sábado, 29 de junho de 2013

Prefeitura realiza audiência pública para formulação do Plano Plurianual

O secretário Felipe Braga mostra como funciona o PPA dentro da administração pública
A Prefeitura de Rio Bonito realizou a primeira Audiência Pública para elaboração do Plano Plurianual, nesta quinta-feira (27/6), na Escola Municipal Raulbino de Mesquita, no Parque Indiano. O PPA estabelece as metas, ações, indicações e prioridades no orçamento que o município vai executar entre o ano de 2014 e 2017.

Durante o evento realizado, o secretário de Planejamento, Felipe Braga, fez a apresentação do plano e explicou a importância da população no processo de formulação do projeto. “Essa é a oportunidade das comunidades de exporem as suas necessidades e discutirem o plano que será implantado nos próximos quatro anos”, disse Braga.

Todas as reivindicações e propostas da população dentro das prioridades temáticas – saneamento básico, habitação, pavimentação, educação, assistência social, saúde, transporte, áreas de lazer, esporte, iluminação pública, desenvolvimento econômico, turismo, cultura, segurança pública, criança e adolescente, assistência ao idoso e saneamento ambiental – devem ser entregues até o dia 19 de julho na Secretaria de Planejamento e Coordenação, localizada no prédio da Prefeitura Municipal, Rua Monsenhor Antônio de Souza Gens, 23, Centro.

A segunda audiência será na próxima sexta-feira (05/7), na Escola Municipal Kingston Motta, no Bairro de Boa Esperança, às 18h30. Ainda haverá reunião no Centro da cidade, com data a ser divulgada.

Fonte: Secom/RB.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Faectec fica mais perto de Rio Bonito

A prefeita Solange Almeida com os representantes da Faetec
Uma unidade da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) está muito próxima de ser implantada no município de Rio Bonito. Membros da coordenação da Faetec Digital, que gerencia os Centros de Democratização Digital (CDDs), se reuniram nesta quarta-feira (26/6) com a prefeita Solange Almeida e com o secretário de Gestão Max Belmont. O objetivo foi o de conhecer um local Praça Cruzeiro e outro no Parque Andrea, no Segundo Distrito, que a prefeitura ofereceu para ser implantado os cursos de qualificação profissional da Faetec no município.

Segundo a prefeita Solange Almeida, a ideia é ceder o prédio principal da Praça da Convivência, na Praça Cruzeiro, para a implantação de um Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante (Cetep) para a realização de cursos profissionalizantes gratuitos à população do bairro e adjacências. Em média, essas unidades oferecem cursos em diversas áreas, como Auxiliar de Escritório, Telemarketing, Técnicas de Vendas, Montagem e Manutenção de Microcomputadores, Informática I e II, Bombeiro Hidráulico, Eletricista Predial, Manicure e Pedicure, Cabeleireiro e Idiomas – Inglês e Espanhol, entre outros.
– Nós também oferecemos outras duas áreas localizadas no Parque Andrea, no Segundo Distrito, para que seja implantada a Faetec Digital, com acesso à internet banda larga para ser utilizada pelos moradores e também com a realização de cursos de informática gratuitos. As áreas que oferecemos mantém uma concentração populacional muito grande, principalmente de jovens, que precisam de mais opções na sua formação profissional, e é isso que estamos buscando – garante Solange.

Se depender da Coordenadora Geral da Faetec Digital, Aline Oliveira, as unidades virão para o município. Ela ficou muito impressionada com a estrutura dos imóveis oferecidos pela prefeitura de Rio Bonito, que não vem medindo esforços para trazer a Faetec para o município. O resultado da visita deve sair ainda este mês. “Gostamos muito do que encontramos aqui em Rio Bonito, que nos ofereceu dois imóveis com ótima estrutura para implantarmos os cursos, e localizados em áreas centrais com grande concentração populacional”, explica a coordenadora.

Segundo o secretário de Gestão, Max Belmont, os CDDs disponibilizam aos usuários todos os serviços possíveis via web, tudo isso com o auxílio de monitores capacitados. Cada núcleo tem de seis a 12 computadores que funcionam no horário de 9h às 18h. Atualmente são 84 CDDs distribuídos em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro. “Eu e minha equipe estamos empenhados nesse projeto e temos certeza que conseguiremos nosso objetivo. Agora vamos aguardar o resultado do relatório da equipe da Coordenação da Faetec Digital que, com certeza, será a nosso favor”, afirmou Max.

Fonte: Secom/RB.

Rio Bonito intensifica o combate às drogas

Denilson Santos

O evento ocorreu na Praça Fonseca Portela
O problema do uso indevido de drogas, verificada nas últimas décadas, ganhou proporções tão graves que hoje é um desafio da saúde pública no país. Além disso, este contexto também é refletido nos demais segmentos da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como acidentes de trânsito e de trabalho, violência domiciliar e crescimento da criminalidade. Muitos setores da sociedade já perceberam isso e vem realizando campanhas de combate às drogas e investindo em organizações que visam à recuperação de dependentes químicos e sua reintegração na sociedade. Exemplo desse esforço social é a campanha que vem sendo realizada pela recém-criada secretaria Antidrogas de Rio Bonito, que, em parceria com a secretaria de Saúde, vêm realizando uma campanha estratégica na cidade para debater o assunto com a população, principalmente os mais jovens.

Uma dessas ações foi realizada na nesta terça-feira (25/6), quando também se comemorou o Dia Internacional de Combate às Drogas, Durante o evento, que teve como tema “Saúde Sim, Drogas Não”, foram realizadas várias ações, que incluíram apresentações de teatro, contação de histórias para crianças, atividades físicas para idosos, além de realização de palestras, além da apresentação dos programas de saúde que são oferecidos pela prefeitura de Rio Bonito, como de combate ao tabagismo, planejamento familiar e hipertensão, entre outro. Também foi montado um Cine Odonto, com apresentação de um filme voltado para a orientação e conscientização dos males causados pelas drogas e a importância de se ter uma vida saudável.

