quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Catástrofe na Região Serrana


Ao longo últimos 40 anos, por conta de inúmeros problemas sociais, as pessoas se estabeleceram em morros e encostas por todo o estado do Rio de Janeiro. Preocupados em assaltar os cofres públicos, os políticos (prefeitos, governadores e deputados), não impediram o suicídio coletivo que aconteceu no Bumba, está acontecendo agora em Teresópolis e vai continuar acontecendo nos próximos verões. Sociólogos, estudiosos e outros atores, já sinalizavam para isso, mas não foram ouvidos por quem estava no poder. Eles tinham outros interesses!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Abuso, intolerância e preconceito

Por Flávio Azevedo - Reflexões

A escola de samba paulistana, Acadêmicos do Tucuruvi, afirma ter recebido e-mails com conteúdo discriminatório por causa do enredo escolhido para o carnaval 2011: “Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo: a capital do Nordeste!”. A ideia é homenagear os milhares de nordestinos que migraram para a “Terra da Garoa” e ajudaram a construir a maior capital do país. No dia 17 de dezembro, a direção da agremiação registrou o ocorrido na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

De acordo com o diretor jurídico da Tucuruvi, Carlos Malachim, a decisão de procurar a polícia aconteceu porque não foi um fato isolado. “Os primeiros e-mails foram deletados, mas como o cidadão manda o mesmo texto através de e-mails diferentes, nós decidimos registrar o fato”. As mensagens criticam, segundo o diretor, a escolha do tema para o enredo da escola.

No dia 27 de dezembro, uma mensagem chamou a atenção da Tucuruvi, não só pelo festival de palavrões, mas porque ameaçava “acabar com quem defende o enredo”. Malachim divulgou um trecho do e-mail para a imprensa: “Tomara que esse carnaval seja o pior de todos da escola. É o que desejam todos os paulistas separatistas”. O perturbado que escreveu o texto assina como “São Paulo é meu país”.

Outra mensagem com conteúdo similar foi encaminhada, no dia 7 de dezembro, para a Ouvidoria da São Paulo Turismo (SPTuris), responsável pela organização do carnaval. A polícia paulista tenta chegar ao responsável pelas mensagens, mas todos nós sabemos que a legislação Brasileira em relação a crimes virtuais está na Idade da Pedra.

Eu confesso que fico curioso. Quem seriam esses separatistas? Pertencem a que classe social? São filhos ou filhas de quem? Estudaram em que colégios? Frequentam quais espaços? Conhecem o que da história para se dizerem separatistas? Aliás, esses filhotes da burguesia paulista – a mais complexa do país – sabem o que significa o termo “separatista”? Quais são os valores sociais e familiares que esses indivíduos receberam em casa? Será que eles conhecem os pais?

Na época do atropelamento – que eu prefiro chamar de assassinato – do filho da atriz Cissa Guimarães, o comentarista Arnaldo Jabor, em uma das suas ácidas e verdadeiras reflexões, disse que “no Rio de Janeiro existe o bafômetro, mas o governo deveria criar o machômetro”. O instrumento seria utilizado para identificar os “machinhos ricos”. Confiantes na impunidade e na influência de pais poderosos, eles percorrem as noites cariocas como se estivessem desbravando uma floresta ou participando de um rali. “Não é exibição de riqueza, mas de poder!”, critica Jabor.

Em São Paulo não é diferente. Esses tais separatistas podem ser comparados aos integrantes da Ku Klux Klan, uma organização racista dos Estados Unidos que apoia a supremacia branca e o protestantismo como única religião. Fundada no Tennessee, em 1865, pelo general Nathan Bedford Forrest, o objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados. A intenção do general era não permitir que eles adquirissem terras e outros direitos concedidos aos cidadãos brancos como, por exemplo, votar.

No Brasil, uma análise desses tais separatistas mostra que esses grupos são formados, em sua maioria, por jovens e adolescentes que nunca sofreram privações e/ou necessidades. Eles são filhos de famílias abastadas e ricas que, por incrível que possa parecer, construiram fortuna explorando a mão de obra dos pobres nordestinos que chegavam ao Sudeste fugindo da seca.

Entretanto, o comportamento infantil, egoista, futil, desatento e inconsequente, de pais coniventes e despreocupados, permite que os filhos adquiram ideologias preconceituosas – às vezes, reflexo do que ouvem dos seus progenitores. Num Brasil onde é urgente a necessidade de mudanças, acreditamos que esses filhinhos de papai lucrariam muito mais se gastassem energia com ideologias que contribuissem para transformar o Brasil num país melhor. Contudo, como isso representaria abrir mão de luxos que eles não querem renunciar. É preferível, então, perseguir homossexuais, prostitutas, estrangeiros, índios, pobres e nordestinos!

Vereador Humberto Belgues assume a presidência da Câmara com discurso conciliador

Por Flávio Azevedo

Depois de uma longa novela, onde o enredo principal era a composição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores e a presidência da Casa, o vereador Humberto Belgues (PSDB) assumiu no último dia primeiro de janeiro (sábado), a presidência do Legislativo riobonitense. Assunto principal nas rodas de bate papo, nos últimos dias, a polêmica eleição do vereador parece estar longe de terminar. Entretanto, em entrevista exclusiva a FOLHA, na tarde da última quarta-feira (5), o novo presidente adotou uma postura conciliadora e se disse “esperançoso” quanto às chances de contar com o apoio dos seus opositores.
– Estou na vida pública há muitos anos, já desempenhei várias funções e sei que o diálogo é a melhor forma de se resolver diferenças. Reconheço que essa situação prejudica a população, mas estou aberto ao diálogo com os meus pares, para pormos um ponto final nesse problema – comentou.

