terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O Brasil na encruzilhada

Flávio Azevedo
Muita gente, não é de hoje, vive indignada com as decisões do Judiciário. Em minha modesta opinião, esse poder é o mais comprometido com a manutenção dos problemas que há anos atingem os pilares da cidadania no Brasil. Os entendimentos jurídicos em nosso país (dizem que juiz não erra, porque ele tem entendimento), há anos empobrecem as esperanças do nosso povo.

Não é preciso ser catedrático para dizer que o Judiciário é o principal culpado pelos problemas não são resolvidos em nosso país. Nesses palácios, para atender caprichos e pedidos de amigos e iguais, inocentes são condenados; e picaretas são inocentados. Isso está muito nítido há muito anos!

Todavia, nós não podemos esquecer que os magistrados, juízes, ministros e demais membros do Judiciário não são dinamarqueses, suecos ou finlandeses. Esses indivíduos são filhos da nossa gente. Pessoas que levam para os seus cargos e funções, os vícios e comportamentos peculiares ao brasileiro.

O Brasil, hoje, encontra-se numa esquina onde precisa decidir se vai tomar o caminho da evolução social para se tornar uma nação decente... Ou se irá seguir esse caminho da corrupção, de toma lá dá cá, que nos faz ser olhados sempre como uma república de bananas (subdesenvolvida).


Concluo destacando que a corrupção é igual ao alcoolismo, doença que só pode ser tratada se o indivíduo que sofre desse mal reconhecer que é doente e impotente perante o álcool, nesse caso, a corrupção! Precisamos reconhecer, inclusive, o poder Judiciário, que o brasileiro é doente, frágil, conta com instituições desacreditadas e que somente o reconhecimento disso pode mudar esse cenário. #flavioazevedo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Outro Adiamento

Nesse dia 04 de fevereiro, muita gente me pedindo notícias de Brasília sobre a tal decisão a respeito do processo da prefeita de Rio Bonito. Bem, segundo o site do STJ, o julgamento foi novamente adiado. Esse é o 10º adiamento, os últimos foram em 17/12/2015, 02/02/2015 e 04/02/2016. Aproveito para promover nova campanha ‪#‎tafeiojudiciario e renovar a campanha ‪#‎adianãonapoleão.

Senhores operadores de direito e ferrenhos defensores do Judiciário, vocês não acham que já está pegando mal esses adiamentos? Será que só eu entendo ser culpa do Judiciário a sacanagem que impera no Brasil? Penso que os políticos apenas aproveitam as falhas de caráter dos representantes do Judiciário para se perpetuar no poder. ‪#‎flavioazevedo

O Brasil na encruzilhada

Flávio Azevedo
Muita gente, não é de hoje, vive indignada com as decisões do Judiciário. Em minha modesta opinião, esse poder é o mais comprometido com a manutenção dos problemas que há anos atingem os pilares da cidadania no Brasil. Os entendimentos jurídicos em nosso país (dizem que juiz não erra, porque ele tem entendimento), há anos empobrecem as esperanças do nosso povo.

Não é preciso ser catedrático para dizer que o Judiciário é o principal culpado pelos problemas não são resolvidos em nosso país. Nesses palácios, para atender caprichos e pedidos de amigos e iguais, inocentes são condenados; e picaretas são inocentados. Isso está muito nítido há muito anos!

Todavia, nós não podemos esquecer que os magistrados, juízes, ministros e demais membros do Judiciário não são dinamarqueses, suecos ou finlandeses. Esses indivíduos são filhos da nossa gente. Pessoas que levam para os seus cargos e funções, os vícios e comportamentos peculiares ao brasileiro.

O Brasil, hoje, encontra-se numa esquina onde precisa decidir se vai tomar o caminho da evolução social para se tornar uma nação decente... Ou se irá seguir esse caminho da corrupção, de toma lá dá cá, que nos faz ser olhados sempre como uma república de bananas (subdesenvolvida).

Concluo destacando que a corrupção é igual ao alcoolismo, doença que só pode ser tratada se o indivíduo que sofre desse mal reconhecer que é doente e impotente perante o álcool, nesse caso, a corrupção! Precisamos reconhecer, inclusive, o poder Judiciário, que o brasileiro é doente, frágil, conta com instituições desacreditadas e que somente o reconhecimento disso pode mudar esse cenário. #flavioazevedo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Parabéns Marcelinho!

Flávio Azevedo
O meu Fluminense estreou no Campeonato Carioca tropeçando diante do Volta Redonda. Está aí uma derrota muito boa de digerir, porque o “voltaço” conta no seu elenco com o nosso amigo, Marcelo Oliveira, o popular Telinho, um dos importantes jogadores do Futebol da história contemporânea de Rio Bonito. 

