segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Nove cidades do Rio, entre elas Rio Bonito, podem ter eleições complementares

Dos candidatos a prefeito mais votados no primeiro turno, 147 não obtiveram registro até agora. Eles entraram com recursos judiciais e devem ter a situação definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o fim de dezembro. Em caso de indeferimento definitivo do registro, será necessário realizar nova eleição no município, de acordo com a minirreforma eleitoral aprovada recentemente pelo Congresso Nacional. A situação ocorre em 22 estados. No Rio de Janeiro, são nove municípios: Casimiro de Abreu, Teresópolis, Niterói, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande, Itaguaí, Conceição de Macabu e Rio Bonito.
– Agora a lei não permite mais que o segundo lugar assuma, em se tratando de anulação da eleição, haverá a realização de eleição suplementar, e isso certamente no futuro vai estimular a judicialização gratuita, que é muito comum até aqui. Esse é um esforço que temos que fazer até dezembro, para definirmos todas as situações – afirmou o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.

Para o ministro, o alto número de prefeitos eleitos com a situação judicial indefinida ocorreu porque, com a mudança na lei, as candidaturas foram registradas mais tarde do que nos anos anteriores, dando menos tempo para a Justiça Eleitoral analisar todos os recursos antes das eleições. Segundo Gilmar, essa situação precisa ser avaliada pelo Congresso. “A redução do tempo de campanha, esse tempo reduzido, que também se aplicou ao registro, acabou por ocasionar essa situação”, explicou.

Gilmar também fez uma análise positiva da proibição das doações de empresas a candidaturas. A medida barateou as campanhas. As prestações de contas entregues até agora à Justiça Eleitoral mostram doações totais de R$ 2,9 bilhões e gastos de R$ 2,7 bilhões. Em 2012, as doações somaram R$ 6 bilhões e os gastos R$ 6,2 bilhões
– Em tenho a impressão de que o conjunto de medidas tomadas pelo Congresso foi extremamente feliz. A redução do tempo de propaganda resultou positivo, o barateamento, a proibição de propaganda nas ruas. Há um limite, o que resulta em um certo controle por parte do Ministério Público e dos adversários. Houve uma significativa redução da presença do dinheiro na campanha, esse é um dado positivo. Se modelo é replicável para 2018, é uma pergunta que será respondida depois – avaliou.

Abstenções

Segundo o TSE, as abstenções foram de 21,55% em todas as cidades onde houve votação no segundo turno. Gilmar explicou que, onde havia voto biométrico, o percentual foi mais baixo, porque o cadastro dos eleitores tinha sido revisado recentemente. O ministro afirma que muitos eleitores mudam de cidade, mas não comunicam à Justiça Eleitoral. Isso acaba gerando um alto índice de ausência nas urnas. Gilmar avaliou, no entanto, que isso pode ser fruto da redução de opções políticas no segundo turno. “Alguma coisa ocorre no que diz respeito a esse distanciamento entre o eleitor e os políticos que eventualmente o representam”, destacou.

O ministro negou que a alta abstenção possa refletir a necessidade de eliminar o voto obrigatório no Brasil. Ele citou que, no Chile, a lei foi mudada e resultou em 65% de abstenção na eleição. “Não compartilhamos dessa análise. Quem quiser checar se tem gasolina no tanque acendendo fósforo pode fazer, mas isso traz consequência, que pode ser a deslegitimação do processo (eleitoral)”, declarou.

Fonte: Jornal Extra

Morto na Mangueira suposto representante comercial do tráfico do Salgueiro

Flávio Azevedo

Um homem foi morto na localidade da Mangueira na tarde da última sexta-feira (28/10). Ainda não sabemos a identidade da vítima, mas as informações apuradas pela nossa reportagem é que o morto seria do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo; e pretendia montar uma boca de fumo na localidade. Segundo testemunhas os disparos foram efetuados por homens que estavam num carro vermelho de placa e modelo não anotados. Outras correntes já informam que autoria do crime seria dos ocupantes de uma Santana preto que estava rodando no bairro há pelo menos uma semana.
– Há alguns dias carros estranhos estavam rodando pelo bairro e nós sabíamos que não era coisa boa o que estava por acontecer. Foi um susto, mas quando vimos quem era a vítima nós entendemos o motivo de tanta movimentação diferente em nossa localidade. Espero que os outros aproveitem desapareçam do bairro – comenta um morador que pede para ter a sua identidade preservada.

O homem que foi morto estaria, há cerca de um mês, acampado com comparsas na mata que liga os bairros, Mangueira ao Rio Vermelho. Por conta de denúncias dos moradores da Mangueira, a Polícia Militar já havia feito algumas incursões no bairro para prender os marginais, mas não obteve sucesso.

A vítima seria ligada a facção do traficante Fat Family, morto no último dia 26 de setembro, durante ação da Polícia Civil durante cerco no Complexo do Salgueiro. Após intenso tiroteio, Fat Family e outros dois homens, que seriam seguranças do bandido, foram mortos.

Grupo Rio Bonito Por Amor promove "Tributo a Leir Moraes"

Flávio Azevedo
Nesse sábado (29/10) a nossa reportagem registrou mais um evento cultural memorável! Na residência do saudoso jornalista, escritor, poeta e advogado, Leir Moraes; os integrantes do grupo "Rio Bonito Por Amor" proveram o “Tributo a Leir Moraes”, que estaria aniversariando no último dia 04 de outubro. O evento consistiu num passeio pelas obras, histórias e 'causos' que envolvem a vida desse ilustre riobonitense. Destaque para o texto “Adeus a Cultura”, apresentado por Ricardo Hoffman. Escritor em 2003, o texto parece ter sido escrito, hoje!

Nesse registro do que aconteceu, a participação de figuras proeminentes do setor Cultural e Educativo de Rio Bonito, como Ricardo Hoffmann e Raimundo Ribeiro. Entrevistamos as professoras, Ana Rosa Bastos e Cristina Corrêa (Escola Criar); o professor e pesquisador, Carlos Alberto Machado (professor Betinho); a poetisa e acadêmica, Maria do Carmo Soares Cordeiro (Dona Carminha); os filhos, Marcus Fernando e Daniel; e o jornalista e afilhado, Vinícius Martins.
O evento foi realizado na varanda da casa do saudoso Leir Moraes.

domingo, 30 de outubro de 2016

Hospital Darcy Vargas na espera de recursos federais para acertar o passo

Flávio Azevedo
O presidente, José de Aguiar Borges, o Kaki; assina portaria ao lado da prefeita, Solange Almeida e do governador em exercício, Francisco Dornelles (Foto: César Augusto).
Na semana que os funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) estão ensaiando uma greve que pode ser deflagrada no próximo dia 07/11, por conta do corte de 20% em seus salários, uma notícia publicada no site do HRDV enche de esperança a população e o quadro de colaboradores da entidade. A foto mostra o presidente, José de Aguiar Borges, o Kaki; ao lado da prefeita, Solange Almeida (PMDB); e do governador em exercício, Francisco Dornelles (PP); assinando uma portaria de liberação de recursos para a Saúde que tem o objetivo de atender hospitais e emergências em diversos municípios fluminenses, entre eles o HRDV.

