quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Fora do ar por falta de energia


Flávio Azevedo

Em cerca de 30 dias esse é o segundo acidente com postes de madeira.
Excepcionalmente, nessa quinta-feira (10/09), o Programa “Flávio Azevedo” não foi ao ar por que parte do Bosque Clube, bairro onde está localizado o estúdio da Rádio Sambê FM (98.7), está sem energia. Logo na subida da localidade (pela Av. Epifânio Quintanilha), um poste (de madeira) quebrou e caiu parcialmente (ficou pendurado pelos fios). Para efetuar a troca os técnicos da AMPLA desligaram a energia. Segundo moradores, o poste caiu, sozinho, por volta das 8h30min dessa manhã. O programa vai ao de segunda a sexta, a partir das 11h.

Nos últimos dias dezembro um poste de madeira foi atingido por um caminhão, na Rua José Augusto Correia, na Bela Vista (Rua da Coletivos São Geraldo) e a localidade ficou sem energia por quase 24h. O calor era insuportável no interior das residências e os moradores do trecho fizeram inúmeras reclamações através das nossas mídias.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Burburinho político em Rio Bonito

Flávio Azevedo

Segundo fontes, os ‘novos’ vereadores de Rio Bonito já começam a dar o ar da sua ‘desgraça’. Alguns não estariam concordando com a criação de novas Secretarias, projeto defendido pela prefeita Solange Almeida (PMDB). Os vereadores estariam preocupados com as despesas que as respectivas secretarias iriam causar. Essa justificativa é pífia e mostra que a preguiça, característica natural dos parlamentos, já está operando. Vale lembrar que não é papel do vereador emperrar a gestão do município. A finalidade desse poder é fiscalizar as ações do Executivo e manter constante vigilância sobre as tais secretarias. Ou seja, não dá para ficar em casa dormindo, tem que trabalhar!

Se os vereadores estão realmente preocupados com o município, as muitas reuniões que estão acontecendo entre eles deveriam ter o seguinte foco:

1 – O pagamento de dezembro dos servidores (ainda não foi pago):
2 – As dívidas, calculadas em R$ 21 milhões, deixadas pela gestão anterior;
3 – O ordenamento do trânsito e a mobilidade urbana;
4 – A geração de emprego e renda no município;
5 – A qualificação profissional prometida em palanque para o nosso povo;
6 – A má prestação de serviços da CEDAE e a revisão do contrato de concessão da nossa água para o Estado (assinado pelo governo anterior);
7 – O nosso Meio Ambiente que está em situação crítica;
8 – A implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e o Estatuto do Servidor (esse já aprovado pela Câmara);
9 – Cobrar que os problemas encontrados pela atual gestão sejam levados ao Ministério Público;
10 – Não repetir as bandalheiras que presenciamos nos últimos anos na Câmara Municipal;
11 – Fazer a população sentir que a Câmara de Vereadores é um poder que trabalha em prol do povo e não para o bem estar de meia dúzia.

Caso isso ocorra é possível que Rio Bonito dê a virada que nós esperamos. Com a palavra a Câmara de Vereadores!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A dengue é responsabilidade de todos

Flávio Azevedo

Um dos inimigos públicos do cidadão brasileiro: o Aedes aegypti.
Depois de um período de trégua, a dengue volta a ser assunto (ontem eu recebi a informação que em Rio do Ouro tem muita gente doente). O problema é que nessa época do ano, com o aumento da temperatura e a grande quantidade de chuvas, a água ficou empoçada em algum lugar, e o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, certamente está encontrando condições favoráveis para se proliferar. Essa condição pode resultar em uma nova epidemia, como já aconteceu em anos anteriores. Mas qual tem sido o nosso comportamento em relação a isso? Geralmente, na maior cara de pau, nós achamos que somente o poder público tem a obrigação de se preocupar.

Contudo, é bom ressaltar que se nós não fizermos a nossa parte, os investimentos feitos pelo poder público serão inúteis. Para que você tenha idéia de como isso funciona, atitudes simples como tampar a caixa d’água, remover objetos que impeçam a água das chuvas de correr pelas calhas, manter garrafas e outros recipientes tampados ou virados de boca para baixo e outras coisas mínimas, são ferramentas eficazes no combate ao mosquito. Não precisamos ficar esperando somente pelo poder público, nós podemos ajudar.

