sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Jhon Arias de volta ao Brasil... No Palmeiras!

O colombiano, Jhon Arias; foi apresentado nessa sexta-feira (13/02) como novo reforço do Palmeiras. O jogador ganhou destaque no mundo do Futebol atuando pelo Fluminense, de onde saiu para realizar “o sonho de jogar e morar na Europa”. Curiosamente o atleta retorna ao Futebol brasileiro cerca de seis meses depois de sair por conta do tal “sonho”.

O ano que antecedeu a saída de Jhon Arias do clube de Laranjeiras foi marcado por várias notícias de que “o jogador queria trocar o Fluminense por algum time da Inglaterra”. Até chegou uma proposta da Rússia. Imediatamente recusada pelo jogador, porque o “sonho” era o Futebol inglês.

No Fluminense, segundo o ex-presidente, Mario Bittencout; para convencer o atleta a ficar, a diretoria Tricolor ofereceu a ele um plano de carreira. Ampliação do contrato, aumento substancial dos rendimentos e um projeto de torná-lo o jogador mais importante da história recente do Fluminense. Nada disso seduziu Jhon Arias a abrir mão do tal “sonho europeu”.

Esse texto não tem a pretensão de questionar as idas e vindas do mundo do Futebol; falar de promessas nem sempre possíveis de serem cumpridas nesse universo; e a incompreensão do torcedor que ignora o fato de que no tocante ao Futebol, o único apaixonado é ele. A minha ideia aqui e tratar desses meninos que jogam Futebol.

Não é de hoje que vemos essa rapaziada fazendo escolhas que resultam em “burros n’água” e entrando por caminhos que acabam trazendo prejuízos importantes para carreira e para própria vida.

Por conta do tal “sonho” de jogar e morar na Inglaterra, Arias aceitou ir jogar, com salário menor que tinha no Fluminense, no Wolverhampton, time sem expressão do Futebol inglês. Saiu do Rio de Janeiro para morar numa cidade grande, mas bem distante do padrão oferecido pelas badaladas metrópoles inglesas. Ele não foi jogar no Manchester United, no Manchester City, no Chelsea ou no Arsenal, os quatro maiores clubes da Inglaterra. Foi para o Wolverhampton.

O Wolverhampton está praticamente rebaixado para a segunda divisão inglesa e por conta disso atua defensivamente, situação que sacrifica os seus atacantes. Embora seja um jogador vigoroso, Arias acabou sendo preterido. A realidade da equipe fez o treinador montar um time com maior pegada e marcação, o que atrapalhou o desenvolvimento do Jhon Arias. Além disso, o treinador da seleção da Colômbia comunicou a ele sua preocupação com seu aproveitamento na Copa do Mundo, uma vez que ele estava jogando pouco.

Agora veja só! O cara que era protagonista num dos grandes times do Futebol brasileiro, aclamado pelo torcedor como o mais importante do elenco, passando por essa situação no frio Futebol europeu. Esses cenários devem ter contribuído para fazer “cair a fixa” de que o tal “sonho” foi um grande logro. Possivelmente empresários e família, personagens que geralmente sonham esses sonhos junto com o atleta (por vezes eles sonham mais que o jogador), entenderam a furada que se meteram.

Com poder de fogo financeiro maior que do Fluminense, o Palmeiras colocou € 25.000.000 na mesa do Wolverhampton e ficou com o jogador. Para Jhon Arrias não está ruim, porque voltou para um dos gigantes do Brasil e da América do Sul. O Palmeiras é muito maior que o Wolverhampton. Mas essa aventura por conta de “sonho” poderia ter dado ruim.

Jogadores de Futebol geralmente são meninos oriundos de famílias vulneráveis, garotos muito pobres financeiramente e ricos de “sonhos”, por vezes, bem complexos. A condição de vulnerabilidade de vários desses meninos nem sempre permite o gerenciamento mais adequado desses “sonhos” e das possibilidades que aparecem o tempo todo enquanto estão em atividade. Seja bem vindo de volta ao Brasil, Jhon Árias! E você jovem, cuidado com seus “sonhos”! Nem sempre eles o trarão de volta ao Palmeiras! Vamos em frente! #flavioazevedo

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