quinta-feira, 30 de março de 2017

Bruxa solta em Rio Bonito na última terça-feira

Flávio Azevedo
Ao que parece, a última terça-feira (28/03) foi um dia de “bruxa solta” em Rio Bonito. Pela manhã, por volta das 9h, segundo relato de seguidores das minhas mídias, uma mulher foi assaltada na Av. Santos Dumont, próximo a antiga padaria Nosso Pão. Os assaltantes estavam num Sandero e levaram o celular da vítima que estava caminhando. “Estamos com medo, estamos com medo de sair de casa, porque os roubos e assaltos estão acontecendo em qualquer lugar”, comenta um internauta.

Ainda na manhã dessa mesma terça-feira (28), um grupo de adolescentes foi assaltado no Colégio Municipal Maurício Kopke. A história me foi relatada por pais das vítimas, que seriam três alunas. Segundo a mãe de uma das crianças, as estudantes estavam dentro do colégio, próximo a grade que cerca a unidade.
– Apareceu um homem armado, exigindo os telefones celulares das crianças. Duas delas reagiram correndo. Minha filha ficou de refém dele até que chamaram os guardas municipais. Enquanto isso, o bandido fugia. A minha filha está muito assustada e não quer ir mais para o colégio. Ajude-nos a divulgar este fato, porque queremos Segurança para nossas crianças, policiamento no colégio em horário integral, por favor! – clama a mãe.

Ainda na noite dessa terça-feira (28), um grupo de pessoas, sob o argumento de que um homem teria tentado roubar um carro no Centro de Rio Bonito, deram uma surra no suposto ladrão. A confusão começou na Praça Fonseca Portela e terminou no estacionamento da ferrovia, próximo ao Esporte Clube Fluminense. Depois de ser surrado, a vítima foi socorrida por uma viatura do Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Regional Darcy Vargas, onde chegou, segundo as nossas fontes, em estado grave e com politraumatismos.

A última história da fatídica terça-feira (28), também ocorreu a noite, no bairro Praça Cruzeiro, onde homens encapuzados assaltaram a filial da Farmácia Santo Antônio, inaugurada recentemente na localidade, próximo ao Colégio Estadual José Matoso Maia Forte. Os assaltantes estariam numa moto de placa não anotada e após apresentar a arma limparam o caixa da farmácia.

Empresários e a sociedade em geral querem reforço no policiamento do município. O que se percebe é que os bairros próximos a BR – 101 são os mais vitimados pela insegurança e ação de ladrões, pela facilidade de fugir após a ação delituosa. Há bastante tempo, os marginais estão à solta em nossa cidade. Todavia, em vez de pensar soluções para o tema, parte das nossas autoridades prefere desqualificar as nossas notícias e alguns dizem até que “é tudo mentira!”.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Polícia Federal investiga ‘bundalelê’ no Tribunal de Contas do Estado

Conselheiros picaretas: 
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Aloysio Neves, e os conselheiros José Gomes Graciosa, Domingos Brazão, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco foram presos, nesta quarta-feira (29/03), e levados para a sede da Polícia Federal. O ex-conselheiro Aluísio Gama de Souza também foi preso. Desde o início da manhã, a PF realiza uma operação para cumprir mandados de prisão contra cinco dos sete integrantes do órgão, que é responsável por fiscalizar todos os recursos públicos do estado e de 91 municípios. Denominada de "Quinto do Ouro", a ação investiga desvios para favorecer membros da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do tribunal.

Ao todo, a PF cumpriu 43 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de bens e valores, expedidos pelo ministro Félix Fischer, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no Rio, em Duque de Caxias e em São João de Meriti. O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), também é alvo de uma condução coercitiva. Ele foi levado para depor na sede da PF por volta de meio-dia desta quarta-feira. Pelo menos 150 policiais federais estão participando da operação. 

