domingo, 31 de março de 2013

Ele ressuscitou e prometeu voltar


Flávio Azevedo

Num domingo de Páscoa como hoje, convém meditar no que escreveu o evangelista Lucas (24:1-7). Segundo ele, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram às mulheres ao sepulcro onde Jesus havia sido sepultado. Elas levavam especiarias para embalsamar o corpo do mestre (costume da época). Ao chegar ao local, porém, a sepultura estava aberta. E, entrando no sepulcro, que era escavado numa caverna, elas não acharam o corpo de Jesus.

A perplexidade com a situação não as permitiu ver a chegada de dois homens que lhes perguntaram por que elas buscavam entre os mortos alguém que estava vivo. Aqueles homens também informaram que Jesus havia ressuscitado. Concluindo, eles também as lembraram que o próprio Cristo em suas pregações ensinava: “Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite”.

Aquelas mulheres conviviam com Jesus; diariamente, ouviam os seus ensinamentos; assistiram muitos dos seus milagres, curas e manifestações que confirmavam Jesus como o Filho de Deus; mas não compreenderam a missão de Jesus Cristo. Elas, e todos os seguidores de Jesus, inclusive, os discípulos, acreditavam que Ele fundaria um reino material. Os judeus não compreenderam que o objetivo de Cristo era fundar um reino espiritual. Não assimilaram que Ele queria implantar as suas bases, conceitos e ensinamentos no coração e entendimento dos homens.

Nós, porém, não podemos condená-los, porque sempre nos comportamos de maneira semelhante. Quantas vezes, apesar desses exemplos, nós metemos os pés pelas mãos e não entendemos o plano de Deus? Jesus, enquanto se preparava para a cruz, por várias vezes pediu a Deus: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice...!”. E a oração de Jesus não foi atendida. Ele acabou sendo preso, torturado e morto, porque como escreveu Isaías, “o castigo que nos trás a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (53:5).

Deus sabe o que é melhor para nós. Embora, às vezes, nós não compreendemos os seus planos, é importante confiar. Fazer o que Jesus fez. Ele confiou, se entregou, padeceu, morreu, mas ressuscitou. Hoje, Jesus está sentado à direita de Deus. No livro de Hebreus, capítulo 1, nos três primeiros versos, o escritor diz que “havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo Ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a PURIFICAÇÃO DOS PECADOS, assentou-se à direita da Majestade nas alturas”.

Hoje, Jesus se prepara para voltar e buscar quem, como Ele, aceita e entende o plano de Deus em sua vida. Sendo assim, penso ser importante meditar no que escreveu João, no seu evangelho (14:1-6). Nesses versos ele reproduziu as palavras de Jesus, que prometeu voltar: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também (1-3)”.


De acordo com o relato, um dos discípulos, de nome Tomé, após ouvir Jesus proferir essas palavras, questionou: “Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?”. Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Diante do sacrifício que Jesus fez por mim e por você; diante da notícia de que Ele vai voltar para buscar quem estiver andando no caminho que Ele orientou como correto... Qual tem sido a nossa postura? Desejamos chegar a Deus? Bem, todos nos almejamos, mas o único caminho que nos conduz a Ele é a “Rodovia Jesus Cristo”.

Não deixe de trafegar por ela!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Chuva provoca queda de árvores e expõe inoperância da Defesa Civil do município


Flávio Azevedo

Segundo o vigia do Posto Almir Branco, ele ouviu um grande estrondo "e em seguida a árvore caiu".
Por volta das 19h dessa quarta-feira (27/03), uma árvore caiu na Rua Duque de Caxias, em frente ao Colégio Estadual Barão do Rio Branco. O trânsito foi interditado e a Ampla e os Bombeiros foram chamados. Operadores da Ampla vieram desligar a energia elétrica do local para que os homens do Corpo de Bombeiros pudessem trabalhar. A árvore atingiu um veículo que estava passando pelo local e teve avarias na parte traseira do veículo. De acordo com um dos Bombeiros, as demais árvores da rua correm o risco de cair.
– Todas essas árvores precisam passar por uma vistoria. Esse procedimento é realizado pela Defesa Civil do município e deve ser realizado com certa urgência, porque, como essa que caiu, todas essas árvores estão sem raízes e o risco de queda é iminente, porque o solo fica mole com as constantes chuvas – explicou um dos Bombeiros, destacando que o procedimento deve ser feito em todo município, “porque, ontem (26/03), no bairro Caixa D’Água também caiu uma árvore”.

Em dezembro, uma das árvores da rua caiu sobre o muro do Colégio Estadual Barão do Rio Branco.
A previsão do Bombeiro não está equivocada. Essa não é a primeira árvore que cai no local. No último mês de dezembro, numa tarde de sexta-feira, durante uma chuvarada, uma árvore próxima caiu sobre o muro do Colégio Barão. Apesar do susto, ninguém se feriu.

Já há algum tempo os vereadores e a população de Rio Bonito cobram a contratação de pessoal e a aquisição de equipamentos para a Defesa Civil. Enquanto a Prefeitura Municipal não se define, as árvores estão caindo, alguns deslizamentos já começam a acontecer (Pedro Colares) e os alagamentos viraram rotina. A população espera que as autoridades (in) competentes não estejam aguardando alguma vítima fatal para começar a trabalhar.
A árvore caída sob outro ângulo.
Depoimento

Pelo Facebook, nós recebemos o depoimento de uma familiar do motorista do carro atingido.

Hoje, por volta de umas 19h10min, o meu padrasto passou pela rua do Colégio Barão e uma árvore caiu exatamente sobre o caso, destruindo toda parte de trás e amassando o teto todo, pois quando ele viu que a árvore estava caindo, ele acelerou! Ela (a árvore) iria cair na parte da frente, e ele, essa hora, não estaria mais entre nós!