Sobre o nosso comportamento, eu prefiro não responder, mas convido você a apreciar os rios da cidade por ocasião de uma chuva de verão. É uma visão que escandaliza qualquer pessoa decente. Digo isso, porque eu já vi sofá flutuando nas águas dos nossos rios como se fosse canoas. É por isso que o Aedes aegypti faz grandes estragos. Na verdade, os culpados pela dengue que atinge tantas pessoas são os seres humanos e os seus hábitos relaxados e irresponsáveis. Eu não sei quem era o dono do tal sofá que flutuava no rio, mas eu não quero ir a casa desse sujeito. Um amigo disse que a casa dessa pessoa deve ser uma ‘pocilga’.

Refletindo sobre essa comparação, eu fui obrigado a sair em defesa da pocilga. Já vou explicar. A pocilga é um curral de porcos. E sou obrigado a reconhecer que quando eu estive pela primeira vez numa pocilga, me impressionou a limpeza e a organização do lugar. Diga-se de passagem, a pocilga que eu visitei, infelizmente, é mais limpa e asseada do que a casa de muita gente boa que eu conheço.

Brincadeiras a parte, está na hora de despertarmos do sono da irresponsabilidade e fazermos a nossa parte. O poder público tem obrigações sim, às vezes não as cumpre, mas isso não é motivo para emporcalharmos o mundo. Por isso, eu afirmo que a dengue é responsabilidade nossa. O mais sério é que essa fábrica de mosquitos, em muitas oportunidades, está em nosso quintal, mas o mosquito não pica apenas o porquinho, mas os moradores de toda uma localidade.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Deslumbramento e endeusamento... Por quê?

Flávio Azevedo

Rodaram os quatro cantos as imagens do cantor Zeca Pagodinho ajudando as pessoas vitimadas pela enchente que atingiu Xerém nessa semana. Frases de todos os tipos, enaltecendo ou pondo dúvidas, a iniciativa do cantor, foram escritas em redes sociais e comentadas na grande mídia. Uma coisa, porém, poucos analisam: “por que o ser humano tem essa necessidade de endeusar as pessoas ou por que, sobretudo no Brasil, nós temos essa necessidade de cultuar um “Salvador da Pátria”?

Em todos os setores, a mídia sempre produz um salvador, um mito, um semideus, para causar a famosa sensibilidade (ou sensacionalismo). No futebol, Pelé, Romário, Ronaldinho, entre outros, já se beneficiaram com isso e se prejudicaram muito também. O grande caso é que Deus não erra, mas como nós estamos falando de seres humanos, esses personagens, por vezes, metem os pés pelas mãos e a conseqüência nós já conhecemos: a mídia cai de pau nos caras porque eles deixaram a divindade de lado e se comportaram como meros mortais. Mas não é o que eles são?

Podemos citar o mal-estar que causou a declaração do goleiro Bruno, quando defendeu o colega Adriano (ambos jogavam no Flamengo), que vivia as turras com a noiva Joana Machado. Disse Bruno: “quem nunca saiu no pau com uma mulher? Quem nunca deu uns empurrões na mulher?”. Embora ninguém tenha certeza do que aconteceu a Elisa Samúdio, essa declaração é usada para afirmar que Bruno é o responsável pelo suposto destino trágico da jovem. A mídia, porém, esquece, que o endeusado Bruno e quase todos os jogadores do futebol brasileiro nascem e crescem em localidades onde é normal dar uns cascudos na mulher.

Sinceramente, para mim não é notícia a ajuda que Zeca Pagodinho deu as vítimas de Xerém. Penso que é notícia o fato de outros atores e cantores não estarem por lá ajudando. Onde estavam os outros artistas que tem fama igual ou maior que o nosso Zeca Pagodinho? Por que não estiveram lá? Alguém vai dizer: “eles mandaram doações”. Beleza, mas será que todos fizeram isso? E nós que não temos fama, o que temos feito pelas vítimas da desigualdade social que está ao lado da nossa casa? Não precisa ter enchente para encontrarmos pessoas carentes.

