domingo, 28 de agosto de 2016

A assembleia de sócios do Hospital Darcy Vargas foi um museu de grandes novidades

Flávio Azevedo
A mesa diretora que coordenou a assembleia dos associados do HRDV.
É nítido que há muita incompreensão e entendimento equivocado quando se pensa em Saúde Pública. A culpa, porém, desses desencontros é única e exclusivamente dos politiqueiros de plantão. Em Rio Bonito, por exemplo, mais da metade da população não sabe que o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) é particular. Pouca gente entende que a Prefeitura não tem gerência sobre o Hospital, que é uma entidade particular, hoje, tocada por um grupo de 240 associados. Não adianta querer fugir dessa lógica, porque esse é o caminho estatutário da unidade que em 2016 completa 73 anos de fundação. 

Presentes na assembleia do HRDV.
Todavia, nos últimos 30 anos a politicagem foi a responsável por fazer a população entender equivocadamente o funcionamento do HRDV. É que a cada eleição, candidatos a prefeito e seus puxa sacos enchem os pulmões para dizer que o culpado pelos problemas do hospital é o governo municipal que está no poder, "porque eu quando assumir eu vou resolver", mas não é nada disso que acontece. No fundo, não passam de vendedores de ilusão! Entre os anos de 1997 e 2003, eu (Flávio Azevedo) fui funcionário do HRDV (técnico de enfermagem) e sempre ouvi dos patrões que a culpa pelos problemas que enfrentávamos era da Prefeitura, à época comandada por Solange Almeida.

Em 2005, inclusive, com amplo apoio da direção do HRDV, Mandiocão assumiu a Prefeitura com status de “solução para o caso Darcy Vargas”. Pois bem! Mandiocão ampliou o envio de recursos para o hospital, que recebe por serviço prestado, mas não demorou muito passou a ser rotulado como problema. O amigo leitor vai lembrar que a secretária de Saúde da sua terceira gestão, Maria Juraci Dutra, tornou-se persona non grata para vários médicos e parte da diretoria do HRDV (as razões são diversas). 

Em pé, o ex-prefeito Mandiocão observa a prefeita Solange falando na assembleia. Ambos são sócios do HRDV.
Enquanto isso, a ex-prefeita, de porta em porta e de ouvido em ouvido, fazia campanha para voltar a Prefeitura com a cantilena “Mandiocão não gosta de Saúde, mas deixa comigo que eu vou resolver o caso Darcy Vargas”. Pois bem! Iludidos com o “canto da formiga”, ela foi reconduzida ao cargo de prefeita. Três anos depois, ela está na Prefeitura, também ampliou a oferta de recursos para o hospital, mas a unidade está nesse fecha não fecha. O curioso é que já tem gente querendo trazer Mandiocão de volta e com o mesmo status de 2005: “ele é a solução para o caso Darcy Vargas”.

Amigos... Será que ninguém notou ainda que o problema do hospital é o hospital? Será que ninguém consegue perceber que o hospital não é público, mas particular? Se o HRDV é comandado por um grupo de associados, porque a culpa dos seus problemas é do poder público? O mais curioso é que Solange e Mandiocão são sócios da instituição, sabem disso, mas passaram os últimos 24 anos se acusando de um pecado que não é deles! Ou eles são loucos ou são muito picaretas, porque quando eles se acusam, automaticamente eles se culpam, uma vez que se revezam na Prefeitura da cidade o problema persiste na gestão de ambos. Meu Deus! Será que existe vida inteligente nesses cérebros ou a necessidade de fazer a população de trouxa é tanta que é melhor seguir com esse teatro de acusações em nome do voto? 

Uma análise rápida dos últimos 20 anos sinaliza para mim que colocar recursos no hospital significa construir piscina, churrasqueira, campo de futebol e sauna no quintal dos outros. A hora que você decidir usufruir, você terá que pedir licença ao dono do quintal, que pode deixar você entrar ou não. O que você fez é seu, mas o quintal é dos outros, logo, você terá que esperar a boa vontade do dono do quintal para poder tomar banho na sua piscina, queimar uma carne na sua churrasqueira, bater uma bolinha no seu campo de futebol e dar uma relaxada na sua sauna.

