terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Novo acidente no retorno do Green Valley reacende uma velha discussão: cadê o VIADUTO?

Flávio Azevedo

Três carros se envolveram num acidente sem vítimas fatais, hoje (07/02), por volta das 9h30min, no retorno do Green Valley, próximo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O acidente é mais um que vai figurar numa triste estatística que tende a crescer caso as autoridades não tomem drásticas providências; e se a Autopista Fluminense (concessionária que administra a rodovia) continuar tratando o assunto com desdém e desinteresse.

De acordo com testemunhas que estavam no local, o Fiat Uno, placa JZD 0333, de Rio Bonito, com dois ocupantes, teria provocado o acidente ao sair do Green Valley e atravessar a pista na frente do Ecosporte, placa KWC 3983, de São Gonçalo. O Fiat estaria tentando acessar o retorno para acessar a pista de subida da BR – 101. As duas pessoas que estavam no interior do esportivo, que parou na área de grama que divide as pistas sofreram apenas o susto.

Também foi envolvido no acidente, o Renault Sandero, placa LRZ 3378, de Cabo Frio. Ainda segundo as testemunhas, uma picape Hilux não identificada também teria sido envolvida, mas como não sofreu nenhum prejuízo o motorista teria seguido viagem.

Os dois ocupantes do Fiat Uno foram atendidos por viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Autopista Fluminense. No local, enquanto aguardava a perícia, policiais militares e rodoviários diziam ser necessário fechar a saída ou o retorno para evitar novos acidentes.

Não é a primeira vez

A construção de um viaduto no local (foto do projeto), que serviria de retorno para a pista de subida da BR – 101 e acesso para a UPA e também para o Loteamento Schuller – localidade que sem um acesso digno –, foi um dos temas da reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) na manhã de ontem (06/02). Conselheiros e representantes do poder público debateram o tema e a possibilidade de se haver uma manifestação nos próximos dias não foi descartada.

De acordo com os representantes da Prefeitura Municipal de Rio Bonito (Isaías Class/Desenvolvimento Urbano e Lendro Weber/Procurador Geral), presentes a reunião, as obras já eram para estar sendo executadas pela Autopista Fluminense. “Eles se comprometeram em começar as obras do viaduto em novembro. Ainda não sabemos o motivo de não terem começado. Mas vamos marcar uma audiência e cobrar. Pedimos, inclusive, a participação do CCS nessa reivindicação”, disse o secretário Isaías Class.

Uma história longa e cansativa

Representando o prefeito José Luiz Antunes (DEM), o vice-prefeito Matheus Neto participou no dia 13 de novembro, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de um encontro para discutir os fechamentos dos acessos à BR–101 pela Autopista Fluminense. Participaram da reunião, o coordenador geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), unidade regional, João Honorato; o subsecretário estadual de Transportes, Delmo Pinho; o superintendente da Autopista Fluminense, Carlos Alberto Gallo; o chefe da 5ª delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Rio Bonito, Carlos Renato Queiroz Pessoa; e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class.

O gerente de tráfego da Autopista Fluminense, Edmundo Régis Bittencourt, informou que em toda extensão do trecho da rodovia que está sob concessão (entre a Ponte Rio/Niterói e a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo), cerca de 1,5 mil acessos deverão ser fechados pela concessionária. “Desse número, 111 estão em Rio Bonito, e cerca de 30 deles são extremamente perigosos, porque influenciam diretamente na segurança dos usuários”, disse Bittencourt, que apresentou um vídeo, mostrando veículos atravessando a rodovia no Parque das Acácias para o Parque Indiano, e também no sentido contrário.

O motivo do conflito

Um dos motivos dessa reunião foi entrevero que aconteceu no dia 22 de outubro, quando a Autopista Fluminense decidiu fechar alguns acessos da pista sentido Rio da BR–101. Por volta das 9h, depois de fechar outros acessos da via, operários da empresa iniciaram o fechamento da entrada principal do bairro Jardim das Acácias, no 3º Distrito. Ao verem a ação, moradores do bairro tentaram impedir a ação dos operários e entraram em contato com a Prefeitura.

Na ausência do prefeito José Luiz Antunes (DEM), o vice-prefeito Matheus Neto, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, do Procurador Geral do Município, Leandro Weber, e do vereador, Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão (DEM), liderou a resistência ao fechamento do acesso. Como a Autopista já havia instalado um guard rail no local, Matheus Neto solicitou uma retro escavadeira para retirá-lo.