O público adolescente, formado por alunos das escolas do município, foi o alvo das palestras que tiveram como foco os motivos que podem levar uma pessoa a se entregar ao vício das drogas, que  são vários e vão desde a necessidade de aceitação por um grupo até um problema de cunho familiar ou emocional. Essa campanha também vai ser feita em escolas e associações de moradores, beneficiando um número cada vez mais de moradores.

O problema das drogas começa no seio da família. Da mesma forma são inúmeras as pessoas que se aproveitam disso para traficar e obter lucros com as fraquezas alheias. Não adianta lutar contra o tráfico, enquanto crime, e esquecer de lutar contra às causas que levam as pessoas ao consumo e a dependência química. O combate às drogas deve se dar também no âmbito educacional, psicossocial, econômico e até mesmo espiritual”, explica o secretário de Saúde, Anselmo Ximenes.

Fonte: Secom/RB.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Marcha Para Jesus em Rio Bonito nesse sábado

No próximo sábado (29/06) estaremos realizando mais uma Marcha Para Jesus. O evento tem algumas finalidades que consideramos muito importantes, tais como, proclamar que Jesus Cristo é o Senhor. Declarar profeticamente a benção do Senhor sobre o País, o Estado e a Cidade, e, também a unidade do corpo de Cristo.

A Marcha para Jesus não tem cor denominacional, é apenas coordenada pela a (Unipas) União de Pastores da Cidade de Rio Bonito. É importante frisar também que a Marcha para Jesus é uma propaganda do evangelho.

A 1ª reunião do ano da Unipas foi realizada na Igreja Evangélica Ministério Verde Vale onde, demos início a grande convocação para que todos nós, como pastores, Presbíteros, Evangelistas, Diáconos dirigentes de congregação possamos juntos levar bem alto a bandeira do evangelho.

Como você sabe, é de fundamental importância estarmos juntos porque afinal de contas estamos celebrando a unidade conquistada no calvário. Convide outro pastor que você conheça para estarmos juntos, porque nos que falamos, precisamos parar para ouvir Deus abençoe você, sua família e seu ministério.

Um forte abraço

Pastor Alberto Carlos Nogueira/Presidente da Unipas

Deputados federais arquivam PEC 37

Sob a pressão de protestos de rua, o Congresso Nacional arquivou a proposta de emenda constitucional que tirava poderes de investigação do Ministério Público. Também entraram em regime de votação acelerada outros itens mencionados durante as manifestações: investimentos em Educação e o combate à corrupção. Com plenário lotado e manifestações nas galerias liberadas, todos os partidos orientaram os deputados a rejeitarem a chamada PEC 37, que foi derrubada por 430 votos. Nove caras de pau ainda foram favoráveis e outros dois frouxos se abstiveram.

Com o arquivamento da chamada PEC 37 pelos deputados fica mantido o poder de investigação do Ministério Público, que foi estabelecido na Constituição de 1988. Essa foi a primeira resposta do Congresso aos pedidos provenientes das manifestações dos últimos dias. O Senado também resolveu direcionar a pauta de votações aos pedidos feitos nas ruas.  O presidente Renan Calheiros apresentou um projeto que prevê passe livre para estudantes matriculados e que tenham frequência comprovada. O recurso para financiar a proposta viria dos royalties do petróleo.

O presidente ainda anunciou a votação de outros projetos. Um deles deve ser votado nesta quarta-feira (26/06). É o que torna corrupção crime hediondo. Também estão prontos para votação o que destina 10% do Produto Interno Bruto para Educação e o que pune juízes e membros do Ministério Público condenados em crimes.

A PEC

O Projeto de Emenda Constitucional número 37/2011 é de autoria do deputado federal e DELEGADO Lourival Mendes (gravem esse nome), do PT do B do Maranhão. A PEC 37 prevê que apenas as polícias, federal e civil, poderiam realizar investigações criminais (esquecem que quanto mais gente investigando é melhor!).

Vale ressaltar que entre 2009 e 2013, o Ministério Público Federal abriu 319.292 investigações próprias. Desse total, 12.548 casos continuam inconclusos e seriam sepultados se a PEC 37 fosse aprovada. No ano de 2013, até 18 de junho, os procuradores da República abriram 29.273 investigações. Encontram-se em andamento 7.170.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Rio Bonito/Marajó na final do Carioca de Futsal Feminino 2013

Flávio Azevedo

A equipe que defende as cores do Rio Bonito Atlético Clube/Cerâmica Marajó
A equipe de Futsal Feminino Rio Bonito Atlético Clube/Cerâmica Marajó decide no próximo sábado (29/06), às 10h, no ginásio do América, na Tijuca/RJ, o Campeonato Carioca de Futsal Feminino contra o Mackenzie, tradicional adversário da equipe riobonitense. A vaga na decisão foi conquistada diante do Vasco, que foi derrotado pelo placar de 7x3. Marcaram para o Rio Bonito/Marajó Stela, Samara, Crislane (3) e Ratinha (2). Na outra chave, o Mackenzie eliminou o Botafogo por 2x0. As equipes reeditarão a final de 2011, quando o Rio Bonito/Marajó se sagrou campeão.  

O treinador Júlio César Freitas, o Cabeça, espera que as suas comandadas façam outra grande atuação e tragam o título novamente para Rio Bonito. Na primeira rodada, o Rio Bonito/Marajó venceu o Cabo Frio pelo placar de 7x2. A vitoriosa equipe Rio Bonito/Marajó conta com o futebol de Naná, Crislane, Mari, Estela, Samara, Cristiane, Larissa, Teka, Ratinha, Bruna, Verônica e Salsicha. O time é treinado por Júlio César Freitas, o Cabeça.

