sábado, 23 de julho de 2016

Em tempos de falso e verdadeiro, o importante é ser autêntico!

Flávio Azevedo
Em tempo de gente frouxa, maldosa e que posa de comportada, quando no fundo são filhos de uma boa senhora, alguém do grupo político do ex-prefeito José Luiz Antunes me conta que um perfil criado com o nome de “Mandiocão no Facebook é falso. Não foram os seus colaboradores que criaram o tal perfil. Apenas a Fanpage é obra do grupo de marketing do ex-prefeito. Dito isso, eu fico me perguntando: que doença tem a pessoa que cria um perfil falso com o nome do outro?

Recentemente eu li o amigo, Ricardo Abrahão alertando as pessoas em relação ao mesmo fenômeno, mas relacionado ao deputado, Marcos Abrahão. Ricardinho dizia que, no Facebook, Marcos só tem uma Fanpage, não tem perfil e que era para as pessoas ficarem atentas em relação a isso. Meu Deus! Que 'fakes' doentes, vazios, pueris, imbecis!

Se o sujeito defende uma ideia, se o cara tem um pensamento, por que não fazê-lo com o próprio perfil no Facebook? Por que ter medo de escrever o que pensa? Qual o problema de externar descontentamento ou satisfação num perfil verdadeiro? É claro que alguns imbecis ficam chateados quando são mencionados ou criticados, mas isso faz parte e dane-se o imbecil! Ele que tome vergonha na cara e se porte com decência, para não ser alvo de comentários e postagens! Mas já que é safado, assuma a picaretagem e aguente as pancadas!

Aliás, gente imbecil e tresloucada não precisa fazer parte da nossa rede de relacionamentos. Por outro lado, se você é desses patetas que desejam ficar bem com todo mundo, não transite nas mídias sociais, não se envolva em política, religião e/ou futebol, porque são assuntos apaixonantes e boa parte dos que estão inseridos nesses segmentos, além de serem desprovidos do senso de democracia, tem um coração egoísta e maldoso.

Mas se você é igual ao Flávio Azevedo, que não dá importância a aproveitadores, toque o barco, defenda as suas ideias e o imbecil, o puxa saco, o picareta, o vagabundo, o tralha, a desgraça da sociedade, que se exploda! Há 10 anos escrevo em jornal e há oito mexo com mídia social. Eu sei que tem um monte de gente que não gosta do Flávio Azevedo, mas tem uma galera que bate palmas!

O engraçado é que quando você procura saber quem não gosta do Flávio Azevedo e quem bate palmas para ele, você logo percebe que está no caminho certo, porque a multidão dos que não gostam do Flávio é composta por gente da pior qualidade. Convém destacar ainda, que eu não estou falando da pessoa que discorda do meu pensamento e da linha dos meus textos. Sou um democrata e respeito o pensamento divergente. Eu falo aqui do picareta ou do oportunista que está todo errado e não quer ser exposto, tem uma pose desgraça, se acha muito importante, mas no fundo todo mundo sabe que ele é um vagabundo! 

Portanto amigo, em tempos de falso e verdadeiro, não esqueça que o importante é ser autêntico! #flavioazevedo

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Patagônia em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Engana-se quem pensa só existir “A Terra do Fogo” na Patagônia, extremo sul da América do Sul. O município de Rio Bonito também tem a sua “Tierra del Fuego”, numa área que recentemente nós conhecíamos como Rampa de Voo Livre. Esse aspecto “patagônico”, a Serra do Sambê ganhou depois do fogo que atingiu o trecho há uma semana. As chamas não foram incomodadas como também nunca são incomodados os bandidos que incendeiam a nossa Mata Atlântica. 

Na Patagônia original, as ilhas têm formação a partir do choque de placas tectônicas marinhas que indicam a presença de rochas metamorfizadas, por exemplo, rochas magmáticas. Pesquisadores e cientistas afirmam que a Patagônia possui grande instabilidade tectônica, o que tornam comuns os terremotos e fenômenos vulcânicos por lá.