Concluo dizendo que a nossa sensibilidade foi afetada pelo fenômeno “Criança Esperança”. Ajudamos sem sair de casa. Nós até nos sensibilizamos com a desgraça alheia, todavia, é mais cômodo pegar o telefone e doar uma importância para que outros cuidem daquele pobre infeliz. Eu quero ajudar, mas não quero me sujar, não quero abraço de favelado, não quero pegar crianças pobres e remelentas no colo... Ajudo daqui do conforto da minha casa.

Quem não conhece pessoas que doam vultosas quantias para projetos dessa natureza (Criança Esperança e Teleton) e nunca visitou a creche do bairro onde mora? Gente que ajuda causas sociais em países africanos, mas nunca se preocupou com a comunidade pobre que existe a alguns metros da sua casa! Pessoas que se sensibilizam com os flagelados que aparecem nos telejornais, mas comumente se recusa a pagar um salário decente aos funcionários da sua empresa. Graças a Deus ainda temos alguns “Zecas Pagodinhos” que estão fora dessa alienação midiática.
E assim caminha a humanidade... 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A Prefeitura de Rio Bonito está endividada há quantos anos?

Flávio Azevedo


Em janeiro de 2005, quando José Luiz Antunes assumiu a gestão do município das mãos de Solange Almeida, ele empilhou um ferro velho na Praça dizendo ser aquele o patrimônio de Rio Bonito (a frota da Prefeitura). Mandiocão também reclamou uma dívida de alguns milhões, denunciou que inúmeros arquivos (IPTU, por exemplo) foram apagados, entre outras coisas. Em 2013, ao assumir a mesma Prefeitura, Solange denuncia a herança de uma dívida da ordem de R$ 21 milhões, prédios públicos sem condições de funcionamento, Orçamento não publicado, Folha de Pagamento de dezembro que não foi paga, a frota em péssimo estado, entre outras coisas.

Em vez desse tipo de publicidade – que mais me parece uma justificativa antecipada para um ano onde nada deve acontecer – não seria mais profissional e correto, ele e ela, cada um ao seu tempo, recorrerem ao Ministério Público (MP)? Fazer o antecessor passar vergonha faz parte do jogo, mas também seria interessante apresentar as tais barbeiragens a Justiça e o MP. Fica a dica! Esqueci, porém, que daqui a 4 ou 8 anos, Mandiocão pode estar de volta. Você ficaria surpreso?

Será que em 2016, os eleitores já terão mais maturidade para decidir em quem votar? Será que as inúmeras reflexões, comentários e preocupações apresentadas por inúmeros, veículos de mídia, formadores de opinião e setores da sociedade, já estarão frutificando. Veremos um povo mais consciente, menos oportunista e muito mais compromissado com a seriedade que envolve a escolha do seu representante?

É lamentável que nas conversas sobre esse tema prevaleça o espírito torcedor. Esse é o perfil de muitos comentários (contrários e favoráveis). Isso deve ser repensado. Concordamos que o legado deixado por José Luiz é bem interessante, mas não há como não condenar os absurdos que foram encontrados pela prefeita Solange, que quando saiu, em dezembro de 2004, também deixou coisas feias a serem resolvidas.

O problema é que a preferência partidária impede uma análise coerente e independente desses dois importantes personagens da política riobonitense (Mandiocão e Solange). Sinceramente, é irritante esse estilo provinciano que nós riobonitenses cultivamos e, às vezes, até cultuamos. Temos o hábito de abafar os erros do AMIGO e enaltecer os seus acertos. Por outro lado, amplificamos os erros do INIMIGO e abafamos os seus acertos. Até quando nós teremos essa postura infantil?

Durante esses debates é comum alguém questionar os órgãos fiscalizadores. Todavia, a incompetência começa pela Câmara de Vereadores, onde predominam o rabo preso, a barganha, o revanchismo e a pobreza de espírito. Estamos falando de uma Casa onde, notadamente, não existe espírito de liderança. Junte a isso, um povo que é ávido por boquinhas, vantagens, e que defende com unhas e dentes o “ser carregado nas costas”. Essa conjuntura real, perversa e deprimente tem aniquilado Rio Bonito, o nosso estado e o nosso Brasil.

Concluímos com uma certeza: a política só muda quando as pessoas mudam a maneira de pensar, agir e votar!