Só fico indignada porque a Prefeitura não cumpriu com sua obrigação de zelar pelo espaço da cidade, retirando aquela árvore depois te tanta chuva. Ao invés de cair sobre o carro, ela poderia cair sobre um estudante, um idoso, uma grávida. Agora, nós temos que ter nosso direito, pois a Prefeitura deve arcar com o prejuízo. Ele observou a árvore caindo, se não, poderia estar morto!”

terça-feira, 26 de março de 2013

Rio Bonito fora dos trilhos


Flávio Azevedo

A máquina está sem comando e as consequências podem ser drásticas.
O não cumprimento das promessas de campanha começa a acontecer em Rio Bonito. Cantada em prosa e versos durante a campanha eleitoral, a Secretaria Municipal de Segurança Pública parece ter sido esquecida pela chefe do poder Executivo.

A informação é de que a Secretaria de Segurança, por razões que não me convencem e me deixam preocupado, não será mais criada. Coincidência ou não, o esquecimento da promessa acontece exatamente quando o suposto secretário, Alexandre Daher, é remanejado para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, pasta deixada pelo arquiteto Júlio Miranda, nos primeiros dias da gestão.

Nada contra o policial rodoviário federal, Alexandre Daher, para mim uma grata surpresa da “Equipe Solange”. Trata-se de um sujeito de ideias progressistas e que foge da lógica retrógada, mafiosa e perseguidora, comum às cidades interioranas, que sofrem com pessoas que pensam política com o intestino e não com o cérebro! Aliás, tratando-se de competência, sinto falta nesse grupo, do inteligente Knauth, um sujeito de ideias progressistas que poderia contribuir bastante com o novo cenário prometido para a nossa cidade.

Mas será que querem realmente esse novo cenário? Será que a chefe do poder Executivo quer implantar realmente essa novidade? Será que a laureada experiência adquirida em Brasília foi suficiente para sufocar a postura interiorana e a paixão pela política do varejo?

É amigo... O nosso futuro é sombrio!

domingo, 24 de março de 2013

Falaram mal de mim...


Flávio Azevedo

Jornalista Flávio Azevedo
A pessoa faz contato comigo e pergunta: “Flávio, você sabe da novidade?”. Resposta: “qual?”. Meio sem graça, o interlocutor completa: “é que estão falando mal de você!”. Com naturalidade respondi com uma dica: “esses críticos precisam entrar na fila, porque já tem gente falando mal de mim há mais tempo. E isso é por vez e ordem de chegada!”.

Para completar a minha alegria, eu descubro que os tais comentários são provenientes de determinado grupo político. Logo me lembrei do dia em que, no ponto de ônibus da Praça Fonseca Portela, um senhor me cercou para dizer que passou a valorizar o meu trabalho depois que ouviu políticos falando mal do “Flávio Azevedo”. E concluiu: “jornalista elogiado por político é uma desgraça para a sociedade, mas se ele não é querido pelos políticos, isso é sinal que ele defende o povo!”.

Não sei quem é aquele senhor, eu estava apressado porque ia cobrir um evento, mas a lição ficou. Eu só peço que entrem na fila, por favor, porque já tem gente na frente! Obrigado!

sábado, 23 de março de 2013

População de Silva Jardim se mobiliza por redução do preço da passagem e melhor prestação de serviço


Flávio Azevedo

Confusão, congestionamento, polícia, manifestantes... Tudo isso para chamar atenção para o preço das tarifas!
O preço da tarifa praticada pela empresa Rio ita, situação há muito tempo reclamada pela população de Rio Bonito e região, teve, nessa sexta-feira (22/03), mais um desdobramento. Indignados com a situação, usuários da linha Silva Jardim/Rio Bonito saíram às ruas da “Terra do Capivari”, em protesto. A cobrança é por tarifas menores e criação de seção ao longo do trajeto de 33 km. Enquanto na Praça Amaral Peixoto, em Silva Jardim, um grupo de manifestantes, ostentando faixas e cartazes, percorreu a principal rua da cidade, na Varginha, moradores bloquearam a BR – 101, no Km 244. O clima ficou tenso entre policiais e moradores.

Policiais Militares foram enviados a Varginha para debelar a manifestação, mas a população insistiu. Pneus foram incendiados e por cerca de 30 minutos o trânsito na rodovia foi impedido gerando grande congestionamento. A polícia tentou coibir a mobilização com rigor, mas os manifestantes não recuaram. O clima de tensão era nítido no local.
– Depois que inventaram câmeras filmadoras nos celulares e outros aparelhos eletroeletrônicos de fácil aquisição, acabou esse negócio de polícia querer usar a força de maneira indevida. Hoje, nós filmamos tudo e avisamos: se houver abuso na força utilizada contra a população, as imagens serão postadas na internet – contou um dos manifestantes, prometendo nova ação caso o problema não se resolva.

Os manifestantes saíram da Praça Amaral Peixoto e percorreram a principal rua de Silva Jardim.
Na Praça Amaral Peixoto, uma das organizadoras da mobilização, Marilene Teixeira, em entrevista exclusiva a nossa reportagem, justificou, com números, a insatisfação dos silvajardinenses.
– 35% dos moradores de Silva Jardim são pessoas que estão abaixo da linha da pobreza. A distância entre Silva Jardim e Rio Bonito é de 33 km e nós pagamos uma tarifa de R$ 4,50 para percorrer esse trecho. O problema é que se o destino for Boqueirão, bairro localizado a 5 km do Centro, nós pagamos os mesmos R$ 4,50 – reclamou Marilene, acrescentando que essa realidade se repete para quem sai de Rio Bonito e desce, por exemplo, no Rio do Ouro ou no Sambê.

Manifestante expõe a evolução da tarifa em 4 anos.
A líder da manifestação comentou que a reivindicação conta com o apoio de duas mil pessoas, “eles assinaram um abaixo assinado demonstrando essa insatisfação”; revelou que durante os dois meses que a mobilização está sendo organizada, “inclusive com informação ao Ministério Público”, foi feito contato com a empresa; e frisou: “além de não sermos recebidos, as argumentações são absurdas”.
– A carência de emprego em Silva Jardim, uma cidade de 23 mil habitantes, é muito grande. O maior empregador da cidade é a Prefeitura, que não comporta todos os moradores. Segundo as nossas estatísticas, diariamente, cerca de 1,2 mil pessoas saem do município para trabalhar. A empresa, porém, alega que os moradores são poucos e que 70% dos usuários são estudantes e idosos, o que nós discordamos porque o número de pagantes gira em torno de 1,2 mil pessoas – destacou.

