terça-feira, 21 de agosto de 2018

Carro da Prefeitura quebrado deixa pacientes de Rio Bonito a pé na BR - 101

Flávio Azevedo
O salve especial dessa terça-feira (21/08) vai para a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito, que segue deixando a população que precisa se deslocar para outros centros sem condução. Na manhã dessa segunda-feira (22), uma das pessoas que viajava num carro que fazia o transporte de pacientes me informa que o veículo com destino Rio de janeiro quebrou “e nós tivemos que voltar para casa”. Ainda segundo a minha fonte, por cerca de uma hora as pessoas ficaram em Itaboraí, na altura de Manilha, “esperando alguém nos trazer de volta para Rio Bonito”.

Parece que a secretária de Saúde e vice-prefeita, Rita de Cássia; que assumiu a pasta com o desafio de resolver problemas, entre eles a questão do transporte de pacientes, ainda não conseguiu dar o toque de excelência que o riobonitense merece e precisa. Alô dona Rita! Vamos que vamos! 

Habitação, eleições e política na pauta do Programa Flávio Azevedo

Flávio Azevedo
O Programa Flávio Azevedo dessa terça-feira (21/08) destaca assuntos que estão na pauta em Rio Bonito e Região. Eleições é assunto e Habitação, setor que tem o seu dia comemorado, hoje. Seja bem vindo.

Matagal dominando Rio Bonito

Flávio Azevedo
Para o nosso quadro “Que Rio Bonito Nós Queremos?”, nós recebemos dos moradores da Rua Francisco Coelho dos Santos, no Centro (rua conhecida como “Beira Rio”), cobrança de limpeza para o valão que margeia a rua. Espirituoso, o povo ainda ironiza perguntando: “O Secretaria de Obras está faltando foice ou vocês estão aguardando os ratos, as cobras e os mosquitos nos morderem”, O meu imposto já está pago viu?”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

"Honestidade"

Flávio Azevedo
"Honestidade" é uma das muitas canções do repertório do compositor, Alonso Tá Tranquilo. No vocal, o intérprete Luis Odílio. A montagem e edição é assinada pelo jornalista Flávio Azevedo. O trio é de Rio Bonito, município do Rio de Janeiro.

A demagógica preocupação com as urnas eletrônicas

Flávio Azevedo
O Brasil está contaminado pela modinha da fraude na urna eletrônica, como se não fosse possível fraudar o voto em cédulas. Sou defensor da ideia de que a urna eletrônica ofereça ao eleitor, o comprovante do seu voto, como um extrato de caixa eletrônico. Penso que devermos brigar por isso. Mas a propagação dessa história de fraude na urna eletrônica já passou dos limites. Todavia, eu penso que essa conversa de fraude é mais uma daquelas argumentações esdrúxulas que visa unicamente mascarar a nossa tradicional picaretagem.

Se você é desses que está chegando ao Brasil agora, eu gostaria de te colocar a par de como se desenrolam as eleições por aqui. Saiba que é nos pleitos municipais onde as eleições são verdadeiramente fraudadas. Nas disputadas locais candidatos e eleitores comercializam o voto numa verdadeira ‘suruba eleitoral’.

Como todo mundo com quem tenho conversado parece estar chegando, hoje, da Finlândia, onde os índices de corrupção são menores que 1%, penso que é salutar discorrer sobre o modus operandi das eleições no Brasil, onde as coisas são bem mais diferentes que na Finlândia. 

Por aqui o voto é trocado flagrantemente por tijolo, areia, cimento, dentadura, caixa d’água, festa de formatura, festa de aniversário, cirurgia, promessa de boquinha, promessa de emprego, dinheiro (o valor varia de acordo com o cabo eleitoral) combustível, churrascada, cervejada, cocaína, peixada, banco para igrejas, som para igrejas, jogo de camisa para times, transporte de doentes... Tudo isso e muitas outras coisas movem a engrenagem do sistema eleitoral e frauda as eleições todos os anos. Já notaram que ninguém faz espetáculo por conta disso? Por que será?
Estamos falando de candidatos a vereador que gastam R$ 400 mil para chegar ao cargo. Agora pense comigo! Se candidatos a vereador gastam esse montante, quanto gasta os candidatos a prefeito? Analistas políticos dizem que uma vitoriosa campanha de prefeito, numa cidade do porte de Rio Bonito, não custa menos que R$ 1,5 milhão. Eu não acredito que o destino de toda essa grana (R$ 1,5 milhão) seja papel, faixa, adesivo, bandeirinha, caminhão para o comício, lanches e almoço para meia dúzia de voluntários etc. E não é mesmo não! 

