segunda-feira, 11 de março de 2013

Rio Bonito, finalmente, pode ter Posto Avançado do Tribunal do Trabalho


Flávio Azevedo

A prefeita Solange Almeida e a desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry
A prefeita Solange Almeida (PMDB) assinou no último dia 26 de fevereiro, junto da desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, um protocolo de intenções para que Rio Bonito, finalmente, tenha um Posto Avançado do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. O posto é um antigo sonho dos advogados locais e da 35ª Subseção da OAB. A unidade também irá atender os municípios de Tanguá e Silva Jardim e corria o risco de ser levado para Araruama.

Desde 2009 o TRT pretende se instalar em Rio Bonito. Tecnicamente o Posto Avançado já havia sido criado, através da então desembargadora Doris Castro Neves, mas o então prefeito José Luiz Antunes não deu a devida importância e não tomou a iniciativa de alugar um espaço para abrigar o órgão. Segundo fontes, o prefeito teria sofrido pressão de empresários locais para que não facilitasse a vinda do Posto Avançado, para não dar facilidade ao empregado que precisar recorrer a Justiça Trabalhista.

Em junho de 2009, o prefeito ofereceu ao TRT, o antigo Posto Agropecuário, na Praça Cruzeiro (um prédio anexo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente). O espaço havia sido reprovado pelo Núcleo de Defesa Sanitária Animal, que por falta de condições físicas e estruturais para exercer as suas atividades foi para Tanguá. À época, o então presidente da 35ª Subseção da OAB, Antonio Carlos Guadelupe, não conseguiu esconder a sua decepção com a postura da administração municipal.

Em entrevista a este jornalista, Guadelupe comentou que estava com vergonha de apresentar o espaço aos representantes do TRT. “Eu pedi uma planta baixa do local, para levar ao Tribunal, mas confesso que estou envergonhado, porque eu acho que Rio Bonito tem condições de oferecer algo melhor que um pardieiro”, disparou.

Foto: Ascom/RB.

domingo, 10 de março de 2013

Polícia para quem precisa de polícia...


Flávio Azevedo

O volume de lojas, escritórios, consultórios e residências sendo furtadas ou assaltadas  é grande em Rio Bonito.
E a onda de assaltos a estabelecimentos comerciais, escritórios e consultórios não acaba! Dessa vez a vítima é a minha amiga Fernanda Fonseca, que no seu perfil do Facebook comunica aos amigos, a notícia da visita indesejada no seu consultório, na Av. Sete de Maio. O furto ocorreu na madrugada desse sábado para domingo (09/10-03). Com um texto profundo e indignado, a fisioterapeuta resume o sentimento dela, e de todos os outros que estão sendo forçados a entrar nessa macabra e odiosa estatística de perdas.

“Se não pagamos nosso impostos perdemos nossos bens e se pagamos perdemos também! Entraram na minha clínica essa noite para assaltar. Cadê a polícia e as promessas? O dinheiro dos impostos vão pra onde? Até quando vamos fechar o nosso negócio sem saber o que vamos encontrar no dia seguinte? Até quando vamos ficar de braços cruzados e deixar que roubem a nossa dignidade? Você rala... Dá um duro danado... Pra vir um vagabundo e levar suas coisas? Isso ta errado! CHEGA!!! Afinal quem que está preso? Somos nós que temos que nos trancar ou os bandidos que entram no nosso quintal? SOCORRO!!!!!! Alguém ajude! CADÊ A SEGURANÇA?”.

O texto de Fernanda traduz o que estão sentindo os muitos empresários, comerciantes e prestadores de serviço riobonitenses, que foram roubados, assaltados ou furtados nas últimas semanas. Para o nosso horror, há cerca de 20 dias o PMDB, partido do governador Sérgio Cabral, divulgou nota declarando, entre outras baboseiras, que “a eleição do vice-governador Pezão (sucessor de Sérgio Cabral) é a certeza de que a bem-sucedida política de Segurança implementada no estado irá continuar e avançar”.

