sábado, 21 de fevereiro de 2015

O que o PMDB tem a dizer ao Brasil?

Flávio Azevedo 
Kkkkkkkkk desculpem, mas eu não consigo parar de rir. Amigos, ou o PT corre atrás do PMDB, agora, e dá aos seus comandantes ainda mais vantagens e molezas no governo, ou o partido vai seguir com o “golpe de estado” que estão promovendo contra a presidente Dilma Rousseff. Todos nós sabemos que o PMDB é igual a Mística, aquela inimiga dos X-Men, que muda de aparência e se transforma em quem ela quer. Hoje, o partido é composto por pessoas de variados perfis ideológicos, comanda a Câmara dos Deputados; o Senado Federal; e está na vice-presidência da República. Talvez, na cabeça dos caciques peemedebistas essa seja a melhor hora para virar a mesa.

Como num velho filme Boris Karloff (terror), o PMDB promete, em rede nacional de TV, no dia 26 de fevereiro, anunciar prioridades para o Brasil (kkkkkkkkkkkk). As chamadas já estão sendo veiculadas em horário nobre. Mas fica uma clássica pergunta: podemos confiar em Renan Calheiros, Michel Temer, Eduardo Cunha e Cia LTDA? Nunca é demais lembrar, que esse grupo político ainda abriga o ex-senador, José Sarney (você se lembra dele?). 

A publicidade do PMDB fala em projetos fundamentais para o desenvolvimento do Brasil. Eu não tenho dúvidas de que, como diria Cazuza, o que ouviremos é um “museu de grandes novidades”, pois eles farão promessas que estamos ouvindo há 30 anos, tempo que o PMDB mama no governo federal. Aliás, essa teta começou na transição do regime militar para a democracia, que ainda não é plena porque os caciques do PMDB e os mandachuvas de outros partidos governam o Brasil como se a nação fosse uma extensão do quintal da casa deles.

Nunca ficou tão nítido para os peemedebistas, que as coisas precisam mudar para continuar do jeito que estão. Digo isso, porque tem um monte de gente desinformada, deseducada e desprovida de bom senso, achando que se a Dilma Rousseff sair assume o Aécio Neves. Kkkkkkkkkk (risos de novo, desculpem!). Não amigo! Quem fica no lugar dela é o vice-presidente, Michel Temer, líder do PMDB, partido que tem culpa igual ao PT nessa série de escândalos que estão sacudindo os pilares da democracia. As histórias que estão sendo expostas colocam dúvidas sobre a idoneidade de instituições que deveriam primar pela Justiça e honestidade.

O PMDB descobriu que é melhor ser amigo do rei no governo Sarney, seguiu a receita na gestão Collor/Itamar, ampliou esses horizontes na gestão Fernando Henrique Cardoso; e nos governos, Lula e Dilma, deitou e rolou. Na chamada para o dia 26 de fevereiro, nós ouvimos Michel Temer dizer que “o PMDB tem compromissos com o Brasil”. Kkkkkkkkkkkkkk (desculpem, rindo de novo!). Especialmente para nós riobonitenses, a última frase do vice-presidente, “você, pode confiar”, nos dá arrepios de pavor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Guiné Equatorial que não vimos no Sambódromo do Rio