A direção de futebol do Rio Bonito Atlético Clube/Cerâmica Marajó informa que haverá ônibus para levar os torcedores que quiserem acompanhar de perto a partida decisiva. O ônibus sairá da Praça Astério Alves de Mendonça, às 7h30min desse sábado.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Mobiliza Rio Bonito

Flávio Azevedo

Cerca de 500 pessoas saíram do ponto de concentração, por volta das 18h30min, para a manifestação que foi recebendo adeptos ao longo do  percurso.
Uma noite épica... Uma ocasião especial... Uma data (19/06/2013) que muito pode representar para Rio Bonito. Estamos falando da mobilização de pessoas, que em número próximo ou superior a mil indivíduos, marcharam em passeata pelas principais ruas da cidade com o objetivo de chamar as autoridades, municipais, estaduais e federais; e a própria sociedade, à responsabilidade. Composta por jovens em sua esmagadora maioria, a marcha teve início na Padaria Japão, percorreu a Ruas Dr. Mattos, Getúlio Vargas, XV de Novembro, Conceição e concluiu no fim da Av. Sete de Maio, no posto de combustíveis.

Ten. Cel. Wagner Guerci e Major Otto Manato
De acordo com o tenente-coronel, Wagner Guerci Nunes, comandante do 35º Batalhão de Polícia Militar de Itaboraí, 38 policiais foram direcionados para a cidade “com o intuito de dar proteção aos manifestantes e manter a ordem em caso de alguma alteração”. Concluído o evento, o comandante da 3ª Companhia da PM de Rio Bonito, o tenente Lima, comentou que não houve nenhum incidente mais sério durante a manifestação e elogiou o comportamento pacífico dos manifestantes.

Entre os participantes do evento, todo tipo de queixa e inconformismo podia ser encontrado. Se inicialmente a motivação era reclamar o aumento das tarifas do transporte público do município, reajustadas em janeiro de 20013, pelo Decreto 001/13 do poder Executivo, outras cobranças também foram vistas. Os superfaturamentos das obras de construção dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo; a PEC 37, que se aprovada restringe o poder de investigação do Ministério Público; e em esfera local, a situação da Biblioteca Municipal, mal acomodada sobre o Supermercado Tinoco.

Cartazes criticando o salário diminuto dos servidores municipais; o aumento irrisório aprovado pelos vereadores há algumas semanas; o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores do município, que ainda não foi implantado; o Trânsito de Rio Bonito; e até o grande volume de policiais que a cidade recebeu (os manifestantes ironizavam perguntando por que não tem esse volume de PMS (38) todos os dias), foram temas questionados na ocasião.

Se a marca da mobilização foi a presença maciça de crianças, adolescentes e jovens, os adultos e até pessoas já com cabelos brancos também deram o ar de sua graça. Em frente ao Botequim MiraSauer, estabelecimento localizado próximo ao Cemitério Central, os manifestantes foram aplaudidos de pé por quem ainda curtia a vitória da Seleção Brasileira sobre o México (2x0). Os manifestantes ficaram agradecidos, mas gritaram: “vem, vem pra rua vem!”. Um dos momentos mais marcantes aconteceu na Praça Fonseca Portela, quando o Hino Nacional Brasileiro foi cantado por um coral de mil pessoas.

Para aqueles que não puderam participar, porque teriam recebido ordens de não ingressar na mobilização por questões político-partidárias, os manifestantes gritaram: “essa luta é por vocês também!”. Um dos organizadores da mobilização confirmou que alguns amigos seus foram orientados a não ingressar na mobilização por trabalharem na administração pública. Indignado, ele ressalta que “o cidadão, sobretudo quem não dependem de cargos políticos para sobreviver, precisa ir às ruas em manifestação, porque é exatamente esse estado de coisas, essa política revanchista e coronelista, do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, que precisa ter um fim”.

Encerramento da caminhada na Av. Sete de Maio, no posto de combustíveis.
Se alguns meninos e adolescentes estavam soltando bombas (cabeças de nego) entre os manifestantes, o cortejo logo gritava “sem vandalismo” e, identificados, os tais “homens bomba” logo eram enquadrados pela polícia, mas sempre com uma abordagem dentro dos critérios de civilidade. Nunca é demais lembrar, que em qualquer volume de pessoas sempre tem uma minoria que fere os princípios propostos pelo objetivo do evento, mas os próprios manifestantes, aqueles que compareceram por estarem motivados pelo espírito público, pela cidadania e/ou pela fraternidade que se via durante a caminhada, ajudava a polícia a combater quem não participava com esse objetivo.

A coordenação do evento se reuniu e definiu nova manifestação para o próximo sábado (22/06), às 10h30min.
Concluída a manifestação, por volta das 21h, a comissão organizadora se reuniu, discutiu o evento, os pontos negativos e positivos; e pensaram no que precisa ser mudado. Ficou decidido que no próximo sábado, às 10h30min, haverá nova mobilização. A concentração será na Praça da Bandeira (Mercado Municipal) e toda população está convidada a fazer parte desse novo ato público que os organizadores fazem questão de dizer que é um movimento estritamente “cidadão”.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Vereadores de Silva Jardim querem pressa na investigação das causas do acidente com ônibus escolar

Flávio Azevedo

Vereador Flávio de Dezinho apresentando os seus requerimentos.
Ainda sob a comoção da morte dos dois estudantes, vítimas de um acidente com o ônibus escolar, no último dia 12 de junho, o poder Legislativo do município de Silva Jardim, por unanimidade, aprovou nessa segunda-feira (17/06), uma série de requerimentos feitos pelos vereadores, Flávio Eduardo da Costa Brito, o Flávio de Dezinho (PSC) e Robson Oliveira Azeredo (PSC). A sessão, que contou com a presença de apenas seis parlamentares, foi presidida pela vice-presidente Zilmara Xavier (PT).
– É lamentável tudo o aconteceu, todos nós estamos muito tristes, essa Casa não será omissa e eu tenho certeza que o poder Executivo vai responder cada requerimento feito aqui essa noite. Sendo assim, nós só iremos nos manifestar sobre o fato depois que for concluída a perícia e tivermos acesso a essas informações – frisou a presidente, afirmando ter certeza que o poder Executivo vai responder com rapidez os requerimentos feitos pelo Legislativo.