Ainda segundo Humberto, “briga não é bom para ninguém”. Ele voltou a lembrar que estava ciente da derrota, já havia conversado sobre isso com o vereador Marcus Botelho (PR), “mas o grupo adversário deixou uma brecha para que eu conseguisse voltar para o jogo e ganhar a eleição”. Ele destacou ainda, que é direito dos seus opositores lutarem pelo que acreditam, “embora não possamos esquecer que política é a arte de saber dialogar”, disse.

Projetos

Questionado sobre os seus projetos na presidência da Casa, o vereador iniciou com um resumo das suas atividades na vida pública. Ele destacou a sua atuação na chefia – local e regional – da antiga Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj), citou a sua passagem na Chefia de Gabinete, da ex-prefeita Solange Almeida, e frisou que durante os seus dois mandatos como vereador acumulou experiência suficiente para gerenciar o poder Legislativo. “Sinto-me preparado!”.

De acordo com o parlamentar, é um desejo antigo dos vereadores a criação de gabinetes mais confortáveis para que as atividades parlamentares sejam desenvolvidas com mais tranquilidade. “Quero realizar algumas mudanças. Um antigo desejo dos vereadores que já passaram por esta Casa, pelos que, hoje, aqui estão, e, certamente, por aqueles que no futuro vão ingressar no parlamento de Rio Bonito é ter condições de trabalho mais dignas”, disse Humberto.

Descentralizar o setor administrativo e político da Câmara é outra intenção do novo presidente. De acordo com ele, um alugado no Centro da cidade, para abrigar o setor administrativo da Casa. “Vamos locar um espaço que ofereça dignidade ao servidor do Legislativo. Aqui, no terceiro andar, nós vamos construir os gabinetes dos vereadores. As salas serão iguais, terão computador, ar refrigerado e toda a infraestrutura necessária para o vereador exercer o seu mandato”, pontuou.

O presidente afirmou que o aluguel será provisório. Segundo ele, nos próximos meses, o prefeito José Luiz Antunes (DEM) vai reformar o segundo galpão da antiga Nadisa e levar para este local, vários serviços e Secretarias que, hoje, funcionam no segundo andar da Prefeitura. “Assim que esse local estiver vago, nós poderemos trazer o setor administrativo da Câmara para esse espaço”, prevê Humberto.

Outras mudanças

Uma ideia defendida por vários analistas políticos da cidade é a reforma da Lei Orgânica do município (de 1990), e do Regimento Interno da Câmara, revisto pela última vez em 1976. O vereador Humberto Belgues concorda e promete se empenhar nessas mudanças. Ele, porém, ressaltou que algumas práticas administrativas da Casa também precisam ser revistas. “A modernidade chegou, mas alguns hábitos que já deveriam mudar permaneceram. Durante a minha administração, nós iremos criar ritos e prazos. A partir de agora, por exemplo, todas as solicitações deverão ser feitas por escrito. Vale destacar que o local de trabalho não é uma extensão da casa”.

Um projeto anunciado com carinho pelo presidente Humberto Belgues é a criação da TV Câmara, uma ferramenta, que segundo ele, “será um marco quando o assunto em pauta for transparência”.
– Através desse instrumento, o cidadão poderá, em casa, ter acesso as sessões e saber o que está acontecendo na Câmara. Nós precisamos dar um passo rumo ao futuro. É preciso trabalhar com transparência e mostrar a atuação dos parlamentares debatendo os assuntos de interesse da municipalidade. Esse será um grande legado que nós vamos deixar para o município – afirmou.

Relação com o Executivo

Embora seja conhecido como um grande opositor do governo municipal, o novo presidente se mostrou amigável para falar sobre a relação que pretende ter com o prefeito José Luiz. “Durante esse problema interno da Casa, algumas pessoas disseram que o prefeito iria interferir, e não o fez. Por outro lado, nós aprovamos o Orçamento com 50% de liberdade para ele remanejar, numa mostra de confiança nele e para quebrarmos o discurso do “deixa o homem trabalhar”.

Ainda sobre a relação com o chefe do Executivo, que o presidente garantiu “será muito boa”, Humberto destacou que as ações precisam ser pensadas.
– Quando você é vereador, a relação com o Executivo é uma. Porém, quando você chega à presidência da Câmara, o parlamentar precisa ter noção das suas responsabilidades e da conseqüência dos seus atos. Mas a relação será boa!”, disse Humberto, revelando que já conversou com o secretário municipal de Fazenda, Marcelo Lessa, “e vamos resolver esse caso do débito da Câmara junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que trazido sérios prejuízos para a Câmara”, concluiu.

