terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lucro dos bancos brasileiros cai e Dilma Rousseff sobe

Flávio Azevedo

Até quando os bancos ficarão calados? Será que realmente os tempos são outros? Quem viver verá!
A lucratividade de bancos como Bradesco e Itaú caiu. Embora o Itaú tenha um lucro superior ao do Bradesco, o índice de rentabilidade é menor em relação ao Bradesco. O Itaú anunciou essa semana, ter registrado lucro líquido recorrente de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre de 2012. Uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com um dos executivos do Itaú, Rogério Calderón, a redução dos resultados no terceiro trimestre pode ser atribuída a “receitas menores, associadas a um mix de crédito de preço menor”, referindo-se às taxas de juros mais baixas – o que vem acontecendo no mercado bancário nacional desde abril, acompanhando a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

O que o noticiário da grande mídia está se esquecendo de informar é que isso nada mais é do que o resultado da pressão feita pela presidenta Dilma Rousseff (PT) sobre as instituições financeiras. A presidenta pediu redução das taxas de juros, mas os bancos não atenderam. Diante da negativa, a presidente determinou que os juros dos bancos estatais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) fossem reduzidos.

Sem poder competir com as instituições estatais, os executivos das agências privadas se viram obrigadas a reduzir as suas taxas de juros. Diante desse cenário positivo para o povo brasileiro, não vai demorar os bancos iniciarem, através da mídia corporativa (Veja, Época, O Globo, Folha), a publicação de matérias denunciando escândalos e corrupção na presidência da República. O objetivo? Simples! Lançar descrédito sobre o governo que está diminuindo os absurdos lucros de bancos e banqueiros para um patamar que ainda precisa ser muito mais reduzido.

É lógico que nenhuma das mídias dominantes dará essa informação com esse viés. Entretanto, fica muito nítido que o governo de D. Dilma, vai sim, muito bem obrigado (ainda falta bastante coisa). Todavia, a grande mídia não tem nenhum interesse em mostrar os acertos do governo, porque esses acertos não beneficiam as forças dominantes (ou dominadoras?) do nosso país.

Tião do Violão lança CD, amanhã, na Pinacoteca Municipal de Rio Bonito


Flávio Azevedo
O talentoso Tião está esperando os amigos amanhã na Pinacoteca de Rio Bonito.
Nessa quarta-feira (24/10), o músico Sebastião Duarte, o Tião do Violão, lança o seu primeiro CD (Igreja Ontem, Hoje e Sempre). Com 10 músicas de sua autoria e arranjos de Marcelo Cardoso (Marcelo Kaus), o álbum contém melodias folclóricas e religiosas.
O evento acontece às 19h, na Pinacoteca Municipal Antonio Benevides (sobre o banco Itaú), no Centro. De acordo com o músico, outros artistas locais também estarão prestigiando o lançamento. Ao nosso amigo Tião nós desejamos muito sucesso e muita inspiração!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Resultados do Basquete nos Jogos Estudantis/RB 2012


FEMININO
LOCAL: COLÉGIO RIO BONITO – 05/10/2012 – 18 h.

1º LUGAR: Colégio Rio Bonito (atletas: Larissa Mello, Ana Carolina, Kássia da Rosa, Mylhena Mota, Joana Osório, Isabella Pereira, Larissa Cardoso, Anna Beatriz, Amanda Oliveira);
                                                                                          
2º LUGAR: C. M. Dr. Kingston G. de Souza Motta (atletas: Marlene Santos, Karolaine Neves, Jessica Araujo, Erica Antunes, Cecília Rodrigues, Yara Soares, Andressa dos Santos, Beatriz dos Santos, Stefânia dos Santos).

MASCULINO
LOCAL: COLÉGIO RIO BONITO – 05/10/2012 – 18 h.

