sábado, 17 de fevereiro de 2018

Extração de areia destrói Meio Ambiente em Nova Cidade

Flávio Azevedo
A área do areal ganhou uma lagoa profunda e de grandes dimensões.
O Brasil produz anualmente cerca de 700 milhões de toneladas de areia e brita. A exploração de minerais precisa ser autorizada por municípios, estado e governo federal. A atividade tem como um dos principais interessados a construção civil, uma das maiores cadeias produtivas do país, pois gera emprego, riqueza e oportunidades.

A exploração mineral, porém, é permeada pela ambição, pelo desrespeito a legislação e, principalmente, pela degradação do Meio Ambiente. A retirada de areia, por exemplo, geralmente representa danos significativos a natureza, porque impacta o solo, desmata e leva riscos ao lençol freático. Especialistas afirmam que de acordo com a extensão do dano ambiental, até o clima de uma Região pode ser alterado. As empresas do setor geralmente atuam na clandestinidade e quando apresentam documentos, eles estão vencidos ou falta alguma coisa.

Em Nova Cidade, 2º Distrito de Rio Bonito, na antiga Fazenda Imbiara, a exploração de areia está acontecendo há quase 10 anos. Moradores afirmam que tudo acontece sem nenhuma fiscalização, controle de impactos e denunciam um amplo desmatamento na área que, hoje, conta com duas lagoas de onde se extrai areia. Ainda segundo os moradores, olheiros são espalhados pelo bairro para denunciar a presença de fiscais. O trânsito de caminhões que transportam areia prejudica as pessoas que têm doenças respiratórias, por conta da poeira; e danifica a pavimentação asfáltica, uma vez que o piso não foi projetado para suportar o trânsito desses veículos, que geralmente rodam com peso acima do permitido.
Em julho de 2017 o governo federal estabeleceu mudanças para a mineração. O código que norteava a atividade, em vigor há mais de 50 anos, foi modernizado, modificado em 23 pontos, sendo os principais deles a ampliação do prazo de pesquisa, a determinação de que o minerador é o responsável por recuperar a área degradada e a ampliação da penalidade para quem descumprir a legislação. As multas passaram a ter teto de R$ 30 milhões. O Departamento Nacional de Produção Mineral é o órgão que controla a exploração de tudo que está no subsolo, por serem propriedade da União. Todavia, a fiscalização não é eficaz e quando chega aos pontos de mineração o impacto ambiental já é grande, o que contribui para que muitas áreas nunca sejam recuperadas. 

Empresários do setor se queixam da burocracia, de morosidade para se liberar os licenciamentos e denunciam o tradicional “colocar dificuldade para vender facilidade”. Já os mecanismos de controle acusam as mineradoras de não olhar a compensação ambiental com o mesmo interesse que extrai a areia e enxergam o lucro.

A nossa reportagem conversou sobre o assunto com o secretário municipal de Meio Ambiente, Geovane Geraldo. De acordo com ele, o areal de Nova Cidade está regularizado.
O impacto ambiental é flagrante na área explorada pelos mineradores.
A compensação ambiental deve ser orientada por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais das ciências agrárias, da área de solo e da Biologia. Em conjunto esses profissionais indicarão as espécies da mata nativa que devem ser plantadas na região impactada, para que a recuperação seja bem sucedida e os rios voltem a ter vida.  

As atividades de recuperação de áreas degradadas pela extração de areia envolvem dois tipos de operação: a recuperação física, quando se adota medidas que estabilizem o terreno explorado, o que pode ser possível com a constituição de taludes e bermas; e a recuperação biológica, que é o reflorestamento do entorno da área minerada. 

Os planos de lavra e recuperação precisam ser feitos simultaneamente, porque a mina não se encerra quando a jazida se esgota, mas quando a área está recuperada.

“Safari” e curso de “Sobrevivência na Selva” na volta as aulas do Júlio Romero

Flávio Azevedo
Na próxima segunda-feira (19/02), as aulas da rede municipal de Educação serão retomadas para o ano letivo de 2018. Por conta disso, chega da localidade da Viçosa um pedido de socorro. Uma mãe me manda fotos onde vemos a área da Escola Municipal Júlio Romero; tomada pelo mato. Pelas imagens que recebo, os parece que os alunos terão aula de “safari” ou de “sobrevivência na selva” nessa primeira semana de aula! 

Alô Secretaria de Educação! "Vamos que vamos" resolver isso?

