quinta-feira, 13 de março de 2014

Funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas estão em greve

Flávio Azevedo 
Grupo de funcionários do HRDV percorrendo as ruas de Rio Bonito em manifestação.
Com alguns anos de atraso, a esperada greve dos funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) de Rio Bonito aconteceu. Os servidores da instituição, que é uma entidade filantrópica administrada pela sociedade, reclamam que não receberam o pagamento referente ao mês de fevereiro. Parte dos funcionários do HRDV saiu em manifestação pelas principais ruas do município na manhã dessa quinta-feira (13/03). A recepção do hospital está vazia e cartazes alertam para o legítimo movimento grevista, que tem a frente o Sindicato Intermunicipal de Técnicos e Auxiliares de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro (Sindtea).

Nunca o jargão popular “na briga do rochedo com o mar, quem sofre é o marisco” foi tão apropriada para classificar uma situação, já que a “guerra fria” entre a direção do HRDV e a Prefeitura Municipal é o pano de fundo da greve. A diretoria do HRDV afirma que não paga os salários, porque não tem dinheiro em caixa. Já a prefeita Solange Almeida, durante a assembleia dos associados da instituição realizada no último domingo (09/03), além de pedir a palavra informou que “os repasses estão em dia”. Em nenhum momento ela foi contestada pelos integrantes da diretoria do HRDV, dos conselhos da instituição e/ou pelos associados.

O líder sindical Paulo Cézar Pinto, que coordena a greve junto com os funcionários do HRDV, afirma que a greve será mantida até que o pagamento seja depositado. Ele afirma que as partes interessadas (HRDV e Prefeitura) foram informadas do movimento grevista, “mas não deram solução para o problema”.

Repercussão
Cartazes com palavras de ordem e informações sobre o estado de greve dos funcionários do HRDV foram exibidos durante a manifestação do grupo.
Nas ruas da cidade as pessoas estão divididas quanto a greve, que é legítima, está sendo realizada dentro do que preconiza a lei, mas acaba ofuscada pela postura partidária daqueles que analisam a questão. A dona de casa Antônia Maria Souza, moradora do Rio Vermelho, comenta que “o HRDV já está horrível, agora então vai ficar uma porcaria. Esse pessoal tinha é que ir trabalhar e cuidar dos pacientes!”. Já o funcionário público, Gláucio Teixeira, pondera que o movimento é legítimo. Diante da opinião da entrevistada anterior, ele diz que “o problema é que em todas as empresas, o patrão não valoriza o seu corpo de funcionários, mas quer que eles deem o sangue pela empresa”.

Um funcionário que por receio pede para não ser identificado, confessa que não aderiu publicamente a greve e declara que “independentemente do que dizem Prefeitura e Hospital, nós somos chefes de família, temos contas para pagar, esposa e filhos para alimentar, compromissos financeiros para saudar e não podemos ficar a mercê do capricho desse pessoal que só quer saber de política”.
– Conversando com antigos profissionais do HRDV, eles contam que sempre houve esse clima tenso entre Prefeitura e Hospital. Eles comentam que em outras oportunidades o salário também atrasava, houve tempo que o 13º salário não foi pago em dezembro, mas não efetuar o pagamento e dizer que não tem previsão de pagar é um fato novo nessa história conturbada entre as partes – pondera.

Fonte: Sindtea.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Cobertura das sessões Legislativas, uma prática importante para a cidadania

Flávio Azevedo
Na primeira fila, à esquerda, eu apareço na imagem, na cobertura das reuniões Legislativas.
A foto é de Jorginho DJ e ali estou eu na minha tradicional cobertura das reuniões da Câmara Municipal de Vereadores. Comecei a me identificar com política em 1992, época do afastamento de Aires Abdala. Em 2005, com o meu ingresso no jornalismo, eu passei a frequentar as sessões quase sem perder uma sequer. 

Em 2009, eu passei a gravar as sessões e tenho o áudio de 95% das sessões dos últimos anos. Acompanhando regularmente as sessões Legislativas com tanta regularidade, você reúne um acervo histórico que te torna apto a opinar e falar livremente sobre a casa e os seus, por vezes, conturbados bastidores.

Acrescento que na época de eleições municipais, cerca de 100 nomes se candidatam para o cargo de vereador. Todavia, é público e notório que 85% desses candidatos nunca assistiram a uma sessão Legislativa sequer. Eles desconhecem as regras da Casa e não sabem da existência de instrumentos como Regimento Interno e Lei Orgânica do Município. Assim, quando conseguem chegar ao Parlamento acabam precisando se submeter às “orientações” das velhas raposas da política!