De acordo com a PF, os conselheiros teriam participado de um esquema de propina em contratos com o estado no período do governo de Sérgio Cabral. O ex-governador do Rio foi preso pela Operação Lava Jato em novembro do ano passado e está no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Por volta das 9h40, agentes da Polícia Federal cumpriam mandados de busca e apreensão em todos os gabinetes dos conselheiros do TCE-RJ, menos no da corregedora Mariana Montebello Willeman, que não é alvo da operação. O procurador federal Maurício Gerue deixou o prédio do tribunal, na Praça da República, às 10h15. 
– O processo está sob sigilo. Viemos acompanhar o recolhimento de documentos e verificar as provas que estão sendo colhidas. Para não causar alarde, estamos descaracterizados – explicou.

Na Alerj, a Ordem do Dia foi mantida. A Casa explicou, em nota, que o site oficial ficou fora do ar por cerca de 12 horas por causa de um problema no Proderj, onde está instalado o servidor. Mas ressaltou que o serviço já foi restabelecido. O nome da operação é uma referência à figura histórica do "Quinto da Coroa", um imposto correspondente a 20% que a Coroa Portuguesa cobrava dos mineradores de Ouro no período do Brasil Colônia. Uma das mais conhecidas formas de recolhimento ocorria mediante a obtenção de "certificados de recolhimento" pelas casas de fundição. Apesar do rigor na criação de urna estrutura administrativa e fiscal, visando, sobretudo a cobrança dos quintos, o imposto era desviado.

Operação após delação de Jonas Lopes

Apesar de ser baseada na delação premiada do ex-presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho, e de seu filho, o advogado Jonas Lopes Neto, a ação não é um desdobramento da Lava Jato. Assim como adiantou o blog Justiça e Cidadania no último sábado, nos bastidores era dado como certo que o ex-presidente, atualmente licenciado, apontou seis conselheiros e um ex-integrante da Corte como integrantes do esquema de propina, além de prefeitos e megaempresa de prestação de serviço.

Atualmente, Jonas e mais 11 pessoas são réus na Justiça Federal por desvios dos cofres públicos avaliados em R$ 224 milhões. O tribunal começou a ser exposto a partir da delação de dois ex-executivos da Andrade Gutierrez, Clóvis Renato Primo e Rogério Nora de Sá. Eles contaram que, para garantir a aprovação dos contratos de obras e aditivos no TCE, pagaram propina no valor de 1% do dinheiro repassado à empreiteira.

Quando ainda era presidente do TCE, Jonas tinha o poder de paralisar as fiscalizações do corpo instrutivo do órgão nas obras do Maracanã, Arco Metropolitano, PAC das Favelas e Linha 4 do Metrô. Esses procedimentos, segundo investigação da Polícia Federal, ficaram ‘engavetados’ no gabinete do então presidente. Só no caso do Maracanã eram 22 processos parados no TCE.

Conselheiros Picaretas

Aloysio Neves

Foi eleito presidente do TCE em dezembro de 2016, para ocupar o cargo no biênio 2017/2018. O conselheiro trabalhou como assessor técnico de Sérgio Cabral no início dos anos 90. Após a eleição do ex-chefe para a presidência da Alerj, ele assumiu a chefia de gabinete do então deputado estadual Sérgio Cabral entre 1995 e 2002. Com a eleição de Jorge Picciani para a presidência da Assembleia, Neves foi reconduzido ao cargo onde ficou até 2010.

Na Alerj, simultaneamente às suas funções, foi gerente e responsável pela propaganda institucional de 2001 a 2010, tendo coordenado a área cultural e colaborado na administração da casa.
Em 2010, Picciani mobilizou a base do PMDB na Alerj e conseguiu eleger por 54 votos o ex-funcionário para o cargo de conselheiro do TCE. Aloysio Neves foi vice-presidente do TCE no biênio 2015/2016, na gestão de Jonas Lopes.