Ainda segundo Marilene, questionada sobre o fato de não existir seção ao longo do trajeto, com tarifa mais barata até o meio do percurso, a empresa teria usado como justificativa o baixo volume de usuários e o alto de número de gratuidade. “Segundo a empresa, a tarifa cheia ao longo de todo trajeto é para compensar essas perdas”. Outra reclamação dos manifestantes foi em relação ao atendimento às pessoas com necessidades especiais, que estariam sendo mal atendidas, “porque muitas vezes os motoristas não sabem utilizar os elevadores para os cadeirantes. É preciso haver um treinamento”, concluiu.

Em entrevista a edição 636 do jornal Folha da Terra (12/01/2013), o gerente local da Rio Ita, Jorge Ricardo, informou que apesar do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro/RJ) ter autorizado os reajustes das tarifas, “todas as linhas estavam funcionando com preços promocionais por tempo indeterminado, como por exemplo, Rio Bonito/Silva Jardim, que poderia custar R$ 6,30, mas por conta da promoção está custando R$ 4,50”.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ônibus invade residência na Serra do Sambê


Flávio Azevedo

Os peritos estão sendo aguardados para analisar as avarias da residência.
Por volta das 20h, dessa quarta-feira (20/03), um ônibus da empresa São Geraldo colidiu contra uma casa na Serra do Sambê. Segundo testemunhas, o veículo bateu em outros pontos, antes da colisão final, a residência nº 686, próxima da escola do bairro. O motorista sofreu ferimentos leves, foi socorrido por homens do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV). O ônibus transportava apenas um passageiro, que segundo uma familiar, não se feriu.

No local, um dos homens do Corpo de Bombeiros afirmou que a Defesa Civil do município e os peritos estão sendo aguardados para os procedimentos protocolares. Questionado sobre o que aconteceu, o gerente da empresa, Manoel Mathias afirmou que o veículo é “zero”, passa por constante manutenção e que ainda não poderia precisar o motivo do acidente, que pode ser falha dos freios.

"Olhando esse estrago (a frente do ônibus) acho até que o motorista teve sorte", disse outro morador.
Policiais militares que faziam o patrulhamento de rotina no bairro passaram por segundos de terror. A viatura subia a Serra do Sambê, e próximo a uma curva os policiais que estavam no interior do carro foram surpreendidos com o ônibus avariado descendo em alta velocidade. A viatura desviou para um lado e o ônibus saiu para o outro, terminando por colidir contra a residência. Um Fiat Uno, placa KNT 7383, de Rio Bonito, que estava na garagem, sofreu danos.

A moradora do bairro Rosely Peclat disse que tomou um grande susto e que o barulho que ouviu foi aterrador. “Eu estava dentro de casa, o meu filho e eu, fazendo a tarefa da escola, quando ouvi aquele estrondo. Fiquei desesperada, sem saber o que estava acontecendo. Quando vim para frente da casa me deparei com essa cena”, contou. Outros moradores da localidade afirmam que esse é o terceiro veículo que avaria na localidade em menos de um mês.
"Não fosse o muro, o estrago poderia ser maior", disse um morador enquanto olhava  os escombros provocados pelo acidente.

terça-feira, 19 de março de 2013

Carpinteiro e Marceneiro, hoje é o seu dia!


Flávio Azevedo

Jesus tem o poder de transformar um coração sem formas e sentimentos numa peça belíssima, amável e útil.
Hoje, 19 de março, nós comemoramos o “Dia do Carpinteiro” e o “Dia do Marceneiro”, ofícios bem semelhantes. Ao falar do carpinteiro, não podemos esquecer que segundo a Bíblia, esse era o ofício de Jesus. Se levarmos em conta que o Filho de Deus foi crucificado aos 33 anos e teve um ministério curto (apenas três anos), certamente nos perguntaremos o que ele fez nos 30 anos que antecederam o seu ministério. Bom, Jesus não era um “playboy”. Durante o tempo em que a sua vida não é comentada pelos evangelhos, Ele trabalhava na carpintaria do seu pai (José).

Em dois momentos o texto sagrado confirma Jesus como carpinteiro. Em S. Marcos, no capítulo 6, versos 3, o texto diz assim: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele”. Aqui está um dos motivos de Jesus não ter sido aceito pelos judeus como o “Messias”: o fato dEle não ser um nobre, mas um simples carpinteiro.

Em outro texto, S. Mateus 11 – 28 a 30, o próprio Jesus, durante um sermão, Ele usa uma metáfora sobre o cristianismo fazendo alusão ao seu ofício: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu JUGO (peça produzida pelo carpinteiro), e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu JUGO é suave e o meu fardo é leve”.

As profissões

A carpintaria é o ambiente do carpinteiro. Ali ele executa as suas atividades em madeira, desde móveis, ferramentas, artigos para construção civil, naval, entre outros. É uma profissão que exige esforço físico, habilidade e trabalhos ao ar livre. O carpinteiro precisa ter noções de geometria e um amplo conhecimento da madeira em seu estado natural (madeira maciça), o que o diferencia do marceneiro. O carpinteiro constrói ou reforma telhados, escadas, assoalhos, forros, portas, janelas, móveis, ornamentos etc.