Filho do nosso amigo, Merica, irmão do também bom de bola, Murilo, Marcelinho ajudou a conduzir o Volta Redonda a vitória sobre o Tricolor das Laranjeiras. Muita sorte ao nosso “Telinho”, que se for transferido para o Flu tem vaga cativa naquele meio campo sem vergonha!

Protesto

Flávio Azevedo
Nesse domingo (31/01), apesar de estar num evento onde as principais figuras eram os Fuscas e Carros Antigos, esse Renault Clio chamou a minha atenção pelo protesto que o proprietário pregou na traseira do veículo. A hilária e espirituosa manifestação poderia ser copiada por todos os motoristas fluminenses, porque o nosso estado foi tomado de assalto e não podemos ficar calados. Sensacional a iniciativa desse motorista!

Não façam cerimônia para compartilhar.

Resultado dos alagamentos em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Depois do ocorrido na última quinta-feira (28/01), quando vários pontos de alagamento foram registrados em Rio Bonito, os mais precavidos estão se preparando. Um empresário que pediu para ter a sua identidade preservada comentou que “apesar das circunstâncias, estou realizando um sonho”.
– O meu sonho sempre foi ter um brinquedinho desses, mas em Rio Bonito não era possível. Todavia, considerando as informações de que as chuvas tendem a ser cada vez mais fortes nos próximos anos, levando em conta a inoperância do poder público; e sabedor do desleixo da população, que joga lixo em qualquer lugar, eu resolvi adquirir esse bem, que nos períodos de cheia será muito útil para a minha família – revelou o empresário, acrescentando que “antigamente um veículo desse era luxo, hoje, é artigo de primeira necessidade”.  

Representando Rio Bonito no Fórum de Cidadania Ativa do INCID

Flávio Azevedo
No Fórum de Cidadania Ativa, na UERJ de São Gonçalo, na companhia da minha eterna professora, Suely Nunes de Paula. Estamos representando a Agenda 21 Rio Bonito. Debates interessantíssimos estão sendo travados por aqui sobre temas como Educação, Saúde, Meio Ambiente, Direito da Mulher e Agricultura.

O INCID é um sistema de indicadores que analisa a efetividade da cidadania reunindo um conjunto de dados, ferramentas, informações e análises para monitoramento do estado da cidadania nos 14 municípios da Área de Influência do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).  Entendo que o INCID, através do Fórum de Cidadania Ativa (o conjunto de representantes dos 14 municípios) e das Redes de Cidadania (a representação em esfera municipal), entre outras coisas está empoderando a população, que ainda conhece pouco a lógica da cidadania.

Nesse sábado (30/01), na UERJ São Gonçalo, representantes dos 14 municípios de influência do Comperj estiveram reunidos em mais um encontro do Fórum de Cidadania Ativa. Além dos debates sobre variados setores de nossa sociedade, nós recebemos um caderno municipal com os indicadores de cidadania de cada município, entre eles Rio Bonito.

O Caderno Municipal dos Indicadores de Cidadania
Eu já fiz uma leitura dinâmica do conteúdo e sugiro que esse material seja livro de cabeceira dos candidatos a prefeito e vereador que estão rodando por aí se apresentando como a solução para os velhos e novos problemas do município. Rio Bonito esteve representado no Fórum desse sábado por Mauro Paes, Suely de Paula e Flávio Azevedo.

Uma foto clássica para registrar a galera que prestigiou o término do Fórum de Cidadania Ativa, ocorrido nesse sábado (30/01), na UERJ São Gonçalo. Uma galera muito animada e ativista em suas cidades! 

Lua Branca promove "Era Assim o Carnaval dos Nossos Pais"

Flávio Azevedo
O Grupo de Serenata Lua Branca realizou nessa sexta-feira (29/01), o tradicional “Era Assim o Carnaval dos Nossos Pais”, onde desfiou uma série de saudosas marchinhas de Carnaval. O evento ocorreu no Mercado Municipal. O Coreto recebeu os músicos, que sempre se destacam pela animação e alegria. Na foto comigo, um dos líderes do grupo, Marissimo Martins, que eu considero uma das figuras mais tradicionais de Rio Bonito. Abraço aos amigos do Lua Branca.

