domingo, 23 de novembro de 2014

Marcos Abrahão quer ajudar a prefeitura pagar Abono Natalino dos servidores municipais contratados

Flávio Azevedo 
O deputado Marcos Abrahão foi o convidado do programa Flávio Azevedo, da Rádio Sambê FM (98.7).
O programa Flávio Azevedo recebeu no último dia 19 de novembro, o deputado Estadual, Marcos Abrahão (PT do B). Ele fez um balanço sobre o resultado das eleições, falou sobre as suas expectativas para o mandato que se inicia em primeiro janeiro de 2015; fez comentários sobre a administração municipal e disse que está esperando a prefeita Solange Almeida procurá-lo para juntos buscarem uma solução para o pagamento do Abono Natalino dos servidores municipais contratados.
– Já que temos uma Prefeitura, hoje, gerida pelo PMDB; o presidente da Alerj é do PMDB; o governador é do PMDB; o deputado Marcos Abrahão, que é da base aliada do governo, está aqui de coração aberto dizendo o seguinte: o que for preciso, o que eu puder fazer junto ao governador Pezão eu farei. Eu não preciso de agenda para falar com o governador... O meu gabinete está aberto como sempre esteve. Agora, nós precisamos de planejamento – comentou.

Questionado sobre como seria levantado o recurso para o pagamento do Abono Natalino dos contratados, o deputado foi enfático: “ela sabe... Eu não vou dar solução aqui na rádio... Eu estou com o gabinete aberto e falo isso aqui para todos, inclusive, para os funcionários da Prefeitura e secretários municipais. Diante da insistência da forma como seria levantado os tais recursos, o deputado acrescenta que “existe várias maneiras de se administrar e se alguém ficou com uma fatia maior, está na hora dessa pessoa entrar com uma participação maior”, disparou.

Outros temas

O parlamentar também falou sobre o Detran local. Ele garante que “nos próximos meses o Detran estará no terreno cedido pela Prefeitura Municipal, num espaço próximo ao novo Fórum”. Abrahão também foi questionado sobre a Ampla, uma empresa que atua sob uma concessão estadual. Segundo o deputado, “a concessionária de energia elétrica está investindo na infraestrutura e esse investimento será percebido a partir de março”.

Outro tema abordado pelo deputado foi a paralização das obras (asfaltamento) do governo do Estado no município. Conforme já havia sido dito na Câmara de Vereadores no dia anterior, Abrahão confirmou que as obras só terão continuidade em 2015. Quanto ao ingresso de Rio Bonito na Região Metropolitana, benefício que ainda não foi percebido pelo riobonitense, o deputado disse que esse processo é lento e a situação deverá se normalizada em 2015.

Uma visita feita ao governador Luís Fernando Pezão nos últimos dias deixou o deputado muito entusiasmado. “Estive com o governador para conversamos sobre a chegada de alguns secretários; para dialogarmos a respeito do novo comando da Alerj; a perspectiva é muito boa; e se ele continuar se comportando dessa maneira, Rio Bonito será muito beneficiado”, frisou Abrahão, que faz um alerta: “mas a cidade precisa de uma administração pautada num trabalho sério”.

“É possível pagar o Abono Natalino”

Assunto que tem gerado grande polêmica nas últimas semanas, o não pagamento do Abono Natalino, o 13º Salário dos servidores municipais contratados, segundo o deputado, pode ser pago e ele se coloca a disposição da Prefeitura para ajudar a equacionar esse problema.
– Eu, Solange e José Luiz teremos a nosso Ceia de Natal... E essas pessoas que contavam com o Abono? Olha o sofrimento que terão essas famílias! E eu estou aqui colocando o meu gabinete a disposição, para tentarmos solucionar essa questão. Junto com o deputado Paulo Melo, com o governador Pezão, nós precisamos encontrar uma solução, porque essas pessoas não podem ficar sem o seu abono – afirmou Abrahão.

De acordo com o deputado, quando ele viu a entrevista onde a prefeita afirma que não iria pagar o Abono Natalino, ele ficou muito entristecido. “Eu vi pessoas trabalhando em diversos setores da Prefeitura se perguntando o que vai ser do meu Natal?”. Abrahão lembrou que o deputado Paulo Melo sempre é apresentado como “um baita parceiro de Rio Bonito” e juntos eles podem ir ao governador Pezão buscar essa solução. “Eu também sou um baita parceiro de Rio Bonito e ninguém me procura para ajudar a solucionar os problemas da nossa cidade”.