O tráfico crescerá em Rio Bonito com ou sem intervenção na Segurança Pública do Rio

Flávio Azevedo
A cocaína provoca euforia, bem estar e sociabilidade, sensações que nem todos conseguem naturalmente, por isso a pessoa usa novamente, mais uma vez e acaba dependente.
Eu escrevo notícias há mais de 10 anos. Comecei no jornalismo em 2005. No interior, o jornalista não pode se dar ao luxo de escrever apenas sobre um segmento (Cidade, Esporte, Política, Moda, Polícia, Economia, Educação), como acontece com os profissionais que atuam nas grandes mídias. Sendo assim, embora não me agrade, mas eu sempre cobri as notícias policiais. As prisões por tráfico de drogas correspondem a 99% das notícias da editoria de Polícia das minhas mídias. A proximidade com o assunto me permite dizer que em cerca de 10 anos, o tráfico se fortaleceu e a clientela aumentou. Também posso dizer olhando os números, que Rio Bonito sempre recebeu marginal de outros centros urbanos.

Há cerca de seis anos – a 119ª DP ainda funcionava no Centro – eu registrei uma prisão no momento em que ela aconteceu. Prenderam três jovens. Dois deles eram do Jacaré, no Rio. O terceiro era de Rio Bonito. Perguntei aos ‘estrangeiros’ o que faziam aqui e a resposta do mais falante chamou a minha atenção.
 – Moço, o comando manda nós vim pra cá e nós vem. Prendero nós, mas tem mais gente aí e outros virão, porque tem que olhar o negócio. O comando manda nós vim, nós vem. Eu não queria vim pra cá não, sabe? Mas o comando mandou a gente vem – disse o preso.

Naquele tempo, muita gente boa defendia a ideia de que o Comperj seria a razão do aumento da criminalidade em Rio Bonito. Até alguns crimes de ordem passional eram atribuídas a chegada do Comperj. Todavia, antes do investimento da Petrobras em Itaboraí, o cenário já era esse. Prendeu três? Dois eram de fora, um era de Rio Bonito. Em várias oportunidades, o grupo todo era de fora. Rio Bonito sempre recebeu representantes do tráfico para “olhar o negócio”.

O Comperj não vingou, mas a criminalidade cresceu e segue crescendo, porque ao contrário de outras atividades, o tráfico não depende do Comperj. Surgiu então outra crendice da qual até eu fui adepto por algum tempo: “as UPPs vão fazer os marginais migrarem para as cidades do interior, entre elas Rio Bonito”. Não é bem assim. Com ou sem Comperj, com ou sem UPP, os representantes do “Comando” sempre estarão por aqui.
Com o tempo o organismo se acostuma com a droga, o que faz o usuário buscar doses mais altas para alcançar os efeitos agradáveis do início do uso.
Agora, diante da comentada intervenção federal na Segurança Pública do Rio, surge outra crendice: “o volume de marginais vai aumentar nas cidades de menor porte”. Que lorota! Vacinado que estou para esse tipo de argumento, eu já me posiciono frontalmente contra essa ideia, porque a nossa realidade é muito mais triste que essa: em Rio Bonito, o tráfico de drogas é um negócio próspero, porque o consumo de drogas aqui é um dos mais altos do Rio de Janeiro. A nossa garotada usa cocaína com força. Junte a essa peculiaridade, o fato da nossa cidade ser uma espécie de entreposto, porque quem leva drogas para outras Regiões, quase que obrigatoriamente tem que usar a rodoviária de Rio Bonito. Isso sem comentar as duas rodovias que cortam o território riobonitense, artérias econômicas importantes do país.

Vários delegados já apontaram para um fato curioso que é uma marca de Rio Bonito. A maconha é um produto pouco visto por aqui. O volume de cocaína que se apreende em comparação ao de maconha, o volume de gente vendendo cocaína em todos os bairros, mostram que o consumo de cocaína aqui é alto.
– O normal é apreendermos 1kg de maconha e 100 gramas de cocaína. Em Rio Bonito, porém, isso se inverte. Por vezes nós ficamos dias sem ver um grama de maconha. Mas cocaína é possível apreender toda hora. Nem em comunidades importantes do Rio de Janeiro você encontra esse cenário. Aqui, sobretudo os jovens, gostam muito de cocaína e o volume de usuários é muito maior do que se pensa – revelou um dos delegados que já respondeu pela 119ª DP (Rio Bonito) em entrevista a nossa reportagem.

