa dele. O utensílio foi ele mesmo quem fez através de um dos seus dotes: a marcenaria – destaca Betinho.

O Colégio Municipal Maurício Kopke foi erguido onde funcionava o antigo barracão da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Semosp). De acordo com o prefeito José Luiz Alves Antunes, na primeira fase da obra foi construída 15 salas de aulas, toda infraestrutura de banheiros (comuns e adaptados), secretaria, refeitório, biblioteca e sala de informática. “Nós tentamos dar o máximo de acesso aos alunos com necessidades especiais, com a construção de rampas, piso antiderrapante e corrimão em dois níveis”, comentou.

De acordo com chefe do Executivo, a intenção é construir numa segunda fase, outras 30 salas de aulas, perfazendo um total de 45, que funcionarão nos quatros blocos do prédio. “As instalações são modernas, feito com materiais de primeira qualidade e tudo está estruturado para abrigar os cerca de 3 mil alunos que estamos pretendo receber aqui quando o prédio estiver totalmente concluído”, destacou o prefeito.

Experiência na direção

A diretora Cristina Mello (esquerda), que terá como vice-diretora, a professora Elisabeth Moraes (direita), disse que das 900 vagas oferecidas, cerca de 800 já foram preenchidas, prioritariamente por alunos das escolas Paulo Pfeil e Barãozinho. As vagas são para alunos que estejam cursando o primeiro e segundo segmento do Ensino Fundamental. Com cerca de 30 anos de experiência no magistério, sobretudo quando o assunto é gestão de pessoal (o que não é fácil), a professora Cristina Mello, junto com uma equipe competente foi responsável por reerguer do Colégio Estadual Dyrceu Rodrigues da Costa.
– Sei que a minha responsabilidade é grande, as expectativas quanto ao meu trabalho são muitas, eu encaro como mais desafio e para mim essa é uma experiência nova. Eu, porém, nunca fiz nada sozinha. O trabalho positivo que atribuem a mim, lá no Dyceu, foi fruto de uma equipe preparada, entusiasmada e, principalmente comprometida. Somente assim é possível fazer um trabalho de excelência – analisou a diretora.

O principal desafio da nova escola, segundo Cristina Mello é o aluno, que ela considera ser o grande objetivo de qualquer educador. “Essa escola é linda, tem uma estrutura fantástica, mas o professor é quem dá vida a tudo isso. Acredito que a parte pedagógica é o coração de qualquer unidade de Educação. Falta de merenda, falta de material, coisas que me informaram que aconteceria, não estão ocorrendo e os poucos problemas, coisa normal no início do trabalho, estão sendo resolvidos”, disse.

A diretora ressaltou ainda, que “agora que já ocorreu a inauguração, o próximo passo é chamar a equipe pedagógica para a criação dos projetos”, iniciativa que foi a marca de Cristina enquanto esteve na direção do Colégio Dyrceu e deu excelentes resultados.

Fim da polêmica

Depois de alguns meses de desnecessária polêmica e infrutífera queda de braço entre os poderes Executivo e Legislativo (por conta do nome da unidade), imperou o bom senso. O prefeito decidiu agir de maneira diplomática e nomeou o prédio de Complexo Municipal de Educação, onde estão inseridos o Colégio Municipal Maurício Kopke e a Quadra de Esportes Osvaldo José Mariano, antiga área de lazer do bairro que foi totalmente revitalizada e encampada ao ambiente da nova unidade escolar.

Reflexão

Virou modinha na “cidade risonha” chamar a atual administração de “governo de cimento”. Eu afirmo que agiria diferente do prefeito em várias ocasiões. Entretanto, essa conversa de “governo de cimento” é a última grade conversa fiada criada por aqui. Esqueceram que toda obra é inanimada e quem coloca vida nesses lugares são as pessoas.