Enquanto tudo isso não for assimilado pela classe política e pela sociedade, os problemas seguirão acontecendo, os eminentes fechamentos do hospital continuarão presentes nos noticiários locais; e infrutíferas reuniões serão mantidas. A assembleia desse domingo (28/08), por exemplo, como diria Cazuza, foi “um museu de grandes novidades”. Mudança e renovação são termos recomendados para a política, mas a mudança e renovação precisam ser adotadas urgentemente pela sociedade, que continua usando sinais de fumaça e pombo correio em tempos de e-mail e WhatsApp.

Pense nisso!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Mandiocão quer anular sessão Legislativa que rejeitou suas contas

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Waldyr Maranhão; e o ex-prefeito, José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão; formam uma dupla criativa.
No último dia 09 de maio, numa ação estapafúrdia, o então presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP) decidiu cancelar as sessões de discussão e votação de admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A tresloucada ação de Maranhão deve ser contagiosa e própria aos integrantes do Partido Progressista, porque em Rio Bonito, um representante da sigla ingressou com pedido de anulação da sessão Legislativa de 26/11/2013, quando os vereadores, acompanhando parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio de janeiro (TCE/RJ), rejeitaram as contas do ex-prefeito, José Luiz Mandiocão (PP), referentes ao exercício de 2012.

Na Câmara de Deputados, o ato de Waldir Maranhão acabou sendo revogado pelo próprio Maranhão no mesmo dia. Ato que desperta a curiosidade da população riobonitense, a rejeição das contas do ex-prefeito Mandiocão, classificado por muitos como “bom gestor”, é comentada em cada esquina da cidade onde o assunto seja as eleições de 2 de outubro. De acordo com o TCE, o ex-chefe do poder Executivo executou despesas no valor de R$ 4,7 milhões sem o devido registro contábil, contrariando as normas gerais da contabilidade pública. Os conselheiros do TCE também entenderam que os déficits financeiros, ao longo da gestão de 2012, culminaram com um déficit de R$ 11,2 milhões, que indicaram a não adoção de ações planejadas para se alcançar o equilíbrio financeiro necessário. 

Ainda segundo o parecer prévio do TCE, o repasse à Câmara de Vereadores, um montante da ordem de R$ 4,3 milhões, manteve-se abaixo do orçamento final do poder Legislativo, o que descumpriu determinações legais. Além disso, segundo o TCE, os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), foram usados sem a devida comprovação.

Expectativas

O “Ato Waldir Maranhão” (foto ao lado) já estava sendo esperado pelos grupos políticos de Rio Bonito, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no último dia 10/08, que os candidatos a prefeito que tiveram as contas rejeitadas pelas Câmaras Municipais não poderão concorrer ao cargo de prefeito nas eleições do próximo dia 2 de outubro. No entendimento dos ministros do STF, a rejeição das contas pelo poder Legislativo inclui o candidato na Lei da Ficha Limpa. Caso a rejeição seja apenas dos Tribunais de Contas, o candidato poderá concorrer. O Grupo de Mídias O TEMPO noticiou que a decisão embaralhava o cenário político em Rio Bonito, uma vez que na condição de “favorito a corrida eleitoral”, o ex-prefeito Mandiocão (PP) está com as contas, referentes ao exercício de 2012, rejeitas pelo TCE e pela Câmara de Vereadores.

Defesa garantida na fatídica sessão 

Uma das argumentações do ex-prefeito é de que não teve direito a ampla defesa na sessão de 26/11/2013. Todavia, a nossa reportagem estava presente, acompanhou todo rio e não evidenciou nenhum tipo de constrangimento ao ex-prefeito, que chegou a Câmara para se defender acompanhado de uma das suas filhas, de correligionários e de alguns secretários da sua gestão. O presidente da Câmara, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, abriu espaço para que Mandiocão fizesse a sua defesa, que convidou para fazer a leitura da defesa, a controladora geral da sua gestão, Fátima Paixão.