Segundo testemunhas, foram momentos de tensão. O comerciante Sebastião Silva, de 60 anos, morador do bairro há cerca de 30 anos, deitou embaixo da retro escavadeira para que ela não saísse do local enquanto não retirasse o guard rail que fechava a principal entrada do Parque das Acácias.
– Eu fiquei uns 15 minutos embaixo do trator para impedir que ele saísse do local, porque eu acho que fechar o acesso ao nosso bairro é um absurdo. Este é o caminho de todos os veículos que entram na nossa localidade. O ônibus, os carros dos moradores, os caminhões de entrega, tudo isso passa por aqui – disse.

A retro escavadeira não foi retirada do local e iniciou-se uma negociação entre os representantes da Autopista Fluminense e da Prefeitura. Por volta das 13h chegou-se a um consenso. Ficou definido que o acesso seria liberado e que haveria um encontro entre as partes (Autopista e Prefeitura), na sede da ANTT, que deveria mediar o conflito, que ainda não foi resolvido.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros podem fazer greve geral no próximo dia 10/02

Flávio Azevedo

Na Internet está sendo anunciada uma paralisação das Polícias, Militar e Civil; e Corpo de Bombeiros para o dia 10 de FEVEREIRO DE 2012, antes do Carnaval. Verdade ou não, a população deve estar alerta sobre essa suposta ação, considerando os efeitos negativos das paralisações.

O movimento foi decidido e anunciado no último dia 18 de janeiro, caso as reivindicações desses profissionais não sejam atendidas pelo governador Sérgio Cabral. Os PMs e bombeiros reivindicam uma base salarial de R$ 3 mil, jornada de trabalho de 40 horas semanais e auxílio transporte. Entre as reivindicações, estão ainda o fim das prisões administrativas e a proteção dos policiais grevistas para “evitar atitudes truculentas do governo contra o movimento”.

Baixos salários, escalas de trabalho que superam 70 horas semanais, agentes de outros municípios forçados a viver nas UPPs em função do sistema deficitário de vale-transporte oferecido pelo governo do estado, gratificações incompatíveis com determinadas funções, problemas no "bico legalizado" do Proes, são alguns dos problemas que estão motivando a paralisação geral de policiais e Bombeiros.

Sindicato dos Policiais Civis confirma greve

No site do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) encontramos a informação de que o Sinpol enviou na última sexta-feira (03/02) aos órgãos do Executivo e Judiciário, comunicação informando a possibilidade de greve geral a partir do próximo dia 10 de fevereiro. A assembléia geral conjunta com PMs e Bombeiros está marcada para 9 de fevereiro, na Cinelândia, às 18h. Foram avisadas a Secretaria de Segurança, Chefia de Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, Superintendência Regional do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho, cumprindo o prazo mínimo de 48h de antecedência como prevê a legislação vigente.

Na assembléia dos policiais civis do dia 24 de janeiro, convocada por edital, e que teve a participação das lideranças da PM e dos bombeiros, foram aprovados a vinculação salarial com o delegado de 1ª classe e a paralisação por tempo indeterminado no próximo dia 10, caso o governo do estado não negocie com representantes das três forças de segurança até o dia 8 de fevereiro.

Segundo o presidente do Sinpol, comissário Fernando Bandeira, 30% do efetivo será mantido nas delegacias em cumprimento à Lei de Greve e para não prejudicar a população no atendimento de emergência como flagrantes de homicídios, roubos, remoção de cadáveres, entre outros. Com essas providências, o Sindicato espera que a greve seja legal.

Rio Bonito realiza aula inaugural para ano letivo de 2012

Flávio Azevedo

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Rio Bonito (Semec/RB) realizou no último dia 1º de fevereiro a aula inaugural que marca o início do ano letivo em Rio Bonito. A solenidade aconteceu na Igreja Nossa Senhora da Conceição (prédio auxiliar), na Avenida Sete de Maio, no Centro. De acordo com a Semec, cerca de 1, 2 mil pessoas, entre professores e demais profissionais do setor, participaram das palestras e dinâmicas de grupo.

