quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Analfabeto Político

Bertolt Brecht - Reflexões

"O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais".

Você conhece alguém assim? Se conhece, cuidado! Ela está de posse de uma "arma de destruição em massa" chamada TÍTULO DE ELEITOR. Se no dia das eleições esse artefato não for bem manuseado, ele pode nos destruir pelos próximos por quatro anos!

Programação do Espaço Cultural Lona na Lua - Outubro e Novembro de 2011


10, 11, 17, 18 e 19 de Outubro – O Casamento de Dona Baratinha (Projeto Escola)
Cia. Quem Conta um Conto aumenta um Ponto - RJ

29 e 30 de outubro às 19h – Fefê e Pipoca contra Dom Sujão (Infantil)
Cia. Combi Teatro - RJ

12, 13, 19 e 20 de novembro às 20h – Pequenas Sagas Nordestinas
Cia. Círculo Teatral - RJ

26 e 27 de novembro às 20h – O Diário de uma pobre
Cia. Show de Cenas – Angra dos Reis

O Grupo Lona Na Lua foi selecionado para o "Grande Festival de Teatro Novas Cenas", promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do RJ, que este ano homenageia o escritor Martins Pena. Estaremos apresentando o espetáculo "Quem casa quer casa" durante o festival, de 3 a 6 de Novembro no Teatro Laura Alvim, em Ipanema. Em breve voltaremos com produções próprias em nosso Espaço Cultural. Aguardem!

Emes realiza projeto “Cidadania, Justiça e Saúde”

Denilson Santos

Os alunos do Espaço Municipal de Ensino Supletivo (Emes) realizaram na última quarta-feira (28), na Praça Fonseca Portela, no Centro de Rio Bonito, do Projeto Cidadania, Justiça e Saúde realizado entre às 13h e 17h. Os professores montaram estandes com os trabalhos elaborados pelos cerca de mil alunos da instituição. Os trabalhos ficaram expostos durante o evento. Os temas trabalhados durante esse bimestre foram o Estatuto do Idoso, o Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA) e a Lei Maria da Penha.

Durante o evento, que contou com a participação de representantes da secretaria de Educação e Cultura, a advogada Patrícia Nunes de Paula prestou esclarecimentos sobre o estatuto do Idoso e o ECA. Além disso, foram realizadas oficinas de brinquedos para as crianças e atividades culturais para os idosos, em parceria com a Escola Municipal de Ensino Médio Dr. Márcio Duílio Pinto.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Prefeitura reforma e amplia escolas municipais

Flávio Azevedo

Com objetivo de oferecer conforto e melhores condições aos alunos e professores da rede pública municipal, as Secretarias Municipais de Educação e Cultura (Semec) e de Obras e Serviços Públicos (Semosp) estão realizando obras de reforma, recuperação e ampliação em várias escolas do município, sobretudo nas unidades mais distantes do Centro.

O programa, que tem um investimento de cerca de R$ 70 mil, já realizou obras nas escolas Claudionor José da Rosa, em Tomascar; Jardim da Infância Barão do Rio Branco (Barãozinho), no Centro; Dário Alonso Gonçalves Júnior, na Colina da Primavera (foto); e Governador Roberto Silveira, na Vertente. As unidades ganharam pintura, novo telhado, ampliação de salas e revisão na parte elétrica e hidráulica.

Também foi reformada e ampliada a escola Municipal Rômulo Tude, no Boqueirão. A unidade ganhou três novas salas de educação infantil, almoxarifado, pintura, novo telhado e revisão na parte elétrica e hidráulica. A obra beneficiou diretamente os 210 alunos que estudam no local.

Obras similares estarão sendo realizadas nas escolas Dário Alonso Gonçalves Júnior, na Colina da Primavera, que está sendo totalmente reformada. As próximas unidades a receber melhorias são Santo Lourenço, em Lavras; e Francisco Alves de Mendonça, no Rio Mole (2º Distrito).