A Marcenaria consiste em transformar a madeira num objeto decorativo. A profissão começa na carpintaria, mas acabou tornando-se um setor específico e virou uma profissão que trabalha principalmente com laminados industrializados (madeira), compensado, aglomerado, MDF, melamínico, folhas de madeira, entre outras. O marceneiro precisa ter criatividade, saber desenhar em perspectiva e possuir habilidade de artesão, embora a profissão também se estenda ao fabrico de móveis. É um ofício que está muito mais ligado ao trabalho artesanal. O marceneiro que se dedica exclusivamente a produção de móveis, sobretudo de MDF e aglomerado, é o moveleiro.

quinta-feira, 14 de março de 2013

15 de março – Dia da Escola


Flávio Azevedo

Uma cena rara de se ver nas escolas da atualidade, mas que precisa ser preconizada para a socialização das crianças.
A escola, depois da família, é o primeiro grupo social a que pertencemos. E grupos sociais são importantes para que aprendamos a interagir com pessoas, a conhecer novos comportamentos e a respeitar uns aos outros. Além do mais, a escola é fonte de conhecimento e educação, tanto formal quanto informal, é um espaço onde o aluno é o protagonista e aprende a desenvolver suas atividades, além de ser um laboratório de inclusão social, promovendo no jovem o sentido de importância da comunidade.

Durante todo o nosso crescimento, precisamos de um referencial e essa é uma das principais funções da escola. Cada fase do aluno, novas necessidades e capacidades devem ser exploradas e para isso, a escola deve dispor de uma gama de profissionais como orientadores educacionais, professores e psicólogos.

Infelizmente, a educação no Brasil ainda não está satisfatória, apesar de índices cada vez mais positivos. Há um aumento da taxa de alfabetização, aumento do número de alunos que completam o nível superior, novas escolas de ensino fundamental foram construídas e há uma queda no índice de evasão escolar.

A definição acima e os conceitos defendidos até aqui são de Juscelino Tanaka, que escreveu esses conceitos num link da Universidade Veiga de Almeida (UVA) ao abordar o “Dia da Escola”. Entretanto, vale à pena se debruçar sobre esse assunto com mais atenção e pensamento crítico. Vale, inclusive, apontando uma realidade triste, desagradável, mas pouco comentada: “a transferência das responsabilidades da família para a escola”.

O caso é grave, merece profunda reflexão, mas as autoridades, enfeitiçadas pelo voto, preferem não ver ou apontar essa deformidade social. Diante desse cenário, vale destacar a tese do sociólogo Émile Durkheim, para quem existem dois tipos de socialização ou Educação: a primária, que acontece na família; e a secundária, que ocorre nos demais núcleos sociais que o indivíduo estará inserido (vizinhança, escola, trabalho etc.). Para Durkheim, “a socialização primária é a base da socialização secundária, logo, o sujeito que não for bem socializado no setor primário (em casa) terá dificuldades para se socializar nos núcleos secundários”.

Em entrevista a este jornalista, o professor Carlos Alberto Machado, o professor Betinho, diretor da Faculdade Cenecista de Rio Bonito (Facerb) e do Colégio Monsenhor Antonio de Souza Gens, afirmou que na atualidade as crianças chegam a escola sem conhecer o significado de palavras como “por favor”, “com licença”, “me desculpa”, “muito obrigado”, entre outras que obrigatoriamente deveriam fazer parte da socialização de qualquer ser humano.

O resultado disso nós já conhecemos! Escolas sobrecarregadas com a tarefa de Educar, ensinar e socializar. A professora precisa parar as tarefas educacionais para socializar o aluno, ensinando boas maneiras, o respeito ao semelhante, a importância de compartilhar, noções que ele deveria ter trazido de casa. Contudo, as famílias estão transferindo essa responsabilidade, que é delas, para a escola. Isso é sério! 

A política do VEREJO e do ATACADO


Flávio Azevedo

Aspecto de um comércio atacadista como mera ilustração.
Como eu falo muito em política de “VAREJO”, alguém me perguntou o sentido dessa metáfora. Bem, é o mesmo sentido das transações comerciais, onde existe o comércio atacadista e varejista. Esclareço que a política do "VAREJO" é aquela que atende a pessoa individualmente; já a política do atacado é aquela que atende a coletividade.

A política do "VAREJO" é aquela que o governante arruma um emprego para o chefe da casa, para a esposa dele e para a filha. Contudo, a rua dele é esburacada, o poste está sem iluminação, falta merenda na escola do filho, o bairro é inseguro, o posto de Saúde está fechado, não existe transporte público, entre outras faltas.

Já na política do ATACADO, embora a pessoa não tenha uma boquinha na Prefeitura, a rua dele é bem cuidada e iluminada; a merenda da escola do filho é de qualidade e não falta, o bairro é seguro, o posto de Saúde funciona, o transporte público atende muito bem, entre outras coisas.

Penso que não é preciso desenhar qual desses modelos é mais vantajoso para o país de maneira geral.

Novas secretarias sim, assessorias não!


Flávio Azevedo


Segundo fontes, a mensagem que prevê a criação das novas Secretarias para a Prefeitura de Rio Bonito já está na Câmara de Vereadores. A criação das Secretarias conta com a minha simpatia. O que não me agrada é a notícia de que o poder Executivo está pleiteando a criação de 20 novas assessorias. Seriam 15 DAS 1 e 5 assessorias especiais (????????).

Se os salários dos secretários, comissionados, vice-prefeito e prefeita estão sendo reduzidos “porque precisamos economizar” (parabéns por isso!), por que 20 novas assessorias?

Em minha modesta opinião, está aí o batismo de fogo dos novos vereadores. Aprovar as Secretarias e rejeitar a criação das 20 novas assessorias (atualmente já existem mais de 350 assessorias e vários níveis e salários) seria mostrar que o Parlamento mudou e está pensando diferente!

Estamos de olho! 

Católicos têm novo Papa – Francisco I


Flávio Azevedo

O argentino Jorge Mario Bergoglio é o novo Papa. 
O novo papa, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, escolhido nessa quarta-feira (13/03), já me impressionou pelo nome que adotou: “FRANCISCO”. Não porque esse é o nome do meu pai, mas por ser um nome que significa “simplicidade”, “atenção aos menos favorecidos” e “aversão ao luxo e a suntuosidade” (perfil que precisa ser observado e praticado por todas as religiões da atualidade). Classificado como um soldado “jesuíta”, Bergoglio é seguidor dos valores defendidos por S. Francisco de Assis, com quem nasce boa parte do pensamento franciscano.