A solenidade aconteceu na última segunda-feira (24/10), no Palácio Guanabara. Também esteve presente no evento, o Ministro da Saúde, Ricardo Barros. Segundo as informações transcritas no site da entidade, os recursos garantirão investimentos nos Blocos da Atenção de Média e Alta Complexidade – Ambulatorial e Hospitalar. Serão repassados mais de R$ 23 milhões que serão destinados a 11 instituições filantrópicas do Rio de Janeiro, inclusive o Darcy Vargas. 

De acordo com a nota, o recurso chega ao hospital num momento complicado e certamente ajudará a instituição a reduzir seu déficit mensal, melhorando assim o atendimento à população. Os funcionários do hospital esperam pela normalidade no pagamento dos salários, aguardam a reposição dos 20% que foram descontados no último contracheque e torcem para que o recurso ajude a diretoria do hospital pagar o 13º salário no período certo (dezembro).

Também está na expectativa da normalidade financeira do HRDV, a direção do Centro Oncológico de Rio Bonito (CORB), que já suspendeu, em mais de uma ocasião, a prestação de serviço aos 580 pacientes que fazem tratamento de câncer na unidade. Outra informação que chega a nossa reportagem é que é real a possibilidade do CORB fechar as portas, porque o presidente do HRDV segue glosando a verba carimbada que deveria ser destinada integralmente ao CORB. Tanto o recurso não repassado ao CORB quanto os 20% cortados do pagamento dos funcionários são classificados pelo presidente do hospital como “empréstimo”.

A normalização dos trabalhos no HRDV é ansiada por toda população de Rio Bonito e Região. Todavia, não foi divulgada uma data em que os recursos anunciados serão repassados ao hospital. Segundo os balanços apresentados na última assembleia de associados da unidade é urgente a chegada desses recursos. Também é urgente a ampliação dos valores repassados ao HRDV pela Prefeitura através do Plano Operativo Anual (POA), que é o contrato de prestação de serviços e pagamento pelos serviços prestados ao município.

Hospitais e UPAs podem fechar até fim do ano

Na última semana a grande mídia carioca noticiou relatório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), que pediu a intervenção do governo federal na área de Saúde, que por conta da crise financeira do estado se nada for feito até o final do ano, hospitais e unidades de saúde de todo o estado correm o risco de fechar as portas. Falou sobre o assunto, o diretor e coordenador da comissão de fiscalizações do Cremerj, Gil Simões, que revelou ser a dívida da saúde no estado da ordem de R$ 2,5 bilhões. O resultado é a falta de insumos, remédios e leitos nas principais unidades e os médicos da rede podem ficar sem salário. Quatro unidades de Pronto Atendimento (UPA) já fecharam as portas em Cabo Frio, Barra Mansa, Angra dos Reis e São João de Meriti. A UPA de Rio Bonito, por exemplo, há 17 meses não conta com recursos do governo do Estado, o que representa uma dívida de R$ 6.8 milhões. 

Segundo o relatório, atualmente, há 12 mil pacientes estão na fila para cirurgias cardiovasculares no estado. “Isso significa um aumento no número de amputados, pois a espera é cruel para esses pacientes. Sem contar os cerca de 600 pacientes que aguardam para fazer radioterapia e perdem o tempo de seus tratamentos”. O efeito cascata da crise afeta também unidades municipais. O Hemorio enfrenta dificuldades com a falta de material básico como tubos de coleta de sangue. “Tem doador, mas não tem material para coletar o sangue”, explica.

O Cremerj solicitou audiência com o Ministério da Saúde, em que pede a instalação de um gabinete de crise, com todos os níveis de governo. O Ministério comunicou que liberou R$ 65 milhões extras este ano para reforçar a saúde no estado. Segundo a secretaria estadual, de janeiro a outubro o setor recebeu R$ 393 milhões, cerca de 40% do orçamento previsto para a pasta. Já o Cremerj afirma que o estado não tem investido o percentual obrigatório em lei (12% do orçamento) e que a os hospitais só é repassado 5%.

Voleibol Sentado de Rio Bonito está classificado para o Brasileiro

Flávio Azevedo
A equipe de Rio Bonito de Voleibol Sentado está classificada para o campeonato Brasileiro da categoria. A conquista da vaga foi nesse sábado (29/10), durante o Campeonato Regional de Voleibol Sentado, disputado no Esporte Clube Fluminense. Marcaram presença na competição Rio Bonito, Vasco da Gama e Maped de Maricá. Com a vitória sobre a Maped por 02 sets a 01 (parciais de 26x24, 20x25 e 15x10), a equipe de Rio Bonito, mesmo com a derrota diante do Vasco da Gama por 2x0, conseguiu a classificação. 

A arbitragem foi de Débora e Márcio. O mais empolgado era o técnico, Carlos Barbosa, o Guto, que ressaltou a importância das mudanças feitas na equipe para surpreender os adversários.
– Que outras competições e jogos de Vôlei Sentado possam acontecer em nossa cidade para estimular a prática do desporto e que os governos possam entender a importância de fazer investimentos nessa direção. O Esporte é a porta de entrada para novas oportunidades – destacou o treinador. 

Um dos destaques do time riobonitense de voleibol sentado foi o atleta Mateus Gonçalves. Amputado há cerca de três meses, por conta de um acidente de moto, Mateus se adaptou bem ao novo esporte. Para o professor, Guto Barbosa, o jovem tem grande potencial por conta da pouca idade, da boa estatura e pelo gosto que tomou pelo vôlei sentado. Para nossa reportagem, Mateus, que contou com uma torcida particular, disse que a experiência tem sido muito boa e está se surpreendendo com o seu desempenho.


sábado, 29 de outubro de 2016

Parceria Lona na Lua e Silva Jardim segue beneficiando população silvajardinense

Flávio Azevedo

Dois anos depois de noticiarmos que o “Projeto Lona na Lua foi abraçado por Silva Jardim”, a parceria da trupe cultural mais badalada do Rio de Janeiro com a Prefeitura Municipal de Silva Jardim segue de vento em popa e trazendo benefícios importantes para centenas de crianças e adolescentes silvajardinenses. Segundo o diretor e idealizador do Lona na Lua, Zeca Novais, “a forma respeitosa dispensada a equipe do Lona na Lua pelo prefeito Anderson Alexandre e por todo staff da prefeitura Municipal de Silva Jardim dispensa comentários e só tem a trazer resultados benéficos para o silvajardinense”.