Na “patagônia riobonitense” a cada eleição as ilhas escolhem um grupo político que ao se chocarem torna as pessoas metamorfizadas com o magma do “farinha pouca meu pirão primeiro”. Pesquisadores e cientistas afirmam que a “patagônia riobonitense” tem grande instabilidade intelectual, o que torna impossível a percepção dos efeitos prejudiciais dos fenômenos “vulcão” e “terremoto”, que se revezam no comando da cidade há 24 anos.

Enquanto esses fenômenos (vulcão e terremoto) seguirem em atividade, Rio Bonito manterá o ritmo da Patagônia, um local inóspito, onde nada é possível produzir, sem avanço, sem progresso, uma cópia fiel da “Tierra del Fuego”. #flavioazevedo

quinta-feira, 14 de julho de 2016

“O candidato de Solange” e o efeito “Denorex”

Flávio Azevedo
Caciques políticos do PMDB no Rio de Janeiro, Paulo Melo e Jorge Picciani estão em constante queda de braço pela hegemonia do poder no território fluminense.
O PMDB, partido demonizado por boa parte dos brasileiros, sempre está inserido em vários momentos de crise e se caracteriza como uma sigla sempre dividida. Basta dizer que muitos peemedebistas votaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), apesar do sucessor dela ser do PMDB. A nítida divisão que vemos em esfera nacional, se repete em esfera estadual. No Rio de Janeiro, por exemplo, o PMDB está dividido entre os deputados estaduais, Paulo Melo e Jorge Picciani, que fazem questão de reproduzir essa divisão nos municípios.

Em 2014 isso ficou muito nítido. Ciente do desgaste natural dos seus quadros, o PMDB fluminense iniciou um processo de renovação e decidiu lançar o vereador riobonitense, Marquinhos Luanda, candidato a deputado federal. A prefeita Solange Almeida, sempre muito senhora de si, entendeu o movimento da sigla, que busca alguém menos pesado para o papel de líder do PMDB na Região e, lógico, não gostou da ideia. Demitiu as pessoas ligadas ao vereador; fez declarações públicas contra a candidatura dele; e colocou o DOI-CODI de olho em quem, entre os seus comandados, estava apoiando Luanda.

Em 2016, a divisão peemedebista volta a ser flagrante em Rio Bonito. Enquanto o eixo Picciani apoia a pré-candidatura de Marquinhos Luanda; o eixo Paulo Melo - do qual Solange Almeida faz parte - optou por Marcos Abrahão (PT do B), também pré-candidato à Prefeitura de Rio Bonito. Ignorando esse histórico de desafetos e de eterna divisão, a oposição ao PMDB está anunciando que Marquinhos Luanda – aquele que foi perseguido pela prefeita em 2014 – é "o candidato de Solange".

Dois anos depois, o que fica nítido é que foi um grande negócio para o PMDB trocar uma prefeita desgastada diante da opinião pública; dona de ideias e práticas ultrapassadas; e cheia de complicações jurídicas; por um vereador de primeiro mandato, leve, com muito gás, popularidade crescente e sem rabiolas no Judiciário. Mas a estratégia de classificar Marquinhos Luanda como "candidato de Solange” merece uma reflexão mais profunda, uma vez que boa parte do ‘peso’ que a prefeita carrega está migrando para outro grupo político, onde o pré-candidato não é do PMDB, nunca foi parceiro da atual prefeita, mas hoje conta com a benção do eixo Paulo Melo.

A notícia é de que os tais “pesos que a prefeita carrega” estão encontrando guarida nesse grupo e a migração é na lógica do “trás mais um”. É claro que o meu entendimento será rechaçado pelo referido grupo; será classificado como um "comentário parcial"; dirão ser um "texto tendencioso", mas a verdade é que o grupo que está puxando para si o rótulo de “a renovação política que Rio Bonito precisa”, como escreveu Cazuza, é um museu de grandes novidades! Se você duvida, pesquise e não se deixe enganar com aquela história de que “ele não vai participar de nada no governo”, porque já ouvimos essa cantilena em 2012 e era tudo mentira!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Morre ex-prefeito de Rio Bonito Celso Peçanha