Durante a defesa, a dívida da Prefeitura com o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb), foi atribuída a prefeita Solange Almeida, que chefiava o Executivo por ocasião da fundação do Instituto. A defesa destacou que foi na gestão de Mandiocão que essas dívidas foram parceladas e negociadas; destacou o aspecto político (disputa entre grupos políticos rivais) que permeia o processo; afirmou que a prestação de contas do ex-prefeito foi feita pelo atual governo; e assegura que a prestação de contas foi “defeituosa, imprecisa e intempestiva”.

A defesa do ex-prefeito também colocou em suspeição, a ação do atual governo (quem faz a prestação de contas do exercício anterior) e revelou que, por não ter apresentado os documentos necessários, referentes a prestação de contas de Mandiocão, a prefeita Solange Almeida havia sido multada, em 16/05/2013o, em cerca de R$ 20 mil (10 mil UFIR). 

Vereadora Rita rebate acusação

Em suas explicações pessoais, a vereadora Rita de Cássia, hoje, candidata a vice, na chapa encabeçada por Mandiocão, explicou que a referida multa foi cancelada, porque o TCE reconheceu não ter havido nenhuma irregularidade ou perda de prazo no envio de informações e documentos para a prestação de contas do ex-prefeito. A anulação, segundo os demais vereadores, estaria inserida entre os documentos do processo de julgamento das contas do ex-prefeito.

Fonte: Jornal O Tempo

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Polícia Militar frustra roubo seguido de sequestro em Rio Bonito

O carro da vítima e a arma dos marginais
Numa rápida ação, os policiais da 3ª Companhia da PM do 35º Batalhão da Polícia Militar, frustraram a ação de três vagabundos que além de roubar o Gol, Cinza, placa KVV – 7286, da bióloga, Cátia Alves Pereira; de 36 anos, também sequestram a vítima. O crime aconteceu nessa segunda-feira (22/08), por volta das 20h. A vítima saia da academia. A abordagem aconteceu em frente ao nº 39 da Rua Duval Mesquita, no Centro de Rio Bonito. A ação dos marginais foi percebida por uma mulher que informou a polícia pelo 190. 

Policiais saíram em diligência e encontraram o veículo em Basílio, na BR – 101, nas proximidades da Cerâmica São Silvestre. Segundo registro, feito na 119ª DP (Rio Bonito), ao verem a viatura os marginais, que seriam moradores do Condomínio Vila das Hortências, em Tanguá, e antigos conhecidos da polícia, atiraram contra a guarnição, que revidou.   

Um marginal identificado como “Dentinho” seria o autor dos disparos (SIC). Depois de atirar contra a polícia, Dentinho abandonou a arma, um revólver, calibre 38, da marca Smith & Wesson, número 562979; e fugiu mato à dentro. Os dois comparsas permaneceram no local. Policiais prenderam a dupla e resgataram a vítima que fisicamente nada sofreu. Os marginais foram encaminhados a 119ª DP onde o caso foi registrado.

Nota da Redação: Da dupla que foi presa, um vagabundo tem 18 anos e outro marginal tem 17. A legislação brasileira, naquele velho costume de acariciar marginais e castigar o cidadão de bem, determinou que a careta desses “trabalhadores” não deve ser mostrada para evitar constrangimento, afinal são elementos de extrema valia para a sociedade brasileira. E quem estiver com peninha dos bandidos, leva para casa e coloca para dormir com suas crianças.

Fonte: jornal O Tempo

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Decisão do STF volta a embaralhar o cenário político em Rio Bonito

Flávio Azevedo
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa quarta-feira (10/08), que os candidatos a prefeito que tiveram as contas rejeitadas pelas Câmaras Municipais não poderão concorrer ao cargo de prefeito nas eleições do próximo dia 2 de outubro. No entendimento dos ministros do STF, a rejeição das contas pelo poder Legislativo inclui o candidato na Lei da Ficha Suja. Caso a rejeição seja apenas dos Tribunais de Contas, o candidato poderá concorrer. A decisão embaralha o cenário político em Rio Bonito, uma vez que um dos favoritos na corrida eleitoral desse ano, o ex-prefeito José Luiz Antunes, o Mandiocão (PP), teve as contas, referentes ao exercício de 2012, rejeitas pelo TCE e pela Câmara de Vereadores, em novembro de 2013.