De acordo com Zeca Novais, cerca de 200 crianças são beneficiadas com o convênio celebrado entre Lona na Lua e Prefeitura de Silva Jardim. O projeto é ligado a Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Promoção Social. Crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social são encaminhadas aos projetos do Lona na Lua que tem mudado a autoestima e as perspectivas de centenas de silvajardinenses ao oferecer, às vezes pela primeira vez, o contato com o teatro, com a dança, com a música e com o circo. As oficinas são ministradas no Teatro Municipal Zezé Macedo.

A aula inaugural da etapa 2016 aconteceu no dia 5 de janeiro. Na ocasião, o comandante dos “loneiros”, Zeca Novais, destacou que nas oficinas são realizados debates, leituras e jogos dramáticos sobre assuntos como Saúde, Cidadania, Ética, entre outros temas. Para Zeca, mais importante que revelar um talento para os palcos é formar um cidadão para vida.
– Estaremos capacitando estes jovens para a área artística e consequentemente facilitando sua inserção no mercado de trabalho. Todavia, formar pensamentos críticos e fazer desses jovens protagonistas de suas histórias é o nosso grande propósito – explica Zeca Novais.

Para as autoridades municipais de Silva Jardim, entre eles o prefeito Anderson Alexandre, um dos entusiastas do projeto, a inclusão social é o principal benefício da parceria Lona na Lua/Silva Jardim. “Oportunizar é importante e quando se faz isso através da arte, do lúdico e de atividades prazerosas fica melhor ainda”, destaca o prefeito. Desde que chegou a Silva Jardim o Lona na Lua atendeu alunos de Mato Alto, Cesário Alvim, Varginha, Coqueiro, Batalha, Lucilândia, Boqueirão, entre outros. O prefeito afirma que a ideia é seguir ampliando o projeto para que nenhum bairro fique sem receber os impactos benéficos do Lona na Lua.

A conclusão do que foi desenvolvido em 2016 com a garotada silvajardinense poderá ser apreciada nos próximos dias, 08 e 09 de novembro, quando estará em cartaz no Teatro Zezé Macedo, o espetáculo “Cores e Flores – A Arte Mora Aqui”, que contará com três apresentações diárias. Às 9h (Sítio do Pica Pau Amarelo); às 17h (Dança, Circo, Movimento e Poesia); e às 19h (Lisbela). O oferecimento é da Prefeitura Municipal de Silva Jardim, através da Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Promoção Social. A entrada é franca. 

Fazendo história

Em 2008, o ator Zeca Novais, aproveitando os minutos de fama que conseguiu ao participar do quadro “Garoto Malhação” do Caldeirão do Huck, começou de forma voluntária oferecer aulas de teatro nas escolas de Rio Bonito. Em 2009 a ideia de uma lona itinerante que levasse arte aos bairros riobonitenses ganhou forma e cerca de 50 alunos resolveram ir às comunidades mais afastadas levando arte de forma itinerante. Incialmente havia uma tenda de 3x3m meio rasgada. Ela era chamada de Lona na Lua, segundo Zeca, “porque quem monta uma lona na lua, faz arte em qualquer lugar”.

Depois de sete anos de resistência e numa luta constante pela sobrevivência do projeto, o “quixotesco” Zeca Novais outra vez se encontra com o Caldeirão do Hulck, dessa vez no quadro "Um Por Todos, Todos Por Um". O apresentador Luciano Huck visitou a sede do projeto, reformo o espaço, deu nova cara a velha Lona, que passou a oferecer aos alunos da Lona e ao público que prestigia os espetáculos uma estrutura mais confortável e atraente.

Livro e cineclube

No último dia 21 de maio, a saga do Projeto Lona na Lua ganhou contornos de imortalidade ao ter parte da sua história contada no livro "Lona dos Sonhos: as histórias do Lona na Lua”. A obra foi assinada pelo dramaturgo riobonitense, Rafael Cal, numa tarde memorável e que entrou para a história cultural de Rio Bonito. 

Dois meses depois o ator Selton Mello visitou a sede do Lona na Lua em Rio Bonito para conhecer as instalações da Lona e inaugurar o Cine Clube Selto Mello. O novo equipamento cultural foi doado pelo ator, que conheceu Zeca Novais no palco do Caldeirão do Ruck. 

Atencioso, tímido, mas visivelmente impressionado com o que encontrou, Selton Mello conversou com as crianças, respondeu perguntas do público, fez fotos e se disse muito impressionado com a proposta do projeto e com as ideias de Zeca Novais. “Eu queria muito olhar de perto esse projeto que me impressionou bastante na primeira vez que vi”, disse o ator.


Desembargador Siro Darlan é denunciado ao CNJ

Procurador-geral de Justiça do Rio pede investigação sobre atuação de Siro Darlan durante o plantão judiciário.
O procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, fez uma representação à corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em que pede uma investigação sobre a conduta do desembargador Siro Darlan. Durante o plantão judiciário de 27 de setembro, Darlan concedeu uma liminar para libertar Jonas Gonçalves, um miliciano acusado de homicídio e formação de quadrilha (entre outros crimes) em seis processos de duas varas de Duque de Caxias. De acordo com a representação, o advogado Renato Darlan Camurati de Oliveira, filho do desembargador, defendeu o réu em pelo menos cinco deles. O advogado trabalhou para Jonas até junho.

No ano passado, outros seis habeas corpus concedidos por Siro Darlan acabaram sendo anulados por supostas irregularidades. Desembargadores e promotores encaminharam representações à presidência do Tribunal de Justiça, à Procuradoria de Justiça e ao CNJ. Eles acusam Darlan, que é presidente da 7ª Câmara Criminal do Rio, de desrespeitar normas do plantão judiciário ao julgar casos que não seriam urgentes, ferindo assim o princípio constitucional do juiz natural (para o qual o processo foi sorteado) e da impessoalidade, que impede que advogados escolham quem irá julgar suas ações.

Darlan rebateu as denúncias garantindo que respeita a lei: ele se diz perseguido por ser um juiz que defende as garantias individuais previstas na Constituição.
– Esses fatos têm me aborrecido tanto que eu pedi para sair. Não vou mais fazer plantão judiciário. Plantão é um trabalho a mais, que faço voluntariamente, porém, com tanto aborrecimento, não vale a pena continuar – anunciou o desembargador.

Pela regra, os 35 desembargadores há menos tempo no cargo precisam dar plantões no TJ do Rio. Até o dia 27 de setembro, Siro Darlan (que não é um deles) se oferecia para fazê-los. Ao comentar a liminar que beneficiou um réu já defendido por seu filho, o magistrado afirmou que não tinha como saber que Renato Darlan havia atuado como advogado de Jonas Gonçalves:
– No dia em que meu filho se formou, eu informei isso à vice-presidência do TJ. Então, o sistema automaticamente impede que qualquer processo do meu filho venha para mim. Mas os casos que vão para o plantão judiciário são processos físicos (registrados em papéis), que só entram no sistema depois. Eu não tinha como saber que ele (Jonas) já havia sido defendido pelo meu filho, senão, obviamente, teria me dado por impedido.