“Compromissos afundam o município”

Durante a entrevista, o deputado elencou vários gargalos da administração municipal e fala que os compromissos de campanha estão travando as ações do Executivo. Ele começou criticando o volume de imóveis alugados.
– Eu nunca vi alugar tanta casa, tanto prédio, tanto pedacinho de Secretaria para tudo quanto é lado... É muito dinheiro! O primeiro erro do administrador: a empresa está indo mal, corta o cafezinho e o papel higiênico! Justamente o que não está quebrando a empresa. Ou seja, a prefeita percebe que está faltando dinheiro decide cortar o Abono Natalino, que é o mínimo... Tira lá aonde tem que tirar... Diminui lá... Aquele gasto todo – alfinetou Abrahão.

Sempre polêmico, o deputado se aprofundou no assunto e enumerou gastos que se fossem cortados daria para pagar com folga o Abono Natalino.

– Mas o compromisso político em ter que empregar um milhão de pessoas... Fulano de tal tem que alugar um prédio bacana, o outro alugar um sítio, o outro alugar casa de festa... Eu tenho que colocar fulano como secretário... Fulano concerta carro, fulano fabrica piscina... Como funciona isso? O gestor tem que ter respeito pela população da sua cidade – disse Abrahão, acrescentando que outra providência é diminuir o número de carros agregados e contratar pessoas capacitadas, “porque falta planejamento e a prova disso é o erro no cálculo da compra de medicamentos e da merenda”.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Boteco do Cruzeiro e Supermercado Mano fazem jogão pela 5ª rodada do Indústria e Comércio de Futsal

Flávio Azevedo 
O Boteco do Cruzeiro mostrou ser um time brioso, ter banco e um treinador que tem estrela. 
Uma partida que tinha tudo para ser um jogo morno, mas que acabou sendo uma das mais emocionantes do Campeonato Municipal de Futsal da Indústria e Comércio de Rio Bonito. A partida, entre Boteco do Cruzeiro e Supermercado Mano, contou com várias viradas e uma energia sensacional vindo das arquibancadas. Se de um lado o Boteco do Cruzeiro representa o bairro Praça Cruzeiro, localidade tradicionalmente fanática por futebol, o Supermercado Mano vem do Segundo Distrito do município, uma equipe formado por atletas de Boa Esperança, Parque Andréa e adjacências, localidades também conhecidas elos seus apaixonados torcedores.

O Segundo Distrito haviam acabado de ser vitorioso, de virada, ao ver a MGU virar sobre o Riobomáquinas. A base do MGU também é de atletas da localidade, mais precisamente de Nova Cidade. Ainda saboreando a vitória da MGU, eles esperavam mais um triunfo e isso quase aconteceu. O Supermercado Mano começou perdendo, mas virou o marcador para 4x2 e jogava com autoridade. Diante do placar, o torcedor do Segundo Distrito já estava em êxtase e continuava empurrando a equipe.

Fernandinho e Felipe, eleitos pelo jornalista Flávio Azevedo, os melhores  da abertura da 5ª rodada da Indústria e Comércio de Futsal.
Para reverter o resultado, alguns personagens do time do Boteco do Cruzeiro se agigantaram e foram determinantes para a vitória que veio de virada em cerca de 10 minutos: o treinador Júlio César Freitas, o Cabeça; que mudou o esquema tático (lançou o gol linha); o jogador Guigui, que entrou e incendiou a partida; o goleiro Matheus, que defendeu um pênalti quando o placar ainda estava favorável ao Supermercado Mano; e a dupla, Fernandinho e Felipe, que simplesmente acabou com a partida. Diante de um torcedor que era pura adrenalina, Fernandinho começou a mostrar porque é um dos melhores jogadores do futebol riobonitense na sua geração.

Mas a família Viana ainda tinha mais um presente para o torcedor: Felipe, que fez uma apresentação de gala. Mostrando oportunismo, boa colocação e precisão nas conclusões, Felipe fez três gols e comandou a virada do Boteco do Cruzeiro sobre a boa equipe do Supermercado Mano. O jogo, aberto até o último segundo, foi recheado de belos lances, goleiros em noite inspirada e atacantes com a pontaria em dia. O placar que não parava de mudar acabou registrando 6x4 para o Boteco do Cruzeiro, que contou com os gols de Felipe (4), Fernandinho e Guigui. Para o Supermercado Mano marcaram Jeferson (2), Renê e Hugo.