A Semec informou que um dos objetivos do evento é estreitar os laços entre os educadores para que haja avanços no setor através troca de experiências, de idéias e de sugestões que tem como foco o aluno. Durante a Aula Inaugural também aconteceu o lançamento do Atlas Escolar do Município, formulado e coordenado pelo pesquisador e professor adjunto do Departamento de Geografia Humana do Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gláucio José Marafon. Também foi lançada a 2ª edição do livro “Retalhos da Vida”, do músico, poeta e escritor, Francisco Azevedo.

Além da presença da representante do Ministério da Educação (MEC), Aricélia Ribeiro do Nascimento, que palestrou sobre o ambiente escolar e conturbada relação entre professor, aluno e família, a Aula Inaugural também foi marcada pelo anuncio do aumento no número de vagas na rede municipal, com a construção de duas novas escolas e a inauguração de duas creches com horário integral, que funcionarão na Escola Municipalizada do bairro Olaria e na Escola Municipal Monteiro Lobato.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Ana Maria Figueiredo, atualmente, das 46 escolas da rede, 30 oferecem atendimento de creche de meio período. “Contamos com a parceria de cada um dos educadores na construção de uma escola feliz, capacitada e decidida a garantir ensino e aprendizagem qualificados, igual para todos, que promova a formação plena e a promoção dos nossos cidadãos”, afirmou a secretária.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Adeus Ângela...

Flávio Azevedo - Reflexões

O ano era 1992... O mês janeiro... O dia eu não me lembro, mas não me esqueço de estar no então Centro Educacional de Ensino Navega Creton (Colégio Municipal), onde pretendia me matricular no Curso Técnico de Enfermagem.

A pessoa que estava na minha frente era uma menina falante, alegre e muito simpática. Seu nome: Ângela Brito, que também pretendia se matricular no curso de Enfermagem. Em alguns minutos de conversa eu descobri que aquela moça extrovertida morava em Silva Jardim. Ela revelou que morava recentemente na terra do Capivari e tinha chegado a poucos dias de um estado do Nordeste (se não me engano Ceará). O sotaque confirmava que ela não estava mentindo.

Cursamos o curso de enfermagem e nos formamos. Ela seguiu carreira na profissão, alcançou sucesso... Eu, depois de 15 anos atuando como técnico de enfermagem... Acabei desistindo. Conheci o jornalismo e percebi que essa era a minha praia.

Reencontrei Ângela Brito várias vezes durante esses 20 anos. Na época da Enfermagem, eu encontrei minha amiga em várias oportunidades. Na minha carreira de jornalista voltei a encontrá-la mais vezes ainda. Como era irmã do vereador Flávio Brito (atual presidente da Câmara de Silva Jardim), ela sempre marcava presença nos eventos políticos da cidade.

Durante todos esses anos, sempre que eu revia a minha amiga, ela sempre me recebeu com aquele sorriso que eu conheci em janeiro de 1992. Ela nunca abandonou o sorriso largo, o jeito falante, o espírito alegre e a sua clássica simpatia...

Mas desde às 15h de ontem (03/02/2012) não será mais possível ver aquele sorriso contagiante... Ela faleceu vítima de um infarto fulminante... Morreu prematuramente aos 39 anos. Que Ângela descanse em paz e que Deus conforte os corações enlutados com essa perda!

História

A enfermeira Ângela Maria da Costa Brito, que faria 40 anos no próximo dia 13 de junho, estava desempenhando a função de supervisora do Programa Estratégia da Família (ESF) e coordenava os Programas de Saúde de Silva Jardim. De acordo nota divulgada no site oficial da Prefeitura de Silva Jardim, ela se sentiu mal dentro da própria unidade de trabalho, na Policlínica Municipal Aguinaldo de Moraes (PMAM), foi socorrida por colegas e levada ao setor de reanimação, onde recebeu os procedimentos necessários, mas não resistiu.

O corpo foi velado no templo da Igreja Assembléia de Deus, do Caju. O sepultamento aconteceu hoje (04/02), no cemitério Central de Silva Jardim, com as presenças de centenas de pessoas.

A enfermeira deixa três filhos (duas jovens e um menino). Ela era filha do ex-secretário municipal de Obras José Brito Filho; irmã do Presidente da Câmara de Vereadores, Flávio da Costa Brito; e da secretária municipal de Turismo, Indústria e Comércio, Vera Lúcia da Costa Brito.