Aloysio é advogado e funcionário público de carreira. Foi preso em 1983, acusado de tráfico de drogas. Segundo reportagens da época, policiais teriam encontrado 200 gramas de cocaína no apartamento dele. Neves e três amigos foram presos em flagrante. Ele alega ter sido vítima de um flagrante forjado, foi condenado na primeira instância, mas acabou absolvido pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

Domingos Brazão

Foi deputado estadual entre 1999 e 2015. Antes, foi vereador da cidade do Rio de Janeiro, entre 1997 e 1999. Sua base eleitoral é a região de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, com destaque para os bairros de Rio das Pedras e Gardênia Azul, tradicionalmente dominados por milicianos. O conselheiro chegou a ser citado no relatório final da CPI das Milícias, realizada pela Alerj, em 2008. A candidatura de Brazão ao TCE teve como padrinho o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani. Ele recebeu apoio de 61 dos 66 deputados na eleição.

Na época, a nomeação de Brazão foi contestada na Justiça pela Associação Nacional dos Auditores dos Tribunais de Contas do Brasil, que considerava que a vaga no TCE deveria ser preenchida por um conselheiro selecionado em concurso. Em outubro 2011, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio decidiu cassar o mandato do então deputado estadual Domingos Brazão, sob a acusação de ter utilizado um centro de ação social para distribuir serviços e bens, com finalidade eleitoreira. Em julho, o TRE já tinha decidido cassar o mandato do parlamentar por abuso de poder econômico, captação ilícita de voto e conduta vedada a agente público. Brazão recorreu das decisões e permaneceu no cargo até ser nomeado para o TCE.

Em 2006, o Ministério Público estadual abriu uma investigação criminal para apurar se o crescimento patrimonial do deputado estadual Domingos Brazão teria relação com o suposto envolvimento com a chamada máfia dos combustíveis. Brazão também foi alvo de um inquérito na Polícia Federal, por suspeita de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro. A instauração do inquérito na PF foi feita a pedido de Celso de Albuquerque Silva, procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da Segunda Região. A suposta ligação de Brazão com a máfia dos combustíveis consta ainda de um relatório da Procuradoria, que instaurou procedimento de investigação criminal contra Brazão. A investigação criminal começou depois da série de reportagens "Homens de bens da Alerj", publicada pelo jornal O Globo a partir do dia 20 de junho de 2004.

José Gomes Graciosa

Foi presidente do TCE de 2001 a 2006. Graciosa foi eleito para a corte em 1997, no governo Marcello Alencar (PSDB). Na ocasião, a costura política da indicação foi feita pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que era presidente da Alerj. Na época, Graciosa era o primeiro secretário da Mesa Diretora da assembleia. Foi deputado estadual eleito em 1990 e reeleito em 1994. 

Foi denunciado pelo Ministério Público Federal, em 2011, a partir das investigações da operação Pasárgada, da Polícia Federal, por suposto recebimento ilícito de dinheiro em troca de votos para beneficiar uma empresa, entre 2002 e 2003. Graciosa e outros dois conselheiros foram acusados de receber propina de R$ 130 mil para garantir a aprovação de contratos entre o grupo Sim e a Prefeitura de Carapebus, cidade do norte fluminense. O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça em 2013. Durante o julgamento, a vice-procuradora-geral da República, Ella Wiecko, pediu a condenação por corrupção passiva com pena acima do mínimo estabelecido no Código Penal, que é de dois anos, e perda do cargo. Graciosa acabou sendo absolvido pela Corte Especial do STJ.

Marco Antônio Alencar

É filho do ex-governador do Rio Marcello Alencar. Foi nomeado conselheiro do TCE, na vaga ocupada por indicação da Alerj, em 1997. Naquele ano houve um debate sobre o conflito ético envolvendo a indicação de Alencar, já que ele teria de julgar as contas do próprio pai, que ainda era o governador do estado. Foi eleito deputado estadual em 1990 e reeleito em 1994. No TCE, ocupou a vice-presidência entre 2001 e 2006.

