domingo, 12 de fevereiro de 2012

Tanguá se prepara para estrear na Série C do Carioca com dois atletas de Rio Bonito

Flávio Azevedo

Pela Série C, do Campeonato Estadual de Futebol (2012), a nossa região está sendo representada pelo Tanguá Esporte Clube (TEC), que está no Grupo C. O Tanguá conta em seu plantel com o nosso glorioso Guilherme Guimarães (Guigui), a quem eu desejo muita sorte. Na foto (D), ele aparece defendendo as cores do Cruzeiro, tradicional Clube de Rio Bonito/RJ.

Também está integrando a equipe do Tanguá, o nosso Guilherme Souza, popularmente chamado de Jukito. Vamos torcer pelos nossos atletas que estão buscando um lugarzinho ao sol.

Na foto (E), Guilherme Jukito aparece vestindo o uniforme alvi-rubro do Rio Vermelho, tradicional clube da nossa cidade e atual campeão da Copa Ollé, competição da qual Jukito participou com brilhantismo. Ele também conquistou, em 2011, o título de campeão silvajardinense defendendo o Imbaú.

De acordo com o site da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), o Tanguá, que tem a frente o dirigente Carlos Ubiraja Pereira, estreia enfrentando o São Gonçalo FC, no próximo dia 11 de março, às 15h, no Estádio Alfonso Martinez, no Cruzeiro.

Serão cinco rodadas contra São Gonçalo FC, Bela Vista, Arraial do Cabo e São Gonçalo EC. A cada rodada uma equipe do Grupo folga. O Tanguá descansa na segunda rodada (18/03). A competição acontece em dois turnos e está planejada para terminar (essa primeira fase), no dia 29 de abril.

Uma pena não termos Associação Desportiva de Itaboraí (ADI) e o Rio Bonito Atlético Clube participando da competição.

Tony Bennett pede a legalização das drogas para evitar novas mortes

Flávio Azevedo

A morte da cantora Whitney Houston reacende uma antiga polêmica. A descriminalização das drogas. O também cantor Tony Bennett defendeu na noite deste sábado (dia que a cantora foi encontrada morta), a legalização das drogas como meio de se evitar mortes por dependência química e overdose.
– Primeiro foi Michael Jackson; em seguida, Amy Winehouse; agora, a magnífica Whitney Houston. Gostaria que cada pessoa nesta sala fizesse campanha para se legalizar as drogas – afirmou Bennett, no palco da festa do produtor Clive Davis, personagem que descobriu Houston, quando ela tinha apenas 11 anos.

A cantora Whitney Houston, como aconteceu com dezenas de outros artistas, sempre enfrentou problemas com álcool e drogas, embora a causa da morte ainda não seja conhecida e drogas ilícitas não tenham sido encontradas em seu quarto de hotel.

Bennett pediu ao governo americano que reavalie a sua posição sobre as drogas.

REFLEXÃO: O que Tony Bennett esqueceu é que as drogas envolvem um mercado bilionário. Ele deve ter esquecido também, que os lucros desse setor não são governamentais, mas de pessoas físicas, jurídicas e entidades políticas internacionais. A liberação das drogas representa tirar de circulação, o dinheiro do crime organizado, setor muitas vezes comandado e/ou chefiado por figuras políticas internacionalmente conhecidas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Morre Whitney Houston

Flávio Azevedo

A música mundial está de luto. Morreu na tarde deste sábado (11/02), a cantora Whitney Houston… Aos 48 anos. Certamente o envolvimento com drogas lícitas e ilícitas está entre os motivos da morte dessa mulher que era dona de uma voz que emocionou o mundo em várias ocasiões. Ela teria morrido no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. O seu corpo teria sido encontrado pelo seu namorado, o cantor e produtor Ray-J.

Ela estava hospedada no local para se apresentar em uma premiação, neste sábado em homenagem a Clive Davis, empresário que a descobriu quando tinha apenas 11 anos de idade. Os paramédicos tentaram ressucitar a cantora, não regiu aos estímulos e foi declarada morta às 21h55 (horário de Brasília). Houston deixa uma filha, Bobbi Kristina, de 18 anos.

Ganhadora de dois Emmys, seis Grammys, 30 Billboard Music e 22 American Music, Whtiney vendeu mais de 200 milhões de discos. O auge do sucesso veio com o álbum "O Guarda-Costas", que era a trilha original do filme homônimo, onde atuou ao lado do ator Kevin Costner. O single "I Will Always Love You" se tornou o mais vendido por uma artista feminina na história da música.

