segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Faltam investimentos ao Esporte brasileiro e Rio Bonito segue a risca essa triste realidade

Flávio Azevedo

O pugilista, Esquiva Falcão, medalha de prata nas Olimpíadas de Londres (categoria peso-médio masculino), chegou ao Brasil muito aplaudido, mas aproveitou a oportunidade para pedir mais apoio para o boxe. “Peço mais apoio às pessoas que estão vendo, pois o boxe precisa de um pouco mais para dar mais resultado. Falta centro de treinamento específico. Acho que, com um CT, o boxe pode evoluir bastante”, declarou.

O jovem pugilista também espera que as conquistas da equipe brasileira (além de sua prata e do bronze de Adriana Araújo, Yamaguchi Falcão foi bronze no peso-meio-pesado masculino) atraiam mais apoio para atletas desconhecidos do boxe. Ele lembrou que ele e seu irmão não eram conhecidos até antes dos Jogos Olímpicos.
– Acredito que agora vai chegar mais apoio para os outros atletas, e os patrocinadores vão acreditar mais neles, que eles têm capacidade. Passamos por dificuldades também. Há um mês, ninguém conhecia a gente, e hoje estamos aqui, com muito esforço – comentou Esquiva.

Em Rio Bonito é igual

Depois de ajudar a vitoriosa equipe de Kickboxing do Rio Bonito Atlético Clube (RBAC) a acrescentar mais 15 medalhas ao seu vitorioso currículo (oito delas de ouro), o professor Ronaldo Oliveira Augusto, coordenador da academia de Kickboxing do RBAC fala da importância do apoio ao esporte em Rio Bonito. “Temos uma equipe muito bem treinada, dedicada, que está sempre conquistando medalhas, apesar do apoio tímido do poder público ao Esporte. Se os investimentos a esse setor fossem mais consistentes, a nossa realidade seria muito superior e nós estaríamos em outro patamar”, pondera Ronaldo.

Participando da 2ª etapa do Campeonato Intermunicipal de Kickboxing, no Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, no último dia 11 de agosto, os atletas conquistaram 15 medalhas, sendo oito de ouro, quatro de prata e três de bronze. Os atletas, Ronaldo Augusto e Rafaela Castilho, conquistaram o trofeu de melhor atleta da competição nas modalidades, masculino e feminino, respectivamente.

O professor Ronaldo afirma que o seu grupo de atletas trabalha duro e as medalhas são frutos da dedicação e do treinamento. Na 1ª Etapa do Campeonato Intermunicipal de Kickboxing, no Clube Tamoio, em São Gonçalo, no último mês de julho, o grupo conquistou 18 medalhas, sendo cinco de ouro, sete de prata e seis de bronze. Com as 15 medalhas conquistadas no dia 11 de agosto, o grupo chegou ao total de 33 medalhas, sendo 13 de ouro.

Falta atenção

Outras premissas também devem ser analisadas, por exemplo: os empresários, e até o poder público, não focam a formação do homem (cidadania), mas o ganho financeiro que o atleta/operário pode render as suas marcas, nomes e empresas. Em entrevista ao Canal SporTV, a ex-ginasta húngara, Nádia Comãneci, disse que o Brasil precisa de “heróis” nos esportes menos populares para fazer o povo ter esses atletas e o tal esporte como referência. Diante desse cenário, não seria mais inteligente se os bilhões que estão sendo direcionados à realização de Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) aqui no Brasil fossem investidos na formação de atletas olímpicos?

Kickboxing conquista mais 15 medalhas e segue batendo recordes

Flávio Azevedo

A equipe de Kickboxing do Rio Bonito Atlético Clube (RBAC) acrescentou mais 15 medalhas ao seu vitorioso currículo. Participando da 2ª etapa do Campeonato Intermunicipal da categoria, no Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, no último dia 11 de agosto, os atletas conquistaram 15 medalhas, sendo oito de ouro, quatro de prata e três de bronze. Destaque para os atletas, Ronaldo Augusto e Rafaela Castilho, que conquistaram o trofeu de melhor atleta da competição nas modalidades, masculino e feminino, respectivamente.