Uma velha ‘raposa’ que transita nos bastidores da política riobonitense afirma que com a decisão do STF, “Mandiocão vai precisar contar com mais de um Napoleão”. O gracejo da velha raposa é uma cutucada na prefeita Solange Almeida, que há um bom tempo está condenada a perder o mandato, mas não sai da cadeira graças ao desempenho do ministro, Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que com seguidos pedidos de Vistas e vários adiamentos acabou mantendo a prefeita no comando da cidade. Convém destacar que a Câmara de Vereadores também poderia pedir o afastamento da prefeita, mas não tem interesse em caminhar nessa direção.

Apesar de já estar sendo considerado “carta fora do baralho” por alguns adversários, o ex-prefeito Mandiocão segue pautando a disputa eleitoral e as decisões dos grupos opostos. A expectativa, agora, é quanto aos movimentos do grupo do ex-prefeito. O PP substituirá Mandiocão? A substituta será a vereadora, Rita de Cássia, como tem sido ventilado; ou Mandiocão, um político sempre imprevisível, vai tirar um nome da manga? E quem seria o vice? E o eleitorado fiel apenas a Mandiocão? Como irá se comportar? Ficaria com o candidato substituto ou migraria para outros candidatos? E seguirão em qual direção? 

A decisão

Em relação a participação de candidatos que tenham contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores, a maioria dos ministros entendeu que a decisão dos tribunais que desaprova as contas do governo deve ser tratada apenas como um parecer prévio, que deve ser apreciado pelos vereadores. Para os ministros, o Legislativo local tem a palavra final sobre a decisão que rejeita ou aprova as contas. Dessa forma, somente após decisão desfavorável dos vereadores, um candidato pode ser impedido de concorrer às eleições.

A Lei da Ficha Limpa diz que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos a partir da decisão. Seguiram o entendimento os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente, Ricardo Lewandowski. Contrários os ministros, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Polêmica
A votação foi apertada e os principais argumentos, que vieram do ministro Gilmar Mendes e Luís Roberto Barros, merecem profunda reflexão. Para Gilmar Mendes, que seguiu a maioria, a palavra final deve ser da Câmara Municipal. Ele comenta os aspectos políticos que estão entranhados ao tema.
– Hoje, um governador, que domina uma assembleia, e o tribunal de Contas, pode rejeitar as contas de maneira banal para causar a inelegibilidade de um prefeito. Temos que ter muito cuidado com isso! – alertou. 

Já o ministro Luís Roberto Barroso, contrário a decisão, entende que prefeitos acusados de desviar recursos podem ter as contas aprovadas por terem apoio político da maioria dos vereadores. “Não me parece razoável a tese em que alguém possa dizer que, comprovadamente, o prefeito desviou dinheiro, mas a Câmara Municipal, politicamente, como ele tem maioria, achou que está bem assim”, disse Barroso.

Outro golpe

No último dia 03/08, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) informou o nome dos gestores públicos que tiveram suas contas julgadas irregulares nos últimos oito anos. Na listagem, com quatro anotações, figura o nome do ex-prefeito Mandiocão, sendo três prestações de contas e uma tomada de conta especial. A notícia foi pulicada no site do TCE-RJ, que encaminhou o nome de Mandiocão e outros 1.153 gestores, ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que ainda não se manifestou, mas que com essa decisão do STF, já é possível imaginar qual será a decisão do TRE-RJ.

Razão da rejeição das contas de 2012

De acordo com o TCE, o ex-chefe do poder Executivo executou despesas no valor de R$ 4,7 milhões sem o devido registro contábil, contrariando as normas gerais da contabilidade pública. Os conselheiros do TCE também entenderam que os déficits financeiros, ao longo da gestão de 2012, culminaram com um déficit de R$ 11,2 milhões, que indicaram a não adoção de ações planejadas para se alcançar o equilíbrio financeiro necessário. Ainda segundo o parecer prévio do TCE, o repasse à Câmara de Vereadores, um montante da ordem de R$ 4,3 milhões, manteve-se abaixo do orçamento final do poder Legislativo, o que descumpriu determinações legais. Além disso, segundo o TCE, os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), foram usados sem a devida comprovação.