O jogo de Puzinho 
No vestiário do MGU, oração e agradecimento a Deus pelo resultado positivo.
Tradicional jogador de futebol do Segundo Distrito, Puzinho foi “o cara” da partida em que o MGU venceu o Ribomáquinas por 8x7. Dos oito gols da MGU, Puzinho marcou cinco e escreveu o seu nome na história da competição como um dos maiores artilheiros em uma só partida do Indústria e Comércio de Futsal de Rio Bonito. A partida também foi marcada por alternâncias no placar. No primeiro tempo o Ribomáquinas abriu 5x3, mas acabou permitindo a virada. Os gols do Supermercado Mano mexeram com os brios dos atletas da Ribomáquinas, a equipe esboçou uma reação, se aproximou do marcador, mas acabou sendo derrotada por 8x7, um placar que demonstra o quanto o jogo foi equilibrado.

Além de Puzinho, que acabou com o jogo a favor do MGU, destaque também para o veterano Pupu, que quando está em ação sempre passa tranquilidade para o seu time. Jogador rodado e experiente, Pupu é um técnico dentro de quadra e pouco é substituído. Junto com Maxisandro e Ricardo, ele forma a espinha dorsal da MGU, um grupo que foi campeão do Indústria e Comércio de 211 defendendo as cores da Shekinah. Para o MGU, além de Puzinho, que fez cinco gols, também marcaram Renan, Wellington e Carlos. Descontaram para o Ribomáquinas, João Cesar (2), He-Man (2), Júlio Cesar, Jeferson e Caio.

Direção do Hospital Darcy Vargas explica dificuldades financeiras da instituição

Flávio Azevedo 
O presidente do HRDV, Joaquim Pacheco Martins (de branco); ao lado do advogado Leonardo Martins (de terno) e colaboradores do Hospital.
A direção do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) convocou entrevista coletiva para apresentar a sua versão dos fatos que envolvem a relação turbulenta entre a Prefeitura de Rio Bonito e a instituição. A dificuldade financeira do Hospital também foi assunto. A entrevista foi concedida na sala da presidência do HRDV. A nossa reportagem pediu autorização para transmitir a entrevista, ao vivo, pela internet, mas os representantes do Hospital não autorizaram. O HRDV estava representado pelo presidente Joaquim Pacheco Martins, o advogado Leonardo Motta Martins; o conselheiro José Rodrigues Peixoto Filho; e funcionários de confiança da presidência.

O primeiro assunto abordado foi a demissão do auditor, Carlos Zaire. “Ele foi afastado por questões administrativas, tendo em vista que ele veio para prestar um serviço de auditoria e no final ele já estava querendo tomar algumas decisões à parte da direção. Assim, o entendimento da diretoria foi de afastá-lo”, explicou Leonardo, que também falou sobre o administrador, explicando que ele não foi dispensado, mas recebeu férias. “No retorno dele nós iremos discutir a situação”.

Dívida da Prefeitura 
O advogado falou rapidamente sobre esses profissionais e entrou no tema dívida da Prefeitura com a instituição, segundo ele, um valor da ordem de R$ 3.254.034,04, “até às 11h25min de hoje, porque soubemos que a Prefeitura vai efetuar alguns pagamentos”. Ainda segundo Leonardo, essa dívida é referente a débitos com Recurso Próprio do mês de outubro, para custeio do Pronto Socorro (R$ 436.131 mil); ao repasse do SUS (R$ 871.201 mil); para custeio dos atendimentos de Ortopedia do mês de outubro (R$ 80 mil); e ao serviço de Oncologia de setembro (R$ 436.337 mil) e outubro (R$ 420.810 mil).
– Outra dívida é relacionada aos recursos do Programa de Apoio aos Hospitais do Interior (PAHI). O dinheiro vem do governo do estado e não é repassado desde abril, significando uma dívida de R$ 947.959 mil – disse Leonardo, que falou em nome do HRDV.

A alegação da Prefeitura para o não pagamento desses recursos, segundo Leonardo, que apresentou notas e documentos que comprovam os números por ele apresentados, são as certidões negativas do HRDV. Ele explicou o porquê das certidões negativadas.
– Desde janeiro estão acontecendo atrasos nos repasses da Prefeitura para o HRDV. Nós estamos recebendo a conta gotas, isso tem asfixiando a instituição e tem gerado despesas extras, como protestos de prestadores de serviço, que não querem esperar o pagamento; multas de sindicato de categoria; multas de fiscalização por atraso de salário; juros de maneira geral; e isso desestabiliza a nossa administração – explica Leonardo.

Quantos aos impostos, ele informou que o INSS está quitado; e o FGTS está em processo de parcelamento, com atraso na tramitação, porque os documentos foram extraviados dentro da agência da Caixa Econômica Federal. “Recebendo todo esse montante que nos é devido, nós poderíamos pagar as nossas dívidas, quitar o salário dos funcionários e pensar no 13º deles”. Sobre uma funcionária contratada com salário de R$ 5 mil, o representante do HRDV afirma que “ela não foi bem vista pela prefeita e pelo secretário de Saúde, porque ela fez alguns questionamentos com a intenção de reajustar os números do POA, que estão defasados”.