Dívida da Prefeitura de Rio Bonito já chega a R$ 21 milhões

Flávio Azevedo

A prefeita Solange Almeida falando sobre os problemas da cidade ao lado do vice, Anderson Tinoco. 
Em entrevista coletiva concedida na tarde dessa quinta-feira (03/01), na Prefeitura de Rio Bonito, a prefeita Solange Almeida (PMDB) anunciou que a dívida da Prefeitura Municipal (restos a pagar) é de cerca de R$ 21 milhões. Ao lado do vice-prefeito Anderson Tinoco (PSDB) e de parte do seu secretariado, a prefeita disse estar satisfeita com a possibilidade de voltar a administrar o município (ela foi prefeita entre os anos de 1997/2004), mas afirma que o cenário encontrado é preocupante e teme que a prestação de serviços essenciais seja comprometida.
– A minha principal preocupação é com os salários de dezembro (R$ 5,5 milhões) que não foram pagos aos servidores do município. O problema é que nós não reunimos condições de pagar duas folhas em janeiro. As pessoas trabalharam dezembro inteiro e podem receber os seus pagamentos somente no fim de janeiro. No dia da posse, o ex-prefeito José Luiz Antunes me apresentou um balancete que mostrava uma dívida de R$ 15 milhões. Entretanto, com os débitos do município com Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb) esse valor chega a R$ 21 milhões – revelou.

Outros problemas anunciados foram a não publicação do Orçamento de 2013, estimado em R$ 162 milhões e aprovado no último dia 13 de dezembro; obras inauguradas nas últimas semanas de 2012, “mas entregues sem nenhuma condição de funcionamento”; as condições do Hospital Colônia Rio Bonito (HCRB), classificadas pela prefeita como “triste”; e o lixo de Tanguá que estava sendo despejado em Rio Bonito. “Por conta da destinação do nosso lixo, o município já tem problemas com o Ministério Público (MP). Como se não bastasse isso, descobrimos que Tanguá estava trazendo o seu lixo para Rio Bonito. O secretário de Meio Ambiente, Newton Almeida, já esteve no município vizinho e isso não vai mais acontecer”, ponderou.

Ainda segundo Solange, o HCRB foi encontrado sem alimentação, roupas, colchonetes e matérias de limpeza. “Os pacientes abrigados numa residência terapêutica, inaugurada nos últimos dias de dezembro, também foram encontrados, no último dia 1º de janeiro, sem alimentação”. A prefeita lamentou as dívidas do município com o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), estimadas em R$ 900 mil (três parcelas de R$ 300 mil) e comentou as “condições deploráveis” da frota do município.
– Alguém me disse para expor os veículos, mas acho isso desnecessário. A ambulância da UPA, com dois anos de funcionamento, está com o motor batido. Vários carros também estão na mesma condição. O que precisamos fazer é arregaçar a manga e trabalhar – disse a prefeita, que disse não querer dar o troco na administração Mandiocão, que nos primeiros dias de governo, em janeiro de 2005, expôs os carros sucateados deixados pela gestão Solange.

Milhares de medicamentos vencidos e mal armazenados também foram encontrados pela equipe da prefeita Solange. Com o apoio do Procurador Geral, Gustavo Lopes, ela revelou que a Prefeitura e vários prédios da administração municipal estão recebendo energia elétrica por força de uma Liminar Judicial (a energia foi cortada no dia 27/12 e religada através de liminar). A dívida do município com a Ampla seria da ordem de R$ 300 mil. Ainda segundo a prefeita, a dívida do município com o Iprevirb, “inclusive, parcelamentos de dívidas anteriores, é outro desafio que temos para resolver”.

Em relação ao desabastecimento de água, uma reclamação de todos os bairros da cidade, a prefeita classifica o assunto como “calamitosa”. “A questão da água, hoje, não está restrita mais ao Parque Andréa. O problema atinge todo município. No 3º Distrito, as reclamações são constantes e, hoje, até o Centro da cidade sofre com essa questão. “A CEDAE tem um convênio celebrado com Rio Bonito, segundo esse documento, a água deveria chegar ao 2º Distrito em um ano, mas esse prazo já expirou e nada foi feito”, disse a prefeita.