Entre os requerimentos está o pedido para que seja apresentado o laudo de interdição da Escola Municipal Adail Maria Tinoco, classificado pelo vereador Flávio de Dezinho, como “caviar, porque nunca vi, nem comi, eu só ouço falar”. Ele também pediu cópia de todas as Carteiras de Habilitação dos motoristas de ônibus e Kombis; solicitou o certificado do curso que fizeram de acordo com a Resolução 168, que regulamenta o transporte escolar; requereu o laudo técnico da Secretaria de Transporte que vistoriou todos os ônibus e carros que vieram fazer o transporte escolar; questionou o número de Kombis que estão fazendo o transporte escolar; pediu a cópia de pagamento do seguro para cada aluno; e solicitou a leitura do tacógrafo do ônibus acidentado.

Já o vereador Robson Azeredo requereu o envio de ofício ao promotor de Justiça de Infância e Adolescência de Silva Jardim, Marcelo Arsênio, pedindo o encaminhamento da cópia do laudo das vistorias que, anualmente, ele sempre fez nos ônibus e Kombis escolares de Silva Jardim. O parlamentar também pediu o envio de ofício para a 120ª DP (Silva Jardim), solicitando a cópia do inquérito policial instaurado para apurar as causas do acidente. A cópia do laudo e informação sobre quem emitiu o laudo que paralisou as aulas na Escola Municipal Adail Maria Tinoco, também foi requerida pelo vereador. Ele também pediu esclarecimentos sobre o imóvel que vai abrigar os alunos da Escola Adail enquanto a unidade estiver fechada; e solicitou cópia de inteiro teor do processo de licitação das Kombis.

CPI

Um minuto de silêncio, em memória das vítimas do acidente, foi feito na Câmara.
De acordo com o vereador Flávio de Dezinho, a possibilidade de se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para se apurar os fatos é real, mas os edis entenderam ser melhor esperar as documentações requeridas. “Os vereadores conversaram na manhã de hoje e vimos que seria mais prudente esperar a entrega desses documentos. Nós iremos averiguar e qualquer ilegalidade será alvo de uma CPI, porque nós queremos respostas, da mesma maneira que, nas ruas, a população de Silva Jardim exige respostas da nossa parte”, disse o parlamentar.

Em plenário, o vereador afirmou ter recebido informações de que o veículo, ao contrário do que anunciou a Prefeitura, estava com pendências documentais. “A informação do assessor de imprensa da Prefeitura era que estava tudo certo, mas recebemos denúncia de que o documento foi pago ás 10h46min do dia do acidente, que ocorreu por volta das 7h. Isso é no mínimo muito estranho!”, disparou o vereador, acrescentando que “também é estranho uma funcionária do setor de transporte que foi exonerada à tarde, isso foi divulgado nos telejornais, mas não se sabe como e porque, a noite ela foi reconduzida ao cargo. Ou seja, nós também vamos requerer explicações sobre isso”, disse o vereador.

Economia é preservar a vida

O vereador Vivaldo Oliveira, falou da sua experiência
como ex-secretário de Transportes de Silva Jardim.
Com a experiência de ter sido secretário municipal de Transportes, o vereador Vivaldo Magalhães de Oliveira (PT) lembrou que durante a sua passagem a frente do setor de Transportes, ele chegou a ser sabatinado na Câmara por conta de suspeita de superfaturamentos.
– Eu disse, à época, que serviço prestado por empresa de fundo de quintal é uma coisa e serviço prestado por empresas autorizadas é outra. Eu não quero dar nenhuma declaração antes de conhecer os laudos, também não quero me desfazer dos jovens, mas o motorista tem que passar por avaliações e ter experiência. Na contratação de serviços dessa natureza não se economiza, porque a vida das nossas crianças vale muito mais que qualquer quantia economizada – destacou o vereador, lembrando que o comportamento dos alunos e a postura dos inspetores também precisa ser analisada, “porque o sinto de segurança salva vidas”.

Faltaram a sessão, o presidente da Casa, vereador Roni Luiz Pereira da Silva, o Roni da Farmácia (PRB), Marcilene Xavier (PP) e Helio Alfradique da Cunha Júnior, o Júnior da Padaria (PSD). O prefeito Anderson Alexandre (PRB) e nenhum dos representantes do seu staff compareceram a sessão desta segunda-feira.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cem mil pessoas em manifestação no Rio de Janeiro

Após quase sete horas de manifestação, o Batalhão de Choque da Polícia Militar encerrou o ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, por volta das 23h45 desta segunda-feira (17). O protesto, que reuniu 100 mil pessoas, começou pacífico, mas um pequeno grupo protagonizou atos de vandalismo, transformando o Centro da cidade num verdadeiro cenário de guerra. Sete pessoas foram baleadas com armas de fogo. Dez pessoas foram presas. Pouco antes de 1h, a Polícia Civil iniciou a perícia no prédio da Alerj.

Um grupo menor com camisetas amarradas no rosto ateou fogo e depredou prédios históricos, como o Paço Imperial e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Pelo menos 27 pessoas, entre manifestantes e policiais, ficaram feridos. Durante o tumulto, cerca de 80 PMs se refugiaram no prédio da Alerj. O grupo saiu apenas com a chegada do Batalhão de Choque. Uma tropa da PM vai reforçar a segurança do prédio durante a madrugada.

A prefeitura do Rio informou que “considera legítimo o direito de as pessoas protestarem contra o que não acham correto no governo”. E afirmou ainda “que está disposta a dialogar com os manifestantes, mas que nenhuma liderança do movimento havia se apresentado para negociar”. O governo do estado informou que não vai se manifestar.

Os sete baleados por arma de fogo foram levados para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Duas das vítimas foram identificadas como Leonardo Costa da Silva e Leandro Silva dos Santos, este liberado ainda na noite de segunda. Ambos foram atingidos na perna. Uma terceira vítima de um projétil não teve a identificação autorizada pela família. Os outros nomes não foram divulgados pela Secretaria municipal de Saúde. Estudantes de medicina fizeram uma força-tarefa para ajudar nos primeiros-socorros dos feridos.