O maior volume desse recurso é direcionado para comprar o voto de cabos eleitorais que vivem enchendo a porra do saco reclamando que não tem Saúde, Educação, Transporte, Segurança, Emprego etc. A minha irritação existe porque o dinheiro que deveria custear esses serviços foi desviado exatamente para comprar o voto dessa gente que deveria ser atendida por esses serviços. Todos eles sabem disso, mas o egoísmo e o olho grande nas benesses suplantam o senso de cidadania.

Quem mora no Brasil conhece essa lógica. Quem mora no Brasil consegue ver esse cenário a cada eleição. Quem mora no Brasil entende que a ‘suruba eleitoral’ é uma fraude muito mais destrutiva que qualquer desconfiança sobre urna eletrônica. Mas como muitas das pessoas que têm conversado comigo estão chegando do exterior, onde moraram por mais de 20 anos, eu entendo que não conheçam essa peculiaridade da forma de fazer campanha e fazer política no Brasil. #flavioazevedo

domingo, 19 de agosto de 2018

Desemprego, dívidas e risco de perder moradia, um cenário catastrófico pelo Brasil

Flávio Azevedo
O Fantástico apresentou nesse domingo (19/08) uma reportagem que mostra histórias de pessoas que perderam o emprego, ficaram endividadas e por isso podem até ficar sem teto. A crise é profunda e os problemas vão se agravando. O Brasil tem imensa força de trabalho subutilizada e esse volume de pessoas chega a 27 milhões de indivíduos. 
Apesar do cenário caótico, quem governa segue administrando o erário público pensando somente no próprio umbigo e isso não é novo. O início da reportagem mostra matérias de 30 anos atrás noticiando igual situação.

O desapreço ao setor cultural em Rio Bonito começa com as autoridades

Flávio Azevedo
O busto de Angelo Longo inaugurado na Praça Fonseca Portela, no Centro de Rio Bonito.
Esse domingo (19/08) foi de festa e homenagem em Rio Bonito. Por iniciativa de um grupo de amigos foi inaugurado, na Praça Fonseca Portela, no Centro, um busto em homenagem a uma das grandes personalidades da literatura da nossa cidade e do nosso estado. O sociólogo e poeta Angelo Longo; figura icônica ao lado de Leir Moraes, Hélio Nogueira e tantos outros personagens.

Marcou presença no evento, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi. Quem não marcou presença na solenidade foi o prefeito, José Luiz Antunes (PP); a vice-prefeita Rita de Cássia (PP); e os vereadores. Se eles preferiram assistir o jogo do Flamengo perderam duas vezes. Primeiro por se ausentaram de um evento importante para o cenário cultural riobonitense. Segundo porque o time carioca tomou uma piaba do Atlético Paranaense (3x0).

Num domingo, às 11h, eu fico imaginando que fatos importantes e inadiáveis forçaram a ausência das principais autoridades do nosso município num evento que está agendado há mais de um mês. Mas não temos do que reclamar, porque essa escolha foi nossa. Aliás, o desapreço a uma solenidade tão significativa retrata com precisão o governo que ainda não teve coragem de nomear um titular para a Secretaria Municipal de Cultura. O desprezo a esse setor é a marca de quem governa a nossa cidade nas últimas décadas.

Fosse a inauguração da estátua do touro Bandido, personagem da novela América, falecido em 2009, certamente o prefeito estivesse presente, fizesse discurso cheio de gracinhas e ainda faria um grande esforço para que todos os puxa sacos e integrantes do DOI-CODI municipal estivessem presentes para bater palmas.
Liderados pela gestora escolar, Valéria Alves, os alunos da Escola Municipal Angelo Longo foram uma especial atração do evento em homenagem ao patrono da unidade escolar que estudam.
E se não tivemos a presença das principais lideranças políticas de Rio Bonito, na inauguração do busto de Angelo Longo; nós contamos com a presença dos alunos e parte da equipe da Escola Municipal Angelo Longo, que é localizada no Parque Andréa, 2º Distrito de Rio Bonito. Eles participaram, recitaram composições do patrono da escola onde desenvolvem os seus estudos e marcaram presença na solenidade.