Todavia, colocar vida nas coisas só é possível quando não se está de má vontade por convicções partidárias favoráveis ao governo ou contrárias a ele. Boa vontade e dedicação, à escola e aos alunos, algo raro nos dias de hoje! Na entrevista, Cristina, a diretora da nova unidade, já deu a dica!

Sheila Sá e Gutinho Prevot celebram Chico Buarque no evento Samba Chico – Erudito Popular

Flávio Azevedo

O show “Samba Chico, Erudito Popular” foi a grande atração da noite de ontem (16/03), no Esporte Clube Fluminense, em Rio Bonito. A iniciativa dos músicos Sheila Sá (voz) e Guto Prevot (violão) agradou o público que não arredou pé até o final do evento, que ficou com gosto de quero mais. O show pode ser classificado como um tributo a Chico Buarque de Hollanda, um dos ícones da Música Popular Brasileira (MPB).

O apresentador do show iniciou dizendo que “estamos aqui nesta noite para falar, homenagear e primordialmente cantar este mestre, este gênio das palavras. Falar de Chico, “o Chico das artes, o gênio, o poeta, Buarque boêmio”, é difícil, muito difícil. Mas pode ficar fácil, muito fácil, porque a música de Chico fala por ele, fala por si... Fala por nós”.

Sabedores do artista multifacetado que é Chico Buarque, a proposta de Sheila e Gutinho foi retratar o sambista, “provavelmente o maior dentre todos os Chicos”. As músicas apresentadas foram uma coleção daquilo que ele ouviu e o influenciou (como o samba de Donga e Noel); com um pouco do que ele cantou (a bossa-nova de João, Tom e Vinícius) e, principalmente, “com boa parte dos sambas que ele fez e nos influenciou, alegrou, inspirou, e premiou”, comenta Gutinho.

O público foi embalado com músicas como “Feitio de Oração” e “Chega de Saudade”, que abriu o show. Os turbulentos anos 60, época que Chico atua como ativista político, através das letras significativas e profundas das suas músicas, também foram retratados: “Pedro Pedreiro”, “Olê, Olá”, “A Rita”, “Com Açúcar Com Afeto”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê” e “Carolina”, trouxeram um clima de nostalgia.

Já com o objetivo de relembrar os anos 70, os artistas cantaram melodias como “Ilmo. Sr. Ciro Monteiro”, “Festa Imodesta”, “Acorda Amor”, “Sem Compromisso”, “Meus caros”, “O Que Será”, “Você Vai Me Seguir”, “Feijoada Completa”, “Até o Fim”, entre outras. Destaque para “O Que Será”, que Sheila Sá destacou como uma das músicas mais difíceis de Chico; e “Feijoada Completa”, que levantou o público e fez os presentes cairem no Samba.

O show concluiu com reminiscências dos anos 80, mais precisamente 1984, quando o Regime Militar começa ruir no Brasil e a chegada do regime democrático era iminente e inevitável. Para rememorar esse tempo que contava sempre com presença marcante de Chico Buarque nos movimentos pró-democracia, “Pelas Tabelas” e “Vai Passar”, as últimas melodias da noite.

Patrocinadores

O show Samba Chico – Erudito Popular se tornou possível por conta dos patrocinadores que apostaram num evento de alto nível cultural e intelectual, como sempre acontece com tudo aquilo que leva a marca Chico Buarque. Foram eles: Iluminare, Escola Criar, Zaniboni Seguros, JORNAL E PROGRAMA “O TEMPO EM RIO BONITO”, Aécio Modas, Paulista Veículos, Auto Escola Peixe, Roma Gold Seguros, Jônatas À Rigor, Aluguel de Roupas; New Look Centro Estético (Ana Márcia, Nelsinho e Jordan); Contargui Contabilidade. O apoio cultural foi de Glauber Guadelupe – Advogado.

Menção honrosa

Uma saudação especial aos músicos Geasi, Matheus Prevot, Pedro e Bebê, que junto com Sheila Sá e Gutinho, deram um show musical como integrantes da banda que acompanhou as músicas da noite. Sonorização de Tiago Quintanilha; fotografia de Marllon Lopes e filmagem da DM Produções.

