Madrugada dessa sexta-feira (07/08), o relógio marcava 00h50min, eu me organizava para dormir, quando ouvi um estouro que parece ter sido lá no Centro da cidade. Imediatamente ocorreu um apagão! Não sei as demais localidades, mas aqui no bairro (Serra do Sambê) foi geral.
Essa história de apagão e as barbeiragens da Enel é notícia há bastante tempo. Desde quando o fornecimento de energia era feito pela Ampla acontece isso. Aliás, vidas já foram perdidas em Rio Bonito por conta da má prestação de serviço, à época, da Ampla. Sem falar nos incêndios na rede elétrica nas ruas centrais da cidade. Não são poucos os episódios de bairros sem energia por mais de 48h.
Na Região Leste Fluminense, uma das vulnerabilidades que afasta os grandes investidores é a questão energética. Os grandes industriais tem receio de empreender por aqui e não ter energia para tocar os seus negócios. Significa dizer que a falta de energia impacta a geração de emprego, renda e no desenvolvimento socioeconômico de Rio Bonito, Tanguá, Itaboraí, São Gonçalo, Niterói e Maricá.
Estamos em ano eleitoral e os candidatos estão fazendo suas romarias pelo estado. Há cerca de duas semanas Rio Bonito recebeu a visita do deputado estadual, Douglas Ruas; um dos candidatos a governador. Nessa quinta-feira (06/08) quem esteve novamente em Rio Bonito foi o ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Ele também é candidato a governador.
Será que os nossos candidatos a governador foram questionados pelos seus apoiadores a respeito do tema “apagão”? Vale ressaltar que esse serviço é uma responsabilidade estadual. Que planos e projetos os nossos candidatos a governador têm para essa questão que aflige Rio Bonito e os municípios da Região Leste Fluminense há tanto tempo?
Aliás, o que pensa sobre isso o governador interino, o desembargador, Ricardo Couto? Não é um assunto que ele desconheça, porque muitas ações contra a Enel passam pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para julgamento dos desembargadores. A atuação do Ricardo Couto a frente do estado está sendo cantada em prosa e versos, porque ele enxugou folha de pagamento, diminuiu cabides de emprego, mas e as questões estruturais que impedem o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Já que ele não entregou o governo ao presidente da Alerj como manda o protocolo sucessório, e por isso vai fica ocupar o cargo de governador por quase um ano, precisa dar respostas sim senhor.
Espero sinceramente que os nossos representantes locais estejam dialogando a respeito da questão energética com os candidatos a governador. Tomara que os assessores desses senhores não estejam unicamente produzindo material para as redes sociais do candidato. Que também estejam debruçados sobre o tema ”carência energética”, entre outros. Vamos em frente! #flavioazevedo
Nenhum comentário:
Postar um comentário