Em todos os sites e notícias que falam sobre o novo Papa, os textos que o apresentam são como música para os meus ouvidos. Ele é classificado como um homem silencioso e que deverá conduzir a estrutura Católica com mãos de ferro e preocupação social. Um sacerdote altamente intelectualizado, austero, dedicado aos pobres e inflexível nas questões dogmáticas... Que bom! Alguém que não segue a liquefação e volatilidade da modernidade.

Na Argentina, sua terra natal, ele seguidas vezes atacou a classe política a quem acusou de não combater a pobreza, mas sim, usar os pobres para se perpetuarem no poder (o manjado hábito de trocar projeto político por projeto de poder), o que demonstra a sua firmeza e ausência de medo disso ou daquilo.

Conhecido por sua simplicidade, Bergoglio vivia sozinho, em um apartamento, no segundo andar do edifício da Cúria, ao lado da Catedral de Buenos Aires. Em 2004, após a tragédia da boate Cromagnon (um desastre semelhante ao que ocorreu em Santa Maria/RS), ele percorreu os hospitais da cidade para ajudar e confortar as famílias das vítimas. Pouco amigo de aparições na imprensa, o novo Papa sempre preferiu manter-se no anonimato, costuma usar transporte público e foi um dos poucos cardeais que, quando chegou a Roma (para o conclave), não usou veículos oficiais.

Diante da impactante renúncia de Bento XVI e da festiva e inesperada escolha de um Papa latino-americano como seu sucessor, a grande mídia se perde apresentando curiosidades desnecessárias sobre o novo Papa. Curiosamente, ainda não vi nenhuma reportagem que com profundidade aborde os desafios do Papa Francisco I. Um texto que fale sobre a recuperação e conservação da igreja, sobretudo naquilo que Bergoglio se notabilizou: a proximidade com os pobres, a promoção das causas sociais e, logicamente, no debate de temas provocados pela modernidade.

Uma análise rápida do contexto histórico mundial e a escolha de um Papa latino-americano, região do mundo onde o catolicismo ainda é forte, mostram que a Igreja Católica quer começar uma nova fase. Que não se perca de vista, porém, o grande objetivo de toda e qualquer igreja: DEUS. Sendo assim, eu termino esse texto com uma reflexão do Padre Fábio de Mello, que penso ser um desafio para os fieis de toda e qualquer denominação que, às vezes, sem perceber “divinizam” as autoridades eclesiásticas e as colocam acima da verdadeira divindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

Disse Fábio de Mello: “Eu não estou na igreja por causa do papa. Eu não estou na igreja por causa dos cardeais. Eu não estou na igreja por causa dos padres. Eu estou na igreja por causa de Jesus Cristo! E se houver alguma falha da parte de qualquer um daqueles, isso não será o suficiente para eu desanimar em minha fé”.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Peça com FÉ...


Flávio Azevedo

"Sem fé é impossível agradar a Deus...".
Quando somos crianças sempre estamos pedindo coisas. Na idade adulta, embora isso também aconteça (os pedidos), as ocasiões são peculiares e/ou especiais. Presentes, balas, doces, brinquedos, dinheiro, entre outras coisas, são os principais pedidos de meninos e meninas, hoje, e sempre. Entretanto, ainda criança eu me impressionei com um verso bíblico, que está escrito no capitulo 4, versos 3, do livro de Tiago. Diz assim: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”.

Eu confesso que ao me deparar com esse texto eu fiquei triste. Primeiro porque eu era criança e as crianças são amantes dos deleites. E, segundo, porque o verso dizia que eu precisava mudar a minha vida. Mas será que é por aí mesmo? Fiquei encabulado com aquela informação por muito tempo, até conhecer com profundidade o evangelho de S. Lucas e um dos trechos principais do seu livro (Lucas 11.9 a 13). Diz assim:

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”.

Ainda tenho na minha memória algumas travessuras que aprontava no meu tempo de infância. Feita a “arte”, o primeiro sentimento que se abatia sobre mim era “o que meus pais irão dizer? Serei castigado?” O detalhe é que, geralmente, era sim necessária uma reprimenda e boas chineladas. Sendo assim, se aproximar dos meus pais não era tarefa facial.

Todas as vezes que fico recordando desses episódios vem a minha mente um texto bíblico que está escrito no livro de Hebreus, no capítulo 4, versos 16. “Cheguemos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça em tempo oportuno”. Ou seja, se você vai pedir alguma coisa tem que chegar com confiança. É lógico que reconhecendo a nossa natureza pecadora, mas com confiança.

Alguém poderá me perguntar: “mas o que é fé?”. Bem, o livro de Hebreus também responde. No capítulo 11, versos 1 e 6, o escritor dá duas definições para esse instrumento tão importante: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (verso 1). “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (verso 6).

Quem sabe eu estou escrevendo para alguém que, assim como eu, busca respostas... Alguém que aguarda aquela bênção há muito almejada... Alguém que em algum momento perdeu a fé de vista... Alguém que desconfiou de Deus e por isso tentou resolver os problemas pelos próprios meios... Saiba que o homem é um ser falho, fraco, formado do pó e que sempre carrega consigo a dúvida... Aliás, diante de tantas lutas, Jesus não disse que nós teríamos vida fácil! Pelo contrário, Ele afirmou que no mundo nós teríamos aflições, mas deixou um alento: “... Tende bom ânimo, porque Eu venci o mundo” (João 16.33). 

terça-feira, 12 de março de 2013

Festa, orgia, diversão ou lazer?


Flávio Azevedo

O padre Eduardo Braga faz constantes alertas aos jovens sobre a presença em festas e eventos não aconselháveis. 
Penso ser imprudente rotular apenas uma festa (Pagofunk) como “lixão”, quando até as “inocentes” festas de 15 anos estão na corda bamba. Um dos críticos dessa “lúdica” festividade é o Padre Eduardo Braga, que fez significativas reflexões sobre o tema. Leia o que escreveu o sacerdote:

A origem de celebrar as festas de 15 anos está no fato bíblico da anunciação do anjo a Maria, uma jovem virgem da pequena aldeia de Nazaré da Galiléia (cf. Lc. 1.26-38). A Igreja Católica no Brasil começa a celebração dos 15 anos de jovens católicas desta idade, inspirando-se (segundo a tradição) no momento em que Maria disse “sim” ao projeto de Deus. 