O meu respeito e abraço a professora Valéria Alves, gestora da unidade; e sua equipe. A cada aluno da Escola Angelo Longo o meu apreço e desejo de sorte e sucesso. Na foto conosco, o jornalista Vinícius Martins, um dos organizadores do evento e da iniciativa de homenagem a Angelo Longo. Vamos em frente garotada! Está nas mãos de vocês e dos seus educadores a mudança que Rio Bonito precisa!

Inaugurado busto do ‘imortal’ Angelo Longo em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Filho de Angelo Longo agradece a homenagem e o carinho dedicado a memória do sociólogo.
Manhã de sol em Rio Bonito para prestigiar a inauguração do busto do escritor, poeta e sociólogo, Angelo Longo. O busto, patrocinado por amigos, familiares e simpatizantes do ilustre riobonitense, é um reconhecimento ao seu trabalho na área da cultura e da literatura em Rio Bonito e no Estado do Rio de Janeiro. A solenidade, celebrada na manhã desse domingo (19/08), marcou também o aniversário de 83 anos de Angelo Longo, que faleceu em 30/09/1997, aos 62 anos. Entre outras figuras, conversou com a nossa reportagem o filho do homenageado, que carrega o nome do pai, Angelo longo.

Além da homenagem dos alunos da escola que é patrono, localizada em Parque Andréa, 2º Distrito de Rio Bonito; também estiveram presentes e enalteceram a figura de Angelo Longo, a acadêmica, Maria do Carmo Cordeiro; o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi, entre outros. Para a nossa reportagem, o presidente da ABL destacou a importância dessa solenidade memorial e a amizade que teve com Angelo Longo. O pesquisador, músico e escultor riobonitense, Dawson Nascimento, também ressaltou o legado do saudoso sociólogo.
Professor, sociólogo, poeta e escritor, Angelo Longo nasceu em 1935, na cidade de Rio Bonito. Filho de uma tradicional família de italianos, desde cedo ele se interessou pelo universo da literatura e participou com Hélio Nogueira e Leir Moraes dos principais movimentos literários da cidade, entre eles destaca-se o Clube da Poesia. Em entrevista a nossa reportagem, Marcos Caridade e Vinícius Martins, destacaram que a memória das figuras ícones da história riobonitense não podem ser esquecidas. Vinícius foi figura importante na preparação da homenagem.
A acadêmica Maria do Carmo Cordeiro em sua homenagem a memória de Angelo Longo.
Angelo Longo foi professor universitário e de escolas do ensino médio. Fundou a Editora Cromos, uma homenagem dele ao também riobonitense B. Lopes, onde editou mais de 200 títulos. Em 1979 foi eleito para a Academia Niteroiense de Letras, assumindo a cadeira do sociólogo Oliveira Vianna. Entre outros espaços acadêmicos, ele também integrou a Academia Fluminense de Letras e foi empossado na cadeira 47, que tem como patrono o Visconde de Itaboraí.

sábado, 18 de agosto de 2018

A mudança no cenário político deve começar na sociedade

Flávio Azevedo
O delator Carlos Miranda era braço direito do ex-governador Sérgio Cabral.
A novidade desse sábado (18/08) no meio político em Rio Bonito é o conteúdo da reportagem do RJTV que mostra o nome do deputado estadual Marcos Abraão entre os parlamentares que, segundo o delator Carlos Miranda (foto), teriam sido beneficiados com recursos provenientes de propina para dar apoio ao ex-governador Sérgio Cabral e também apoiar a candidatura do filho de Cabral à Câmara dos Deputados. Segundo o delator, Abraão teria recebido R$ 1,5 milhão.

Independente dessa notícia, eu gostaria de chamar a sua atenção para outro tema. Todos nós sabemos que o deputado Marcos Abrahão controla os Detrans de Rio Bonito, Tanguá, Itaboraí e Cachoeira de Macacu. A você que se faz de inocente quando o assunto é política eu pergunto: achavas mesmo que o controle desses Detrans é oferecido ao deputado por conta dos seus belos olhos? E não estou aqui falando de sacanagem.

Estou falando que para apoiar o governador e votar conforme os interesses do governo, essa benesses são distribuídas entre os deputados parceiros. Detalhe: se não for para Marcos Abrahão, esses Detrans serão controlados por outro deputado. O sistema funciona assim, porque nós queremos e contribuímos para isso.