Por conta da turnê mundial que ela fez por conta do álbum "I will always love you", trilha do filme "O guarda-costas", Whitney se apresentou no Brasil em janeiro de 1994, em um show solo no estádio do Morumbi e no festival Hollywood Rock, no Rio.

A carreira

Whitney Elizabeth Houston nasceu em Newark, em 9 de agosto de 1963. Além de se destacar como cantora de r&b e soul, ela também atou no cinema e fez carreira como modelo. Mas foi na música que a artista ganhou fama e bateu recordes - ela venceu 415 prêmios ao longo da vida.

Com seu estilo inspirado no canto gospel, a cantora inspirou uma geração de cantoras, de Marey Carey a Christina Aguilera. Porém, no auge do sucesso, ela se tornou notícia por suas polêmicas fora do palco.

A trajetória de Whitney Houston combinou glória e tragédia. Em meados dos anos 1990, quando ainda frequentava o topo do universo pop, mergulhou no vício cocaína, maconha e medicamentos controlados, o que com o passar dos anos a fez perder o timbre de voz. Os problemas trouxeram sequelas que não permitiam que ela alcance as notas mais altas.

Que os exemplos positivos de Houston sejam copiados e almejados, sobretudo pelos jovens! E que os exemplos negativos sejam analisados e evitados! Penso que a morte de Whitney Houston é uma perda considerável para a música pop mundial!

Mau exemplo da Receita Federal de Rio Bonito continua

Flávio Azevedo

Em tempos de caça aos gatos de energia elétrica e de corte do fornecimento aos usuários que não estão em dia com o pagamento da tarifa (recentemente, vários prédios municipais e a própria Prefeitura tiveram o fornecimento interrompido por supostos débitos com a Ampla), o prédio da Receita Federal (RF) de Rio Bonito continua sendo um mau exemplo ao contribuinte.

Quem passa pela Av. Castelo Branco (Rua dos Bancos), onde está sediado o prédio da RF, pode até não entender, mas desde o dia 3 de novembro, quando o relógio de energia da Receita sofreu um incêndio, o fornecimento de energia do prédio continua ligado no ‘focinho do porco’, ou seja, numa espécie de ligação direta que foi feita pelos técnicos da Ampla na ocasião.

Fica uma pergunta: caso o contribuinte faça um gatilho desses que está exposto no lado externo do prédio da Receita Federal, o que acontecerá com ele? Adiantaria justificar para a Ampla, que quem fez o suposto gato foram os próprios técnicos da empresa?

O incêndio

No último dia 03 de novembro (foto 2), quem passou pela Av. Castelo Branco (rua dos bancos), no Centro de Rio Bonito, por volta das 11h, tomou um grande susto com um incêndio na caixa de força (relógio de luz), de energia elétrica da Receita Federal (RF). O prédio era até recentemente ocupado pela Biblioteca Municipal e para receber a RF foi totalmente reformado. O incêndio foi provocado por um curto circuito que aconteceu por razões desconhecidas. Centenas de pessoas acompanhavam a ação de quem tentava apagar o incêndio (o segurança da agência e alguns guardas municipais).

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas demorou a chegar. Guardas municipais jogaram areia no local do incêndio para apagar o fogo, mas como a energia elétrica continuava ligada, os curtos continuavam acontecendo. Os estouros eram constantes e apavoravam as pessoas, sobretudo os idosos que estavam na fila dos bancos.

Em cerca de 20 minutos o Corpo de Bombeiros chegou, controlou as chamas, mas surgiu outro problema: o carro da Ampla (empresa de energia elétrica), que cuida da manutenção da rede elétrica em Rio Bonito, que foi chamado para desligar o fornecimento de energia para o prédio só estaria disponível depois das 12h, porque ele também atende outras cidades.

O carro de manutenção da Ampla chegou ao local por volta das 12h.

Viaduto da vergonha no Rio do Ouro, em Rio Bonito

Flávio Azevedo

Em tempos de questionamentos a atuação da Autopista Fluminense (concessionária que administra a BR – 101), vale à pena perguntar, por que as obras do viaduto do Rio do Ouro estão paralisadas há cerca de um ano?

Se as autoridades municipais não pressionam; as estaduais fingem não ver; e as federais não estão nem aí. Já a população, como sempre, só reclama e não se mobiliza nessa direção. Enquanto isso, a concessionária faz ‘cara de paisagem’ e se comporta como se estivesse tudo certo.

