quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A esquerda precisa se reconstruir e está usando o caminho errado

Flávio Azevedo
Já há algum tempo eu estou vendo a galera da esquerda reclamando do presidente Bolsonaro e profetizando o desmonte de políticas sociais criadas durante os governos de centro-esquerda que comandaram o Brasil. Confirmada a vitória de Bolsonaro, a galera da esquerda lançou a ideia de “resistência”, iniciativa que teve meu total apoio. Gosto da ideia porque no meu entendimento, a crítica e a oposição não deixam o governo, de direita ou esquerda, se acomodar na sedutora e perigosa zona de conforto.

Passados pouco mais de dois meses, eu começo a me perguntar: cadê a resistência? Até aqui o que tenho visto é muito palavrório no mundo virtual. E isso não está com nada. Parece até o eleitor de Rio Bonito, que há décadas reclama do revezamento que Mandiocão e Solange fazem na Prefeitura, mas inexplicavelmente segue votando na dupla. E já são quase 30 anos.

Penso que os anos que a esquerda ficou no poder com o PT tiraram dela o seu poder de militância. Sobretudo nos 16 anos de Lula e Dilma, a esquerda acabou migrando para uma zona de conforto que produziu militantes preguiçosos e líderes fracos. O poder do exemplo foi corroído pelo flerte com a corrupção, uma prática que a esquerda sempre colocou na conta da direita. Nesse tempo, o que parece é que desapareceram as duas principais caraterísticas da esquerda: o diálogo e o poder de convencimento. Essas duas virtudes deram lugar a doutrinação, que começa com o que eu chamo de “pressão da patota”.

Movimentos de rua e manifestações populares, instrumentos muito utilizados por quem está insatisfeito com alguma coisa, acabam sendo perda de tempo e de energia quando não se pensa o dia seguinte. Milhares de pessoas nas ruas com cartazes, faixas, rojões e palavras de ordem... E depois? Quem dialoga com as esferas de poder? Quem negocia com aqueles que podem fazer a mudança pretendida? Nesses momentos sempre aparece um esperto com aquela frase clichê: “aqui não tem liderança, o comando é de todos”, expressões criadas por algum malandro que deseja transformar legítimos manifestantes em bois de piranha.

Nos últimos 20 anos, os integrantes da esquerda perderam de vista os seus ideais. Quase todas as pessoas, da minha geração, da geração anterior e posterior, em algum momento pensaram com a orientação da esquerda. Era possível ver um caminho nas ideias de Lula e ver alguma luz na estrela do PT, a época, símbolos de mudança e esperança.

A única forma da esquerda se reconstruir é retornando as origens. Estou falando do uso dos instrumentos que a democracia oferece gratuitamente. Quer ter protagonismo e enfrentar as ideias do Bolsonaro e da direita? Ingressem nas associações de moradores, nos sindicatos, nos conselhos municipais, nos fóruns comunitários e demais equipamentos de representação coletiva.

Dias atrás um amigo me disse que não dá mais para ser sindicalista, “porque acabou o imposto sindical”. Eu retruquei e perguntei a ele onde estava o idealismo e a militância que ele sempre demonstrou e provoquei: “a ideia é defender o trabalhador, lutar contra a exploração do patrão ou simplesmente ganhar dinheiro?”. Acrescentei que sou coordenador do Fórum da Agenda 21 de Rio Bonito. Por lá nem eu nem meus colegas têm remuneração, mas estamos lá contribuindo.

Os integrantes da esquerda precisam entender que é perda de tempo e energia esse negócio de vigília em Curitiba gritando “Lula Livre”. Outra bobagem é ficar nas mídias sociais inventando Hashtags com palavras de ordem. Penso que essa postura apenas amplia a antipatia aos pensamentos da esquerda. Aprendam com o líder Lula, que só chegou a algum lugar quando trocou o macacão pelo terno, penteou os cabelos, aparou a barba, substituiu as palavras de ordem pelo dialogo e criou mecanismos de amparo para os menos favorecidos e mecanismos que fizeram os banqueiros e grandes empreiteiras auferir lucros astronômicos. Por favor, não se corrompam, mas dialogar e negociar com os antagonistas é preciso.