"Causou estranheza", diz o MP
No documento que Marfan Vieira entregou ao CNJ, o Ministério Público, baseado em denúncias de promotores, destaca que “causou estranheza o desembargador não ter reconhecido, no mínimo, sua suspeição”. Segundo a denúncia, a atuação de Renato Darlan como advogado de Jonas poderia ter sido facilmente verificada pelo sistema eletrônico do Tribunal de Justiça.

De acordo com Siro Darlan, independentemente das acusações que pesavam contra Jonas, o estado de saúde dele era grave:
– Naquele dia, eram muitos processos (no plantão judiciário). Em um deles, o advogado chegou me dando a notícia de que o cliente dele estava com risco de vida e que era necessário removê-lo para evitar sua morte no cárcere. O paciente idoso, com saúde em extrema debilidade, correria risco caso não fosse submetido a tratamento médico especializado. O advogado juntou atestados médicos; por isso, eu o coloquei em prisão domiciliar, com a recomendação de que informasse em juízo o hospital para onde o réu (Jonas) seria levado. Tanto que, depois que minha liminar foi revogada pela 7ª Câmara Criminal, ele foi preso numa clínica.

Em outro caso levado à presidência do Tribunal de Justiça do Rio, Darlan concedeu liminares em dois plantões seguidos – em 25 de junho e 1º de agosto – para libertar um mesmo réu, Samyr Jorge João David. Apontado como chefe do tráfico da Favela Ás de Ouro, ele respondia a dois processos criminais (um por tentativa de latrocínio).

Ao conceder os habeas corpus para David, o desembargador justificou que a prisão em um processo se baseava nas acusações de outro, no qual a vítima não reconheceu, em juízo, o réu como autor da tentativa de latrocínio. Ao anular as liminares de Darlan, o também desembargador Flávio Horta defendeu que não existia uma situação de emergência que justificasse o julgamento do caso no plantão judiciário. Horta chamou a atenção para o fato de o advogado do réu ter esperado cerca de 40 dias para dar entrada em um novo pedido de habeas corpus justamente em um outro plantão de Darlan:
– Quero que seja verificado se houve alguma fraude processual por parte do advogado ou irregularidade administrativa do plantão judiciário.

Outra decisão de Darlan que será analisada pelo CNJ é a concessão de um habeas corpus, em 31 de outubro de 2015, em favor de Ricardo Abbud de Azevedo, preso dois dias antes sob a acusação de fraudes na Câmara Municipal de Resende. A liminar foi cassada, mas segundo o MP, causou enorme prejuízo para a investigação: câmeras de segurança de um escritório flagraram Abbud sumindo com provas.
– Quando uma pessoa fica presa por excesso de prazo, sem uma decisão, isso configura constrangimento ilegal. E constrangimento ilegal é uma emergência. Nós, juízes, temos independência para julgar de acordo com a lei. Eu e outros juízes com o mesmo perfil estamos sendo perseguidos por nossos princípios – disse Siro Darlan.

Fonte: O Globo

1° Festa dos Sonhos – Noivas e Debutantes é sucesso em Rio Bonito

Flávio Azevedo
Com a coordenação da cerimonialista e assessora, Dayane Melo, o Engenho da Floresta recebeu no último dia 23 de outubro, o 1º Festa dos Sonhos – Noivas e Debutantes. Com a participação dos principais fornecedores de produtos e serviços destinados a festas, aniversários, casamentos, bodas e encontros sociais, o evento foi muito concorrido. Segundo Dayne Melo, que comanda a empresa Cerimony Day, “outros eventos estão sendo programados para outros segmentos”.
– A nossa expectativa é que esse seja o primeiro de muitos eventos. Hoje foi excelente, superou as nossas expectativas e eu já agradeço a presença de cada fornecedor. É bom frisar que aqui nós recebemos os melhores, temos várias ideias para os próximos e estamos pensando em destinar o que vem por aí ao público infantil e fornecedores dessa linha – destacou Dayane Melo.
Gabriel Áquila preparando a modelo, Isabella Santana.
Uma das atrações foi o maquiador e hairdresser profissional, Gabriel Áquila, um dos nomes mais requisitados do setor da beleza na Região. Também integrou o time de fornecedores, Bárbara Passareli, profissional importante da área da cosmética e estética. Com 31 anos de tradição nesse mercado, a “Fundamento Nova Noiva” é outra empresa que marcou presença no 1º Festa Sonhos – Noivas e Debutantes. Também reforçou evento, a “DM Produções”, outro fornecedor do primeiro time de rio Bonito e Região.

Aline e Darlan Machado da DM Produções 
A “Mania de Chocolate”, que trabalha com doces finos e tradicionais, trufas, bombons, tudo feito de maneira artesanal; “Dona Fefê”, que atua na parte estética de festas e eventos; a MV Arquitetura, Construção e Decoração; a “Zayner Semi Joias”; a “T7Filmes”; a artista plástica, Aiciméa Cardozo; e “Andréa Bolos”; também eram fornecedores tradicionais na ocasião. Um dos anfitriões do evento, o cozinheiro e comandante do Engenho da Floresta, Guilherme Souza, destacou a proposta de “juntar num mesmo espaço os melhores de cada segmento para facilitar os clientes”.

Também expos o seu trabalho a decoradora, Magda Alvarenga, que atua em eventos e decoração em geral. Outra figura importante do setor, Rose Mello Estética Corporal e Facial, participou do 1º Festa dos Sonhos – Noivas e Debutantes e em entrevista a nossa reportagem deixou dicas de vida saudável. A Nel Art Foto Cabine, empresa comandada por Nelson Pires, foi outra novidade que atraiu a atenção de quem prestigiou o evento.

Equipe Zayner Semi Joias e quadros de Aiciméa Cardozo.
Para finalizar, um desfile de vestidos noivas, debutantes e lingerie fechou o 1º Festa dos Sonhos – Noivas e Debutantes com modelos belíssimas que apresentaram as tendências da próxima estação. Os vestidos foram trazidos pela Fundamento Nova Noiva e as lingerie pela Angel, tradicional loja do setor em Rio Bonito.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

População lota a Câmara de Vereadores em protesto por suposta fraude em concurso público de RB

Flávio Azevedo
Dezenas de pessoas compareceram na sessão Legislativa de Rio Bonito nessa quinta-feira (27/10), com o objetivo de protestar contra as supostas fraudes do concurso público promovido pela Prefeitura. Os manifestantes também protestavam em relação a celeuma Mandiocão/Marcos Abrahão, que podem ser prefeito de Rio Bonito num processo que se arrasta na Justiça. 