O profano mais uma vez engoliu o sagrado. A ingênua festa no início da maturidade de uma menina de quinze anos se tornou um lugar de perdição, degradação e toda e toda sorte de maldade. As festas de 15 anos estão se tornando verdadeiros “inferninhos”... Em Rio Bonito, elas acontecem em lugares de eventos e clubes. Por ocasião, existe já um bar montado. Adolescentes e pré-adolescentes, na presença dos pais (quando estes podem entrar, porque há festas que os pais não podem) bebem vodka e absolut... 

No Rio de Janeiro, quando avisado, o Samu já está de plantão no portão, esperando os adolescentes em coma alcoólico. O que, infelizmente, também acontece no nosso município. Conferir as últimas festas... O pior tem me parecido o que sabemos de várias fontes seguras (além de sexo livre e uso de drogas) é a perversidade que se faz entre eles mesmos. Os que ficam bêbados são fotografados e tais imagens são colocadas nas redes sociais (Orkut, Facebook...). Fotos são passadas de celular para celular. Recados são colocados na pessoa caída. Por exemplo: “não fume! Perigo de explosão!”... 

O que mais deve “rolar” nestas festinhas de 15 anos? Pergunte ao teu filho e ao teu neto. Não seja ingênuo. Acorde! Aos católicos eu peço a partir de hoje: não deixe seus filhos irem a estas festas de 15 anos em Rio Bonito, salvo se você puder estar e se for certificado que não há bebidas. É festa? É alegria? Isto é vida para quem ainda nem começou a viver? Pais, onde vocês estão? Pais organizadores destas diabólicas festas, vocês pagarão conta disso à Deus! 

Com a minha benção...”. 

Padre Eduardo é pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Rio Bonito.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Rio Bonito, um CLUBE DE AMIGOS!


Flávio Azevedo

Tratar com reverência, babação e até divinização é a postura de muitos diante de gente que precisa na verdade "tomar chicotada".
Em Rio Bonito, entra governo e sai governo, as questões reclamadas e apontadas como alvos de mudanças continuam sempre da mesma forma. Nos municípios vizinhos não é diferente, mas a “Cidade Risonha” tem peculiaridades que a destacam das demais cidades de menor porte: o compadrio, os cartéis e a característica principal: somos uma sociedade fechada, sobretudo se os candidatos a “novos membros”, econômica e politicamente, representarem algum tipo de ameaça ao “status quo” ou estado atual das coisas.

O interessante dos problemas riobonitenses é que em todas as questões levantadas por qualquer pessoa, independentemente de governo, a essência é a mesma! Eu costumo dizer, para o horror de muitos e alegria de poucos, que Rio Bonito é um município gerenciado como se fosse um “CLUBE DE AMIGOS”. Sim, a lógica é essa. A prevalência nunca é destinada a coletividade, mas ao que é bom para mim e/ou para o meu colaborador!

Pensando nessa lógica, também é possível afirmar que, por aqui, não existe um troca-troca de governo como as pessoas comentam. O que existe na verdade é um revezamento, que, inclusive, é definido e sustentado pelo tal “clube de amigos”. É possível provar essa lógica. Esqueçam, por exemplo, a “marionete” que está no poder e pensem em quem está em volta (quem são eles e por que estão nesses lugares?). Já observaram que são sempre os mesmos nomes? E por que as novas opções não emplacam? Outra coisa: as decisões são tomadas a favor de quem? Perceberam?

O problema é que, às vezes, as nossas críticas e ponderações têm orientação partidária (as exceções existe), o que atrapalha a credibilidade do que está sendo abordado. Tanto é assim, que quando o crítico chega ao poder, ele passa a usar as ferramentas do antecessor e prossegue fazendo as mesmas bandalheiras. Curiosamente, o novo sequer se dá ao trabalho de colocar uma roupa diferente nos escândalos e coisas feias que ele apontou durante a campanha eleitoral. Aliás, parece que o cara esqueceu tudo que foi dito e prometido. 

E por que ficamos calados? Por dois motivos simples, porém, difíceis de serem aceitos por quem reclama: por não acreditarmos que vai mudar e/ou por nutrirmos alguma esperança de fazer parte do sistema que condenamos, mas é rentável, num futuro próximo. Logo, é mais prudente ficar calado esperando a tal oportunidade de faturar algum!

Rio Bonito, finalmente, pode ter Posto Avançado do Tribunal do Trabalho


Flávio Azevedo

A prefeita Solange Almeida e a desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry
A prefeita Solange Almeida (PMDB) assinou no último dia 26 de fevereiro, junto da desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, um protocolo de intenções para que Rio Bonito, finalmente, tenha um Posto Avançado do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. O posto é um antigo sonho dos advogados locais e da 35ª Subseção da OAB. A unidade também irá atender os municípios de Tanguá e Silva Jardim e corria o risco de ser levado para Araruama.

Desde 2009 o TRT pretende se instalar em Rio Bonito. Tecnicamente o Posto Avançado já havia sido criado, através da então desembargadora Doris Castro Neves, mas o então prefeito José Luiz Antunes não deu a devida importância e não tomou a iniciativa de alugar um espaço para abrigar o órgão. Segundo fontes, o prefeito teria sofrido pressão de empresários locais para que não facilitasse a vinda do Posto Avançado, para não dar facilidade ao empregado que precisar recorrer a Justiça Trabalhista.

Em junho de 2009, o prefeito ofereceu ao TRT, o antigo Posto Agropecuário, na Praça Cruzeiro (um prédio anexo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente). O espaço havia sido reprovado pelo Núcleo de Defesa Sanitária Animal, que por falta de condições físicas e estruturais para exercer as suas atividades foi para Tanguá. À época, o então presidente da 35ª Subseção da OAB, Antonio Carlos Guadelupe, não conseguiu esconder a sua decepção com a postura da administração municipal.