Comperj alavanca Habitação e construção civil em Itaboraí

Por Flávio Azevedo

A partir do anúncio da construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí – empreendimento da Petrobras que vai receber cerca de US$ 20 bilhões em investimentos – os setores que mais aqueceram foram o da construção civil e habitação. As construtoras estão investindo em projetos residenciais e comerciais para dar suporte aos novos moradores e trabalhadores que estão chegando aos municípios da região atraídos pelo Comperj.

Está previsto a construção de hotéis, complexos comerciais e condomínios residenciais. A Prefeitura de Itaboraí informa que os investimentos são reflexos do empreendimento da Petrobras. No primeiro ano de implantação do Comperj, para facilitar a instalação do empreendimento e das empresas que estão sendo atraídas para o município, a Secretaria Municipal de Fazenda reduziu o Imposto Sobre Serviço (ISS) de 5% para 2%.

Investimentos

Um dos maiores projetos do município é o Itaboraí Plaza, que está sendo construído numa área de 35 mil metros quadrados e faz parte de um arrojado complexo comercial e residencial. O prédio contará com quatro lojas de departamento, um hipermercado, seis salas de cinema, boliche, universidade, praça de alimentação e 150 lojas satélites. O local contará ainda com duas torres de escritórios, hotel e um condomínio residencial com 1,4 mil apartamentos. Só no setor de shopping os investimentos estão calculados em cerca de R$ 100 milhões. A inauguração, inicialmente prevista para março de 2012, pode ser antecipada para este ano.

Também atraída pelo Comperj, a incorporadora NEP vai lançar em parceria com a Atlântica Hotels International, o Supreme Itaboraí, empreendimento que segue o formato de apart-hotel. O diretor de desenvolvimento da NEP, Cyro Fidalgo, revela que a incorporadora identificou uma forte demanda por unidades hoteleiras e descobriu um modelo de investidores que ainda não havia sido explorado pelo mercado imobiliário da região. O empreendimento contará com 198 unidades de apart-hotel, que terão preço médio de R$ 120 mil e têm previsão de entrega para novembro de 2013.

No próximo mês de abril devem começar as obras do Hellix Business Center, que está avaliado em R$ 65 milhões. A conclusão das obras está prevista para 2013. O empreendimento será composto de 156 sa¬las comerciais, em duas torres; hotel com 108 unidades; 57 lojas; três andares de estacionamento; shopping center; praça de alimentação e heliponto.

Empreendimentos residenciais

Os empreendimentos residenciais também são alvo dos principais investidores da região. A construtora Rossi iniciou, em dezembro, as vendas do Rossi Mais Reserva Imperial, que tem 160 unidades, com preços médios a partir de R$ 167,4 mil. De acordo com a empresa, as obras terão início em junho. Localizado na área central de Itaboraí, a construção contará com dois edifícios de dez pavimentos e oito unidades por andar, com unidades de dois ou três quartos – todos com suíte – e área de lazer completa.

A área de lazer oferece piscinas, redário, sauna seca, espaço de convivência, academia externa, salão de festas, parquinho, churrasqueira, entre outros. Os itens de área de lazer e a localização privilegiada são os principais diferenciais desse projeto.

Segundo o proprietário da REG Engenharia, Euclides Tarre, “o município está crescendo, e a tendência é que os novos empreendimentos acompanhem as novidades do mercado, e ofereçam unidades confortáveis com bons preços”.

Emprego

O pedreiro Reginaldo Costa, 40 anos morador da Serra do Sambê, em Rio Bonito, está trabalhando em Itaboraí desde 2008. “Certamente vou ficar por lá nos próximos anos, porque tem muita obra acontecendo no município”, diz ele. Se num passado recente Rio Bonito exportava mão de obra para a Região dos Lagos, destino dos melhores pedreiros da cidade durante os últimos 15 anos, Itaboraí atualmente está competindo em pé de igualdade.

Segundo Reginaldo, em Itaboraí, os salários para pedreiros são os melhores da região. “Como as oportunidades são muitas e os patrões estão com pressa de terminar as suas obras para atender a demanda da refinaria da Petrobras (Comperj), eles estão pagando melhor para poder ficar com o profissional, principalmente se for uma cara que não deixa furo e aceita fazer umas horas extras”, explica o pedreiro.

Já o servente Jailton de Souza, 23 anos, morador do Bosque Clube, comenta que os empregos estão aparecendo, “mas é importante estudar e se preparar”.
– Depois que eu fiz um curso em São Gonçalo, foi bem melhor para arranjar emprego, porque a primeira coisa que o dono da obra pergunta é se você estudou. Alguns colegas que eu tenho, bons profissionais e de confiança, perderam a oportunidade de trabalhar numa obra em Niterói porque não tinham feito o curso – diz.

O servente termina fazendo um alerta: “tem muita gente que coloca a culpa pela falta de emprego nas autoridades, mas a pessoa também precisa correr atrás. Para terminar o meu curso em São Gonçalo, por exemplo, até dinheiro emprestado eu peguei, mas terminei e já estou trabalhando”.

Exposição volante do Maracanã vai visitar municípios do interior

Flávio Azevedo

A memória do estádio mais famoso do mundo, o Maracanã, vai rodar o estado do Rio de Janeiro através do projeto “Maracanã Sobre Rodas”. O objetivo é incentivar a prática do futebol e levar o clima da Copa do Mundo de 2014, que acontece no Brasil, ao interior do estado. O projeto é coordenado pela Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer.