Menção honrosa também, à nova diretoria do Esporte Clube Fluminense, que vem se destacando na realização de eventos culturais importantes para Rio Bonito e, sobretudo para a formação das gerações futuras.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O povo contra os políticos – Os políticos contra o povo

Flávio Azevedo

Mais uma vez o Facebook me serve de inspiração para escrever. Tenho sido questionado por algumas pessoas a respeito dos elogios que faço aos governos de Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim. O engraçado é que quando eu dirijo críticas a esses mesmos atores, eu também sou questionado. Sendo assim, eu farei ouvido de mercador e continuarei fazendo as minhas reflexões elogiando o que acho ser necessário elogiar e criticando aquilo eu penso ser necessário criticar.

Antes de prosseguir com o texto, eu devo lembrar que as minhas impressões podem perfeitamente estar equivocadas. Aliás, eu não sou e nem almejo ser o dono da verdade ou alguma espécie de oráculo onde as pessoas recorrem em busca de solução. Agora, uma afirmação minha eu mantenho: a responsabilidade por mudar o cenário político da nossa cidade, estado ou país é nossa.

Alguns consideram muito duras, algumas das minhas reflexões, sobretudo quando eu digo que a culpa dos problemas sociais que o Brasil enfrenta é nossa... Mas essa é a pura verdade. Geralmente não gostamos dessa ideia, porque é melhor sempre botar a culpa no outro! Por outro lado, se alguém me disser que os governantes, Brasil afora, atuam de maneira a manter as pessoas alienadas e deseducadas, concordarei... Mas o voto que leva essas pessoas ao poder é nosso... Quem troca o voto por favorzinho e/ou presentinhos é o povo.

Qualquer pessoa sem instrução entende de futebol, novela e Big Brother, por que então não pode entender um pouquinho da sua responsabilidade no setor político? Por falta de Educação...? Que deveria ser oferecida pelos nossos governantes, certamente. Mas porque não existe nenhum esforço do povão para mudar? Não é estranho isso?

Amigos, eu nunca encontrei um crítico que fizesse as suas reflexões por zelo a coisa pública, mas sim porque ficou de fora do esquema (pode haver algumas exceções). Geralmente, o reclamante está engajado na campanha do outro que lhe ofereceu espaço num futuro governo, o que torna os pedidos (muitas vezes legítimos), partidários e direcionados. Poucos ou ninguém está verdadeiramente preocupado com o serviço em prol do povo.

O que está acontecendo nesses municípios, por mais incompetente que seja o seu governante, é fruto de uma dívida de 50 anos com os munícipes de cada território. Se olharmos para o Brasil, a dívida é de 500 anos. Penso que recuperar, por exemplo, meio século de atraso, em quatro, oito ou até 12 anos, é impossível.

Vemos esse cenário nas comunidades pobres e favelas da cidade do Rio de Janeiro desde a década de 50. É a mesma engenharia macabra e perversa! Voto entregue de maneira inconsciente e interesseira; e políticos eleitos (com esses votos) que só pensam em se locupletar e alimentar a voracidade dos seus comparsas. Mudar essa realidade demora. Precisaríamos de mais 50 anos!

Diante dessa realidade, eu não posso culpar unicamente os governantes pelos problemas. Em muitas oportunidades, eles acabam sendo vítimas dos abutres que os cercam. Um exemplo: certa figura política de Rio Bonito, que atravessa inúmeros problemas na vida particular, depois de me narrar as suas dificuldades, eu sugeri: “por que você não abandona a vida pública esse ano? Depois que você resolver os seus problemas você retorna”. Resposta: “não posso, muita gente depende de mim!”.

Faço apenas uma pergunta: “o termo “muita gente” comentado pelo político é quem exatamente? O povo?”. Não, ele se referia a uma turminha que, como lesmas sanguessugas, vivem penduradas nele e em quem está no poder há anos e anos!

