sexta-feira, 3 de julho de 2015

Marginais levam mais um carro, agora, próximo a Rio Ita

Flávio Azevedo 
Mais um ponto para os ladrões, que levaram outro veículo, nessa quinta-feira (02/07), próximo a garagem da Rio Ita, na Cidade Nova, em Rio Bonito. É o veículo que está na foto. Será que o Sistema de Monitoramento do município conseguiu identificar os criminosos? E as cabines nas entradas e saídas da cidade, não perceberam um carro roubado passando? Mas não nos foi prometido, na campanha de 2012, monitoramento em toda cidade? Se as minhas contas não estiverem erradas, esse é o quinto que se vai em sete dias.

Acrescento aqui que a Polícia tem feito a sua parte, só que eles não são onipresentes. Em nenhuma cidade existe um policial em cada esquina. Todavia, caso a cidade contasse com um sistema de monitoramento eficiente e com câmeras de boa resolução, apenas um homem conseguiria ver inúmeros lugares ao mesmo tempo. Acrescento que caso existisse vigilância nas entradas e saídas, o roubo não sairia da cidade. Eu não acho que precisa ser especialista para entender essa lógica!

Também ínsito na tese de que a instalação do monitoramento com equipamento eficiente e pessoal treinado seria, hoje, uma excelente contribuição as ações da polícia. Sobre abordagens da Polícia as pessoas, elas devem ser feitas em qualquer lugar e abordar qualquer pessoa, porque o marginal não trás um letreiro na teste dizendo que ele é marginal. Essa ações devem ser apoiadas por todos nós.

Eu discordo da tese de que "trabalhador" não pode ser abordado, como se o fato do sujeito ser trabalhador desse a ele o direito de andar sem documentos, com o veículo ilegal e sem capacete, caso o tal "trabalhador" esteja de moto. Dias atrás alguém veio reclamar comigo que foi abordado por um policial quando ele estava voltando do trabalho. Disse ele: "poxa, o cara viu que eu estava trabalhando, porque eu estava carregando uma régua, um balde de pedreiro no guidão e um saquinho de cimento na garupa".

Eu pedi desculpas e informei ao reclamante que essas ferramentas não devem ser carregadas numa moto. Disse ainda que embora ele estivesse vindo do trabalho, no meu entendimento régua, balde de pedreiro e saquinho de cimento não devem ser transportados numa moto. Bom, esse é meu entendimento! Mas eu percebi que ele não gostou da minha resposta! Em certos assuntos a falta bom senso não é só da classe política!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Projeto Rua do Lazer vira motivo de chacota em Rio Bonito

Flávio Azevedo 
No lançamento do projeto, em 2013, uma parceria entre Prefeitura e SESC deu a impressão de que esse seria um projeto diferenciado. Todavia, o comando do município insiste em nos provar as sua ineficiência.
Então a bolinha oferecida no projeto “Rua do lazer”, para jogar tênis de mesa, é a bolota de um desodorante “Roll-on”? Foi o que ouvimos na sessão Legislativa de Rio Bonito na última terça-feira (30/06), durante pronunciamento do vereador Marcos Luanda. Isso estaria acontecendo, porque não tem grana para comprar a bolinha de tênis de mesa. A compra de bolinhas, segundo o vereador Aissar Elias, estaria no setor de Licitação.

Quando esse projeto foi lançado, eu disse que não iria vingar. À época, eu fui acusado de estar torcendo contra. Na verdade, quem torce contra é o próprio órgão organizador, no caso a Prefeitura, que não reúne competência para fazer funcionar um projeto tão simples. Sabedor dessa realidade eu cravei: “não vai vingar!”. Cerca de um ano depois parece que mais uma vez eu tinha razão.

Acrescento aqui ainda, que é desnecessário fechar as duas mãos da Bela Vista para realizar o projeto, sobretudo quando ele está capenga como tem sido noticiado. Basta fechar a mão em frente a Praça da Bela Vista que está ótimo! Antes, porém, comprem as bolinhas para o tênis de mesa e providenciem os pula pulas. Um projeto chamado “Rua do Lazer” sem brinquedos é basicamente uma piada pronta!