“Ainda existe confiança”

Apesar do vento contra, interlocutores do ex-prefeito afirmam que ele está tranquilo e os seus advogados estão trabalhando. Ignorando o fato de que a decisão é STF e foi noticiada pela mídia nacional, uma fonte ligada ao ex-prefeito afirma que “os grupos adversários não se conformam com o favoritismo de Mandiocão e querem tirar a sua candidatura no tapetão”.

Com a decisão do STF, cresce a possibilidade do corpo jurídico do ex-prefeito tentar a manobra que o Grupo de Mídias O TEMPO classifica como “Ato Waldir Maranhão”, que consiste em pedir o cancelamento da sessão que rejeitou as contas do ex-prefeito em novembro de 2013. Vale lembrar que Waldir Maranhão, assim que assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, em lugar de Eduardo Cunha, decretou o cancelamento da sessão que votou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Uma ação tresloucada que ele logo depois revogou.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os defeitos da Vila Olímpica retratam o Brasil!

Flávio Azevedo
Depois dos australianos, agora, é a vez dos espanhóis detonarem a estrutura da Vila Olímpica que receberá os atletas que participarão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O diário Marca, da Espanha, abriu sua manchete da última terça-feira (26/07), dizendo que “procura-se um encanador” na Vila Olímpica. A piada acontece por conta dos problemas percebidos nos dois primeiros dias de ocupação: entupimentos, vazamentos e até problemas nas fechaduras. Duas médicas espanholas afirmaram ao GloboEsporte.com que não foram poucos os problemas encontrados.

A declaração de uma delas chamou minha atenção. “É triste! Por fora a Vila parece toda pronta, mas na verdade por dentro faltam muitas coisas. Os principais problemas são vazamentos nos banheiros, entupimento nos vasos, e problemas de trancas nas fechaduras”. Se pensarmos nessa declaração, nós concluiremos que a Vila Olímpica é um retrato fiel do Brasil. Como dizia a antipática, mas perspicaz Odete Roitman, uma das vilãs da novela Vale Tudo (1988/1989), o Brasil é muito bonito visto de fora. Os mais lindos cartões postais são aqueles que mostram as paisagens brasileiras.

O Rio de Janeiro, por exemplo, de longe, é a cidade mais linda do mundo. Quem desenhou a “Cidade Maravilhosa” certamente estava de bom humor, porque o Rio é uma pintura. E assim é o Brasil! Olhado de fora parece pronto, mas por dentro faltam detalhes importantíssimos. Se na Vila Olímpica a queixa é de vazamentos, entupimentos e trancas emperradas ou que não fecham, o Brasil tem exatamente esses problemas. Em minha modesta opinião, os defeitos da vila dos atletas expõem a nossa “brasilidade”.

Os vazamentos internos no Brasil não são poucos. A Operação Lava Jato, por exemplo, já deve ter perdido a conta de quanto dinheiro público vazou das estatais e dos bancos públicos nos últimos anos. O problema é que o “veda junta” que poderia acabar com o vazamento provocado pela corrupção é um produto importado e desconhecido no Brasil, uma vez que essee “veda junta” é feito de elementos como respeito, honestidade, ética e bom senso, coisas desconhecidas pela maior parte da sociedade brasileira.

Os entupimentos percebidos na Vila Olímpica também retratam o brasileiro. A falta de Educação provoca uma obstrução que não permite o Brasil ir para trás ou para frente. Com os canos entupidos, a água velha, suja e barrenta (antigas práticas) não sai. Por outro lado, a água nova (as novas práticas) também não chega. Num organismo vivo, uma obstrução provoca danos irreversíveis. Numa construção ou na sociedade não é diferente. Lavar não é possível, porque a água limpa se mistura a água fétida e suja que não flui, porque os dutos estão obstruídos pelo egoísmo, pela desfaçatez e pelo hábito de pegar o que é do outro. 