Votar ou não votar... Eis a questão!

Flávio Azevedo

Navegando pelas redes sociais encontramos comentários e flexões de todas as espécies. Desde os mais razoáveis até os mais absurdos, a internet aceita tudo. Noto em algumas postagens certa impaciência e uma grande desmotivação do eleitorado, sobretudo entre os mais conscientes. Porém, diante do cenário político que se desenha diante de nós, essa postura é razoável e bem compreensível.

Entretanto, não podemos esquecer que não é por acaso que vereadores, prefeitos, governadores e integrantes de demais cargos eletivos estão ocupando os seus lugares. A verdade é que em algumas ocasiões esquecemos que esses senhores, e senhoras, foram eleitos com o nosso voto.

Vejo muita gente comentando que não existe sentido em fazer comentários nas redes sociais. Entretanto, para quem desconhece, eu ressalto que todos os grupos políticos da nossa cidade e região têm um agente de plantão acompanhando tudo que é escrito, pensado e abordado no Facebook e demais redes sociais. Às vezes, os próprios políticos e pessoas envolvidas na vida pública têm o seu perfil.

Por isso amigos, não se enganem... Não é tão infrutífero assim digitar, falar, reclamar e se expressar por aqui. No meu caso, por exemplo, é nítido o desconforto de alguns setores com as minhas colocações (sejam elas contrárias ou favoráveis). Eu afirmo que tenho conseguido, por conta da repercussão de algumas postagens, contribuir para que certas situações sejam mudadas.

Diante disso, eu não posso me furtar de comentar a questão de quem se cândida a vereador ou prefeito. Eu defendo a ideia de que a pessoa que está insatisfeita deve se candidatar para tentar fazer diferente. Nada é mais justo que isso! Você vai me perguntar: “e se for mais um?”. Simples, na próxima eleição vote em outro.

A verdade é que por sermos tremendamente frouxos, nós adquirimos o habito de criminalizar a política e não os nomes que criminalizam o setor. É mais cômodo agir como se fosse crime ser candidato, simplesmente porque o setor é povoado de tralhas. Esquecemos, porém, que a ausência das pessoas de bem na política contribui para manter as escórias no sistema.

Penso que podemos agir tentando mostrar aos nossos amigos que vender o voto é um crime contra nós mesmos. Penso que se cada um agir conversando com os seus amigos em família, na igreja, no trabalho, na escola e até nos momentos de lazer, será possível, como pregou Ghandi, fazer uma “revolução” silenciosa que vai frutificar nas urnas. Talvez, as mudanças almejadas não aconteçam agora, nessa eleição (7 de outubro de 2012), mas nas próximas com certeza acontecerá!

Por último, eu esclareço que não sou candidato nas próximas eleições, mas eu gosto de incentivar a renovação da política a partir do eleitor, porque a mudança está em nossas mãos, basta saber votar com responsabilidade e pensando sempre na coletividade.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vigilância da ferrovia para ordenar estacionamento no Centro de Rio Bonito

Flávio Azevedo

Já há algum tempo nós estamos defendendo a ideia de que o problema enfrentado pelo trem de manutenção da ferrovia que corta Rio Bonito é uma questão de falta de bom senso dos motoristas. Aos distraídos vale lembrar que diariamente a passagem do vagão é obstruída pelos carros que estacionam sobre os trilhos. A realidade é que boa parte dos motoristas são egoístas, apressados, espaçosos e imaginam que o mundo gira ao entorno dos seus umbigos.

Na manhã de hoje (15/03), porém, nos surpreendeu essa cena. Dois carros estacionados próximos a estrada de ferro, mas a uma distância que não atrapalhava a passagem dos carros que circulavam no estacionamento e ainda deixava espaço para o trânsito do veículo de manutenção da ferrovia.

Enquanto estávamos fotografando, um funcionário da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), concessionária que administra a ferrovia, se aproximou da nossa reportagem e comentou que a empresa destacou um funcionário para tomar conta dos trilhos e não permitir o estacionamento sobre a ferrovia.