Alô integrantes do DOI-CODI, vamos trabalhar? Alô puxa sacos que ficam no Facebook monitorando as nossas postagens, que tal justificar os salários fazendo algo útil para a população e para o governo que vocês defendem? Vamos providenciar pelo menos as bolinhas para o tênis de mesa e um pula-pula para a criançada!

Obrigado!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Tributo a Leir Moraes...

Flávio Azevedo 
Uma pose ao lado do ícone, Leir Moraes, durante uma das minhas visitas a sua casa, no bairro Caixa D'Água, em Rio Bonito, onde eu sempre fui muito bem recebido.
Noite de sábado (13/06), depois de assistir o espetáculo “Minha Casa, Minha vida”, na reinauguração do Espaço Cultural Lona na Lua, ainda em êxtase pela apresentação que acabávamos de acompanhar, o meu telefone toca. Do outro lado, o advogado e amigo, Marcus Fenando Moraes me dá a notícia do falecimento de um dos filhos mais ilustres de Rio Bonito: o poeta, jornalista e advogado, Leir Moraes. Diante da impactante informação, eu me divido entre o amigo e aluno de Leir que sempre estava disposto a ouvi-lo ensinar.

No dia seguinte, na despedida de Leir, no Motorista Futebol Clube, entre vários discursos, eu também pude deixar de fazer a minha homenagem a esse personagem que é uma referência para todos nós. Mas de qual Leir falar? Do advogado? O presidente da 35ª Subseção da OAB, César Sá, já havia falado. Do homem público? O ex-prefeito de Niterói, Waldenir Bragança, já havia falado. Do poeta? A nossa poetisa, Hélia Carla Cardozo já havia falado. Do pai? Do músico? Do jornalista? Do escritor?

Bem, eu resolvi falar do Leir Moraes inconformado. Sim, Leir era um eterno inconformado. Quando chegávamos a casa de Leir, ele estava envolvido em jornais locais, da grande mídia e ele sempre tinha um assunto a debater conosco, uma crítica a fazer, um conselho a oferecer, “porque é preciso mudar, cobrar, reagir”, dizia Leir. Talvez inspirado no conselho que S. Paulo escreveu na sua carta a igreja de Roma, onde ele diz: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...”, Leir acreditava, sobretudo nas novas gerações e esperava muito delas.

Creio que o inconformismo é a grande lição que Leir nos deixa. Todas as vezes que eu chegava a casa de Leir eu encontrava ele envolvido com a política, com os acontecimentos, com o desenrolar da vida de Rio Bonito. Mesmos sem sair de casa ele tinha conhecimento do que acontecia nos bastidores políticos e tinha informações quem mesmo quem transitava na ‘corte’ desconhecia. Creio que o grande legado que Leir nos deixa é o estímulo ao envolvimento.

Você já deve estar argumentado que a luta é grande, que o reconhecimento não vai chegar... Amigo, sinceramente? Não tem problema! Enfrentemos as dificuldades pensando nas gerações futuras. Eu tenho certeza de que estou erguendo um prédio. E como bons pedreiros, nós estamos, nesse edifício da cidadania, da honradez e do espírito público, colocando tijolo por tijolo... Não podemos perder de vista, caro leitor, que o objetivo é mudar essa realidade predadora, corrupta, oportunista, egoísta, consumista, pueril e mesquinha que nos envolve e sorve as nossas esperanças. Não esqueçamos, principalmente, que isso tudo tem início na sociedade, a artéria que se responsabiliza por irrigar as instituições e cargos públicos eletivos ou não com essa lógica que precisa ser transformada.

Sigamos o conselho de S. Paulo (não vos conformeis) e sigamos a expectativa de Leir Moraes, que sempre esperou vir de nós, a gerações que o sucederam, as mudanças que a nossa sociedade precisa em termos estruturais, sociais econômicos e políticos. Descanse Leir Moraes! E que sua memória seja honrada a partir do nosso despertar!

domingo, 28 de junho de 2015

Comerciante de Rio Bonito perde carro enquanto estava na missa

Flávio Azevedo
Na noite desse sábado (28/06), na Av. Sete de Maio, ladrões roubaram o carro do comerciante Carlinhos, proprietário da Mercearia da Serra do Sambê. A ação dos bandidos aconteceu enquanto ele assistia a missa na Igreja Católica Auxiliar. Aproveito a oportunidade para perguntar se o Sistema de Monitoramento da cidade conseguiu gravar a ação dos marginais; se as câmeras captaram a direção tomada pelos ladrões; e se essas imagens já estão à disposição da Polícia Civil.