Sempre sorridente e estampando, com orgulho, a lista com o nome dos 15 medalhistas, o professor Ronaldo Augusto afirma que o grupo está trabalhando duro e essas conquistas são frutos da dedicação e do treinamento. “Na 1ª Etapa do Campeonato Intermunicipal de Kickboxing, no Clube Tamoio, em São Gonçalo, nós conquistamos 18 medalhas, sendo cinco de ouro, sete de prata e seis de bronze. Com essas 15 que alcançamos na 2ª etapa da competição chegamos ao total de 33 medalhas, 13 delas de ouro”, comemora Ronaldo, que ressalta uma realização pessoal, a conquista do troféu de melhor atleta da competição.

Questionado sobre o diferencial da equipe, que como todos os grupos vencedores treinam bastante, Ronaldo destaca a amizade e a união dos atletas. “Somos uma grande família, os atletas são amigos, saem juntos quando saem para se divertir e essa interação é fundamental para os bons resultados”. Praticante de Kickboxing há cerca de 12 anos, o professor Ronaldo Augusto está há cinco deles no RBAC e tem como grande objetivo tornar o seu grupo o melhor do estado.
– Já estamos entre os melhores, mas o nosso principal objetivo é alcançar o título de melhor equipe. Quando o RBAC abriu as portas para nós, o crescimento foi grande, as conquistas aconteceram e temos muito a agradecer a diretoria do clube – revelou o professor.

Sempre otimista, o professor Ronaldo Augusto prevê para “breve” a participação de atletas do seu grupo em eventos de artes marciais de visibilidade como o MMA. “O Kickboxing é o Esporte que mais tem crescido no país. Eu não sei se será o Ronaldo Augusto, mas o nosso grupo tem atletas excelentes, por exemplo, Márcio Ribeiro Dantas, que já participou do K1 profissional e foi campeão”.

domingo, 12 de agosto de 2012

“Caminhada do Papai” reúne centenas de famílias

Flávio Azevedo

A tradicional “Caminhada do Papai”, evento realizado pela Escola Criar, em homenagem ao Dia dos Pais, reuniu centenas de famílias na manhã do último sábado (11/08). Munidos de óculos de sol, bonés, protetores solares e muita animação, as famílias começaram caminhar por volta das 10h. A concentração foi em frente a empresa W One, onde os caminhantes, protegidos por batedores da Guarda Municipal, fizeram alongamento antes da largada.
– O nosso objetivo é aproveitar esse dia, que antecede o Dia dos Pais, para estimular a proximidade dos pais com os seus filhos e da família de maneira geral, que com essa correria do dia reúne pouco tempo para curtir momentos dessa natureza – conta a diretora da escola Cristina Corrêa, revelando que a “Caminhada do Papai” acontece a cerca de 10 anos.

A caminhada se estendeu até o portal do Green Valley (próximo a Delegacia Legal), onde os caminhantes aproveitaram para se hidratar, tirar fotos e dar uma rápida descansada. O retorno terminou no Rio Bonito Atlético Clube (RBAC), onde uma mesa de frutas esperava os participantes. Enquanto os adultos aproveitaram as frutas e as sombras das árvores, as crianças esqueceram o cansaço, o sol forte e se esbaldaram no playground.

Acompanhado de toda família, um dos pais que participou da “Caminhada do Papai” sugeriu, em entrevista a nossa reportagem, que “eventos dessa natureza deveriam acontecer pelo menos uma vez no mês”. Segundo ele, “além melhorar a Saúde dos envolvidos, aproxima as pessoas, as famílias e nos tira da rotina”.