Flávio Azevedo

O ex-prefeito e governador, Celso Peçanha.
O ex-governador do Rio e ex-prefeito de Rio Bonito, Celso Peçanha, faleceu nessa quarta-feira (13/07). Natural de Campos dos Goytacazes, onde nasceu em 1916, o ex-prefeito, que vivia no Rio de Janeiro, na companhia da esposa, Hilka Peçanha, completaria 100 anos no próximo dia 02 de agosto. Embora não fosse riobonitense de nascimento, Celso Peçanha é o político mais importante da história de Rio Bonito, com realizações importantes durante os três mandatos de prefeito e durante o tempo em que foi governador do Rio. Era sobrinho de Nilo Peçanha e atuou, além da política, como advogado, jornalista, professor, além de traçar caminho na política brasileira. Atualmente, Celso mora na cidade do Rio de Janeiro.

Aos 18 anos, Celso Peçanha ingressou na Faculdade de Direito de Niterói. Com 19 anos já vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e aos 25 anos assume a primeira Prefeitura da sua carreira, a de Bom Jardim, nomeado por Ernani do Amaral Peixoto. Foi eleito deputado federal (1950); vice-governador do Rio (em 1958 a eleição para governador e vice-governador se dava separadamente) e com a morte do governador Roberto Silveira (1961), assumiu o Rio.

Passou pelo cargo de procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e em 1978 decidiu retornar a política, sendo eleito deputado federal. É homenageado em diversas cidades, dando nome a estrada Governador Celso Peçanha, em Niterói; o Teatro Celso Peçanha, em Três Rios, a Biblioteca Municipal Celso Peçanha, em Rio Bonito.

Na literatura escreveu “Campos dos Goytacazes” (1961); “Nilo Peçanha e a Revolução Brasileira” (1978); “Brasil Zero Hora – Tensões e Esperanças” (1979); “Álcool, Combustível que se Planta” (1979); “Diálogos com a Verdade” (1980); “Liceu de Humanidades de Campos – Cem anos de Comunhão” (1980); “Bandeirantes e Pioneiros no Ensino Fluminense” (1982); “Mensagem Governo Celso Peçanha” (1962); “Para construir o Futuro” – (1984); “De Santo Eduardo ao Parlamento” (1984); “O dia do Maçom” (1985); “A planície e o Horizonte – Memórias Inacabadas” (1997).

terça-feira, 12 de julho de 2016

Marcos Abrahão terá trabalho para buscar recursos para a Saúde de Rio Bonito e Região

Flávio Azevedo

Abrahão (D) e o secretário estadual de Saúde.
A notícia boa do dia é que o deputado Marcos Abrahão, entregou nas mãos do secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio de Souza Teixeira Jr, um pedido de socorro para o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) e o secretário teria se comprometido a tomar as medidas cabíveis em prol da referida unidade de saúde (SIC). Aproveito a ocasião para reiterar que essa é a representatividade que nós esperamos e precisamos. Quanto ao fato de estarmos próximos as eleições, e que só por isso o deputado fez tal movimento, eu acrescento: antes tarde do que nunca! 

Sugiro ao deputado que ele acrescente ao seu pedido, entregue ao secretário estadual de Saúde, um lembrete informando que além das pendências com HRDV, o governo do Estado deve 15 meses de repasses a UPA de Rio Bonito, montante que já chega a R$ 6 milhões. Aliás, em recente reunião com o secretário estadual de Saúde, que contou com a participação da prefeita, Solange Almeida; do secretário de Saúde, Anselmo Ximenes; e integrantes da diretoria do HRDV; o secretário disse que “o hospital precisa parar de atender, porque se não vai quebrar, uma vez que o Estado não vai pagar pelos serviços que forem executados”. Ou seja, O POVO QUE SE LASQUE!

Está muito nítido que o deputado, Marcos Abrahão vai precisar ser mais enérgico ao defender a Região e o HRDV desses picaretas que comandam o Estado do Rio de Janeiro. A mesa desse cara deve estar cheia de papel pedindo ajuda. Falta, agora, um bom Mandado de Segurança bloqueando as contas do Estado para que eles paguem o que devem a Rio Bonito e ao hospital. Se isso foi feito acertadamente por conta do pagamento dos servidores ativos e inativos do Estado, porque não pode ser feito quando o assunto é a Saúde da população? Sorte ao deputado Marcos Abrahão e conte conosco nessa empreitada de informar a população as suas ações. 