Isso sugere duas reflexões:

1º) Por que a FCA já não fez isso antes?

2º) Os motoristas brasileiros, com destaque para os riobonitenses, são extremamente infantis. Como as crianças, eles precisam sempre de alguém que esteja tomando conta das suas ações e os ensine o que se pode ou não fazer.

Novas informações

Segundo o funcionário da FCA, o magnata do petróleo, Eike Batista, teria comprado a concessionária. O objetivo é o escoamento das cargas e descargas que chegarão ao porto que o empresário está construindo em Quissamã, no Norte Fluminense. O funcionário da FCA disse ainda, que já existe um projeto pronto de tirar a ferrovia do Centro da cidade.
– A ferrovia só passa pelo meio da cidade, porque no passado ela era usada para o transporte de passageiros. Atualmente, porém, o objetivo é o transporte de cargas. Sendo assim, não é mais necessário que ela atravesse as áreas urbanas, o que melhora o trajeto do trem e não obstrui os centros urbanos – analisou.

quarta-feira, 14 de março de 2012

“Rio Bonito faz revolução na Saúde”

Flávio Azevedo

Mais um especialista em Saúde declarou que em Rio Bonito o setor vai bem. Dessa vez a afirmação é de ninguém menos que do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo. De acordo com o secretário, junto com Rio Bonito estão os municípios de Barra Mansa e Volta Redonda. “Esses foram os que contribuíram para a avaliação positiva recebida pelo Estado do Rio de Janeiro”, comentou.

A declaração foi feita durante uma resposta do secretário a pergunta de “por que o Estado do Rio de Janeiro não figurou positivamente numa avaliação feita pelo Ministério da Saúde, dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado?”. Para Sérgio Côrtes, se todos os municípios gerenciassem a Saúde como Rio Bonito, o quadro identificado pelo Ministério da Saúde no território Fluminense seria diferente.
– Rio Bonito é uma das três cidades que melhor aplicam os recursos da Saúde. A pasta comandada por Maria Juraci Dutra está revolucionando o atendimento público de Saúde e garantindo o acesso da cobertura de atenção básica para aqueles que necessitam – revelou.

O secretário disse ainda, que as cidades que ele menciona positivamente se destacam porque cumprem um contrato de metas estabelecido pelo estado para que os municípios melhorem os seus indicadores.
– Nos últimos três anos, o governo do estado criou um projeto de apoio ao interior. Se eles atingem esses indicadores, eles recebem o recurso integral. Se eles superam até dobram os recursos que recebem – explica Côrtes, que classifica o trabalho feito em nos três municípios como “revolução na área da saúde”.

Revolução


Embora as críticas a área de Saúde sejam constantes, sobretudo por se tratar de um setor que lida com a fragilidade humana e que sempre é explorado pelos discursos e ações partidárias, Rio Bonito nunca esteve tão estruturado nessa área. Contribui para isso a gestão eficiente e técnica do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), unidade que estava preparada física e administrativamente para receber equipamentos como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a Unidade de Assistência de Alta Complexidade Oncológica (Unacon), o que diminui significativamente o êxodo de pacientes que necessitam desses serviços para outros centros.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é outra realidade que demonstra estar a Saúde de Rio Bonito, sobretudo num segmento sempre muito criticado (o primeiro atendimento) em franco crescimento. A inauguração do Centro de Saúde do Coração (Cecor) também mostra que a Secretaria Municipal de Saúde percebe a importância de se estruturar a rede básica de Saúde, outro setor que carecia de uma atenção maior da pasta.

Reflexão

Por fim, convém analisarmos a forma de se transitar e gerenciar o setor. O que é melhor? ‘Cuidar da Saúde’ ou ‘Cuidar da Doença’? Podemos classificar o ‘Cuidar da Saúde’ como reforçar o setor com equipamentos e pessoal treinado. Contudo, essa é uma postura que por só trazer retorno em médio e longo prazo, gera críticas e insatisfações. ‘Cuidar da doença’, porém, com rebocoterapia e excursões para hospitais dos grandes centros, por ser uma iniciativa imediatista, dá uma sensação de atendimento rápido e personalizado.