Deficiências do POA

O Plano Operativo Anual (POA) é um modelo de planejamento orçamentário que é montado entre as partes (Prefeitura e HRDV). O instrumento funciona como uma espécie de contrato de prestação de serviço e de norte para o pagamento dos serviços prestados. O valor acordado entre as partes no POA em vigência é de R$ 1.8 milhão. De acordo com Leonardo, os ‘ralos’ do Hospital estão em serviços que estão sendo prestados, mas o custeio é pequeno; ou por serviços que são prestados, mas não são financiados. O primeiro ralo é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que dá prejuízos mensais de R$ 70 mil ao HRDV.
– Nós temos sete leitos de UTI, sendo cinco para o SUS e dois para convênio e particular. Porém, esses dois leitos acabam sendo usados pelo SUS. E no fim do mês, o nosso teto de 140 diárias, o que está previsto no POA, acaba extrapolando para 200 diárias. Essa diferença, que representa um prejuízo de R$ 70 mil mensais, o Hospital não recebe – destaca Leonardo. Ele acrescenta que essa média de diárias não faturadas se arrasta desde novembro de 2012, quando a UTI começou a funcionar, num prejuízo da ordem de R$ 797.607 mil.

Outro ‘vazadouro’ apresentado pelo representante do HRDV é a Unidade Intermediária (UI), que recebe pacientes com gravidade similar aos da UTI, “mas o recurso que custeia esse setor é o de uma enfermaria comum”. Ele comentou que esses leitos precisam ser credenciados junto a SUS, “uma questão já comentada com a prefeita, que ficou de buscar esses credenciamentos”. Outra questão apontada como motivo para a fuga de recursos são os partos cesáreos, que por ultrapassar o teto estipulado pelo POA, representam um prejuízo da ordem de cerca de R$ 50 mil por mês. “De novembro de 2012 até hoje, esses partos não faturados representam um prejuízo de aproximadamente R$ 700 mil”.

A Programação Pactuada Integrada (PPI), um recurso que é repassado pelo governo federal à Prefeitura de Rio Bonito, para custear o atendimento de pacientes provenientes de municípios que não são referenciados (Tanguá e Silva Jardim), segundo o representante do HRDV, precisa ser repassado com mais transparência. “Nós conseguimos ver o número de atendimentos, mas como o recurso vem direto do governo do federal para o município, nós não somos informados de quanto realmente é esse valor”.

O recurso próprio da Prefeitura, que custeia o Pronto Socorro, segundo Leonardo, precisa ser revisto, porque os R$ 436 mil atuais cobrem apenas 60% das despesas do setor. A pedida da direção do Hospital é que esse valor seja ampliado para R$ 550 mil.
– Com esse valor, o setor funcionaria com mais folga. Hoje, a emergência conta com cinco especialidades: cirurgião, clínico, pediatra, obstetra e ortopedista, esse último apenas 12h – frisou Leonardo, acrescentando que o Hospital propôs a contratação de mais um profissional de cada especialidade para o Pronto Socorro, porque uma das razões para a fuga médicos do HRDV acontece porque eles trabalham sozinhos numa emergência que atende uma média de 4.5 mil atendimentos mensais.

Ainda segundo Leonardo, a Justiça foi procurada para regularizar a questão da falta de repasses. O objetivo de chamar o Ministério Público foi mediar a questão. O assunto está na Tutela Coletiva da Saúde, em São Gonçalo. “Os valores da Prefeitura já foram bloqueados e uma multa diária foi estipulada para a Prefeitura, num documento emitido em 27 de outubro de 2014”.

Gestão compartilhada e desabafo 
Um dos objetivos para essa gestão compartilhada seria a ampliação dos valores do POA, mas segundo Leonardo, quando esse assunto era abordado com os representantes da Prefeitura, os secretários, Marcelo Soares e Waldir Júnior, logo falavam “cuidado para não azedar a relação”. No entendimento da direção do HRDV, a postura dos representantes da Prefeitura era de auditores e não de parceiros. “Tiveram acesso a todas as informações, mas nunca conversavam sobre os assuntos do nosso interesse. O Hospital está aberto a parceria, uma auditoria, mas uma auditoria séria. Que seja feita pelo Ministério Público”.
– Mas o que achamos estranho é por que não auditam as contas da Prefeitura? Por que não existe um movimento para saber quanto a Prefeitura está gastando? Por que faltam medicamentos no Postos de Saúde? Essa quantidade de carros agregados... Aonde eu olho eu vejo um carro agregado. Aqueles ônibus do transporte universitário, quanto vale aquilo? O Espaço Ceccarelli... Falar em má gestão é muito fácil, agora, tem que ver o lado dela também... E os processos dela, ninguém fala não? – desabafou Leonardo.