PS: vale destacar que Rio Bonito tem outros representantes para interceder pelo Hospital Darcy Vargas e pela Saúde do município. Nas eleições de 2014, por exemplo, um monte de parceiros de Rio Bonito foi apresentado pela prefeita da cidade. Todavia, até agora os tais parceiros só mostraram parceria para mantê-la na cadeira de prefeita, de onde já deveria ter saído há pelos menos um ano. #flavioazevedo 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

11 de julho - Dia do Socorrista

O jornalista Flávio Azevedo trabalhou no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), base de Rio Bonito, entre os anos de 2006 e 2009.
Nesse dia 11 de julho comemoramos o Dia do Socorrista. A essa galera, time da qual eu já fiz parte, o meu grande abraço e o pedido sempre de que Deus lhes abençoe muito. Aproveito a ocasião para lembrar os “10 Mandamentos do Socorrista”, por vezes deixado em segundo plano por alguns profissionais e totalmente ignorado pelos leigos. 

1. Mantenha a calma.

2. Tenha em mente a seguinte ordem de segurança quando você estiver prestando socorro:
• PRIMEIRO EU (o socorrista)
• DEPOIS MINHA EQUIPE (Incluindo os transeuntes)
• E POR ÚLTIMO A VÍTIMA
OBS: Isto parece ser contraditório, mas o objetivo é não gerar novas vítimas.

3. Ao prestar socorro, é fundamental ligar ao atendimento pré-hospital de imediato ao chegar ao local do acidente. 

4. Antes de agir, sempre verifique se o local oferece riscos para você e sua equipe.

5. Mantenha sempre o bom senso.

6. Mantenha o espírito de liderança, pedindo ajuda e afastando os curiosos.

7. Distribua tarefas, assim os transeuntes que poderiam atrapalhar lhe ajudarão e se sentirão mais úteis.

8. Evite manobras intempestivas (realizadas de forma imprudente, com pressa).

9. Em caso de múltiplas vítimas dê preferência àquelas que correm maior risco de morte, por exemplo, vítimas em parada cárdio-respiratória ou com hemorragia.

10. Lembre-se que você é socorrista e não herói (atente ao 2º mandamento).

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Novo presidente do Hospital Darcy Vargas apresenta prognóstico da instituição

Flávio Azevedo
A nossa reportagem foi recebida na tarde dessa quarta-feira (06/07), pelo novo presidente do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), Elmo Cruz. Em pauta, a situação financeira da instituição; o contingenciamento do serviço prestado no setor de Emergência; e a recuperação de recursos perdidos (extrateto) através da Programação Pactuada Integrada (PPI), sugestão oferecida pela secretária de Saúde de Silva Jardim, Tereza Fernandes, na Audiência Pública sobre o HRDV realizada pela Câmara de Vereadores, no último dia 28 de junho. 

Também foi assunto na entrevista com Elmo Cruz, a relação com o principal cliente do hospital, a Prefeitura Municipal de Rio Bonito; as pendencias financeiras dos governos, estadual e municipal com o HRDV; a falta de matéria e insumos para atender a população no setor de Pronto Socorro; o que será feito do carro doado pela Alerj, que ainda não foi vendido para arrecadar fundos para o hospital; e questões internas e administrativas como o salário dos funcionários; a renovação do quadro de sócios, a gestão de pessoas e temas como a ideia de se criar um plano de saúde nos moldes de plano empresa para o. #flavioazevedo 

Algumas reflexões sobre o Hospital Regional Darcy Vargas

Flávio Azevedo
Em relação ao Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), as informações dessa quarta-feira são de que a Emergência seguirá fechada até que a instituição disponha de material para o setor. Somente os casos muito graves serão acolhidos no Pronto Socorro da instituição, que vive nova crise. Segundo declaração dos vereadores de Rio Bonito, nessa terça-feira (05/07), a Prefeitura liberou R$ 218,00 mil para o hospital. A informação foi confirmada pelo novo presidente, Elmo Cruz, que passou a tarde negociando com fornecedores a compra de insumos e medicamentos.