Pode até haver alguma argumentação técnica para a paralisação das obras, mas para esse monte de terra no meio do caminho e o piso irregular do local (esburacado) não existe desculpa!

Aos que culpam a Prefeitura Municipal de Rio Bonito (PMRB), nós concordamos que ela deixa a desejar em vários momentos (e não são poucos esses momentos), mas nessa questão ela é inocente. O dever de colocar ordem nessa bagunça é da Autopista Fluminense, que não se pronuncia e não resolve. A culpa da PMRB é em não ter liderado, até agora, uma manifestação popular para cobrar essa e outras melhorias ao longo da BR – 101.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Caos na Segurança Pública do Rio de Janeiro

Flávio Azevedo

E aconteceu o que a população Fluminense temia! Indignados com anos de maus tratos, Policiais Militares, Civis e Bombeiros estão em greve. A decisão, tomada em uma assembleia no fim desta quinta-feira (09/02), na Cinelândia, no Centro do Rio, certamente vai trazer desdobramentos desagradáveis para o cidadão e não será tratado com o respeito que o tema merece.

Quem é contra a greve tem as suas razões, quando comenta que a população não pode ficar insegura (mas existe segurança?). Quem é favorável, também de maneira razoável, argumenta os longos anos de descaso do poder público para com esses servidores (o que não era reclamado até então, por que será?).

Fica muito nítido que a greve de Policiais Militares, Civis e Bombeiros é o desfecho de ações atabalhoadas, irresponsáveis, inconsequentes e desavergonhadas de governos, que sempre flertaram com a criminalidade e com o poder paralelo (utilizando, inclusive, esses setor – o submundo – para se elegerem e galgar os degraus do poder).

Como diria Eliana Calmon, “bandidos vestidos de toga” (juízes e magistrados) e políticos comprometidos até o pescoço com a sacanagem (isso digo eu). Esses são os principais combustíveis da impunidade que atinge a sociedade brasileira e que cínicamente nós não debatemos porque preferemos repetir a notícia vendida pela mídia gorda.

Por conta do discurso manipulado e manipulador de uma midia que se prostitui para poderes – uma das mazelas desses país – e do hábito que a imprensa tem de pagiar os poderosos – por conta das gordas verbas de publicidades – convencionou-se atribuir a insegurança brasileira aos bandidos, às comunidade pobres e aos negros, únicos personagens que veem realmente as leis saírem do papel, isso se eles não conhecerem algum figurão para “dar uma aliviada”.

A greve geral de Policiais Militares, Civis e Bombeiros deveria expor esse cenário. Ouso dizer que nesse momento, o menos importante é a paralização desses servidores e as suas reivindicações, que deveriam ser atendidas de imediato. Atendê-los apenas financeiramente é enxugar gelo.

Não podemos esquecer que a insegurança também gira ao entorno de um chefe de família que trabalha em uma dessas corporações. E, detalhe: ela está baseada na relação promíscua do estado, dos políticos, dos próprios policiais e do próprio povo, com a ilegalidade, com o crime, com a marginalidade e com o submundo.

Um soldo de R$ 20 mil para esses servidores não seria o remédio para a insegurança como alardeiam alguns (embora o salário desses servidores seja uma falta de respeito; como também é os míseros R$ 622,00 destinados trabalhador comum). O caos social em que vivemos não está paltado unica e exclusivamente nos ganhos financeiros de Policiais Militares, Civis e Bombeiros, mas na estrutura conjuntural da sociedade brasileira que é extremamente paternalista, infantilizada, violenta e aprecia a corrupção. Aliado a isso podemos mencionar a falta de acesso a direitos básicos como Educação, Saúde, Transporte e, sobretudo, a Justiça.

Enquanto o assunto não for debatido com esse olhar... Enquanto ficarmos repetindo o conteúdo mostrado pela mídia, por simples preguiça de pensar, o que eu chamo de “Síndrome do Restaurante” (preferimos comer o que já vem pronto a fazer a nossa própria comida), o cenário será esse e mudá-lo não será possível.

Uma breve reflexão sobre o desdobramento do assunto

Os órgãos de mídia, principalmente a Rede Globo, na intenção de desqualificar a greve dos Policiais Militares, Civis e Bombeiros (para atender a quem?), noticiam que a adesão ao movimento grevista foi mínima e que a polícia está nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Como sempre, essas mídias ignoram que o estado tem outros 91 municípios.