O advogado continuou apontando irregularidades e ainda apresentou cópias de processos judiciais onde a chefe do poder Executivo de Rio Bonito é ré.
– E os processos que ela tem no Federal? Um deles é do Fundo de Educação, que ela foi prorrogando os contratos, não houve licitação e o que aconteceu? O prejuízo veio para o município. Foi condenada a oito anos e 10 meses de direitos políticos; foi condenada em multa civil de 121 mil; foi condenada em duzentos e tantos mil que deve voltar para o erário, já está lá no Tribunal... Mas ninguém vasculha isso... Quer vir em cima do Hospital... Os carros agregados estão aí na rua, as casas alugadas estão aí sendo alugadas, as ESFs estão sem medicamentos... O meu pai (o presidente do Hospital) aqui, que não tem processo nenhum e fica sendo alvo de leviandade... Procura o Imposto de Renda dele, o meu Imposto de Renda e dos demais diretores... – desabafou Leonardo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Enfeitiçados

Flávio Azevedo 
Como vemos nessa foto, aparentemente a bruxa é linda e sedutora, mas apesar da aparência bela, ela ainda é bruxa e os efeitos do seu feitiço são devastadores! 

Vira mexe eu vejo alguém criticando a galera que pertencia a um grupo político e decidiu mudar. Bem, só reclama que alguém muda de lado, aqueles que são partidários do político que está sendo deixado. Num universo de três grupos políticos hegemônicos, o caso de Rio Bonito, outro que reclama é o integrante do grupo que foi preterido. Mas o assunto é muito mais profundo.

Em Rio Bonito, a mandatária perdeu de vista a lógica do “QUANDO A GENTE AMA É CLARO QUE A GENTE CUIDA”, pelo simples fato de se achar uma divindade. Aliás, por ter certeza de estar acima do bem e do mal, agem conforme a segunda parte da estrofe dessa canção de Caetano Veloso, que diz assim: “Fala que me ama, só que é da boca pra fora...”.

Em Rio Bonito, não são poucas as pessoas que estão machucadas com promessas não cumpridas... Não são poucas as pessoas que tiveram a sua inocência política violada pela falta de escrúpulos... São muitos os que estão aprendendo de modo muito violento e traumático, o que é esse movediço campo do bastidor político. Eu estou falando de eleitores que tiveram os seus sonhos roubados pela desfaçatez... Pessoas que viram os seus planos para um Rio Bonito mais justo ser transformado num mentiroso projeto de poder...

Rio Bonito, hoje, conta com muita gente que caiu de ‘cavalo magro’. Ou seja, sabia que poderia se dar mal, mas pagou para ver. Existe, porém, um número grande de pessoas que foram seduzidas, aliciadas, manipuladas... Gente que foi enganada pelo canto da Sereia. Em 2012, muitos indivíduos livres e desprovidos de qualquer maldade política acabaram hipnotizados pelo feitiço da bruxa... Passados quase dois anos, muitos já acordaram desse transe maldito e estão se refazendo. Outros, porém, seguem enfeitiçados... E se não acordarem o quanto antes, correm o risco de se tornarem eternos zumbis!

sábado, 15 de novembro de 2014

Proclamação da República – Um dia de luto no Brasil

Flávio Azevedo 
Nesse dia 15 de novembro, o Brasil celebra o Dia da Proclamação da República, evento ocorrido em 1889. Mas essa data é para celebrar ou chorar? Está aí um fato histórico que aconteceu por puro revanchismo. A Proclamação da República foi uma retaliação a lei que libertou os negros escravos (13/05/1888). No dia da assinatura da Lei Áurea, o Barão de Cotegipe disse uma frase emblemática à princesa Isabel: “Vossa Alteza libertou um povo, mas perdeu um trono”. Ao que ela respondeu: “Se mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”. E foi o que aconteceu. Um ano e meio depois da assinatura da Lei Áurea, a República foi implantada por uma elite raivosa e indignada com a libertação dos escravos.