1º LUGAR: Colégio Rio Bonito (atletas: Bruno Fonseca, João Paulo, Filipe Martins, Gabriel Pereira, Igor Pereira, Emanuel Mouzer, Yago Ribeiro, Matheus Ribeiro, Gabriel de Souza, Aron Souza,  Davi Guimarães, Igor Lessa);

2º LUGAR: C. C. Monsenhor Antônio de S. Gens (atletas: Rodolpho Pereira, Victor Gustavo, Rafael Silva, Filipe de Paula, Mateus Ferreira, Lucas Silva, Ronaldo Filho, João Pedro Egger);

3º LUGAR: Colégio Atitude (atletas: João Medeiros, bruno Parada, Matheus Dutra, Caio Carvalho, Guilherme Dias, Lucas paixão).

domingo, 21 de outubro de 2012

Espetáculo “Faroeste Caboclo” confirma maturidade e ascensão do projeto “Lona na Lua”

Flávio Azevedo

O início do espetáculo começa com João e sua primeira grande perda.
Já defendemos a errônea tese de que não existe público de teatro em Rio Bonito. Não podemos pensar mais assim. Aliás, necessário é acreditar que a carência até certo ponto seria de qualidade. Também podemos dizer que algumas coisas eram tão boas que nós não conseguíamos reconhecer. Por outro lado, em várias oportunidades nos empurraram alguns amargos ‘xaropes’. Para o nosso desespero, porém, quando saíamos com cara de “não entendi”, os responsáveis pelos tais xaropes argumentavam que “teatro é para pessoas inteligentes” (como assim?).

É aí que entra o grande Zeca Novais, um cara que ofereceu primeiro o comum, o simples, a papinha de neném, o feijãozinho com arroz. Durante dois anos, Zeca fez o riobonitense se reconhecer nos seus projetos. Zeca nos ajudou a desenvolver o gosto pelo teatro. Escorado na comédia, em textos simples e propostas de fácil compreensão ele aproveitou a oportunidade para criar o seu público.

Todavia, a maturidade chegou. Hoje, nos damos ao luxo de ter, em solo riobonitense, um espetáculo do nível de “Faroeste Caboclo”... Um trabalho acima da média e com atuações irrepreensíveis aos olhares leigos (como desse jornalista). É lógico que o perspicaz Zeca, até para motivar os atores, encontra milhões de defeitos em seus pupilos. Contudo, os atores desse espetáculo dão mostras claras que eles chegaram ao “Nível Médio”.

João de Santo Cristo
Não seriam demais afirmar que se os atores saíram do “Nível Fundamental” para o “Médio”, o público também evoluiu, sobretudo, aqueles que acompanham os espetáculos com assiduidade. Ou seja, mais uma vez Novais interfere no setor cultural de Rio Bonito, como já vem fazendo desde que surgiu com essa ideia maluca de manter uma lona azul estrelada. Um espaço para promover sonhos e fazer os jovens, como ele sempre enfatiza, “serem protagonistas de sua própria história”.

O amigo que lê esse texto pode até torcer o nariz para o que vamos escrever a seguir (às vezes por puro despeito e/ou até alguma inveja), mas caso o Lona na Lua continue nessa evolução, Rio Bonito obrigatoriamente terá que reconhecer, doa a quem doer, que existe um divisor de águas no seu setor cultural, ou seja, Rio Bonito “antes do Lona” e “depois do Lona”.

Na noite desse domingo (21/10), nós assistimos a um espetáculo de rara beleza, talento e coragem. “Faroeste Caboclo”, a música do Renato Russo, é mais uma daquelas letras que o sujeito para parecer intelectual de esquerda precisa dizer que curte e entendeu a mensagem, o que não é verdade. Ou sou um daqueles que sempre achei essa letra confusa, pesada e sem muito significado.

Novamente aparece o grande ator e agora, “grande diretor”, Zeca Novais, com a nobre missão de ordenar a proposta de Renato Russo. A adaptação de Zeca Novais, com todo respeito ao líder da banda “Legião Urbana”, trás sentido a história. A saga de João de Santo Cristo, versão Zeca Novais, faz com que o público se reconheça ou reconheça alguém em seus personagens. Explicações são dadas e motivos são apresentados.

A cereja do bolo, porém, é o fechamento do espetáculo, onde os corpos inertes dos personagens são sepultados pela bandeira brasileira (foto). Essa ideia é genial. Só faltando as bandeiras do Estado do Rio de Janeiro e do município de Rio Bonito, entes que também são culpados por personagens reais que vivem histórias similares a de João de Santo Cristo, Jeremias, Pablo e Maria Lúcia.