A sociedade riobonitense, porém, é cínica, sobretudo a classe média alta, onde estão os clientes mais importantes do tráfico de drogas. Gente que posa de bom moço e que tenta esconder os seus “usos e costumes” condenáveis chamando atenção para as falhas daqueles que estão inseridos na política. É comum encontrar os figurões que sustentam o tráfico fazendo inclementes críticas a prefeito e vereadores. Todavia, eles seguem votando, apoiando e financiando os criticados. Mas por quê? Na verdade é tudo um jogo de cena. Não existe preocupação com os equívocos administrativos, mas uma tentativa de desviar o nosso olhar para uma direção em que não seja possível enxergar os maus “usos e costumes” dessa “gente boa”.
Romper com o vício é difícil. Sem a droga o indivíduo tende a ficar deprimido, irritadiço e insone.
O tráfico é um baita negócio em qualquer lugar. Para quem não gosta de trabalhar é uma grande oportunidade. Mas Rio Bonito se destaca nesse cenário, porque conta com clientes que têm condições de pagar pelo consumo, o pagamento é a vista, o lucro é alto e nesse negócio não existe dívida, porque a cobrança é a vida do devedor. 

Não reconhecer essa triste realidade é fazer como o avestruz, que quando se sente acuado enfia a cabeça na areia e deixa todo corpo do lado de fora a disposição do inimigo. Em relação ao tráfico de drogas, a maior parte dos riobonitenses está com a cabeça enfiada na areia há anos e quando tiram de lá é para inventar alguma teoria que consiga desviar o foco dos seus “maus usos e costumes” ou dos seus amigos de pelada, de negócios, de jogo etc.

Família procura por jovem de 17 anos que desapareceu em Cabo Frio

Flávio Azevedo
Yasmin tem 17 anos e a família diz que não tem namorado e amigos em Cabo Frio.
Amigos de Rio Bonito e principalmente da Região dos Lagos. Uma família de amigos está desesperada com o desaparecimento dessa jovem (foto). O nome dela é Yasmin Deziderio Rocha, tem 17 anos; e foi vista pela última vez, por volta das 13h dessa sexta-feira (16/02), no bairro de Jardim Esperança, em Cabo Frio. Segundo o relato dos familiares, ela saiu para jogar o lixo fora e não retornou. Moradora de Macaé, Yasmin passava alguns dias na casa da avó, em Cabo Frio. Trajava blusa vermelha e short jeans. 
Yasmin mora em Macaé e passava uns dias na casa da avó, em Cabo Frio.
O desaparecimento já foi registrado na 126ª DP (Cabo Frio). Informações podem ser enviadas para o número (21) 97909-1818, que conta com aplicativo WhatsApp. Quem puder compartilhar vai ajudar! Obrigado!

PS: de acordo com postagem da tia da jovem, há cerca de uma hora, em seu Facebook, Yasmin foi encontrada e está bem. Ela agradeceu o empenho e colaboração de todos.

Outra prisão no Rato Molhado em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Na localidade de Cambucás (Rato Molhado), por volta das 19h dessa sexta-feira (16/02), policiais militares prenderam Adilson Pereira Gomes Júnior, vulgo Pavinho, de 21 anos. De acordo com registro feito na 119ª DP (Rio Bonito), policiais patrulhavam a localidade quando os movimentos de um indivíduo chamaram a atenção dos agentes da lei. Feita a abordagem, os policiais descobriram que Pavinho tinha em seu poder 32 papelotes de cocaína (R$ 25,00). 
Depois das ações protocolares, o detido foi encaminhado a 118ª DP (Araruama), onde funciona a Central de Flagrantes e acabou preso conforme o Artigo 33 da Lei 11.343/06 (Lei do Tóxico).