Também fiquei curioso quanto ao ingresso desses marginais na cidade. A equipe que atua nas cabines, nos acessos ao Centro, não perceberam esses bandidos? Outra dúvida: como esses marginais conseguiram sair com um veículo roubado sem serem incomodados pelos sentinelas das cabines que foram erguidas nas entradas e saídas da cidade?

Mas não foi promessa de campanha a instalação do monitoramento da cidade? Essa não foi uma das razoáveis críticas a gestão municipal passada? Isso não seria mais importante que a implantação do estacionamento rotativo? Alô governo municipal, pelo menos uma vez, tomem uma iniciativa que beneficie a população de Rio Bonito.

É muito provável que daqui a pouco aparece alguém por aqui para dizer que está tudo certo, que eu sou um grande exagerado e quero apenas falar mal da prefeita, porque isso foi apenas um "furto". Se fosse um "roubo" aí sim seria motivo de preocupação, mas é apenas um "furto" e isso é coisa sem importância!

Aos que querem acalmar a população dizendo que "furto é coisa sem importância", eu aproveito para lembrar que na última sexta-feira, pela manhã, uma mulher que saia de casa para trabalhar também perdeu o carro para marginais. O modus operandi dos marginais foi o mesmo que aconteceu na manhã de quinta-feira (25/06), na Mangueirinha, onde uma também teve o seu veículo "roubado" com ação similar a da sexta-feira (arma na cabeça).

sábado, 27 de junho de 2015

"Rai Ribeiro" entrevista o jornalista Flávio Azevedo

Eu tive o prazer de ser entrevistado por Raimundo Ribeiro, que faz um trabalho de Comunicação elogiável no município de Rio Bonito. Através do programa “Rai de Olho”, veiculado no YouTube, onde ele tem um canal, “Rai de Olho”, como é mais conhecido, entrevista figuras que se destacam na sociedade riobonitense. 

No nosso papo nós conversamos sobre Segurança, política, sociedade, coisas pessoais, comportamento, entre outros temas. Ficou muito bacana! Valeu Raimundo! O meu abraço também ao publicitário, Bernardo Cheppi, que faz a produção dos vídeos com muita técnica, talento e dentro da estrutura que ele tem. Show!

Conheça e curta a página Rai de Olho no Facebook, no link a seguir:
https://www.facebook.com/pages/Rai-de-Olho/313747835492073?fref=ts

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Precisamos ter um abrigo para quem precisa

Flávio Azevedo 
Essa postagem não é uma crítica a Prefeitura. Mas eu passei agora pouco pela Rua Durval Mesquita, no Centro e vi, ao lado desse monturo, uma pessoa deitada. Do outro lado da rua havia outro homem deitado próximo a um monturo menor. Com o frio que está fazendo, eu confesso que fiquei sensibilizado com a situação dessas pobres almas. É claro que eu não poderia trazer essas pessoas para minha casa. Mas o que fazer para socorrer essas pessoas?

Quando perceberam que eu estava fazendo fotos, os dois homens se levantaram, se identificaram como Rondinele e Cáfé; e perguntaram a razão de estarem sendo fotografados. Iniciei uma conversa com ambos e percebi que eles estão satisfeitos de estarem na rua. Perguntei: “se a cidade oferece um lugar para vocês passarem a noite, uma casa onde vocês pudessem apenas dormir e no dia seguinte vocês pudessem seguir a vida, vocês aceitariam dormir nesse lugar”? Eles responderam que sim!