Concluo parabenizando Zeca Novais, o Lona na Lua, aos atores, àqueles que acreditaram e apoiaram esse projeto, aos envolvidos, enfim... Parabéns Rio Bonito!

sábado, 20 de outubro de 2012

Avenida Brasil... Oi, Oi, Oi!

Flávio Azevedo

Há muito tempo o brasileiro não assiste uma novela de qualidade, que defenda valores éticos e morais, porque nitidamente vai de encontro ao que prega a TV Brasileira.
Não é uma questão de ser inimigo e/ou crítico da TV Globo. Mas que final de novela é esse, que, segundo reportagens da própria emissora, parou o Brasil? Alguém está de sacanagem! Como se fosse uma final de Copa do Mundo, a nação deu uma pausa para acompanhar a história da “chupetinha” do Adauto! Que nos desculpem os noveleiros de plantão, mas os brasileiros assistem a mesma novela há cerca de 50 anos.

Essa “Avenida Brasil”, talvez para imitar o caos que é a rodovia homônima, no coração do Rio de Janeiro, foi um show de porcarias e personagens caricatos! Se o argumento do autor é fazer o brasileiro se reconhecer nos personagens, sinceramente, nós deveríamos ficar constrangidos por estarmos sendo retratados por seres tão boçais. Uma pergunta que não quer calar: “porque os protagonistas de novela sempre são seres idiotas, babacas, burros e imbecis?”. Seria também um retrato de nós brasileiros?

A verdade é que 70% do povo brasileiro têm na cabeça, algo similar ao que tem o camarão. Não estamos pregando a teoria do “não assistam novelas!”. Todavia, deveria nos incomodar saber que tem gente achando ser aquela estória um caso real, sobretudo por serem pessoas sem poder de reação, questionamentos e críticas. Isso não te preocupa?

Sobre a grande audiência que se dá a essas histórias, sobretudo o tal do último capítulo, nós gostaríamos de ressaltar que isso não significa que o conteúdo dessas novelas e outras programações, os de auditório, por exemplo, seja bom. A realidade é que tudo aquilo que não provoca a reflexão, mesmo que tenha audiência, não pode ser coisa boa. Aliás, muita gente em frente ao aparelho de TV também pode significar que aquilo que está sendo exibido é horrível e de péssimo gosto.

Não queremos grosseiros, mas esse cenário medonho e, às vezes, perverso demonstra o nível do intelecto do brasileiro, que já foi comparado pelo jornalista Willian Bonner com o Homer Simpson. Será por quê? Simplesmente porque a toda poderosa TV Globo reúne atrações vazias de sentido, de significação e sempre apostando no deprimente e constrangedor riso alienante. Sim, as novelas representam bem a mentalidade do brasileiro. Seja esse cidadão de classe A ou E, já há algum tempo a teledramaturgia conduz para baixo a mentalidade e os valores da sociedade brasileira.

Essas emissoras abertas, e boa parte das fechadas também, nada trazem de relevante. Inclusive, não é difícil perceber a insistência em promover o estilo Homer Simpsom de viver. Porém, se a TV brasileira nada acrescenta, ela também não tira, porque o nível intelectual está tão ruim, que não há o que tirar. Aliás, a nossa TV emburrece, porque os roteiros são pífios, pobres, idiotas, sem novidades e ainda demonstra que o nível dos nossos atores piora a cada dia.

Não é uma questão de velhice ou rabugem, mas a teledramaturgia brasileira, quando ainda era influenciada pelas rádios e fotonovelas era sinônimo de bons enredos e atuações primorosas. Novelas como “Roque Santeiro”, “Irmãos Coragem”, “O Bem Amado”, “Escrava Isaura”, entre outras que giraram o mundo, simplesmente deixam no chinelo as atuais novelas das nove.

A próxima novela que está sendo anunciada é “Salve Jorge”. Que sejamos salvos por alguém, seja lá que santo for, porque como está não dá para ficar.

Por que não estimular o “Arvorismo” em Rio Bonito?