A sessão foi presidida pelo vice-presidente da Câmara, vereador Márcio da Cunha Mendonça, o Marcinho Bocão (SD). Iniciada a sessão, diante de um plenário lotado, Bocão explicou que o presidente da Casa, Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, não compareceu “porque está no Rio de Janeiro preparando a sua defesa e trará por escrito”.
Manifestações variadas na Câmara de Vereadores para acompanhar a Sessão Legislativa!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Grupo de Rio Bonito promove manifestação contra corrupção no Centro do Rio

Flávio Azevedo
Uma delegação de Rio Bonito esteve no Centro do Rio de Janeiro, nessa terça-feira (25/10), em manifestação contra os últimos acontecimentos políticos em Rio Bonito. O carro chefe da manifestação foi o resultado das eleições municipais do último dia 02/10. Com faixas e cartazes contendo palavras de ordem e denunciando um suposto favorecimento da Justiça ao ex-prefeito José Luiz Antunes, o Mandiocão (PP), prefeito eleito por conta de uma decisão do poder Judiciário que suspendeu a sessão Legislativa que rejeitou as contas de Mandiocão, o grupo se organizou pelas redes sociais para fazer a manifestação no Rio.

Outro tema que integra a manifestação é o concurso público promovido pela Prefeitura de Rio Bonito, assunto que está no centro de toda e qualquer conversa em Rio Bonito e Região. A suspeita é de que tenha havido favorecimento a parentes e pessoas ligadas aos poderes, Executivo e Legislativo, de Rio Bonito. Familiares do prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, aprovados no certamente, também chamou atenção da mídia regional e dos grandes veículos de imprensa.

Em entrevista ao programa “Fala Geral”, da Super Rádio Tupi 1340 AM – Leste Fluminense, na tarde dessa terça-feira (25), a prefeita Solange Almeida (PMDB) anunciou que “o concurso está suspenso até que tudo seja apurado pelo Ministério Público, que certamente está sendo provocado a investigar as denúncias relacionadas ao certame”. Ela disse ainda que “esse é o segundo concurso que ela faz na sua gestão, o anterior também teve secretário municipal aprovado, e não teve essa repercussão”. A prefeita lembrou que na gestão do ex-prefeito, Mandiocão, também foi feito um concurso, o presidente da comissão e a filha fizeram o concurso, foram aprovados e não houve a indignação que está ocorrendo em relação ao atual certame.

Nas mídias sociais está sendo organizada, para essa quarta-feira (26/10), outra manifestação. Essa será realizada na Praça Fonseca Portela, no Centro de Rio Bonito. O objetivo do moimento também é contra a corrupção e os últimos acontecimentos políticos em Rio Bonito.

Funcionários do Hospital Darcy Vargas podem entrar em greve em novembro

Flávio Azevedo
Os funcionários do HRDV se reuniram no coreto da Praça Fonseca Portela
Cerca de 50 funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) estiveram reunidos em assembleia na noite dessa segunda-feira (24/10), no Coreto da Praça Fonseca Portela, no Centro de Rio Bonito, para tratar dos descontos que foram feitos em seus salários no último pagamento que receberam. Segundo a categoria, o salário anterior de quem trabalha no CTI e Centro Cirúrgico veio sem a gratificação de setor fechado e no último mês, a remuneração de todos os funcionários veio defasada em 20%.

A assembleia contou com a presença do presidente do Sindicato Intermunicipal de Técnicos e Auxiliares em Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro (SINDTEA-RJ), Paulo César Pinto. Ficou decidido que o Ministério Público será acionado para mediar a situação. “A data do próximo pagamento já está chegando e ainda não recebemos os 20% que foram descontados em nosso pagamento”, disse um dos funcionários. A assembleia decidiu que caso os 20% descontados no último pagamento, efetuado bem depois do 5º dia útil do mês, não sejam repostos, a categoria entra em greve a partir do próximo dia 7 de novembro.
– A greve dos funcionários de um hospital não pode ter efeito surpresa, porque os órgãos competentes precisam ser informados, a própria direção do hospital precisa se preparar, porque lidamos com vidas. Estamos lutando pelos nossos direitos, mas os pacientes seguem sendo responsabilidade de todos nós. Por isso, a greve precisa ser anunciada e deflagrada depois de um período em que todos estejam preparados para os seus efeitos – informou o presidente do Sindtea-RJ, acrescentando que “a greve só será iniciada se até lá as questões pleiteadas não foram regularizadas”.

Situação complicada

Eleita em assembleia de associados no último dia 09/10, a nova diretoria do HRDV já havia anunciado nesse encontro que teria dificuldades para dirigir a entidade e aproveitou a oportunidade para pedir atenção do poder público e da sociedade riobonitense. Sobre a queixa da suspensão de gratificações e corte de insalubridades e adicionais por trabalho em plantão noturno e atividade em ambiente fechado, o presidente José de Aguiar Borges, o Kaki, frisou que essa foi uma maneira de diminuir o impacto da Folha de Pagamento no orçamento do hospital e manter os salários em dia. Ele explicou que os funcionários iriam receber os benefícios posteriormente e declarou que está buscando caminhos para erguer o hospital.

Oncologia

Outro serviço que está sendo prejudicado é o Centro Oncológico de Rio Bonito (CORB). A clínica, que funciona no antigo ambulatório do hospital, atende 580 pacientes que lutam contra o câncer e não tem recebido em dia os valores referentes aos serviços que presta. Na assembleia de 09/10, o presidente do HRDV reconheceu que ao receber os recursos do governo que deveriam ser repassados ao CORB, ele ficou com parte do dinheiro para custear despesas do hospital. “Essa verba é carimbada e não pode ter outra finalidade que não seja repassar ao CORB, isso pode te trazer problemas judiciais no futuro”, alertou a associada Teresa Fernandes, acrescentando que o Plano Operativo Anual (POA), o contrato entre Prefeitura e HRDV, precisa ser reajustado, “porque sem recurso não será possível recuperar o hospital”.

Apesar do alerta, o presidente votou a reter parte do pagamento do CORB na última semana e a administração da unidade oncológica planeja suspender novamente os serviços oferecidos a sua clientela, o que implica em impacto direto no tratamento dos pacientes que lutam contra o câncer.

sábado, 22 de outubro de 2016

Habeas corpus oferecido no plantão judiciário envolve Siro Darlan em nova polêmica

Flávio Azevedo
O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Siro Darlan está metido em outra polêmica. Agora, a suspeita cai sobre um habeas corpus oferecido por ele a “Jonas é Nós”, preso há cerca de dois anos, na operação Capa Preta, por comandar uma das milícias mais violentas do Rio. O bandido foi solto depois no último dia 27 de setembro, porque Siro Darlan, num plantão noturno do Judiciário, decidiu pela soltura do preso, que responde por pelo menos seis processos, um deles homicídio qualificado. A decisão provocou reação no próprio TJ-RJ. O desembargador Sidnei Rosa da Silva anulou o habeas corpus no dia seguinte, mandou prender outra vez “Jonas é Nós”, mas o miliciano não foi encontrado e está foragido.
– O habeas corpus foi concedido numa quarta-feira, sem nenhum feriado próximo, o que por si só já causa estranheza, uma vez que não há urgência para usar o plantão judiciário e o juiz não pode exercer a jurisdição no processo em que tiver cônjuge ou parentes, inclusive, como defensor ou advogado – escreve o desembargador Sidnei Rosa da Silva.