Portanto amigos, eu deixo aqui uma sugestão que já comentei em várias ocasiões e com vários políticos da nossa cidade. Rio Bonito precisa ter um local para receber essas pessoas. Não precisa pegar esses indivíduos para criar, não precisa casar com eles, nem obriga-los a aceitar Jesus... Mas que a eles seja oferecido um teto para que passem as noites, uma refeição, um lugar onde possam tomar um banho; e no dia seguinte que eles sigam a vida. Se quiserem regressar na noite seguinte, tudo bem, se não quiserem voltar, tudo bem também... Mas nós não temos um instrumento desses.

Dias atrás eu entrevistei a secretária municipal de Promoção Social, Rosemary Cerqueira​, que faz um bom trabalho a frente desse setor; e nós conversamos sobre isso. Ela se mostrou preocupada com essa população, mas ao mesmo tempo explicou as questões técnicas e jurídicas que envolvem o acolhimento dessas pessoas... Sinceramente amigos, eu creio que Rio Bonito já poderia contar com um abrigo, uma casa, sei lá, um lugar que recebesse essas pessoas...

Esqueçam essa coisa de querer mudar essa gente, porque a maioria está satisfeita com a vida que escolheram... Mas que nas noites frias e chuvosas elas tivessem um lugar aquecido para dormir... São seres humanos... Eu creio que não há quem não se sensibilize com uma cena como dessas... Sociedade e poder público precisam pensar nessa possibilidade.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Os assaltos e a insegurança continuam nos assombrando

Flávio Azevedo 
A minha amiga Débora Estrella me marcou numa postagem no Facebook, onde ela informa ter ocorrido, na Mangueirinha, próximo a Igreja Espaço Reencontro, mais precisamente em frente ao consultório da veterinária Lívia Cordeiro, o roubo de um veículo. Segundo ela, o fato ocorreu na manhã dessa quinta-feira (25/06), quando a vítima, uma mulher, chegava para trabalhar. Os bandidos pediram a bolsa e também levaram o carro. Débora termina o seu texto com a seguinte reflexão: “Meu Deus, agora não tem hora mais!”.

Pois é Débora, na verdade nunca teve hora para os marginais violentarem as suas vítimas. Aquela conversa de que bandido só trabalha de noite é coisa do passado. Depois que o crime virou uma atividade profissional, os caras estão trabalhando o tempo todo. Mas o que me incomoda mesmo é alguém dizer que as minhas postagens cobrando Segurança tem o objetivo de “atrapalhar” a polícia e “falar mal da prefeita”. Segundo alguns entendidos, “Segurança é um ciência, logo, só pode falar sobre esse tema, os especialistas no assunto”.

Confesso que durante um tempo eu fiquei analisando essa afirmação, buscando uma maneira de concordar, mas descobri que não é bem por aí. Parte desses que criticam as notícias sobre violência, insegurança e, sobretudo as cobranças por soluções, querem apenas que o assunto não seja badalado, uma vez que a sensação de insegurança aumenta quando o assunto é amplamente divulgado.

Isso me faz lembrar aspectos da Idade Média, onde o texto sagrado não era colocado para o povo. Somente os religiosos sabiam ler e tinham permissão para compartilhar as informações bíblicas. O objetivo era não gerar entendimentos contrários aos preceitos do catolicismo. E por incrível que pareça, eles tinham razão, porque quando Matinho Lutero teve acesso a uma Bíblia que estava acorrentada no mosteiro onde ele vivia, ele teve entendimento diferente do pensamento hegemônico e apresentou ao mundo as teses de justificação pela fé que originaram a Reforma Religiosa, um divisor de águas na história da humanidade.

O discurso de que “somente especialistas podem falar sobre Segurança e violência”, em minha modesta opinião é uma maneira de silenciar a população que está insegura e amedrontada. É uma forma de não permitir que a população perceba a ineficiência de um estado que não protege sequer os seus agentes de Segurança. E pior: existe um esforço por desqualificar aqueles que cobram soluções e reclamam desse momento triste que atravessa a nossa cidade.

Concluo fazendo mais algumas perguntas sobre esse roubo: as Câmeras de Segurança que nos foram prometidas em campanha (2012), elas não registraram o crime? As imagens ainda não estão em poder da Polícia para que os marginais sejam identificados? As câmeras não gravaram a direção que os marginais seguiram depois do roubo? E as pessoas que trabalham nas cabines de Segurança que, também foram prometidas em campanha (2012), para as entradas e saídas da cidade, não viram os marginais passarem com o carro roubado?