Preso com drogas no bairro Caixa D’Água em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Policiais militares de Rio Bonito (3ª CIA) prenderam nessa sexta-feira (16/02), Jucinei Melo Marcello, de 31 anos. A acusação é de tráfico de drogas. Os agentes da lei foram verificar informações de que um Fiat Marea, cor cinza, placa KNM – 1896, estaria transitando no bairro Caixa D'Água, com Leonardo, apontado como responsável pelo tráfico na localidade. Seguindo as dicas oferecidas à Polícia, a guarnição se dirigiu ao bairro e no ponto indicado encontraram o Fiat Marea. Ao abordar o veículo, dois homens fugiram ficando apenas Jucinei no local. 
Material encontrado com Jucinei.
Após revista foi recolhido, no interior do carro, um caderno de anotações do tráfico no local. Os policiais também encontraram, na mala do Marea, 80 trouxinhas de maconha. Jucinei recebeu voz de prisão, foi conduzido a 119ª DP (Rio Bonito) e posterior encaminhado a 118ª DP (Araruama), onde funciona a Central de Flagrantes. Após ações protocolares da Polícia Civil, Jucinei foi preso conforme o Artigo 33 da Lei 11.343/06 (Lei do Tóxico).

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Griff Papelaria e Papelaria União unidas para a promoção de volta às aulas em Rio Bonito

Flávio Azevedo
A Griff Papelaria e a Papelaria União estão unidas para oferecer os melhores preços e produtos nesse período de volta as aulas pra você. Todos os itens estão em promoção e, nesse sábado, 17 de fevereiro, queima total dos estoques de cadernos de 10, 15 e 20 matérias e mochilas com até 40% de desconto. 

Somente na Griff Papelaria, localizada na Praça Astério Alves de Mendonça, nº 31, Centro de Rio Bonito; e nas duas lojas da Papelaria União. Na Rua João Carmo, nº 39, subida do hospital; e Rua XV de Novembro, nº 265, no Centro de Rio Bonito, em frente a antiga delegacia. Aproveite!

Malandro é Malandro, Mané é Mané!

Flávio Azevedo
A Intervenção Federal na Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, anunciada nessa sexta-feira (16/02), está gerando debates, questionamentos, recebe críticas, recebe apoios, gera reportagens, provoca opiniões odiosas e justificativas permissivas. No frigir dos ovos, pouco se fala do nascedouro da violência no território fluminense, onde a corrupção se agrava por conta de uma postura natural ao carioca. Um jeito de ser que em vez de ser combatido se foi absolvido como marca da nossa gente. Há quem ache engraçado e até exalte a malandragem em músicas e versos, sem perceber que esse espírito “Pedro Malasartes” que carregamos acabou forjando depois de anos de prática, uma geração que independente de formação acadêmica e/ou classe social, não valoriza o trabalho e busca crescer sem precisar fazer esforço.

Dedos em riste apontando políticos e policiais tentam depositar na conta dos representantes desses setores, a culpa de um problema que da sociedade. Se a corrupção é uma chaga brasileira, ela se agrava no Rio de Janeiro por conta da clássica malandragem. O costume de enxergar somente o problema do outro impede que enxerguemos a nossa culpa. E quem discorda do termo “nossa culpa”, por se acharem fora do problema, esses são os mais culpados. Ninguém está de fora! É um mal coletivo e a única diferença é quem está mais ou menos atolado nesse lodaçal de irresponsabilidade, egoísmo, falência do senso de coletividade e espírito público.

Antes de apontarmos para o fato de que as principais lideranças políticas do Rio de Janeiro estão encarceradas; antes de mirarmos o fato de que vários políticos que, hoje, estão soltos em breve serão presos; antes de apontarmos para a prisão de todos os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (apenas um não estava envolvido); antes de destacarmos que os principais empresários do Rio foram ou estão presos; antes de frisarmos que boa parte do Judiciário fluminense tem comprometimentos importantes com o crime organizado, milícias e são responsáveis por manter gente corrupta no poder; creio que é bom olharmos um pouco para o nosso próprio umbigo. Ao fazer isso, certamente perceberemos que os elementos acima citados cometeram ilícitos por conta da corrupção e também da malandragem.

Não devolver o troco que veio a mais; colocar três pedaços de carne no prato, quando o restaurante orienta pegar apenas dois; sonegar impostos sob o argumento de que os políticos roubam e os serviços não nos são oferecidos na proporção do que nos é cobrado de impostos; não oferecer o lugar para os mais cansados e idosos no transporte público; charlatanismo; o som alto na frente da casa dos outros; a fruta colhida no pomar alheio; dirigir embriagado sem dar importância às possíveis  e fatais consequências; não devolver o dinheiro que tomamos emprestado; o material de construção pego na obra dos outros sem a devida comunicação e devolução; transitar pelo acostamento; a naturalidade que se enxerga a corrupção nas administrações públicas, quando se é beneficiado pela referida administração; não respeitar o cônjuge do outro; e não nos esqueçamos, do emblemático voto vendido, às vezes, a mais de um candidato. Quem de nós nunca cometeu um desses pecados – ou até mais de um – que atire a primeira pedra.