Brasil terá mudanças nas leis de trânsito em 2019

Placas do modelo Mercosul foram adiadas para o final de junho.
As leis de trânsito passam por constante mudança no Brasil nos últimos anos e, para 2019, estão previstas novidades que não atingirão somente os carros e motos, mas também ciclistas e pedestres. Documentos digitais devem ficar cada vez mais comuns e um fim para a “novela” de implantação das novas placas de padrão Mercosul parece estar definido.

A introdução das novas placas de padrão Mercosul se tornou uma verdadeira novela no Brasil. Depois de 5 adiamentos, a data marcada agora é até 30 de junho de 2019 para que os Detrans dos estados e Distrito Federal se adequem.

A nova placa só precisará ser adotada para o primeiro emplacamento e, para quem tiver a placa antiga, no caso da troca de município ou propriedade. Prevista para começar em 2018, a multa para ciclistas e pedestres que andarem foram das áreas determinadas foi adiada para 1º de março de 2019. Se flagrado, o pedestre poderá pagar multa de R$ 44,19, enquanto o ciclista deverá arcar com R$ 130,16.

Desde 2016, as marcas de motos são obrigadas a incluir freio ABS ou CBS em parte das unidades novas. A partir de 1º de janeiro de 2019, a exigência pula de 60% para 100% do total de motos novas fabricadas ou importadas para o Brasil. Apenas as com menos de 300 cc podem optar pelo CBS, enquanto as maiores devem incluir o ABS. No entanto, ainda será possível encontrar motos feitas em 2018 sem os equipamentos nas lojas.

A exemplo do que aconteceu com as placas do Mercosul, a implantação do CRLVe, que é o documento digital para veículos, também passou de 2018 para 2019. Os Detrans de todo o país têm até 30 de junho de 2019 para disponibilizar o serviço, que é facultativo para o motorista.

Fonte: Auto Esporte

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Patrulha da esquerda e a juventude da primeira dama

Flávio Azevedo
Tem um monte de chato reclamando que os filhos do presidente Bolsonaro ficam o tempo todo garrado no pai. Minha gente, se o meu pai vira presidente da República eu também estaria o tempo todo agarrado nele.

A segunda observação rotineira e hipócrita nessas solenidades é a idade da ex-primeira-dama, Marcela Temer; e da atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro; em comparação com os maridos. Como se Bolsonaro e Temer fossem os primeiros homens na melhor idade a escolher esposas jovens!

Aliás, esses chatos falam como se as mulheres mais velhas (artistas, cantoras, empresárias, executivas) também não escolhessem rapazes, como diria o meu pai, “na hora de esquentar as costelas”.

Da série "empoderamento feminino"

Flávio Azevedo
A primeira dama, Michelle Bolsonaro; durante a posse do esposo, agora há pouco, simplesmente roubou a cena. A beleza e a elegância da Dona Michelle não é notícia (tem bom gosto esse Bolsonaro), mas o seu discurso feito em Língua Brasileira de Sinais (Libras) merece ser ressaltado, sobretudo pela inclusão que representa a iniciativa da primeira dama.

O presidente Bolsonaro é constantemente acusado de ser inimigo das minorias e coisas do tipo, mas essa iniciativa da primeira dama mostra que o sujeito não é tão "nazista" como dizem.

Falando em “empoderamento feminino”, eu ainda não vi Michelle ser aclamada como mulher que se destaca e que rompe barreiras, por quê?