Sinceramente, eu que moro em Rio Bonito, interior do Estado, desconheço essa “bem-sucedida política de Segurança”. O que eu conheço são testemunhos como esse da fisioterapeuta Fernanda Fonseca. No Rio de Janeiro que eu moro, sobretudo no interior, o cenário é totalmente o contrário ao que afirma o PMDB. Aqui, o que é perene é a insegurança! A única coisa que supera a insegurança em perenidade é a cara de pau dos políticos e seus partidos, que insistem em nos tratar como se fossemos idiotas.

É nítida a falta de representatividade dos políticos locais. Em nome do pernicioso pensamento “não adianta bater de frente com quem está mais acima”, nós continuamos com policiamento ínfimo (civil e militar) e a violência bate a nossa porta diariamente (Fernanda é caçula dessa triste estatística). Diante desse cenário, que debate sobre Segurança a classe política está promovendo com a sociedade? Por outro lado, se fizerem esse debate, será que a sociedade comparecerá?

A presença da classe política no Conselho Comunitário de Segurança, por exemplo, é risível. E quando usam a palavra, da mais vontade de rir ainda, porque nitidamente desconhecem as atribuições do cargo que ocupam. Falta liderança, falta mobilização, falta espírito público, falta cooperativismo, falta seriedade, predicados que precisam partir desse setor. Não e possível que depois de ter uma galera que recebe para cuidar da implementação das políticas publicas, as pessoas precisem deixar os seus afazeres para, diariamente, cuidar daquilo que já era para estar sendo tratado!

Até 2012, na gestão municipal anterior, eu sempre dizia que “Segurança é atribuição do ESTADO do Rio de Janeiro” e deveríamos cobrar muito do deputado ESTADUAL Marcos Abrahão. À época, diziam que eu falava isso por ser simpatizante do candidato Matheus Neto. Muito bem! Venceu Solange, que por conta das práticas da sua última gestão (97/2004), não conta com a minha simpatia. Entretanto, embora eu tenha esse entendimento, a minha posição esta mantida “Segurança é atribuição do ESTADO do Rio de Janeiro e devemos, sim, cobrar do nosso representante na esfera estadual”.

Sobre as promessas de campanha, quem promete está no direito de prometer, otário é quem acredita (e em Rio Bonito, infelizmente, eles são maioria esmagadora). Aliás, o povo acredita em historinhas há 40, 50, 60 anos. Pena que as pessoas não percebam que estamos inseguros há muitos anos; e que somente com REPRESENTATIVIDADE política essa questão será resolvida. Porém, eu devo lembrar que não podemos entender como REPRESENTATIVIDADE, o famoso mau costume riobonitense de ficar PUXANDO O SACO de Paulo Melo e Sérgio Cabral ou de qualquer outro político que alcance o governo do Estado do Rio de Janeiro.

Cinismo

Dias desses, na reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), durante um dos meus desabafos, uma importante autoridade do município me olhou com cara de reprovação e me chamou de "romântico".

É... Realmente foi romântico o assalto ao escritório de determinado empresário que perdeu R$ 37 mil... É romântico saber que escritórios, consultórios, empresas e joalherias estão sendo furtadas durante a madrugada e nada acontece... É romântico saber que, em Catimbau, há cerca de um mês, uma família foi presa dentro do banheiro pelos bandidos que limparam a residência... Aliás, é romântico viver em Rio Bonito e ser governando por esse bando de cínicos.

Sinceramente, o cinismo me deixa mais furioso que a incompetência!

Vereador Reis aponta falta de médicos como um dos problemas da Saúde de Rio Bonito


Flávio Azevedo

O vereador Reginaldo Ferreira Dutra
Há algum tempo o grupo de mídias “O TEMPO” aponta a falta médicos como principal problema da Saúde em Rio Bonito e em todo Brasil. A ideia não foi bem digerida pela sociedade, sobretudo pela categoria, mas aos poucos os atores que lidam com essa problemática são obrigados a concordar. As causas para a falta dos profissionais, por exemplo, os altos salários pleiteados pela categoria, também foi assunto na sessão do último dia 5 de março. O tema foi abordado pelo presidente da Casa, o vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB).

Segundo o parlamentar, no dia anterior, juntamente com ele, sete vereadores participaram de uma reunião com a diretoria do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV). No encontro, a direção da unidade apontou como principais problemas, a falta de profissionais e a dificuldade de se concorrer com os altos salários que estão sendo pagos nos grandes centros.
– Por conta das muitas reclamações a respeito da superlotação do HRDV e a constante falta de médicos marcamos esse encontro com a direção do hospital. Fomos muito bem recebidos e o problema é a falta de médicos, que querem receber salários superiores ao que HRDV pode pagar. O valor de R$ 8 mil não é atrativo, mas a instituição não reúne condições de pagar salários superiores – destaca o vereador.