Flávio Azevedo

A pista de arvorismo na "Ducha de Prata", em Campos dos Jordão/SP atrai inúmeros visitantes.
Em Campos do Jordão/SP, um dos pontos turísticos mais visitados é a “Ducha de Prata”, um local que sequer se aproxima do Parque da Caixa D’Água, em Rio Bonito/RJ, em termos de belezas naturais. Entretanto, além das muitas lojinhas, o local oferece uma pista de arvorismo (foto), onde o visitante consegue ver o verde e a cachoeira do local de maneira privilegiada.

Se em Campos do Jordão existe isso, porque Rio Bonito não pode ter? Vale lembrar que o uso indiscriminado de drogas e a futilidade da capital há muito tempo está entre nós. Já as boas iniciativas voltadas ao fomento ao Turismo, Esporte, Lazer, Cultura etc., não chegam por aqui. Por que será?

De acordo com especialistas e empresas que trabalham estimulando essa prática, o arvorismo surgiu da necessidade dos biólogos e pesquisadores de se deslocar pelas copas das árvores para suas pesquisas. Nos anos 90, com a introdução de técnicas e equipamentos verticais, o arvorismo despontou-se como atividade de aventura proporcionando emoção, lazer e entretenimento para toda família, sobretudo por ser uma atividade que não exige grande performance atlética do praticante.

O Brasil é o país que mais apresenta recursos naturais e Área de Proteção Ambiental (APA), Área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (ARPPN), Parques, entre outros espaços que apresentam potenciais para o desenvolvimento e implantação da atividade de aventura.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“Programa Flávio Azevedo” recebe vereador eleito Marquinhos Luanda Car

Flávio Azevedo

O vereador eleito, Marquinhos Luanda Car.
“Eu quero começar agradecendo publicamente as pessoas que acreditaram em mim, no meu trabalho, nas minhas propostas e aqueles que torceram por mim. Agora, nós somos vereadores de toda cidade. Tenham certeza que eu quero dar o meu máximo para fazer em Rio Bonito, as transformações que ela precisa”, disse o vereador eleito de Rio Bonito, Marcos Fonseca, o Marquinhos Luanda Car (PMDB), durante a entrevista que concedeu ao Programa Flávio Azevedo, no último dia 18 de outubro. Com 1.325 votos, ele foi o segundo mais votado nas eleições do dia 7 de outubro.

O novo parlamentar recebeu 511 votos a mais que em 2008, quando participou da disputa por uma vaga no parlamento municipal pela primeira vez. À época, ele alcançou 814 votos. Marquinhos também comentou que a responsabilidade é grande porque a população está ansiosa quanto a atuação dos novos eleitos, sobretudo aqueles que estão chegando a Câmara pela primeira vez.
– Nós precisamos resgatar a credibilidade do Legislativo, que ficou muito arranhada nesses quatro anos. Eu acredito que o vereador de bairro tem mais facilidade em cumprir o seu papel, porque quem é do Centro da cidade acaba ficando em evidência e, geralmente, sempre é muito cobrado porque a expectativa sobre a sua atuação é maior – ponderou.

Durante a entrevista, Marquinhos disse pretender continuar levando a sua vida normalmente e confessou que “a ficha ainda não caiu”. Ele revelou que a campanha foi bem desgastante, “principalmente porque nós estamos trabalhamos durante os últimos quatro anos”. Ainda segundo Marquinhos, as visitas foram constantes, todos os bairros foram visitados nessas andanças “e eu percebi que a sociedade queria mudança e fazer um Legislativo novo por uma série de motivos”.

Quanto os cinco novos nomes, pessoas que nunca transitaram na Câmara, Marquinhos volta a ressaltar o peso da responsabilidade. “Nós seremos cobrados, mas eu quero fazer diferente. Pretendo exercer a função real do vereador, que é legislar, fiscalizar, criar projetos e eu tenho autonomia para defender minhas ideias”, disse o vereador eleito, que pregou a união entre os edis para que o parlamento não caia em descrédito diante da sociedade e da opinião pública.

