Flávio Azevedo
Alô você que trabalha para a
Prefeitura. Eu estou percebendo algumas pessoas desconfortáveis por conta do
meu texto “SEMANCOL”, onde eu digo que “aqueles que vivem em busca de boquinhas
são coniventes com os atos condenáveis da classe política”. É bom esclarecer
que se você trabalha, cumpre os seus horários e desenvolve as suas atividades,
você não está na “boquinha” (esse é meu entendimento). Você, como qualquer
trabalhador, vende a sua mão de obra para uma empresa, que no caso é a
Prefeitura.
Quando eu falo de “boquinha” eu falo
do morcego... Do sanguessuga... Aquele que ganha e não produz. Aquele que
assina o ponto e nada faz. O cara que está ganhando sem receber. Isso acontece
em todos os governos e em todos os níveis de atividades da máquina pública. É o
cara que geralmente se acha a peça mais importante da engrenagem, mas não faz
nada para ninguém. Pelo contrário, só pensa nele, no seu bem estar e nunca age
com a lógica da coletividade.
Eu sei que os fantasmas, morcegos e
aproveitadores estão em muito maior número que os trabalhadores. Se fizermos
uma varredura, dos secretários municipais até os auxiliares de serviços gerais,
o amigo encontrará muita gente que trabalha, se dedica e vende sua mão de obra.
Conheço uma galera que recebe horas extras merecidas e diárias mais do que
justas.
Todavia, tem um volume considerável de
pessoas que sorvem os recursos da máquina pública desavergonhadamente. Gente
que o tempo todo pressiona o político porque precisa manter um status de vida
que acaba sendo custeado pelos nossos impostos. Esses indivíduos entendem que o
balançar de bandeiras em campanha é o passaporte para nada fazer e muito
ganhar. Tem os que emprestaram dinheiro para a campanha e aqueles que ocupam a
importante função de puxa saco. Esses são os que assinaram os requerimentos
investigados na Operação Lava Jato junto com a então deputada.
Sem mais!
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