Enquanto o Estádio Mario Filho (Maracanã) está sendo reformado para o mundial, parte do acervo original do estádio vai compor a exposição que vai percorrer as cidades fluminenses dentro de uma imensa carreta customizada com inúmeras imagens do Maracanã.

De acordo com a secretária estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, o governador Sérgio Cabral (PMDB) determinou que fosse feito grande investimento na cultura esportiva, “porque muitos jovens do interior do estado jamais tiveram a oportunidade de visitar o maior templo do futebol mundial”, contou Lins.

A secretária também informou que em cada parada, serão montados até 12 módulos infláveis para que os visitantes sintam como se estivessem dentro do Maracanã. O visitante vai pisar em grama sintética e verá placas, estátuas e fotografias que contam os 60 anos de história do estádio, que foi construído para a Copa de 1950.

Também serão exibidos jogos e trechos do filme ‘Mário Filho, o criador das multidões’, que conta com imagens de arquivo de legendários craques e partidas históricas e inesquecíveis do arquivo do Canal 100. O público também poderá participar de testes de conhecimento sobre futebol e ganhar brindes.

Sobre o assunto, o secretário municipal de Esporte e Lazer de Rio Bonito, Ronen Antunes, disse que ainda não foi informado sobre o projeto, “mas quando o “Maracanã Sobre Rodas”, passar por Rio Bonito, certamente será muito bem vindo e na medida do possível nós vamos contribuir com esta iniciativa do governo do estado”.

Entrevista com Antonio Marcos, prefeito de Casimiro de Abreu

Por Flávio Azevedo

Iniciando o terceiro ano do seu primeiro mandato, o prefeito de Casimiro de Abreu, Antonio Marcos de Lemos Machado (PSC), ele recebeu o jornalista FLÁVIO AZEVEDO em seu gabinete, na tarde do último dia 30 de dezembro, para fazer um balanço dos dois primeiros anos da sua administração. Ele abordou as dificuldades do início do governo, lembrou “o massacre” que enfrentou dos setores de oposição e de parte da imprensa e revelou que assumiu um município “inadimplente e com várias pendências com o governo federal e estadual”.
O chefe do Executivo também falou sobre as prioridades do seu governo – investimentos em infraestrutura, Saúde e Educação – e comentou sobre a queda de braço com o poder Legislativo. Para o prefeito, “alguns parlamentares, principalmente os de primeiro mandato, estão sendo manipulados por futuros candidatos a prefeito”. Ainda segundo Antonio Marcos, o Orçamento de 2011 (R$ 195 milhões), outro motivo de polêmica com os vereadores de oposição, seria sancionado através de decreto. Os embates políticos, segundo o prefeito, estariam motivando ameaças que ele estaria recebendo por telefone.

Flávio Azevedo – Fazendo um balanço da sua administração, que está entrando no 3º ano, onde o senhor avançou e onde precisa avançar?

Antônio Marcos – Assumimos um município que há 12 anos estava na mão de um grupo. Todos os secretários foram trocados e optamos por pessoas que tivessem perfil técnico. Já há algum tempo, o município estava com a vida financeira irregular. Por isso, nós não conseguíamos convênios com o governo estadual e federal. O município estava inadimplente e somente depois que isso tudo foi organizado nós conseguimos avançar. O nosso principal investimento nesse primeiro mandato é em infraestrutura, que era uma marca negativa de Casimiro de Abreu. Embora nós sempre tivéssemos recebido uma quantidade significativa de royalties, eles não foram investidos como deveriam. Nós estamos trabalhando com recurso menor, porque de 2008 para 2009 nós perdemos cerca de R$ 30 milhões desses royalties. Apesar disso, a nossa prioridade nesse primeiro mandato é infraestrutura, principalmente em Barra de São João, um Distrito importante, porque é próximo a cidades importantes da região, como Cabo Frio e Rio das Ostras. Lá está a história de Casimiro, mas as ruas são de barro, tem vala negra, uma situação que está lá há 150 anos, e eu estou tendo que resolver agora. É uma área turística que deve ter um mínimo de infraestrutura, para que o turista não fique com uma má impressão do município e queira retornar.

FA – Na passagem de cargo, em janeiro de 2009, o ex-prefeito Paulo Dames falou que estava passando uma dívida de R$ 2 milhões. Como está a situação financeira do município hoje?

AM – Eu não vou dizer precisamente os números, porque posso errar. Mas posso garantir que não foi o que encontramos. Eu estou pagando multas, dívidas trabalhistas, coisas que foram acertadas no passado, não foram cumpridas, estão estourando agora e eu estou tendo que acertar. Vários Termos de Ajuste de Conduta (TAC) que não foram cumpridos pelo ex-prefeito. Um deles, por exemplo, foi assinado com o Ministério Público (MP), não foi cumprido, e esse descumprimento gerou uma multa de R$ 28 milhões. O caso está com a Procuradoria Geral do município.

FA – O senhor fala com muita empolgação sobre os investimentos em infraestrutura. Onde serão feitos os maiores investimentos nesse setor?

