terça-feira, 5 de outubro de 2010

Recanto e Mato Alto jogam a 1ª partida da Copa Rio Bonito

Flávio Azevedo

Com as equipes completas, Mato Alto e Recanto entram em campo no dia 10 de outubro (domingo), no estádio Alfonso Martinez, no Cruzeiro, às 15h, para disputar o título da Copa Rio Bonito de Futebol Amador, que será decidido em duas partidas. O Mato Alto se classificou depois de dois empates contra o Rua C (2x2 e 1x1). Já o Recanto se classificou beneficiado com a eliminação do Nova Cidade. A Liga Riobonitense de Desportos (LRD) decidiu eliminar a equipe do 2º Distrito da competição, porque torcedores do Nova Cidade invadiram o campo durante a primeira partida da semifinal (23/09). O jogo, que aconteceu no estádio Carlos Gonçalves, no Motorista, estava empatado em 1x1 e foi interrompido aos 30min do 1º tempo.
Durante a reunião da última terça-feira (5), na sede da LRD, no Centro, os representantes de Mato Alto e Recanto demonstraram confiança em suas equipes. Segundo o dirigente Marcelo Mendonça, do Recanto, o jogador Pará, que havia sido suspenso por ter sido expulso na partida contra o Nova Cidade, vai jogar amparado por um efeito suspensivo. O Mato Alto vai a campo com Fábio, Wallace, Dinho Vinícius, Reginaldo e Andinho. Edileno, Henrique, Marlon, Nego e Júnior. Já o Recanto joga com Diego, Júlio César, Claudinho, Tiago e Luciano; Xeroca, Pará, Dadá e Rodrigo; Guida e Diego.

Polêmica

A diretoria do Nova Cidade não concordou com a eliminação e teria entrado com recurso na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) pedindo que a decisão do presidente em exercício da LRD, Renato Melo, seja revogada. Na reunião da última terça-feira, os representantes da equipe estiveram na LRD e confirmaram que estão recorrendo, “por não concordarmos com a decisão da Liga, que deveria ter sido tomada por uma junta disciplinar”, disse o técnico Jair Prestes.
O presidente em exercício da LRD, Renato Melo, afirmou que está tranqüilo e não acredita que exista alguma determinação da FERJ contrária a sua decisão.
– Qualquer recurso que o Nova Cidade trouxer à Liga, eu vou aceitar, mas a Ferj não tomará nenhuma decisão favorável ao Nova Cidade, porque os documentos do clube foram rasgados pelo presidente Paulo Martins na reunião do dia 23 de setembro – disse Renato Melo, mostrando os documentos rasgados aos demais representantes.
O técnico do Nova Cidade, Jair Prestes afirma que essa decisão deveria ser tomada por uma Junta Disciplinar. Ainda segundo Jair, o advogado Almir Pintas, presidente do Castelo, clube que já há alguns anos está em litígio com a LRD, está auxiliando a diretoria do Nova Cidade. Por telefone, o advogado confirmou que houve uma conversa, mas não garantiu que vai assumir o caso.
– Como eu não estava acompanhando a competição, não conheço regulamento e não estou por dentro dos problemas que envolvem esta questão. Assim, não posso falar nada a respeito – analisou o advogado.

Bate Boca

Frente a possibilidade do presidente Paulo Martins estar sendo influenciado por terceiros e por isso teria tomado a iniciativa de rasgar os documentos do Nova Cidade, o técnico Jair Prestes defendeu o dirigente. “Ninguém é influenciável, Isso não teria aconteceu”. Mas o dirigente do Recanto, Marcelo Mendonça afirmou que existe esta possibilidade e acusou Jair de ser uma pessoa que exerce influência sobre os outros. “Você, por exemplo, quando aconteceu a invasão do campo (no Motorista), estava estimulando as pessoas agredirem o nosso jogador (Pará). Nós ouvimos você dizer que era ele tinha que apanhar. Você é corneteiro!”, esbravejou o dirigente do Recanto.

Violência no Esporte

Por Flávio Azevedo - Reflexões

No Brasil, o futebol é uma grande paixão. Algumas correntes apontam esse desporto, amado por pessoas de toda e qualquer classe social, como um grande aglutinador de massas. Além do amor que o torcedor tem pelo clube, nós também podemos apontar a dedicação dos dirigentes de futebol amador, que geralmente dedicam os seus fins de semana organizando os seus clubes, onde atuam como presidente, roupeiro, massagista, tesoureiro, segurança, pai, conselheiro, técnico, e, às vezes, jogador.

Esse retrato é encontrado com maior frequência nos bairros mais humildes, onde, quase sempre, o campinho da localidade é a única opção de lazer. Além dos times de várzea, também temos os clubes tradicionais, onde, geralmente, a política interna é tão acirrada quanto a política partidária dos municípios. Eu tenho grande admiração por alguns desse meio, porque a falta de apoio, a ausência de recursos, de formação acadêmica etc., não os atrapalha. É comum, inclusive, que a família, o trabalho e outros afazeres sejam sacrificados em nome desta paixão.

Contudo, já há algum tempo, a violência vem incomodando a expansão do esporte e a adesão de novos torcedores. Vale ressaltar ainda, que esta situação não é privilégio apenas do desporto amador. Também não é particularidade do futebol. Por exemplo, no último mês de agosto, uma partida de basquete, entre Grécia e Sérvia (foto), terminou em socos, pontapés, cadeiradas e um jogador ferido. Detalhe: era um “AMISTOSO” (já pensou se fosse valendo?). É lógico que isso inibe e afasta o público, que opta por assistir os jogos em casa, onde terá mais conforto e distância da violência.

O futebol, por exemplo, é um esporte onde o contato físico é inevitável. Por conta disso, não são poucos os estudiosos que se dedicaram a estudar essa modalidade esportiva, classificada por algumas correntes como violenta. Entretanto, episódios de violência nas arquibancadas são bem mais comuns do que dentro das quatro linhas. Em Rio Bonito, além da tradicional incompetência e dos interesses escusos que transitam no setor esportivo, os episódios de violência viraram moda.