Teodorin e seu pai Teodoro Obiang conseguiram seu objetivo: mais de 99,9% dos brasileiros ouviram pela primeira vez o nome de seu país, Guiné Equatorial, durante a festa máxima da tradição brasileira, o Carnaval carioca. Graças ao patrocínio de R$10 milhões que a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis teria recebido para exaltar a minúscula nação africana durante o desfile, pai e filho, os atuais detentores do poder, colocaram sua marca na história do samba carioca. O dinheiro fácil tem uma explicação: a Guiné Equatorial, mesmo se possui apenas a área do Estado de Alagoas, é o terceiro produtor de petróleo da África; embora esteja em 144º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.
No país formado por cinco ilhas e um território no continente, não há distinção entre governo e seu presidente: Teodoro Obiang Nguema está no poder desde 1979 e pretende passar a coroa a seu filho Teodorin, vice-presidente. Desde a independência em 1968, o país é uma ditadura brutal. Quem protestar contra Obiang e seu clã, que fuja. No país, não há chance para qualquer oposição. O primeiro presidente, seu tio Macias Nguema, um ditador comparado a Pol Pot do Camboja, foi deposto e executado sem piedade em 1979 pelo sobrinho Obiang.
Por ser um dos poucos brasileiros a ter conhecido o país, achei que deveria ver na televisão o desfile que ocorreu na segunda-feira à noite. A Guiné Equatorial mostrada pela Beija-Flor foi linda, colorida e encantadora. A comissão de frente, composta de 15 guerreiros, montou uma árvore da vida e deu show de criatividade. Os mascarões, com movimento nos lábios e olhos, eram estonteantes. O casal mestre-sala e porta-bandeira, vestidos de dourados, também foram louvados. Os carros alegóricos, espetaculares. Em um deles, uma floresta rica, cheia de animais. Os R$ 10 milhões do patrocínio foram bem usados e deram à Beija-Flor o título de Campeã do Carnaval Carioca 2015. Os Teodoros estão contentes: o investimento deu retorno!
Mas durante os nove dias que passei em Malabo, no parque nacional Monte Alen e na Caldera Luba, o que mais vi foram exemplos de devastação da biodiversidade e de desmatamento.

Vilarejo e estrada perto do parque nacional Monte Alen, no interior do país (Foto: Haroldo Castro/Época)
Uma surpresa para um vegetariano como eu foi encontrar, na beira das estradas de acesso a Monte Alen, um número imenso de tartarugas, pássaros e roedores – todos mortos e amarrados em uma vara de bambu. Os animais eram oferecidos aos viajantes, interessados em transformá-los em sua próxima refeição. Na África Central e Ocidental, o consumo de carne de animais selvagens – bushmeat – ainda é uma prática comum, trazendo graves riscos para a saúde da população.

Um roedor morto é oferecido aos motoristas que transitam pelas estradas da região Rio Muni, a parte continental do país (Foto: Haroldo Castro/Época)
Duas espécies de calaus, aves africanas com longos bicos, são vendidas na beira da estrada (Foto: Haroldo Castro/Época)
Para chegar ao parque nacional Monte Alen precisamos cruzar uma concessão madeireira. As tristes imagens de animais mortos foram substituídas pelas longas toras de madeira tombadas, à espera de um caminhão que as leve ao porto. De lá partem para a Europa, Índia ou China. A floresta tropical continua a ser definhada.
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Um caminhão leva troncos de árvores ao porto de Bata, no litoral, de onde serão exportados (Foto: Haroldo Castro/Época )
Mas nem tudo é destruição no país de Obiang. Junto com colegas conservacionistas, uma das nossas missões era encontrar – e, se possível, fotografar e filmar – a maior rã do mundo, a Conraua goliath, que vive, em seu ambiente natural, às margens dos rios turbulentos da Guiné Equatorial.
Depois de uma hora de caminhada no mato, chegamos à beira do rio Wele. Do outro lado estava o parque nacional, teoricamente uma área protegida. Para cruzar o rio, usamos uma canoa. Já era o final da tarde, quando chegamos na primeira cascata, habitat da rã Golias. Tive apenas 90 segundos para fotografar as cachoeiras e fui interrompido por uma tremenda trovoada que quase arrebentou meus tímpanos. Imediatamente, uma tempestade derramou-se sobre todos. A pesada e escura nuvem não somente trouxe chuva como também escuridão. Nem pensar em buscar anfíbios.
Chegamos a uma casa de madeira abandonada, com inúmeras tábuas podres, mas um teto com poucos furos. Encharcados, colocamos nosso equipamento em lugar seguro e nos deparamos com uma nova surpresa. Uma pessoa que não fazia parte de nossa equipe estava cercada por nossos ajudantes. “Esse homem estava caçando dentro do parque nacional”, afirmou um dos guarda-parques em espanhol. “Quando chegamos, ele estava com um antílope e uma tartaruga dentro de seu cesto de palha”, disse outro. Os animais ainda estavam vivos, pois haviam sido capturados com uma armadilha. Fiz questão de soltar a tartaruga, uma a menos para cair na panela.
Nossa atenção volta-se às rãs: ninguém havia visto nenhuma na cachoeira. Como o animal é noturno, alguém terá de procurar o anfíbio à noite.
Lá pelas duas horas da manhã ouvimos vozes. Alguém chegava no acampamento. Fui ver o que estava acontecendo e descobri que o visitante estava feliz, exibindo um sorriso de vencedor. Em uma de suas mãos ele segurava uma rede de pescar, uma espécie de tarrafa. A outra mão agarrava um saco e, pelo movimento, com alguma coisa viva dentro.
Em poucos minutos elucidamos a equação. Nelson, o visitante, vivia em um dos vilarejos fora do parque. Ao cair da noite, ele caminhou até o rio, cruzou-o e seguiu a trilha até a cachoeira. Lá, no habitat da Golias, Nelson demonstrou que era um bom pescador. Com sua tarrafa, conseguiu capturar dois espécimes.