O que podemos dizer de um regime que nasceu por conta do racismo de coronéis egoístas, idiotas e reacionários? O que dizer de um regime que nasceu da cabeça de homens machistas, que não aceitavam ser governados por uma mulher? Estamos falando de um país que veladamente ainda escraviza negros, pobres e os menos favorecidos. Estamos falando de uma nação que ainda não conhece o que é ser livre. Estamos falando de um Brasil que intencionalmente produz brasileiros sem Educação e Cidadania, uma situação que resulta num povo egoísta, mimado, pueril e que tem como lema a lógica do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

O próprio Marechal Deodoro, que proclamou a República, tentou convencer os republicanos que esse modelo de governo seria a ruína do Brasil, mas pressionado, acabou por proclamá-la. O célebre Ruy Barbosa, que redigiu o decreto da República também se arrependeu, mas já era tarde. A proclamação da República tirou do Brasil o sonho de se construir em bases sólidas e justas uma grande nação. Roubou-se do Brasil, a forma de governo mais moderna e democrática já concebida em todos os tempos, o parlamentarismo monárquico, que permanece em 18 das 25 nações mais desenvolvidas do mundo.

A figura do imperador e de tudo que ele representava foi substituída por uma república violenta e corrupta que viveu inúmeros golpes; ditaduras; rebeliões e estados de sítio. O rei, que por estar acima dos interesses partidários, soluciona os conflitos com isenção e experiência, cedeu lugar a presidentes eleitos, sujeitos a compromissos escusos de toda ordem impostos pelas nocivas e nojentas campanhas eleitorais.

Com a proclamação da República, o jovem Brasil perdeu de vista elementos como dignidade; honestidade e, sobretudo aquilo que popularmente chama-se de “Espírito Público”, a essência da Democracia. Para quem não sabe, após o exílio, um grupo de militares arrependidos por terem participado daquilo que manchou a história do Brasil, convidou o bisneto de D. Pedro II, Pedro Henrique de Orleans e Bragança, a dar um golpe de estado e restaurar a monarquia no país. Ele, porém, recusou a indecente proposta sob o seguinte argumento: “não vou usar o artifício que os republicanos usaram para chegar ao poder, eu só aceito tal mudança, se for pela vontade do povo”. 

Em 1993, o povo foi perguntado através de um plebiscito se queriam a volta da monarquia, mas o movimento foi ridicularizado. O que se ouvia pelas ruas era que a volta da monarquia representaria a volta da escravidão. Diziam que o brasileiro voltaria a andar em carroças e outros absurdos desse tipo. Depois de 100 anos de esculacho sobre a monarquia foi até natural ver um povo, que não tem Educação, ser induzido a não olhar com seriedade o plebiscito e possibilidade da volta da Monarquia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Rio Bonito sofre com desequilíbrio administrativo

Flávio Azevedo
No dia 3 de janeiro de 2013, a prefeita Solange Almeida convoca a imprensa local para uma entrevista coletiva onde afirma ter herdado uma dívida da ordem de R$ 21 milhões do governo anterior, o que traria sérios problemas para a sua administração (o curioso é que uma tal equipe de transição, criada para ver como estavam as coisas, não evidenciou o tal rombo). Todavia, ao chegar o mês de dezembro, apesar do suposto rombo, ela pagou o “Abono Natalino” dos seus servidores contratados; e ainda pagou aos professores que estavam em sala de aula, um abono de R$ 1 mil.

Pois bem, no ano seguinte, exatamente no último dia 8 de novembro de 2014, a prefeita anuncia no programa Comunidade Livre da Super Rádio Tupi 1340 AM Leste Fluminense, que não pagaria o “Abono Natalino” dos mesmos contratados, “porque a arrecadação não está se comportando como nós gostaríamos”.

O caso remete a uma reflexão e provoca uma série de dúvidas, já que no ano de 2013, nem o suposto rombo deixado por Mandiocão impediu o pagamento dos tais benefícios. Diante desse cenário, a leitura obvia é que a “desastrosa” gestão do ex-prefeito é melhor que a atual, porque apesar do suposto rombo, os contratados e parte dos professores receberam os seus benefícios.

Entretanto, vale lembrar que no dia 31 de janeiro de 2013, em virtude da entrevista de Solange, o ex-prefeito Mandiocão também convocou uma coletiva, onde ele disse não ter deixado dívida alguma, afirmou ter deixado R$ 12 milhões nos cofres municipais; e fez uma acusação grave: “ela é ruim de paga... Ela não gosta de pagar”. A verdade é que de tanto ouvirmos, fornecedores, prestadores de serviços, vereadores e, agora, os contratados, lamentando a falta de pagamento, fica difícil não concordar com Mandiocão!