AM – Posso ressaltar o término da primeira fase da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município, onde foram investidos cerca de R$ 5 milhões. Para fazermos o tratamento de 100% do esgotamento sanitário de Casimiro de Abreu nós precisamos fazer seis bacias e a primeira já está concluída. O Rio São João, hoje, recebe todos os dejetos da cidade e saneando o 1º Distrito, onde está o maior número de habitantes, nós já teremos superado a parte mais difícil do projeto.

FA – A área da Saúde foi o setor mais desafiador nos seus dois primeiros anos de mandato?

AM – No primeiro ano, nós investimos mais do que está previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê a destinação de 15% do orçamento para a Saúde. Apesar disso, as reclamações continuam, porque alguns não conhecem a realidade de outros municípios. Nós reformamos Postos de Saúde em Rio Dourado, Professor Souza, Barra de São João, na Serra, vamos construir quarto novos postos, adquirimos vários veículos, equipamentos, ambulância UTI Móvel e investimos em treinamento para os profissionais do setor. Ou seja, a Saúde avançou bastante. O almoxarifado municipal foi unificado e instalado no prédio do antigo Hospital Nogueira de Souza. Isso tornou o serviço mais ágil e os problemas que existiam de distribuição de material foram solucionados.

FA – E o Hospital Municipal? Quais são os seus planos para que ele alcance o patamar de excelência desejado pela população?

AM – As despesas com o hospital são grandes e a minha intenção é terceirizar a sua administração. É uma experiência que já acontece em São Paulo, deu certo e estamos pretendendo fazer aqui. Nomeei uma comissão, agora, em dezembro, e já estou sabendo que eu poderia investir as verbas dos royalties que são destinados ao município para o hospital. Em janeiro, eu já devo ter o relatório dessa comissão em mãos, para darmos continuidade ao projeto que está sendo discutido internamente.

FA – Por conta das operações policiais contra o tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro, os marginais estariam migrando para o interior do estado. Como o senhor vê essa questão e o que tem sido feito em Casimiro de Abreu na área da Segurança Pública?

AM – Em 2009, bem antes do que aconteceu no Complexo do Alemão, junto com o antigo comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar, nós fizemos um acordo para que fosse criada em Casimiro de Abreu, a 4ª CIA da PM. Disponibilizamos um terreno próximo ao antigo Hospital Nogueira de Souza, o local foi aprovado e o município iria construir essa sede para que não perdêssemos mais a CIA. Esse acordo permitiu que o efetivo de policiais e de viaturas fosse ampliado. Já em relação a Guarda Municipal, que é composta por 150 homens, hoje, ela está bem treinada e dispõe de toda estrutura necessária para atuar com dignidade. A partir de 2011, os nossos guardas vão atuar no trânsito e terão poder de multa para dar melhor ordenamento viário as ruas do município.

FA – Algumas correntes defendem a criação de um novo batalhão da Polícia Militar na região. É consenso que uma mobilização conjunta dos prefeitos, deputados e da sociedade civil organizada da região seria atendida pelo governador. Como o senhor vê essa questão?

AM – A ideia é positiva, o conjunto realmente tem muito mais força do que uma ação isolada, mas eu confesso que ainda não houve essa discussão regionalmente. Porém, eu reconheço que em bloco é muito mais fácil conseguir os nossos objetivos. Inclusive, no Consórcio Intermunicipal da Região do Leste Fluminense (Conleste), que é formado pelos municípios que estão ao entorno do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), esse tema pode ser colocado na pauta de discussão.

FA – Em relação ao Orçamento de 2011, o senhor está tendo problema com a Câmara de Vereadores, que fez mudanças significativas na mensagem original. Com está essa questão?

AM – Os vereadores de oposição perderam uma oportunidade de discutir o Orçamento dentro das audiências públicas que nós fizemos. Pela primeira vez o Orçamento de Casimiro de Abreu foi participativo. Boa parte dele vai para o custeio da máquina, que é muito alto... E o pouco que sobra, eu não estou investindo para satisfazer o meu ego, mas para atender o desejo externado pela população nessas audiências, que não teve a presença de nenhum vereador da oposição. O Orçamento foi encaminhado à Câmara no prazo legal, mas eles não votaram dentro do prazo coerente e apresentaram emendas com o objetivo de atrapalhar o governo e impedir a vontade popular. A Lei Orçamentária foi devolvida fora do prazo ordinário. Com isso, dentro da legalidade, eu irei promulgar o orçamento original e o decreto já está assinado. Se os vereadores acharem que eu estou errado, eles recorram a Justiça, porque eu não vou trazer prejuízo para o município em função da vontade pessoal de cinco vereadores.

FA – Diante destes impasses, o senhor não terá dificuldade para governar?

AM – Se eu quisesse uma Câmara de Vereadores para encobrir coisas erradas, para fazer acordos, eu estaria muito preocupado. Como eu não mando nada errado ou fora da lei para a Câmara, eu fico muito tranquilo. Acho, inclusive, que eles podem me ajudar. Se os vereadores fizerem uma oposição responsável como eu fiz quando estive no Legislativo, eu não preciso temer. O problema é que a oposição de hoje... Bate com a mão esquerda e estica a direita por baixo da mesa.

FA – O senhor era oposição quando fez parte do Legislativo. Agora, como Executivo, como o senhor analisa a postura dos seus opositores?