A maior rã do mundo, a Golias, vive nas cachoeiras dos rios da Guiné Equatorial (Foto: Haroldo Castro/Época)
Na manhã seguinte, levamos as duas rãs de volta à cachoeira. A maior delas pesava mais de dois quilos e, esticada, media 60 centímetros. Era grande mesmo. Fotografamos a rã nas nossas mãos, pois não sabíamos como seria a reação dela ao ser liberada. Com cuidado, colocamos a rã em uma pedra, nos afastamos lentamente e começamos a clicar. O anfíbio ficou imóvel por alguns segundos, mas, num piscar de olhos, deu um tremendo salto, passando por cima de nossas cabeças e mergulhando de volta no rio turbulento.
Infelizmente, a rã Golias, além de ser consumida localmente como carne, também é procurada por colecionadores e pode valer até três mil dólares no mercado negro. O governo da Guiné Equatorial deveria usar também seus petrodólares para proteger a natureza e agir para que essa espécie única não desapareça do planeta.
Vale um retrato: o autor segura uma rã Golias que pesa mais de dois quilos (Foto: John Martin/Época)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Prefeitura de Rio Bonito cria DOI-CODI para monitorar críticas nas mídias sociais

Flávio Azevedo 
Essa foto é histórica e mostra a Ditadura Militar em ação. Hoje, os militares se foram, mas a ditadura continua atuando e usa os artifícios mais sórdidos para silenciar divergentes e atingir os seus objetivos. 
Segundo informações de funcionários da Prefeitura de Rio Bonito, sobretudo os efetivos que participaram da gestão anterior, a perseguição está rolando solta no atual governo. Também está sendo perseguido quem participou da campanha vitoriosa, entrou no governo, mas por variadas razões acabou saindo ou sendo convidado a se retirar.

O mais grave, porém, vem agora. O governo está utilizando uma ferramenta que se assemelha ao Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), um dos aparelhos de repressão da extinta Ditadura Militar, regime político que parece estar de volta em Rio Bonito. Nos “Anos de Chumbo”, o DOI-CODI tinha o objetivo de identificar e eliminar os pensamentos contrários ao Regime Militar.

Para coordenar as ações de repressão foi criado o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). O que observamos é que o DOPS versão Rio Bonito tem o objetivo de monitorar postagens em mídias sociais, com destaque para o Facebook. Como se não bastasse o patrulhamento sobre o que a pessoa está postando e/ou compartilhando, até as curtidas estão sendo vigiadas pelo DOPS/RB. Mensagens “in box” alertam e ameaçam quem curte, sobretudo as minhas postagens e comentários.

Concluo com uma sugestão: ao invés de tomar conta do Facebook dos outros, essa turma deveria governar, porque a cidade está entregue as traças! Que tal esse DOPS analisar as contas do município para descobrir “cadê o dinheiro que estava aqui?”.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cachoeira do Poço das Andorinhas é uma das atrações de Lavras

Uma das quedas d'água no Poço das Andorinhas, em Lavras, Rio Bonito/RJ, mostra que o município ainda tem lugares paradisíacos que precisam receber atenção, inclusive, no que tange a preservação. Estamos visitando esses pontos e apresentando para você. A preservação dos nossos mananciais é responsabilidade de todos!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Iniciada as obras da nova Escola Raulbino Mesquita, do Parque Indiano

Flávio Azevedo 
O vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, publicou nessa terça-feira (10/02), no seu perfil no Facebook, as fotos do início das obras do novo prédio que vai abrigar os alunos da Escola Municipal Raulbino Pereira de Mesquita, no Parque Indiano. O parlamentar agradece a gestão municipal por atender o seu pedido e ressalta que o Parque Indiano, seu principal colégio eleitoral, necessita de uma nova escola. A preocupação do vereador é razoável, uma vez que o prédio da antiga escola está sucateado. Em 2013, quando a atual gestão municipal assumiu a Prefeitura, as paredes da atual unidade davam choque.