Um ex-funcionário do tribunal, indicado por Marco Antonio Alencar, foi apontado como operador do esquema de pagamento de propinas por empreiteiras. Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva, o Doda, atuou no mercado financeiro e trabalhou no governo Marcello Alencar. Delações de executivos da Andrade Gutierrez, no âmbito da operação Calicute, apontam que Doda teria a função de fazer a ligação do TCE com empreiteiras, para o pagamento de propina.

José Maurício Nolasco

Foi eleito para o TCE em 1998. Ocupou a presidência do tribunal entre 2007 e 2010. Nolasco foi citado na delação premiada de Clóvis Renato Primo, ex-executivo da construtora Andrade Gutierrez. Ele declarou que o TCE está envolvido no esquema de propinas pagas pelo consórcio que executou a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, e que, pelo que se recorda, a propina seria destinada ao então presidente do TCE, o conselheiro José Maurício Nolasco. Dos 22 processos que tratam da reforma do Maracanã, 21 ficaram parados no TCE e José Maurício Nolasco era relator de 11 deles.

Fonte: Jornal O Dia e O Globo

terça-feira, 28 de março de 2017

Matheus Neto faz balanço da vacinação contra febre amarela em Rio Bonito

Flávio Azevedo
A nossa reportagem foi recebida na manhã dessa terça-feira (28/03), pelo secretário de Saúde Matheus Neto. O assunto principal da entrevista foi a campanha de vacinação contra a febre amarela. Segundo o secretário, 32 mil pessoas foram vacinadas em 11 dias de campanha. 

Também esteve na nossa pauta, o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que passou por mudanças estruturais emergenciais, a dívida do governo do estado com o município; o funcionamento dos postos de Saúde, inclusive, a falta de médico para avaliar as pessoas com idade superior a 60 anos que desejam se imunizar contra a febre amarela.

De acordo com o secretário, os três primeiros meses foram de economia, “porque a Saúde pagou quatro folhas de pagamento em dois meses (dezembro, 13º salário, janeiro e fevereiro)”; os próximos três meses serão de planejamento, recomposição das equipes e treinamento dos profissionais, que estão sendo contratados através do processo seletivo; “para aí sim, iniciarmos a prestação de serviço de saúde a sociedade riobonitense conforme nós almejamos”.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Aprovados recursos para o Pelc e creche Nossa Senhora da Conceição

Flávio Azevedo
A Câmara de Vereadores aprovou nessa quinta-feira (23/03) duas mensagens importantes para o município. A primeira foi referente ao Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), que está com as atividades paralisadas, porque desde janeiro os oficineiros e equipe pedagógica do programa (iniciado em outubro de 2016); estão sem receber os salários. Também foi aprovada durante a sessão, Mensagem do Executivo que pedia autorização Legislativa para oferecer subvenção de R$ 30 mil para a Creche Nossa Senhora da Conceição, no bairro Caixa D'Água. Por conta de falta de recursos, a unidade, que atende mais de 100 crianças, ainda não havia retomado as suas atividades em 2017, o que prejudica inúmeras famílias riobonitenses.

Durante as discussões que envolveram a aprovação das Mensagens, os vereadores rechaçaram o título de “oposição”, por conta da fiscalização mais firme que a Câmara tem exercido sobre o poder Executivo. O presidente da Casa, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB); destacou que os vereadores estão cumprindo o seu papel de fiscalizar, “mas de maneira alguma iremos votar contra aquilo que é de interesse da população”. Reis destacou que a Mensagem chegou à Câmara na última terça-feira (21/03) e já estava sendo apreciada antes do prazo regimental (15 a 45 dias), “porque o objetivo da Câmara é sempre fazer o melhor para o município”.

O vereador Humberto Belgues (PSL) criticou a forma como a Mensagem foi enviada a Câmara Municipal e afirma que é nítida a intenção do poder Executivo tentar jogar a população contra a Câmara de Vereadores.
– O poder Executivo se perde lá embaixo e depois joga a culpa no Legislativo! Isso é inaceitável! O dinheiro do Pelc está na conta desde janeiro e o poder Executivo já deveria ter mandado essa Mensagem para a Casa. As pessoas trabalharam e não tem nada com isso, mas vamos, a partir de agora, cumprir os prazos regimentais – disso Humberto.