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rio Bonito promove Primeira Exposição de Artes Plásticas

Flávio Azevedo

A Pinacoteca Municipal Antonio Benevides Filho sediou na última semana a 1ª Exposição de Artistas Plásticos de Rio Bonito. A abertura aconteceu na segunda-feira (26/09), no Centro. A exposição reune trabalhos das artistas plásticas Delaila Guimarães Muniz, Dilcimar Espíndola Mafra, João Jaks Ferreira Arruda, Lílades Therezinha Muniz, Nadia Maria de Souza, Naza Alves de Souza, Suely Nunes de Paula, Wilma Ângela Gonçalves e Zeny Velasco Braga, presentes no evento.

A exposição, onde a maioria dos trabalhos tem como tema figuras do cotidiano dos artistas, como flores, frutas e paisagens da natureza, praticamente inaugura o espaço criado recentemente pela secretaria de Educação para receber trabalhos dos artistas local.

O vice-prefeito Matheus Neto ressaltou a importância do estímulo a Cultura do município, parabenizou o trabalho dos artistas e destacou a importância da equipe da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, que liderados pela secretária Ana Maria Figueiredo estão fazendo o melhor pelo setor. “Ainda há muito que conquistar, mas estamos trabalhando e fazendo o nosso melhor a cada dia”, analisou.

Bancada fluminense unida pela defesa dos royalties do petróleo em Brasília

Flávio Azevedo

O governador Sérgio Cabral (PMDB) reuniu, na tarde da última segunda-feira (3/10), no Palácio Guanabara, 29 deputados da bancada fluminense no Congresso Nacional, e ainda o senador Lindbergh Farias (PT). O assunto foi a proximidade da votação do veto do ex-presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, que determina a partilha dos royalties do petróleo igualmente entre estados produtores e não produtores, e reduz drasticamente a receita do Rio de Janeiro.

O senador Lindbergh Farias informou ter sido adiada em 15 dias a votação pelo Senado, que estava prevista para a próxima quinta-feira (6/10), sobre a manutenção ou não do veto presidencial a mudanças na Lei dos Royalties. O senador cobrou a presença da presidenta Dilma Rousseff na discussão para tranquilizar os ânimos e permitir que os debates caminhem não apenas na discussão em torno dos royalties, e sim em todas as questões da Federação. “Com ela conduzindo o processo, acredito que possamos ter um melhor desfecho”, afirmou.

Depois de ouvir a explanação do senador Lindbergh Farias, o governador comentou que há uma flagrante violação legal na tentativa de mudança na partilha de áreas já licitadas, e anunciou que no sábado recebeu o apoio da presidenta Dilma Rousseff, durante sua ida a Brasília para fechar um acordo com a montadora Nissan, que construirá uma fábrica em Resende.
– O que está licitado está licitado. É o ato jurídico perfeito. Não tem espaço para negociação. Não faltam instrumentos por parte do Governo Federal para redistribuir receita aos estados – afirmou Cabral, acrescentando que não tem motivo para não confiar na presidente.

Os parlamentares presentes, entre eles a deputada federal Solange Almeida (PMDB), expressaram o apoio unânime à posição de Cabral de não aceitar nenhuma mudança no marco legal já consolidado. Falando à presidente sobre a importância dos royalties e da participação especial para o Rio de Janeiro, Cabral lembrou que dos 92 municípios fluminenses, só cinco não recebem recursos originários da exploração de petróleo na costa do estado. “De Parati a Varre-e-sai todos recebem. É melhor mencionar os cinco únicos municípios que não ganham. Levy Gasparian, Areal, Três Rios, Sapucaia e Paraíba do Sul. Então, mudar o que está licitado é cometer um crime contra o Rio de Janeiro”.

A suposta inutilidade do Conselho Comunitário de Segurança

Por Flávio Azevedo - Reflexões

O Conselho Comunitário de Segurança (CCS) é sim um fórum legítimo para se debater a Segurança das cidades. Durante a minha fala, na reunião desse mês, ocorrida no último dia 03/10/2011, mais uma vez eu percebi que causei mal estar (eu não sei por que eu sempre faço isso!), quando disse que as pessoas não comparecem por alguns motivos que nós conhecemos, mas ficam sem graça de falar, por frouxidão, medo e por não querer se envolver ou se expor. Nesse texto, eu pretendo considerar apenas cinco situações que acho serem cruciais para a não participação em massa da população nesse fórum.