AM – Volto a dizer que não temo oposição. Nós saímos de oposição para situação, mas alguns tiveram dificuldade para entender isso. O meu vice-prefeito, por exemplo, não conseguiu suportar isso. Nós estamos conversando, mas eu acredito que ele não estava preparado para esta mudança. Se, hoje, ele não está comigo é por causa disso. Outra coisa que não podemos esquecer é que um dia o poder acaba, e eu tenho noção disso. Em todas as experiências da minha vida, eu procurei desempenhar bem o meu papel, e aqui na Prefeitura não é diferente. A minha eleição quebrou uma hegemonia que oprimia a população. Eu comparo aquela fase a uma ditadura. As pessoas tinham medo de quem estava no poder.

FA – Nós temos notícias de que o senhor, nos últimos dias, teria recebido ameaças. O senhor confirma essa informação?

AM – Durante a campanha de 2008, eu andei de colete à prova de bala, usei carro blindado, tinha vários seguranças... Eu não pude comemorar a minha vitória junto dos meus eleitores, porque os meus seguranças me orientaram a não me expor. A minha vitória provou que a máquina não é imbatível. No ano eleitoral (2008) os meus adversários gastaram R$ 6,5 milhões só de combustível. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apurou que eles gastaram cinco mil litros de combustível por dia. Eu gastei, com combustível, durante todo o ano de 2009, R$ 430 mil. Uma nova derrota para eles representa o fim do ciclo. Diante disso, eles ficam apavorados e tentam de tudo. Eu tenho recebido telefonemas sem identificação, onde a pessoa diz do outro lado que eu tenho falado demais, que eu devo tomar cuidado, mas estou habituado a isso e não tenho medo.

FA – Casimiro de Abreu tem uma geografia muito peculiar. O município é cercado por montanhas e praias, e é o destino de muito turistas. Como é administrar um município que tem características tão diferentes?

AM – Existe um bairrismo histórico entre o 1º e 2º Distrito de Casimiro de Abreu. Por outro lado, os moradores de Barra de São João (2º Distrito) tinham razão de reclamar, porque sempre estiveram abandonados pelo poder público. Sabedor dessa diferença, tudo que nós fazemos no Centro, procuramos fazer igual, ou melhor, em Barra de São João. Agora, a localidade vai ganhar uma creche de primeiro mundo, que vai atender cerca de 200 crianças e está sendo construída com recurso próprio. São 947m², uma obra ecologicamente correta, que terá aproveitamento de água da chuva, iluminação natural e 70% dela será revestida em pastilha. Vamos economizar R$ 16 mil com energia elétrica. Também estamos calçando nove ruas e disponibilizamos o serviço de Resgate (ambulância UTI Móvel), que atende casos de média e alta complexidade. Também vamos receber do Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), cerca de R$ 6 milhões para obras. Em 31 convênios com os governos federal e estadual, o município deve receber cerca de R$ 100 milhões, em 2011.

FA – Que outras obras o senhor pode anunciar para o próximo ano?

AM – A construção da praça e 72 casas populares em Professor Souza, a creche e a ponte de Rio Dourado, a ponte do canal do Medeiros, que está sendo esperada há 50 anos pela população; a ponte de Paratis, quatro Postos de Saúde, o calçamento de várias ruas e 60 casas do Programa Minha Casa Minha Vida, que ainda não sabemos onde serão construídas. Também estamos construindo 60 banheiros, com fossa, filtro e sumidouro, na localidade de Palmital, para pessoas que não tinham banheiro em casa. São 60 famílias que viverão com mais dignidade a partir de agora.

FA –Como irá funcionar o sistema de crédito imobiliário que vai beneficiar o funcionalismo municipal.

AM – Acabamos de assinar esse convênio com o Banco do Brasil, na semana passada. Ele oferecerá ao servidor municipal, na compra de imóveis, um tratamento diferenciado com redução de taxas e prazo de 300 meses para pagar a dívida. A análise do servidor será feita pelo banco. Também ficou acertado que o servidor só poderá comprometer 30% do salário nessa operação.

FA – Como integrante do Conleste, com o senhor está preparando o município para absolver os impactos, positivos e negativos, que serão gerados pelo Comperj?

AM – Os investimentos em Educação tem sido significativos na minha gestão. Recentemente mudamos o Plano de Cargos e Carreiras de todo o magistério, acabamos com as gratificações e implantamos um salário único. Aumentamos a Regência dos professores em 25%, compramos ônibus para o transporte de alunos, reformamos as 20 unidades escolares do município, assinamos convênios com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), que garantiu 45 vagas anuais para os alunos da rede pública. Também criamos o Pré-Cefet, para preparar os alunos de escola pública que queiram ingressar no Cefet.
Nós também assinamos um protocolo de intenções com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), temos 16 ônibus transportando cerca de 900 universitários para várias universidades e concedemos cerca de 500 bolsas de estudo, de nível técnico (Bolsa Auxílio) e superior (Bolsa Estágio). Esses estudantes prestam serviço para a Prefeitura, com carga de 20h semanais. Eles recebem a bolsa e muitos deles acabam se tornando funcionários. Acreditamos que esses projetos, principalmente aqueles que são destinados aos jovens, são investimentos em qualificação para que eles possam estar preparados para disputar as vagas de emprego que serão oferecidas pelo Comperj.