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio Bonito.
O vereador Cláudio Fonseca de Moraes, o Claudinho do Bumbum Lanches, esclareceu ser favorável a Mensagem, mas destacou o seu posicionamento contrário a Emenda Legislativa feita a pela Mesa Diretora. Sobre a mensagem da Creche Nossa Senhora da Conceição, o vereador Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PSC); apelou para que os colegas fossem favoráveis.
– Dias atrás eu estive com o ex-vereador, Aissar Elias; no Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) e ele falava da importância da Creche Nossa Senhora da Conceição para as famílias riobonitenses. Ele pediu o nosso apoio e certamente nós iremos aprovar esse recurso que é importante a instituição – frisou Dilon.

terça-feira, 21 de março de 2017

Menor é apreendido com mais de mil papelotes de cocaína no Ipê

Flávio Azevedo
A Polícia Militar segue trabalhando, prendendo, mas os profissionais liberais que buscam o sustento através da criminalidade seguem investindo e expandindo os seus negócios. Nessa terça-feira (21/03), por volta das 15h30min, na Rua Eulário Ribeiro Marins, no Ipê, um menor foi apreendido com boa quantidade de drogas do seu negócio. Segundo o registro feito na 119ª DP (Rio Bonito), a abordagem aconteceu durante patrulhamento de rotina da Polícia Militar.

No momento da abordagem, o menor tinha 15 papelotes de cocaína em seu poder. Questionado pelos policiais, ele levou os agentes da Lei até sua casa, onde foram encontrados cerca de 355 papelotes de cocaína, 2 tabletes de maconha, caderno de anotações e dinheiro. Pressionado, o menor entregou outras drogas que estavam num terreno baldio. Por lá os policiais encontraram outros 715 papelotes de cocaína e 20 tabletes de maconha.

O menor contou que a droga foi comprada no Jacaré, no Rio, para ser comercializada no Ipê e na Praça Cruzeiro. Diante dos fatos, o menor foi conduzido a Delegacia onde ficou apreendido de acordo com o Artigo 33 da Lei 11343/06, a conhecida Lei do Tóxico.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Cerâmica São Silvestre encerra atividades e funcionários ficam no prejuízo

Flávio Azevedo
A cerâmica São Silvestre, no Basílio, demitiu cerca de 50 funcionários que buscam receber os seus direitos.
Na última semana, a nossa reportagem conheceu a história de um grupo de ex-funcionários da Cerâmica São Silvestre, que está amargando sérios prejuízos com o encerramento das atividades da empresa, uma das mais tradicionais de Rio Bonito. Localizada no Basílio, a cerâmica demitiu cerca de 20 funcionários em dezembro e outros 20 em janeiro, quando os proprietários também anunciaram o encerramento das atividades da São Silvestre.

A empresa é mais uma das muitas que estão sendo atingidas pela crise econômica que atingiu o país. O problema é que os funcionários não tiveram os seus direitos trabalhistas, como férias, 13º salário, Fundo de Garantia, acertados pela empresa e muitos chefes de família começam passar necessidades. “Trabalhamos na expectativa de que a empresa iria se reerguer e dois dias antes do anúncio de que a cerâmica iria fechar nós trabalhamos até meia noite”, conta um dos funcionários.
No pátio da empresa, o maquinário fabril, que tem capacidade de produzir cerca de 100 mil unidades de tijolos por dia, foi desmontado e levado para outro município. Segundo os funcionários, o desmonte começou em dezembro sob o argumento de que os empresários queriam evitar vandalismo. “Mas nós sabemos que o maquinário foi desmontado para evitar uma ação de penhora”, revela um dos ex-funcionários. Ele reitera que a ação de desmonte, começando pela venda dos caminhões, começou seis meses antes do anúncio de encerramento das atividades da São Silvestre.