Sander lança CD “Kaia na Real”

Flávio Azevedo

O músico, ativista e preletor do projeto “Cidadania Viva”, Sander, lançou o CD “Kaia na Real”, na noite desse sábado (11/08). O local escolhido para o evento foi o Espaço Cultural Lona na Lua, no Centro de Rio Bonito. O evento foi prestigiado por amigos, familiares e companheiros de estrada de Sander que acompanharam a sua transformação nos últimos 12 anos, quando, segundo ele, mudou radicalmente de vida, “mas sem perder a alegria de viver ou anular os talentos que Deus me deu”.
– A verdade é que eu achava Jesus um maior otário. Até que um dia na mesa de um bar ele falou comigo e eu entendi que de otário eu não tinha nada. Ele me mostrou que eu tinha talento para cantar, compor, falar com as pessoas e poderia usar esses atributos em outras direções – disse o músico, destacando que “há 12 anos eu estou limpo e tenho usado a minha experiência para mostrar às pessoas que as drogas não estão com nada”.

O evento contou com a participação do músico Marcelo Cardoso, o Marcelo Kaus, líder da banda Maverick, que junto com Judson Lessa (Bateria) e Wagner Taveira (Baixo) deram um brilho especial ao evento de lançamento do CD “Kaia na Real”. As músicas têm cunho educativo, crítico e tem o objetivo de provocar a reflexão em relação ao uso de drogas, aos conflitos familiares e a postura da sociedade diante da mídia e dos valores defendidos pela própria sociedade.

Entrevista


Em entrevista ao programa “O Tempo em Rio Bonito” da Rádio Sambê FM (98,7), Sander disse que o “Kaia na Real” está recheado de melodias compostas por ele e o propósito é alcançar a juventude que a cada dia está mais exposta aos efeitos das drogas e a influência da mídia, que “atende a vontade do povo” (letra de uma das músicas do CD) no oferecimento de nada. “O horário de TV é extremamente caro, vale milhões, mas o conteúdo é muito pobre, exatamente para fazer as pessoas permanecerem vazias”, destaca o músico, acrescentando que a família é a entidade que mais sofre diante desse cenário.

Sempre muito crítico e preocupado, Sander reclama a falta de investimentos no setor Cultural e comenta que o fomento ao debate é nulo. Para ele, os movimentos sociais e manifestações culturais que tinham identidade com o pobre e as classes desfavorecidas foram corrompidos pela “lógica midiática”.
– O Funk surgiu com o propósito de expor a realidade das favelas, das pessoas pobres, mas o mercado fonográfico e as gravadoras se apropriaram e acrescentaram a pornografia. Com isso, o movimento que nasceu para conscientizar acabou se transformando numa arma de alienação. Hoje, o Funk é sinônimo de muita bunda, muito peito, muita coxa e tornou-se imoral – destaca Sander.

O músico não para por aí. Ele cita o Funk “Eu só quero é ser feliz”, de Cidinho e Doca, um dos primeiros a ganhar fama, que segundo Sander, “hoje é tido como careta”. Ele afirma que esse é um exemplo clássico da mudança de paradigma e canta o refrão para exemplificar. “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é. E poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem o seu lugar! Fé em Deus... Percebe como essa letra é um pedido de socorro? E o que temos hoje?”, questiona Sander.

Andrezinho Chock

O fenômeno Andrezinho Chock, o MC riobonitense que está fazendo sucesso por quase todo Brasil, menos no Rio de Janeiro, é outro exemplo apontado por Sander para ilustrar a força do mercado que só investe no que é ruim. Segundo ele, “como Andrezinho mantém a ideologia de fazer letras com conteúdo, com fundo político e se recusa a fazer apologia ao sexo a as drogas, ele acaba sendo excluído do mercado local e só consegue destaque fora do Rio de Janeiro”, revela Sander, expondo a cruel realidade das “glamorosas” e “popozudas” que acabam se sujeitando a exposição por conta do status e posição social que vem a reboque do espetáculo.