Algumas informações na placa que detalha a obra chamam atenção. A execução é da empresa Continental Serviços e Construções. Embora o vereador tenha noticiado que os trabalhos começaram nesse dia 10/02/2015, a placa diz que a obra teve início em 22/10/2014. O orçamento de R$ 3.009.935,10 prevê, além da construção da nova escola, a demolição do antigo prédio e a urbanização do entorno da nova unidade escolar. Embora a Educação conte com os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a Prefeitura Municipal vai executar a obra com recurso próprio.

A expectativa é que em cerca de um ano a obra, que já começou com atraso de quatro meses, esteja concluída. A placa informa que a data prevista para o término é 16/03/2016. A população do Parque Indiano espera que a nova Escola Municipal Raulbino Pereira de Mesquita não tenha o mesmo fim do novo prédio da Escola Municipal Dr. Kingston de Souza Motta, no Parque Andréa.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Onde estão os compromissos, promessas e preocupação com as pessoas?

Flávio Azevedo 
Diante de alguns entendimentos equivocados em relação as minhas postagens, sobretudo quando o tema é Educação, eu creio que se faz necessário alguns esclarecimentos. Quem disse que a Educação da gestão anterior era boa? Pois bem, já que vocês querem escutar e ler, lá vai: a Educação na gestão anterior era sofrível, as escolas já estavam sucateadas, os salários era a mesma miséria de hoje, a valorização profissional não existia; e quem não andava na linha dos mandatários era perseguido.

Pois bem, a questão é que a turminha que entrou no lugar daqueles, quando estava pulando no palanque dizia que tudo isso seria mudado e diferente. Na verdade amigos, as minhas postagens não objetivam trazer de volta a gestão anterior, mas cobrar do atual governo, o cumprimento das promessas que foram feitas ao povo riobonitense, sobretudo para as áreas da Educação e da Saúde, setores que foram alvos das maiores promessas (hoje, entendidas como mentiras e lorotas).

Sobre gestão anterior e atual, a minha opinião é de que está na hora dessa desgraça de revezamento (Mandiocão/Solange, Solange/Mandiocão) ter fim. Chega! Não aguentamos mais! O problema é que eleitor é igual torcida organizada. No fundo, o que acontece é que nós cidadãos perdemos de vista a preocupação com a administração pública e desconhecemos o sentido da palavra coletividade. Como executivos da Petrobras que tanto criticamos, nós queremos é nos dar bem e direcionar o voto para onde eu entendo que vou me dar bem.

Na verdade, quando se analisa a maior parte dos satisfeitos e insatisfeitos, eles lembram com exatidão a música de Dominguinhos: “olha, que isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais; olha, quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai”.

O que se cobra e se espera da atual gestão é o cumprimento das promessas. Para a Educação e podemos enumerar algumas:
*a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR);
*eleição para gestores escolares (isso é lei);
*a reforma das escolas (dois anos já se passaram, e aí?);
*respeito aos profissionais do setor, inclusive, dando a eles o direito de dizer que o governo está uma mer... cadoria;
*merenda de qualidade;
*distribuição de uniformes da maneira correta;
*planejamento;
*remuneração decente;
*humanidade no trato com alunos e profissionais...

PS: está fadada ao fracasso, a gestão que troca o seu projeto político por projeto de poder! O fracasso é ainda mais sério, quando o projeto de poder tem como pauta principal a perseguição contra iguais, a violência silenciosa, a ditadura, o achaque, entre outras perversidades.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Luciano Lúcio garante que consulta ao Tribunal de Contas vai nortear ações do Legislativo de Tanguá

