domingo, 17 de janeiro de 2016

Funcionários do Hospital Colônia RB assaltados quando chegam para trabalhar

Flávio Azevedo
Alguns policiais ficam chateados com as minhas publicações que abordam a questão da Segurança, mas a população me encaminha as solicitações e nós precisamos dar publicidade ao assunto para que haja solução. A queixa, agora, é dos funcionários do Hospital Colônia Rio Bonito (HCRB), que estão sendo vítimas de assaltantes nas primeiras horas do dia, quando chegam para trabalhar. Nesse domingo (17/01), por exemplo, uma funcionária foi assaltada no alto da passarela.

Os marginais agem da seguinte forma: por volta das 6h30min, quando os funcionários estão chegando para pegar o plantão, o bandido sobe a passarela junto com eles e no alto da passarela anuncia o assalto. Meses atrás marginais estavam assaltando funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), nesse mesmo horário, mas na escadaria que liga as ruas, Getúlio Vargas e João Carmo, no Centro.

O Brasil pode ser uma potência agrícola!

Flávio Azevedo
No programa Painel, da Globo News, apresentado pelo jornalista Willian Waack, nesse sábado (16/01), os participantes da atração afirmam que o preço do barril do petróleo vai continuar caindo. Ou seja governador Pezão, pare de choramingar, assuma que nós estamos na merda e vamos encontrar novas fontes de recursos, mas sem meter a mão no bolso do povo (o IPVA, por exemplo)!

Sugiro que o senhor dê um telefonema para esses prefeitos preguiçosos do interior e cobre deles iniciativas que incentivem, por exemplo, o Turismo e a produção de alimentos. A verdade é que as Prefeituras estão choramingando, mas não por conta da crise! É que se tornou obrigação abrir mão do berço esplêndido e eles não querem largar o osso!

Diz um dos convidados (economista), que o Brasil está em crise porque quer. Ele lembra que a China e outros países comandam a economia do mundo, mas eles precisam comer, não tem onde plantar e tem que comprar do Brasil! Ou seja, o programa está deixando claro que os nossos políticos são mais incompetentes que nós pensamos, porque se sabe disso desde a Ditadura Militar! Vamos trabalhar gente! Seus incompetentes!

O “carnaval” com o nosso dinheiro precisa acabar

Flávio Azevedo 
Nos últimos anos ganhou força a história de que as prefeituras não farão Carnaval, por preferir investir os recursos destinados aos festejos de Momo, a setores como Saúde e Educação. Diante de argumentação tão fidalga, ninguém reclama! Pelo contrário, os prefeitos que tomam essa decisão recebem rasgados elogios. Milhares de compartilhamentos prestigiam a "bem intencionada iniciativa". Confesso aos amigos, que inicialmente até eu fui seduzido por essa ideia, mas com o passar do tempo, eu fui percebendo que isso é uma tremenda enganação. Eu não me lembro de ter visto esses prefeitos mostrando onde o dinheiro do Carnaval foi aplicado e muito menos prestando contas do que está sendo feito com os recursos originais da Saúde e Educação.

Outra iniciativa que enche os olhos é aquela em que o prefeito, com cara de preocupado, reúne a imprensa para anunciar que reduziu o salário dele, dos secretários e dos que ocupam cargos comissionados. Essa decisão também me deixava empolgadíssimo, até eu perceber ser outro papo furado e puro jogo de marketing. A verdade é que a classe política insiste em achar que nós somos trouxas. E eu já vou explicar as minhas razões.

A escassez de recursos não é provocada por salários. A remuneração do prefeito, do vereador ou do auxiliar de serviços gerais, não desfalca os cofres públicos. O dinheiro da União, dos Estados e Municípios é sorvido pelas sacanagens engendradas por quem comanda a máquina pública. O hábito de superfaturar, compras e contratações, assim como entender a coisa pública como uma extensão dos seus quintais é o que faz sumir o dinheiro público.

Quantos projetos sociais e culturais, por exemplo, deixaram de receber financiamento da Petrobras nos últimos anos, sob o argumento de que “a estatal tinha outras prioridades”? Anos despois, nós descobrimos que as tais prioridades eram permitir que os Serverós, os Youssefs, os Bumlais, os Cunhas, os Renans e Delcídios assaltassem os cofres da estatal.

Ou seja, a Petrobras não reunia condições de fomentar projetos culturais e esportivos, porque precisava irrigar contas na Suíça. Mais importante que prestigiar projetos sociais era o projeto de levar esposas e amantes para jantar em Paris. Mais significativo que os projetos assistenciais era o custeio de aulas de tênis em Londres para os filhos e namoradas. A grana que financiava os fins de semana em Veneza, em Mônaco, no Caribe ou em qualquer outro lugar mixuruca desse – rotina semanal na vida desses ladrões – sempre foi proveniente dos cofres públicos.