O vereador pede paciência na condução dessa e de outras questões, porque a gestão da Prefeita Solange Almeida ainda está no início e ela assumiu a Prefeitura com uma série de problemas da gestão anterior. “Nós temos, por exemplo, uma escola no Parque Indiano que não teve condições de receber os alunos para o ano letivo de 2013, porque a parte elétrica estava em curto. A situação era tão séria, que dois gatos morreram eletrocutados na unidade. E se fosse um aluno?”, questionou Reis, lembrando que o governo anterior deixou uma dívida de R$ 900 mil com o HRDV.

O cenário preocupa

Em entrevista exclusiva ao Programa Flávio Azevedo, da Rádio Sambê FM (98.7), o vereador disse que a falta de médicos também atinge a UPA e alguns Postos de Saúde. “Isso é prejudicial, sobretudo numa evidente epidemia de dengue”. O parlamentar também comentou a dificuldade para se contratar pediatras, profissionais em extinção em todo Brasil.
– Eu tenho sido muito procurado, muito cobrado, mas a diretoria do HRDV deixou claro que a falta de médicos é o grande problema. O salário que é pago no município (entre R$ 4 mil e R$ 8 mil) não atrai os profissionais, porque em outros centros eles estão recebendo entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, o que é um absurdo – disparou o vereador.

Ainda segundo o parlamentar, o mesmo cenário é percebido na condução dos Programas de Saúde da Família (PSF) e área de Saúde em geral. “Conversei com Vânia Osório, sobre a questão dos postos e PSFs. Ela me informou que o município até quer pagar o salário que os médicos estão pedindo, mas no caso dos PSFs, o profissional tem que dar pelo menos quatro plantões, situação que não atrai os médicos”.

A repercussão negativa que esse problema causa para a classe política também preocupa o presidente, que pensa ser necessário debater a questão com a sociedade.
– Aos poucos nós vamos percebendo que o problema não é do prefeito, do secretário, do vereador, nem da diretoria do hospital, que acabam ficando refém de uma situação que precisa ser apresentada a população. Os profissionais estão se valorizando, acredito que eles estão corretos, mas os municípios menores estão sendo extremamente prejudicados com esses salários milionários que estão sendo pedidos pelos médicos – frisou o parlamentar.

Vereador Aissar Elias aponta falhas no Processo Seletivo promovido pela Prefeitura de Rio Bonito


Flávio Azevedo

O vereador Aissar Elias de Moraes
Assunto ainda presente em todas as rodas de bate papo, o Processo Seletivo Simplificado (PSS) promovido pela Prefeitura Municipal de Rio Bonito (PMRB) nas primeiras semanas de 2013, também foi tema das explicações pessoais da sessão da Câmara de Vereadores no último dia 5 de março. Quem abordou o tema foi o vereador Aissar Elias de Moraes (PTN), que defendeu a realização de um concurso público para preencher as muitas vagas existentes no quadro funcional da PMRB.
– Eu vou tocar num assunto que é polêmico, mas tem que ser discutido por essa Casa. Eu já conversei com a prefeita sobre as falhas que eu identifiquei. À época, estava sendo realizado o PSS da Educação. Erros lastimáveis ocorreram e eles continuaram acontecendo nos demais processos. Eu defendo a realização de um concurso público, onde a meritocracia prevaleça. Porque um concurso público onde você faz uma prova, passa na avaliação, mas depois tem que passar por uma prova de entrevista... Gente a entrevista é altamente subjetiva! Às vezes, o entrevistador não tem sequer a qualificação ideal para esse tipo de avaliação e acaba cometendo grandes injustiças – disparou o parlamentar.