No último dia 19 de setembro, no estádio Carlos Gonçalves, no Motorista, em partida válida pelas semifinais da Copa Rio Bonito de Futebol Amador, dezenas de torcedores do Nova Cidade invadiram o gramado e perseguiram o jogador Pará, atleta da equipe adversária (Recanto). O jogador fugiu do estádio. A partida foi encerrada aos 35 min. do 1º tempo, quando o placar era de 1x1.

No domingo seguinte (26), na final da 2ª Copa Ollé de Futebol Amador, no fim da partida entre Castelo e Rio Vermelho (o Castelo venceu por 1x0 e foi campeão), que disputavam o título da competição, insatisfeitos com a atuação do árbitro Edson Fonseca, o Joelhão, dezenas de torcedores do Rio Vermelho invadiram o gramado do estádio José Alves Ventura, no Rio Bonito Atlético Clube. A justificativa – se é que ela existe – era de que o árbitro teria prejudicado o Rio Vermelho.

Sobre estes fatos as reflexões são muitas. Opiniões interessantes como das doutoras em Psicologia Maria Cristina Chimelo Paim e Marlene Neves Strey. Elas afirmam que no momento em que uma pessoa participa de uma torcida organizada, ela se constitui de várias emoções, muitas vezes, reprimidas pelos meios sociais do dia-a-dia. Ainda segundo Paim e Strey, uma vez dentro da torcida, o indivíduo demonstra a sua real identidade e age de uma forma que não faria isoladamente, aproveitando a ocasião para extravasar todo sentimento de impotência e frustração pessoal.

Outros estudiosos, como o respeitado Afonso Antonio de Machado (foto), autoridade na área de Educação e Esporte, afirmam que a reação agressiva é instintiva e ocorreria em conseqüência da frustração do indivíduo não ter conseguido superar um obstáculo (o adversário). Dessa forma, a postura agressiva e violenta do torcedor pode ter sido originada, não da situação do jogo, mas do meio social. Como é a vida do torcedor agressivo? Ou seja, em casa, no trabalho, ou em qualquer relação, ele é um vitorioso ou um derrotado?

Bem, diante deste cenário, concluímos que vivemos um período de grande retrocesso, porque com raríssimas exceções, as autoridades, os clubes, os dirigentes, os atletas e também o torcedor, aproveitam a paixão pelo Esporte, sobretudo o futebol, que é apaixonante e mobiliza multidões, para utilizá-lo como instrumento educativo. Aliás, o momento ideal para estimular valores que farão o futuro cidadão ter mais vitórias e menos derrotas é na infância. Por isso, a importância de se incentivar as categorias de base, geralmente povoada por inescrupulosos e interesseiros.

No Brasil, amador ou profissional, o Esporte já deveria estar sendo gerenciado com mais profissionalismo pelas entidades organizadoras, com mais seriedade pelos clubes, com mais criatividade pelos dirigentes, com mais empenho pelos atletas, com mais respeito pelo torcedor e com mais transparência e pela imprensa. Ou seja, todos nós somos protagonistas desse espetáculo que pode alienar ou educar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Entrevista com o prefeito de Rio Bonito José Luiz Alves Antunes

Por Flávio Azevedo

Superada a turbulência enfrentada em 2009, por conta da crise econômica que atingiu o Brasil e o mundo, o prefeito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes (DEM), comemora o momento favorável da sua administração. Além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Destacamento do Corpo de Bombeiro Militar (DBM), inaugurados no último dia 24 (sexta-feira), o chefe do Executivo anuncia outras obras “que serão importantes para o crescimento e desenvolvimento do município, e também para dar mais qualidade de vida ao riobonitense”. Durante a entrevista que concedeu ao jornalista Flávio Azevedo, na última quarta-feira (29), na sede da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), no Centro Administrativo, em todas as suas respostas o prefeito fez questão de ressaltar as parcerias do município com os governos federal e estadual.

Folha da Terra – Sem dúvida a UPA (foto)foi um grande reforço para a Saúde da população de Rio Bonito. Como o senhor analisa esse benefício?

José Luiz – Trata-se de uma grande conquista para Rio Bonito, principalmente por causa dos equipamentos que ela (a UPA) oferece à população, que são modernos e dotados de tecnologia de ultima geração, que certamente representam desenvolvimento e modernidade em nosso município. As 40 unidades inauguradas pelo governo do estado têm essa característica. Eu estava presente na inauguração da primeira UPA, que aconteceu na Maré, no Rio de Janeiro, em 2007, e achei tão importante que enviei um ofício ao governo do estado solicitando uma unidade para Rio Bonito. A chegada da UPA é fruto da nossa parceria com os governos estadual e federal. Não posso deixar de destacar o empenho do vice-prefeito Matheus Neto, da secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra, e também da ex-secretária Mônica Figueiredo, que estava na secretaria quando começamos buscar esse benefício para a nossa cidade. Certamente a UPA vai representar mais qualidade de vida, crescimento e desenvolvimento para Rio Bonito, para Silva Jardim e Tanguá, que também serão atendidos.

FT – Um dos grandes desafios de qualquer governante é a geração de empregos. Quantos foram gerados com a implantação da UPA?

JL – São cerca de 150 empregos diretos. Ou seja, além de melhorar a qualidade de vida da população, a unidade representa a geração de empregos diretos. Mas não podemos nos esquecer dos empregos indiretos, que são gerados através das empresas que prestam serviço a UPA.

FT – Outro benefício importante, também inaugurado no último dia 24, foi Destacamento do Corpo de Bombeiros (DBM). Qual a importância dessa conquista para o município?

JL – Eu convido o riobonitense para conhecer a UPA, mas também o DBM (foto). Todos nós conhecemos as nossas dificuldades quando ocorriam acidentes de trânsito, já que nosso município é cortado por duas rodovias importantes, a BR–101 e a ViaLagos (RJ – 124), e também quando aconteciam episódios de incêndio, afogamento, deslizamentos de terra e enchentes, como presenciamos recentemente. Os homens do Corpo de Bombeiros demoravam a chegar, porque as viaturas vinham de outra cidade, o que não vai mais acontecer. As viaturas do nosso DBM estão equipadas, assim como a UPA, com instrumentos modernos que atenderão com eficiência as nossas necessidades. A implantação deste destacamento vai permitir, inclusive, que os seguros feitos em Rio Bonito sejam mais baratos. Por isso, considero outro marco na história da cidade.