Centro de Rio Bonito ganha novo carro abandonado

Flávio Azevedo
O veículo está parado na Av. Santos Dumont
Na Avenida Santos Dumont, próximo a subida da Serra do Sambê, uma Fiat Uno está sendo depenada lentamente e vai, aos poucos, se transformando num ferro velho. O veiculo foi estacionado nesse local com cara de que estava com defeito e o dono já iria voltar e lá se vão mais cerca de dois meses.

Na última reunião da Agenda 21, ocorrida na última segunda-feira (10/03), a prefeita Solange Almeida disse que o município está fechando convênio com uma empresa que vai disponibilizar um reboque para rebocar carros maus estacionados. Esperamos que esse reboque também recolha esses cartões postais negativos da nossa cidade.

Vereador não parabeniza diretoria do Hospital Darcy Vargas e espera melhores serviços da instituição

Flávio Azevedo
O vereador Cláudio Fonseca de Moraes 
Enquanto todos os parlamentares parabenizaram a diretoria do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) pela reeleição na sessão Legislativa dessa terça-feira (12/03), o vereador Cláudio Fonseca de Moraes, o Claudinho do Bumbum Lanches fez outro contrário.
– Não, eu não vou dar parabéns pela reeleição, porque o hospital não está bom. Vou parabenizar quando a instituição estiver funcionando bem, as reclamações não existirem mais e o povo estiver sendo bem atendido. Sou a favor do hospital, voto qualquer mensagem que chegar aqui para beneficiar a instituição, mas se eu identifico problemas no comando do HRDV, não posso ficar aqui dando parabéns! Ficarei sim, torcendo para que eles consigam acertar, para aí sim eu dar parabéns – alfinetou o parlamentar.

“O cochilo é um problema”

Flávio Azevedo
Vereador Márcinho Bocão durante o seu discurso na sessão.
O vereador Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão, ao fazer uso da palavra e abordar o assunto falta de médicos, na sessão Legislativa dessa terça-feira (12/03), fez uma revelação interessante, mas que não é estranha para quem conhece a área da Saúde. De acordo com o parlamentar, um funcionário do hospital comentou que os médicos em muitas oportunidades se escondem do serviço.
– Eu soube por um funcionário do hospital, que uma situação que ajuda a aumentar essa falta de médicos é a postura dos próprios profissionais. Em muitas ocasiões, o médico está lá, mas está dormindo. Ele vem de outro plantão, se tranca no quarto dos médicos e passa ordem na recepção para não ser incomodado. As pessoas tem medo de perder o emprego, de arrumar problema e dizem na portaria que não tem médico – disse o vereador, acrescentando que não são todos os profissionais que fazem isso, “mas tem muitos que usam esse artificio que acaba prejudicando a população e a própria instituição”.

terça-feira, 11 de março de 2014

Rio Bonito tem novo secretário de Planejamento

O advogado e comerciante, Marcelo Fonseca Soares. 
De acordo com a rede social da Secretaria Municipal de Comunicação Social de Rio Bonito, a prefeita Solange Almeida apresentou nessa segunda-feira (10/03), o novo titular da Secretaria de Coordenação e Planejamento da Prefeitura de Rio Bonito. Advogado e comerciante, Marcelo Fonseca Soares, tem 40 anos, é casado, pai de dois filhos e chega cheio de planos para a pasta.

Ele substitui o comerciante, Felipe Costa Braga, exonerado porque teria participado de um suposto plano para destituir a prefeita Solange Almeida, que prefere não comentar o assunto. A chefe do Executivo tem dito que “algumas questões não devem ser alimentadas” e destaca que “as dificuldades devem ser superadas com trabalho e dedicação ao povo de Rio Bonito”.

Fonto: Secom/RB.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Minha homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Flávio Azevedo 
Há mulheres que curam, mulheres que aconselham, mulheres que amam. Há mulheres que são compadecidas, afeiçoadas, amigas, parceiras e cumplices. Há mulheres que cantam, que escrevem e que governam. Temos ainda as glamorosas, maravilhosas, sensuais e talentosas. 

Contamos também com as mulheres mães, tias, avós, esposas, filhas, irmãs, primas, cunhadas, madrastas, enteadas e sobrinhas. Eu não sei em qual estilo você se encaixou, mas independente disso, o importante é que você é mulher!