Penso que fossem veículos realmente comprometidos com a verdade, a notícia seria de que o movimento de greve foi um sucesso, e que, apesar da luta e da repressão que estão recebendo do estado “NADA DEMOCRÁTICO E NADA DIREITO”, Policiais Militares, Civis e Bombeiros não deixaram de atuar em casos essenciais à sociedade.

É a máxima do copo pelo meio. Ele pode estar "meio cheio" ou "meio vazio". Depende da natureza do olhar!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Papelaria assaltada no Centro de Rio Bonito

Flávio Azevedo

Um homem de meia idade, de chapéu, aparentando simplicidade, mas de posse de uma arma, assaltou por volta das 16h da tarde de hoje (08/02), a papelaria Papelar, no Centro de Rio Bonito (em frente a antiga delegacia). Segundo fontes, ele entrou, andou por toda loja, comprou uma borracha, pediu uma xerox, pagou, e anunciou o assalto! A ação foi rápida, assim como também foi rápida a sua saída do estabelecimento. Ao sair, o assaltante seguiu tranquilamente pela Rua Principal da cidade. O caso foi registrado na 119ª DP (Rio Bonito).

Esse é o terceiro assalto registrado no Centro de Rio Bonito no período de quinze dias. No último dia 24 de janeiro, também por volt das 16h, foi assaltada a joalheria Bela Jóia, na Rua Dr. Francisco de Souza (Rua do antigo Império da Banha). O prejuízo foi de R$ 70 mil. Os ladrões seguiram calmamente em direção a Rua XV de Novembro.

Dias depois, no dia 28 de janeiro, a vítima foi a padaria Mister Pão, na Bela Vista. O assalto aconteceu por volta das 17h. Segundo fontes, os bandidos eram homens bem apeçoados, trajavam ternos bem cortados e chegaram ao estabelecimento de carro. Concluído o assalto, que não foi uma ação demorada, os marginais sairam tranquilamente em direção ao Centro da cidade. Da padaria os bandidos levaram cerca de R$ 800,00.

Nota da Redação: a foto é ilustrativa.

“BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”!

Flávio Azevedo - Refexões

Já ouviram isso? Quem não ouviu ou nunca falou essa frase num momento de raiva diante da crueldade de um crime? Mas devemos ter cuidado com esse pensamento, porque corremos o risco de estarmos torcendo para vermos "mortos" 50% dos brasileiros – entre eles muitos dos nossos parentes e nossos amigos. Digo isso, baseado na premissa de que não podemos classificar como bandidos somente aqueles que roubam, estupram, sequestram, traficam e matam.

Em número maior estão aqueles que compram os produtos que são produzidos nessas ações criminosas. Também são bandidos desclassificados e mereceriam morrer, aqueles que fraudam licitações; que superfaturam obras; que desviam recursos de remédio, merenda e material escolar.

Também mereceriam a morte:
*aqueles que vendem sentença e estimulam a impunidade;
*aqueles que utilizam os seus gabinetes e o foro privilegiado dos seus mandatos para comandar o tráfico de drogas e armas;
*aqueles que posam de santo, mas usam o lugar de destaque que ocupam para fomentar a miséria e a desigualdade.

Se olharmos por esse prisma, certamente concordaremos que poucos brasileiros sobrarão para contar os que foram mortos. Portanto, esqueçam esse pensamento de que “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”, porque isso demonstra a nossa incapacidade de lidar com as deformidades humanas, a nossa intransigência e, principalmente, a nossa intolerância.

Lotada para Serra do Sambê... Seria o fim do monopólio do Transporte Público em Rio Bonito?

Flávio Azevedo

Um cidadão corajoso está fazendo, já há alguns dias, lotada, com uma Doblô, para a Serra do Sambê. O preço é popular (R$ 1,00). A tarifa do ônibus é R$ 1,80. Os moradores do bairro estão muito satisfeitos e desejando vida longa ao novo serviço. Avisamos ao corajoso cidadão, que o grupo de mídias “O TEMPO EM RIO BONITO” está com ele e caso queiram impedi-lo de trabalhar, nós vamos para dentro. A cobrança às autoridades será no sentido de exigir da empresa, melhor prestação de serviço. Já o poder público deverá legalizar as linhas alternativas para bairros que não são atendidos porque a empresa considera deficitário.

O monopólio da empresa que explora o Transporte Público de Rio Bonito, diga-se de passagem, com péssimos serviços, precisa acabar. Que surjam outros corajosos para fazerem lotadas para bairros como Green Valley, Jacuba, Boqueirão, Rio Vermelho, Braçanã e muitos outros pontos que sofrem com o desserviço da referida empresa.