FT – Com a implantação da UPA e do Corpo de Bombeiros, como o senhor analisa o papel do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) na Saúde do município?

JL – A implantação da UPA e do Corpo e Bombeiros valoriza a área de Saúde do município, e, principalmente o HRDV (foto), que a partir de agora vai se dedicar ao atendimento aos pacientes de alta complexidade. Esperamos o anúncio nas próximas semanas, da inauguração das obras do tão sonhado Centro de Terapia Intensiva (CTI), do HRDV, que foi viabilizado através de parcerias com a Prefeitura de Rio Bonito, que doou R$ 300 mil, e também com recursos do governo do estado. Também vamos destacar o Centro de Oncologia, que será implantado onde funcionava o ambulatório do hospital. O município é o mediador entre o HRDV e a Onko Sol, (empresa especializada na prevenção, diagnóstico e tratamento quimioterápico do câncer, estabelecida em Cabo Frio), que representa outro marco da nossa gestão. A pessoa acometida de câncer, uma doença muito cruel, hoje, tem que se deslocar até o Rio de Janeiro para se tratar, o que debilita ainda mais a sua saúde. Mas essa realidade vai mudar. No meu primeiro mandato (92/96), nós trouxemos a Clínica de Doenças Renais (CDR) para Rio Bonito, para atender as pessoas que fazem hemodiálise, agora, estamos trazendo o Centro de Oncologia.

FT – Um marco da sua administração é o Centro Administrativo, construído no antigo prédio da Nadisa, na Praça Cruzeiro. E o segundo galpão (foto), quais os seus planos para ele?

JL – Aquele prédio era preocupante e crítico. Eu ficava preocupado, porque aquele local poderia ser invadido, o que traria uma repercussão muito negativa para a nossa cidade. Desapropriei aquela área e criei o Centro Administrativo, que recebeu vários setores da administração municipal. O novo espaço nos permitiu economizar com os aluguéis, que foram reduzidos em 50%. Através da nossa parceria com o governo do estado, nós estamos com um projeto aprovado para o outro galpão, que poderá contar com um Centro de Convenções. Também estamos estudando a construção de um ginásio poliesportivo, para formar atletas que poderão participar das Olimpíadas de 2016. Isso certamente vai atrair empresários e gerar empregos. Eu não penso em fazer Rio Bonito crescer em número de habitantes, mas em qualidade de vida para aqueles que já estão estabelecidos no município.

FT – Também por conta da geração de empregos, o Condomínio Industrial provoca muitas expectativas. Como estão os investimentos no local?

JL – É uma área de 1 milhão m², que tem como principal objetivo gerar empregos. Junto com o governo do estado, nós estamos fazendo as obras de pavimentação e drenagem da Via Verde (foto), a estrada que liga o Green Valley ao Basílio, que representa investimento em infraestrutura para o Condomínio Industrial. São 6,5km de pavimentação. Neste espaço, nós separamos um trecho para expansão urbana, porque o nosso objetivo é descentralizar os setores do município, que, hoje, estão localizados num raio de 100m. Fórum, Ministério Público, Prefeitura, Delegacia, agências bancárias, entre outros órgãos, tudo funciona muito próximo, e nós achamos que isso contribui para inchar o Centro da cidade. Essa descentralização vai permitir que o município possa se expandir e crescer de forma mais ordenada.

FT – Está prevista a construção de uma ponte sobre o Rio Bonito, ligando o Condomínio Industrial à localidade de Cachoeira dos Bagres (foto). Quais os benefícios deste investimento?

JL – Esse é outro benefício que não é importante apenas para o Condomínio Industrial, mas também para quem mora ou trabalha na área de Cachoeira dos Bagres, porque facilitará o escoamento da produção rural daquela região. Por causa da erosão, existe a possibilidade da ponte não ser construída no local onde foi construída a antiga. Outro ponto a ser pensado são as famílias que moram ali naquele trecho, que deverão ser removidas, mas da melhor maneira possível.

FT – O Parque Aquático (foto), dentro da área do Condomínio Industrial, tem causado muita polêmica. Como está esta questão?

JL – A Procuradoria Geral do Município entrou com um pedido de reintegração de posse, para nós recuperarmos aquela área de 100 mil m². Recentemente, eu estive com a diretoria do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb) visitando o local e analisando a possibilidade de criarmos ali um espaço de lazer para o funcionalismo municipal. Também pensamos em criar naquele trecho, aproveitando, inclusive a estrutura já existente ali, um complexo esportivo que seria responsável pela formação de atletas.

FT – Já começaram as obras da Delegacia Legal, no Green Valley. Quando será inaugurada e qual o destino do prédio da antiga delegacia?

JL – Essa é outra conquista de nossa administração, através da parceria com o governo do estado. Ela está sendo implantada nesta área de expansão urbana do Condomínio Industrial. A Delegacia Legal será responsável por investimentos importantes para a Segurança do município. Quando nós fizemos essa parceria estávamos também em busca da antiga delegacia, que nós iremos transformar em Casa da Cultura. Esse é outro ganho que para mim representa qualidade de vida para os riobonitenses. A obra tem previsão de ser concluída em seis meses. Como já tem dois meses que começou, acredito que em janeiro, ela esteja sendo inaugurada.

FT – Desde quando assumiu o seu segundo mandato, em 2005, o senhor vem negociando com a diretoria da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), a cessão do antigo prédio da estação e a mudança do pátio de manobras, que o senhor aterrou há algumas semanas, para o Condomínio Industrial. Como está esta situação?