1º Nunca tivemos a participação da Promotora Pública, Marcela Navega (foto 2), no CCS. Aliás, na reunião do dia 12 setembro (convocada pelo MP para debater a ociosidade nas praças e logradouros públicos), ela demonstrou não saber o nome da Praça Central de Rio Bonito (exatamente o local que estava sendo discutido na reunião); o nome do padre que provocou, através de um texto escrito num jornal local, a reunião que estava sendo realizada (Eduardo Braga); o nome da Secretaria de Educação e Cultura (Ana Maria Figueiredo) e ficou muito nítido que ela desconhece os nossos projetos culturais (são poucos, carentes, mas existe).

Aliás, numa reunião posterior da promotora com alguns atores da política e de algumas instituições (realizada no dia 15 de setembro sem a presença da imprensa para debater a operação de combate a ocisidade) curiosamente, a secretária de Educação e Cultura não foi convidada. Mas depois da reunião anterior (do dia 12 setembro, que foi aberta), eu descobri porque a promotora não comparece. É que ela não acredita no CCS e tem o hábito de não deixar ninguém falar. Mas no CCS todos têm direito de se manifestar;

2º As reuniões do CCS acontecem às 10h da manhã, horário onde todos estão trabalhando. A coisa parece que é feita para o sujeito não ir. Por isso, já algum tempo eu venho dizendo que as reuniões deveriam acontecer às 19h e que os encontros deveriam ser itinerantes, sobretudo indo às localidades interioranas mais distantes do município (Mineiros, Chavão, Braçanã, Mata, Tomascar, entre outras);

3º Percebo também que o CCS é um negócio feito para “inglês ver”. A ideia é não funcionar. É um grande “engana trouxa”. O sujeito vai lá, acha que está sendo ouvido, mas o que ele diz, por mais razoável que seja, entra por um ouvido e sai pelo outro das autoridades ali presentes. E tem sido assim desde a sua implantação, porque os anseios apresentados nessas reuniões não são novidades e pior: ninguém toma providencias;

4º Muita gente não vai por desinteresse. O famoso “não é comigo”. Fica muito nítido também, que o volume de gente que compareceu na reunião do CCS depois do assassinato do empresário Américo Branco (foto 3), simplesmente aconteceu porque eles se reconheceram naquele fato. AMÉRICO ERA UM IGUAL. O que mais ouvimos foi: “PODERIA TER SIDO EU”. Digo isso, porque não vimos semelhante mobilização quando uma empregada doméstica, em 2008, tomou um tiro na cabeça. Aliás, no mesmo lugar que Américo foi morto e em iguais condições;

5º Em meio a toda essa violência, as instituições e pessoas que deveriam nos proteger estão na corda bamba. Embora nós saibamos que nem todos os policiais são corruptos e que numa sociedade os bons sempre serão maioria – vide comercial da Coca-Cola –, como confiar na polícia, quando o noticiário nos informa que uma juíza (Patrícia Acioli) que foi covardemente assassinada teve a sua morte arquitetada por policiais militares e que o comando partiu de um coronel?

Portanto, embora o CCS seja um fórum legítimo, legal e extremamente necessário, ele não recebe a devida atenção da maior parte das autoridades e até da sociedade. As autoridades por considerarem o fórum uma intromissão nas suas atividades (por ser um lugar onde se lava a roupa suja publicamente); e o cidadão, que não acredita nas autoridades e instituições que ali estão representadas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O que é Itaboraí?

Flávio Azevedo - Reflexões

Uma rápida viagem a Itaboraí que poderia ter acabado mal. O pneu do meu carro bateu num buraco que eu não vi por conta do piso molhado e do farol alto do idiota que vinha na direção contrária. Terei que gastar algum dinheiro na recuperação da roda, reposição da calota e, logicamente, novo balanceamento. o fato aconteceu, hoje (03/10/2011), por volta das 22h30min.

Aliás, com todo respeito aos amigos e parentes que moram naquela cidade, o que é Itaboraí? Gente, eu vou àquele lugar desde a infância, e não vejo melhora. Nem o badalado Comperj é capaz de trazer a almejada melhoria!

Durante o tempo que eu trabalhei no SAMU, conheci a cidade e os seus muitos bairros... Confesso que não sei como as pessoas suportam morar por lá. Bairros abandonados, saneamento e pavimentação precários, violência desenfreada, escolas de baixo rendimento, políticos relaxados... Rodando por lá atendendo as pessoas pelo SAMU, eu concluí que o pior político de Rio Bonito consegue ser superior ao melhor político de Itaboraí!