Durante a entrevista, Solange comentou que o Colégio Municipal Maurício Kopke, na entrada da Caixa D’Água, está com o segundo andar interditado por conta das inúmeras goteiras; e comentou que o estado da Colégio Municipal Kingston Mota, no Parque Andréa, é grave, a superlotação é preocupante, “mas as obras da escola nova não foram iniciadas”. Ela também expôs o problema das residências distribuídas aos desabrigados e disse as casas não estavam em condições de ser entregues.
– Os apartamentos do Green Pack, por exemplo, não têm água porque a bomba não foi ligada. A energia elétrica alimenta apenas os prédios e isso tem causado sérios transtornos aos novos moradores – afirmou a prefeita, acrescentando que o critério de distribuição das moradias do Parque Andréa foi confuso, as reclamações das famílias que teriam direito são muitas, “mas nós ainda não conseguimos entender como foi feita essa distribuição”.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mobilização, um sonho a ser alcançado no Brasil

Flávio Azevedo

Nos 'Anos de Chumbo', a Ditadura castrou ideais e silenciou o espírito crítico.
A verdade é que as nossas entidades e representações de classes – por política de boa vizinhança ou frouxidão – não querem levantar bandeiras urgentes e necessárias ao bem-estar popular. Um movimento popular contra CEDAE, AMPLA, empresas de transporte coletivo, entre outras que prestam serviços (públicos) com deficiência e desinteresse, deveriam sofrer pressão popular! Entretanto, não temos liderança (desinteressada), nem cultura de mobilização. Reclamar nós até sabemos, mas a boa e velha mobilização e organização não faz parte da cultura do brasileiro, sobretudo em cidades de menor porte.

Já perdi a conta de quantas mobilizações eu já acompanhei. Também já perdi a conta das vezes que eu vi belos e importantes movimentos serem sepultados porque alguém recebeu ($$$$$$$$) para mudar de lado. Algumas cestas básicas, um emprego com bons rendimentos, um mimo, um presentinho, esses são apenas alguns dos itens que estão acostumados a dissolver mobilizações sólidas que lutavam por importantes objetivos.

Também podemos colocar nessa lista o oportunismo político, praticado por aquele sujeito que usa esses movimentos para se promover porque será candidato a algum cargo eletivo. Isso também tem colaborado de forma determinante para aniquilar importantes mobilizações. Geralmente, perdendo ou ganhando, o crápula oportunista abandona a causa e a ideologia que se lasque!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Desculpa cretina

Flávio Azevedo

Parte da primeira página do jornal Folha da Terra que aborda o assunto falta d'água.
Desde 2007 nós estamos falando sobre a importância do município ser preparado para os impactos do COMPERJ; sinalizamos que a região está tendo um crescimento acima do razoável; e apontamos a necessidade de investimento em infraestrutura em todos os seus setores. Apesar disso, a CEDAE descobriu, somente agora, na virada de 2012 para 2013, que o desabastecimento de água está sendo causado por conta do “aumento populacional e das altas temperaturas”. A empresa também foi surpreendida com um cano obstruído na entrada Mangueirinha, o que nos faz entender que não existe vistoria preventiva na rede para se saber o estado das tubulações.

Na matéria do jornal Folha da Terra (foto) que aborda o assunto, a desculpa da CEDAE pode ser classificada como a mais CRETINA de todos os tempos. Então a estatal só percebeu, agora, que o volume de moradores está aumentando em Rio Bonito? Outra coisa: como é a primeira vez que faz calor em Rio Bonito, cidade famosa pelo seu clima andino durante todo ano, a CEDAE foi SURPREENDIDA com essa REPENTINA alta de temperatura e não está conseguindo abastecer bairros como Mangueirinha, Green Valley, Praça Cruzeiro, Rio do Ouro, Loteamento Schueler, Boa Esperança, Sambê, entre outros.

No último dia 1º de janeiro de 2013, durante a posse dos titulares dos poderes, Executivo e Legislativo de Rio Bonito, o termo “Justiça Social” foi muito utilizado. Esperamos que a tal “Justiça Social” já seja defendida nessa questão. Aliás, é humilhante o sujeito ficar na porta do vizinho mendigando um balde d’água para fazer almoço, para dar banho numa criança, entre outras necessidades imediatas! Por ser indispensável a sobrevivência, o acesso a água é DIREITO.

