Que saudades dos tempos que os escândalos da República eram “o presidente falando palavrão”, “o presidente molestando baleia”, “o presidente andando de moto sem capacete”, “o presidente não tomando vacina”, “o presidente simulando falta de ar”; entre outras coisas “execráveis”!
Agora tudo mudou para melhor! Descobriu-se que transitava pela República, um gângster travestido de banqueiro. Aliás, dar título de “banqueiro” a bandidos que têm significativa influência política é tipo chamar prostituta de cliente rico de “modelo”. O noticiário revela que esse gângster tinha na sua folha de pagamento, escritórios ligados a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro da Justiça, ex-ministro de Fazenda, negócios imobiliários com ministros do STF... As notícias informam ainda que o “Massimo Torricelli” da vida real disse ao seu mais fiel capanga que gostaria de “dar um pau” e “quebrar os dentes” do jornalista de O Globo, Lauro Jardim; por conta das suas notícias sobre as fraudes do seu banco (Master).
Eu também sinto saudades do tempo que o “Gabinete do Ódio” era formado por senhoras empunhado terços e Bíblias enquanto oravam pedindo voto imprenso e gritando “Mito” e “o STF é uma vergonha”, situação que vai se confirmando a partir dos desdobramentos das investigações de crimes como o assalto a Previdência e as relações do gângster, Daniel Vorcaro; com figurões de todos os poderes.
O negócio é tão sério, que ao ser preso o capanga do gângster, num estilo bem hollywoodiano, tirou a própria vida, lembrando aqueles filmes em que o vilão mastiga cianureto ao ser capturado. É... realmente o amor venceu!
Nessa quarta-feira (04/03) o gângster também foi preso (foto). De acordo com o ministro do STF, André Mendonça; relator do caso, os indícios reunidos pela investigação vão além de crimes financeiros. Ele identificou a existência de "milícia privada" para intimidar opositores, ou seja, máfia. Para o ministro há risco concreto as investigações se o gângster seguisse em liberdade. A máfia acessou indevidamente sistemas sigilosos e órgãos públicos e tem participação de funcionários do Banco Central, que já foram afastados, nessa trama.
OBS: Massimo Torricelli é um personagem da série “365 Dias” da Netflix.
Vamos em frente! #flavioazevedo

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