Existe a suspeita de corporativismo por parte do desembargador Siro Darlan, uma vez que Renato Darlan, filho dele, foi um dos advogados de “Jonas é Nós” entre outubro de 2013 e junho de 2016. O desembargador diz que desconhecia o fato do seu filho ter sido advogado do, agora, foragido “Jonas é Nós”. Sobre o plantão do TJ, o próprio Siro Darlan, em entrevista a Globo News, afirma que esse sistema de plantão precisa ser aperfeiçoado. O nome do filho de Siro Darlan realmente não aparece no documento e o desembargador garante que a sua decisão foi baseada nos atestados médicos que indicavam risco de morte do preso. “Se a vida não for emergencial, se a saúde não for um direito fundamental emergencial, eu não sei para que serve o plantão, então era melhor não ter o plantão”, diz Siro Darlan em entrevista a Globo News.

Desconfiança dos riobonitenses

O desembargador Siro Darlan
Essa e outras controversas decisões relacionadas ao desembargador Siro Darlan, um dos pilares das políticas de proteção a criança e do adolescente nos últimos anos, caíram como uma bomba em Rio Bonito, uma vez que também num plantão noturno, ele concedeu a liminar que tornou elegível o ex-prefeito José Luiz Antunes, o Mandiocão (PP), nas eleições do último dia 02/10. Candidato a Prefeitura de Rio Bonito, Mandiocão concorreu com as contas rejeitadas. Em 26/11/2013, acompanhando parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), a Câmara de Vereadores rejeitou a prestação de contas de Mandiocão referentes ao exercício de 2012. A decisão Legislativa fazia o ex-prefeito ser atingido pelos efeitos da Lei da Ficha Limpa.

Com a candidatura indeferida pela juíza eleitoral de Rio Bonito, o ex-prefeito entrou com recurso no TJ-RJ pedindo a anulação da sessão Legislativa. No dia 30 de setembro, três dias antes das eleições, Siro Darlan concedeu liminar suspendendo a Sessão Legislativa, o que permitiu Mandiocão participar do pleito, onde foi o mais votado (14.826 votos). Nas ruas de Rio Bonito e entre os grupos políticos contrários a Mandiocão a liminar também foi recebida com estranheza e existe a suspeita de que tudo tenha ocorrido por corporativismo.

A reportagem da Globo News sobre a decisão do desembargador Siro Darlan no caso do miliciano “Jonas é Nós”, onde também existe suspeita de “corporativismo judiciário”, fortalece ainda mais a convicção daqueles que são amantes da “teoria da conspiração” e entendem ter havido interferência externa na decisão de Siro Darlan a favor de Mandiocão.

Outra polêmica

Vale lembrar que em junho de 2015, o desembargador Siro Darlan foi desligado das funções de coordenador da Comissão Judiciária de Articulação das Varas da Infância e Juventude e Idoso, bem como da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional. A alegação para o desligamento foi “incompatibilidade com a orientação, pensamento e filosofia de trabalho da administração”. Isso aconteceu porque em 18/05/2015, através da 7ª Câmara Criminal do TJ, Siro Darlan concedeu liminar suspendendo o processo contra 23 ativistas acusados de associação criminosa e atos violentos nos protestos de 2013 e 2014 no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Agente da PF chama atenção na prisão de Eduardo Cunha

Flávio Azevedo
Um estiloso agente, barbudo, coque alto, vestindo jeans e camiseta, chamou atenção das meninas na prisão do deputado cassado, Eduardo Cunha, na tarde dessa quarta-feira (19/10). O boa pinta se chama Lucas Valença e já virou febre na internet entre as admiradoras de rapazes bem apanhados. No Instagram o agente tem várias fotos nas praias do Rio, sem camisa, mostrando as tatuagens. As mais assanhadas avisam que o “Japonês da Federal”, outro agente que ficou famoso nas operações da Polícia Federal, é coisa do passado. “Agora é a vez do “Hipster da Federal”, lindo!”, postou uma internauta.

Preventivamente Eduardo Cunha foi preso em Brasília

O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) foi preso nesta quarta-feira (19/10), em Brasília. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A decisão foi do juiz Sérgio Moro no processo em que Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Sérgio Moro afirmou que Cunha continuou a tentar obstruir a investigação da Lava Jato mesmo depois de perder o mandato de deputado federal (ele foi cassado em setembro e renunciou a presidência da Câmara Federal em julho). A prisão preventiva.
– Embora a perda do mandato represente provavelmente alguma perda do poder de obstrução, esse não foi totalmente esvaziado, desconhecendo-se até o momento a total extensão das atividades criminais do ex-parlamentar e a sua rede de influência – explicou Moro no despacho da última segunda-feira (17).

Na avaliação do Ministério Público Federal (MPF), que fez o pedido de prisão, em liberdade, Cunha representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que "há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior" e da dupla nacionalidade – Cunha tem passaporte italiano.

O deputado cassado Eduardo Cunha afirmou por meio de nota divulgada por seus advogados que a decisão do juiz federal Sérgio Moro que resultou na prisão dele nesta quarta-feira é "absurda" e "sem nenhuma motivação". Ele afirmou na nota que os advogados "tomarão as medidas cabíveis" para reverter a decisão.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende Eduardo Cunha, disse que não há nenhum fato novo para decretação da prisão desde que o processo foi enviado do Supremo para a Justiça Federal do Paraná.

'Prática serial de crimes'

Segundo Moro, a prática serial de crimes por parte de Cunha, por anos, impõe risco à ordem pública. “A dimensão e o caráter serial dos crimes estendendo­se por vários anos, é característico do risco à ordem pública”. A perda do mandato, considera o juiz federal, não é suficiente para evitar a prática de crimes e a obstrução à Justiça.
“(...) A perda do mandato não é suficiente para prevenir os riscos constatados, considerando o histórico e o modus operandi do acusado, com atuação subreptícia, emprego de contas secretas no exterior e a utilização de terceiros para a prática de crimes e atos de obstrução à Justiça, motivo pelo qual pertinente a imposição da prisão cautelar contra Eduardo Cosentino da Cunha”.

De acordo com Moro, desconhecendo­-se até o momento a total extensão das atividades criminais do ex­parlamentar e a sua rede de influência. Por esses motivos, a prisão preventiva é necessária, afirma o magistrado. “Pelos mesmos motivos, não se vislumbra como medida cautelar alternativa poderia substituir com eficácia a prisão preventiva”.

Carros e busca e apreensão 

Além da prisão preventiva de Cunha, o Ministério Público Federal (MPF) havia pedido a apreensão de oito carros. Entretanto, Moro decidiu – por ora – somente o bloqueio da transferência deles junto ao Departamento de Trânsito (Detran) do Rio de Janeiro.