A verdade é que ‘Cuidar da Saúde’ é trabalhoso e cansativo. Já ‘Cuidar da Doença’ é mais fácil porque basta você transferir a responsabilidade para outros centros e garantir o voto do cidadão atendido e dos seus familiares.

terça-feira, 13 de março de 2012

Crimes hediondos para boa parte da população de Rio Bonito:

Flávio Azevedo

*parar na via preferencial para dar caminho a alguém (carro ou pessoa) que esteja querendo alcançar o outro lado;

*parar na faixa de pedestres para o pedestre passar;

*perceber que alguém está saindo de ré de uma calçada e parar, porque esse veículo pode entrar na sua frente;

*dirigir com cautela e passar pelo semáforo com prudência (embora ele esteja verde), porque a qualquer momento um louco (de carro, moto, caminhão ou ônibus) pode entrar na sua frente;

*esperar a uma distância segura, quando o carro da frente dá seta indicando que vai estacionar de ré em alguma vaga ao longo da via.

OBS: o pior disso tudo é depois de fazer algumas dessas coisas, ouvir alguém que você acha ser uma pessoa de bem te dizer: “estou com pressa e você como jornalista deveria saber que não se deve parar o carro em qualquer lugar. Vai andar de bicicleta!”.

Confesso que eu concordo com esse senhor! Como jornalista e, sobretudo analista social, concordo que as melhorias que alguns exigem para o trânsito de Rio Bonito e para a cidade de maneira geral, acabam esbarrando no nosso egoísmo e no nosso mau hábito de querer que apenas os outros andem corretamente.

A partir de hoje, passo a rever as minhas críticas direcionadas a administração municipal quanto a ela ser omissa e ineficiente, simplesmente por perceber que ela age assim por estar atendendo a vontade dos seus representados: o povo!

PS: estou postando uma fotografia feita por mim em 2010. Dois anos depois, esse trecho da cidade continua do mesmo jeito. Eu, porém, mudei, porque fui descobrindo aos poucos que a culpa disso tudo é nossa.

Nome da nova escola de Rio Bonito expõe queda de braço infantil entre Executivo e Legislativo

Flávio Azevedo

Na próxima quinta-feira (15/03), a Prefeitura Municipal de Rio Bonito (PMRB) inaugura de forma oficial, a Escola Maurício Kopke, na entrada da Caixa D’Água. Parabéns ao prefeito José Luiz e sua equipe pela realização. Entretanto, eu gostaria muito de noticiar uma inauguração dessa magnitude em Nova Cidade, onde a coisa anda feia na Escola Municipal Sete de Maio. Parafraseando o pensador Victor Hugo: "quem abre escolas, fecha cadeias".

Em Nova cidade, a Prefeitura está construindo um ginásio poliesportivo, um antigo sonho dos moradores da localidade. Concordo que é muito boa essa iniciativa, mas esse investimento poderia ser direcionado a reconstrução da escola do bairro.

Quanto ao nome Maurício Kopke, dado a escola que está sendo inaugurada, eu recebo um release da PMRB que nomeia a unidade simplesmente de Centro Municipal de Educação. Bom, para quem não sabe, o nome Maurício Kopke foi dado pelo vereador Carlos André Barreto de Pina, o Maninho (PPS), que fez aquilo que preceitua o Regimento Interno da Casa e Lei Orgânica do Município (a nomeação de prédios e logradouros públicos é prerrogativa do Legislativo). Porém, o nome não foi bem recebido pela PMRB, que tinha outra pessoa em mente para homenagear.

Diante disso, nem o nome sonhado pelo prefeito e pela secretária (seria Clara Luiza Moraes); e nem o nome indicado pelo vereador está sendo oficializado como nome da escola.