Mas voltando aos cancelamentos do Carnaval, eu garanto que se a classe política não se apropriar do dinheiro público, não faltarão recursos para a Saúde, para a Educação, para a Mobilidade, para a Segurança e para o Transporte. Também não faltará dinheiro para estimular o Turismo, a geração de emprego e renda. Sem os roubos e sacanagens, os servidores públicos poderão ser remunerados dignamente e hospitais e escolas funcionarão decentemente.

Todavia, essa realidade só será concretizada se o povo também entender que a coletividade é mais importante que os interesses individuais. Sim... Não é só a classe política que entende a coisa pública como extensão dos seus quintais. O povo também pensa assim. Por isso, quando um novato assume um cargo público, tudo continua como dantes. O novato pensa igual o antecessor e quem votou nele também. Então como haverá mudança, se as expectativas são iguais? Por isso, as mudanças devem começar a partir de nós.


Feito isso, nós teremos recursos para Carnaval, Saúde, Educação, Segurança, Transporte, Turismo, Lazer, Cultura e tudo mais. É um desafio, mas esse é o único caminho a ser percorrido se quisermos mudar a realidade de horror em que está metido o Brasil!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Aberta a temporada de negociações políticas

Flávio Azevedo 
A estratégia que pretende fazer o eleitor acreditar que ele é amigo do próximo do prefeito já está nas ruas! Ser enredado por esse engodo é um erro comum do eleitorado. Estou vendo candidatos promovendo cafés, reuniões domésticas, encontros reservados, numa tentativa de fazer o eleitor acreditar, por exemplo, na história de “governo participativo”. Posso te falar? Mentira! Balela! Não vai ouvir nada!

São pessoas que sequer administram um perfil em mídia social. Argumentam que o Facebook, por exemplo, é recheado de reclamações. Usam mísseis teleguiados e puxa sacos para vigiar as suas postagens. São pessoas intolerantes aos clamores populares e querem nos convencer, que farão um governo participativo! Papo furado!

Não vejo essas pessoas participando dos Conselhos Municipais, Fóruns comunitários, fazendo as tais reuniões íntimas com sindicatos, entidades de classe, associações de moradores etc. A argumentação é de que "o povo só sabe pedir"! Outra inverdade! No fundo, no fundo (e no raso também), sobretudo quando se está no poder, o que se pretende é fugir das verdades que saltam aos olhos a cada esquina de Rio Bonito!

A cidade está mal gerenciada, os entulhos, restos de obra e carros abandonados, se acumulam nas calçadas; a Saúde não está bem, a Educação vai mal. É uma herança de cerca de 40 anos que não foram resolvidas ao seu tempo pelos que se repetem no poder. Portanto, se você ficou de fora dos tais cafés e reuniões íntimas, não lamente, celebre! Você é um privilegiado! O sedutor (a) mentiroso (a) já sabe que você é um ser inteligente e tem espírito questionador!

Se ligue nos mentirosos sedutores e nas eleições de outubro escolha as opções que pensem na coletividade e não no individual e/ou no clube de amigos.

Padre Eduardo Braga nos convida a não “coxear entre dois pensamentos”

Flávio Azevedo
Pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Rio Bonito.
Questionado, querido, dono de opiniões que nem sempre agradam, mas um homem preocupado com a sociedade e comprometido com sua missão. Esse é o padre Eduardo Braga, pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Rio Bonito, que sensibilizado com os tristes acontecimentos ocorridos na cidade essa semana, divulgou nota convidando os riobonitenses a orar e buscar a Deus. Ele inicia o seu texto chamando as pessoas “amados filhos e filhas no Senhor” e usa a expressão “misericórdia”, sentimento de solidariedade em relação alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça.

O padre Eduardo diz que após ter tomado conhecimento das tragédias o seu coração de pastor sofre. “Somente a oração pode nos confortar, nos dar esperança e capacidade de interceder pelas famílias em luto neste momento”. Ele afirma que “não somos católicos em Rio Bonito por acidente; nem foi a troco de nada que recebemos o dom imerecido da Porta Santa. Precisamos orar, profetizar e amar ainda mais”.

Eu não sou católico, mas essa condição não me impede de perceber o objetivo do sacerdote. Entendo o convite como uma provocação a quem tem uma religião, palavra que deriva do latim “religare”, que aponta “religar o homem a Deus”. Nessa sexta-feira (15/01), às 22h30min, o padre Eduardo realizou uma missa pelas pessoas que morreram essa semana. A preocupação do líder religioso pode ser questionada, mas eu concordo que estejamos precisando caminhar mais decididamente a vereda do bem.