O vereador comentou que entende o momento que atravessa a atual administração, mas sugeriu que as injustiças sejam corrigidas. “Um pedido de desculpas aos professores deveria ter sido feito... Pela forma com que foram colocados para fazer a escolha do local que iriam trabalhar. Aquela situação (fila da madrugada) foi ruim para todos. A prefeita reconheceu esses erros e prometeu corrigi-los”, frisou o parlamentar, comentando que é classificado como oposição, “mas eu estou aqui pronto a colaborar com a prefeita. Pela postura de palanque que ela teve, eu tenho que acreditar, eu tenho esperança, eu preciso dar a ela essa oportunidade, mas nós não podemos deixar de comentar certas questões”.

Transparência, facilidade de acesso as informações e a reclamada falta de classificação, também foram situações apontadas pelo vereador.
– Você tem 10 vagas para a Educação, por exemplo, chama as 10 pessoas. Porém, o professor adoece, pede licença, ele tem os seus problemas, outro desiste, tem aqueles que pedem demissão; e essa vaga tem ser preenchida por aqueles que estão no Cadastro de Reserva, mas vai chamar quem? Não tem classificação! – disparou Aissar. Para o vereador, quem fez o PSS e vive essa incerteza deve reclamar, pode correr atrás dos seus direitos, deveria ir ao Ministério Público, entrar na Justiça, “porque é uma situação muito estranha”.

Tex Willer – O cara!


Flavio Azevedo

Para mim, talvez pela minha paixão por filmes de “Western”, a melhor revista em quadrinhos que conheço é a que conta as aventuras do cowboy Tex Willer. A primeira edição chegou às bancas italianas em setembro de 1948 e rapidamente se tornou uma mania nacional que posteriormente se espalhou pelo mundo. Os seus criadores foram Gian Luigi Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (desenho).

No início, o cowboy foi apresentado como um cavaleiro solitário que fazia justiça com as próprias mãos e por isso era considerado um fora-da-lei. Entretanto, o personagem evoluiu, tornou-se um Rangers do Texas (uma espécie de polícia especial) e se notabilizou como o maior defensor da lei dos EUA. Entre os Rangers ele conhece Kit Carson, outro conhecido personagem do Western.

O grande Tex se aproxima dos índios “Navajos”, casa-se com a filha do chefe, Lilith; e ganha o apelido de “Águia da Noite”. A esposa morre, mas lhe deixa um herdeiro, o filho Kit Willer, que ao completar maior idade se torna um parceiro de aventuras. Outro companheiro de Tex é o índio Jack Tigre, que em várias aventuras o acompanha.

Apesar da flagrante corrupção do velho oeste, o nosso herói sempre faz prevalecer a Justiça. O domínio da pistola, do rifle, somado à força do seu braço, a habilidade para lutar e destreza com a faca e o laço; são qualidades conhecidas e temidas pelos seus inimigos. As revistas de Tex oferecem, além das aventuras e proezas do cowboy, conhecimentos culturais estadunidenses, como a cultura e as crenças dos nativos norte-americanos; fatos históricos de um país (EUA) ainda em construção; e os hábitos da época. Ou seja, estórias e ilustrações que levam o leitor ao ambiente do personagem.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher


Flávio Azevedo

Celebrado hoje (08/03), a data origina-se nas insurreições promovidas pelas mulheres russas do inicio do século XX. A luta era por melhores condições de trabalho. Elas também lutavam contra a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução Russa de 1917, um dos marcos da história política no século passado. Entretanto, a ideia da celebração já existia nos Estados Unidos e Europa, onde além da luta por melhores condições de vida, as mulheres também pleiteavam o direito ao voto.

Na atualidade, sobretudo em países de orientação capitalista, como outra qualquer celebração o “Dia Internacional da Mulher” adquiriu caráter festivo e comercial. A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras.

História

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos situada em Nova Iorque fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

quinta-feira, 7 de março de 2013

O mistério do prédio verde


Flávio Azevedo

“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que possa imaginar a nossa vã filosofia”. Esse pensamento de William Shakespeare é importante no momento que se discute a criação de novas secretarias para o município de Rio Bonito. As novas pastas seriam bem-vindas, mas outras supostas propostas que estariam tentando emplacar no mesmo pacote são, no mínimo, indecentes!

Segundo fontes ligadas a Câmara de Vereadores, essa seria a razão para visível morosidade do processo que não é tão lento como parece. As pastas que podem se criadas são Segurança, Cultura, Anti Drogas, Desenvolvimento Econômico, Gestão, Turismo, Comunicação, Projetos, Trabalho e Assuntos Religiosos.