Os ex-operários da Cerâmica São Silvestre que conversaram com a nossa reportagem têm cerca de 20 anos de casa. Eles afirmam que sempre dialogaram com os patrões sobre o destino da empresa, principalmente a situação trabalhista de cada funcionário. “Eles sempre nos pediam paciência, prometiam que tudo seria resolvido, efetuavam o nosso pagamento em parcelas, até chegarem com a notícia do encerramento das atividades da empresa no último dia 16 de janeiro”, conta um funcionário, destacando que “os funcionários precisaram vender tijolos para receber o pagamento e 13º salário”.

domingo, 19 de março de 2017

Processo seletivo em Rio Bonito é uma grande sacanagem sempre

Flávio Azevedo
Empresas (Seara e Friboi) vendendo carne podre para os consumidores; até me surpreende. Agora, processo seletivo dando confusão; história de gente que passou e não achou o nome; conversa de gente que não passou e o nome está entre os aprovados; papo de gente que passou em dois cargos, mas a prova foi aplicada na mesma hora (não somos onipresentes); nada disso não me surpreende!

Detalhe: eu não vou fazer uma crítica sequer, porque eu avisei! Divulguei o processo seletivo, acompanhei as filas da vergonha (madrugada, chuva e sol quente), mas nunca deixei de falar das “cartas marcadas”! E avisei, que quando os problemas pipocassem, eu não tocaria no assunto, porque “eu estava avisando”! E eu cumpro as minhas promessas. Aos muitos recados, no “in box” e no WhatsApp, com denúncias dessa natureza, eu lamento e vou repetir: “EU AVISEI!”.

PS: e o processo seletivo da Educação, ainda sem Edital divulgado, será igual. Se você não tem pistolão, por favor, tire o cavalinho da chuva e busque outro emprego! Já está avisado! #flavioazevedo

A carne é fraca!

Flávio Azevedo
Eu tenho 42 anos e nunca comi carne. Nem frango, nem peixe ou qualquer outro fruto do mar! "Por que?". Meus pais me criaram assim e assim fiquei. Sou “ovolactovegetariano”, uma dieta que, além dos alimentos vegetais, a pessoa come ovos, leite e outros derivados alimentícios de origem animal. Todas as vezes que eu revelo ser vegetariano, sempre tem um sabido que pergunta: “mas você come o que?”. Eu nunca disse isso, mas essa pergunta me irrita bastante por duas razões: primeiro que comer carne é vício, sobretudo se você, para ficar satisfeito, tem que ver um pedaço de carne no canto do prato. Segundo, que o universo de opções além do alimento animal é muito extenso!

Não satisfeito e mesmo diante das minhas explicações (eu sempre estudei a minha dieta), o curioso carnívoro insiste: “mas você como puro?”. Esse questionamento me irrita mais um pouco e respondo que “não considero comer puro quando na mesa eu vejo feijão, arroz, macarrão, saladas, croquetes, assados, bolinhos etc.”. Considero comer puro um prato com apenas feijão e arroz, que eu acho ótimo!

Eu estou acompanhando as reportagens sobre essa picaretagem das empresas e frigoríficos que abastecem de carne a mesa dos brasileiros. Pensei, analisei e cheguei a conclusão que eu, “o vegetariano tonto”, nunca comi puro. Quem come puro são os meus amigos que precisam ter um ‘sargadelo’ de péssima procedência no canto do prato. Como que o mundo dá voltas!

Eu nunca fiz esse tipo de campanha, mas acho que está na hora de dizer: “coma menos carne (ou nenhuma), use mais frutas, legumes, verduras e sejamos mais felizes e sem tantos riscos”! #flavioazevedo

O estrabismo cultural brasileiro estimula a ilegalidade e sustenta a indecência

Flávio Azevedo
Eu não serei rigoroso ao ponto de dizer que o brasileiro nasce socialmente defeituoso, mas como a nossa sociedade enfrenta inúmeras deformidades de toda ordem, já nos primeiros anos de vida os pequenos brasileiros são apresentados a corrupção e ela acaba se instalando no seu dia-a-dia. Talvez a primeira corrupção seja a cola, prática entre estudantes. O principal sinal de que a nossa sociedade é doente é a forma como o fiscal é enxergado. Você já notou como aqueles que fiscalizam são olhados de soslaio? E, por quê? Porque ele exige o bom andamento de alguma coisa.