Em ano eleitoral e com inúmeros compromissos de bastidores que envolvem o setor (Transporte Público), acreditamos que logo nós teremos notícias de primeira página.

Repercussão

No Facebook, o apoio a iniciativa do “Corajoso da Serra”, nome que já foi dado ao proprietário do Doblô, é geral. Entre os muitos comentários favoráveis, está o da internauta Denise Campos, que chama o cidadão de “empreendedor” por ter, segundo ela, “uma admirável atitude”.
– Atitude de Empreendedor, vendo oportunidade nas necessidades e dando suporte. Que este cidadão procure os órgãos competentes e se legalize nesta missão. Estamos com você! O povo destes bairros é muito sofrido. Em dias de sol quente e chuva, eles andam quilômetros a pé... Parabéns pela iniciativa – comenta.

A internauta Rosilaine Cunha, que se identifica como moradora da Cidade Nova, diz que “podia ter (lotada) para todos os bairros, porque eu que moro na Cidade Nova, ando de ônibus e fico, às vezes, 40min esperando uma condução”.

Já a internauta Simone Braga, moradora da Serra do Sambê, espera que o serviço não seja proibido pelos órgãos do governo.
– Espero, sinceramente, que não tentem tirá-lo, porque em todas as outras cidades tem lotada e é muito bom os moradores. Imagina neste sol que tem feito, esperar 1h por uma condução para um lugar como a Serra, que está a 15 minutos do centro? Sem contar que no horário mais quente (entre 1h às 3h) não tem ônibus – reclama a internauta.

A moradora da Serra também aponta outra questão crucial, o valor da tarifa cobrada aos usuários do ônibus que faz a linha do bairro. “Tem também a questão da passagem, que acho um absurdo ter o mesmo valor da linha do centro para o Basílio (por exemplo). Digo em relação à distância. Boa Sorte ao cidadão que teve compaixão dos moradores da Serra do Sambê e espero que outros tenham a mesma coragem em outros bairros também”, finaliza.

O último depoimento é da internauta Elyane Marinho, que aborda o suplício dos usuários e deixa claro o desrespeito da empresa com os passageiros, de acordo com ela, “principalmente no horário do almoço”.
– Ontem fui para o ponto às 12h35min e se não fosse uma carona chegaria atrasada no trabalho, pois já eram 13h e não veio nenhum ônibus Rio do Ouro/Praça Cruzeiro. Elyane termina com uma reflexão que define o motivo de tanto desrespeito ao cidadão. Ela escreve em letras maiúsculas que representam a sua indignação: “COMO SOMOS UM POVO PACÍFICO, NÓS ACEITAMOS TUDO SEM FAZER NADA!”.

Preocupação

O internauta Jorge Alberto, porém, demonstra uma pertinente preocupação. De acordo com ele, é importante ter cuidado ao incentivar o uso de transportes alternativos de forma “clandestina.
– Que tipo de fiscalização existe pra saber em quais condições se transporta os passageiros, as condições do veículo e do motorista? Hoje é apenas uma, mas se comprarem a idéia, e começarem espalhar vans a torto e a direito, os inúmeros problemas aparecerão rápido. Sei que a proporção ainda é bem menor, mas as milícias do Rio começaram com esse serviço em prol de ajudar o “povo”, e é hoje uma das suas maiores fontes de renda – analisa o internauta, que aborda o funcionamento das cooperativas, “que cobram absurdos pelos pontos”, as ameaças de mortes e etc. “Reivindiquem , cobrem dos vereadores, na câmara e nas urnas, protestem, mas sem querer legitimar o errado”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Novo acidente no retorno do Green Valley reacende uma velha discussão: cadê o VIADUTO?

Flávio Azevedo

Três carros se envolveram num acidente sem vítimas fatais, hoje (07/02), por volta das 9h30min, no retorno do Green Valley, próximo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O acidente é mais um que vai figurar numa triste estatística que tende a crescer caso as autoridades não tomem drásticas providências; e se a Autopista Fluminense (concessionária que administra a rodovia) continuar tratando o assunto com desdém e desinteresse.

De acordo com testemunhas que estavam no local, o Fiat Uno, placa JZD 0333, de Rio Bonito, com dois ocupantes, teria provocado o acidente ao sair do Green Valley e atravessar a pista na frente do Ecosporte, placa KWC 3983, de São Gonçalo. O Fiat estaria tentando acessar o retorno para acessar a pista de subida da BR – 101. As duas pessoas que estavam no interior do esportivo, que parou na área de grama que divide as pistas sofreram apenas o susto.