Em entrevista a este jornalista, Guadelupe comentou que estava com vergonha de apresentar o espaço aos representantes do TRT. “Eu pedi uma planta baixa do local, para levar ao Tribunal, mas confesso que estou envergonhado, porque eu acho que Rio Bonito tem condições de oferecer algo melhor que um pardieiro”, disparou.

Foto: Ascom/RB.

domingo, 10 de março de 2013

Polícia para quem precisa de polícia...


Flávio Azevedo

O volume de lojas, escritórios, consultórios e residências sendo furtadas ou assaltadas  é grande em Rio Bonito.
E a onda de assaltos a estabelecimentos comerciais, escritórios e consultórios não acaba! Dessa vez a vítima é a minha amiga Fernanda Fonseca, que no seu perfil do Facebook comunica aos amigos, a notícia da visita indesejada no seu consultório, na Av. Sete de Maio. O furto ocorreu na madrugada desse sábado para domingo (09/10-03). Com um texto profundo e indignado, a fisioterapeuta resume o sentimento dela, e de todos os outros que estão sendo forçados a entrar nessa macabra e odiosa estatística de perdas.

“Se não pagamos nosso impostos perdemos nossos bens e se pagamos perdemos também! Entraram na minha clínica essa noite para assaltar. Cadê a polícia e as promessas? O dinheiro dos impostos vão pra onde? Até quando vamos fechar o nosso negócio sem saber o que vamos encontrar no dia seguinte? Até quando vamos ficar de braços cruzados e deixar que roubem a nossa dignidade? Você rala... Dá um duro danado... Pra vir um vagabundo e levar suas coisas? Isso ta errado! CHEGA!!! Afinal quem que está preso? Somos nós que temos que nos trancar ou os bandidos que entram no nosso quintal? SOCORRO!!!!!! Alguém ajude! CADÊ A SEGURANÇA?”.

O texto de Fernanda traduz o que estão sentindo os muitos empresários, comerciantes e prestadores de serviço riobonitenses, que foram roubados, assaltados ou furtados nas últimas semanas. Para o nosso horror, há cerca de 20 dias o PMDB, partido do governador Sérgio Cabral, divulgou nota declarando, entre outras baboseiras, que “a eleição do vice-governador Pezão (sucessor de Sérgio Cabral) é a certeza de que a bem-sucedida política de Segurança implementada no estado irá continuar e avançar”.

Sinceramente, eu que moro em Rio Bonito, interior do Estado, desconheço essa “bem-sucedida política de Segurança”. O que eu conheço são testemunhos como esse da fisioterapeuta Fernanda Fonseca. No Rio de Janeiro que eu moro, sobretudo no interior, o cenário é totalmente o contrário ao que afirma o PMDB. Aqui, o que é perene é a insegurança! A única coisa que supera a insegurança em perenidade é a cara de pau dos políticos e seus partidos, que insistem em nos tratar como se fossemos idiotas.

É nítida a falta de representatividade dos políticos locais. Em nome do pernicioso pensamento “não adianta bater de frente com quem está mais acima”, nós continuamos com policiamento ínfimo (civil e militar) e a violência bate a nossa porta diariamente (Fernanda é caçula dessa triste estatística). Diante desse cenário, que debate sobre Segurança a classe política está promovendo com a sociedade? Por outro lado, se fizerem esse debate, será que a sociedade comparecerá?

A presença da classe política no Conselho Comunitário de Segurança, por exemplo, é risível. E quando usam a palavra, da mais vontade de rir ainda, porque nitidamente desconhecem as atribuições do cargo que ocupam. Falta liderança, falta mobilização, falta espírito público, falta cooperativismo, falta seriedade, predicados que precisam partir desse setor. Não e possível que depois de ter uma galera que recebe para cuidar da implementação das políticas publicas, as pessoas precisem deixar os seus afazeres para, diariamente, cuidar daquilo que já era para estar sendo tratado!

Até 2012, na gestão municipal anterior, eu sempre dizia que “Segurança é atribuição do ESTADO do Rio de Janeiro” e deveríamos cobrar muito do deputado ESTADUAL Marcos Abrahão. À época, diziam que eu falava isso por ser simpatizante do candidato Matheus Neto. Muito bem! Venceu Solange, que por conta das práticas da sua última gestão (97/2004), não conta com a minha simpatia. Entretanto, embora eu tenha esse entendimento, a minha posição esta mantida “Segurança é atribuição do ESTADO do Rio de Janeiro e devemos, sim, cobrar do nosso representante na esfera estadual”.

Sobre as promessas de campanha, quem promete está no direito de prometer, otário é quem acredita (e em Rio Bonito, infelizmente, eles são maioria esmagadora). Aliás, o povo acredita em historinhas há 40, 50, 60 anos. Pena que as pessoas não percebam que estamos inseguros há muitos anos; e que somente com REPRESENTATIVIDADE política essa questão será resolvida. Porém, eu devo lembrar que não podemos entender como REPRESENTATIVIDADE, o famoso mau costume riobonitense de ficar PUXANDO O SACO de Paulo Melo e Sérgio Cabral ou de qualquer outro político que alcance o governo do Estado do Rio de Janeiro.

Cinismo

Dias desses, na reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), durante um dos meus desabafos, uma importante autoridade do município me olhou com cara de reprovação e me chamou de "romântico".

É... Realmente foi romântico o assalto ao escritório de determinado empresário que perdeu R$ 37 mil... É romântico saber que escritórios, consultórios, empresas e joalherias estão sendo furtadas durante a madrugada e nada acontece... É romântico saber que, em Catimbau, há cerca de um mês, uma família foi presa dentro do banheiro pelos bandidos que limparam a residência... Aliás, é romântico viver em Rio Bonito e ser governando por esse bando de cínicos.

Sinceramente, o cinismo me deixa mais furioso que a incompetência!