PS: E ainda tem uns puxa sacos que dizem ser culpa dos vereadores. Os nossos parlamentares podem ser acusados de várias situações, mas dizer que é responsabilidade deles o não pagamento do Abono Natalino dos contratados é forçar a barra. Esse elemento, o puxa saco, é uma desgraça!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Não pagar o “Abono Natalino” é irresponsabilidade administrativa

Flávio Azevedo 
O não pagamento do “Abono Natalino” (13º) dos servidores municipais contratados (e não são poucos) demonstra desinteresse nesses prestadores de serviço, que vão ter o orçamento covardemente desfalcado numa época em que normalmente se gasta um pouco mais. Além disso; ficou muito nítido que o poder Executivo de Rio Bonito não está preocupado com o comércio local, que normalmente espera ansiosamente pelo mês de dezembro, na expectativa de faturar um pouco mais.

Vale destacar, que a maioria dos contratados recebe salário mínimo e é esse dinheiro que movimenta a economia local, no mês de dezembro do ano corrente; e os meses de janeiro, fevereiro e março do ano seguinte. A chefe do poder Executivo esqueceu que é esse contratado que compra e aquece o comércio; ao contrário daqueles que tem maior rendimento, que ao receber vão gastar em outros centros, nos shoppings etc. Ela perdeu de vista, inclusive, o seguinte fato: enfraquecer a balança comercial do município representa diminuir a arrecadação da Prefeitura nos primeiros meses do ano, o que nos faz pensar num futuro sombrio para a nossa cidade.

Nos primeiros dias do ano de 2013, a prefeita reuniu a imprensa para dizer que aquele ano seria ruim porque assumiram a Prefeitura com dívidas herdadas da gestão anterior. Mas chegando o mês de dezembro, o Abono Natalino foi pago normalmente aos contratados. Esse ano, ela apresenta a desculpa “a arrecadação do município não está se comportando como nós gostaríamos e por isso não vamos pagar o Abono Natalino” (?).

Para quem entende um pouco de política e de administração pública, isso significa que o governo municipal também não está se comportando como o riobonitense gostaria e isso nos faz pensar que a situação financeira do município, faltando dois anos para terminar o atual mandato, é pior do que aquela que foi encontrada em janeiro de 2013, uma vez que em dezembro de 2013 o “Abono Natalino” foi pago normalmente aos contratados.

Diante desse cenário de horror, o riobonitense pode ter três certezas. A primeira é que Rio Bonito caminha a passos largos para o caos. A segunda é que o próximo prefeito vai encontrar um município falido e endividado. A terceira e última é a mais séria: apesar de termos feito um Raio X tão preciso e claro do atual momento de Rio Bonito, ainda teremos alguns puxa sacos criticando a nossa análise e dizendo que tudo está maravilhoso e correndo as mil maravilhas!

A conclusão que chegamos é a de que Rio Bonito, a “Cidade Risonha”, apresenta um riso sardônico, desdentado e os poucos dentes que aparecem estão cariados e precisando de um profundo tratamento!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Barulho infernal

Flávio Azevedo 
Noite de domingo (09/11), eu já estava quase pegando no sono – e olha que eu não durmo cedo! –, a minha mulher me cutuca e pergunta: você está ouvindo um som alto? O que deve ser? Igreja ou festa? Respondi que estava ouvindo e disse que fosse igreja ou festa, aquele som, que eu não sei de onde vinha, era um absurdo, sobretudo pelo avançado da hora. 

Ouvimos o tal barulho ainda durante um bom tempo, até que parou. Esse ocorrido contribuiu para reforçar a minha tese de que o nascedouro de muitos problemas que enfrentamos quanto sociedade é a FALTA DE BOM SENSO de quem vive nessa sociedade.

Não é possível que as pessoas ligadas ao evento não percebam que estão incomodando; não entendam que nos dia seguinte (uma segunda-feira) muita gente acorda cedo para trabalhar ou estudar; não compreendam que em várias residências, pessoas idosas e crianças, precisam de um sono tranquilo; não enxerguem que acabam ganhando a antipatia gratuita de muitas pessoas sem necessidade etc.

Nesses momentos surgem logo as seguintes perguntas: “quem autoriza? Quem não fiscaliza? Por que a Polícia não vai lá?”. Bem, a impressão que tenho é que algumas pessoas parecem crianças, seres que por estar em formação, precisam estar sob constante vigilância para não fazer bobagem. Será que é preciso avisar que o som está alto? É preciso a Polícia ir lá para dizer que o som está incomodando? Nesses eventos as pessoas, a começar da organização, não usam relógio?


Reitero que as respostas a esses questionamentos estão ligadas a FALTA DE BOM SENSO de todos os envolvidos. De quem organiza, de quem autoriza, de quem fiscaliza e de quem frequenta. Junte-se a isso, a falta de coragem de quem está incomodado, que por “não querer se indispor e arranjar problemas”, não se organiza num movimento que tenha como objetivo impedir que tal situação continue acontecendo. 