O último problema reclamado na vila dos atletas são as trancas. Ou elas estão emperradas ou não trancam. Esse defeito é uma representatividade interessante do Brasil. Na Justiça, por exemplo, é nítido esse fenômeno. Quando se trata do rico, do poderoso ou do influente, a tranca não funciona. Se você pretende trancafiar um picareta engravatado esqueça, porque a tranca irá funcionar. Todavia, se a clientela é pobre, sem poder, representatividade ou influência; a fechadura emperra no egoísmo, na desfaçatez, no hábito de pegar o que é do outro e/ou porque protegemos os picaretas. Sendo assim, não há como não entender a Vila Olímpica como um retrato fiel do Brasil. Tomara que consertem a vila dos atletas e o nosso Brasil!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

25 de JULHO

Dia do Colono e Produtor Rural
25 de julho também é Dia do Colono e Produtor Rural. Para celebrar a ocasião eu destaco uma figura emblemática do interior de Rio Bonito: D. Sebastiana Morais (foto), moradora de Jacundá, localidade distante e esquecida. Há cerca de um ano eu entrevistei D. Sebastiana. Conversamos sobre as dificuldades que atormentam a população rural. Apesar dos seus 84 anos, nós ainda podemos classificar essa guerreira como líder comunitária, por realmente ser uma voz que clama e reclama o abandono desse setor da sociedade. Um grande abraço e muitas bênçãos de Papai do Céu a esses homens e mulheres de valor! 

Dia do Motorista
No Dia do Motorista (25 de julho), homenagear essas duas pessoas me faz homenagear todos os amigos motoristas. À direita, Josué Ferreira, o popular Lelé do Tax. Uma das figuras mais simpáticas que eu conheço, ouvinte do Programa Flávio Azevedo e grande botafoguense. À esquerda, Luiz Marcos Viana, meu companheiro de trabalho durante os anos que eu atuei no SAMU. Eu atuava como técnico de enfermagem e Marquinhos dava show na direção da Unidade de Suporte Básico nº 15 (nossa viatura). Vida longa a essa dupla e aos meus amigos motoristas!

Dia do Escritor
Nesse álbum que abordamos o tema Educação, nós iremos dedicar um espaço aos escritores, aqueles que "dão vida as letras e nos fazem viajar na imaginação". De acordo com Monteiro Lobato, "um país é feito de homens e de livros". ‪#‎flavioazevedo‬

sábado, 23 de julho de 2016

Em tempos de falso e verdadeiro, o importante é ser autêntico!

Flávio Azevedo
Em tempo de gente frouxa, maldosa e que posa de comportada, quando no fundo são filhos de uma boa senhora, alguém do grupo político do ex-prefeito José Luiz Antunes me conta que um perfil criado com o nome de “Mandiocão no Facebook é falso. Não foram os seus colaboradores que criaram o tal perfil. Apenas a Fanpage é obra do grupo de marketing do ex-prefeito. Dito isso, eu fico me perguntando: que doença tem a pessoa que cria um perfil falso com o nome do outro?

Recentemente eu li o amigo, Ricardo Abrahão alertando as pessoas em relação ao mesmo fenômeno, mas relacionado ao deputado, Marcos Abrahão. Ricardinho dizia que, no Facebook, Marcos só tem uma Fanpage, não tem perfil e que era para as pessoas ficarem atentas em relação a isso. Meu Deus! Que 'fakes' doentes, vazios, pueris, imbecis!

Se o sujeito defende uma ideia, se o cara tem um pensamento, por que não fazê-lo com o próprio perfil no Facebook? Por que ter medo de escrever o que pensa? Qual o problema de externar descontentamento ou satisfação num perfil verdadeiro? É claro que alguns imbecis ficam chateados quando são mencionados ou criticados, mas isso faz parte e dane-se o imbecil! Ele que tome vergonha na cara e se porte com decência, para não ser alvo de comentários e postagens! Mas já que é safado, assuma a picaretagem e aguente as pancadas!