O caso mais recente de falta de fiscalização e corrupção no sistema de vigilância atingiu o que comemos. A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, mostrou fiscais corrompidos para que porcarias de toda ordem e alimentos putrefatos chegassem à mesa do brasileiro como se fossem próprios para o consumo. A rede de corrupção desmascarada estava dentro dos mecanismos de controle de qualidade e de órgãos que deveriam ter como principal objetivo o bem estar da população.

Mas voltemos ao tema principal, a fiscalização e o nosso estrabismo social. A fiscalização seria uma atividade supérflua, caso nós fossemos minimamente decentes. Está nítido que a existência de um setor ou alguém para nos vigiar apontam para dois caminhos: somos picaretas ou desconhecemos os nossos deveres. Você já observou como são criticados aqueles fiscalizam qualquer coisa? Não gostamos de quem tem a função de cuidar do bom andamento das coisas, porque a Lei de Gerson (se dar bem em tudo) é a única que no agrada, pois somos todos egoístas.

O fiscal do ônibus, aquele cara que precisa verificar se pagamos a passagem até o destino anunciado, seria um elemento desnecessário, mas a nossa cara de pau exige que ele esteja ali. E não adianta apontar os maus passos das empresas que oferecem transporte público para justificar a nossa picaretagem, porque os maus hábitos alheios devem estimular o meu caminhar na direção da Justiça e não da patifaria. E a fiscalização nas estradas, para que? Porque quando estamos dirigindo, enquanto o nosso pé é muito pesado o cérebro irresponsável. E o combustível? Se não for fiscalizado misturam até xixi. Já nos canteiros de obras, sem fiscalização arranha céus são construídos sem a base de ferro e concreto necessárias.

Na área da Educação, o supervisor é necessário para verificar se a unidade escolar está andando dentro dos padrões, o conteúdo anunciado pelo professor está sendo aplicado, como anda a organização do diário e a como está a frequência dos alunos. Nas práticas esportivas é necessário ter alguém arbitrando os lances das partidas, porque somos incapazes de reconhecer quando erramos, por que isso representa ponto para a equipe adversária. E como reclamamos do árbitro e seus auxiliares! E o vereador, o deputado e o senador? Esses têm na fiscalização a sua principal atividade. Mas quando eles exercem as suas prerrogativas são rotulados como oposição e inimigos do governo.

O policial, a quem cabe o serviço ostensivo e de combate ao crime, cabe algumas fiscalizações, entre elas, saber se os documentos dos nossos carros estão em dia; se portamos a documentação necessária para dirigir aquele veículo; entre outras coisas. A Lei Seca, por exemplo, foi criada para tirar dos volantes, os cachaças, os ébrios e toda espécie de irresponsável que ainda não aprenderam que álcool e direção não combinam. E a mídia? Essa é sempre criticada quando fiscaliza e denuncia, uma vez que a maior parte das pessoas ainda pensa que a função da mídia é estimular o consumo, a futilidade, fuçar vida de gente famosa e promover a conversa mole.

No Brasil os valores estão invertidos e quem fiscaliza é criticado. As pessoas esquecem que o fiscal “bonzinho” ou “gente boa” só tem esse rótulo, porque está deixando de exercer o seu papel. Em tempo de muita crítica a classe política, far-nos-ia bem olhar o próprio umbigo, assim como seria salutar entender que as mudanças almejadas devem começar conosco. Ou tomamos vergonha ou a vergonha será tomada de nós!


segunda-feira, 13 de março de 2017

Aliada de Eduardo Cunha será Secretária de Estado no Rio

Flávio Azevedo
Numa demonstração de que o governo estadual está pouco se importando com o estado de penúria do Rio de Janeiro e com servidores que não conseguem receber os seus salários em dia; o governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB) segue inchando a máquina pública e acomodando apadrinhados. A ação visa a disputa das eleições de 2018. Apesar do Estado de Calamidade Financeira, o governador assinou, no último dia 10 de março, o Decreto Nº 45.944, que cria a Secretaria de Estado de Proteção e apoio a Mulher e ao Idoso.