Aos abobados que ficaram surpresos quando o deputado estadual Marcos Abrahão se posicionou favorável a soltura de Paulo Melo, Picciani e Albertassi; eu disse que ele tinha que votar dessa maneira, porque ele vota com o governo e o governo queria que os deputados presos fossem libertos. Gostando ou não da ideia, Abrahão teve que votar com o governo. É o preço que precisa ser pago pelo espaço que ele tem dentro da máquina governamental.
Eu sinceramente não acredito, que em 2018, diante de tantas notícias de escândalos em todo país, seja necessário dar esse tipo de esclarecimento. O amigo me desculpe, mas você sabe disso e se não sabe é porque sofre do que eu chamo de esquizofrenia eleitoral!

É passada a hora de enxergar a política como ela é. Quer mudanças? Ótimo! Largue a preguiça, pesquise bons nomes, boas opções e vote decentemente no próximo dia 07/10. Mas, por favor, não esqueça! A mudança que almejamos para o país começa conosco. Se mudarmos os nossos maus usos e costumes as coisas começarão a acontecer! Mas a mudança obrigatoriamente tem início comigo, na minha casa, no meu bairro, na minha cidade e aí por diante!

Políticos corruptos representam a sociedade brasileira

Flávio Azevedo
O RJTV trouxe nesse sábado (18/08) notícias sobre uma delação de Carlos Miranda, um dos operadores financeiros e de campanha do ex-governador, Sérgio Cabral. A reportagem noticia uma série de repasses frutos de propina para a campanha de deputados da base do governo Cabral. Também revela repasses para quem deu apoio ao deputado federal, Marco Antonio Cabral; filho do ex-governador e em campanha em 2014. A matéria também fala de recursos de origem similar (propina) irrigando as contas de campanha do ex-prefeito, Eduardo Paes; atualmente candidato a governador.

Diante da cara de espanto e das centenas de mensagens que estou recebendo sobre o assunto, eu pergunto: “então você não sabia disso?”. Você achava mesmo que aquele “dinheiro do partido” que os candidatos dizem estar esperando para pagar cesta básica; dentadura; remédio; exame; material de campanha; dias de serviço dos “voluntários”, que atuaram segurando placa e bandeira; combustível em troca de adesivo do candidato no carro; a quentinha servida durante essas atividades; o lanche oferecido nas reuniões políticas na casa de cabo eleitorais... Você achava mesmo que o político pagava tudo isso com dinheiro do bolso dele? 

Ah vai se catar! Em que planeta você vive? Não é possível que você ache que a grana que move a ciranda política cai do céu! Ou você está entre os idiotas que pensam que o politico tem um “pé de dinheiro” no quintal da casa dele? A roubalheira dos políticos não existe apenas porque ele é corrupto! A roubalheira dos políticos existe, porque nós eleitores também somos picaretas! Nós prostituímos o nosso voto! Você é desses que está achando feio o deputado ter pegado R$ 1,5 milhão em troca de apoio? E os R$ 50,00 que nós pegamos em troca do voto? E o combustível trocado por adesivo no carro?  
Esse momento não deveria ser de alegria ou momento de tripudiar sobre o erro do outro. Deveria ser o momento pararmos, olharmos o nosso próprio umbigo e darmos uma olhada no nosso comportamento para percebermos que não existe nenhuma diferença entre aquele que se prostituiu por R$ 1,5 milhão ou o que se prostituiu por R$ 50,00. 

O país não melhora, porque nós só enxergamos o defeito dos outros. Porque queremos mudanças apenas para o outro. Os nossos erros, por vezes bem mais cabeludos, nós tentamos justificar. Já ouvi gente dizendo que “a política é um câncer”. Errado! O Brasil realmente está doente e o câncer é a sociedade e nossas práticas egoístas e mesquinhas. O nosso falso puritanismo é a desgraça que está desgraçando o Brasil.

O alcoólatra só alcança a sobriedade, quando reconhece que é doente e fraco diante do álcool. A irmandade dos Alcoólicos Anônimos só consegue algum efeito sobre esse alcoólatra, quando a pessoa reconhece sua fraqueza. Algo similar acontece com a corrupção. Só alcançaremos a sobriedade dos países que são orientados pela ética e pela honestidade, quando reconhecermos que todos nós somos picaretas e não apenas os políticos. 

Mas no Brasil a moda é transferir responsabilidade. É menos doloroso para a sociedade doente e torna a crítica mais palatável e simpática. Assim sendo, na maior cara de pau, nós seguimos culpando unicamente os políticos pelas mazelas criadas por todos nós!