Michel Temer deixa governo como um dos melhores presidentes da história do Brasil

Flávio Azevedo
O ex-presidente Michel Temer fez um bom governo e não fosse algumas escolhas deixaria legado vitorioso.
O Brasil se despediu, nessa terça-feira (01/01), de um dos bons presidentes da sua história: Michel Temer. Aqueles que não entendem de política, os apaixonados por suas cegas ideologias e aqueles que escrevem achismos, esses certamente irão me chamar de “maluco”. É claro que eu não me esqueci da J&F e da inexplicável visita de Joesley Batista na garagem do Jaburu. Eu também não me esqueci da mala com R$ 500 mil do tal Rocha Loures correndo pelas ruas de São Paulo. O time de patifes escolhidos por ele para compor o governo também é inesquecível.

Todavia, eu também não esqueci que Michel Temer escolheu um time respeitável para comandar Ministério da Fazenda, Banco Central, Petrobrás, BNDES e outras máquinas governamentais. Conseguiu aprovar mudanças importantes no campo da desburocratização, liberou o FGTS para aquecer a economia e por detalhes não conseguiu aprovar a reforma da Previdência, uma necessidade que não é aceita pelo partidarismo estrábico e/ou pelo corporativismo estatal.

A verdade é que as denúncias de corrupção atribuídas a Michel Temer não foram piores do que os escândalos que ocorreram na gestão dos ex-presidentes, sobretudo aqueles que governaram depois da redemocratização do Brasil. Michel Temer é tão elegante e tem movimentos tão comedidos que parece um bicho empalhado. Nasce aí a alcunha de vampiro. O presidente Temer também tem como virtude ter trazido para o debate temas tabus, por exemplo, a reforma da Previdência.

Partindo da premissa de que nenhum ex-presidente foi santo, eu não tenho problemas em elencar Michel Temer como um dos melhores presidentes da história do Brasil. Picareta, mas um bom governante. O brasileiro precisa entender essa lógica e aprender fazer essa separação. Por vezes o honesto não é bom governante e o corrupto é ótimo administrador. Essa realidade bate a nossa porta toda hora e no meu entendimento o ex-presidente Michel Temer está nesse pacote!

Jair Bolsonaro empossado presidente do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro junto do vice-presidente, Mourão.
O presidente Jair Bolsonaro prometeu nesta terça-feira (01/01), ao discursar no parlatório do Palácio do Planalto, após receber a faixa presidencial do, agora, ex-presidente, Michel Temer; "tirar o peso do governo sobre quem trabalha e produz" e "restabelecer a ordem" no país. 

Depois de garantir que o governo Bolsonaro implementará as reformas necessárias para o Brasil avançar, o presidente afirmou que agora tem o desafio de "enfrentar os efeitos da crise econômica", o "desemprego recorde", a "ideologização" das crianças, o "desvirtuamento dos direitos humanos" e a "desconstrução da família".
– Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestrutura, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do governo sobre quem trabalha e quem produz – discorreu o novo presidente aos apoiadores que lotavam a Praça dos Três Poderes para acompanhar o pronunciamento.
O presidente Jair Bolsonaro ostenta uma bandeira do Brasil no parlatório. 
Ao longo do discurso de oito minutos, o presidente também afirmou que, com a posse dele, o Brasil "começou a se livrar do socialismo" e disse que é "urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais".
– É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil. E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto – disparou Bolsonaro.

Ao final do discurso, ele abriu, com o auxílio do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, uma bandeira do Brasil e citou um dos cânticos que marcaram protestos contra o governo Dilma Rousseff. “Essa é a nossa bandeira [a do Brasil, verde e amarela], que jamais será vermelha”, enfatizou, arrancando aplausos de apoiadores que estavam na Praça dos Três Poderes.
Os 22 ministros já estão empossados.