Analisando a proposta do padre e o nosso momento, eu me lembrei de um trecho da história de Elias, quando ele enfrenta os profetas de Baal. O texto está escrito no livro de I Reis, capitulo 18. No verso 21, nitidamente irritado com a incredulidade dos hebreus, Elias dispara: “até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o! Se Baal é Deus, segui-o!”. A narrativa termina dizendo que “o povo nada respondeu”.

E a cena de Elias se repete. Estamos diante de dois caminhos: Deus e Baal. Podemos obedecer ou desobedecer. Está diante de nós o bem e o mal. Está nítido, porém, que “coxeamos” entre as duas opções. A palavra “coxear” deriva de “coxo”, signicante para pessoa com limitação física, que manca. É como Elias classifica o povo hebreu. Eles mancavam, porque uma hora serviam a Deus e outra hora a Baal. O grande conflito entre o bem e o mal sempre esteve presente em qualquer período da história humana e a irregularidade do homem, que cada hora escolhe um para servir é flagrante.

A tragédia, por exemplo, dos operários que caíram do prédio nessa sexta-feira, é um “coxear entre dois pensamentos”. Todos sabem da necessidade dos dispositivos de segurança, mas preferem não usar. O empregador sabe da resistência dos operários, mas prefere não exigir. A fiscalização desse dilema, mas prefere não intervir. Todos nós conhecemos o bem e o mal, mas preferimos “coxear entre dois pensamentos” e essa indecisão pode ser fatal.

O clamor, “até quando coxeareis entre dois pensamentos”, não é apenas para a vida religiosa. Ele é próprio para a vida profissional, familiar, conjugal, pessoal, relacional e política. Desgraças, tragédias, perdas, sofrimentos e tristezas seguirão acontecendo enquanto “coxearmos entre dois pensamentos”.

Falta de bom senso no trânsito é "doença contagiosa".

Rio Bonito segue fazendo escola às avessas! O motorista desse veículo da Prefeitura Municipal de Tanguá, ao chegar aqui encontrar tanta desordem no Trânsito da nossa cidade, não achou ser problema estacionar sobre o passeio público. O flagrante, que nos foi enviado por uma seguidora da nossa página, foi feito no último dia 12/01, no Centro de Rio Bonito, na Rua Dr. Mattos, em frente a loja Gomes Auto Peças. Já vi carros das Prefeituras de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Itaboraí; sendo induzido a erros em nosso Trânsito, por conta do nosso mau comportamento. 

Queda de andaime e morte de operário em Rio Bonito é tragédia anunciada

Flávio Azevedo
A obra está localizada na Rua D. José Pereira Alves, na Rodoviária de Rio Bonito.
Eu estou sabendo da queda de um andaime no Centro de Rio Bonito na manhã dessa sexta-feira (15/01), por volta das 7h30min. Um prédio que está sendo erguido na rua da rodoviária (D. José Pereira Alves). Eu ainda não tenho detalhes de mortos, feridos, sobreviventes, razões, causas ou circunstâncias do incidente, mas aproveito a oportunidade para dizer que não vou me esforçar para esclarecer a curiosidade mórbida das pessoas.

Todavia, eu já quero propor uma reflexão sobre alguns temas relevantes dentro do ocorrido, que geralmente não é objeto da curiosidade mórbida.

1 – Estou vendo muita gente falando de “fiscalização”. Mas será que os fiscais conseguem trabalhar em Rio Bonito? Será que ao identificar a irregularidade, notificar ou multar o empresário, vale o trabalho do fiscal ou o telefonema que os políticos recebem para liberar a irregularidade?

2 - Quando eu sou fiscalizado, qual é a minha postura? Vou resolver a irregularidade encontrada ou vou ligar para prefeito, vereador ou gente ligada a esse pessoal e pedir "para aliviar"?

3 – Existe interesse em mudar esse cenário ou só queremos fiscalização para os outros?

4 – Os operários aceitam usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), ou seguem com aquele hábito de não gostar da Segurança que é oferecida para eles, sob o argumento de que ficam com os movimentos limitados?

5 – Se os operários identificaram a suposta insegurança dos andaimes e decidissem não trabalhar naquelas condições, eles seriam ouvidos ou seriam demitidos como "insubordinados" e substituídos por quem usa o argumento “eu preciso trabalhar para sustentar minha família”?

6 – E agora? Depois da queda, tomara que não seja o caso, mas se alguém ficou com limitações físicas ou morreu, quem vai sustentar a família?