sábado, 11 de agosto de 2012

O Brasil nunca esteve no pódio


O Brasil não é medalha de ouro em Segurança, as nossas fronteiras estão abandonadas; não somos medalha de ouro em Transporte, a infraestrutura do país é sofrível; não somos medalha de ouro em Saúde, na Educação não somos sequer medalha de bronze. Somos campeões em desigualdade social, violência, corrupção e impunidade. Diante desse cenário grotesco, ainda vejo gente reclamando o fato de o Brasil nunca ter conseguido ganhar uma medalha de ouro no futebol olímpico!

Pensemos nisso!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Resultados das Olimpíadas de Londres lembram que o Brasil figura no 3º Mundo dos esportes olímpicos

Flávio Azevedo

Em ano de Olimpíadas não há brasileiro que não fique indignado. Se alguns resultados nos entristecem, o porquê dos tais resultados nos deixa estupefatos. Eu não sei você, mas se ficamos envaidecidos quando a Ginástica Olímpica rende medalhas, os resultados do Atletismo nos mostra que estamos distantes, anos luz, de sermos uma potência olímpica. Mas por que isso acontece? Inicialmente, nós podemos culpar o sistema capitalista brasileiro, que é muito mais cruel e mortal que o genuíno capitalismo estadunidense.

Para quem ainda não percebeu, o consumismo e as divisões classistas existentes no Brasil são muito mais perversos e violentos que o criticado “jeito americano de viver”. Isso acontece porque o Brasil é um país pobre em Educação, habitado por pessoas despidas de qualquer sentimento nacionalista e também por conta da terrível e flagrante desigualdade social.

Se o conflito de classes americano (proletariado x burguesia) é ideológico, o brasileiro é mercantil. Vale dizer que a massa de manobra é cultivada pelas elites por serem fontes de renda e de manutenção de poder. Enquanto em outros países, mesmo na América do Sul, o esporte é ferramenta de igualdade, no Brasil, ele é fonte de renda, o que estimula o desequilíbrio social.

Podemos citar o exemplo de atletas de um mesmo clube, que tem salários muito diferentes. No Fluminense, por exemplo, alguns recebem altos salários porque são bancados pelo patrocinador. Já outros atletas do mesmo plantel, por não serem vinculados ao plano de saúde que patrocina o clube, vivem da incerteza salarial.

Nos esportes amadores e olímpicos algo similar acontece. O futebol, o esporte mais popular do país, encontra patrocinador a cada esquina, porque como o empresário sabe do retorno investe olhando única e exclusivamente o ganho fácil. Com isso, outros esportes acabam sendo preteridos, porque não tem o mesmo apelo e visibilidade.

Outras premissas também podem ser apontadas, por exemplo: os empresários, e até o poder público, não focam a formação do homem (cidadania), mas o ganho financeiro que o atleta/operário pode render as suas marcas, nomes e empresas. Já o povo, por ser egoísta só vê valor na vitória, no primeiro lugar e na medalha de ouro. Isso faz com que outros esportes, onde o Brasil precisa evoluir, não tenham audiência. O único a romper essa barreira foi o vôlei, que pelas ‘insistentes’ vitórias e medalhas é o segundo esporte do Brasil.

Em entrevista ao Canal SporTV, a ex-ginasta húngara, Nádia Comãneci, disse que o Brasil precisa de “heróis” nos esportes menos populares para fazer o povo ter esses atletas e o tal esporte como referência. Algo similar ao que aconteceu com o tenista Gustavo Kuerten, que popularizou o Tênis quando ficou no topo do ranking. Fenômeno similar ocorreu com a Natação de Gustavo Borges, Fernando Scherer, César Cielo e Thiago Pereira. A Ginástica Olímpica de Daiane dos Santos, dos irmãos Daniele e Diego Hipólito e Jade Barbosa.