A síndrome do colchonete

Flávio Azevedo
Nessa quinta-feira (28/01) eu visitei uma casa que foi invadida pela água. Quando eu cheguei, a família já atuava com diligência e empenho na limpeza. Do outro lado, um homem que já perdeu as contas de quantas vezes teve prejuízo com os alagamentos também tentava limpar o que a água não destruiu. Alguém me perguntou por uma pessoa importante da cidade, eu respondi que ele esperasse, porque ela apareceria para oferecer um colchonete.

Não demorou muito e uma campanha muito bacana para ajudar às pessoas que tiveram prejuízos, por conta da chuva, começou a circular nas mídias sociais. Todavia, eu começo a ver alguns usando essa campanha para desqualificar as cobranças de atitudes, por parte do poder público e da população, que amenizem essas repetitivas perdas que ocorrem por conta dos fenômenos naturais.

Convém lembrar que a chuva é um fenômeno natural, o alagamento não. A chuva é um fenômeno natural, o entupimento do bueiro não. A chuva é um fenômeno natural, os lixos jogados em encostas não. A chuva é um fenômeno natural, o não recolhimento do entulho não. A chuva é um fenômeno natural, os desmatamentos não. A chuva é um fenômeno natural, a falta de fiscalização não. A chuva é um fenômeno natural, a inércia e omissão dos que governam não. A chuva é um fenômeno natural, o óleo e rejeitos jogam in natura nos rios e valões, não. 

Nos países desenvolvidos, os problemas são encarados, as mazelas são assumidas e soluções são estudadas, propostas e colocadas em prática. No Brasil, porém, onde também se estuda e se propõe soluções para inúmeros problemas, basta distribuir colchonetes e sopão para atingidos por toda e qualquer calamidade. O pior é ver muita gente acreditando que novos alagamentos serão impedidos porque colchonetes e sopão foram distribuídos.


Pelo amor de Deus! Vamos socorrer os nossos irmãos que tiveram perdas materiais, mas sem abrir mão de solucionar as causas dessas perdas! Em 2008, quem estava no governo, distribui colchonete e achou que estava bacana. Quem estava fora criticou. Hoje, quem está governando segue distribuindo colchonete e quem estava dentro critica. Enquanto estivermos concentrados no colchonete, as políticas públicas nessa direção não serão estudadas, propostas e, sobretudo, postas em prática.

Chuva torrencial provoca alagamentos em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Ao contrário do que estão pensando os puxa sacos, eu não vou culpar a pífia gestão municipal pelos alagamentos dessa quinta-feira (28/01). O político até acha que pode tudo, mas está aí um elemento que ele não controla: a natureza. Aliás, de tempos em tempos a natureza, que não tem partido, decide lembrar ao político que ele não foi correto ao tratar da ocupação do solo, que ele foi safado ao permitir desmatamentos; que ele foi bandido ao não impedir a criação de loteamentos irregulares, que visam unicamente o enriquecimento dos loteadores.

Das 17h às 19h30min de, hoje, eu percorri vários pontos do Centro de Rio Bonito para descobri que a culpa dos alagamentos é nossa. Sim senhor: É NOSSA! Debaixo de chuva eu registrei um volume absurdo de lixo doméstico boiando nas águas dos rios que cortam Rio Bonito. Eu concordo que a limpeza da cidade não está boa, que as ruas estão cheias de entulhos e resto de poda de árvores, mas o fato da Prefeitura ser desleixada não é razão para eu ser também.

O volume de garrafas pet, embalagens de todo tipo e até um colchão (passou por mim na esquina da Av. Manuel Duarte com Dr. Francisco de Souza), são coisas que vieram dos nossos quintais, das nossas casas. Os políticos são irresponsáveis e deixam muito a desejar? Nós também. 
O colchão que vi boiando, hoje, não veio da casa da prefeita, do vereador ou de qualquer secretário municipal. Veio de nossas casas. Foi jogado na beira do rio por alguém que já deve estar tentando justificar esse crime apontando o crime do outro. As residências erguidas em áreas indevidas (não respeitando a distância exigida da margem do rio), só estão ali porque um oportunista ligou para um prefeito oportunista e ambos entenderam estar diante de uma oportunidade. “Eu autorizo a ilegalidade e você me dá o seu voto”. Ou... “Eu te dou o meu voto e você autoriza a ilegalidade”.

É preciso pensar, analisar, refletir, não apenas a postura e atitudes do político, mas as nossas atitudes como cidadãos e eleitores. Os políticos erram o tempo todo? Nós também! E não é possível corrigir esses erros sem reconhecê-los. A classe política precisa abrir mão do oportunismo que lhes é peculiar e o povo também, que pensa ser uma grande vantagem trocar o voto por vantagens que a chuva leva em minutos.