7 – A Prefeitura presta atenção nesses detalhes ou em nome do “não podemos impedir o progresso” (argumento de frouxos) segue inerte as irregularidades?

8 – Por fim, nós estamos dispostos a promover esse debate ou vamos preferir não criar indisposição com quem está irregular e rotular quem se preocupa com esses temas como "encrenqueiro"?

Pois é... Essa caminhada é feita por um caminho longo, mal e ficar com os pés machucados é inevitável!

O Instituto de Previdência e servidor municipal de Rio Bonito

Flávio Azevedo 
Em Rio Bonito, por uma questão cultural, o servidor municipal não se apropria do que é dele.
Eu tenho visto uma série de postagens questionando o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb). Aqui na rede ou nas ruas, sempre tem alguém me pesquisando sobre o assunto. Eu inicio a conversa destacando que não é possível partidarizar o tema, porque quem comandou a nossa cidade até aqui – desde a fundação do Iprevirb – sempre deixou a desejar ao lidar com o órgão. Todavia, quem mais fez mal ao Instituto de Previdência foi o próprio servidor, que por uma questão cultural se habituou a não se apropriar do que lhe pertence.

ATENÇÃO SERVIDOR MUNICIPAL! O Iprevirb não é do prefeito, dos vereadores, dos secretários ou de quem preside a Casa! Como o nome já diz, o Iprevirb é "dos Servidores Municipais de Rio Bonito". Eu não consigo entender porque você (servidor) não se apropria do que é teu. Aliás, é comum ver esses prefeitos absolutistas – eles também pensam que são divindades – fazendo carinha feia quando o servidor tenta se apropriar dos seus espaços.

Convém lembrar aos amigos que Solange e Mandiocão não são servidores municipais. Ressalto ainda, que horas extras, diárias e cabrestos do gênero não somam para a aposentadoria, que quando chegar não vai conseguir sequer pagar a sua conta da farmácia.

Portanto servidor, seja você ativo ou inativo, não adianta reclamar no Facebook ou no meu “in box”. Já passou da hora de você se mobilizar, se organizar e se apropriar do seu espaço. Eu tenho certeza que você terá um presente de lutas, enfrentará injustiças, será perseguido pelos seus iguais (em todo lugar existe um capitão do mato), mas você terá um futuro tranquilo! Pense nisso! 

Rede de Ativa de Rio Bonito em ação

Equipe da Rede de Cidadania de Rio Bonito com representantes do IBASE
Em reunião ocorrida na Casa do Educador, na noite dessa quarta-feira (13/01), os representantes do IBASE (INCID) entregaram aos integrantes da Rede de Cidadania Ativa de Rio Bonito, um conjunto de equipamentos de captação de áudio e vídeo que deverá ser utilizado em estudos sociais e produção de conteúdo voltado a cidadania no município. Um Note Book, uma impressora, um Data Show (telão e projetor), uma Câmera Filmadora e um GPS, são os equipamentos doados. O material ficará sob a responsabilidade do Clube Rio Bonito de Voo Livre (CRBVL), que é liderado pelo empresário e ativista, Mauro Paes. Vem coisa boa por aí!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Adeus Vitor Paulo!

Flávio Azevedo
O cenário cultural de Rio Bonito perdeu nessa quarta-feira (13/01), um dos seus representantes mais talentosos, o ator Vitor Paulo, que morreu prematuramente, por volta da 1h da manhã (SIC). O ator foi atropelado por um caminhão, na BR – 101, na altura do bairro Monteiro Lobato. Diretor e produtor do Grupo Teatral Rever, Vitor Negrão, como era conhecido, deixa milhares de amigos inconformados e uma lacuna na Cultura riobonitense. O ator foi sepultado no cemitério do Basílio, às 16h dessa quarta-feira.

Em entrevista ao também ator, Rai Ribeiro, em 2015, Vitor Paulo conta um pouco da sua trajetória e narra como se tornou ator aos 13 anos. “Comecei na escola como todos começam. Um dia fui convidado para ser bilheteiro de um espetáculo, mas na estreia o ator principal faltou, eu acabei assumindo o lugar dele e dali em diante ele não parei mais”, contou Vitor.

Há cerca de 20 dias eu estive com Vitor Paulo no Centro de Rio Bonito. Papeamos rapidamente sobre política e também a respeito do setor cultural. Ele se queixava da “falta de oportunidades para os artistas”. Militante da luta por investimentos na Cultura e crítico ferrenho da falta de oportunidade e valorização, marcas históricas da nossa cidade, Vitor é mais um que morre sem ver Rio Bonito fortalecendo e valorizando uma das suas identidades mais perceptíveis: a Cultura e as suas inúmeras manifestações!