Os atendimentos emergenciais estão todos sendo direcionados a UPA de Rio Bonito, que não se sabe até quando estará aberta, uma vez que a dívida do governo do Estado com a Prefeitura é da ordem de R$ 6 milhões, valores referentes a 15 meses sem os repasses do Estado para a manutenção da unidade, cerca de R$ 400 mil/mês. O vereador Aissar Elias afirmou que a suspensão do atendimento na Emergência, não foi uma decisão da diretoria, mas uma iniciativa dos médicos do setor, diante da falta de condições de trabalho. 

Esse cenário horroroso mostra que Rio Bonito segue sem representatividade política junto aos governos, estadual e federal; e sem credibilidade junto a sociedade riobonitense, que diante das notícias de má condução da instituição nos últimos anos, tem o pé atrás em relação ao hospital. Também chama atenção, a inércia dos associados do HRDV, que se manifestam esvaziando assembleias e “reclamando da vida” em encontros informais. O que se percebe é que ninguém tem coragem de se posicionar de forma institucional e quem faz algum movimento nessa direção não é apoiado, porque fazer o que é preciso significa se indispor com muitos e até perder a amizade de alguns, porque os resultados todos sabem quais seriam.

Enquanto isso, o Hospital Regional Darcy Vargas, instituição que já foi uma das principais referências do interior do Estado do Rio de Janeiro, segue patinando no escorregadio chão dos caprichos pessoais, da falta de representatividade política, das tribos que tentam dominar a instituição, na incompetência política dos prefeitos de Rio Bonito que se revezam no poder, sobretudo porque eles, para chegar ao cargo, acabam fazendo alianças que os deixam com o rabo preso com as referidas tribos que dominam a instituição.

Aos que se sentiram direta ou indiretamente mencionados, a minha recomendação é de que tomem brio e entendam que a guerra fria entre famílias, pessoas e tribos prejudica Rio Bonito e uma das nossas principais referências: o Hospital Regional Darcy Vargas. Enquanto quem tem completos planos de Saúde e condições de recorrer aos hospitais de outros centros briga por “babaquice”, o nosso povo morre a mingua.

Vereador Aissar Elias comenta nova crise que atinge o Hospital Darcy Vargas de Rio Bonito

Flávio Azevedo
Funcionário, integrante do poder Legislativo, advogado e acostumado a ver o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) de Rio Bonito atravessar inúmeras crises, o vereador Aissar Elias de Moraes fez discurso contundente na Câmara de Vereadores de Rio Bonito na sessão dessa terça-feira (05/07), ao comentar mais um momento de dificuldade que o hospital atravessa. 

Para a nossa reportagem, o parlamentar afirma ter achado estranho que depois de uma Audiência Pública sobre o HRDV – realizada na Câmara de Vereadores, no último dia 28 de junho – a prefeita Solange Almeida, ao ser questionada sobre o tema, tenha afirmado desconhecer a situação, apesar da presença do secretário municipal de Saúde, Anselmo Ximenes.

O vereador Aissar Elias (de terno).
Na entrevista, o vereador reconheceu que existe uma crise econômica no país e destacou a dificuldade que Prefeitura e HRDV têm para saudar compromissos com colaboradores e fornecedores, destacou a participação "pertinentíssima" da secretária municipal de Saúde de Silva Jardim, Tereza Fernandes, que mostrou caminhos importantes que não estão sendo percorridos pelo gestor da Saúde de Rio Bonito. 

O parlamentar destacou que "não estamos aqui para crucificar ninguém", mas frisou que o governo do Estado do Rio de Janeiro deve um volume substancial de recursos ao HRDV e a Prefeitura de Rio Bonito. #flavioazevedo

terça-feira, 5 de julho de 2016

Oswaldo Cruz revolucionou o mundo da imunização e da profilaxia no Brasil

Por Ana Palma

Cientista, Médico, Bacteriologista, Epidemiologista e Sanitarista, Osvaldo Cruz.
Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872 em São Luís de Paraitinga, São Paulo, filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Bulhões Cruz. Ainda criança, mudou-se para o Rio de Janeiro. Aos 15 anos, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e, em 1892, formou-se doutor em Medicina com a tese A veiculação microbiana pelas águas. Quatro anos depois, realizou seu grande sonho: especializar-se em Bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, que reunia os grandes nomes da ciência na época.