Aliás, gente imbecil e tresloucada não precisa fazer parte da nossa rede de relacionamentos. Por outro lado, se você é desses patetas que desejam ficar bem com todo mundo, não transite nas mídias sociais, não se envolva em política, religião e/ou futebol, porque são assuntos apaixonantes e boa parte dos que estão inseridos nesses segmentos, além de serem desprovidos do senso de democracia, tem um coração egoísta e maldoso.

Mas se você é igual ao Flávio Azevedo, que não dá importância a aproveitadores, toque o barco, defenda as suas ideias e o imbecil, o puxa saco, o picareta, o vagabundo, o tralha, a desgraça da sociedade, que se exploda! Há 10 anos escrevo em jornal e há oito mexo com mídia social. Eu sei que tem um monte de gente que não gosta do Flávio Azevedo, mas tem uma galera que bate palmas!

O engraçado é que quando você procura saber quem não gosta do Flávio Azevedo e quem bate palmas para ele, você logo percebe que está no caminho certo, porque a multidão dos que não gostam do Flávio é composta por gente da pior qualidade. Convém destacar ainda, que eu não estou falando da pessoa que discorda do meu pensamento e da linha dos meus textos. Sou um democrata e respeito o pensamento divergente. Eu falo aqui do picareta ou do oportunista que está todo errado e não quer ser exposto, tem uma pose desgraça, se acha muito importante, mas no fundo todo mundo sabe que ele é um vagabundo! 

Portanto amigo, em tempos de falso e verdadeiro, não esqueça que o importante é ser autêntico! #flavioazevedo

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Patagônia em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Engana-se quem pensa só existir “A Terra do Fogo” na Patagônia, extremo sul da América do Sul. O município de Rio Bonito também tem a sua “Tierra del Fuego”, numa área que recentemente nós conhecíamos como Rampa de Voo Livre. Esse aspecto “patagônico”, a Serra do Sambê ganhou depois do fogo que atingiu o trecho há uma semana. As chamas não foram incomodadas como também nunca são incomodados os bandidos que incendeiam a nossa Mata Atlântica. 

Na Patagônia original, as ilhas têm formação a partir do choque de placas tectônicas marinhas que indicam a presença de rochas metamorfizadas, por exemplo, rochas magmáticas. Pesquisadores e cientistas afirmam que a Patagônia possui grande instabilidade tectônica, o que tornam comuns os terremotos e fenômenos vulcânicos por lá.

Na “patagônia riobonitense” a cada eleição as ilhas escolhem um grupo político que ao se chocarem torna as pessoas metamorfizadas com o magma do “farinha pouca meu pirão primeiro”. Pesquisadores e cientistas afirmam que a “patagônia riobonitense” tem grande instabilidade intelectual, o que torna impossível a percepção dos efeitos prejudiciais dos fenômenos “vulcão” e “terremoto”, que se revezam no comando da cidade há 24 anos.

Enquanto esses fenômenos (vulcão e terremoto) seguirem em atividade, Rio Bonito manterá o ritmo da Patagônia, um local inóspito, onde nada é possível produzir, sem avanço, sem progresso, uma cópia fiel da “Tierra del Fuego”. #flavioazevedo

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Morre ex-prefeito de Rio Bonito Celso Peçanha

Flávio Azevedo

O ex-prefeito e governador, Celso Peçanha.
O ex-governador do Rio e ex-prefeito de Rio Bonito, Celso Peçanha, faleceu nessa quarta-feira (13/07). Natural de Campos dos Goytacazes, onde nasceu em 1916, o ex-prefeito, que vivia no Rio de Janeiro, na companhia da esposa, Hilka Peçanha, completaria 100 anos no próximo dia 02 de agosto. Embora não fosse riobonitense de nascimento, Celso Peçanha é o político mais importante da história de Rio Bonito, com realizações importantes durante os três mandatos de prefeito e durante o tempo em que foi governador do Rio. Era sobrinho de Nilo Peçanha e atuou, além da política, como advogado, jornalista, professor, além de traçar caminho na política brasileira. Atualmente, Celso mora na cidade do Rio de Janeiro.