Tomara que um dia o nosso país, sobretudo as cidades de menor porte, entendam definitivamente que para se viver bem em sociedade é preciso que todos tenham civilidade!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Acidente da BR – 101 mata jovem casal de Rio Bonito

Flávio Azevedo 
Marlon César e Flávia Silva morreram instantaneamente.
Um casal de Rio Bonito, identificado como Marlon e Flávia, morreram instantaneamente nesse sábado (1º/11), por volta das 17h, por conta de um acidente no Km 286 da BR – 101, na altura de Duques, em Itaboraí (pista Sul). O casal trafegava numa motocicleta. Um caminhão e um carro de passeio (Meriva), também foram envolvidos no acidente. No carro também viajava um casal que ficaram em estado grave e foram hospitalizados. Por conta da tragédia, a rodovia registrou um grande congestionamento nos dois sentidos da via.


No seu perfil no Facebook, Maycon Alves, irmão de Marlon, lamentou o falecimento do irmão e revelou que Marlon e Flávia tinham feito um ano de casados, estavam cheios de planos e realizações para o futuro; e Flávia estava terminando a faculdade.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A culpa é minha!

A culpa é minha e tudo que eu falo e escrevo é uma invencionice. “Coisa de quem é contra é quer atingir a prefeita”:

A Prefeitura remanejou R$ 830 mil da Educação para o Iprevirb; por culpa minha;
O posto Almir Branco está fechado e servindo de motel; por culpa minha;
O projeto para a implantação do Centro Pediátrico que será implantado no posto Almir Branco não sai do papel, por culpa minha;
Inúmeras áreas verdes incendiadas e a Secretaria de Meio Ambiente não dispõe de estrutura para apagar os incêndios, a culpa é minha;
A estrutura precária das escolas municipais, culpa minha;
O Centro de Oncologia Rio Bonito pode fechar, porque estar sem receber os seus repasses desde julho. Também é culpa minha;
A clínica de fisioterapia não recebe pelo serviço prestado, por culpa minha;
A precariedade da iluminação pública é culpa minha;
Um morador do Boqueirão há seis anos espera para ser operado no INTO, por culpa minha;
Falta obstetra no Hospital Darcy Vargas, por culpa minha;
Falta pediatra no Hospital Darcy Vargas e na UPA, por culpa minha;
Os exames médicos e consultas médicas estão sendo marcados para três meses depois da solicitação, por culpa minha;
Perseguição contra funcionários de carreira que apoiaram outros candidatos nas eleições de 2012, culpa minha;
Quem apoiou a candidatura do vereador Marquinhos da Luanda Car para deputado federal foi perseguido. A culpa é minha;
Por ter perdido o prazo de mandar informações ao Banco do Brasil, o PASEP dos servidores da prefeitura de Rio Bonito só será pago em novembro. Culpa de Flávio Azevedo;
Faltam professores nas escolas municipais, por culpa minha;
O salário do servidor municipal é ridículo, por culpa minha;
Professores ficaram, em 2013, durante toda madrugada numa fila. A culpa foi minha;
O Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do servidor de Rio Bonito ainda não foi implantado, por culpa minha;
A folha de pagamento da Prefeitura aumentou R$ 2 milhões, mas esse dinheiro não é percebido no comércio, por culpa minha;
Os carros agregados ficam meses sem receber pelo serviço que prestam, por culpa minha;
O crescimento do uso de drogas é grande em Rio Bonito, por culpa minha;
O caos no Trânsito da cidade é outro problema que também pode ser atribuído ao jornalista, Flávio Azevedo;
A Prefeitura está paralisada porque as pessoas estão em campanha, por culpa minha;
Flávio Azevedo também é culpado pelo possível encerramento das atividades do Espaço Cultural Lona na Lua;

Sim, essas e outras coisas são minha culpa, porque é através das notícias que eu produzo que as pessoas tomam conhecimento de muita coisa. Não fosse o nosso trabalho jornalístico, muito provavelmente esses fatos passariam despercebidos ou você sequer saberia deles.

Para a situação, a notícia será sempre “inverdades e exageros”. Para a oposição, “uma bomba atrás da outra”. Para o cidadão equilibrado, informações que ajudam a entender os rumos positivos ou negativos da cidade. Obrigado aos que admiram, apoiam e elogiam; e também aos que criticam e discordam, porque todos vocês contribuem para o meu crescimento profissional! E seguimos trabalhando e falando francamente!