Todas essas práticas são presentes em nosso do dia-a-dia e não estão fincadas somente na corrupção. A verdade é que essas práticas são irrigadas pela malandragem, um estilo carioca de ser que fazemos questão apresentar ao mundo como uma marca só nossa. Em cem anos de malandragem, ninguém parou para refletir que futuro esse comportamento torpe nos reservaria. Quem ousou pensar nisso, foi impelido a ficar calado, “porque não adianta nada falar” ou porque “você vai acabar queimando seu filme e/ou perdendo amigos”, geralmente trambiqueiros.

O garoto que não deseja trabalhar e ter patrão... Vende droga e rouba, porque é “um bom malandro”. Ele cresceu ouvindo reclamações e lamúrias de que trabalho é coisa gente ferrada e que só se deu bem na vida o sujeito que mentiu, falsificou, transgrediu, ludibriou e traficou. E quem deu esse ensinamento menciona até exemplos de bobos (trabalhadores) e espertos (malandro). O policial e o político que se corrompem comumente começam suas carreiras pensando em fazer o certo. Todavia, eles acabam “rindo da honra”, ficando com “vergonha de serem honestos” e são levados a assimilar que estão inseridos num lupanar de oportunidades onde boa parte dos seus pares se prostitui e sempre se dão bem.

Aqui eu termino com a fala do fictício tenente coronel, Nascimento; personagem de Tropa de Elite (o segundo filme). Há cerca de 10 anos, o drama da Segurança Pública no Rio de Janeiro estava expostos nos cinemas. O filme termina com a voz de Nascimento dizendo o seguinte: “O sistema entrega a mão para salvar o braço... O sistema se reorganiza, articula novos interesses... Cria novas lideranças. Enquanto as condições de existência do sistema estiverem aí, ele vai resistir! Agora me responde uma coisa: quem você acha que sustenta tudo isso? É... E custa caro... Muito caro! O sistema é muito maior do que eu pensava! Não é a toa que os traficantes, os policiais, os milicianos matam tanta gente nas favelas! Não é a toa que existem as favelas! Não é a toa que acontece tanto escândalo em Brasília, que entra governo e sai governo e a corrupção continua... Para mudar as coisas... Vai demorar muito tempo. O sistema é foda! Ainda vai morrer muito inocente!”.

Segurança, Serviço e Saúde na pauta do Programa Flávio Azevedo

Flávio Azevedo
O Programa Flávio Azevedo dessa quinta-feira (15/02) já está no ar, hoje, destacando a ação da Polícia Militar na manhã de hoje, no loteamento Verde Vale, na Praça Cruzeiro; e o novo aborrecimento causado pela Caixa Econômica Federal aos usuários da Agência Rio Bonito. Também foi notícia a mulher assaltada por dois marginais que estavam numa moto, na Rua Osvaldo Cruz, no Centro de Rio Bonito.

A Febre Amarela também esteve em nossa pauta, com dicas de cuidados para quem não pode tomar a vacina. A polêmica postagem de Anderson Caldeira, que explanou, em sua mídia social, uma proposta indecente de uma suposta eleitora.

Presos no Morro dos Cabritos na Praça Cruzeiro

Flávio Azevedo
Polícia prenderam quatro homens no Morro dos Cabritos, em Praça Cruzeiro, Rio Bonito-RJ.
Por volta das 10h30min, dessa quinta-feira (15/02), policiais militares foram a Praça Cruzeiro, em Rio Bonito, no Loteamento Verde Vale, verificar denúncia de que um grupo estava acampado, no Morro dos Cabritos, para endolar drogas. Os agentes da lei fizeram um cerco tático e surpreenderam Mateus Lucas da Silva (24 anos); Vinicius Gomes Deolindo (19 anos); Eliezer de Angelo Silveira (29 anos) e um menor (17 anos). 
Com o quarteto foram encontrados dois rádios transmissores, dois carregadores, um aparelho de telefone celular e um caderno de anotações. Os homens foram encaminhados a 119ª DP (Rio Bonito), onde ficaram detidos conforme o Artigo 35 da Lei 11.343/06 (Lei do Tóxico).
Materiais encontrados com o quarteto no Morro dos Cabritos durante a operação da Polícia Militar.