JL – Quando assumi a administração do município, em 2005, percebi que havia sérios problemas envolvendo a ferrovia que corta o município, principalmente no Centro da cidade. Nós recorremos a todos os órgãos competentes, mas não fomos atendidos. Eu costumo dizer que a antiga estação ferroviária é, hoje, o prédio mais feio de Rio Bonito. Em várias reuniões com os representantes da FCA, nós tentamos a liberação do pátio de manobras para estacionamento dos veículos. Até que recentemente, quando nós decidimos aterrar o local (foto), as negociações recomeçaram, a FCA nos procurou e está tentando resolver essa questão. Quanto ao prédio da antiga estação, o nosso plano é abrigar a Biblioteca Municipal naquele local. No projeto, preparado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, nós reservamos um espaço para atender aos taxistas que fazem ponto na Praça Dr. Astério Alves de Mendonça, que terão uma sala de espera bonita e confortável para seus clientes. O projeto que apresentamos para a FCA nestas novas negociações prevê ainda, a construção de um estacionamento e urbanização de todo espaço, do Mercado Municipal até a parte de trás da Rodoviária.

FT – Outra realização aguardada pelo riobonitense é a conclusão das obras da escola que está sendo construída na entrada da localidade da Caixa D’Água. Como será essa unidade?

JL – Ali nós estamos construindo a maior escola do município, que tem como principal objetivo desafogar a Escola Municipal Paulo Pffeil, única unidade municipal do Centro da cidade. Uma unidade que depois de pronta poderá receber até 5,4 mil alunos. A obra será realizada em duas etapas (foto). Na primeira, nós vamos construir o primeiro e o segundo pisos. Posteriormente, o terceiro e quarto. No primeiro andar vão ficar a secretaria, o setor administrativo, o refeitório, a cozinha e os setores que organizam o funcionamento da unidade. No segundo piso, nós teremos 15 salas de aula e os sanitários. A nossa ideia é entregarmos a primeira parte em fevereiro de 2011, já no inicio das aulas. A segunda parte, o 3º e 4º pisos, cada um com 15 salas, nós pretendemos entregar no outro ano, ainda na minha gestão. A escola também contará com rampas para atender alunos portadores de necessidades especiais

FT – Como estão as obras das Casas Populares que serão destinadas às pessoas que ficaram desabrigadas por causa das chuvas que atingiram o município em 2008 e 2009?

JL – Em parceria com o governo do estado, nós estamos concluindo a construção das 90 casas em Parque Andréia. Através de convênio com o governo federal, outras 27 unidades serão construídas no mesmo local. Já no Green Park (foto), nós estamos construindo 5 blocos, que terão seis apartamentos cada um (com o R$ 1 milhão doado pela Alerj, em 2009). Ao todo serão 30 apartamentos. O mais importante, porém, é que nós vamos oferecer estas moradias com toda infraestrutura necessária, como água, energia elétrica, saneamento e urbanização.

FT – Que outras realizações o senhor pode anunciar para os próximos meses?

JL – São muitas as localidades que serão beneficiadas nos próximos meses. Em Tomascar, nós já terminamos o calçamento de paralelepípedo e nas próximas semanas nós vamos inaugurar. Estão em execução, na localidade do Bambu, em Nova Cidade, obras de drenagem e pavimentação. Também teremos obras no Boqueirão e em Vista Alegre, na localidade de Boa Esperança. Nas próximas semanas serão iniciadas as obras de recuperação da Rua Monteiro Lobato (Centro), da Estrada Velha da Posse (Mangueira), da estrada de Rio Vermelho (foto)e de Nova Cidade. Outra realização importante será a pavimentação da estrada da Viçosa.

FT – Outra cobrança, sobretudo do setor comercial, é a sinalização vertical e horizontal das ruas do município. Como está esse projeto?

JL – Com uma simples modificação, no Centro da cidade, a demarcação das áreas de carga e descarga e de estacionamento de motos, que foi uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, o trânsito já apresentou uma melhora significativa. Mas em parceria com o governo federal, através do senador Francisco Dornelles (PP), nós conseguimos um recurso da ordem de R$ 500 mil para fazermos toda sinalização da cidade. Já está tudo aprovado, faltando apenas Caixa Econômica Federal liberar os recursos.

FT – Outro tema polêmico é a criação do cargo de Agente de Trânsito. Como estão as negociações com a Câmara Municipal?

JL – Nós fizemos um projeto de lei para que fosse criado o cargo de Agente de Trânsito e encaminhamos à Câmara Municipal. Isso foi em novembro de 2009, já vai fazer aniversário, mas a câmara ainda não conseguiu tempo para apreciar a matéria. Porém, eu não estranho, porque nós fizemos duas inaugurações importantes, da UPA e do DBM, que contou apenas com presença de dois vereadores.

Rio Bonito Atlético Clube ganha cortador de grama de última geração

Por Flávio Azevedo

O Rio Bonito Atlético Clube (RBAC) continua mostrando porque, atualmente, é a entidade esportiva mais respeitada do município. O clube ganhou através de uma parceria com a Unimed Leste Fluminense, um trator cortador de grama Murray/Trapp, que já está em operação há cerca de 30 dias. O equipamento, um sonho antigo da diretoria do RBAC, é uma máquina rápida e versátil, com carenagem moderna e design arrojado. O veículo tem avançados conceitos da engenharia automotiva e de jardinagem.

O motor quatro tempos, a gasolina, Briggs&Stratton tem potência de 18,5 HP. A máquina é preparada cortar gramas de áreas de grande extensão como campos de futebol. O banco do condutor tem posicionamento regulável e móvel. O trator possui sistema de transmissão e sensor que desativa automaticamente o equipamento quando o operador sai do assento. Também possui alavancas de regulagem da altura da lâmina de corte, saída lateral e faróis.

Sonho realizado

Funcionário do RBAC há cerca 20 anos, o encarregado Mário Rodrigues da Silva (63) comemora a aquisição. “Quando eu aparava a grama com a máquina manual, eu levava dois dias e meio para terminar o serviço. Com o novo equipamento a mesma extensão de grama é aparada em cerca de cinco horas”. Ainda segundo o encarregado, a economia com energia elétrica e com combustível é significativa. “Num serviço que eu gastava cerca de 15 litros de gasolina estou gastando menos de 10 litros”, frisou.