Lista dos automóveis
– Porsche Cayenne modelo 2013
– Porsche Cayenne modelo 2006/2006
– Land Rover Freelander modelo 2007/2008
– Hyundai Tucson modelo 2008/2009
– Volkswagen Tiguan modelo 2010/2011
– Volkswagen Passat Variant modelo 2003/2004
– Ford Edge modelo 2013
– Ford Fusion 2013

Moro ainda negou o pedido do MPF para o cumprimento de mandado de busca e apreensão de provas no endereço de Cunha. O juiz federal explicou que a busca a apreensão já foi realizada no endereço réu, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não indicando o MPF motivo suficiente para nova busca no momento”, argumentou Moro.

Nota de Eduardo Cunha

“Tendo em vista o mandado de prisão preventiva decretado hoje pela 13 vara federal do Paraná, tenho a declarar o que se segue:
Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal.
A referida ação cautelar do supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes à outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar.
Meus advogados tomarão as medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão”.

Fonte: G1

domingo, 16 de outubro de 2016

Trio de assaltantes é preso com carro roubado em Itaboraí

Flávio Azevedo
Os três honrados trabalhadores confessaram que estavam roubando na cidade de Itaboraí
Polícia militares de Itaboraí prenderam, nesse sábado (15/10), três malandros que estavam cometendo roubando e usando um carro roubado. O trio, preso no bairro Monte Verde, era composto por Lucas Cardoso Ferreira (29 anos); Edson da Silva Oliveira (25 anos) e um menor (17 anos). Os três são moradores do Jardim Catarina, em São Gonçalo. Com os marginais a polícia encontrou uma arma de fogo de brinquedo, 08 celulares, 01 carteira contendo documentos, 01 touca ninja, dinheiro e um carro roubado.

Segundo registro feito na 71ª DP (Itaboraí), os policiais militares foram acionados por uma das vítimas do trio. O homem contou que elementos que trafegavam num Fiat Palio, cor preta, na BR – 493, na altura do bairro Gebara, aparelharam o carro a sua moto e apresentaram a arma de fogo. A vítima conseguiu escapar da mira dos marginais e procurou a Polícia.

Os policiais ficaram atentos e durante patrulhamento no bairro Monte Verde, um veículo com descrição que batiam com as informações da vítima foi encontrado. Também despertou a atenção dos policiais, o fato de que ao perceber a presença da viatura, os marginais fugiram. O carro foi interceptado pela patrulha, os integrantes revistados e acabaram confessando que estavam roubando.

O veículo encontrado com os marginais foi o Fiat Pálio, cor preta, placa LCS – 8288. Todavia, após consultar o chassi os policiais descobriram que a placa correta do carro seria KUZ – 9680 e que o veículo foi roubado na área da 74ª DP (Alcântara), no último dia 27 de setembro. Os homens foram presos com base nos artigos 157 (roubo) e 180 (receptação).

Conhecendo o que diz a Legislação

Artigo 157 – Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência.

Artigo 180 – Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte.

“Renato Russo – O Musical” atrai multidão de fãs do músico morto há 20 anos

O ator e cantor, Bruce Gomlevsky volta a dar vida a Renato Russo, morto há exatos 20 anos.
Depois de levar 200 mil espectadores ao teatro, com a peça Renato Russo – O musical, o ator e cantor Bruce Gomlevsky volta a encarnar o ídolo brasileiro, ex-líder da Legião Urbana, na remontagem do espetáculo, numa homenagem ao cantor, morto em decorrência da AIDS, há exatos 20 anos. O espetáculo ficou em cartaz entre 2006 e 2010 e mostra a trajetória do cantor e compositor. É um monólogo-musical escrito por Daniela Pereira de Carvalho e que tem a direção de Mauro Mendonça Filho.

No palco, o ator Bruce Gomlevsky dá voz a todas as canções, vida e arte de um dos maiores nomes do rock nacional. A banda Arte Profana acompanha o ator, no palco, entre projeções de imagens. Em 2006 o espetáculo faturou o Prêmio Shell e esteve em cartaz em diversas capitais do país.
– Vale muito a pena refazer. Espero que quem viu volte para assistir. E é uma oportunidade para quem perdeu a peça na época – diz Bruce, que se transforma em cena, ficando muito parecido com o músico. 

Além de falar da trajetória artística do músico e visitar os seus dramas pessoais, Gomlevsky relê alguns dos maiores sucessos da Legião Urbana. Durante o espetáculo o público revisita canções como “Eu Sei”, “Pais e Filhos”, “Que País é Esse”, “Tempo Perdido”, “Eduardo e Mônica”, “Geração Coca-Cola”, “Há Tempos”, entre outros sucessos. Até o dia 06 de novembro o espetáculo estará em cartaz no Teatro Net Rio, em Copacabana.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Preso com drogas na panela de pressão

Flávio Azevedo
Policiais militares de Rio Bonito participaram de uma história inusitada nessa quinta-feira (13/10). Eles prenderam um morador de Cambucais (Rato Molhado) ao descobrir que o elemento escondia drogas numa panela de pressão. “Acho que ele ia fazer um cozido com aquela porcaria”, contou um morador da localidade a nossa reportagem. A prisão aconteceu por volta das 10h. O traficante, que é natural de Campo Grande, estava morando no bairro há cerca de três meses. Com ele a polícia encontrou 25 pinos de cocaína e dinheiro. Tudo estava escondido na panela de pressão. 

Segundo registro feito na 119ª DP (Rio Bonito), durante patrulhamento a postura de um homem que estava na rua com uma panela de pressão levantou suspeita. Eles abordaram o homem e encontraram a droga dentro da panela. Ele foi autuado de acordo com o art. 33 da Lei 11343/06 (Lei do Tóxico), que condena atos como “importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. A pena definida para tais transgressões é de cinco a 15 anos de reclusão.

Uso de drogas em Rio Bonito é maior que em outros centros

Moradores de várias localidades de Rio Bonito denunciam a presença de novos moradores que têm comportamento suspeito. Um morador da Praça Cruzeiro que pede para não ser identificado explica que o bairro sempre recebeu garotos dos morros do Rio de Janeiro que vinham atuar no tráfico local, mas era algo passageiro.
– Meninos de várias favelas do Rio de Janeiro sempre vieram morar em Rio Bonito. Eles eram recebidos na casa de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Vi isso acontecer aqui na Praça Cruzeiro, isso também acontecia na Serra do Sambê, Caixa D’Água, Basílio, praticamente em todos os bairros. Mas a polícia prendia e os garotos desapareciam. Hoje, porém, eles estão fixando residência e são classificados como moradores, quando na verdade eles não têm raízes nenhuma por aqui – analisa o morador.