Morre Marquinho Calil

Flávio Azevedo

E o setor cultural de Rio Bonito perde mais um do seus abnegados representantes: o escritor Marco Antônio Calil Tannos, ou simplesmente, Marquinho Calil, como era mais conhecido. Marquinho tinha 56 anos e foi encontrado morto, na tarde ontem (3 de fevereiro), no interior do seu carro, em Icarái/Niterói. Segundo fontes próximas a Marquinho, que era diabético, ele estava com uma seringa de insulina nas mãos quando foi encontrado.
– Em casa, várias vezes Marquinho passou mal, desmaiou e no Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), o médico diagnosticava hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue). Ele ficava internado um ou dois dias, se recuperava, voltava para casa, mas não se cuidava e não atendia as recomendações médicas – revela a nossa fonte.

A versão, porém, é constestada pela familiar Livia Calil, que em postagem no Facebook esclarece que o escritor realmente foi encontrado morto, mas não possuía seringa nas mãos. “Existia no carro uma caixinha de isopor com a seringa e insulina, pois ele diariamente precisava utilizá-la”, esclarece.

Especula-se que Marquinho poderia ter sentido algum mal-estar e, conhecedor do seu problema de Saúde, tenha vindo até o carro tomar uma dose de insulina (era diabético), mas sofreu um ataque cardíaco antes de conseguir se medicar. A família ainda aguarda a liberação do corpo, que está no Instituto Médico Legal (IML), de Tribobó, e anuncia o sepultamento para o Jardim das Acácias, hoje (04/02), às 15h.

Memória

Nascido em nove de maio de 1955, Marquinho Calil, entre muitas ações importantes para o fortalecimento da Cultura riobonitense e da tradição sirolibanesa, sobretudo das famílias que escolheram Rio Bonito para viver, lançou no dia 29 de maio de 2009, no Centro Cultural da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Rio Bonito, o livro “Saudades do Monte Líbano”, onde ele narra a chegada dos seus avós (Ana e Nagem Calil) ao Brasil.

Além da viagem que quase foi fatal para o casal de imigrantes, o livro de 132 páginas tem poemas de Gibran Khalil Gibran e narra a adaptação do casal a uma nova cultura. A obra também conta como o casal chegou à cidade de Rio Bonito. As fotografias do acervo particular da família é outra atração da obra que foi escrita em conformidade com o manuscrito de Francisco Calil, filho de Ana e Nagem Calil.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CNJ x Judiciário... Vence a Democracia!

Flávio Azevedo - Reflexões

A Justiça e consequentemente o povo brasileiro podem comemorar. É que com seis votos favoráveis e cinco contrários, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na noite desta quinta-feira (02/02), devolver ao Conselho Nacional de Justiça o poder de investigar juízes e serventuários do setor. Uma vitória da democracia brasileira, que renova as esperanças daqueles que almejam um país decente, sobretudo entre os encarregados de aplicar a lei funcionar.

O corporativismo das associações de magistrados foi flagrante, mas não suficiente para restabelecer a dignidade e a credibilidade do Judiciário. Uma vitória da cidadania e da transparência contra aqueles que se acham acima da lei. Seres que se acham inexpugnáveis. A fala do ministro Gilmar Mendes, que não tem a minha simpatia depois do episódio Daniel Dantas, é emblemática e representa bem o que nós brasileiros pensamos: “Até as pedras sabem quer as corregedorias locais não funcionam quando se trata de investigar seus próprios pares”.

A declaração da corregedora Eliana Calmon, em setembro do ano passado, também é significativa. Ela disse: “a magistratura está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás das togas”. Alguns vestiram a carapuça e passaram a inventar escaramuças para desqualificar Eliana Calmon. Principiou-se uma crise no Judiciário.

Para registro: foram favoráveis ao poder de investigação do CNJ, além de Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, José Dias Toffoli, Carlos Ayres Brito, Carmen Lúcia e Rosa Weber. Os votos contrários foram dos todo poderosos: Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Cezar Peluso, por incrível que possa parecer, presidente do STF, do CNJ e o principal derrotado nessa luta da sacanagem contra a busca pela honestidade e seriedade.