Menor desgaste físico do cortador de grama é outro fator apontado pelo encarregado como importante. Segundo Mário, em algumas ocasiões ele não conseguia nem pentear o cabelo, após o trabalho, pois a mão ficava dura.

– No inverno, como chove menos, a grama também cresce menos e o corte acontece a cada 15 dias. Nas estações mais chuvosas, porém, o corte tem que ser feito a cada oito dias, porque a grama cresce muito. Às vezes, era necessário contratar mais alguém para me ajudar. Agora é outra realidade. Até o corte da grama fica muito melhor – destacou.

Parcerias

O ex-secretário municipal de Esporte e Lazer, Élio Fernandes, que viabilizou a doação da Unimed Leste Fluminense para o RBAC, disse que aconteceram três reuniões para fechar o negócio, “mas foi determinante a atuação do diretor de mercado da Unimed, Adilson Reis, que apesar de não atuar em Rio Bonito, se empenhou para que o clube alcançasse o benefício”.

O empresário Sérgio Ricardo de Souza, da Terra Viva Rio Bonito Agropecuária efetuou a venda do trator. Segundo ele, a Murray/Trapp é de um dos maiores fabricantes de jardinagem do país. “Nós participamos do processo porque somos os representantes do fabricante”. De acordo com o empresário, o produto não é vendido em catálogo, devido ao seu valor (cerca de R$ 8 mil), mas a Terra Viva está aberta a atender todas as necessidades do clube com a máquina. “A parceria não terminou com a venda. Nós estaremos a disposição do RBAC em eventualidade com o produto”.

Equipe Mollica de Taekwon-Do ganha 5 medalhas no Inter Estadual

Por Flávio Azevedo

Seguindo a rotina de vitórias e conquistas dos últimos seis anos, a equipe de Taekwon-Do ITF do professor Marcelo Mollica conquistou 5 medalhas no 15º Torneio Inter Estadual de Taekwon-Do ITF. A competição, que contou com a participação de sete representantes de Rio Bonito, aconteceu no último dia 25 (sábado), no Sesc do município de Pompéia, na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Cerca de 300 atletas participaram da competição.

Entre as conquistas, destaque para o atleta Rodrigo Souza, de 16 anos, que conquistou uma medalha de ouro e outra de prata. Segundo o professor Marcelo Mollica, na luta final, quando conquistou a medalha de ouro, “Rodrigo venceu um oponente muito forte, que ano passado foi o 5º colocado no Campeonato Mundial da Argentina.

– Ele estava bem confiante, disse aos amigos antes da luta que “só faltava um combate para ser campeão. Realmente foi um grande confronto e terminou empatada. No round decisivo Rodrigo venceu por pontos, acirrando ainda mais a rivalidade entre Rio e São Paulo, já que o atleta derrotado era de Campinas/SP – descreveu Mollica, frisando que não é só no futebol que existe rivalidade entre Paulistas e cariocas. “Depois da vitória, Rodrigo foi carregado nos braços pela delegação carioca, porque o Rio de Janeiro manteve a hegemonia sobre os paulistas”.

Ainda segundo Mollica, o desempenho de Rodrigo deixou tão impressionado os dirigentes da Federação Brasileira de Taekwon-Do ITF, que ele está convocado para o Campeonato Mundial, categoria Júniores, que será realizado em 2011, na Nova Zelândia. “Já estamos trabalhando para que na época da competição ele esteja bem. Vamos também em busca de patrocínios para que ele possa viajar para a Nova Zelândia, participar do Campeonato Mundial e conquistar mais medalhas para Rio Bonito”.

Outras medalhas

Além de Rodrigo Souza, que é faixa preta e conquistou medalhas de ouro e de prata; Sidney da Costa (13), faixa verde, conquistou duas medalhas, de prata e bronze. O atleta Lucas Marins (17), faixa ponta amarela, também conquistou uma prata. Já Luiz Felipe Dias, e Matheus Ramos, ambos com 15 anos e graduados na faixa ponta amarela, conquistaram medalha de bronze.

O próximo compromisso da equipe Mollica de Taekwon-Do ITF, será em Búzios, entre os dias 30 e 31 de outubro, onde acontecerá o 9º Campeonato Amizade Internacional “Open”.
– Se conseguirmos os patrocínios necessários, nós estamos planejando participar desta competição com vários atletas, o que certamente vai ampliar as nossas conquistas e o nosso quadro de medalhas – prevê.

Os atletas que participaram do Campeonato Carioca são integrantes dos núcleos esportivos da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, sediados em Boa Esperança e no Boqueirão. O professor Marcelo Mollica ressaltou o apoio da Prefeitura Municipal e do empresário Francisco Soares.

Castelo é campeão da 2ª Copa Ollé de Futebol Amador em final tumultuada

Por Flávio Azevedo

Em partida que contou com a presença do jogador Edinho, do Palmeiras, Castelo e Rio Vermelho decidiram, na tarde do último domingo (26), a final da 2ª Copa Ollé de Futebol Amador. Com gol de Rômulo, ainda no primeiro tempo, a equipe do 2º Distrito venceu pelo placar de 1x0 e ficou com o título da competição. O jogo aconteceu ontem no estádio José Alves Ventura, no Rio Bonito Atlético Clube e contou com a arbitragem de Edson Fonseca, o Joelhão, que foi auxiliado por Elói Souza e Tinho Mandová.

A partida foi muito disputada e qualquer lance era motivo de reclamação por parte de ambas as equipes. No segundo tempo, o árbitro acrescentou cinco minutos por conta das paralisações, expulsão e substituições. Nestes acréscimos, ele não viu um pênalti a favor do Rio Vermelho. O episódio gerou insatisfação, e, terminada a partida, cerca de 40 torcedores do Rio Vermelho invadiram o gramado para tirar agredir o árbitro, que foi protegido pelos próprios jogadores do Rio Vermelho.