As secretarias não seriam mais empecilho para a postura reticente dos parlamentares. Todavia, as nossas fontes informam que junto da mensagem de se criar novas secretarias, outras duas propostas estão sendo analisadas. A preocupação é, sobretudo com a opinião pública, que diante dos tais projetos cairia de pau sobre a Câmara, que já tem a imagem desgastada diante da população por conta das recentes disputas internas, concurso público fajuto, entre outras coisas desagradáveis.

sábado, 2 de março de 2013

Rio Bonito: as mudanças no Trânsito e a “síndrome de vira-latas”


Flávio Azevedo

A imagem explica as principais intervenções que começam amanhã (03/03).
Diante da “Operação Trânsito Legal”, mudanças que foram pensadas pela Prefeitura de Rio Bonito com alguns colaboradores, já começam a pipocar os comentários contrários e pessimistas. Vale lembrar que as alterações são originadas num estudo que a Petrobras encomendou à Fundação Getúlio Vargas em 2006, mas que nunca foi implantado! As mudanças começam nesse dia 03 de março, mas antes delas acontecerem já tem gente cornetando.

Concordo que a principal mudança no Trânsito de Rio Bonito tem que acontecer na cabeça daquele elemento que existe entre o banco do carro e o volante, mas não precisa ser estudioso para perceber isso! Uma análise fria e imparcial dos tais comentários expõe outro problema clássico do riobonitense: a “síndrome de vira-latas”, fenômeno que me incomoda profundamente. Por que é preciso trazer alguém estudado para pensar intervenções tão óbvias? Será que em Rio Bonito não tem ninguém com cérebro para pensar meia dúzia de mudanças?

A verdade é que a nossa cidade é contaminada por um preconceito bobo. Gente que acredita e defende ser bom, apenas aquilo que vem de fora. Para ter valor é preciso ser estudado e ter “pedigree”. Eu até aturo ouvir isso de quem é mais velho, mas ver as novas gerações, uma galera que está com a cabeça fresquinha, uma moçada que está na universidade, defendendo essa lógica ultrapassada é o fim da picada!

Outra situação que julgo ser importante salientar eu abordo com uma pergunta boba: “quando nós tivemos políticas públicas de conscientização sobre qualquer coisa em nossa cidade?” Esse é um dos grandes problemas! É bom destacar que os políticos locais só investem na política do “varejo” (benefício individual) e se esquecem do “atacado” (coletivo). Para fazer “choque de ordem” em qualquer setor, a política varejista precisa ser deixada de lado. Todavia, sem o varejo eles não têm votos, porque se sustentam em seus lugares pela força da política varejista!

Que venham as mudanças e que elas sejam feitas pelas pessoas inteligentes que sabemos existir em Rio Bonito! Aliás, eu não sou especialista, mas estou na torcida para que tudo dê certo e pretendo colaborar!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Declaração polêmica do deputado Marcos Abrahão divide opiniões


Flávio Azevedo

O deputado Marcos Abrahão em 2007, durante o seu discurso de posse na Alerj
De acordo com a colunista do jornal Extra, Berenice Seara, o deputado estadual Marcos Abrahão (PTdoB) deixou os colegas perplexos na tarde desta quarta-feira (27/02), em seu pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). É que o parlamentar criticou a reserva de parte dos médicos da rede pública para atender usuários de crack, recolhidos compulsoriamente pela Prefeitura do Rio de Janeiro.
– Quarenta médicos atendendo usuários de crack?! Vá pro inferno! Vá atender viciado no inferno! Enquanto isso, cidadãos de bem vão morrendo em detrimento de viciados – disparou o sempre polêmico deputado. Ainda segundo Seara, ele defendeu o atendimento dos usuários de drogas para quando houver vagas nos hospitais para toda a população.

Não precisa dizer que a declaração do deputado causou polêmica, bombou nas redes sociais e ainda está sendo muito comentada. Há quem concorde com tudo que ele disse, há quem concorde, mas reprove o conhecido ímpeto do deputado; e há quem seja totalmente contrário as declarações de Abrahão. Uma análise, porém, fria e desprovida de bandeira partidária permite a compreensão do que tentou comunicar o deputado. Aliás, três premissas devem ser pensadas nas referidas declarações.