Nesse “Dia Internacional da Mulher”, eu concluo minha homenagem a elas com um pensamento do escritor libanês, Khalil Gibran: “Quem não sabe aceitar as ‘pequenas’ falhas das mulheres, não aproveitará suas ‘grandes’ virtudes”.

terça-feira, 4 de março de 2014

Rioprevidência abre concurso para 85 contratações

Com salários acima de R$ 7 mil, o concurso do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência) está entre os certames de maior peso lançado neste mês. São 85 vagas abertas: 50 de assistente previdenciário, de Nível Médio, e 35 de especialista previdenciário (Superior) com remunerações de R$2.866,64 e R$7.095,94, respectivamente. 

As inscrições estão abertas até dia 9 de março pelo site da banca organizadora, a Fundação Ceperj (www.ceperj.rj.gov.br). As taxas são de R$ 80 e de R$ 100. Ao cargo de especialista pode concorrer quem tem o Nível Superior em qualquer área, com exceção de quatro vagas, destinadas a graduados em Ciências Contábeis e em Ciências da Computação, com duas oportunidades cada.

A prova, inicialmente marcada para o dia 30 de março, foi adiada para 13 de abril, para não conflitar com as da Caixa Econômica Federal e do Ministério do Trabalho. Os candidatos de Nível Médio farão exame objetivo, composto por 70 questões, totalizando 100 pontos. Os concorrentes de Nível Superior serão submetidos a 80 questões objetivas, podendo alcançar 160 pontos, e a redação, valendo 40 pontos, além de contagem de títulos.

Catamarã afunda em Búzios

Foto: Bebeto Karolla
Uma embarcação turística afundou, próximo à Ilha Feia, em Búzios, Região dos Lagos, com 38 pessoas a bordo. No momento do acidente, o catamarã operava com capacidade máxima: havia 31 adultos, cinco crianças, além de dois tripulantes no barco. Todos foram resgatados com vida e encaminhados para o píer central da Praia dos Ossos. A Capitania dos Portos foi acionada para investigar as causas do acidente. 

O naufrágio aconteceu por volta das 15h40, entre a Ilha Feia e a Praia da Tartaruga, a cerca de um quilômetro da costa. Bombeiros dos grupamentos de Búzios e de Cabo Frio, além de agentes da Capitania dos Portos realizaram o resgate. A ação foi auxiliada também por pescadores e banhistas com jets skis. Uma senhora de 81 anos teve hipotermia, foi levada ao hospital e já recebeu alta. 

Com capacidade para 38 pessoas, o barco pertence à empresa Tour Shop, que tem sede no Centro de Búzios. A Tour Shop opera legalmente e tem registro na Secretaria de Turismo e na Capitania dos Portos. No site, a empresa informa que o passeio de catamarã é seguro e inclui seguro para acidentes para todos os passageiros. O passeio custa R$ 60. 

A empresa disse ainda que todos os passageiros receberam a devida orientação para uso dos coletes salva-vidas na hora do acidente. A embarcação já foi rebocada. O catamarã era o único do tipo em operação na cidade. A Ilha Feia fica próximo ao Porto da Barra, em Manguinhos.

Fonte: O Dia

domingo, 2 de março de 2014

O brilho do Carnaval de Rio Bonito está ofuscado por outras luzes

Flávio Azevedo 
Todos os anos o poder público prepara as ruas de Rio Bonito para o Carnaval. Porém, muitos preferem procurar outros centros para passar o período dos festejos de Momo. Alguns ficam e se divertem.
Desde 1993, Rio Bonito está sendo comandado por duas pessoas. O revezamento acontece entre José Luiz Antunes, o Mandiocão (93/96, 2005/2012); e Solange Almeida, a Formiguinha (97/2004, 2013...). Pois bem, 20 anos depois, as pessoas que integram os grupos políticos dessas duas figuras públicas, insistem em culpar um e outro pela falência do Carnaval riobonitense, que antigamente era muito concorrido, inclusive, atraindo pessoas de outros centros. Quando Solange está no poder, o grupo de Mandiocão diz que ela é a responsável pelo Carnaval sem brilho. Quando Mandiocão está no comando, o grupo de Solange põe nele a responsabilidade do Carnaval estar sem a graça de outrora.

Não podemos afirmar se a postura desses falastrões é fruto de uma flagrante cara de pau, de uma declarada desfaçatez, do tradicional mau caratismo, de alguma deficiência mental ou tudo isso junto. Pode ser também, e quase sempre esse é o problema, preguiça de pensar, analisar, comparar contextos históricos, analisar a situação do país, entre outras coisas. Por outro lado, nós estamos falando de partidários. Ou seja, aquele pessoal que torce por ele ou por ela, como se estivessem torcendo pelo Flamengo. Assim, propagar a alienação é bem mais fácil que refletir sobre as transformações econômicas e sociais do nosso país.