No meio da confusão, Jorge, atleta do Rio Vermelho, teria acertado um soco num torcedor mais exaltado, que teria devolvido a agressão. Jorge saiu atrás do torcedor e a confusão se generalizou entre os próprios torcedores do Rio Vermelho. O fato fez com que o trio de arbitragem fosse esquecido. Eles aproveitaram para deixar o gramado.

O presidente do Rio Vermelho, Luiz Fernando Pereira, disse que estava envergonhado com a postura do torcedor e ressaltou que não se resolve problemas dessa natureza com violência. Já o presidente do Castelo, Almir Pintas, comentou que episódios lamentáveis como esse acontecem em qualquer lugar. “Realmente faltou policiamento, mas não podemos culpar a diretoria do Rio Vermelho, do Rio Bonito Atlético Clube, do Castelo ou a organização do campeonato pelo descontrole do torcedor”.

Premiação

Os representantes do Castelo receberam o troféu Militino Barbosa Nogueira, homenagem póstuma a um dos grandes desportistas riobonitenses. A esposa Clara Nogueira e a filha Ana Cláudia Nogueira, que fez a entrega do troféu, não conseguiam esconder a emoção pelo reconhecimento dado ao saudoso Militino, que faleceu há cerca de dois anos. Segundo o organizador da competição, Bruno Farias, o homenageado foi um professor. “Quando eu fazia parte da Liga Riobonitense de Desportos (LRD), eu trabalhei com Militino e ele me ensinou muita coisa sobre futebol, por isso, eu decidi fazer essa homenagem”.

Dois atletas do Rio Vermelho foram premiados: o goleiro Geba (menos vazado), e o volante Luis Alberto (jogador revelação). Já o troféu de artilheiro foi para o meia Saulo, do Castelo, que fez seis gols na competição.

O Castelo jogou com Almir Júnior, Dedê, Juninho, Duda e Betão (Rafael, depois Alan). Funinho, Vaguinho, Dinho e Saulo. Rômulo e Pele (Marcelo). Comissão técnica: Jorge e Almir Pintas. Banco: Tiago, Alan, Marcelo, Luis Paulo, Fernando e Valnei.

O Rio Vermelho formou com Geba, Fifiu, Fernando, Ramon e Guilherme. Tico (Arildo), Wallace (Igor), Jeferson, Willian Campos. Rodolfo e Paleta (Wendel). Banco: Jorge, Douglas, Willian Santos, Arildo, Igor, Gabriel, Willian Vieira e Wendel.

Rio Bonito ganha Unidade de Pronto Atendimento e Destacamento do Corpo de Bombeiros

Por Flávio Azevedo

O município de Rio Bonito foi contemplado na manhã do último dia 24 de setembro, com uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h, e um destacamento do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). A UPA, tipo III, está equipada para atender casos de urgência e emergência de baixa e média complexidade. A unidade, que também atenderá moradores de Silva Jardim e Tanguá, terá capacidade de receber, diariamente, até 400 pacientes e está instalada no km 266 da Rodovia BR-101, no Loteamento Schueller. A partir da próxima segunda-feira, os pacientes poderão fazer consultas e exames de laboratório, além de receberem, gratuitamente, os medicamentos indicados para o tratamento completo prescrito pela equipe médica.

O Destacamento do Bombeiro Militar (DBM), 2/20, está localizado no Km 269, onde funcionava a Escola Municipal Estação Rio dos Índios (cujo prédio foi reformado pela Prefeitura) e contará com três profissionais fixos na sede e quatro equipes, contendo três bombeiros, que se revezarão a cada 24h, em sistema de plantão. A corporação está equipada com duas viaturas, uma de combate a incêndio, e outra híbrida, para combate de incêndio, socorro médico, busca e salvamento em mata, altura e resgate de animais. A unidade é subordinada ao CBM de São Gonçalo.
A UPA será coordenada pela enfermeira Tereza Cristina Abrahão Fernandes. Já o DBM será coordenada pelo tenente Ulisses Gabardo.

A inauguração

A inauguração da UPA começou com um minuto de silêncio em memória do médico ortopedista Luiz Gonçalves Gonzaga Mozer, o popular Dr. Gonzaga, que faleceu no dia anterior (quinta-feira, 23), aos 62 anos. Depois da homenagem, o primeiro a fazer uso da palavra foi o subsecretário estadual de Saúde e Defesa Civil, coronel Pedro Machado. “Demoramos a chegar aqui, porque acreditávamos que o CBM de Itaboraí e Araruama poderia atender esta região, o que não era verdade. A partir de hoje, porém, Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim serão mais bem atendidos”, disse o coronel, que ressaltou o empenho do prefeito José Luiz Antunes (DEM) em trazer a corporação para o município. “Na verdade, o CBM só trouxe as viaturas, porque os demais investimentos foram, todos, custeados pela Prefeitura de Rio Bonito”.

O prefeito de Tanguá, Carlos Pereira (PP), que também é o presidente do Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste), ressaltou a parceria dos governos federal e estadual com os municípios, que segundo Pereira, “estão trabalhando de forma integrada, o que é muito importante para a nossa região e para o Brasil”. Aproveitando a presença do secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, o chefe do Executivo Tanguaense disse que “o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), está com problemas de logística e precisamos resolver está questão”. Pereira sugeriu que a Central de Regulação do SAMU fique baseada em Itaboraí.
Concluindo, o presidente do Conleste ressaltou a presença do CBM na região, destacou que durante o seu mandato, Tanguá e Rio Bonito enfrentaram quatro enchentes e fez uma alerta: “o próprio Corpo de Bombeiros informou que nos próximos meses teremos sérios problemas atmosféricos e a presença do Corpo de Bombeiros nos deixa mais tranquilos, mas a população também precisa colaborar”.