“Rio Bonito é um bom negócio para o tráfico”

Sobre esse interesse que Rio Bonito desperta entre os traficantes da Capital, um policial, que pede para ter a identidade preservada, fala sobre o tema e apontando uma realidade que a sociedade riobonitense finge não perceber. “O tráfico de drogas é um negócio como qualquer outro e nem todo traficante quer trocar tiros com a polícia”. O policial afirma que muitos desses traficantes são “pessoas de bem”, não pegam em armas “e eles sabem do potencial de Rio Bonito para o tráfico”. 

Segundo o policial, “o que desperta o interesse dos traficantes por Rio Bonito é o volume de usuários de drogas da cidade”. Ele acrescenta que nunca viu, nas cidades que trabalhou, salvo no Rio de Janeiro, um lugar onde as pessoas usassem tanta cocaína. “Aqui é mais fácil identificar quem não usa drogas que tentar identificar o usuário, os limpos estão em menor volume e a galera riobonitense só curte cocaína”. O defensor da Lei explica que raras cidades tem o que ele chama de “cheirador social”.
– Quando eu comecei trabalhar em Rio Bonito, eu identifiquei um fenômeno que eu só conhecia na cidade grande e nos condomínios luxuosos da Zona Sul do Rio de Janeiro. Estou falando de gente que cheira cocaína socialmente. Pessoas que não têm cara de “cracudo”. Estou falando de gente que tem bom emprego, tem origem em famílias abastadas e conceituadas, são empresários de sucesso, são advogados respeitados, mas que nos fins de semana junta os amigos para uma confraternização que é regada a cocaína. Assim como a cerveja é a bebida oficial desses eventos, nesses encontros especificamente a cocaína está posta na mesa junto com a cerveja – conta o policial.

Anda segundo o policial militar, “o volume de dinheiro que essas pessoas gastam nessas confraternizações é alto e isso atrai os traficantes”. Ele revela que “não existe grande interesse nos viciados pobres que roubam para conseguir “dar um teco”, porque o montante que atrai está no bolso dos clientes que têm dinheiro para gastar, fazem tudo com discrição, não há tiros, não há roubos e ao sair dali os caras mantêm a pose de “pessoas de bem” e param para jantar nos restaurantes da cidade com a família (mulher e filhos) ou vão para a igreja; como se nada tivesse acontecido”.

Polícia encontra droga enterrada no bairro Mangueira

Flávio Azevedo

No Dia das Crianças, a Polícia Militar acabou com a "brincadeira" do tráfico de drogas no bairro Mangueira (Rio do Ouro). Ao verificar denúncia que chegou a 3ª CIA, os policiais encontraram 1.080 papelotes de cocaína, 280 tiras de maconha e 110 pedras de haxixe. A operação foi feita por volta das 17h da última quarta-feira (12/10). O caso foi registrado na 119ª DP. Segundo a denúncia, no local estava acontecendo armazenamento e endolação de drogas que seriam distribuídas em todo município. 

Os policiais militares realizaram operação no bairro e entraram na mata, onde um indivíduo, que ao perceber a presença dos policiais, abandonou uma moto e fugiu. Os policiais seguiram procurando a droga conforme denúncia e encontraram o material enterrado. O caso foi registrado na 119ª DP. Ninguém foi preso.

Preso com drogas na Paulino Siqueira em Praça Cruzeiro

Flávio Azevedo
Policiais militares prenderam na Travessa D da Rua Paulino Siqueira, no bairro Praça Cruzeiro, em Rio Bonito, Pedro Henrique de Oliveira, de 22 anos. A acusação é de envolvimento com o tráfico de drogas da localidade. A ação foi na última terça-feira (11/10), por volta das 17h. Com ele os policiais encontraram 07 papelotes de cocaína, 10 tiras de maconha e dinheiro. 

Segundo o registro feito na 119ª DP (Rio Bonito), durante patrulhamento na localidade os policiais suspeitaram de quatro elementos que ao perceberam a aproximação da viatura saíram do local em que estavam. Os policias conseguiram deter Pedro, que foi visto invadindo uma residência. Feita revista pessoal, nada foi encontrado com o suspeito, mas ele confirmou estar traficando drogas na localidade e ainda levou os policiais ao ponto onde a droga estava escondida.

Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão a Pedro, que foi encaminhado a 119ª DP onde foi autuado de acordo com o art. 33 da Lei 11343/06 (Lei do Tóxico), que condena atos como “importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. A pena definida para tais transgressões é de cinco a 15 anos de reclusão.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas pedem socorro

Flávio Azevedo
A retirada de direitos trabalhistas e gratificações do salário dos funcionários do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) já não é novidade. Aconteceu no último pagamento, eu noticiei aqui e pela enxurrada de mensagens e telefonemas que eu estou recebendo aconteceu de novo. Diante da reincidência – não adianta veicular “notinha oficial” dizendo que a informação é falsa – eu quero saber o que os funcionários irão fazer; e que medidas serão tomadas pelo sindicato que representa a categoria. Aproveito a oportunidade para deixar, mais uma vez, uma dica a diretoria do HRDV: “atacar o rendimento do funcionário, o único segmento que mantem o hospital funcionando, não é nada razoável”, sobretudo porque já não ganham grande coisa. 

Aos colegas funcionários do HRDV, eu alerto que não adianta meia dúzia mostrar descontentamento e se movimentar no sentido de fazer greve etc. Caso ocorra algum tipo de mobilização na “luta pelos direitos”, todos devem participar, porque o calo aperta no pé todos e quando o benefício chega todos são contemplados.

Na assembleia dos associados do HRDV do último domingo (09/10), quando a nova diretoria foi eleita, o presidente José de Aguiar Borges, o Kaki, comentou que o hospital está pegando um "empréstimo com os funcionários" e que os valores retirados serão devolvidos assim que possível. Eu discordo dessa alternativa, mas esse é o caminho escolhido pelo presidente na tentativa de amenizar a situação de penúria que atinge do hospital.

Aliás, eu devo acrescentar que brigar com o funcionário, sobretudo a rapaziada do nível técnico, médio e fundamental é muito mais fácil do que lutar com a classe política para receber valores que os governos (municipal e estadual) devem ao hospital. Também é mais fácil que tentar tapar os velhos ralos que significa cutucar gente graúda! Como diz o adágio popular, “a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco”. 

Curiosidade

Eu gostaria de destacar que o Hospital tem R$ 1,7 milhão para receber do governo do Estado. Esses valores são referentes a cirurgias de câncer, internações, exames e quimioterapia que ultrapassaram o teto contratado (a historia do extra-teto). Penso que a classe política poderia lutar por esses recursos. Por outro lado, a direção da unidade também deveria acionar judicialmente o Estado com vistas a receber esse recurso. 

O dinheiro está fazendo falta, é um direito do Hospital, mas parece ser mais fácil retirar uns caraminguás dos funcionários. Aliás, colaboradores e pacientes que fazem tratamento de câncer (580 pessoas) agradecem qualquer manifestação na direção do bom senso. Eu sugiro o enfrentamento do verdadeiro vilão: o governo estadual.