Quando a ambulância chegava à casa das pessoas, elas me pediam: “pelo amor de Deus, me leva para o hospital de Rio Bonito”... E concluíam: “Rio Bonito é muito bom, ainda vou me mudar para lá!”.

Nossa terra tem problemas, mas é um lugar maravilhoso! Não abrimos mão de Rio Bonito! Embora alguns entreguistas queiram dar a nossa água, a nossa Segurança, a nossa Saúde, a nossa Educação, e, sobretudo, a nossa tranquilidade em troca de não sabemos o que, nós dizemos não! A nossa cidade, apesar dos problemas, ainda é superior as cidades que nos cercam, inclusive àquelas que são banhadas pelo oceano!

sábado, 1 de outubro de 2011

É preciso agradecer!

Flávio Azevedo - Reflexões

Hoje (1º/10/2011) vejo um texto do meu amigo Gustavo Lopes, agradecendo a equipe do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), de Rio Bonito, por todos os esforços empreendidos na luta para salvaguardar a vida da sua, hoje, infelizmente, saudosa vovó, enquanto ela esteve internada por lá. Ele disse que a dor da perda e a saudade não podem apagar a gratidão àqueles que atenderam ela (a vovó).

O presidente da instituição, o advogado Luis Gustavo Martins, se manifestou e comentou as poucas vezes que alguém agradeceu o socorro que recebeu no HRDV. Mencionando, inclusive, que as críticas e reclamações são bem mais frequentes. Lendo o texto dos “Gustavos”, eu me lembrei uma história bíblica (Lucas 17.12 a 19), “os 10 leprosos”. Segundo a narrativa, Jesus Cristo curou esses doentes, mas apenas um retornou para agradecer e esse foi o único que se salvou!

“Entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe. E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano (povo inimigo dos judeus). E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E ONDE ESTÃO OS NOVE? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: LEVANTA-TE, E VAI; A TUA FÉ TE SALVOU”.

Em dezembro, em entrevista a este jornalista, o diretor do Faculdade Cenecista de Rio Bonito (Facerb), o professor Carlos Alberto de Moura Machado, o professor Betinho, fazendo uma análise dos jovens da atualidade, disse que “as novas gerações não estão sendo ensinadas, por suas famílias, sobre o valor das palavras “com licença!”, “por favor!”, “me desculpe!” e “MUITO OBRIGADO!”.

Isso é muito sério e merece uma profunda reflexão. Entretanto, parece ser uma deformidade social antiga, porque nos dias de Cristo, a ingratidão já existia!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cadê a mobilização dos nossos professores?

Flávio Azevedo - Reflexões

Hoje (30/09/2011), eu vi, via Facebook, a professora Garrolici Alvarenga cobrando ações do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), núcleo Rio Bonito. Embora eu não tenha nada com isso, eu fiz uma provocação através de uma reflexão. Aliás, na reunião que eu participei para debater o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), ocorrido no dia 30 de abril de 2011, na Câmara Municipal de Vereadores, pouca gente compareceu. Se pensarmos que a categoria conta com mais de mil profissionais, esse número de gente que está na foto é diminuto, e, até, ridículo.

Segundo informações colhidas, o Sr. SEPE está trancado naquele local onde a Srª “MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA” se escondeu! Aliás, há vários anos o Sr. SEPE tenta, inutilmente, convencer essa senhora, a fazer o seu papel. Ela, porém, está irredutível! Diz que só vai dar as caras se os benefícios perseguidos forem individuais e particulares!

O companheiro do SEPE, que também precisa da Srª “MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA” é o SISMURB, leia-se Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Bonito. Esse Sr. também tenta, há anos, convencer essa Senhora a desempenhar o seu papel, mas ela continua irredutível!

Há quem diga que como as eleições municipais estão próximas (falta um ano), a Srª "MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA" vai entrar em cena, e trabalhando para todos os segmentos que disputarão o poder, porque os benefícios pessoais já começam a ser prometidos!


Penso ser esse, um "filme de terror", antigo, repetido e de péssimo gosto!