Também acreditamos que nos últimos cinco anos, os inúmeros imóveis erguidos em Rio Bonito foram feitos de tijolos invisíveis, por isso ninguém viu o crescimento populacional e residencial! Quem não acredita nesse crescimento, converse com os profissionais do setor imobiliário, diretores de escolas privadas ou, simplesmente, a tardinha, sente-se na entrada de Rio Bonito e conte quantos ônibus entram no Centro da cidade cheios de operários do COMPERJ.

Falta água todo dia, que agonia!

Flávio Azevedo

O Estado não está se preparando para os impactos do COMPERJ em nenhum setor.
A excelente matéria do jornal Folha da Terra, de autoria da colega Lívia Louzada, trás a desculpa mais cretina da história para o desabastecimento de água que atinge quase todos os bairros de Rio Bonito. O responsável pela estatal informou que “o crescimento populacional e as altas temperaturas estão sendo responsáveis pelo desabastecimento”. Ou seja, fica muito nítido que o estado e o município não se prepararam para o efeito COMPERJ que está aumentando a olhos vistos o número de moradores na cidade.

Por outro lado, eu não estou vendo novidade nas temperaturas desse verão. Ou nos anos anteriores caía neve em Rio Bonito nessa época do ano? Estou aqui há 38 anos e não me lembro de ter brincado na neve nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro dos anos anteriores. Esses meses sempre foram marcados pelas altas temperaturas, pela falta de água e pela lerdeza da CEDAE, que o Estado está doido para privatizar.

Eu aposto que depois de ser privatizada, a empresa vai prestar serviços mais eficientes e anunciará lucros recordes a cada ano. Quem não se lembra da ineficiente Vale do Rio Doce, que depois de privatizada – virou Vale – tornou-se uma das maiores mineradoras do mundo e uma das empresas de maior rentabilidade do planeta? O mais interessante é que nomes do alto escalão do governo estadual estão entre as empresas que querem arrematar a problemática CEDAE.

Essa classe política me dá náuseas! Quanto mais alto o escalão é pior!

Rio Bonito tem novo governo, mas precisamos de novas atitudes, sobretudo do povo

Flávio Azevedo

A prefeita Solange Almeida em seus inflamado e emocionado discurso de posse.
Desde que a prefeita Solange Almeida foi eleita, eu tenho ouvido muita gente dizendo que “tudo será diferente”. Vejo, inclusive, alguns comentários do tipo “A partir do dia 2 de janeiro tudo será diferente”. Aliás, já recebo, hoje (02/01), um e-mail reclamando da administração municipal (que assumiu ontem).

Diante dessas expectativas nocivas a qualquer gestão, vale ressaltar que a prefeita não tem em mãos uma varinha de condão. Ela tem sim, uma caneta para despachar; colaboradores e secretários, ainda em adaptação; e um povo extremamente acostumado ao paternalismo. Sendo assim, ‘vamos de vagar com o andor’. Sou da opinião que se começarmos fazer a nossa parte, sobretudo no quesito “bom senso”, certamente a tarefa das nossas autoridades será facilitada.

Aos que questionam a minha postura diante do novo governo (que realmente não chegou ao comando da cidade com a minha simpatia), eu esclareço que será a mesma que eu mantive no governo anterior. Aquilo que for passível de crítica será criticado, o que eu concordar e achar interessante será elogiado. E, detalhe: continuarei opinando livremente sobre o que eu entendo ser o melhor para a nossa cidade em todos os seus setores.

Sejam bem-vindos a prefeita, o seu vice, os novos secretários e novos vereadores, porque há muito que fazer! Esse negócio de 40, 15, 70 e “nenhum deles me agradou” ficou lá no dia 7 de outubro. Hoje, esse grupo comanda a cidade, que é formada por todos nós. Torcer contra a nova gestão é torcer contra Rio Bonito e, consequentemente, torcer contra nós mesmos!

A posse da prefeita e dos vereadores aconteceu em solenidade aberta ao público (que compareceu em massa) no Esporte Clube Fluminense, no Centro, nesse dia 1º de janeiro, às 17h. O evento contou com a musicalidade da banda Casa de Maria, do Coral Santa Cecília, da cantora Sheila Sá e da Orquestra Sinfônica da UNIRIO.