FA – A BR–101 deve trazer, com a duplicação feita pelo projeto atual, sérios transtornos aos casimirenses. Como está essa situação?

AM – Quando eu tive acesso ao projeto de duplicação do trecho que corta Casimiro de Abreu, nós percebemos que o município seria prejudicado. Durante uma reunião para tratar do assunto, com representantes do DNIT e da Autopista Fluminense, eles me disseram que o projeto foi discutido em Brasília por muito tempo, mas Casimiro de Abreu nunca se fez representar nessas discussões. Quando eu assumi a Prefeitura em 2009, as obras já estavam licitadas e aprovadas. É possível mudar? Eles disseram que sim, mas agora é muito mais complicado. Numa audiência pública que foi feita com a população, eles deixaram claro que todas as mudanças solicitadas pela Prefeitura estão sendo analisadas, discutidas, mas o que está em execução é o projeto original.
Diante disso, um cidadão fez um movimento junto a entidades ambientais e impediu o início das obras. Porém, quem está ganhando com essa paralisação é a concessionária, porque o pedágio está sendo cobrado do usuário da rodovia, mas os benefícios não estão sendo oferecidos. Outro problema é a direção da Reserva Biológica União, que não concorda com a utilização da faixa de domínio da rodovia. Eles defendem a construção de um novo trajeto para a BR–101, num trecho de 8 km, passando por fora da Reserva.

FA – Que mensagem o senhor deixa para o casimirense?

AM – O meu desejo é que a população de Casimiro de Abreu tenha um Ano Novo repleto de realizações!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Acidente em Casimiro de Abreu para a BR - 101

Por Flávio Azevedo


Um acidente envolvendo dois caminhões, no Km 208, da BR – 101, altura de Casimiro de Abreu, parou a rodovia, nos dois sentidos, por cerca de três horas, na manhã de terça-feira (4 de janeiro). O trânsito foi liberado pouco depois das 15h. O congestionamento chegou a sete quilômetros nos dois sentidos.

Apesar de ter sido um acidente leve, sem gravidades, a rodovia foi interditada porque um dos caminhões transportava gás e havia risco de explosão. Equipes da Companhia Estadual de Gás (CEG) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) monitoraram as condições de armazenamento e para a liberação da rodovia.

Desvios foram feitos por Rio das Ostras para quem seguia no sentido Niterói e em Silva Jardim, pela RJ 140, para os que seguiam em direção ao norte do estado.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Chuva causa desabamento e morte em Petrópolis/RJ


Após o desabamento de uma casa que causou a morte de três crianças em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na madrugada do dia 4 de janeiro, a Defesa Civil do município interditou outras quatro residências que ficam próximas ao local do acidente por estarem em área de risco.

De acordo com a prefeitura, devido ao perigo de novos deslizamentos, os moradores foram aconselhados a procurar novas moradias. Cerca de 15 pessoas estão desalojadas. Um abrigo foi montado na Creche Vista Alegre, próxima ao local do acidente, para receber as pessoas que não tenham um local definido para ficar.

O coordenador da Defesa Civil de Petrópolis, o coronel Carlos Francisco de Paula, informou que há oito dias chove na região e isso prejudicou ainda mais o solo. "A casa (que desabou) tinha uma estrutura fragilizada, sem alicerces, sem colunas. Ela deslizou por conta da fragilidade do solo", disse ele.

Um vizinho da família que teve a casa destruída resgatou o cachorro, depois da retirada dos corpos das três crianças. Outras cinco pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.

Nélio Miguez contou que só ficou sabendo da tragédia de manhã cedo, porque a casa fica cercada de barreiras e não tinha como ouvir. "Só quando cheguei de manhã que eu vi essa cena. Aí já sabia que tinham três embaixo da terra", lamentou.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Petrópolis encontraram, por volta das 12h40, desta terça-feira (4), o corpo da terceira criança. A informação foi confirmada pela prefeitura da cidade.

Ainda de acordo com a prefeitura, as vítimas são Suelen Cipriano Botelho, de 14 anos, Lívia Dias Botelho e Jussara Botelho, ambas de 8 anos, encontradas na comunidade de Mata Cavalo, em Araras. Jussara havia completado 8 anos no último domingo (2) e Suellen era tia das duas meninas. A família estava dormindo no momento do desabamento.

A prefeitura informou ainda que outras cinco pessoas da mesma família conseguiram escapar com vida do desabamento, sendo dois adultos – Hamilton Cipriano, de 65 anos; Selma Botelho, 47 – e três menores, identificados como Cléber, 3, Josué, 9, e Adélia, 16.

Fonte: G1

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sérgio Cabral anuncia que o deputado Paulo Melo será o presidente da Alerj no biênio 2011/2012

Por Flávio Azevedo


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou nesta segunda-feira (3 de janeiro), pelo Twitter, que fez um acordo com os deputados Paulo Melo e Domingos Brazão, que disputavam a presidência da Assembleia Legislativa (Alerj). Segundo o governador, o deputado de Saquarema será o presidente no primeiro biênio (2011/2012) e Domingos Brazão assumirá o cargo no segundo biênio (2013/2014).