Sobre a ausência de nomes dados como certos nos próximos quatro anos, mas acabaram não sendo eleitos, Marquinhos disse que “a legenda é cruel, isso aconteceu comigo em 2008, mas a população votou diferente em 2012. Apesar disso, vereadores como Caneco e Humberto, por exemplo, embora não tenham chegado, tiveram uma votação expressiva”. O novo parlamentar destacou ser injusto o número de apenas 10 cadeiras na Câmara, porque os candidatos das localidades interioranas são prejudicados.
– Isso tem que ser discutido e precisa ser revisto. A política é feita de renovação. Tem uma juventude chegando aí e eu quero lutar por esse processo que eu entendo ser mais democrático. Para você ter uma ideia, uma das maiores políticas da história de Rio Bonito, a prefeita eleita Solange Almeida (PMDB), quando veio de Catimbau com cerca de 200 votos, se o número de cadeiras fosse 10, ela não teria sido eleita – ponderou.

Questionado sobre a presidência da Casa, Marquinhos declarou o seu voto ao colega Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB). Derrotado ao cargo de prefeito em 2008 (quando teve Solange Almeida como vice), Reis entrou para historia como detentor da maior votação da história do parlamento municipal de Rio Bonito ao obter 1894 votos. Marquinhos Luanda Car também comentou a sua visita a Brasília, quando Solange ainda estava exercendo o mandato de deputada federal. Ele também defendeu a criação de um setor de projetos, para que o município consiga captar recursos federais e estaduais com maior facilidade.

Escola técnica, investimentos em ensino superior, atenção ao desenvolvimento desordenado, medidas que auxiliem a resolver os problemas da mobilidade nas ruas da cidade, a criação de novas ruas, a contratação de um engenheiro de tráfico para analisar o Trânsito de Rio Bonito, a precariedade do transporte público, não usar o parlamento como emprego, entre outras coisas, são bandeiras defendidas pelo novo parlamentar.
– Eu vim para dar contribuir com a minha cidade e sendo muito franco, eu não estou aqui para iludir ninguém e não quero ficar enrolando o povo. Quando eu puder atender direi sim, quando não eu direi que o pedido está fora do meu alcance. Eu não quero perder a minha vida, a minha privacidade, porque eu tenho os meus filhos, a minha família e quero continuar freqüentando, com tranquilidade, os mesmos lugares – disse.

Desordem não trás progresso, mas poucos sabem disso!

Flávio Azevedo

O Trânsito de Rio Bonito está insuportável, mas os hábitos agressivos e egoístas dos "maltoristas", que parecem viver num eterno "Need For Speed", são irritantes e beiram a falta de Educação. 
De acordo com inúmeros e-mails e telefonemas que chegam a nossa redação, a falta de abastecimento de água se mantém como um dos grandes problemas de Rio Bonito em suas quatro extremidades. Que o riobonitense sempre sofreu com essa questão nós sabemos, mas diante das tantas reclamações, que tendem a piorar no verão, não podemos deixar de agradecer aos nossos políticos por terem, de maneira unânime, entregado a nossa água a CEDAE. Isso aconteceu há cerca de um ano. O argumento para a atitude entreguista foi que o serviço iria melhorar e que a água chegaria ao 2º Distrito, o que até agora não aconteceu.

Também estamos ouvindo muitas reclamações sobre a Segurança. A argumentação é que por conta do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), muitas pessoas de outros centros e regiões do país estão sendo atraídos para os municípios satélites ao empreendimento. O objetivo da migração pode ser trabalhar ou roubar. Contudo, desde 2005, quando nós começamos ouvir falar do Comperj e os seus impactos, ninguém (município, estado e federação) moveu uma palha amenizar as questões que envolvem esse tema.

Fica muito nítido que enquanto os nossos políticos (parecem viver em outro planeta) não dão a devida atenção a esse tema (por preguiça ou desinteresse), boa parte da população sofre de uma “idiopatia” grave. Essa afirmativa pode ser feita sem maiores sobressaltos por qualquer pessoa, porque diante das medidas coercitivas (o agente de trânsito, por exemplo) que precisam ser implantadas, boa parte da sociedade se mantém reticente e apresentam como argumento a manutenção de um modo de vida pacato que já não existe há muito tempo por aqui.