A primeira é que o parlamentar, ele pode atuar no âmbito municipal, estadual ou federal; representa a sociedade, ou parte dela. Logo, o deputado Marcos Abrahão representou aqueles que pensam dessa forma. Aliás, não são poucos os que corroboram com a sua lógica, talvez mudando apenas os arroubos empregados por ele. Se a fala de Abrahão não agradou a todos, que se levante outro deputado para representar os usuários de drogas. Eu, por exemplo, respeitaria a posição do parlamentar pró-drogados por conta da mesma lógica que eu compreendo a indignação do deputado riobonitense.

A segunda é mais profunda e, logicamente, mais polêmica, porque envolve esse papo cafona e ultrapassado de que o Brasil, por conta da sua desigualdade social (e ela realmente existe) e da inoperância do Estado, dá margem ao uso de drogas. O caso é que usa droga quem quer e por uma série de razões que estão muito distantes da desigualdade social.

Eu, por exemplo, sou morador da Serra do Sambê, onde têm vários “esticas”; muitos colegas meus morreram por terem ingressado nesse setor (tráfico), mas embora eu tenha crescido no mesmo bairro, estudado nas mesmas escolas, jogado bola nos mesmos lugares, soltado pipa nos mesmos ambientes, eu nunca usei drogas (e as oportunidades apareceram).

A terceira nos remete a época que o Estado pacificou o Complexo do Alemão. Segundo o governo estadual, cerca de 420 mil pessoas moram naquele lugar. Pergunto: “todos os 420 mil moradores do Complexo do Alemão são traficantes e/ou usuários de drogas?”. Claro que não! Então amigos, desculpe aí, mas ser favelado, pobre, negro, injustiçado etc., não é a principal razão para ser usuário de drogas!

Diante de tudo isso, a minha recomendação é que ao analisarmos a postura de Abrahão, não usemos a peculiar má vontade que nós temos com o deputado. Que possamos analisar o contexto em que ele se manifestou; a real situação dos usuários de drogas no Brasil; a formação de Marcos Abrahão (ele é policial militar); entre outros fatores que são importantes serem observados, para não se falar bobagens!

Vereadora Rita de Cássia quer esclarecimentos sobre o Iprevirb


Flávio Azevedo

Enquanto a vereadora apresentava o seu pedido sobre o Iprevirb, um gaiato que assistia a reunião disse que "é mais fácil Rita encontrar petróleo em Rio Bonito que encontrar essas informações".
O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb), um assunto sempre controverso, polêmico e tratado como tabu no cenário político de Rio Bonito, foi abordado pela vereadora Rita de Cássia, que pediu na sessão dessa quinta-feira (28/02), uma série de informações sobre o órgão, que está olho do furacão em relação a uma série de intrigas palacianas e de bastidores. Ele pediu as seguintes providências:

1 – Informações sobre se os repasses das contribuições previdenciárias dos servidores feitas de forma regular pelo poder Executivo e Legislativo, de 2010 até a presente data;
2 – Informação se o Iprevirb possui recursos suficientes para efetuar o pagamento dos servidores inativos e pensionistas;
3 – Encaminhamento de cópias de eventuais ofícios enviados pelo Iprevirb ao poder Legislativo e Executivo de 2010 até a presente data;
4 – Encaminhamento de cópias do Edital de Convocação para a apresentação de chapas para a eleição da diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Deliberativo; assim como apresentar cópia de documentos que comprovem a data da eleição, as chapas inscritas e a chapa eleita;
5 – Encaminhamento de cópia de Ata das respectivas eleições e de documentos que contenha a discriminação das pessoas que foram votar

A justificativa é que tendo em vista a apresentação do relatório de Gestão Fiscal do último quadrimestre de 2012, realizada no último dia 27/02, na Câmara, o repasse dos valores descontados a titulo de contribuição previdenciária do Iprevirb foi discutido por essa Casa, tornando-se necessário maior esclarecimento sobre a questão de forma a possibilitar a efetivação da função fiscalizadora do poder Legislativo. As informações requeridas são imprescindíveis para atender ao princípio da publicidade dos dados públicos, além de ser de grande interesse da população riobonitense.

Quem viver verá!