Wilson Witzel empossado governador do Estado do Rio de Janeiro

Flávio Azevedo
Wilson Witzel assinando o termo de posse.
"Tomo posse hoje como governador do Estado do RJ, graças ao desejo de mudança da população. Meu primeiro agradecimento é ao povo (...) Nossa tarefa será racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios”. Palavras do, agora, governador Wilson Witzel, que acaba de tomar posse na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Witzel prometeu combater a corrupção e o narcotráfico, com reorganização da polícia e a criação de um conselho de segurança. Um dos seus objetivos será lutar contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro que financia o crime.
O governador Witzel durante o seu discurso de posse.
Ainda segundo o governador, cabe ao estado garantir a credibilidade e segurança jurídica aos investidores, Ele voltou a dizer que o Turismo é o "novo petróleo" do Rio.

Em entrevista depois da posse, ele afirmou que não pensa aumentar impostos e frisou que o estado do Rio de Janeiro pode melhorar a sua situação financeira tornando os mecanismos de arrecadação mais eficientes, "porque o Rio de Janeiro, hoje, arrecada mal". 

Última sessão da Câmara Municipal de Tanguá distribui Moção de Aplausos

Flávio Azevedo
O jornalista Flávio Azevedo foi um dos homenageados com Moção de Aplausos outorgada pelo vereador Luciano Lucio.
A última sessão oficial da Câmara Municipal de Tanguá em 2018, realizada na tarde dessa sexta-feira (28/12), também foi a última sessão sob o comando do presidente, Luciano Lucio (PSDB). Abriu os trabalhos a cantora, Sheila Sá. Uma das homenageadas que recebeu as Moções de Aplausos distribuídas a várias pessoas. Sheila cantou o Hino Nacional.

Além das homenagens, todas de iniciativa do presidente Luciano Lucio, aconteceu também a transmissão simbólica da presidência ao futuro presidente, vereador, Luiz Carlos Toste Padilha, o Playboy (Avante); que comandará o poder Legislativo tanguaense a partir de 01/01/2019. 
Nesse vídeo, você confere trechos das declarações daqueles homenageados (todos receberam Moção de Aplausos) que usaram a tribuna para expressar seu agradecimento e fazer sua reflexão. 

Entregue todas as honrarias, o presidente Luciano Lucio fez suas declarações finais e fez a transmissão simbólica do cargo ao novo presidente, que encerrou a sessão.

Banda Forró Moral no último Roda Brasil de 2018

Flávio Azevedo
Ao lado do comunicador, Nildo Oliveira.
Na tarde desse sábado (29/12) o nosso editor, Flávio Azevedo; participou do programa Rota Brasil que é comandado pelo comunicador, Nildo Oliveira. A atração vai ao ar nas tardes de sábado pela Rádio Sambê 98,7. 

Por ser o último programa de 2018, Nildo fez uma programação especial, que contou com a presença da banda Forró Moral, Edon dos Teclados; e Flávio Azevedo estava entre os convidados. Confira um pouquinho do som da Banda Forró Moral na reportagem.
Em sua participação no Rota Brasil, o jornalista destacou que "Nildo é um amigo" e agradeceu o carinho do colega radialista. "Deixo aqui minha homenagem a esse comunicador de estilo único", disse Azevedo.

Filho da Vertentes, no 2º Distrito de Rio Bonito, Nildo Oliveira; tem 33 anos de carreira e está entre os artistas de destaque de Rio Bonito.
Acompanhando a galera da banda Forró Moral.

Recebendo Moção de Aplausos do vereador Luciano Lucio

Flávio Azevedo
Reconheço a minha postura crítica, a cobrança firme por melhor atuação dos governantes e agentes públicos é uma das minhas marcas, mas é preciso participar. O envolvimento nos equipamentos que a democracia nos oferece (associação de moradores, conselhos municipais, fóruns comunitários, entidades de classe etc); é determinante para evolução e avanço da sociedade.

Essa foi minha fala principal nessa sexta-feira (28/12), quando fui homenageado na Câmara Municipal de Tanguá, pelo vereador, Luciano Lucio Natalino; com Moção de Aplausos por conta das minhas atividades na Comunicação Social em nossa Região.
A minha fala na íntegra está disponível em nosso canal no YouTube.