Tiros e violência

Às 19h55, um pequeno grupo começou a jogar pedras em direção aos policiais militares, que revidaram com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Com o avanço inicial da PM, a multidão recuou. Quando a fumaça de gás baixou, o pequeno grupo avançou violentamente contra os policiais, que se refugiaram nas escadarias da Alerj. Além de pedras, o grupo atacou com fogos de artifício e coquetéis molotov.

Acuados e aparentando estar sem munição, os policiais entraram na Alerj e tentaram bloquear a entrada do edifício com os escudos. O pequeno grupo avançou, carregando as grades móveis, que serviam de proteção ao prédio da Assembleia Legislativa. Atos de vandalismo, como a queima de automóveis, pichações em pilastras do Paço Imperial e da Alerj, invasão e saques de estabelecimentos seguiram à ação. O clima de tensão foi agravado com disparos de arma de fogo. Policiais Militares atiraram para o alto.

Conflitos esporádicos continuaram a ocorrer, até que às 23h40, o Batalhão de Choque chegou com o efetivo de 100 PMs para dar fim à manifestação. Antes da chegada do Choque, 150 policiais do 5º BPM faziam a segurança da manifestação. Durante o protesto, as principais ruas do Centro ficaram interditadas. Os manifestantes ocuparam as ruas 1º de Março e Araújo Porto Alegre, além das avenidas Rio Branco, Presidente Antônio Carlos e Presidente Vargas. Artefatos foram jogados na garagem do edifício e terminal rodoviário Menezes Côrtes.

Críticas ao grupo violento

A estudante de Ciências Sociais, Júlia Vieira, de 19 anos, criticou a atitude do pequeno grupo de manifestantes que fez uso da violência. "Ontem, eu vi manifestantes feridos, mas hoje o que eu vi aqui foram policiais feridos. Nao é destruindo a cidade que a gente ama, que vamos conseguir alguma coisa. A gente quer mudança na política. Essas pessoas não me representam. Quem me representa é quem quer o bem do Rio, sem violência", disse a jovem.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB) classificou como "ato de terrorismo" a invasão de manifestantes à sede da assembleia. "Uma baderna, uma bagunça. Quanto um ato agride ou coloca pessoas em risco, deixa de ser democracia para virar uma anarquia", declarou Melo.

Início da manifestação

A manifestação teve início às 17h, com a concentração na igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. Além do aumento de R$2,75 para R$ 2,95, os participantes também reclamavam contra os gastos públicos com a Copa do Mundo. Muitos comerciantes fecharam as lojas para dar passagem aos participantes do protesto. Pessoas prestavam apoio ao protesto do alto de edifícios comerciais jogando papel picado.

Fonte: G1

O Brasil sai da inércia!

Flávio Azevedo

Todas as vezes que existe algum tipo de mobilização popular no Brasil (pacífica ou não), logo aparece aquele discurso tosco, copiado e/ou assimilado das classes dominantes: “isso faz o Brasil ser mal visto no exterior”. Bem, eu consultei amigos que moram fora do país e descobri que os estrangeiros estão aplaudindo a reação tupiniquim. Um amigo que está na França me diz que os seus colegas franceses dizem o seguinte: “finalmente o brasileiro deixou de ser vaca de presépio e está reagindo”. 

E agora, José?

Informações, manifestações e mobilizações!

Flávio Azevedo

Eu não me surpreendo quando vejo a TV Globo omitindo informações sobre as manifestações ou desviando o foco das mobilizações que estão ocorrendo em todo Brasil. A expressão fúnebre dos jornalistas, quando noticiam tais eventos, também é uma marca da emissora. Vale lembrar ainda, que nas manifestações pelas Diretas Já, nos anos 80, a TV Globo não somente omitiu informações sobre as manifestações, como também deturpou o propósito do movimento.


O Jornal Nacional teve a cara de pau de noticiar que ocorria uma festa pelo aniversário da cidade de São Paulo, que atraiu muitas pessoas, quando na verdade, milhares de brasileiros se reuniam pelo fim da Ditadura Militar e lutavam por eleições diretas para presidente. E, detalhe: outras mídias já noticiavam, abertamente, que as manifestações tinham como objetivo as Diretas Já.

Operação da Guarda Municipal coíbe a ação de ambulantes em Rio Bonito

Os vendedores ambulantes são o principal alvo da operação Calçada Livre realizada através de uma parceria entre a Guarda Municipal e Fiscais de Postura da secretaria de Fazenda de Rio Bonito. O objetivo é manter a ordem na cidade, coibir a venda ilegal de mercadorias na calçada e garantir o direito de ir e vir dos moradores. Na operação, os ambulantes receberam orientações sobre a proibição da venda dos seus produtos na calçada e da forma correta de fazer a regularização junto a Prefeitura. Os ambulantes que não seguiram as orientações tiveram suas mercadorias apreendidas pela Guarda Municipal, além de receber multa de 350 Ufirs. 

Segundo o Diretor da Guarda Municipal, Alex Santos, a operação Calçada Livre não tem data para terminar e acontece todos os dias, principalmente aos sábados e domingos, quando alguns ambulantes tentam se aproveitar do fato da prefeitura não funcionar no fim de semana. “Primeiro fazemos uma abordagem informando aos ambulantes sobre a proibição. Mas quem insistiu teve a sua mercadoria recolhida e enviada para sede da Guarda Municipal. A pessoa tem até 30 dias para pagar a multa com 50% de desconto e retirar os produtos. Depois disso as mercadorias serão leiloadas”, afirma o Diretor da Guarda.

Fonte: Secom/RB

sábado, 15 de junho de 2013

Na abertura da Copa das Confederações, vaias para a sacanagem

Flávio Azevedo

Presidente da Fifa pediu que os torcedores tenham bom comportamento durante a competição.
Na abertura da Copa das Confederações... Vaias para Dilma Rousseff... Vaias para Joseph Blatter... Aplausos para a Seleção Brasileira... Penso que o torcedor acertou. Também penso que as vaias não foram exatamente para Dilma ou Blatter, mas para os gastos astronômicos na construção e reforma dos estádios. Por outro lado, os aplausos não foram destinados ao excrete canarinho, mas para a vitória do nosso time.