O Artigo primeiro do Decreto é uma tentativa de responder a naturais críticas ao governador. Assim, além de decretar a criação, ‘sem aumento de despesas’, da Secretaria de Estado de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso; no parágrafo único ele transfere o Conselho Estadual para Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDEPI) e o Fundo para a Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (FUNDEPI), à recém-criada Secretaria. O governador também decretou que a Secretaria de Estado de Prevenção à Dependência Química (SEPREDEQ) seja incorporada a Secretaria de Estado de Saúde.

A grande novidade, porém, não para por aí. Foi convidada para assumir a nova Secretaria, uma velha conhecida da população de Rio Bonito: a ex-prefeita, Solange Almeida (PMDB), que segundo fontes é pré-candidata a deputada estadual. Com a transformação da Secretaria de Estado de Prevenção à Dependência Química num setor da Saúde, o então secretário, Filipe de Almeida Pereira (PSC); volta a Câmara dos Deputados para o exercício do seu mandato de deputado federal. Filipe é filho do pastor, Everaldo Pereira, ex-candidato a presidente da República.

Musculatura política
A força política da ex-prefeita de Rio Bonito surpreende apenas aqueles que não conhecem a trajetória dela. São quase 30 anos de vida pública. Duas vezes vereadora, três vezes prefeita, duas vezes deputada estadual, ex-presidente do Vital Brasil, Solange Almeida tem musculatura política invejável e não fosse tão passional e não andasse em más companhias estaria em patamares ainda mais altos que uma Secretaria de Estado.

O fato de ter entregado ao seu sucessor, uma Prefeitura destruída; e ter feito um mandato pífio e recheado de críticas; não apaga nem um pouco a popularidade da ex-prefeita. Assim como aconteceu em 2005, quando o seu grupo político foi derrotado e ela acabou assumindo o Instituto Vital Brasil, 12 anos depois, ao ver nova derrota do seu grupo político, ela assume um espaço no governo do estado.

Além de fazer um mandato fraco, que potencializou a crise econômica do país, por exemplo, não pagando os salários de dezembro e 13º salários dos servidores municipais (2016); durante os quatro anos que esteve na Prefeitura de Rio Bonito a ex-prefeita viveu a expectativa de perder o mandato. Um processo em trânsito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinava que ela perdesse o mandato e os direitos políticos, situação revertida através da força do seu partido e da sua influência política. Depois de uma série de adiamentos e pedidos de vista do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, o assunto foi dado por encerrado e dificilmente será ressuscitado.

Companheira de Eduardo Cunha na Lava Jato

Ré na Lava-Jato na mesma ação em que o deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), preso em Curitiba, é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro pelo recebimento de US$ 5 milhões do esquema de corrupção na Petrobrás, a ex-prefeita foi apontada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; como partícipe do esquema, pois, como deputada, em 2011, apresentou requerimentos à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, para que o delator Júlio Camargo e as empresas Samsung e Mitsui dessem explicações sobre contratos com a Petrobrás. 

Segundo Janot, os requerimentos foram elaborados por Cunha para pressionar a Samsung Heavy Industries a voltar a pagar propina. A dupla, Solange Almeida e Eduardo Cunha; denunciados pelos lobistas, Júlio Camargo e Fernando Soares (Fernando Baiano); negam ter participado de qualquer esquema envolvendo contratos da Petrobrás. O caso segue sendo investigado pela equipe do juiz, Sérgio Moro. Apesar desse rico histórico de serviços prestados ao país, a força política da ex-prefeita é maior e ela segue atuando normalmente na máquina pública.