Flávio Azevedo 
Vereador Luciano Lúcio (D) conversa com o presidente do TCE/RJ, Jonas Lopes sobre a condução do poder Legislativo.
A realização de Concurso Público da Câmara de Tanguá; a abertura e a condução de processos licitatórios para atender a Câmara de vereadores; a realização de projetos políticos e culturais na sede do poder Legislativo; e orientações gerais; foram os temas do encontro do presidente do Legislativo tanguaense, vereador Luciano Lúcio (PSDB), com o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes de Carvalho Júnior. O encontro ocorreu na manhã dessa quarta-feira (04/02), na sede do TCE, no Centro do Rio de Janeiro.
– Basicamente nós fomos até o Tribunal de Contas Fazer uma consulta, tirar dúvidas e buscar orientações sobre os meus atos no comando do Legislativo de Tanguá. Como eu tenho dito, eu quero fazer um trabalho sério; dando aos meus pares, estrutura de trabalho, mas nunca é demais lembrar que qualquer Ato da presidência leva a minha assinatura. Além de lutar para estruturar e potencializar o mandato dos vereadores, eu pretendo aproximar o Legislativo da população – disse Luciano, acrescentando que ficou muito impressionado com a atenção que recebeu do presidente do TCE.

A intenção do encontro, segundo o vereador, foi saber o que se pode ou não fazer e como fazer na condução do Legislativo, “porque é preciso mudar a forma de administrar o poder Legislativo, que é o maior instrumento de fortalecimento da democracia, mas que nos últimos anos acabou caindo em descrédito com a opinião pública por uma série de razões”. Ele lembrou que para fortalecer a Câmara de Tanguá é preciso realizar uma série de ações, mas ele discorda de algumas orientações.
– Tem coisas que eu não concordo, por exemplo, devolver recurso para o poder Executivo no fim do ano, porque o dinheiro do Legislativo tem que ser do Legislativo. Na minha campanha interna para presidente da Casa, eu disse aos meus pares que potencializaria o mandato dos vereadores, mas é preciso fazer isso da forma correta. Alguns aconselhamentos do meu corpo técnico eu discordo, por exemplo, não poder realizar três, quatro licitações ao mesmo tempo. Fiz esse questionamento ao presidente do TCE e ele disse que não existe nenhum problema se tudo estiver dentro da legalidade – frisou Luciano. 
No encontro com o presidente Jonas Lopes de Carvalho Júnior, o parlamentar também aproveitou para aprender com a experiência do conselheiro presidente do TCE. No seu terceiro mandato a frente do Tribunal, ele realizou concurso público depois de 14 anos, vem fazendo uma série de investimentos, como a construção da Escola de Cursos do TCE, e sempre respaldado pela lei. “O concurso do TCE, por exemplo, quem fez foi o Ministério Público; e eu gostaria de fazer o concurso da Câmara de Tanguá com uma entidade de respeito também, como a UFF, a Fesp, ou a Fundação Getúlio Vargas, para que as pessoas entendam a seriedade do certame”, disse Luciano, acrescentando que uma das orientações do presidente do TCE é não realizar o concurso público com cadastro de reserva.

O presidente do TCE colocou a disposição do presidente da Câmara de Tanguá todo corpo técnico do Tribunal para orientar a equipe técnica do Legislativo tanguaense. “A forma de abrir e conduzir processos, a forma de formular uma proposta, como fazer para digitalizar as nossas leis para que elas estejam no site da Câmara, tudo isso ele nos orientou, inclusive, ele também tem uma empresa que cuida da digitalização das resoluções e documentos do TCE. A terceirização de serviços que ofereçam atividade meio e fim também foi alvo da nossa conversa”, disse Luciano Lucio, ressaltando que “o posicionamento de vanguarda do presidente do TCE certamente vai orientar os meus Atos no comando do Legislativo”.

Finalmente Choveu!

Fazia tempo que não víamos os nossos rios tão cheios! A chuva retornou, o abastecimento de água será normalizado, mas os alagamentos ocorreram. Noite de quarta-feira (04/02), encontro dos canais que margeiam as Avenidas, Santos Dumont e Manuel Duarte, próximo ao Rio Bonito Atlético Clube

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

“Quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai”

Flávio Azevedo 
Ao completar 515 anos, o Brasil é um país adolescente (indeciso). O seu povo está sem saber o que fazer diante da escolha de continuar com o seu modelo colonial e estilo feudal que norteia a sua lógica de existência e todas as suas instituições (inclusive as religiosas); ou migrar para o paradigma moderno, onde o povo é consciente e as instituições são minimamente decentes e responsáveis com as suas atribuições.