E, detalhe: as vaias não foram para os investimentos no futebol, que é uma paixão nacional. Elas foram destinadas aos superfaturamentos e outras sacanagens que estão sendo denunciadas. Aliás, depois da interdição do Engenhão, que também custou uma fábula, eu considero as vaias destinadas a Lula e Sérgio Cabral, na abertura do Pan Americano, uma manifestação legítima e muito oportuna.

Apagão dessa sexta-feira mostra ser urgente estimular o uso de outras fontes de energia

Flávio Azevedo

Aconteceu de novo! Nessa sexta-feira (14/06), por volta das 17h, metade da cidade ficou às escuras. O apagão, que começava no bairro Caixa D’Água, atingiu toda Serra do Sambê e terminava no Green Valley. Até a Delegacia Legal e o Fórum estavam no escuro. Conversando com o comerciante Dudu da Batata, que comercializa batatas fritas nas imediações da Praça Fonseca Portela, ele reclamou que não conseguiu trabalhar, porque quando foi possível ligar o seu maquinário o relógio marcava 22h. “Até aquecer a gordura, já estaria na hora de ir embora pra casa”, disse o comerciante que lamentou a perda de um dia de serviço.

Diante desse cenário que, infelizmente, já está se tornando corriqueiro, apontar as razões dos apagões (motivados por histórias vexatórias, absurdas e escandalosas) é ‘perda de energia’. É mais produtivo pensar alternativas, por exemplo, a Energia Solar. Num país tropical e ensolarado como o Brasil, o uso dessa matriz energética pode ser a solução para uma série de problemas, entre eles os apagões e picos de energia.

O poder público municipal poderia criar um mecanismo de descontos em impostos para estimular o cidadão a optar por esse investimento. A própria Prefeitura Municipal, que vive as turras com a Ampla, inclusive, com cortes de energia, também deveria fazer esse investimento. Quanto o prédio da Prefeitura poderia captar de energia solar? Escolas municipais, postos de saúde e outros setores do município também poderiam ser movidos pela energia solar. A Ampla não seria dispensada, mas se exigiria bem menos dela.

Sentar para pensar esse projeto é difícil? Claro que não! O problema, porém, é tomar decisões arrojadas que coloquem o município no caminho da modernidade. Contudo, com a criação das Secretarias Municipais de Projetos, Gestão e Desenvolvimento Econômico, temas dessa natureza precisam estar constantemente na pauta, que também interessa as secretarias de Fazenda e o Meio Ambiente.

A título de sugestão, por exemplo, algumas obras da Prefeitura, como o segundo bloco do Centro Administrativo que está sendo erguido na Praça Cruzeiro, poderia ser, seguramente, abastecido com Energia Solar. Na Mangueira, a falta de energia elétrica é um dos motivos para que o posto de saúde, inaugurado às pressas pelo governo Mandiocão, não esteja funcionando. Se essa alternativa fosse pensada, o prédio não estaria no escuro.

Exemplos

Quando se fala em Barcelona, logo se lembra do time que conta com o envolvente futebol do argentino Lionel Messi. Contudo, Barcelona foi a primeira cidade europeia a ter uma Lei de Energia Solar Térmica. Ela entrou em vigor em 2000 e tornou obrigatória a utilização da energia solar no abastecimento de 60% da água quente utilizada em todas as novas construções e edifícios reformados.

Esta mudança aplicou-se, então, aos novos edifícios ou construções, às reformas de edifícios ou construções, à mudança no uso de todo o edifício ou construção, às residências, à saúde, aos esportes, ao comércio, ao setor industrial (em casos de utilização de água quente no processo industrial ou em chuveiros) e qualquer outro uso que implica a presença de salas de jantar, cozinhas ou lavanderias coletivas.

Possibilidade que temos

Os simpatizantes do prefeito José Luiz Antunes cantam em prosa e versos que ele ergueu, em oito anos, seis ginásios poliesportivos. Realmente um feito, mas se esses espaços fossem abastecidos com Energia Solar (cobertura é o que não falta para a captação dessa energia), o prefeito teria que ser, obrigatoriamente, colocado na fila dos gestores que estão de olho na modernidade e no desenvolvimento sustentável. Não foi, porém, o que aconteceu.

A Escola Municipal Maurício Kopke, na entrada da Caixa D’Água, um prédio de estrutura arrojada, também poderia receber o mesmo investimento. Aliás, o novo prédio do Colégio Municipal Dr. Kingston de Souza Motta, no Parque Andréa, 2º Distrito, como sequer saiu do chão, poderia ser abastecido por energia solar.

Energia solar

Em apenas um segundo o sol produz mais energia (internamente) que toda energia usada pela humanidade desde o começo dos tempos. Segundo especialistas, a energia que a terra anualmente recebe do sol representa mais que 15 mil vezes o consumo mundial. Considerando que a energia solar está disponível gratuitamente, por que o seu aproveitamento ainda é tão limitado? Vale lembrar que essa matriz energética pode ser a grande solução para os problemas do setor. Apesar de todas as vantagens, também existe desvantagens. Conheça algumas delas:
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Vantagens

*A energia solar não polui e a poluição decorrente da fabricação dos equipamentos para o seu emprego, como os painéis solares, é totalmente controlável utilizando as formas de controle existentes atualmente.
*As centrais necessitam de manutenção mínima.
*A cada dia os painéis solares são mais potentes e mais baratos. Isso torna a energia solar uma solução economicamente viável.
*A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga grandes investimentos em linhas de transmissão.
*Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética sua utilização ajuda a diminuir a procura energética e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.

Desvantagens

*Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação climática, além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
*Países localizados em latitudes médias e altas (Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de Inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Londres) tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade, mas nós estamos no Brasil.
*As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), e a energia hidroelétrica (água).