Vereador Reis aponta falta de médicos como um dos problemas da Saúde de Rio Bonito


Flávio Azevedo

O vereador Reginaldo Ferreira Dutra
Há algum tempo o grupo de mídias “O TEMPO” aponta a falta médicos como principal problema da Saúde em Rio Bonito e em todo Brasil. A ideia não foi bem digerida pela sociedade, sobretudo pela categoria, mas aos poucos os atores que lidam com essa problemática são obrigados a concordar. As causas para a falta dos profissionais, por exemplo, os altos salários pleiteados pela categoria, também foi assunto na sessão do último dia 5 de março. O tema foi abordado pelo presidente da Casa, o vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB).

Segundo o parlamentar, no dia anterior, juntamente com ele, sete vereadores participaram de uma reunião com a diretoria do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV). No encontro, a direção da unidade apontou como principais problemas, a falta de profissionais e a dificuldade de se concorrer com os altos salários que estão sendo pagos nos grandes centros.
– Por conta das muitas reclamações a respeito da superlotação do HRDV e a constante falta de médicos marcamos esse encontro com a direção do hospital. Fomos muito bem recebidos e o problema é a falta de médicos, que querem receber salários superiores ao que HRDV pode pagar. O valor de R$ 8 mil não é atrativo, mas a instituição não reúne condições de pagar salários superiores – destaca o vereador.

O vereador pede paciência na condução dessa e de outras questões, porque a gestão da Prefeita Solange Almeida ainda está no início e ela assumiu a Prefeitura com uma série de problemas da gestão anterior. “Nós temos, por exemplo, uma escola no Parque Indiano que não teve condições de receber os alunos para o ano letivo de 2013, porque a parte elétrica estava em curto. A situação era tão séria, que dois gatos morreram eletrocutados na unidade. E se fosse um aluno?”, questionou Reis, lembrando que o governo anterior deixou uma dívida de R$ 900 mil com o HRDV.

O cenário preocupa

Em entrevista exclusiva ao Programa Flávio Azevedo, da Rádio Sambê FM (98.7), o vereador disse que a falta de médicos também atinge a UPA e alguns Postos de Saúde. “Isso é prejudicial, sobretudo numa evidente epidemia de dengue”. O parlamentar também comentou a dificuldade para se contratar pediatras, profissionais em extinção em todo Brasil.
– Eu tenho sido muito procurado, muito cobrado, mas a diretoria do HRDV deixou claro que a falta de médicos é o grande problema. O salário que é pago no município (entre R$ 4 mil e R$ 8 mil) não atrai os profissionais, porque em outros centros eles estão recebendo entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, o que é um absurdo – disparou o vereador.

Ainda segundo o parlamentar, o mesmo cenário é percebido na condução dos Programas de Saúde da Família (PSF) e área de Saúde em geral. “Conversei com Vânia Osório, sobre a questão dos postos e PSFs. Ela me informou que o município até quer pagar o salário que os médicos estão pedindo, mas no caso dos PSFs, o profissional tem que dar pelo menos quatro plantões, situação que não atrai os médicos”.

A repercussão negativa que esse problema causa para a classe política também preocupa o presidente, que pensa ser necessário debater a questão com a sociedade.
– Aos poucos nós vamos percebendo que o problema não é do prefeito, do secretário, do vereador, nem da diretoria do hospital, que acabam ficando refém de uma situação que precisa ser apresentada a população. Os profissionais estão se valorizando, acredito que eles estão corretos, mas os municípios menores estão sendo extremamente prejudicados com esses salários milionários que estão sendo pedidos pelos médicos – frisou o parlamentar.

Vereador Aissar Elias aponta falhas no Processo Seletivo promovido pela Prefeitura de Rio Bonito


Flávio Azevedo

O vereador Aissar Elias de Moraes
Assunto ainda presente em todas as rodas de bate papo, o Processo Seletivo Simplificado (PSS) promovido pela Prefeitura Municipal de Rio Bonito (PMRB) nas primeiras semanas de 2013, também foi tema das explicações pessoais da sessão da Câmara de Vereadores no último dia 5 de março. Quem abordou o tema foi o vereador Aissar Elias de Moraes (PTN), que defendeu a realização de um concurso público para preencher as muitas vagas existentes no quadro funcional da PMRB.
– Eu vou tocar num assunto que é polêmico, mas tem que ser discutido por essa Casa. Eu já conversei com a prefeita sobre as falhas que eu identifiquei. À época, estava sendo realizado o PSS da Educação. Erros lastimáveis ocorreram e eles continuaram acontecendo nos demais processos. Eu defendo a realização de um concurso público, onde a meritocracia prevaleça. Porque um concurso público onde você faz uma prova, passa na avaliação, mas depois tem que passar por uma prova de entrevista... Gente a entrevista é altamente subjetiva! Às vezes, o entrevistador não tem sequer a qualificação ideal para esse tipo de avaliação e acaba cometendo grandes injustiças – disparou o parlamentar.

O vereador comentou que entende o momento que atravessa a atual administração, mas sugeriu que as injustiças sejam corrigidas. “Um pedido de desculpas aos professores deveria ter sido feito... Pela forma com que foram colocados para fazer a escolha do local que iriam trabalhar. Aquela situação (fila da madrugada) foi ruim para todos. A prefeita reconheceu esses erros e prometeu corrigi-los”, frisou o parlamentar, comentando que é classificado como oposição, “mas eu estou aqui pronto a colaborar com a prefeita. Pela postura de palanque que ela teve, eu tenho que acreditar, eu tenho esperança, eu preciso dar a ela essa oportunidade, mas nós não podemos deixar de comentar certas questões”.

Transparência, facilidade de acesso as informações e a reclamada falta de classificação, também foram situações apontadas pelo vereador.
– Você tem 10 vagas para a Educação, por exemplo, chama as 10 pessoas. Porém, o professor adoece, pede licença, ele tem os seus problemas, outro desiste, tem aqueles que pedem demissão; e essa vaga tem ser preenchida por aqueles que estão no Cadastro de Reserva, mas vai chamar quem? Não tem classificação! – disparou Aissar. Para o vereador, quem fez o PSS e vive essa incerteza deve reclamar, pode correr atrás dos seus direitos, deveria ir ao Ministério Público, entrar na Justiça, “porque é uma situação muito estranha”.