Quem espera ver essa mudança de paradigma começar na política está fadado ao fracasso. Enquanto o nosso povo não perceber que a mudança vem dele, "tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes". A ideia dos nossos mandatários é mudar para continuar do jeito que está. É claro que, ao povo, falta Educação para entender isso, mas também é preciso bom senso, patriotismo, espírito comunitário e coletivo.

Não são poucas as correntes que em nome de defender o "status quo" criticam esse discurso de chamar o povo à responsabilidade. Mas é isso que precisa acontecer. E digo mais. Não é preciso ir para rua fazer papagaiada, quebrar vitrine de lojas e tocar fogo em ônibus, quando diante da urna eleitoral nós mantemos o que precisa ser mudado e votamos naquele candidato que alimenta em nós interesses individuais em detrimento dos coletivos.

A verdade é que nós precisamos apenas exercer a nossa cidadania. E como se faz isso? Frequentando as sessões da Câmara de Vereadores, integrando os sindicatos e Conselhos Municipais, fortalecendo as associações de moradores e, sobretudo esquecendo os privilégios e benesses que a coisa pública oferece, por exemplo, essa lei escrota de incorporação de salário que existe em Rio Bonito, um modo institucional e legal que criaram para silenciar os funcionários municipais.

A lei de incorporação, oferecida aos que ocupam cargos comissionados e de confiança na Prefeitura, nos faz lembrar a canção de Dominguinhos: “Olha, que isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais; olha, quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai”.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Vereador Luciano Lúcio enaltece valorização da Prefeitura de Tanguá aos seus funcionários

Flávio Azevedo 
O vereador Luciano Lúcio é ouvido colega, Leandro Barbeiro; o comandante Abreu; e o prefeito Válber Carvalho.
O presidente do Legislativo de Tanguá, vereador Luciano Lucio (PSDB), disse na noite dessa segunda-feira (02/02), que o investimento do município no seu quadro de funcionários beneficia as pessoas; estimula os colaboradores da Prefeitura a darem o seu melhor; e dá mostras de que o atual governo está atento às necessidades dos seus funcionários. Ele também comentou os ganhos que foram alcançados com a implantação do Plano de Cargos e Salários, em dezembro de 2014; e disse que o poder Legislativo será parceiro do poder Executivo enquanto o crescimento de Tanguá e a valorização dos funcionários do município estejam em primeiro lugar.
– Quando asfaltamos uma rua ou quando realizamos uma obra, nós agradamos a população. Nada, porém, é mais importante do que o investimento no nosso quadro de funcionários. Investir na cidade é investir nos seus colaboradores e essa tem sido uma das prioridades do prefeito Válber – afirmou Luciano, que estava acompanhado do vereador Leandro Machado Ferreira, o Leandro Barbeiro (PHS).

As declarações do presidente do Legislativo tanguaense foram feitas durante a formatura do Curso de Operador de Tonfa Policial que a Prefeitura ofereceu aos guardas municipais. De acordo com Charles Emanuel, representante do Instituto de Combate Brasileiro com Tonfa, 39 guardas municipais foram capacitados. Segundo ele, outras quatro etapas do curso serão ministradas até agosto desse ano. “Ainda teremos o curso de Guarda Ambiental, Combate com Faca, KRAV MAGÁ (luta israelense) e Postura e Conduta em Patrulhamento Urbano”, explicou. 
A valorização do quadro de funcionários da Prefeitura de Tanguá é uma das bandeiras do Legislativo e prioridades anunciadas pelo prefeito Válber Carvalho. 
O prefeito Válber Carvalho (PTB) ressaltou que cada servidor precisa fazer a sua parte na engrenagem da máquina pública; agradeceu a dedicação dos guardas municipais ao município de Tanguá; comentou que tem ciência das dificuldades que precisam ser superadas; e afirmou estar contando com os funcionários para fazer Tanguá continuar avançando.
– Espero que vocês confiem em nosso trabalho, porque eu sempre estarei confiando em vocês, porque juntos podemos fazer o melhor para Tanguá. Tratamos todos sempre com igualdade, independente de lado político, porque o município está sempre em primeiro lugar – disse o prefeito.

Também participaram da solenidade o vice-prefeito, Waldir Dias Moreira Filho, o Waldir da Beltec; o comandante da Guarda Municipal, tenente coronel Ademir Abreu; integrantes do staff do governo municipal e familiares dos formandos.