*Os painéis solares têm um rendimento de apenas 25%.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Rio Bonito se prepara para combater o trabalho infantil

Flávio Azevedo

A secretária municipal de Educação, Lucy Teixeira, discursa observada pela prefeita Solange Almeida (Centro) e por Gilsara Terena do Conselho Municipal de Educação.
Entidades nacionais e internacionais que acompanham o desenvolvimento da criança indicam que o trabalho infantil é um dos problemas mais sérios do planeta, sobretudo em países subdesenvolvidos. Com essa preocupação, a Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com a Secretaria Municipal de Promoção Social, lançou no último dia 12 de junho, o programa “Rio Bonito se Educa para o Combate ao Trabalho Infantil”.

O evento ocorreu no Espaço Ciccarelli e contou com presença de professores, gestores escolares, o staff da SME e representantes de outros setores da Prefeitura Municipal de Rio Bonito. Na oportunidade, a secretária municipal de Educação, Lucy Teixeira, falou sobre a Conferência Nacional de Educação (Conae), apresentou a comissão que vai pensar o assuntos que serão debatidos e divulgou o calendário de atividades das conferências, municipal e intermunicipal de Educação.


Rio Bonito elege os novos membros da Agenda 21 local

No próximo dia 24 de junho de 2013, às 18h30, acontece a eleição dos novos membro da Agenda 21 local, no Espaço Ceccarelli, localizado na Rua Júlia Cortines, 64, no Centro. Tem direito a votar e a ser votado todas as instituições cadastradas na Agenda21, até o dia da eleição. Os membros titulares e suplentes do 1º Setor são indicações do Prefeito Municipal e de Organizações Governamentais atuantes no município. Já os membros e representantes dos 2º, 3º e 4º Setores (Comunidade) são eleitos por seus pares, dentro de seus próprios setores, em Assembleia Geral, convocada para este fim.

O Fórum da Agenda 21 Local do Município de Rio Bonito será composto por membros representantes dos diversos setores da sociedade, assim distribuídos e regularmente inscritos:
1º SETOR: Cinco representantes efetivos e dois suplentes do Poder Público e de Organizações Governamentais atuantes no município;
2º SETOR: Cinco representantes efetivos e dois suplentes de organizações com fins lucrativos - indústria, comércio, prestação de serviços e sindicatos patronais;
3º SETOR: Cinco representantes efetivos e dois suplentes de Entidades sem fins lucrativos – ONG, sindicatos de trabalhadores, associações de classe, clubes, instituições religiosas;
4º SETOR: Cinco representantes efetivos e dois suplentes das comunidades – associações de moradores, entidades comunitárias.

Caso as vagas não sejam preenchidas, as instituições que já estão atuando na Agenda 21 Local poderão ser reconduzidas por mais um ano.


Fonte: Secom/RB

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tragédia com ônibus escolar em Silva Jardim

Flávio Azevedo
Centenas de curiosos acompanharam o trabalho da polícia e dos veículos de resgate.
Duas mortes foram registradas num acidente entre um ônibus escolar e um caminhão na RJ 140, na localidade de Boqueirão, em Silva Jardim. O acidente ocorreu nas primeiras horas da manhã dessa quarta-feira (12/06). Testemunhas contaram que o motorista do ônibus escolar tentava desviar de urubus que estavam na pista quando foi atingido na lateral por um caminhão que vinha no sentido contrário. O ônibus capotou várias vezes por uma extensão de 50 metros. Um Siena que estava logo atrás do caminhão também bateu, sendo os dois veículos lançados para uma ribanceira.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Silva Jardim, o ônibus transportava 18 alunos, o motorista e mais um adulto. Um adolescente, de 15 anos, e uma criança, de 11 anos, tiveram morte instantânea. Os 18 feridos do ônibus e outros dois que estavam no caminhão, foram encaminhados à Policlínica Municipal Aguinaldo Moraes, o pronto socorro de Silva Jardim.

O economista Leonam Costa, de 31 anos, que estava no carro envolvido no acidente, contou que percebeu quando o caminhão deu uma freada brusca. Com o impacto, a traseira do caminhão se deslocou e atingiu o carro dele. "Foi um grande susto e graças a Deus consegui escapar. Estou muito triste pelas crianças", lamentou o economista.

Estudantes que estavam no local do acidente disseram a reportagem do G1, que o ônibus levava os alunos da Escola Municipal Adail Maria Tinoco, na localidade de Boqueirão para o Ciep Vera Lúcia Pereira Coelho, no Centro de Silva Jardim. O trajeto, de aproximadamente 2km, ainda segundo os alunos, é  feito desde que a escola em Boqueirão foi interditada, no começo do ano, por problemas estruturais, sendo o ônibus responsável pelo transporte diário desses estudantes para a outra unidade.

Ivanil Maria da Conceição, mãe de criação de Jefferson Batista da Silva, de 15 anos, que morreu no acidente, lembrou-se dos últimos momentos com o filho: "Antes de sair de casa ele me disse: beijo tia, fica com Deus! Foi o último adeus dele pra mim. Eu estou sofrendo muito e só quero justiça", declarou emocionada.

Paulo Ricardo Xavier, de 15 anos, estava no ônibus. Ele sofreu cortes na cabeça e na orelha. Quando saiu do hospital conversou com a equipe do G1. “Depois que o ônibus bateu, todo mundo gritava querendo sair. Eu saí pela parte da frente do ônibus, pelo parabrisa. Tentei ajudar meus amigos, mas não consegui”, disse o jovem, ainda meio desorientado.

A Prefeitura de Silva Jardim decretou luto oficial de três dias. Através da sua assessoria informou que está prestando toda assistência às vítimas do acidente e aos familiares dos alunos quem morreram, como o auxílio funerário. Segundo o subcoordenador de Defesa Civil, Sidney Melo, o coletivo, que pertence à prefeitura da cidade não tem registro de multas e tinha todos os equipamentos de segurança necessários.
– O ônibus foi doado pelo governo do estado e tinha cinto de segurança. Além disso, a prefeitura cuida da manutenção do veículo permanentemente. Também fomos informados de que o motorista não trafegava em alta velocidade – relatou.