Ao voltar da Europa, Oswaldo Cruz encontrou o porto de Santos assolado por violenta epidemia de peste bubônica e logo se engajou no combate à doença. Face à ameaça da peste chegar ao Rio de Janeiro, foi criado, a 25 de maio de 1900, o Instituto Soroterápico Federal, com o objetivo de fabricar o soro antipestoso. Como diretor geral, o Barão de Pedro Afonso, e diretor técnico o jovem bacteriologista. Em 1902, assumiu a direção geral do novo Instituto, que ampliou suas atividades, não mais restringindo-se à fabricação de soros, mas dedicando-se também à pesquisa básica e aplicada e à formação de recursos humanos.

As campanhas sanitárias

No ano seguinte, foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou suas memoráveis campanhas de saneamento. Seu primeiro adversário: a febre amarela, que angariara para o Rio a reputação de túmulo dos estrangeiros e que matou, de 1897 a 1906, quatro mil imigrantes.

Oswaldo Cruz estruturou a campanha contra a febre amarela em moldes militares, dividindo a cidade em 10 distritos sanitários, cada qual chefiado por um delegado de Saúde. Seu primeiro passo foi extinguir a dualidade na direção dos serviços de Higiene. Para isso, estabeleceu-se uma conjugação de esforços entre os setores federais e a Prefeitura, com a incorporação à Diretoria Geral de Saúde Pública do pessoal médico e de limpeza pública da municipalidade.

A polícia sanitária estabelecia medidas rigorosas para o combate ao mal amarílico, inclusive multando e intimando proprietários de imóveis insalubres a demoli-los ou reformá-los. As brigadas mata-mosquitos percorriam a cidade, limpando calhas e telhados, exigindo providências para proteção de caixas d'água, colocando petróleo em ralos e bueiros e acabando com depósitos de larvas e mosquitos.

Nas áreas de foco, expurgavam as casas, pela queima de enxofre e piretro e providenciavam o isolamento domiciliar dos doentes ou sua remoção para o Hospital São Sebastião.

Oswaldo baseou o combate à febre amarela no recente êxito da campanha realizada pelos americanos em Havana e em algumas experiências realizadas no Brasil, que comprovavam o acerto da teoria do médico cubano Carlos Finlay de que o transmissor da doença era um mosquito: o Aedes aegypti, na época conhecido como Stegomyia fasciata ou Culex aegypti.

Numa época em que ainda se acreditava que a maior parte das doenças era provocada pelos ares pestilenciais, a ideia de "se pagar a rapagões para caçar mosquitos", como dizia uma revista de então, só poderia provocar o riso. O jovem pesquisador bem que tentou alterar a opinião pública, fazendo publicar seus Conselhos ao Povo, uma série de folhetos educativos. Mas enfrentava a oposição de grande parte da classe médica, que não acreditava na teoria de Finlay.

Oswaldo não foi poupado: charges diárias na imprensa, canções com letras maliciosas, quadrinhas... Mas o riso logo se transformou em indignação, devido ao rigor com que eram aplicadas as medidas sanitárias - especialmente a remoção dos doentes e a entrada nas casas para o expurgo, mesmo sem autorização dos proprietários.

