Na noite desse domingo (09/08), a Rede Bandeirantes promoveu debate entre os candidatos a governador. Participaram o ex-governador Garotinho (Republicanos); o deputado estadual, Douglas Ruas (PL); o vereador do Rio, Willian Siri (PSOL) e o radialista e humorista, André Marinho (Novo). O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD); não compareceu. Ele alegou que por orientação jurídica, só participará de debates e sabatinas após o início oficial da campanha e a confirmação dos registros das candidaturas pela Justiça Eleitoral, em 16 de agosto.
Como já esperado, e certamente por isso a coordenação do Eduardo Paes optou pela sua ausência, o ex-governador, Garotinho; simplesmente jantou os adversários. Com boa oratória, Comunicação assertiva e soltando pílulas de treta e provocação na medida e na hora certa, o ex-governador trouxe o entretenimento que os debates entre políticos buscam promover.
Se você se assustou com a palavra “entretenimento”, eu Lamento informar, mas o objetivo dos debates é exatamente esse: “entretenimento”.
Duas realidades desse tipo de programação precisam ser informadas: debate não ajuda captar votos, mas quem participa corre o risco de perder os votos que têm. Para o eleitor não oferece nenhum crescimento, porque naquele tempo reduzido é impossível o candidato apresentar e defender uma ideia de forma convincente, sobretudo para eleitores esclarecidos.
Mas se olharmos os debates pelo viés do espetáculo, eles são extremamente eficientes, geram cortes maravilhosos, insufla a militância e movimenta os bate papos vazios entre eleitores sem conteúdo. Por tanto, quem compareceu não ganhou nada e quem não foi nada perdeu.
Os telespectadores podem ser divididos em dois grupos e ambos saindo com prejuízo: quem assistiu pensando em conteúdo, acabou perdendo tempo, porque nada relevante foi dito. E quem assistiu pelo entretenimento, também saiu frustrado, porque os embates nem foram tão engraçados assim. Vamos em frente! #flavioazevedo


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