Está decretada de modo Oficial no Brasil, a queda da Democracia. Já está em vigor, um regime ditatorial que tem núcleo duro instalado no Supremo Tribunal Federal (STF). A figura imperial desse novo paradigma político do país é o ministro, Alexandre de Moraes. Brasileiros lúcidos e honestos podem ter esse entendimento, a partir da sucessão de Atos de Moraes, ministro que interpreta a Constituição Federal conforme as suas conveniências políticas, ideológicas e seus interesses.
O mais novo Ato de uma sucessão de decisões estapafúrdias de Alexandre de Moraes, que confirmam estar o Brasil vivendo novo paradigma administrativo, é a operação determinada por ele nessa terça-feira (11/08), contra uma fonte do jornalista maranhense, Luís Pablo.
A disputa entre o comunicador e o ministro do STF, Flávio Dino; existe há bastante tempo. O jornalista, Luís Pablo; tem um veículo de notícias voltado à cobertura política do Maranhão. Ele já havia enfrentado Flávio Dino na Justiça em 2016. Na época, quando era governador do Maranhão, Dino processou o jornalista por danos morais e Luís Pablo foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização.
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| O jornalista, Luíz Pablo; atua com notícias políticas do estado do Maranhão. |
Em março deste ano, Alexandre de Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão na residência de Luís Pablo, com a apreensão de aparelhos celulares, um computador e outros equipamentos. Segundo o STF, a ação visava investigar suspeitas envolvendo a divulgação de informações sobre a rotina e a segurança de Flávio Dino.
A análise do material apreendido levou a Polícia Federal identificar Raimundo Soares Cutrim como uma das fontes de Luís Pablo. E quem é Raimundo Cutrim? Ex-deputado estadual, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Cutrim integra o grupo político do governador do Maranhão, Carlos Brandão; antigo aliado de Flávio Dino, atualmente inimigos. Segundo a investigação, Cutrim teria repassado ao jornalista, Luís Pablo; as informações que embasaram as reportagens contra Dino. Para surpresa de zero pessoas, a decisão teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em nota conjunta muito frouxa e amedrontada, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), manifestaram de “profunda preocupação” com a decisão de Moraes.
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| O governador do Maranhão, Carlos Brandão. |
Recentemente Raimundo Cutrim já foi alvo de uma decisão de Flávio Dino. O ministro determinou busca e apreensão, afastamento do cargo e prisão domiciliar de Cutrim, numa investigação relacionada a suspeitas de coação e obstrução da Justiça.
Através do STF, o ministro, Flávio Dino; já alcançou outros integrantes do grupo político do desafeto Carlos Brandão, com decisões envolvendo a indicação de nomes para o Tribunal de Contas do Maranhão; e investigações relacionadas a integrantes da família do governador. Esses movimentos acirram ainda mais essa disputa política.
Em nota divulgada por sua assessoria, Flávio Dino diz ser “alvo constante de agressões e ameaças”, afirma que “jamais houve uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão”; e argumenta que “um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, no âmbito de acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país”.
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| Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. |
Alexandre de Moraes e Flávio Dino ameaçam a liberdade de imprensa, amparada pela Constituição de 1988; escamoteiam o artigo 5º, inciso XIV, que trata do resguardo do sigilo da fonte para o exercício do Jornalismo e ignoram o fato de que a violação do sigilo do profissional e de suas fontes resulta em intimidações contra a imprensa. Parecem ter esquecido que os questionamentos a respeito de reportagens e matérias jornalísticas devem ser tratados dentro da lei, que prevê direito de resposta e indenizações. Vamos em frente! #flavioazevedo



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