O caso

A proposta do ministro Marco Aurélio Mello era reduzir a autonomia do CNJ. Ação proposta em agosto do ano passado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) contestava a competência do órgão para iniciar investigações e aplicar penas administrativas antes das corregedorias dos tribunais. No processo, a entidade questionava a legalidade da resolução 135 do CNJ, que regulamenta processos contra magistrados e prevê que o conselho pode atuar independentemente da atuação das corregedorias dos tribunais.

Quem são os zeros à esquerda na política?

Flávio Azevedo

Dias atrás uma pessoa me perguntou, no Facebook, o que eu achava de determinado pré-candidato a vereador. Já no meu Blog, outro leitor me perguntou por que eu classifiquei determinado parlamentar de “zero à esquerda”.

Diante dessas perguntas, e sabedor que eu sou um formador de opinião, eu quero esclarecer que para mim as principais funções do vereador são:

*Representar o povo cobrando do poder Executivo (Prefeitura), ações que contribuam para o bem-estar da sociedade;

*Fiscalizar para o povo (e pelo povo), a forma como os recursos públicos estão sendo usados pelo poder Executivo e Legislativo;

*Criar leis que tenham como fim, beneficiar a sociedade em sua coletividade.

Detalhe: penso que distribuir cesta básica; ajeitar exames; comprar remédios; fazer excursões para hospitais do Rio de Janeiro (levando doentes); presentear eleitores com telha, tijolo, areia, cimento, tinta, carteira de motorista, entre outras coisas; não é o papel de nenhum político. No caso do vereador, ele tem que trabalhar para que a Prefeitura ofereça esses serviços, sobretudo aos mais carentes.

Para mim, qualquer político que tenha perfil assistencialista (e são quase todos) é um zero à esquerda e não está apto a compor qualquer parlamento!

O amigo leitor irá me perguntar: “Como fazer isso?”. Eu respondo: “Mudando o sistema... Excluindo da sociedade as malditas moscas (puxa sacos e afins)... Extirpando das esferas de poder, as figuras que sustentam as malditas moscas.

Porém, o inseticida mais potente para acabar com moscas e criadores é a Educação e o voto consciente (uma não anda sem a outra). Sem Educação, não existe consciência; e sem consciência, não se busca a Educação.

Concordo ser essa uma equação difícil de resolver – alguns classificarão como impossível –, mas esse cenário perverso é medonho nos atinge direta e indiretamente, e usar esse inseticida é determinante nessa questão de mudar o sistema!

Carta aberta aos guardas municipais de Rio Bonito

Flávio Azevedo

Tenho visto alguns guardas municipais inconformados com a repercussão do episódio lamentável ocorrido na última sexta-feira (27/01), entre um guarda e um cidadão que se desentenderam na AV. Castelo Branco (rua dos bancos), no Centro de Rio Bonito. Teria havido agressão de ambas as partes. O lamentável episódio foi registrado na 119ª DP (Rio Bonito) e está, segundo informações do diretor da Guarda Municipal, Márcio Soares, sendo alvo de ação administrativa da Prefeitura que está apurando os fatos. O guarda foi afastado das ruas.

A grande reclamação dos guardas é que o caso ganhou repercussão por conta dos noticiários que trataram do assunto, sobretudo no meu Blog. De acordo com os guardas que estão se pronunciando sobre o assunto, as ações acertadas não recebe da mídia local, a mesma visibilidade que as falhas. Eles também denunciam a constante má vontade da população com os guardas e denunciam uma flagrante falta de respeito do cidadão riobonitense para com os guardas.

Diante disso, eu não poderia deixar de fazer uma reflexão e algumas análises sobre o assunto. Começo a reflexão destacando que guarda municipal atravessando uma velhinha no sinal não é, e, nunca será notícia. E, por quê? Simples: porque É ISSO QUE ESPERAMOS DELE.

Alguém já viu alguma professora ser notícia porque está dando aula? É claro que não, e o motivo é similar: ela está fazendo a obrigação dela! Também não veremos notícias dizendo que tal médico operou x pacientes num dia, porque é isso que esperamos dele! Entretanto, se essa professora jogar o apagador no aluno e o médico esquecer uma pinça no interior do paciente, certamente eles estarão no noticiário!

Alguém já leu alguma vez uma manchete assim? PAI TRABALHA TODOS OS DIAS PARA SUSTENTAR A FAMÍLIA! Não, por quê? Porque essa é a rotina de milhares de chefe de família Brasil afora. Agora, vejamos essa manchete: PAI É ACUSADO DE ENGRAVIDAR FILHA ADOLESCENTE. Viram a diferença? Agora... Sejamos sinceros: num primeiro momento, nos interessaríamos em ler qual dessas notícias?