Se pararmos para analisar, o declínio do nosso Carnaval começa quando as pessoas passam a ter acesso a um monte de coisa, inclusive, a fazer parte de um país onde a economia se tornou mais estável. Esse cenário permitiu que muitas famílias adquirissem casas em outros centros; reunissem condições financeiras de alugar uma casa, uma pousada ou um apartamento, em outros lugares... E essa tendência contribuiu para o que vemos hoje: um êxodo de riobonitenses em direção a Região dos Lagos, destino preferido do nosso povo.
No Carnaval 2014, a banda Rio Sul anima a galera que comparece a Praça Fonseca Portela.
Anos atrás, conversando sobre esse tema com o ex-vereador e ex-deputado estadual, José de Aguiar Borges, o Kaki, ele apresentou um cenário que me pareceu muito interessante e pouco explorado pelos analistas que discutem esse assunto. Segundo Kaki, as igrejas evangélicas se expandiram e muitos ritmistas, passistas e foliões ingressaram nessas igrejas e abandonaram os festejos de “Momo”. Ele contou que ao organizar o seu bloco, o Condor, ao procurar os seus principais ritmistas, ele percebeu que todos estavam fazendo parte do “bloco dos crentes” e integrando o Ministério de Louvor das suas respectivas igrejas.

A tese de Kaki, que nos foi apresentada na casa do poeta, jornalista e escritor, Leir Moraes, num Carnaval em que o Bloco Condor homenageou Leir, pode até ser contestada, mas tem lógica. Aliás, é flagrante a expansão das igrejas evangélicas nos últimos 20 anos. Junte-se a isso, a prática de um catolicismo mais responsável e o comando de padres que aboliram a ideia de não ter problema o católico andar de pés espalhados, sobretudo no Carnaval. Pelo contrário, já há alguns anos os líderes católicos têm se mostrado mais preocupados com a conduta dos seus fiéis, que muitos líderes evangélicos. E essa nova percepção religiosa contribuiu para esvaziar a “Festa da Carne”.

Outro ponto que deve ser destacado nesse debate “falência do Carnaval de Rio Bonito” é a paixão que o riobonitense tem pelo modismo. E sim... Fique você ofendido ou não, virou modinha sair da cidade. O sujeito que não viaja na época dos festejos de Momo, sobretudo se for jovem ou adolescente, corre o risco de ser rejeitado pelo grupo de amigos, porque ele é o único que não tem histórias carnavalescas para contar. Amores de Carnaval para enumerar... E não adianta discordar desse viés, porque é assim que a coisa funciona!
O concorrido bloco, Perseguida de Ouro, saiu as ruas de Rio Bonito uma semana antes do Carnaval, uma forte tendência para os próximos anos: a festa ser realizada fora da época.
Vale lembrar que essa debandada em direção a outros centros no Carnaval e ultimamente em quase todo fim de semana, contribuiu não só para falir o Carnaval de rua – as escolas de samba locais (Cruzeiro, Serrano, Canarinho e Leleô) perderam o brilho –, mas também o Carnaval de Clube, que era tradicional, mas por ser frequentado por famílias mais abastadas, que nesse novo cenário estão em Búzios, Cabo Frio, Rio das Ostras ou alguma cidade praiana, acabou.

Outra epidemia que aniquilou o Carnaval é a tal da “subvenção”. Estamos falando daquele dinheiro que a Prefeitura Municipal “tem que dar para que escolas e blocos venham para a rua”. Também contribui para esse cenário, o fato de o Carnaval ter deixado de ser uma ‘brincadeira’ para se tornar uma ‘competição’. Antigamente, os blocos eram custeados pelos seus integrantes, que no dia aprazado saiam para ‘brincar’ ou ‘pular’ Carnaval. Hoje, os blocos pensam que são Beija Flor, Imperatriz, Mangueira ou Portela. Por conta da maldita competição, essa grande festa popular perdeu o seu espírito lúdico e a liberdade que ela representava.

Concluindo, como apontamos no título desse texto, o brilho do Carnaval não apagou. Ele apenas está ofuscado por luzes que foram acesas nos últimos 20 anos. A culpa da falência do Carnaval não é nem de Solange nem de José Luiz. É da sociedade em geral, que elegeu outras prioridades para esse período. Ou seja, trocaram o brilho do saudoso Carnaval por outras luzes, um novo esplendor, outras formas de adereços e diferentes serpentinas. Mas como, hoje, está na moda transferir responsabilidades, é mais fácil culpar os governantes, que não se defendem por medo de perder a simpatia e, naturalmente, o voto dos boca abertas de plantão.