Também foi envolvido no acidente, o Renault Sandero, placa LRZ 3378, de Cabo Frio. Ainda segundo as testemunhas, uma picape Hilux não identificada também teria sido envolvida, mas como não sofreu nenhum prejuízo o motorista teria seguido viagem.

Os dois ocupantes do Fiat Uno foram atendidos por viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Autopista Fluminense. No local, enquanto aguardava a perícia, policiais militares e rodoviários diziam ser necessário fechar a saída ou o retorno para evitar novos acidentes.

Não é a primeira vez

A construção de um viaduto no local (foto do projeto), que serviria de retorno para a pista de subida da BR – 101 e acesso para a UPA e também para o Loteamento Schuller – localidade que sem um acesso digno –, foi um dos temas da reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) na manhã de ontem (06/02). Conselheiros e representantes do poder público debateram o tema e a possibilidade de se haver uma manifestação nos próximos dias não foi descartada.

De acordo com os representantes da Prefeitura Municipal de Rio Bonito (Isaías Class/Desenvolvimento Urbano e Lendro Weber/Procurador Geral), presentes a reunião, as obras já eram para estar sendo executadas pela Autopista Fluminense. “Eles se comprometeram em começar as obras do viaduto em novembro. Ainda não sabemos o motivo de não terem começado. Mas vamos marcar uma audiência e cobrar. Pedimos, inclusive, a participação do CCS nessa reivindicação”, disse o secretário Isaías Class.

Uma história longa e cansativa

Representando o prefeito José Luiz Antunes (DEM), o vice-prefeito Matheus Neto participou no dia 13 de novembro, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de um encontro para discutir os fechamentos dos acessos à BR–101 pela Autopista Fluminense. Participaram da reunião, o coordenador geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), unidade regional, João Honorato; o subsecretário estadual de Transportes, Delmo Pinho; o superintendente da Autopista Fluminense, Carlos Alberto Gallo; o chefe da 5ª delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Rio Bonito, Carlos Renato Queiroz Pessoa; e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class.

O gerente de tráfego da Autopista Fluminense, Edmundo Régis Bittencourt, informou que em toda extensão do trecho da rodovia que está sob concessão (entre a Ponte Rio/Niterói e a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo), cerca de 1,5 mil acessos deverão ser fechados pela concessionária. “Desse número, 111 estão em Rio Bonito, e cerca de 30 deles são extremamente perigosos, porque influenciam diretamente na segurança dos usuários”, disse Bittencourt, que apresentou um vídeo, mostrando veículos atravessando a rodovia no Parque das Acácias para o Parque Indiano, e também no sentido contrário.

O motivo do conflito

Um dos motivos dessa reunião foi entrevero que aconteceu no dia 22 de outubro, quando a Autopista Fluminense decidiu fechar alguns acessos da pista sentido Rio da BR–101. Por volta das 9h, depois de fechar outros acessos da via, operários da empresa iniciaram o fechamento da entrada principal do bairro Jardim das Acácias, no 3º Distrito. Ao verem a ação, moradores do bairro tentaram impedir a ação dos operários e entraram em contato com a Prefeitura.

Na ausência do prefeito José Luiz Antunes (DEM), o vice-prefeito Matheus Neto, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, do Procurador Geral do Município, Leandro Weber, e do vereador, Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão (DEM), liderou a resistência ao fechamento do acesso. Como a Autopista já havia instalado um guard rail no local, Matheus Neto solicitou uma retro escavadeira para retirá-lo.

Segundo testemunhas, foram momentos de tensão. O comerciante Sebastião Silva, de 60 anos, morador do bairro há cerca de 30 anos, deitou embaixo da retro escavadeira para que ela não saísse do local enquanto não retirasse o guard rail que fechava a principal entrada do Parque das Acácias.
– Eu fiquei uns 15 minutos embaixo do trator para impedir que ele saísse do local, porque eu acho que fechar o acesso ao nosso bairro é um absurdo. Este é o caminho de todos os veículos que entram na nossa localidade. O ônibus, os carros dos moradores, os caminhões de entrega, tudo isso passa por aqui – disse.

A retro escavadeira não foi retirada do local e iniciou-se uma negociação entre os representantes da Autopista Fluminense e da Prefeitura. Por volta das 13h chegou-se a um consenso. Ficou definido que o acesso seria liberado e que haveria um encontro entre as partes (Autopista e Prefeitura), na sede da ANTT, que deveria mediar o conflito, que ainda não foi resolvido.