Seria mais inteligente se os bilhões direcionados a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 fossem investidos na formação de atletas olímpicos.

“Programa Flávio Azevedo” entrevista vereadora Rita de Cássia

Flávio Azevedo

Iniciando uma série de entrevistas com os vereadores de Rio Bonito, o “Programa Flávio Azevedo” entrevistou na última quinta-feira (09/08), a vereadora Rita de Cássia Borges Martins Gomes (PP). Ela respondeu uma série de perguntas relacionadas aos edis do parlamento riobonitense, a dinâmica do mandato (ela está no segundo), a busca pela reeleição, a descrença do eleitorado na classe política e temas como compra de voto e o polêmico concurso público para o Legislativo local que foi cancelado por ação direta da parlamentar.
– Embora eu seja membro da Mesa Diretora, eu não tive acesso a essa negociação. O presidente Marcus Botelho havia informado que a empresa seria responsável pela devolução do dinheiro, depois eu vi uma entrevista onde ele disse o contrário, mas eu particularmente acho que as pessoas não podem ficar no prejuízo e a Câmara e a empresa tem responsabilidade – ponderou a vereadora, destacando que uma solução legal precisa ser encontrada.

Sobre a não participação dos membros da Mesa Diretora na abertura do concurso, a vereadora esclareceu que o edital publicado foi assinado unicamente pelo presidente. “Eu discordo disso porque ao contrário do que disse um colega, um concurso não é um ato discricionário. O Regimento Interno da Casa aponta que deve ser um ato da Mesa Diretora”, destacou Rita. A respeito da aprovação de familiares de vereadores de Rio Bonito e Silva Jardim no concurso de Itaboraí (o Ministério Público estaria investigando uma suposta fraude nessas aprovações), a parlamentar concorda que isso denigre a imagem da classe política.
– Existe realmente a aprovação dessas pessoas, mas a suposta fraude só pode ser comprovada pela Justiça. Acredito que o povo está certíssimo em ficar preocupado com os seus representantes e isso tem motivado uma melhoria no senso crítico do eleitor – pondera a vereadora, alegando que a eleição de 2012 está tendo um desenrolar diferente dos pleitos anteriores por que o eleitorado busca representantes melhores.

Quanto a concorrer ao Executivo, um projeto que era acariciado pela vereadora, ela comentou que recebeu muitos incentivos, mas informou ter desistido do projeto porque “uma campanha não se faz só de desejo”. Ela também frisou que para ser candidata a prefeita, “algumas articulações que eu não vejo com bons olhos seriam necessárias”. Rita acrescentou que trabalharia muito, mas não teria chances de chegar. “Por isso, eu resolvi adiar a ideia e decidi buscar a reeleição para o Parlamento”.

Sobre a possibilidade de ter prejudicado a sua imagem ao se envolver na disputa pela presidência da Casa, a vereadora discorda dessa leitura e afirma que, numa pendenga é preciso tomar um lado. “Na existência de dois grupos não tem como ficar de fora, porque a vida não é formada só de pares... Também temos os ímpares. Naquele momento nós compartilhávamos das mesmas ideias, hoje, isso mudou um pouco, mas tudo isso faz parte da vida política”.

Quanto as afirmações de que “essa a pior Câmara de todos os tempos” e sobre a renovação do parlamento riobonitense, a vereadora afirma que “renovar é sempre importante”. Ela acrescenta que a renovação não garante que não acontecerá uma decepção. “O caso é que as pessoas dizem uma coisa, mas quando chegam aqui dentro (na Câmara) mudam, porque os interesses são diferentes”.
– Nós iremos perder alguns colegas, outras pessoas, que também merecem participar dessa Casa, irão chegar. Várias pessoas dizem não gostar de política, mas esquecem que é através da política que as mudanças ocorrem. Mas alguns pares que fazem parte dessa Casa merecem voltar e acredito que nós precisamos de mais mulheres no parlamento, por elas serem mais sensíveis – analisa.