MAS EU VOU DEIXAR DUAS DICAS: já que as ações positivas da guarda municipal não estão tendo a visibilidade que merecem, que tal contratar uma assessoria de imprensa? Vocês também podem criar um blog (não tem custos), onde os acontecimentos que a mídia – de acordo com você – está deixando de noticiar poderiam ser publicados!

Outra sugestão: Que tal os guardas municipais levarem essas queixas à próxima reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS)? O encontro acontece no dia 06/02 (segunda-feira), às 10h, na Câmara Municipal. Geralmente, o povo critica muito a guarda nessas reuniões. Penso que os guardas poderiam inverter o jogo. Penso que seria salutar se os senhores se organizassem e comparecessem no CCS para externar o sofrimento de vocês nas ruas da cidade!

Como diretor de Assuntos Comunitários do CCS, eu garanto que a fala não será negada a vocês! Pensem nisso! No CCS nós estaríamos discutindo, num fórum legítimo, essa questão da falta de respeito aos guardas em nossas ruas! Pensem nisso, façam planos e compareçam, porque o CCS é de todos! Oficializem o sofrimento de vocês... Botem a boca no trombone!

‘AMPLA’ sacanagem no fornecimento de energia elétrica para Rio Bonito

Flavio Azevedo

Já há alguns dias os nossos e-mails estão recebendo inúmeras reclamações a respeito do fornecimento de energia para a nossa cidade. As redes sociais de “O TEMPO EM RIO BONITO” e deste jornalista também registram várias queixas de leitores que denuncíam má prestação de serviço da Ampla, empresa que explora o setor no Centro da cidade e nos bairros reclamados. Comerciantes contam prejuízos e usuários reclamam do desconforto provocado pela falta de eletrodomésticos essenciais, sobretudo no verão, como ventilador e aparelho de ar refrigerado.

Outro ponto muito comentado é a falta de respostas satisfatórias às reclamações feitas ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), que informa não ter resposta ou diz que o serviço só será restabelecido depois de muito tempo.
– A falta de boa vontade é flagrante e não adianta ir no escritório local da empresa (em Rio Bonito na Rua Major Bezerra Cavalcante), porque eles não sabem dar definição de nada! É isso que mais me irrita! – reclama a dona de Helena Trindade que já percebeu outra dura realidade. “O problema é que não existe com quem você reclamar! As agências reguladoras (Aneel) do governo não funcionam. Um número 0800 é disponibilizado, mas ninguém atende”, reclama.

Na noite do dia (02/02), recebemos uma postagem de Júnior Borges, informando a falta de fornecimento de energia elétrica no Parque Andreia, no 2º Distrito. De acordo com ele, o bairro estava “sem luz” desde às 19h30min do dia 1º/02. Borges afirmou que “varias ligações foram feitas para AMPLA, que até agora não deu nenhuma satisfação e nem foi ao local restabelecer a energia. Moradores reclamam do descaso, dizem que o problema é constante e se queixam de que a empresa nunca resolve a situação”, comenta.

A revolta também atinge a atendente Geysse Piovesan, que trabalha num restaurante da cidade. Segundo ela, os restaurantes, América Grill e Kilomania, ficaram com o fornecimento de energia interrompido por cerca de 15h.
– Ficamos sem luz das 18h30min, até às 9h29min do dia seguinte. Tivemos que jogar a maioria das comidas no lixo, perdemos quase todos os picolés, só um peixe ornamental que morreu (sem energia a bomba do aquário não funcionou para oxigenar a água) custa R$ 450,00. E quem arcou com os prejuízos? – conclui a balconista comentando que huve nova queda de energia e o funcionamento das casas estavam ameaçados.

As faltas de energia no bairro Marajó, localidade vizinha aos restaurantes mencionados nã é de hoje e estão se tornando rotina. “É esse tipo de situação que desanima a gente de trabalhar. E o pior, não podemos fazer nada. Se a luz não voltar logo e não conseguirmos trabalhar, eu vou tentar juntar as pessoas dos dois restaurantes e ir ao prédio da Ampla fazer um barulinho”, desabafa a atendente.