Diante desse cenário pavoroso, onde políticos e povo estão preocupados com o próprio umbigo (vide a compra de votos no período eleitoral), nós podemos concluir, sem receio de estarmos sendo levianos, que enquanto estivermos querendo amarrar o nosso cavalo na porta do comércio em que iremos fazer compras (como acontecia há cerca de 50 anos), as medidas organizadoras não irão acontecer ou encontrarão oposição, sobretudo por parte daqueles que lucram com a desordem.

Que Deus ilumine a cabeça dos próximos governantes. Que eles não pensem apenas em voto e em benefícios próprios. Que a prioridade seja crescer de forma ordenada, progredir de maneira responsável e se desenvolver com sustentabilidade. Que a população cobre dos novos governantes, a criação de postos de trabalho e não de emprego. Que lutem por interesses coletivos e não individuais. Que a grita seja por ações técnicas e não a concessão de boquinhas na máquina pública!

Como diria o trecho da música “Normalista”, de Nelson Gonçalves, “o negócio é esperar”.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Quem matou Américo?

Delegado afirma estar próximo de esclarecer o crime que ocorreu em maio de 2011

Flávio Azevedo

Américo Branco
Um dos crimes que mais mexeu com a opinião pública riobonitense, o assassinato do empresário Carlos Américo de Azevedo Branco (45 anos), ocorrido no dia 23 de maio de 2011, no Centro de Rio Bonito, por volta das 13h, pode ser, de acordo com o delegado titular da 119ª DP, Paulo Henrique da Silva Pinto, esclarecido nos próximos dias. O assunto também foi abordado pelo delegado na última reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS). A reunião ocorreu no último dia 1º de outubro, na Câmara de Vereadores, onde ele comentou o assunto em resposta ao questionamento de um dos conselheiros.

Passados 18 dias, a nossa reportagem voltou a conversar com o delegado sobre as investigações a respeito do crime. Em Rio Bonito, mais da metade das rodinhas e conversas de amigos falam sobre o assunto e já apontam, inclusive, um suposto mandante. Questionado sobre as investigações, o titular da Delegacia de Rio Bonito confirmou que está próximo de anunciar o mandante do crime.
– O que nós podemos dizer é que a investigação é sigilosa... Nós estamos muito próximos de um desfecho... Eu acredito que Rio Bonito já saiba tudo sobre isso... Mas como ainda não concluímos o inquérito, que esperamos terminar nos próximos dias, nós daremos uma satisfação a sociedade riobonitense sobre quem matou, porque matou e qual a vantagem que obteve – destacou o delegado, acrescentando saber que as pessoas estão falando muito sobre o assunto, “as pessoas tem me procurado, tem abordado os meus polícias... A verdade é que nunca fomos tão abordados nas ruas da cidade”, comentou.

Durante a sua declaração, o delegado contou uma parábola ou metáfora. De acordo com ele, “a grande realidade é que quem não deve não teme... Se você nada fez, não tem porque fugir... Enfim esse é o desfecho... Vocês terão algumas surpresas sim, mas nos próximos dias. Vamos aguardar! Nós não queremos falar alguma coisa prematuramente, porque o inquérito ainda está sendo trabalhado”, disse o delegado. Na oportunidade, ele convocou a sociedade a participar com informações sobre o crime.
– Qualquer coisa que você souber sobre o crime, a respeito da conduta da vítima, dos supostos executores e mandante, por favor, comunique a polícia. O contato pode ser feito na Delegacia (2734 – 5098), através do Disque Denúncia (2253 – 1177) e também no site da Polícia Civil (www.policiacivil.rj.gov.br/) e/ou do Ministério Público (www.mp.rj.gov.br/portal/page/portal/Internet/.../Ouvidoria_Geral ou 127). Nós já recebemos cartas anônimas, e-mails, Disque Denúncia... Que a população de Rio Bonito, que ficou tão incomodada com esse crime, colabore informando o que viu ou ouviu sobre essa questão – ponderou.