Pois é... Essa ineficiência e comprovação de que muita lorota foi dita em palanque nas últimas eleições é a principal razão de tentarem desqualificar os discursos que cobram eficiência administrativa dos nossos governantes.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A discussão ‘gênero’ ou ‘sexo’ é mais uma perda de tempo que não diminui a ‘intolerância’

Flávio Azevedo 
Propostas pedagógicas que incorporam conteúdos sobre sexualidade, diversidade quanto à orientação sexual, relações de gênero e identidade de gênero foi a polêmica do PME em todo Brasil
Os municípios brasileiros estão envolvidos na aprovação dos Planos Municipais de Educação. Analisando reportagens sobre o tema, eu observei que os debates sobre o financiamento da Educação; as metas que se pretende alcançar; a evasão escolar; o modelo pedagógico; deram lugar a uma discussão sobre “gênero”, que debate a questão da sexualidade das pessoas. É que algumas correntes defendem que as pessoas não sejam mais identificadas pelo ‘sexo’ (feminino ou masculino), mas pelo ‘gênero’, onde o ela poderá se apresentar conforme a sua ‘orientação’ sexual.

Amigos, eu creio que o Brasil está é perdendo muito tempo nessas discussões que envolvem apoio aos gays ou guerra aos gays. Está nítido que a “intolerância” que vemos permeando esse debate é fruto exatamente da falta de Educação, inclusive, a educação familiar. No caso do Plano Municipal de Educação, o que se percebe é que enquanto se discute o “sexo dos anjos”, a Educação, o que realmente interessa, está sendo deixada de lado.

Concluo destacando que se o homem gosta de pessoas do mesmo sexo, ele continuará sendo “masculino” e não há mudança de sexo (cirúrgica) que mude isso. Se a mulher gosta de mulheres, ela continua sendo “feminino” e não há como mudar essa lógica. Definitivamente, as maneiras da pessoa se relacionar sexualmente não mudam a natureza dela. Quem é homem é homem; quem é mulher é mulher, independente das suas escolhas ou opção sexual.

Agora vamos discutir o financiamento e a estrutura da Educação em nosso país, para que as futuras gerações, como a atual, não sejam tão intolerantes diante do diferente.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Aos 18 anos já foi preso 16 vezes...

Flávio Azevedo 
O jornal Folha da Terra trás uma notícia curiosa e triste. A história confirma um cenário perverso que há anos está identificado, mas nunca é corrigido. A reportagem conta um trechinho da história de Jeovani Veloso, que foi preso na última quinta-feira (18/09), por policiais militares de Rio Bonito. Ponto para a Polícia! Todavia, chama a nossa atenção, o fato de Jeovani ter 18 anos e já contabilizar 16 passagens pela Polícia. Segundo a matéria, a última prisão dele foi há cerca de três meses, em Itaboraí, por roubo de uma moto em Rio Bonito. E já estava na rua e fazendo a mesmíssima coisa!

Como eu tenho dito – para horror de poucos e alegria de muitos – a polícia está trabalhando, mas a Justiça, que atende orientações de Leis redigidas pelos engravatados de Brasília (existe interesse em manter a marginalidade atuando), está sempre devolvendo ao convívio social, pessoas que por não gostar de trabalhar seguem nessa atividade comercial chamada crime.

Até quando?

Eu gostaria de ressaltar que eu não culpo o Judiciário, porque por mais que esse poder seja problemático, ele só está seguindo a Lei que é escrita, como eu relatei anteriormente, pelos engravatados de Brasília. Penso que enquanto a sociedade não perceber que os pobres, os marginais e os desajustados, são olhados como máquina de captação de voto, esses problemas não vão acabar.

É claro que ninguém é pobre porque quer. Aliás, menos de 1% dos pobres estão na marginalidade. Mas a vagabundagem é uma escolha e no Brasil ela é estimulada. Sim, por aqui quem é vagabundo tem status. Tanto a vagabundagem é uma escolha, que tem muitos ricos por aí, pessoas abastadas, estudadas e de posição social elevada, que escolhem ser vagabundos (vejam o caso da Petrobras e da FIFA, entre outros).