Aos 18 anos, Celso Peçanha ingressou na Faculdade de Direito de Niterói. Com 19 anos já vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e aos 25 anos assume a primeira Prefeitura da sua carreira, a de Bom Jardim, nomeado por Ernani do Amaral Peixoto. Foi eleito deputado federal (1950); vice-governador do Rio (em 1958 a eleição para governador e vice-governador se dava separadamente) e com a morte do governador Roberto Silveira (1961), assumiu o Rio.

Passou pelo cargo de procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e em 1978 decidiu retornar a política, sendo eleito deputado federal. É homenageado em diversas cidades, dando nome a estrada Governador Celso Peçanha, em Niterói; o Teatro Celso Peçanha, em Três Rios, a Biblioteca Municipal Celso Peçanha, em Rio Bonito.

Na literatura escreveu “Campos dos Goytacazes” (1961); “Nilo Peçanha e a Revolução Brasileira” (1978); “Brasil Zero Hora – Tensões e Esperanças” (1979); “Álcool, Combustível que se Planta” (1979); “Diálogos com a Verdade” (1980); “Liceu de Humanidades de Campos – Cem anos de Comunhão” (1980); “Bandeirantes e Pioneiros no Ensino Fluminense” (1982); “Mensagem Governo Celso Peçanha” (1962); “Para construir o Futuro” – (1984); “De Santo Eduardo ao Parlamento” (1984); “O dia do Maçom” (1985); “A planície e o Horizonte – Memórias Inacabadas” (1997).

terça-feira, 12 de julho de 2016

Marcos Abrahão terá trabalho para buscar recursos para a Saúde de Rio Bonito e Região

Flávio Azevedo

Abrahão (D) e o secretário estadual de Saúde.
A notícia boa do dia é que o deputado Marcos Abrahão, entregou nas mãos do secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio de Souza Teixeira Jr, um pedido de socorro para o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) e o secretário teria se comprometido a tomar as medidas cabíveis em prol da referida unidade de saúde (SIC). Aproveito a ocasião para reiterar que essa é a representatividade que nós esperamos e precisamos. Quanto ao fato de estarmos próximos as eleições, e que só por isso o deputado fez tal movimento, eu acrescento: antes tarde do que nunca! 

Sugiro ao deputado que ele acrescente ao seu pedido, entregue ao secretário estadual de Saúde, um lembrete informando que além das pendências com HRDV, o governo do Estado deve 15 meses de repasses a UPA de Rio Bonito, montante que já chega a R$ 6 milhões. Aliás, em recente reunião com o secretário estadual de Saúde, que contou com a participação da prefeita, Solange Almeida; do secretário de Saúde, Anselmo Ximenes; e integrantes da diretoria do HRDV; o secretário disse que “o hospital precisa parar de atender, porque se não vai quebrar, uma vez que o Estado não vai pagar pelos serviços que forem executados”. Ou seja, O POVO QUE SE LASQUE!

Está muito nítido que o deputado, Marcos Abrahão vai precisar ser mais enérgico ao defender a Região e o HRDV desses picaretas que comandam o Estado do Rio de Janeiro. A mesa desse cara deve estar cheia de papel pedindo ajuda. Falta, agora, um bom Mandado de Segurança bloqueando as contas do Estado para que eles paguem o que devem a Rio Bonito e ao hospital. Se isso foi feito acertadamente por conta do pagamento dos servidores ativos e inativos do Estado, porque não pode ser feito quando o assunto é a Saúde da população? Sorte ao deputado Marcos Abrahão e conte conosco nessa empreitada de informar a população as suas ações. 

PS: vale destacar que Rio Bonito tem outros representantes para interceder pelo Hospital Darcy Vargas e pela Saúde do município. Nas eleições de 2014, por exemplo, um monte de parceiros de Rio Bonito foi apresentado pela prefeita da cidade. Todavia, até agora os tais parceiros só mostraram parceria para mantê-la na cadeira de prefeita, de onde já deveria ter saído há pelos menos um ano. #flavioazevedo