A postura do eleitorado, que em grande maioria exige políticos sérios e honestos, mas não se porta com seriedade e honestidade, também foi tema da entrevista. A vereadora afirma que “os comentários sobre compra de votos são fortes e assegura que os políticos que utilizam esse expediente, caso não recorressem ao poder do dinheiro, não teriam 100 votos, porque não tem trabalhos de quatro anos, mas de três meses”. Para a Rita, o eleitorado precisa escolher candidatos que não encarem a função de vereador como emprego. “Vivem do salário de vereador e isso é preocupante”.

A respeito das críticas feitas a classe política, que em vários momentos se corrompe para atender ‘propostas indecentes’ da sociedade que não age conforme o discurso que prega, Rita acredita que “as pessoas a cada dia que passa estão muito conscientes”.
– Eu faço reunião na casa das pessoas, sempre falo da importância de não se vender o voto, mas você acha que diante das dificuldades alguém abre mão de R$ 250,00? É claro que elas irão pegar o dinheiro, mas precisam não votar em quem age dessa forma. Sei também que algumas pessoas vivem disso... Gente que estão em busca do hoje... Pessoas que em troca de dinheiro e gasolina oferecem o carro e casa para colocar placas e adesivos... Mas a maioria está escolhendo melhor e tenho esperança que aqueles candidatos que estão esperando ter mil votos terão quinhentos. Mudar tudo isso depende de nós – concluiu.

“Programa Flávio Azevedo” recebe universitários de Rio Bonito

Flávio Azevedo

O “Programa Flávio Azevedo” dessa sexta (10/08) recebeu três universitários riobonitenses que apresentaram uma razoável pauta de reivindicações para o transporte da categoria, que segundo eles precisa ser revisto. Nos últimos dias 30/07 e 07/08, um dos ônibus foi parado numa blitz da Polícia Rodoviária Federal e ficou detido por problemas na documentação do veículo. O fato gerou transtornos aos estudantes, que também reclamam da insegurança dos carros e apontam problemas na conservação dos coletivos.

Segundo os universitários, eles estão se organizando para realizar um encontro com os três candidatos a prefeito de Rio Bonito para que eles apresentem as suas ideias e propostas para o transporte universitário. Ainda não existe uma data marcada para os encontros, mas os candidatos já tomaram ciência e confirmaram presença. A reunião será aberta ao público e pode acontecer no Mercado Municipal.

Estiveram conosco Willian Teixeira, Gabriela Medeiros e Marcos Braga, que aproveitaram a oportunidade para convocar todos os universitários, os familiares de cada estudante e quem esteja cursando o Ensino Médio, “porque são pessoas que nos próximos anos também dependerão desse benefício”, comentaram.

Opinião

Quanto a postura dos representantes dos universitários, eles não pediram voto para ninguém, não partidarizaram o debate e defenderam reivindicações baseada na Segurança. Precisamos ter muito cuidado ao rotular como “oposição” ou “oportunistas”, as pessoas que fazem reivindicações sobre esse ou qualquer outro tema, sobretudo quando são jovens. Em minha modesta opinião, essa é forma mais cruel de se castrar a expressão alheia.

A minha geração (sou de 1974) é alienada e despolitizada porque somos filhos de um período ditatorial onde as pessoas que ousavam opinar ou criticar eram rotuladas como anarquistas, desordeiras, desocupadas, comunistas etc. A ditadura se foi em 1985, mas ainda colhemos os frutos das suas mazelas quase 30 anos depois!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dica para políticos: estudo conclui que quem mente menos tem saúde melhor


Mentir faz mal para a saúde não apenas mental, mas física, indica um estudo feito nos Estados Unidos e apresentado nesta semana na reunião anual da Associação Americana de Psicologia. Segundo os pesquisadores, o hábito de mentir pode estar ligado a casos de dores de cabeça e de garganta.