Mau caratismo e bandidagem estão na essência, já vem no DNA. Portanto, deixemos os discursos bonitos e socialmente responsáveis de lado, porque não tem conserto. Até existe conserto, mas só pode ser feito por Papai e Mamãe lá na primeira infância. O problema é que Papai e Mamãe, atualmente, estão transferindo a responsabilidade, que é deles, para o Estado, que por interesses escusos não recusa essa responsabilidade que lhe é imposta, uma vez que essa aberração social é a possibilidade real de amealhar votos e permanecer no poder.

Em minha opinião, a deformidade social não corrigida na primeira infância não tem conserto, somente solução!

sábado, 20 de junho de 2015

Detran e Lei Seca continuam atuando mal em Rio Bonito

Flávio Azevedo 
A Lei Seca com o seu foco social é fantástica, já o foco arrecadador é perverso.
Alô galera da Lei Seca! Vocês estão se instalando em frente a antiga Ferreira Vieira para “caçar bebuns no volante” ou “caçar níquel” para os cofres estaduais? Alô governo do Estado! Sabemos que a crise está grande, mas arrumem, por favor, outra maneira de arrecadar e equilibrar as finanças. Aproveito a ocasião para pedir que vocês tirem do papel a promessa de que a nossa cidade terá um Detran (o atual é vergonhoso/foto).
Não conseguimos agendar vistoria em nossa cidade! Por favor, tomem vergonha na cara e acabem com essa sacanagem de termos que ir a outros municípios para legalizar os nossos veículos. Eu, particularmente, me recuso pagar por um serviço que é gratuito. Chega dessa lógica de colocar dificuldade para vender facilidade! Pelo amor de Deus!

ESCLARECIMENTO

Ao contrário do que dizem alguns bobalhões por aí, eu nada tenho contra a Lei Seca, mas quando ela se manifesta com a intenção de arrecadar não tem o meu apoio. Todas as vezes que eu critico a Lei Seca como ferramenta de arrecadação aparece uns desavisados falando bobagem, como se eles estivessem satisfeitos com a ineficiência do nosso Detran, que como todos sabem, não funciona a contento. E ainda tem a questão do desvio de finalidade da Lei Seca.

A blitz da Lei Seca tem uma função social muito mais nobre que ficar vigiando quem está andando na ilegalidade, sobretudo quando essa ilegalidade é provocada pela ineficiência do estado, o que eu entendo como "perversidade" e "oportunismo". No meu entendimento, o que acontece, hoje, é colocar dificuldade para vender facilidade. E tem muito gente se dando bem com essa sacanagem.

Quanto ao Detran de Rio Bonito, todas as vezes que por lá eu passei, eu sempre fui bem atendido. Todavia, o local é um cubículo que nunca atendeu decentemente a nossa cidade. Aquilo sempre foi um muquifo e os caciques políticos que comandam o posto nunca pensam no conforto e no acolhimento do contribuinte. Eles pensam em tudo, menos em dar acolhimento e dignidade a quem precisa dos serviços do nosso posto do Detran.

Onde estão os parceiros de Rio Bonito nessa hora? Estou falando daqueles senhores e senhoras que subiram em palanque por aqui, em 2014, dizendo que olhariam para a nossa cidade com carinho. Cadê aqueles senhores que povoavam o nosso espaço aéreo com os seus helicópteros quando estavam em campanha? E qual a iniciativa da "amiga" deles diante da ineficiência do governo do Estado em nossa cidade?

Aqui vai uma dica: ficar choramingando e reclamando que está recebendo críticas não ajuda. É melhor começar a trabalhar e usar o ouvido para ouvir outras coisas além de fofocas e relatórios produzidos pelos integrantes do DOI-CODI, que por incrível que pareça é um grupo bem pago para um único objetivo: fuxicar a vida alheia e descobrir quem está criticando esse governo tetraplégico que pensa estar administrando Rio Bonito.