Entretanto, como eu sou dono do meu jornal, das mídias que eu controlo, e detesto injustiças, só chamarei essa escola de Maurício Kopke, todas as vezes que eu fizer qualquer tipo de menção ou matéria em que ela for citada.

Vale lembrar que essa queda de braço infantil já aconteceu em outras oportunidades e expõe o despreparo dos nossos governantes. Creio que o prefeito precisa aprender a respeitar o Legislativo. É fato que a maior parte dos integrantes desse poder (Legislativo) não se dá o respeito, mas isso não quer dizer que as prerrogativas desses senhores não devam ser respeitadas. Que a ineficiência e o espírito frouxo dos vereadores sejam explanadas, mas não dessa maneira.

Concluindo, eu não posso deixar de mencionar que eu não tenho procuração para defender o vereador Maninho; devo lembrar que eu não sou seu assessor de imprensa ou da Câmara; e acho ser ele (Maninho) um dos parlamentares mais improdutivos do atual quadro de vereadores. Todavia, razão se dá a quem tem e nessa questão o Legislador está correto!

segunda-feira, 12 de março de 2012

O debate que está sendo ignorado em Silva Jardim

Flávio Azevedo

Pesquisando postagens sobre Silva Jardim, vejo algumas críticas interessantes ao prefeito Marcello Zelão (PT) e sua administração. Aliás, para quem não sabe, as cidades de menor porte – aquelas que todos se conhecem e parecem uma grande família – são fontes inesgotáveis de exemplos pensados por diversos intelectuais em todos os tempos (da Grécia até hoje). Apesar da mudança que se percebe a olhos vistos na cidade, elas acabam não sendo assimiladas ou reconhecidas pelo seu povo, que tem prioridades, às vezes, mais voltadas para o individualismo que para o viés coletivo.

Eu costumo dizer que o estado de abandono de Silva Jardim não é novidade. Aliás, esse cenário desagradável não começa no governo Zelão. Eu afirmo que, assim como acontece em Rio Bonito, 99,9% dos políticos silvajardinenses – alguns deles ainda atrelados a gestão do prefeito petista – têm uma dívida de mais de 50 anos com a terra do Capivari e o seu povo sofrido. Se por lá existem bairros que há 10 anos não recebem investimentos, eu não duvido que uma “turnê” por todo município nos mostraria localidades que estão carentes de atenção há bem mais tempo.

A discussão, porém, amigo leitor (sobretudo, se você é silvajardinense) é bem mais ampla, mais profunda e, talvez, só seja compreendida, se usarmos a régua da sociologia. Assim, quem sabe, nós poderemos entender a perversidade que existe nos bastidores do poder em cidades como Silva Jardim e outros municípios de menor porte.

Eu não tenho medo de afirmar que Marcello Zelão, e quem governar depois dele, são herdeiros de uma herança maldita (as mazelas da cidade e a boca aberta de um povo viciado). Aliás, observando a vida política de Silva Jardim, percebe-se que para governar esse município, o mandatário precisa ter jogo de cintura (o que nem sempre é possível) para atender os anseios (nem sempre de cunho coletivo) da sofrida população, há muito abandonada.

Vale ressaltar que em cidades de menor porte, desagradar as classes dominantes é deixar descontente uma fatia importante da população, que quando insatisfeita por perderem os seus ‘privilégio$’, saem as ruas usando a influência que exercem sobre os seus dominados para criar factóides que tem um único objetivo: desestabilizar o que está dando certo para a coletividade, porque não está sendo lucrativo para ele individualmente. Por alienação ou remuneração, os tais dominados repetem o discurso como se fossem papagaios.

Uma metáfora: "a construção de uma casa não pode ser iniciada pelo telhado, mas pelo alicerce". Sendo assim, vejo com bons olhos o governo Zelão, embora reconheça que exista muito que fazer e que os problemas inerentes a administração certamente ocorrem. Todavia, me agrada ver a base, ou seja, a Educação, sendo priorizada.