Em seguida, Oswaldo iniciou sua luta contra a peste bubônica. A campanha previa a notificação compulsória dos casos, isolamento e aplicação do soro fabricado em Manguinhos nos doentes, vacinação nas áreas mais problemáticas, como a zona portuária, bem como desratização da cidade. A associação entre ratos e mosquitos era irresistível. E a decisão da Saúde Pública de pagar por cada roedor capturado, dando origem aos inúmeros compradores de gabirus que percorriam a cidade, só agravou a situação. Mas, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

A Revolta da Vacina

Em 1904, uma epidemia de varíola assolou a capital. Somente nos cinco primeiros meses, 1800 pessoas tinham sido internadas no Hospital São Sebastião. Embora uma lei prevendo imunização compulsória das crianças contra a doença estivesse em vigor desde 1837, ela nunca fora cumprida. Assim, a 29 de junho de 1904, o Governo enviou ao Congresso projeto reinstaurando a obrigatoriedade de vacinação antivariólica.

Suas cláusulas previam vacinação antes dos seis meses de idade e para todos os militares, revacinação de sete em sete anos e exigência de atestado de imunização para candidatos a quaisquer cargos ou funções públicas, para quem quisesse se casar, viajar ou matricular-se numa escola . Davam ainda à polícia sanitária poderes para convidar todos os moradores de uma área de foco a se imunizarem. Quem se recusasse seria submetido à observação médica em local apropriado, pagando as despesas de estadia.

O projeto estipulava ainda punições e multas para médicos que emitissem atestados falsos de vacinação e revacinação, obrigava diretores de colégio a obedecerem as disposições sobre imunização dos estudantes e instituía a comunicação de todos os registros de nascimento.

Estas medidas draconianas estarreceram a população e a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Os jornais lançaram violenta campanha contra a medida. Parlamentares e associações de trabalhadores protestaram e foi organizada a Liga contra a Vacinação Obrigatória.

Quebra-quebra na Revolta

No dia 13 de novembro, estourou a Revolta da Vacina. Choques com a polícia, greves, barricadas, quebra-quebra, tiroteios - nas ruas, a população se levantou contra o governo. No dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha aderiu à rebelião, mas após intenso tiroteio os cadetes foram dispersados. Na Saúde, o Port Arthur carioca, os protestos continuaram. Finalmente, O Governo decretou estado de sitio e, no dia 16, conseguiu derrotar o levante, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina.
Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, violenta epidemia de varíola levou a população em massa aos postos de vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do seu sanitarista.

No mundo científico internacional, seu prestígio já era indiscutível. Em 1907, no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, recebeu a medalha de ouro pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.

As expedições

Em 1909, deixou a Diretoria Geral de Saúde Publica, passando a dedicar-se apenas ao Instituto de Manguinhos, que fora rebatizado com o seu nome. Do Instituto, lançou importantes expedições cientificas, que possibilitaram maior conhecimento sobre a realidade sanitária do interior do país e contribuíram para a ocupação da região. Erradicou a febre amarela do Pará e realizou a campanha de saneamento na Amazônia, que permitiu o término da obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo grande número de mortes entre os operários.

"Visitamos ontem a cidade de Santo Antonio. Não podes imaginar o que seja. Qualquer descrição por mais pessimista ficaria aquém da realidade. Basta que te diga que não há um só habitante filho do logar. Todas as crianças que ali nascem morrem infallivelmente e as poucas ali nascidas estão de tal modo doentes que fatalmente morrerão em breve", disse Oswaldo Cruz em carta à sua mulher, Emília da Fonseca Cruz.

O sanitarista recomendou uma série de medidas drásticas, a serem implantadas sem demora. Os cuidados sanitários começariam antes do operário chegar à ferrovia, com o engajamento de pessoal em áreas não palustres, exame médico minucioso e fornecimento de quinino durante a viagem. Recomendou ainda exames periódicos nos empregados, fornecimento diário de quinino, desconto dos dias em que o trabalhador não ingerisse o medicamento e gratificação para o operário que passasse três meses sem sofrer nenhum acesso de malária. Finalmente, aconselhou a construção de galpões telados para alojamento do pessoal, fornecimento de água fervida, uso de calçados, locais determinados para a defecação.

Em 1913, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1915, por motivo de saúde, abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e mudou-se para Petrópolis. Em 18 de agosto de 1916, assume a prefeitura daquela cidade, traçando vasto plano de urbanização, que não pode ver implantado. Sofrendo de crise de insuficiência renal, morreu na manhã de 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos de idade.

Fonte: FIOCRUZ/Ana Palma