Parece roteiro de filme de comédia, mas os cientistas da Universidade de Notre Dame pediram para 55 pessoas não contarem mentiras, nem grandes nem pequenas, durante 10 semanas. No período, elas passaram por check-ups completos de saúde semanalmente. Outras 55 pessoas também foram avaliadas, mas não receberam nenhum pedido sobre não mentir.

Segundo os resultados, o grupo que parou de mentir apresentou menos reclamações sobre seu bem-estar. Eles estavam menos estressados e melancólicos e tinham dores de cabeça e garganta menos frequentes.

O elo entre os dois comportamentos permaneceu ao longo do estudo. Por exemplo, se em uma determinada semana uma pessoa afirmava ter contado menos mentiras que na semana anterior, ela também dizia se sentir melhor fisicamente.

Segundo os cientistas responsáveis, o bem-estar é causado não pela falta de mentiras, mas pela melhoria nos relacionamentos pessoais que ela causa.

Fonte: G1

domingo, 5 de agosto de 2012

Castelo é campeão “Veterano” da Copa Ollé 2012

Flávio Azevedo

Jogando nesse domingo (05/08) no Estádio Alfonso Martinez, no Cruzeiro, o Castelo sagrou-se campeão da Copa Ollé, categoria veteranos, ao empatar em 2x2 com o Só Preto. O tricolor jogava pelo empate, já que no último domingo (29/07), diante da sua torcida venceu o adversário pelo placar de 4x2. Os gols do Castelo foram marcados por Beto e Gustavo. O atacante Xandi fez os gols do Só Preto.

A partida foi bem disputada, mas sempre num clima de muita lealdade entre os atletas. Antes da entrega das taças, o organizador da competição, o desportista Bruno Farias, entregou a premiação individual. Com 12 gols, o atacante Xandi sagrou-se o “artilheiro” da Copa. O “goleiro menos vazado” foi o campeão Almir Jr. Já o troféu “destaque da Copa” foi para Beto, também do Castelo.

Em entrevista a nossa reportagem, os atletas Beto e Almir Jr enalteceram a união do grupo e afirmaram que essa equipe foi campeã em 2003 do Campeonato Riobonitense de Futebol Amador. “Dez anos depois, nós não só conseguimos juntar todos os companheiros daquela época, como também conseguimos novamente ser campeões”, ressaltou Almir Jr, destacando a falta de Vital, companheiro que há cerca de um mês faleceu vítima de acidente de trânsito.

O treinador Luiz Baixinho concorda que o Só Preto acabou sendo vítima dos erros cometidos no jogo de ida, quando segundo ele, “erros individuais ajudaram o Castelo a sair com um placar tão dilatado”. Já o técnico e presidente do Castelo, Almir Pintas, enalteceu o fato das equipes que disputam a decisão são oriundas do 2º Distrito.
– Esse sempre foi um sonho meu... Ver duas equipes de Boa Esperança decidindo uma competição no 1º Distrito. Isso significa que no 2º Distrito tem gente boa jogando futebol e têm clubes que sabem montar boas equipes para participar das competições – destacou.

Artistas do espetáculo

O Castelo foi campeão com Almir Jr, Fuminho, Dudu, Gustavo e Wagner; Adriano, Bambam, Beto e Mão; Zu e Colico. Na suplência o clube contou com Erivelton, Tangerina, Ratinho, Fernando, Carlinhos e Natan. O treinador é Almir Pintas.

O Só Preto formou com Biano, Carlinhos, Marcão, Bajou e Fantico (Paraíba); Adãozinho, Joelson (Adilson), Marcinho e Nem; Xandi e Pedrinho. No banco de reservas Marcelo, Xinho, Betinho e Marcinho. A equipe é treinada por Luiz Baixinho.

A arbitragem foi de Adriano Honorato, que atuou auxiliado por Márcio Sardinha e Felipe Silva.