O problema se espalha por todo Rio de Janeiro. Com bom humor e ironia os moradores, empresários e comerciantes da Vila do Abraão, na Ilha Grande (Angra dos Reis), elaboraram uma faixa no mínimo curiosa para reclamar os transtornos causados pelas constantes faltas de energia elétrica. Em 2011 um grupo da localidade elaborou um documento relatando a insatisfação aos serviços prestados pela Ampla e encaminhou ao Ministério Público (MP).

Atenção consumidor!

De acordo com o site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um novo indicador, para medir a duração das interrupções em dias críticos entrou em vigor no último dia (01/02). O DICRI (duração da interrupção ocorrida em dia crítico por unidade consumidora ou ponto de conexão) busca incentivar as distribuidoras a atuar com mais eficiência em dias com muitas ocorrências na rede, para que o fornecimento de energia elétrica seja restabelecido com mais rapidez. A transgressão do indicador vai gerar compensação ao consumidor na fatura. O regulamento foi aprovado durante reunião pública da diretoria da (ANEEL) no último dia 13 de dezembro de 2011.

O DICRI é individual e representa o tempo de cada interrupção ocorrida em dia crítico que afetou uma unidade consumidora específica. Assim, esse indicador é apurado por interrupção, e não por mês, trimestre e ano, como são os indicadores DIC, FIC e DMIC**.

A ANEEL estabeleceu limites para essas interrupções e o consumidor tem direito a compensação nos casos de violação do indicador. A compensação será realizada para cada interrupção ocorrida em dia crítico, devendo o pagamento ser cumulativo nos casos em que ocorrer mais de uma transgressão do limite no mês.

Se a falta de energia perdurar por mais de 12 horas no dia, o consumidor de baixa tensão (residências e pequenos comércios), por exemplo, deverá receber uma compensação referente à ocorrência, independente da compensação mensal pelos outros indicadores.

A fórmula de cálculo do benefício será a mesma utilizada para DIC/FIC/DMIC. E o prazo para pagamento de compensação será de dois meses após o mês de ocorrência da interrupção em dia crítico. Com a inserção do novo indicador foi necessário alterar algumas indicações dos módulos 1, 6 e 8 dos Procedimentos de Distribuição – PRODIST.

O tema ficou em audiência pública no período de 20 de outubro a 2 de dezembro de 2011 e recebeu 13 contribuições de agentes do setor e de entidades de defesa do consumidor. A nota técnica com a análise das contribuições está disponível no site da Agência.

Explicação técnica

*Dia Crítico: Dia em que a quantidade de ocorrências emergenciais, em um determinado conjunto de unidades consumidoras, superar a média acrescida de três desvios padrões dos valores diários. A média e o desvio padrão a serem usados serão os relativos aos 24 (vinte e quatro) meses anteriores ao ano em curso, incluindo os dias críticos já identificados.

**Duração de Interrupção por Unidade Consumidora (DIC), Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FIC) e Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora (DMIC).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Parte do Loteamento Schuller debaixo de água

Flávio Azevedo

Não, você não está vendo imagens do Norte e Noroeste Fluminense, onde vários bairros foram alagados por conta do rompimento de diques e barragens no início de 2012. Pelo contrário, esse cenário está bem perto de nós... Quase no Centro de Rio Bonito. Trata-se do pitoresco e agradável Loteamento Schuller localidade atrás da Unidade de Pronto Atendimento/UPA). Bastaram alguns minutos de chuva, no último domingo (29) para que esse trecho do bairro ficasse totalmente alagado.

Na edição 22 de “O TEMPO EM RIO BONITO” (edição de janeiro), a coluna “O Observador” trouxe a queixa de uma moradora da localidade. O desespero era tão grande, que no contato ela literalmente pedia ajuda. De acordo com a moradora, as estações chuvosas sempre trouxerem problemas, mas não do jeito que está. Os problemas começaram a surgir depois da construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Centro Administrativo Municipal.
– Não temos mais a tranquilidade, porque o escoamento da água está obstruído. Por varias vezes entramos em contato com os órgãos responsáveis e não fomos atendidos. Precisamos de ajuda – diz o texto emocionado que nossa redação recebeu.

Homens da Defesa Civil Municipal utilizaram um bote inflável para chegar às casas atingidas pelo alagamento. Não houve vítimas.