O chefe do Executivo fluminense se disse feliz com o acordo entre os deputados, ambos de seu partido. “Estou muito feliz! Acabo de fazer uma reunião com os deputados Paulo Melo e Domingos Brazão. Temos acordo para a presidência da Alerj. Paulo Melo no primeiro biênio e Brazão no segundo”, disse Cabral em seu perfil oficial do Twitter (@SergioCabralRJ).

O governador anunciou também que contará com o apoio de ambos os deputados para a aprovação de uma alteração no estatuto da Alerj para impedir que um mesmo deputado possa se reeleger na presidência da Casa no mesmo mandato. “E a concordância de ambos na mudança no marco legal que impeça reeleição para presidência da Alerj no mesmo mandato", disse.

Paulo Melo foi o líder do governo na Assembleia Legislativa durante os quatro anos do primeiro mandato de Cabral. Ele substituirá Jorge Picciani, candidato derrotado ao Senado nas eleições de outubro. Picciani presidiu a casa nos últimos oito anos.
Domingos Brazão irá começar em 2011 seu quarto mandato como deputado estadual. Sua candidatura contava com o apoio de políticos do baixo clero, ou seja, daqueles vinculados a partidos de menor expressão política.

As eleições ocorrem no próximo dia 1 de fevereiro e tradicionalmente é eleito o candidato único indicado pelo partido com maior número de deputados.

Polêmica

O deputado estadual Paulo Melo (PMDB) se envolveu em polêmica quando fechou o Centro Social Integração, que mantinha no bairro de Porto da Roça, próximo ao distrito de Bacaxá, em Saquarema, reduto do parlamentar, depois que a sua esposa, Franciane Melo (PMDB), foi derrotada nas eleições de 2008. A candidata confirmou em entrevista ao site SRZD que o centro social foi fechado, e explicou o motivo. “O centro social foi fechado porque eu perdi a eleição”, disse a candidata.

Em entrevista à Rádio Serra e Mar, o deputado fez um duro discurso, no qual disse que a população de Saquarema foi ingrata com o trabalho desenvolvido por ele e que seria difícil qualquer tipo de composição com o novo prefeito, caso Dalton venha a assumir o posto. O centro social amanheceu com a placa: “fechado por motivo de ingratidão”.

Na ocasião, Paulo Melo, que presidia a Comissão de Ética da Alerj, alegou que o centro social já estava parado, já que não funciona durante o período eleitoral. Melo afirmou ainda que a placa com os dizeres “fechado por motivo de ingratidão”, afixada na fachada do centro, foi colocada por seus adversários políticos na região.
– Nas cidades do interior, as disputas políticas são muito acirradas. Eu não coloquei placa nenhuma, e já mandei tirá-la. A placa foi colocada no local pelos meus adversários – disse.

Fonte: O Dia e SRZD
Fontes: http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/1/paulo_melo_sera_o_novo_presidente_da_alerj_134782.html
http://www.sidneyrezende.com/noticia/20166

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mulher do vice-presidente rouba a cena na cerimônia de posse de Dilma Rousseff

Por Flávio Azevedo

Enquanto muita gente questiona a preferência sexual da presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer mostrou que aprecia o sexo oposto e tem muito bom gosto. Até então desconhecida, a esposa de Temer, a bela Marcela Tedeschi Temer, atraiu a atenção dos brasileiros durante a cerimônia de posse que aconteceu hoje (1º de janeiro de 2010), em Brasília.

Advogada, ex-miss e 42 anos mais nova que o vice-presidente, ela despertou a curiosidade dos que assistiam à cerimônia de posse e assunto foi um dos mais comentados na internet. A vice-primeira-dama chegou ao segundo lugar nos trending topics do Twitter (lista dos assuntos mais comentados no microblog) no Brasil.

Temer se casou com Marcela em 26 de julho de 2003 em uma cerimônia discreta, para apenas 12 convidados, após menos de um ano de namoro. A jovem, então com 20 anos. Juntos há sete anos, o casal tem um filho, Michelzinho, de dois anos.

A esposa de Michel Temer entra para o rol das belas mulheres de políticos importantes do cenário nacional. Por exemplo, Maria Thereza Goulart, uma das mais belas primeiras damas do Brasil. Ela era esposa do ex-presidente João Goulart.

Do mundo da moda para Brasília



Jovem de classe média do interior paulista, Marcela Tedeschi sempre gostou do mundo do glamour e da moda. Filha de um microempresário e de uma dona de casa, ela começou a trabalhar em 2002 como recepcionista de um jornal da cidade de Paulínia, a 126 km de São Paulo. Alta, magra e bonita, a jovem tinha o sonho de ser modelo.

Convidada pelo dono do jornal, que organizava concursos de beleza, Marcela disputou naquele ano o título de miss Paulínia e terminou com o segundo lugar. Pouco tempo depois, tentou o miss Campinas, do qual saiu vitoriosa, com uma das 32 vagas para disputar o Miss São Paulo. Foi vice-campeã, mais uma vez.

O casal quer adquirir parte das imagens que existem de Marcela em sua época de miss. A assessoria de Temer tenta comprar em Paulínia 17 fotos dela. Em uma delas, a esposa de Temer aparece num maiô comportado, traje típico das misses.

Fonte de pesquisa: O Dia