Penso que investir em Educação é a estratégia mais eficaz para se combater o cenário de horror que assombra, há muitos anos, a vida pública e social de Silva Jardim. Os anseios por melhorias são reais, devem ser externados, mas o prefeito, no comando há pouco mais de três anos, deve ser cobrado com mais paciência e senso de Justiça, porque ele tem a dura missão de dar conta de 50 anos de atraso em apenas um ou dois mandatos!

Fica muito nítido, que essa reflexão, esse debate e esse viés de pensamento que defendo estão sendo negligenciados na “terra do Capivari”.

domingo, 11 de março de 2012

Sheila Sá e Guto Prevot promovem tributo a Chico Buarque nessa sexta-feira

Flávio Azevedo

O show “Samba Chico, Erudito Popular” é a grande atração da noite próxima sexta-feira (16/03), a partir das 21h30min, no Esporte Clube Fluminense, no Centro de Rio Bonito. A iniciativa é dos músicos Sheila Sá (voz) e Guto Prevot (violão). O show pode ser classificado como um tributo a Chico Buarque de Hollanda, um dos ícones da Música Popular Brasileira (MPB). Para promover o espetáculo, o programa “O TEMPO EM RIO BONITO, do último dia 4 de março recebeu Sheila e Gutinho. A dupla deu uma prévia do que vai acontecer durante o show.

Por cerca de 1h30min os músicos falaram sobre o show; comentaram a ideia de realizar programações similares com foco em outros ícones da MPB; discorreram sobre a importância de Chico Buarque para a Cultura Brasileira; e abordaram a influência de Chico para as novas gerações.
– Tem uma frase famosa do próprio Chico que diz: “algumas pessoas tem medo de mudar, eu tenho medo da falta de mudanças”. A verdade é que Chico veio rever a forma de se escrever a música brasileira. Influenciado por Vinícius de Morais, ele começou de uma forma muito lírica, mas acabou assumindo a postura de crítico social e a partir daí passou a influenciar todas as gerações futuras – comentou Gutinho.

Por conta do carinho que desperta nos riobonitenses, o grupo de mídias “O TEMPO EM RIO BONITO” apelidou Sheila Sá de “a namoradinha de Rio Bonito”. Mas ela não chama atenção apenas pela beleza da voz e sua tradicional simpatia, porque é uma artista que tem formação superior na área da música. Questionada sobre a forma como Chico é olhado no meio acadêmico musical, Sheila afirma que ele é muito valorizado – mas ao mesmo tempo é muito temido – comenta a cantora, por se tratar de um compositor que tem músicas muito difíceis. “São melodias complexas, que exigem preparo e muito estudo da harmonia e das letras”, analisou.

Questionados sobre projetos futuros, Sheila e Gutinho o planejamento de um show similar ao “Samba Chico, Erudito Popular”, para homenagear a saudosa Elis Regina, que completou trinta de anos de falecimento no último dia 19 de janeiro. Sobre o cenário musical de hoje, onde é nítida a falta de conteúdo nas músicas, Sheila e Gutinho alegam que não existe publicidade para as músicas mais clássicas e revelam que os custos para esse estilo de música é bem maior. “Esse é, talvez, o grande diferencial de Chico Buarque e outros personagens da MPB que não foram apenas uma onda, porque se consolidaram e se eternizaram”.

Durante o programa, Sheila e Gutinho fizeram a promoção do evento apresentando, ao vivo, músicas como Pedro Pedreiro; Samba e Amor; Com Açúcar e afeto; Quem te viu quem te vê; Feijoada Completa; A Rita e Sem Compromisso. Segundo os artistas, os interessados em assistir o “Samba Chico, Erudito Popular” precisam correr porque as mesas já estão a venda, o número é limitado e a procura tem sido muito boa.

Informações na secretaria do Esporte Clube Fluminense ou através do telefone (21) 2734 – 0136.