Agradecimento e um ‘causo’

O prefeito José Luiz Antunes (DEM), no início da sua fala, frisou que “hoje eu não deveria dizer nada, a não ser agradecer este presente que nós estamos ganhando”. Ele comentou que esteve presente na inauguração da primeira UPA do estado, no Complexo da Maré, em 2007, “e assim que voltei para Rio Bonito, fiz um ofício para o governador solicitando uma daquelas unidades para a nossa cidade”, disse apresentando uma cópia do documento que foi expedido no dia 16 de agosto daquele ano. Com o seu jeito peculiar, o chefe do Executivo riobonitense contou o motivo pelo qual tem a voz rouca. Segundo ele, quando tinha apenas cinco anos, engasgou com uma espinha de peixe, foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, passou por três cirurgias e enfrentou sérios problemas.
– A situação foi muito séria! A minha família ficou um ano e dois meses cuidando de mim. Pena que naquele tempo nós não tínhamos uma UPA desta que estamos inaugurando hoje, pois hoje eu estaria falando melhor aqui, sem essa voz rouca – afirmou, arrancando risos do público presente.
O prefeito também recordou as enchentes que atingiram o município, em 2008 e 2009, falou da importância do CBM nessas ocasiões, e relembrou os dois atentados que sofreu. “Todos se lembram do que aconteceu comigo, quando eu fui vítima da ganância e do olho grande de alguns”, concluiu, para depois agradecer a secretária de Saúde Maria Juraci e a todos os colaboradores do governo.

Côrtes: UPA é a 40ª unidade do Estado

Às 11h17min, foi feito o descerramento da placa de inauguração da UPA. Em seguida, o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes elogiou os prefeitos, principalmente a postura dos secretários de Saúde de Rio Bonito (Maria Juraci Dutra), de Silva Jardim (Rodrigo Oliveira) e Tanguá (Edilson Francisco dos Santos). “Eles sempre trabalham em conjunto, esse é motivo do sucesso do trabalho deles”, disse Côrtes, afirmando que esta é a 40ª unidade inaugurada no Estado do Rio de Janeiro.
O secretário também apresentou alguns números. Segundo ele, “aqui ninguém sai com receita, o usuário sai com o remédio prescrito, porque muitas vezes a pessoa sai com a receita, mas não tem dinheiro para comprar o medicamento”. Côrtes disse também, que 5,8 milhões de pessoas já foram atendidas pelas UPAs desde que a primeira foi inaugurada em 2007, na Maré. Também foram distribuídos 37 milhões de medicamentos. “Essa é a realidade que estamos trazendo para Rio Bonito”.
– Também vamos ressaltar que menos de 1% dos pacientes vão necessitar de transferência. E se houver esta necessidade, Rio Bonito está muito bem, porque tem um hospital de referência que é o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV). Eu posso falar porque eu visitei a unidade e conheci o hospital – afirmou o secretário, que também ressaltou o empenho do prefeito para trazer o CBM e a UPA.
Concorda com Côrtes, o prefeito de Silva Jardim, Marcello Xavier Cabreira, o Zelão (PT). Para a nossa reportagem, ele disse que “a nossa expectativa é que a UPA desafogue o atendimento do HRDV, para que nós tenhamos, realmente, um hospital de reverência para a nossa região”, disse.
O presidente do Hospital Regional Darcy Vargas, Luis Gustavo Siqueira Martins, secretários de governo e vereadores dos três municípios, representantes da PRF, o comandante do 35º BPM, Coronel Ribeiro, médicos e profissionais de saúde, e autoridades eclesiásticas, marcaram presença nas duas solenidades.

LRD elimina o Nova Cidade da Copa Rio Bonito

Por Flávio Azevedo

Se vigorar o que foi decidido na última quinta-feira (23), pelo presidente em exercício da Liga Riobonitense de Desportos (LRD), Renato Melo, o Nova Cidade Futebol Clube está eliminado da Copa Rio Bonito de Futebol Amador 2010. A iniciativa é um ato administrativo. “Esta decisão está sendo tomada, porque a torcida do Nova Cidade invadiu o campo na partida do último domingo”, anunciou Renato, que também suspendeu os jogadores Pará (Recanto) e Paulinho (Nova Cidade). “Os demais atletas do Nova Cidade estão liberados para jogar”.
Quem esteve no estádio Carlos Gonçalves (Motorista), no último domingo (19), acompanhou até os 30min do primeiro tempo, um grande jogo de futebol. A partida era a primeira da semifinal da competição. Segundo testemunhas, o estopim da confusão foi um empurra-empurra entre Michel, do Nova Cidade, e Pará, do Recanto. Os atletas foram expulsos pelo árbitro Adriano Onorato, o Pinico, que estava auxiliado por Willian Amaral e Márcio Sardinha.
Durante a confusão entre os dois atletas, o lateral direito Paulinho, do Nova Cidade, foi tirar satisfação com Pará. A briga começou e incendiou a torcida do Nova Cidade que invadiu o gramado. Dezenas de torcedores caçaram Pará, que fugiu do estádio. O arbitro, que também teria sido agredido, interrompeu a partida aos 30min do primeiro tempo, quando o jogo estava empatado em 1x1. O clima de selvageria que tomou conta do estádio não permitiu que a partida chegasse ao fim e o Pinico decretou o fim da partida. Na súmula, o árbitro só relatou a expulsão dos atletas e a invasão do campo.
Baseado no relato da súmula, os dirigentes do Recanto anunciaram que vão entrar com um efeito suspensivo para garantir a presença de Pará nos jogos finais.

Bate Boca

Ao tomar conhecimento da decisão da LRD, o presidente do Nova Cidade, Paulo Martins se revoltou. “Se tivesse policiamento ou Guarda Municipal, isso não teria acontecido. O regulamento diz que garantir a segurança é atribuição dos clubes, mas como o campo era neutro, a Liga deveria ter cuidado disso. Mas se a entrada estava sendo cobrada, tinham que nos oferecer garantias”.
Além de lamentar os gastos em vão para manter a sua equipe na competição (o Nova Cidade foi o melhor time da primeira fase), Martins disparou: “é melhor dar logo o troféu ao adversário! Eu fiquei dois anos sem participar de competições por causa dessas coisas, agora, quando eu volto, descubro que a safadeza continua. Tentaram nos tirar contra o Rio Vermelho, na final da segunda divisão. Marcaram quatro pênaltis contra nós, mas não conseguiram. Agora, estão nos tirando antes da final, porque sabem que se o Nova Cidade chegar é difícil segurar”.
O dirigente Marcelo Mendonça, do Recanto, se disse ofendido com as insinuações de Martins e fez um alerta: “você está esquecendo que o Rua C e o Mato Alto estão disputando a outra semifinal? Do jeito que você está falando é como se as outras equipes não existissem! Parece que o problema é o Recanto!”. Ainda, segundo Marcelo, “Pupu, atleta do Nova Cidade, sentou no meio campo na hora da invasão e disse que era vergonhoso o que estava acontecendo”.