Fonte: G1

Vereadores aprovam reposição salarial para servidores de RB e cobram, do Executivo, implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração

Flávio Azevedo

Vereadora Marlene Carvalho discursa sobre a reposição salarial "vergonhosa". Ao fundo, manifestantes ostentam cartazes criticando o valor diminuto oferecido pela Prefeitura. 
Os vereadores de Rio Bonito aprovaram na sessão dessa terça-feira (11/06), reposição salarial de 5,82% para os servidores do poder Executivo e 0,5% para os servidores do poder Legislativo. A sessão contou com um manifesto do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Sismurb) que esteve apoiado pelo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da aprovação, os parlamentares criticaram o percentual diminuto e voltaram a cobrar, ao poder Executivo, o envio do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
– O valor é “irrisório”, mas a Câmara acaba ficando numa situação difícil, porque a atribuição de aumentar o salário do funcionalismo público é do poder Executivo, que tem o seu entendimento e calcula o reajuste pensando na folha de pagamento – disse o presidente da Casa, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB), que aproveitou a ocasião para cobrar o envio do PCCR à Câmara. “Quando o PCCR chegar aqui, nós votaremos rápido porque esse é um sonho antigo do servidor”, disse Reis.

O vereador Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PRB), lembrou que o reajuste precisa ser pensado com urgência, “mas o nosso sonho mesmo é ver implantado o PCCR, para que essa situação seja logo resolvida”. O parlamentar também comentou que “trabalhador bem pago é um trabalhador motivado” e destacou que a fuga dos professores para outros municípios tem como principal motivação os baixos salários da Prefeitura de Rio Bonito. “Muitas professoras, algumas que até me deram aula, estão esperando a implantação do PCCR para pedir a aposentaria. São profissionais que já estão cansadas, mas a situação não se resolve”, disparou.

Sismurb

Manifestantes marcam presença na Câmara com cartazes e reivindicações.
Para a nossa reportagem, o presidente do Sismurb, Jorge Carlos Alvieira, lamentou a ausência do servidor na Câmara de Vereadores e criticou o que chamou de “omissão da categoria”. “A presença do funcionalismo na assembleia geral do Sismurb é muito importante. Mas apesar da ampla divulgação, a omissão é grande e o servidor não comparece a nossa assembleia, ocorrida na última quinta-feira (06/06)”, desabafou Alvieira, revelando que o município tem cerca de 3 mil servidores efetivos, mas menos de 300 são sindicalizados. “Desse volume de sindicalizados, o número de presentes nas assembleias gira em torno de 20 pessoas”.

O presidente do Sismurb disse ainda que outra luta do sindicato, que já se tornou um desafio, é conseguir conversar com a prefeita Solange Almeida (PMDB). Segundo Alvieira, desde o dia 22 de fevereiro os representantes do sindicato tentam falar com a prefeita, mas não consegue.
– Uma reunião foi agendada para o dia 16 de abril, mas esse encontro foi remarcado para os dias 19, 22 e 24 de abril. O problema é que no dia 24 nós não poderíamos estar presentes por conta de outros compromissos. Sugerimos o dia 29 e 30, mas não nos deram resposta e ainda estão dizendo que nós não fomos à reunião, o que não é verdade – se queixou Alvieira, lembrando que o salário base do servidor riobonitense é menor que o salário mínimo. “Entra governo, sai governo e a novela é a mesma”, dispara o líder sindical.

Também fizeram ponderações sobre o assunto os vereadores, Marcos da Fonseca, o Marquinhos da Luanda Car (PMDB), que destacou, em sua fala, que “toda empresa sabe que um funcionário bem pago é muito mais eficiente”; Aissar Elias (PTN), para quem o reajuste é “insignificante e irrisório, principalmente porque isso é uma reposição salarial, não um aumento”; e Marlene Carvalho (PPS), que classificou o reajuste de 5,82% uma “vergonha” e criticou o fato da prefeita não conversar com os representantes do sindicato.

Petista denuncia “cabresto”

Questionado sobre a presença do PT na manifestação, o presidente Jorge Wallace Bretas afirmou que “reacender a estrela petista em Rio Bonito” é uma das responsabilidades da nova direção do partido. “Não vamos deixar o partido morrer porque acabou o período eleitoral”. O líder petista também lamentou a ausência do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) no movimento por melhores salários, disse que o SEPE está sendo procurado para participar da luta e fez uma provocação.
– É um absurdo o salário mínimo vigente no país ser de R$ 678,00 e o salário base do servidor municipal ser de R$ 585,00. O detalhe é que há uma complementação para se chegar ao salário mínimo. Ora, se existe complementação, por que não incorporar essa complementação ao salário base, dando os 22,90% de aumento propostos pelo Sismurb? A Prefeitura não iria gastar nada mais e teria como salário base, o mínimo vigente no país. Mas a lógica é cruel, porque a complementação pode ser retirada e sem ela você pode perder o controle do cabresto que é colocado no servidor. É uma lógica cruel, coronelista, assistencialista e nós precisamos lutar contra isso – disparou Bretas.

Problemas na Regência

Outra questão polêmica levantada pelo presidente do Sismurb, Jorge Alvieira, é a questão da Regência dos profissionais da Educação. Segundo ele, esse é um caso que tem gerado sérios transtornos aos servidores do setor, porque muitos estão precisando recorrer a empréstimos bancários para não perder o benefício quando aposentam.

– O professor recebe um benefício chamado de Regência. Mas por uma omissão da Prefeitura, a previdência não estava sendo descontada desse benefício. Assim, quando o professor vai se aposentar, para ele incorporar a Regência na aposentadoria, ele está tendo que pagar, ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb), o valor retroativo, e não é só isso, ele tem que pagar também a parte patronal. Alguns companheiros da Educação já me disseram, inclusive, que estão tendo que fazer empréstimo bancário para efetuar esses pagamentos para poder levar a Regência para a aposentadoria – contou Alvieira, afirmando que vai procurar o SEPE para discutir essa questão.