No Conselho de Segurança

O delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, falou sobre o crime na reunião do CCS de outubro.
Respondendo o questionamento de um dos conselheiros que abordou a morte do Américo e as investigações nessa direção, o delegado começou falando que estava na reta final da investigação, afirmou que tinha provas reunidas num inquérito de cerca de 300 páginas.
– Eu estou convencido da motivação do crime, do mandante, eu já descartei a possibilidade de saidinha de banco e hoje nós temos identificados o mandante do crime, a motivação e depois das eleições nós teremos novidades sobre esse assunto. Depois de conferir contas bancárias, movimentações financeiras, buscando pessoas, nós conseguimos juntar provas importantes – disse o delegado, que criticou a qualidade do serviço de monitoramento da Prefeitura Municipal. Segundo ele, várias pessoas estão envolvidas. O delegado contou que “teve investigado que trabalhava em Rio Bonito, mas ao ser intimado pela manhã, a noite estava transferida para o Espírito Santo”.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

“Programa Flávio Azevedo” recebe vereador eleito Jubinha

Flávio Azevedo

O vereador eleito, Carlos Luis Carvalho de Moraes Júnior, o Jubinha (PSB). 
Numa série de entrevistas que o Programa Flávio Azevedo está realizando com os vereadores eleitos de Rio Bonito, o convidado dessa terça-feira (17/10) foi o representante de vendas Carlos Luis Carvalho de Moraes Júnior, o Jubinha (PSB). Ele iniciou a sua fala agradecendo a vitória que alcançou no último dia 7 de outubro. “Agradeço a Deus, a minha família, a minha noiva e os meus muitos amigos. Todos eles foram fundamentais para que eu conquistasse os meus 921 votos”. De acordo com Jubinha, “a fixa ainda não caiu, ainda estamos na fase de agradecimentos, de visitas, de comemorações e sempre peço que Deus me ajude a conduzir o mandato que eu conquistei”.

Comentando sempre que ninguém ganha nada sozinho e destacando a sua coordenação de campanha, Jubinha afirmou que já está pensando na reeleição e destacou que “o trabalho que vai desenvolver nos próximos quatro anos será determinante para se alcançar ou não esse objetivo”. Ele destacou que a responsabilidade aumenta, frisou que para aumentar de 732 votos para 921 foi importante continuar o seu trabalho de base, de visita aos bairros e principalmente ter a consciência de que deixou de ser pedra para ser vidraça.

Sobre as suas raízes na política, Jubinha comentou a figura do seu pai, o saudoso Carlos Luis Carvalho de Moraes, que teve participação importante na primeira gestão do prefeito José Luiz Antunes (93/96), comentou a figura do seu avô, Aparício Vieira de Moraes e se lembrou do tio Aparicinho, há muitos anos radicado em Rondônia, e um político de grande lastro naquele estado.
– Muita gente disse que eu tive boa votação em 2008 porque a minha irmã era secretária. Esse ano, porém, ela esteve distante, trabalhando na Coordenadoria de Educação de Nova Friburgo, mas eu consegui ser eleito – disse Jubinha, acrescentando que “essa vitória acabou tirando das minhas costas um grande peso.

“Mudar a Câmara Municipal”...

... Essa foi uma das frases do vereador eleito, para quem o parlamento municipal está distante do munícipe. “Isso acabou contribuindo para que ocorresse a renovação do Legislativo riobonitense. As disputas internas também foram determinantes e ficou bem claro que o povo quer mudanças, sobretudo na postura dos nossos vereadores. Nós temos políticos muito experientes no atual quadro da Câmara, mas os vereadores acabaram se distanciando da população”, frisou.

Transparência, honestidade e tratamento igual para todos os vereadores são atitudes e iniciativas que, segundo Jubinha, deve ser o perfil do futuro presidente da Câmara, nome que ele não arrisca apontar. Egos, constantes conflitos, divergências de ideias, orçamento mensal de cerca de R$ 400 mil, disputas internas, vaidades políticas, benesses naturais ao cargo, são alguns dos problemas que serão encarados pelo novo presidente em qualquer época.
– Trabalhar com seriedade e responsabilidade administrativa é outro ponto que seria importante encontrarmos nesse novo presidente da Câmara – destaca Jubinha, reiterando que o aos seus assessores será cobrado trabalho e o quadro deverá, “pelo menos no meu caso”, formado por pessoas capacitadas.