Polícia prende integrantes de quadrilha que atua na região

Por Lívia Louzada

Uma metralhadora nove milímetros, um revólver calibre 32 (além de 57 munições), uma granada, 186 sacolés de cocaína, 25 sacolés de maconha, uma caderneta com anotações do tráfico de drogas e o Meriva preto, placa KUZ-3887, do Rio de Janeiro, foram apreendidos por policias militares da 3ª CIA de Rio Bonito, na última quarta-feira (22), em uma casa no bairro Mangueirinha, em Rio Bonito. A polícia localizou o imóvel depois de prender Carlos Augusto Marins, de 31 anos, que conduzia o veículo em Rio Bonito, e Jhonatan dos Anjos da Costa, conhecido como “Tata”, de 19 anos, que foi encontrado em Tanguá.
De acordo com o comandante da Companhia de Rio Bonito, o capitão João Paulo, a prisão aconteceu depois que os policiais receberam a informação de que bandidos estariam na cidade, em um Meriva preto, planejando um assalto a uma fábrica de roupas.
Após encontrarem o veículo, os bandidos perceberam a aproximação do cabo Monteiro e do soldado Estarnek, e os policiais começaram uma perseguição, que terminou a pé, na Rua Dr. Mattos, próximo ao Cemitério de Rio Bonito.

Segundo o capitão, apesar de não terem conseguido precisar a quantidade exata, havia mais bandidos dentro do carro, que conseguiram escapar. “A ação contou a participação de militares que estavam até de folga, que ao verem a movimentação, ajudaram os colegas”, disse.
Depois de ser capturado, Carlos, que nasceu em Rio Bonito, entregou o comparsa Jhonatan, conduzindo os policiais até a sua casa, em Tanguá, onde ele foi preso sem reagir. Segundo informações, Jhonatan teria assaltado uma loteria em Tanguá, no último dia 17 (sexta-feira), e já teria passagem pela polícia, por tráfico de drogas, e assalto a mão armada. “Tata” também teria indicado aos militares, a localização da casa na Mangueirinha, na Rua José Geraldo de Macedo, que teria sido alugada por Carlos.
O comandante acredita que os bandidos faziam parte de uma quadrilha que estava realizando alguns dos golpes de “saidinha de banco” na cidade, e que a casa estaria sendo preparada para vender drogas, possivelmente originárias na Favela do Jacaré, no subúrbio do Rio de Janeiro.
O capitão João Paulo pede a colaboração dos riobonitenses, para o combate ao tráfico de drogas e as “saidinhas de banco”. “Peço para que as pessoas denunciem a Polícia, caso percebam alguma movimentação estranha próxima as suas residências, e que as vítimas de “saidinhas de banco”, compareçam até a 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito, para reconhecer através de foto, os criminosos”, disse.

Eleição da nova diretoria do CCS de RB é adiada para novembro

Por Lívia Louzada

A eleição para a escolha da nova diretoria do Conselho Comunitário de Segurança de Rio Bonito foi adiada para o dia 30 de novembro. A eleição aconteceria na última reunião do CCS, realizada na quarta-feira (22), no plenário da Câmara de Vereadores, mas os integrantes chegaram a conclusão de que a apresentação das candidaturas estava sendo feita de forma errada.
Os interessados em concorrer aos cargos de presidente, vice-presidente, primeiro e segundo secretários e diretor social, devem formar uma chapa e se inscrever na 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito ou na 3ª Companhia da Polícia Militar, portando o Cadastro de Pessoa Física (CPF), Carteira de Identidade, e comprovante de residência, até o dia 15 de outubro.
No dia 20 do mesmo mês, data em que será realizada a próxima reunião do CCS, as chapas que participarão da disputa, serão apresentadas. Durante o encontro, o presidente do CCS, José Balbino, disse que algumas pessoas se candidataram individualmente, o que não seria permitido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado, embasado na resolução 781/2005, encontrada no site do órgão, por isso seria necessário o adiamento da eleição.
O artigo primeiro do parágrafo 30 da resolução, diz que “a votação se destina a eleger chapa completa, integrada por concorrentes à nova diretoria, cuja inscrição deverá ser formalizada em requerimento a ser entregue mediante recibo aos membros natos, até o encerramento da reunião ordinária do mês que anteceder à eleição”.
Após o esclarecimento das questões, o comandante do 35º Batalhão de Polícia Militar, coronel Ribeiro, que além de Itaboraí, onde está sediado, abrange os municípios de Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim, disse que já existe um estudo no ISP para aumentar o número do efetivo de militares, não só de Rio Bonito, mas da região impactada pelo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
“Não temos dados estatísticos comprovando que os bandidos virão para a área do Comperj, mas é preciso nos unir para que isso não aconteça. Foi traçada uma estratégia de segurança para o Estado do Rio de Janeiro, e o resultado vem sendo atingido”, disse.
Também estiveram presentes na reunião do CCS, o delegado da 119ª DP, Alberto Thomaz, o comandante da 3ª CIA de Polícia Militar de Rio Bonito, capitão João Paulo, o vereador Marcus Botelho, a secretária de Meio Ambiente, Carmem Motta, o procurador da Prefeitura, Rosinaldo Lessa, e os representantes da Polícia Rodoviária Federal e da 35ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Anderson Caldeira e Romero Valentim (presidente da comissão de segurança da OAB), respectivamente.